Discografias Comentadas: Gillan
Por Marcello Zapelini
Em 1978, Ian Gillan estava cansado do som jazzístico, cerebral e muito bem elaborado da sua Ian Gillan Band. Como ele mencionaria em entrevista posterior, a ascensão do punk o fez querer voltar ao básico, ao rock’n’roll que o tirara da ópera e o levara a querer ser um rocker no começo dos anos 60. Mas a proposta de um som mais rock não agradou aos músicos da IGB – apenas o tecladista Colin Towns, que entrara na banda em 1976, mostrou-se interessado. Assim, Ian desfez o grupo e começou a buscar uma nova empreitada. Enquanto formava sua nova banda, Gillan foi visitado por Ritchie Blackmore, que o convidou para substituir Dio no Rainbow – e retribuiu sugerindo que Ritchie entrasse na banda que estava formando…
Sem um selo para bancá-lo, Gillan levou a banda para a estrada, tocando em todos os lugares que pôde na Inglaterra, e gravou independentemente um disco, simplesmente intitulado Gillan, que recebeu lançamento somente no Japão, Austrália e Nova Zelândia. A participação da Gillan no festival de Reading em 1978 chamou a atenção do público e da imprensa para o poderio do quinteto, mas logo sofreram sua primeira alteração na formação, pois o baterista Liam Genockey saiu para a entrada de Pete Barnacle. E Byrd, embora fosse um bom guitarrista, não era exatamente o que Ian queria, e McCoy recomendou um jovem irlandês chamado Bernie Tormé, que imediatamente impressionou o chefe. Barnacle também não permaneceu, e um velho chapa (tinham tocado juntos no começo dos anos 60 no Episode Six), Mick Underwood, completou a Gillan.
Daí em diante o grupo se manteria mais ou menos estável, com apenas Janick Gers (aquele mesmo) substituindo Tormé na guitarra. Outros cinco discos sairiam, até a banda acabar em 1982. É hora de revisitá-los e ver o que a Gillan fez de bom no final dos anos 70 e começo dos 80!
Gillan (The Japanese Album) [1978]
Sem contrato de gravação, Ian Gillan gravou em seu estúdio este LP que ficaria conhecido como o álbum japonês por ter saído inicialmente só nesse país (pouco depois, ganhou versões australiana e neozelandesa). Apesar de ser bom, não revela todo o potencial da Gillan. Mesmo com a habilidade musical dos membros da banda, a produção um pouco deficiente fez com que várias das melhores músicas fossem posteriormente regravadas para Mr. Universe, como “Secret of the Dance”, “Dead of the Night”, “Message in a Bottle” e “Fighting Man” (grande destaque do álbum, e o primeiro dos “mini-épicos” da Gillan, uma tradição que seria mantida durante quase toda a carreira do grupo). “Second Sight”, instrumental levada por Towns nos teclados, seria bastante modificada para o segundo disco, ainda que mantivesse o título. Mas, voltando ao primeiro álbum, “Not Weird Enough” (com solo fantástico de Byrd ao final), a animada “Bringing Johanna Back” e “Abbey of Thelema” (com a letra falando do afamado/infame ocultista Aleister Crowley) são outros destaques, mas acabaram ficando meio esquecidas na produção total da Gillan. Ian não chega a impressionar nos vocais, e instrumentalmente os grandes destaques são Colin Towns, especialmente nos sintetizadores, e o excelente, ainda que meio discreto, Steve Byrd na guitarra. No todo, Gillan soa como o famoso disco adquirido para completar a coleção, ainda que tenha bons momentos. E era um item caro, porque somente na década de 90 ele seria lançado em CD fora do Japão e da Oceania. A Angel Air oficializou dois piratas da banda, Live at Marquee ‘78 e Live Tokyo October 78, ambos com Pete Barnacle na bateria.
Line-up: Ian Gillan: vocals; Colin Towns: keyboards, flute; John McCoy: bass; Steve Byrd: guitar; Liam Genockey: drums.
Tracklist: Second Sight (Towns); Secret of the Dance (Gillan/Towns); I’m Your Man (Gillan/Towns); Dead of Night (Gillan/Towns); Fighting Man (Towns); Message in a Bottle (Gillan/Towns); Not Weird Enough (Gillan/Towns); Bringing Johanna Back (Gillan/Towns); Abbey of Thelema (Gillan/Towns); Back in the Game (Gillan/Towns).
Mr. Universe [1979]
Ainda sem gravadora, Gillan conseguiu que a Acrobat Records lançasse este disco, parte inédito e parte regravação do primeiro LP com a nova formação. O álbum inicia com as regravações de “Second Sight” e “Secret of the Dance”, e particularmente prefiro essas novas versões; a melodia da instrumental é mais bela aqui, e a segunda ganhou peso (Underwood, embora tenha raízes no rock sessentista, é um músico de estilo mais pesado do que Genockey). “Dead of the Night” e “Message in a Bottle” ficaram marginalmente melhores, mas “Fighting Man” foi mantida como na versão original. Outras duas músicas registradas nas sessões do primeiro disco, mas que ficaram inéditas à época, “Vengeance” e “Roller”, também foram regravadas para este disco. Das músicas novas, o destaque absoluto vai para a faixa-título, uma das melhores músicas da Gillan, e outro mini-épico como “Fighting Man”, para “Puget Sound” (com sua letra sacana e divertida), e ainda há a bela “She Tears me Down” (belo solo de piano de Towns, um tecladista infelizmente meio subestimado). Mais uma vez, a dupla Gillan/Towns compôs a maioria das músicas. O álbum vendeu bem, mas a Acrobat não tinha estrutura e após esgotar a primeira prensagem não havia mais nada em estoque para vender – o disco chegou ao 11º lugar da parada britânica e teria subido mais, mas simplesmente não havia como atender os pedidos, e a Acrobat faliu pouco depois. Mr. Universe é não somente um dos melhores discos da Gillan, mas também um dos melhores álbuns lançados por um ex-Purple, na minha opinião.
Line-up: Ian Gillan: vocals; Colin Towns: keyboards, flute; John McCoy: bass; Bernie Tormé: guitar; Mick Underwood: drums.
Tracklist: Second Sigh (Towns)t; Secret of the Dance (Gillan/Towns); She Tears me Down (Gillan/Towns); Roller (Gillan/Towns); Mr. Universe (Gillan/Towns); Vengeance (Gillan/Towns); Puget Sound (Gillan; McCoy; Tormé; Towns; Underwood); Dead of the Night (Gillan/Towns); Message in a Bottle (Gillan/Towns); Fighting Man (Towns).
Glory Road [1980]
Com o sucesso do disco anterior, Gillan teve várias propostas das gravadoras, e escolheu a Virgin Records; deu certo, pois este chegou ao 3º lugar na parada britânica. Único álbum que briga com Mr. Universe pelo posto de melhor disco da Gillan, Glory Road traz outra música “ressuscitada” das sessões do disco japonês, “Sleeping on the Job”, em outra regravação que superou a original. Abrindo com a pedrada “Unchain Your Brain”, pesada, rápida e violenta, o álbum passeia por diferentes estilos, chegando perto do prog em “On the Rocks” e abordando o blues na sensacional “If You Believe Me” (grande momento vocal de Gillan, ótimo solo de Bernie e mais um daqueles solos desconjuntados de Towns ao piano). “No Easy Way” (com um show de Bernie na introdução), “Are You Sure?” (que traz Gillan brincando com a palavra “confidente”), a cadenciada “Time and Again”, “Sleeping on the Job” (outra paulada), e “Running, White Face, City Boy” (rápida e cheia de teclados) completam este ótimo disco, em que a única bola fora é “Nervous” (nunca me chamou a atenção). A primeira prensagem trouxe um LP bônus, For Gillan Fans Only, trazendo algumas jams, um remix de “Abbey of Thelema”, singles (inclusive um de Mick Underwood) e inéditas. No século XXI, uma reedição em CD incluiu esses bônus como segundo disco. Nada essencial, mas um completista precisa ir atrás desse CD duplo. O selo Raw Fruit lançou Live at Reading ‘80 com parte do show de Gillan nesse festival, e a Angel Air disponibilizou No Easy Way, que traz parte de dois shows em Edinburgh e no Hammersmith Odeon (com qualidade sonora horrível) num combo CD + DVD.
Line-up: Ian Gillan: vocals; Colin Towns: keyboards; John McCoy: bass; Bernie Tormé: guitar; Mick Underwood: drums.
Tracklist: Unchain Your Brain (Gillan; McCoy; Tormé); Are You Sure? (Gillan; McCoy; Tormé); Time and Again (Gillan; McCoy; Tormé); No Easy Way (Gillan; McCoy; Tormé); Sleeping on the Job (Gillan/Towns); On the Rocks (Gillan/Towns); If You Believe Me (Gillan; McCoy; Tormé; Underwood); Running, White Face, City Boy (Towns); Nervous (Gillan/Towns). For Gillan Fans Only: Higher and Higher (Gillan; Tormé; McCoy); Your Mother Was Right (Gillan; Towns); Redwatch (Tormé; Underwood); Abbey of Thelema (Gillan; Towns); Trying to Get You (R. McCoy; Singleton); Come Tomorrow (McCoy; Tormé); Dragon’s Tongue (Towns); Post-Fade Brain Damage (Gillan; Tormé; McCoy); Egg Timer (Samson; Thunderstick; Aylmer; Bruce); Harry Lime Theme (Karas).
Future Shock [1981]
O álbum mais bem-sucedido na parada britânica, pois chegou ao 2º posto. Gillan e Towns compuseram “Night Ride Out of Phoenix”, “Bite the Bullet” e “For Your Dreams”, enquanto “Future Shock”, “Lucitania Express”, “Sacre Bleu”, “If I Sing Softly” e “Don’t Want the Truth” são assinadas por Gillan, McCoy e Tormé; “No Laughing in Heaven” é de autoria de todos e “New Orleans” é uma cover do rocker americano Gary U. S. Bonds. A faixa título abre bem o álbum, mas é mais cadenciada do que as faixas de abertura anteriores, e Gillan gravou dois vocais em harmonia; as pauladas do disco são “(The Ballad of) Lucitania Express”, tão acelerada que parece que vai se partir ao meio, e “Sacré Bleu” outra música rápida e violenta. Os destaques, para mim, são “Bite the Bullet” (rápida e pesada), “For Your Dreams” (ótimos sintetizadores de Towns), “Don’t Want the Truth” (adoro a bateria nessa música, simples e eficiente), “New Orleans” (Gillan nunca decepciona cantando rock’n’roll) e, sobretudo, “If I Sing Softly” (linda balada, com Towns na flauta e Tormé no violão) e “No Laughing in Heaven”, com a letra histérica que narra a história de um sujeito que aprontava todas, decidiu se emendar para poder ir para o céu e, quando chegou lá, queria ir para o inferno porque não podia festejar com a mulherada. Gillan testa todos os limites da sua voz nessa música, e o que impressiona é que ele conseguia reproduzi-la ao vivo. Bernie Tormé foi demitido porque se recusou a voar para a Inglaterra para dublar “No Laughing…” no Top of the Pops. Future Shock foi meu primeiro CD da Gillan, no começo dos anos 90, e até hoje é um dos meus favoritos (ainda que não tenha nenhum mini-épico), perdendo apenas para os dois anteriores. Gillan aproveitou o sucesso lançando dois singles, uma cover para “Trouble”, de Elvis Presley, em que mais uma vez ele mostra sua excelência como intérprete de rock’n’roll, e a bela balada “Mutually Assured Destruction”, uma crítica à corrida nuclear entre as superpotências. Essas músicas (e seus lados B) podem ser obtidas em coletâneas ou nas reedições em CD. On the Rocks, lançado pela Angel Air em 2002, registra a última apresentação de Tormé com Gillan em 1981.
Line-up: Ian Gillan: vocals; Colin Towns: keyboards, flute; John McCoy: bass; Bernie Tormé: guitar; Mick Underwood: drums.
Tracklist: Future Shock (Gillan; McCoy; Tormé); Night Ride Out of Phoenix (Gillan; Towns); (The Ballad of) Lucitania Express (Gillan; McCoy; Tormé); No Laughing in Heaven (Gillan; McCoy; Tormé; Towns; Underwood); Sacré Bleu (Gillan; McCoy; Tormé); New Orleans (Guida; Royster); Bite the Bullet (Gillan; Towns); If I Sing Softly (Gillan; McCoy; Tormé); Don’t Want the Truth (Gillan; McCoy; Tormé); For Your Dreams (Gillan; Towns).

Double Trouble [1981]
Esse álbum duplo (um LP de estúdio e um ao vivo) marca a entrada de Janick Gers na guitarra, gravando todas as músicas de estúdio e quase todas as ao vivo. “I’ll Rip Your Spine Out” começa com a bateria de Mick Underwood e conta com um riff insistente de Janick Gers; na sequência, “Restless” mantém o peso, ainda que nenhuma delas seja acelerada como as aberturas dos três primeiros discos. “Sunbeam”, outra com um bom riff de Janick, “Hadely Bop Bop”, apesar da letra meio tola, “Nightmare” (leve e com um bom apelo pop) e “Born to Kill” (o épico do disco) são destaques da parte de estúdio. Por outro lado, “Men of War”, embora seja uma boa música é prejudicada pela interpretação excessivamente forçada de Ian e “Life Goes On” é a típica música que nunca consigo me lembrar de como é até que começa a tocar. Quanto ao disco ao vivo, é uma boa mostra do poderio da Gillan no palco: Ian está totalmente à vontade, levando a plateia de Reading (em agosto de 1981) na palma da mão, Gers se mostra totalmente integrado ao grupo e Towns, Underwood e McCoy confirmam seu bom desempenho – as versões de “Mutually Assured Destruction” e “No Easy Way” (com solo de Towns no início e de Underwood ao final) são ótimas, “No Laughing in Heaven” traz Ian repetindo as pirotecnias da versão original, e os dois rocks, “Trouble” e “New Orleans” (com solo de McCoy na introdução) fazem o público vibrar. Mas o grande destaque é “If You Believe Me”, gravada em Nottingham em 1980, com Bernie Tormé fazendo misérias na sua Stratocaster saturada de distorção – respeito bastante Steve Byrd e Janick Gers, mas o irlandês foi o melhor guitarrista que passou pela banda. A Angel Air lançou o CD triplo Triple Trouble, trazendo shows de 1981 e 1982 com as formações com Tormé e Gers nas guitarras, registrados nas turnês de Future Shock e Double Trouble.
Line-up: Ian Gillan: vocals; Colin Towns: keyboards; John McCoy: bass; Mick Underwood: drums; Janick Gers: guitar.
Tracklist: Studio LP – I’ll Rip Your Spine Out (Gillan; McCoy; Underwood); Restless (Gillan; McCoy); Man of War (Gillan; McCoy); Sunbeam (Gers; Gillan; McCoy; Underwood); Nightmare (Towns); Hadely Bop Bop (Gillan; McCoy); Life Goes On (Gillan; Towns); Born to Kill (Gillan; Towns). Live LP – No Laughing in Heaven (Gillan; McCoy; Tormé; Towns; Underwood); No Easy Way (Gillan; McCoy; Tormé); Trouble (Leiber/Stoller); Mutually Assured Destruction (Gillan; McCoy; Tormé; Towns; Underwood); If You Believe Me (Gillan; McCoy; Tormé; Underwood); New Orleans (Guida; Royster).
Magic [1982]
Gillan, com problemas na garganta, e cansado de bancar as contas do grupo (um problema que Ritchie Blackmore enfrentava no Rainbow), ainda encontrou energia para gravar seu sexto álbum e fazer uma última turnê. Magic fez menos sucesso do que os anteriores, mas tem coisas muito boas como a ótima cover para “Living for the City”, de Stevie Wonder, “What’s the Matter” (que retoma a tradição de abrir o disco com uma música pesada e rápida), “Bluesy Blue Sea” (que mantém o peso da abertura), a levemente pop “Long Gone” (lançada em single, acabou fracassando nas paradas), “Demon Driver” (o mini-épico do disco) e “Living a Lie” (suave e com vocais bem diferentes do resto do disco, uma das poucas baladas da Gillan). Ainda assim, músicas como “Caught in a Trap”, “Driving me Wild” e “You’re so Right” (música com cara de single, embora não tenha sido lançada como tal) chamam pouco a atenção do ouvinte e mostram que as coisas não estavam muito bem no front; suspeito que estava faltando material, porque o grupo registrou mais duas covers para “Helter Skelter” (sim, aquela) e “Smokestack Lightning” (de Howlin’ Wolf), que ficaram engavetadas até as edições em CD. Os teclados de Colin Towns voltam a ocupar um espaço significativo no arranjo (provavelmente porque ele e Gillan escreveram a maior parte das músicas), e Janick acaba tendo poucas chances de brilhar – mas quando se abre uma oportunidade, ele executa bons solos (ainda que curtos). No balanço total, Magic rendeu poucas músicas que podem ser considerados clássicos da Gillan, e indica que, se a banda tivesse continuado, provavelmente passaria por alterações significativas. Dois shows da turnê de lançamento de Magic, um registrado em Glasgow e outro em Wembley, foram disponibilizados pela Angel Air, mas a baixa qualidade sonora prejudica um bocado.
Line-up: Ian Gillan: vocals; Colin Towns: keyboards; John McCoy: bass; Mick Underwood: drums; Janick Gers: guitar.
Tracklist: What’s the Matter (Gillan; Gers; McCoy); Bluesy Blue Sea (Gillan; Gers); Caught in a Trap (Gillan; Towns); Long Gone (Gillan; Towns); Drive Me Wild (Gillan; Towns); Demon Driver (Gillan; Towns); Living a Lie (Gillan; Towns); You’re So Right (Gillan; McCoy); Living for the City (Wonder); Demon Driver Reprise (Gillan; Towns).
E depois?
Ian Gillan, com problemas na voz, dissolveu a banda para se recuperar – mas, como resultado de uma bebedeira com Tony Iommi, descobriu-se membro do Black Sabbath e, pior, com um contrato assinado. Os outros integrantes (em particular McCoy) não engoliram a história e a Gillan acabou em lágrimas amargas. Em 1984 o Deep Purple voltaria e, à parte o período 1989-1993, Gillan ficaria com o Purple (e ainda se livraria de Ritchie Blackmore). McCoy formaria várias bandas, Tormé acompanharia Ozzy em uns poucos shows, e alternaria sua carreira entre trabalhos solo e outras bandas (infelizmente ele veio a falecer em 2019 de pneumonia), Towns se tornou compositor de trilhas sonoras, Gers acompanharia Fish e Bruce Dickinson antes de entrar no Iron Maiden e Underwood participaria de diferentes projetos até parar de tocar em 2023, após ser diagnosticado com demência senil (ele faleceu logo depois, em 2024).
A coletânea What I Did on My Vacation foi lançada em 1986 e trouxe sobretudo material da Gillan. A partir de 1989, o relançamento em CD dos discos da Gillan reacendeu o interesse pela banda. Outras coletâneas e discos ao vivo (inclusive dois volumes de BBC Sessions) sairiam nos anos seguintes. Eventualmente, John McCoy lançou três volumes de Gillan Tapes – o que causou grande desgosto a Ian, pois se tratava basicamente de sobras de estúdio, jams e gravações feitas para pura diversão. Diversas bonus tracks foram agregadas aos discos originais, e recentemente a box de sete CDs Gillan 1978-1982 trouxe praticamente toda a produção de estúdio do grupo (For Gillan Fans Only não foi incluído, apenas algumas de suas músicas) com ótima qualidade sonora e um interessante livreto com a história do grupo.
