Bill Ward, Tony Iommi, Ozzy Osbourne e Geezer Butler: o Black Sabbath em sua máxima pujança

Ainda não conhece a seção “Do Pior ao Melhor”? Confira aqui nossa primeira edição e entenda sua concepção.

Por Diogo Bizotto

O Black Sabbath é, mais que qualquer outra formação, o maior responsável pela minha relação com a música. Elaborar um ranking com seus álbuns é tarefa dificílima, que pode gerar diferentes resultados conforme a época ou o estado de espírito em que me encontro. Entrego esta publicação sentindo-me ainda um pouco inseguro em relação à ordem apresentada. Será que não deveria ter colocado este ou aquele em posição melhor? Será que esse outro não merecia estar um degrau abaixo? É difícil satisfazer a mim mesmo, quanto mais aos leitores em potencial. É necessário frisar que, ao contrário de muitas pessoas, especialmente aquelas mais velhas, que conheceram o Black Sabbath com Ozzy Osbourne e/ou com Ronnie James Dio e consideram apenas suas fases como dignas de audição, minha relação com a banda é diferente. Fui introduzido ao grupo nos anos 1990 e, ao mesmo tempo que descobria as maravilhas ao lado de Ozzy e Dio, sempre nutri respeito e escutei com grande atenção as obras ao lado de Ian Gillan, Glenn Hughes e Tony Martin, sem falar no panteão de espetaculares músicos que integraram suas formações ao longo dos anos. Dito isso, aguardo suas opiniões e convido-os a também publicar, nos comentários, seus rankings.


19. Forbidden [1995]

Esta é, de longe, a escolha mais fácil. Forbidden é o único álbum do Black Sabbath que realmente me desagrada. Outros podem ter faixas fracas aqui e acolá, mas o conjunto da obra acaba sendo aceitável. Forbidden, contudo, não tem sequer uma canção realmente memorável. O que há são riffs, trechos e climas promissores, mas que, isoladamente, não sustentam uma música. “Rusty Angels” tem um bom riff, a atmosfera de “The Illusion Of Power” é interessante e “Kiss of Death” (a melhorzinha) dá uma leve empolgada, mas nada vai além disso. Para piorar, a produção de Ernie C (Body Count) é toda errada, ajudando a abafar a performance de uma banda que, por mais que não tenha criado um bom corpo de canções, trazia, além de Tony Iommi, Tony Martin (em sua mais fraca performance) e Geoff Nicholls, os excelentes Cozy Powell e Neil Murray. Diversas das piores músicas do grupo estão em Forbidden, caso de “Can’t Get Close Enough to You”, “I Won’t Cry for You” (power ballads não são território em que o Black Sabbath se dá bem), “Shaking Off the Chains” e “Sick and Tired”. Sem condições.


18. Never Say Die! [1978]

Ao contrário de Forbidden, Never Say Die! tem ao menos uma grande música, e não me refiro à faixa-título. Ok, “Never Say Die” é uma canção decente, mas o mérito maior é de “Junior’s Eyes”, com bela interpretação de Ozzy, refrão marcante e Iommi em performance criativa. Além dela e da faixa-título, “Hard Road” é a melhorzinha neste disco tão confuso, que mira em diversos alvos e pouco acerta. Sob a liderança de Iommi (já que os outros integrantes pareciam não se importar), a banda afastou-se de seu lado mais heavy e explorou caminhos distintos, que até renderam algumas passagens curiosas (as aberturas de “Shock Wave” e “Air Dance” são bem interessantes), mas que carecem de melhor direcionamento e muita lapidação. “Swinging the Chain”, com vocal de Bill Ward, é uma das piores canções do grupo (Ozzy fez bem em recusar-se a cantá-la); ainda assim, é melhor que a instrumental “Breakout”, que brinca de ser jazz mas não tem lá muito pé nem cabeça.


17. Cross Purposes [1994]

Cross Purposes é um disco meio escanteado, nem tido como destaque, nem como um álbum ruim. Para mim, cumpre tabela com certa tranquilidade. Apesar de não ter nenhuma faixa acachapante, várias são realmente boas, como é o caso de “I Witness” (minha favorita), com sua introdução viciante e refrão empolgante; “Cross of Thorns”, que lembra as boas semibaladas da era Dio; “Virtual Death”, representando muito bem o Sabbath clássico, puxado para o doom; “The Hand that Rocks the Cradle”, com mais um bom refrão; e “Evil Eye”, coescrita com Eddie Van Halen e dotada de um riffaço que faz jus ao talento de Tony Iommi. “Dying for Love” não é ruim como as tentativas (falhas) de power ballads presentes em Forbidden, mas atesta o que já afirmei mais acima: não é terreno dominado pela banda. “Psychophobia” é meio estranha, mas melhora do meio para frente, enquanto “Immaculate Deception” brinca de power metal com um resultado meio duvidoso. Há de se destacar a qualidade da cozinha formada por Geezer Butler e Bobby Rondinelli, que soa muito bem com a ajuda da produção de Leif Mases. Ao contrário de Forbidden, Cross Purposes é digno de ostentar o nome Black Sabbath.


16. Tyr [1990]

Às vezes um disco tem fortes pontos baixos, mas os altos acabam salvando o conjunto da obra. É o caso de Tyr, que apresenta mais uma das tentativas constrangedoras de Iommi e Martin no terreno das power ballads, “Feels Good to Me”. O resultado, como de praxe, é uma das canções mais fracas do extenso catálogo do grupo. Além disso, a sonoridade tem uma ambiência estranha e recorre demasiadamente aos teclados de Geoff Nicholls, que não caíram tão bem quanto em obras anteriores, resultando no álbum mais distante do som clássico do grupo, às vezes parecendo algo como um “AOR sombrio”. Estranhou? Ouça “Jerusalem” e tente entender. Por outro lado, Tyr conta com uma das melhores faixas pós-Dio, “Anno Mundi (The Vision)”. Épica na medida certa, a música vem na linha do antecessor (Headless Cross) e exibe um magnífico trabalho do baterista Cozy Powell, cuja sonoridade preenche o espectro musical mais que a do próprio Iommi. “The Sabbath Stones” é outra boa canção, a que mais se aproxima da sonoridade mais habitual do Black Sabbath. “Valhalla”, por sua vez, é metalzão para mostrar que o grupo ainda podia enfrentar a concorrência.


15. Technical Ecstasy [1976]

A primeira  escorregada do Black Sabbath não é tão ruim como alguns fazem parecer. A banda já dava sinais de que estava perdendo o foco, mas não chega a cometer o erro de Never Say Die!, que foi atirar em direções pouco conhecidas e errar quase todos os alvos. Em geral, Technical Ecstasy soa mais leve, como uma tentativa de atingir um público mais amplo em um mercado que estava mudando. Isso resultou em algumas faixas realmente abaixo do que o quarteto vinha apresentando, caso de “All Moving Parts (Stand Still)” e “Rock ‘N’ Roll Doctor”, mais hardeiras; da simpática balada na linha Beatles “It’s Alright” (cantada por Bill Ward); e em “She’s Gone”, mais uma balada, mas dessa vez apelando para o lado sinfônico. Duas excelentes músicas, porém, levantam a moral do álbum; uma delas é reconhecida por banda e público, enquanto a outra é, infelizmente, deixada de lado. A primeira é “Dirty Women”, presente em turnês de reunião e bem recebida pelas plateias (e com Iommi em baita performance). A outra é “You Won’t Change Me”, carregada nos teclados de Gerald Woodroffe, ajudando a construir um clima denso complementado pela guitarra de Iommi, que, definitivamente, parecia carregar o grupo nas costas durante os últimos anos da década de 1970.


14. Born Again [1983]

Sim, sei que esta posição pode causar controvérsia. Na verdade, do 14º ao 11º lugar, encontram-se os discos que foram mais difíceis de ordenar. No momento da publicação, o resultado é este, mas sabe-se lá no mês, quem sabe até na semana que vem? Born Again é um álbum que vem recebendo, de uns dez ou 15 anos para cá, um reconhecimento acima da média, pelo menos no Brasil. Se por um lado há uma grande parcela de merecimento, também há muito exagero. Até o vi citado como um dos dois melhores registros de Iommi e cia, vejam só. Trata-se, sem dúvida, de um dos lançamentos mais peculiares de uma extensa discografia. Pelo bem e pelo mal, a produção e a mixagem, bizarríssimas, resultaram em um tracklist pesado, ardido e agressivo como quase nada que o Black Sabbath lançou. Ian Gillan soa como nunca o ouvi soar, nem em suas mais selvagens performances ao lado do Deep Purple. “Disturbing the Priest” é um grande exemplo disso, além de ser uma ótima música. “Trashed” desperta reações de amor e ódio (situo-me no primeiro caso); “Zero the Hero” traz à tona um riff que seria reciclado diversas vezes, inclusive pelo próprio Iommi; com seu baixo distorcido, a faixa-título é uma das baladas mais inesperadas e estranhas que já ouvi, e até que gosto dela. “Hot Line”, por sua vez, é feizão-com-arroz demais; já “Keep It Warm” é mais uma a engrossar o rol das piores canções que o Black Sabbath prensou em LP, cassete e CD.


13. The Eternal Idol [1987]

Tenho a impressão de que The Eternal Idol talvez seja o disco do Black Sabbath mais relegado ao ostracismo. É uma pena. Sei que Tony Martin causa muita controvérsia entre os fãs (ao ponto de alguns ignorarem por completo sua fase com o grupo), mas, ao menos para aqueles que gostam do trabalho ao lado de Ronnie James Dio, há material com qualidade de sobra em um estilo bem semelhante. Isso começa pela espetacular abertura, “The Shining”, uma das melhores canções da banda, ponto. Dedilhado introdutório, riff, melodias, linha de baixo (a cargo do excelente Bob Daisley), refrão… Tudo é bom demais. Há riffs memoráveis em profusão, como é o caso de “Hard Life to Love”, “Born to Lose” e da pesadaça “Lost Forever”. Destaque para as faixas mais lentas – “Ancient Warrior”, “Nightmare” e “Eternal Idol” – todas com boa participação de Geoff Nicholls na construção de atmosferas instigantes. Mérito ainda para a produção, que, apesar de datada, é caprichada. The Eternal Idol pode não conter um caminhão de clássicos, mas é um bom disco, que merece mais atenção que alguns citados acima (e que a recebem em profusão).


12. Seventh Star [1986]

Tenho carinho especial por Seventh Star, não apenas por ter sido um dos primeiros discos da banda que comprei, mas por realmente ostentar uma sonoridade muito particular e unir uma dupla que, ao contrário do que alguns pensariam (e gostariam), rendeu bons frutos. A produção de Jeff Glixman é ainda mais datada que a de The Eternal Idol, contudo me agrada na mesma proporção, botando em prática uma aura quase mística, da qual a grandiosa faixa-título tirou mais proveito. Quem busca um álbum na linha mais clássica do Black Sabbath se decepciona; eu, que sou grande fã de Iommi independentemente de rótulos, aprecio a cadência de “Turn to Stone” e o monstruoso riff que conduz a hardeira “Danger Zone”, uma das grandes obras do grupo na década de 1980. Tolero, inclusive, a power ballad “No Stranger to Love”. Apesar de ser breguíssima, é bem mais funcional que as tentativas posteriores nessa mesma seara. A dupla “Angry Heart”/”In Memory”, em uma linha menos “power”, também agrada, assim como o blues pesado de “Heart Like a Wheel”.


11. 13 [2013]

O impacto inicial foi grande. Ouvir Ozzy, Tony e Geezer novamente juntos, fazendo algo bem próximo daquilo que se convencionou chamar de “som clássico” do Black Sabbath, mexeu com muita gente. O tempo passou e as constantes audições trataram de deixar bem claro que, apesar da nostalgia, o conteúdo musical não é tão maravilhoso assim. Se por um lado apenas uma faixa não é lá essas coisas (“Zeitgeist”), o restante não chega a carimbar o status de clássico. “End of the Beginning” (ou seria “Black Sabbath” parte 2?), “God Is Dead”, “Age of Reason” e a surpreendente “Loner” (imagino-a em Mob Rules, com outra melodia vocal) são as que mais se aproximam de algo realmente memorável. De resto, é legal ouvir algo doom como “Damaged Soul” ou a boa “Dear Father”, mas será que não há material de qualidade superior em álbuns bem menos cotados entre os fãs? Destaque negativo para a produção de Rick Rubin, que deixou a bateria magrinha e carente de dinâmicas, especialmente a caixa. O disco é bom sim, mas não é tudo aquilo que fizeram parecer.


10. Dehumanizer [1992]

Calhou para Ronnie James Dio ajudar a encerrar uma sequência de álbuns menos pesados, carregados de teclados e um tanto descaracterizados. Dehumanizer é o mais agressivo desde Born Again, uma besta galopante que alterna entre o heavy metal acachapante de pauladas como “TV Crimes”, “Master of Insanity” e “I”, e monólitos mais densos que ósmio, caso de “After All (The Dead)”, da semibalada “Too Late” (a diferença que é ter Dio cantando em uma música como essa…) e de “Computer God”, minha favorita. Excetuando-se o persistente riff que conduz “I”, Iommi não aparece com tanta criatividade individual; por outro lado, a banda está toda muito coesa, criando excelentes camas instrumentais para que Dio assente sua estupenda voz. O resultado é um álbum que datou bem menos que seus antecessores e demonstrou personalidade em meio às mudanças musicais que ocorriam no início dos anos 1990.


9. Headless Cross [1989]

Se há um disco que mesmo alguns fãs que só aceitam o Black Sabbath com Ozzy ou Dio ao menos respeitam, ele é Headless Cross. Ao lado de Tony Martin e Cozy Powell, Iommi compôs um álbum sólido e recheado de grandes momentos, que somente os mais birrentos hão de renegar. A sonoridade afasta-se um pouco daquilo pelo qual o grupo ficou famoso e a produção de Iommi e Powell não é das melhores (lembram do “AOR sombrio”?), mas algumas canções estão entre as melhores crias de Iommi sem Ozzy ou Dio no microfone. A grandiosa faixa-título, inclusive, é melhor que muita música tida como clássico indiscutível. “When Death Calls” (com direito a um belo solo de Brian May) é outra canção que merece ser escutada com mais atenção, assim como “Nightwing”, melhor performance de Martin junto ao Black Sabbath. O tal “AOR sombrio” dá as caras em “Devil & Daughter”, “Kill in the Spirit World”  e “Black Moon” (essas duas últimas apenas medianas), mas é na pegajosa “Call of the Wild” que atinge sua intensidade máxima, soando como se Tony Iommi se juntasse ao Foreigner e carimbasse um hit. Melhor álbum sem Ozzy ou Dio, para não deixar dúvida.


8. Mob Rules [1981]

Não fosse Mob Rules, é bem provável que você não estivesse lendo o que aqui escrevo. Deixei isso bem claro em uma entrevista que concedi ao colega Mairon Machado. Não apenas por isso, tenho um carinho especial pelo disco, que abre uma sequência da qual é muito difícil falar alguma coisa ruim. Daqui adiante figuram apenas verdadeiros clássicos, amados por muitos e odiados por pouquíssimos. Mob Rules está abaixo dos outros por pequenos detalhes. O mais importante deles talvez seja “Slipping Away”, que nunca me agradou tanto assim. “Voodoo” também não é digna de tantos méritos, tendo em vista o restante do conteúdo, mas é uma boa música. Por outro lado, “Over and Over” é mais uma prodigiosa mostra de que uma das especialidades do Black Sabbath com Dio eram mesmo as baladas pesadas, carregadas de emoção e interpretações excelsas do baixinho. A mesma coisa vale para “The Sign of the Southern Cross”, digna sucessora de “Children of the Sea” (Heaven and Hell). Uma característica marcante de Mob Rules, tomando como comparação seu antecessor, é um foco maior em grandes riffs de guitarra como condutores de ótimas canções, como pode ser experimentado na faixa-título, na densa “Country Girl” e em “Falling Off the Edge of the World”, que começa como uma balada mas sofre uma reviravolta emocionante.


7. Sabotage [1975]

Sabotage e Vol. 4 protagonizam uma briga bonita, um verdadeiro empate técnico. O álbum da vez equilibra com muito sucesso o peso cavalar  de Master of Reality e Vol. 4 com os experimentalismos de Sabbath Bloody Sabbath. Seu início é devastador e apresenta duas das melhores e mais pesadas canções que o quarteto já lançou, “Hole in the Sky” e “Symptom of the Universe”. A primeira é um ritual de espancamento protagonizado por Bill Ward contra sua bateria. Por bem pouco, a segunda não pariu o thrash metal, isso oito anos antes das estreias de Metallica e Slayer! O lado mais progressivo do grupo dá as caras na longa e viajandona “Megalomania”, recheada de mudanças surpreendentes, e em “The Writ”, uma das mais expressivas demonstrações de raiva que já ouvi. O que mais pesa contra Sabotage é “Am I Going Insane (Radio)”, totalmente descartável. Já “Supertzar”, apesar de causar estranheza, comprova que o quarteto não tinha medo de explorar alguns caminhos menos convencionais.


6. Vol. 4 [1972]

Vol. 4 começou a deixar ainda mais claro que não só de força bruta vivia o Black Sabbath. Ideias mais mirabolantes começaram a brotar das mentes do quarteto, transformando-se em músicas desafiadoras, como a longa “Wheels of Confusion” e a extrapesada “Under the Sun”, com mudanças de andamento inesperadas. Não faltam também blocos sólidos de rocha pura, que caem sobre nossas cabeças e deixam sequelas irreversíveis, caso da clássica “Snowblind” e de “Cornucopia”. “Changes” tem lá seu charme, especialmente pelo uso do mellotron, enquanto “Tomorrows Dream” traz um quê mais comercial e funciona bem. Nada do que citei, porém, iguala-se à potência sonora emanada de “Supernaut”, uma de minhas favoritaças de toda a história do grupo, testamento de que Iommi é mesmo o rei dos riffs e que Bill Ward foi, pelo menos por um determinado período, um grandessíssimo baterista, conduzindo com segurança um trem que parece estar desgovernado.


5. Sabbath Bloody Sabbath [1973]

Sabbath Bloody Sabbath representa o auge do período mais experimental, com direito a sintetizadores e outros instrumentos menos convencionais, arranjos mais complexos e muita maturidade. Ao contrário de Technical Ecstasy e Never Say Die!, que deslizaram ao tentar ampliar o espectro musical da banda, Sabbath Bloody Sabbath acerta os alvos e oferece um tracklist complexo e variado, mas cheio de inspiração. Há, sim, riffs monolíticos, como aquele que deu origem à maravilhosa faixa-título, mas também há um foco maior no todo. O swing de “Sabbra Cadabra” traz um frescor muito bem vindo, enquanto “Spiral Architect”, com suas cordas e violões, é uma das obras mais criativas que o grupo já concebeu. “A National Acrobat” é outra paulada de alto nível, superada por aquela que é mais uma das grandes gemas escondidas em meio a uma discografia extensa e cheia de qualidade: “Killing Yourself to Live”. Por pouquíssimo, Sabbath Bloody Sabbath não subiu uma ou duas posições neste ranking.


4. Black Sabbath [1970]

Podem dizer que outras bandas já vinham praticando algo próximo ao heavy metal, mas nada até então havia produzido o mesmo efeito da canção que dá nome ao quarteto. Não se trata apenas de peso e agressividade, mas de uma atmosfera tétrica que ajudou a gerar algo sem precedentes. Isso bastaria, mas o grupo não quis nem saber e arrancou com pé embaixo, botando em prática “The Wizard”, “Behind the Wall of Sleep” e “N.I.B.”, que mostam uma banda coesa e equilibrada (incluindo um baixista muito acima da média), com grande bagagem de blues e jazz, como fica ainda mais evidente em “Wicked World”, que poderia ter entrado na prensagem britânica no lugar do totalmente dispensável cover “Evil Woman”. Outro cover, “Warning”, tem pinta de jam e me agrada desde a primeira vez que a ouvi. Lembrada apenas pelos mais dedicados, “Sleeping Village” é outro destaque, especialmente por exibir um belo ataque solo de Iommi. Não é o melhor álbum do grupo, mas é a pedra fundamental, aquela sem a qual muita coisa que se tem ouvido nas últimas décadas não seria possível.


3. Paranoid [1970]

Houve um tempo em que considerei Paranoid como o álbum menos interessante entre os seis primeiros do Black Sabbath. Parecia que ele não possuía os mesmos encantos de obras que hoje em dia reconheço como levemente inferiores. Parte disso tem a ver com o fato de não morrer de amores por sua famosíssima faixa-título, parte com o fato de ele ter demorado para se revelar em toda sua exuberância. “Hand of Doom” é o caso mais evidente; custei a realmente descobri-la, mas hoje em dia figura, ao lado da estupenda “War Pigs” (uma das cinco melhores do grupo) e da jazzy “Fairies Wear Boots”, como uma de minhas favoritas. Também não dá para ignorar que “Iron Man” possui um dos riffs mais inteligentes e viciantes de todos os tempos, guiando uma canção que mostra que agressividade e swing podem sim andar lado ao lado. Já “Electric Funeral” investe naquele peso arrastado que seria elevado à perfeição no lançamento seguinte. O talento de Bill Ward transparece em “Rat Salad”, lembrando como é uma pena que seu período mais glorioso tenha durado tão pouco. “Planet Caravan” nunca me empolgou muito, mas nem precisava. Quantos discos mudaram os rumos da música tanto quanto Paranoid?


2. Heaven and Hell [1980]

Quantas bandas conseguem substituir um vocalista extremamente marcante, colocar uma renovação sonora radical em prática e reacender o interesse do público, tudo isso com grande sucesso? São pouquíssimas, e o Black Sabbath certamente está entre elas. A dispersão de Never Say Die! e Technical Ecstasy deu lugar a muito foco e a um álbum que, ao invés de apostar na sonoridade que havia consagrado o grupo com as massas, soprou juventude em uma formação já tida como veterana e mudou quase por completo seu estilo de composição, dando espaço às melodias cunhadas por Ronnie James Dio. Deve ter sido um choque ouvir “Neon Knights” pela primeira vez, e até hoje é maravilhoso! Assim como ela, a excelente “Die Young” é outra que aposta na velocidade como caminho a ser trilhado. Uma das especialidades do Black Sabbath com Dio são as baladas pesadas, e nenhuma delas é tão magnífica quanto “Children of the Sea”, apesar de “Lonely Is the Word” – dona de um dos melhores solos de Iommi – passar perto. Quer riff? Pois toma um dos mais majestosos de todos os tempos, conduzindo com galhardia a faixa que dá nome ao álbum e está no panteão das obras-primas da banda. Reservo um elogio para o produtor Martin Birch, que também ajudou o quarteto a entrar nos eixos com seu trabalho certeiro. Para muitos, pode ser um grupo diferente daquele com Ozzy, mas que grupo!


1. Master of Reality [1971]

Não foi difícil chegar à conclusão de que Master of Reality é a obra suprema do Black Sabbath. Na verdade, carrego essa convicção há muitos e muitos anos, tão absurda é a potência sonora que emana das meras cinco faixas que compõem seu núcleo. Sim, cinco, pois apesar de “Solitude” ser uma balada etérea superior a “Planet Caravan” e “Changes”, ainda assim não soa como cria da mesma carne que gerou as outras canções. Além disso, os interlúdios “Embryo” e “Orchid” estão atrelados a outras faixas. Não é exagero dizer que Master of Reality, no longínquo 1971, pariu muito daquilo que o heavy metal só consolidaria como subgênero muitos anos depois. Doom, stoner, heavy tradicional, está tudo lá, na sua essência e na mais bela forma possível. Compor algo como “Sweet Leaf” é sonho para essa turma que toca de Gibson SG plugada em amplificador Orange. Desde que a ouvi, “After Forever” se tornou uma de minhas favoritas da banda e soa muito à frente de seu tempo. Além de ser uma das cinco melhores músicas do grupo, “Children of the Grave” tem um dos riffs mais monumentais de todos os tempos. “Lord of This World” mostra que ninguém era capaz de construir músicas arrastadas e para bater cabeça como Tony, Geezer, Bill e Ozzy. Por sua vez, “Into the Void” é a representação mais fiel de que não há formação alguma no mundo que mereça tanto quanto o Black Sabbath o título de pais do peso como o conhecemos e como se espalhou pelo mundo tal qual a mais maravilhosa das invenções. Preciso dizer mais? Chega!

112 comentários

  1. Igor Maxwel

    Dentre estes álbuns do Black Sabbath, só conheço apenas Heaven and Hell (com Ronnie James Dio no lugar do Ozzy Osbourne), mas uma coisa é certa: como eu sempre digo, se o quarteto não tivesse lançado Heaven and Hell, não teríamos o gosto de desfrutar mais tarde do Blizzard of Ozz (primeiro disco da carreira solo do Sr. Osbourne).

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  2. Igor Maxwel

    Aproveito para novamente sugerir um “Do Pior ao Melhor” com o Accept!

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  3. Mairon

    Exagerada essa lista hein??? Preconceituosa também!!! Nada a ver, honestamente.

    Do melhor ao pior, para mim (é mais fácil assim)

    1. Never Say Die
    2. Heaven and Hell
    3. Technical Ecstasy
    4. Dehumanizer
    5. Paranoid
    6. Master of Reality
    7. Black Sabbath
    8. Sabbath Bloody Sabbath
    9. Mob Rules
    10. Tyr
    11. Volume 4
    12. Born Again
    13. Sabotage
    14. Headless Cross
    15. Seventh Star
    16. 13
    17. Cross Purposes
    18. The Eternal Idol
    19. Forbidden

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      • Mairon

        É Thiago, talvez o Cross Purposes fique na frente

    • Thiago Reis

      Só não concordo com esse 13 aí acima de 3 discos da fase Martin

      Responder
    • Diogo Bizotto

      Ler isso aqui:

      Exagerada essa lista hein??? Preconceituosa também!!! Nada a ver, honestamente.

      Seguido disso aqui:

      1. Never Say Die

      Me dá a certeza de que não sou eu o exagerado com uma lista nada a ver, hein?!?!?!

      Responder
  4. Alisson Caetano

    1. Master of Reality
    2. Vol 4
    3. Paranoid
    4. S/t
    5. Sabbath Bloody Sabbath
    6. Sabotagem
    7. Heaven & Hell
    8. ……. Tanto faz, sem ordem definida.

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    • Diogo Bizotto

      Em se tratando do Alisson, nosso amigo chegado num stoner e afins, não imaginava algo diferente de “Master of Reality”, “Vol. 4” e “Paranoid” nas três primeiras posições. Mas o “tanto faz” abaixo parece trabalho de preguiçoso (ou de quem deixou de curtir a banda).

      Responder
      • Alisson Caetano

        Segunda opção. Mob Rules eu não gosto tanto, tem cara de H&H parte 2. A fase com o Tony Martin eu acho muito ruim como um todo. Já gostei mais do Dehumanizer, hoje não mais, apesar do timbre de guitarra bacana. O Born Again tem fases q eu gosto, outras que eu não gosto. Mas no geral mesmo o que me interessa de verdade do Black Sabbath é a fase Ozzy até o Sabotage.

  5. Emerson Mello

    Muito legal o texto e a seção.

    Permita-me discordar do seu ranking em relação a posição do 13. Sem dúvida a pior coisa que a banda fez,sem inspiração, forçado, não tem nada memorável.

    Eu sempre sou suspeito em relação ao Black Sabbath pois curto toda a as fases.

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  6. Thiago Reis

    Minha lista (de melhor ao pior):

    1- Headless Cross
    2- Heaven and Hell
    3- TYR
    4- Sabbath Bloody Sabbath
    5- Master of Reality
    6- Black Sabbath
    7- Cross Purposes
    8- Forbidden
    9- Eternal Idol
    10- Mob Rules
    11- Dehumanizer
    12- Vol 4
    13- Seventh Star
    14- Born Again
    15- Sabotage
    16- Paranoid
    17- Never Say Die!
    18- Technical Ecstasy
    19- 13

    Mas amo todos os álbuns, essa lista muda toda semana. A única coisa que não muda é o Headless Cross em primeiro.
    Os da fase Ozzy se alternam nessas posições e coloca o Paranoid em décimo sexto por exemplo não quer dizer que eu ache o disco ruim, muito pelo contrário…nessa lista em minha opinião tem 18 clássicos e o 13, que não fede nem cheira

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Os da fase Ozzy se alternam nessas posições e coloca o Paranoid em décimo sexto por exemplo não quer dizer que eu ache o disco ruim, muito pelo contrário…

      Entendo, Thiago, mas ver “Paranoid” em 16º não deixa de ser uma surpresa bem estranha!

      Responder
  7. José Carlos Araujo de Paula Souza

    Putz, Sabbath é bem complicado, amo quase todos os álbuns, mas vamos lá:(The Devil You Know incluído porque esse álbum é do Sabbath sim!)

    20 – Forbidden
    19 – Never Say Die
    18 – 13
    17 – Techinical Ecstasy
    16 – Tyr
    15 – The Eternal Idol
    14 – The Devil You Know
    13 – The Seventh Star
    12 – Cross Purposes
    11 – Sabotage
    10 – Paranoid
    9 – Born Again
    8 – Sabbath Bloody Sabbath
    7 – Headless Cross
    6 – Black Sabbath
    5 – Dehumanizer
    4 – Master Of Reality
    3 – Mob Rules
    2 – Vol. 4
    1 – Heaven And Hell

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Parou em qual, Eudes? “Sabotage”? “Never Say Die”? “Mob Rules?

      Responder
  8. Fernando Bueno

    Diogo
    Caso o disco do Heaven and Hell tivesse entrado em que lugar ficaria?!?

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Fernando, eu não cheguei a ouvir novamente esse disco para elaborar o ranking, pois nunca foi minha intenção incluí-lo. Por isso digo que não tenho bem certa sua possível colocação. Imagino, porém, que ele ocuparia alguma posição adjacente a “Dehumanizer” e “Headless Cross”. Melhor que “13” ele é, isso eu garanto. Aliás, basta ouvir a performance e a sonoridade de Vinny Appice nesse disco para entender minhas críticas ao som de bateria em “13”. Vinny manja das dinâmicas. Bem gravado, então, o cara se sobressai.

      Responder
  9. Ulisses Macedo

    1. Paranoid
    2. Black Sabbath
    3. Master of Reality
    4. Heaven and Hell
    5. Vol. 4
    6. Sabbath Bloody Sabbath
    7. Dehumanizer
    8. Mob Rules
    9. Sabotage
    10. Headless Cross
    11. 13
    12. Cross Purposes
    13. Born Again
    14. Tyr
    15. Seventh Star
    16. The Eternal Idol
    17. Technical Ecstasy
    18. Never Say Die!
    19. Forbidden

    EDIT – Se fosse incluir o Devil You Know, ficaria em 10º, e os outros cairiam uma posição.

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Taí um rapaz coerente. Nossas posições podem não coincidir, mas tudo faz muito sentido.

      Responder
  10. Ronaldo Rodrigues

    “Nada do que citei, porém, iguala-se à potência sonora emanada de “Supernaut”, uma de minhas favoritaças de toda a história do grupo, testamento de que Iommi é mesmo o rei dos riffs e que Bill Ward foi, pelo menos por um determinado período, um grandessíssimo baterista, conduzindo com segurança um trem que parece estar desgovernado.”

    Esse comentário me representa!

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Valeu, Ronaldo! Eu amo essa música demais desde que a ouvi e acho que é uma das performances mais legais de Bill Ward. É uma pena mesmo que, de 1983 em diante, o cara virou quase um ex-baterista em (pouca) atividade. Inclusive, já me peguei pensando várias vezes se ele realmente gravou “Born Again”. Parece loucura, mas sei lá, parece que não soa como ele. O ideal seria ter a opinião de um baterista a respeito.

      Responder
  11. André Kaminski

    Já a minha lista ficaria assim:

    1. Master of Reality
    2. Sabbath Bloody Sabbath
    3. Heaven and Hell
    4. Paranoid
    5. Headless Cross
    6. Tyr
    7. Mob Rules
    8. Sabotage
    9. Born Again
    10. Black Sabbath
    11. Vol. 4
    12. Dehumanizer
    13. 13
    14. Technical Ecstasy
    15. Never Say Die!
    16. Cross Purposes
    17. Seventh Star
    18. The Eternal Idol
    19. Forbidden

    E se fosse para botar o Devil You Know, ficaria ali na 11º posição. Mas do Sabbath, eu gosto até o Cross Purposes, já os três últimos tem uma coisa boa ou outra.

    Responder
    • Mairon

      O 13 é uma falácia tão grande quanto esta lista do Diogo, por favor …

      Responder
      • Diogo Maia de Carvalho

        Achei que a lista tem certos absurdos, mas em geral ela representa quais são os grandes clássicos do Sabbath. Porém, concordo que o 13 é realmente fraco, provavelmente o pior da banda com o Ozzy nos vocais.

        Antes que me perguntem, os absurdos em questão são: Technical Ecstasy à frete do Never Say Die, o próprio NSD lá embaixo e a posição do Born Again, que deveria estar mais bem colocado. De qualquer maneira é como o Bizzoto comentou: listar os melhores desses caras é tarefa complicada e a tendência é os rankings mudarem de acordo com as estações.

      • Ulisses Macedo

        Considero absurdo só o Headless Cross à frente de Dehumanizer, mesmo.

      • Diogo Bizotto

        Bah, Diogo, eu realmente gosto um bom tanto mais de “Technical Ecstasy” que de “Never Say Die”. Ambos têm faixas fracas, mas as boas de “Technical Ecstasy” são muito boas, melhores inclusive que minha favorita de “Never Say Die”, “Junior’s Eyes”. Quanto a “Born Again”, imaginei que poderia causar alguma conrovérsia mesmo. Gosto dele e acho que tem muita personalidade, mas rejeito esse grande interesse renovado que ele tem recebido nos últimos anos, tirando-o pra clássico.

      • Diogo Maia de Carvalho

        Admito que sou um revisionista do Born Again, mas longe de achar que ele é um dos melhores do Sabbath. Depois eu publico a minha lista, pois estou reouvindo alguns álbuns pra tirar a prova.

    • Diogo Bizotto

      Eu amo “Anno Mundi”, mas “Tyr” em sexto eu já acho exagero… Cozy Powell deve ter aproveitado os intervalos em que Iommi estava fora do estúdio pra colocar o som de bateria lá em cima, sobrepondo-se ao guitarrista.

      Responder
  12. Diogo Maia de Carvalho

    O Sabbath talvez seja a banda que possui o maior número de discos apontados como os favoritos dos fãs. É rara uma unanimidade se tratando do trabalho desses caras.

    Responder
    • Fernando Bueno

      Do primeiro ao sétimo disco de estúdio do Iron Maiden, todos também são citados como preferidos por diferentes fãs da banda. Mas vou confessar que, apesar de achar o disco fenomenal, me incomoda quando citam o Heaven and Hell como favorito do Sabbath. Nada contra o Dio, sem dúvidas, mas é que o Sabbath se formou, gravou discos excelentes e fez história com o Ozzy.

      Responder
      • Diogo Maia de Carvalho

        Acho que nem dá pra contar o debut do Iron entre os favoritos da galera. Existe muita gente que detesta a estreia dos caras. Do outro lado temos o Sabbath, que tem sete discos que configuram constantemente entre os melhores de acordo com o público: os seis primeiros e o Heaven and Hell. Alguns gatos pingados apontam inclusive o Born Again entre os melhores, mas aí é nicho.

      • Igor Maxwel

        Olha Fernandão, pelo pouco que eu ouvi, não consegui ver graça alguma nos dois primeiros discos do Iron Maiden com Paul Di’anno. Pra mim, a banda começou a fazer todo o sentido a partir do álbum The Number of the Beast (por ter sido o primeiro com Bruce Dickinson), com o qual pretendo indicar aos iniciantes na obra deles, e que deveria ter sido escolhido por você (novamente insistindo) para representar os caras naquela lista de melhores bandas que a Consultoria fez no ano passado. Pra dizer a verdade, qualquer disco deles você poderia muito bem ter escolhido para tal, e não o Seventh Son of a Seventh Son, que julgo como uma escolha um pouco exagerada.

        Sobre o Black Sabbath, sim, a banda já passou por várias fases diferentes. Sou dos que defendem o fato de que Ozzy Osbourne é insubstituível no grupo, e acho que a fase da banda com o saudoso Dio nos vocais me soa estranha…

      • Fernando Bueno

        Para citar alguém próximo, o Diogo, dono desse texto, tem em Killers o seu preferido. E se vc nao achou graça é pq ouviu pouco, como vc mesmo admitiu. O primeiro tem um pequenonproblema dw produção, mas issonera regra né?

      • Igor Maxwel

        Olha Fernandão, não dá pra levar a sério um fã do Maiden que tem um dos dois únicos discos da fase pré-Dickinson como seu favorito de todos os tempos. Outra coisa: se o primeiro LP deles fosse produzido pelo Martin Birch e não pelo Will Malone, eu gostava deste e do Killers mesmo assim. Mas é aquilo que eu sempre defendo: “No Bruce, no Maiden!”

        Agora o que não dá pra levar mesmo a sério é um fã do Pink Floyd que cita “o álbum da vaca” como o seu preferido de todos os tempos…

      • Diogo Maia de Carvalho

        O Killers era o meu predileto na época do colégio. Hoje, com 16 anos de Heavy Metal, minhas preferências são outras. Inclusive o Atom também era o meu favorito do Floyd mais ou menos na mesma época.

      • André Kaminski

        Igor, essa para mim foi a gota d’água, e agora vou me obrigar a falar umas verdades que todo mundo está engasgado para falar mas que não dizem para manter a dignidade do site.

        Olha, quando alguém como você fala “não dá pra levar a sério um fã do Maiden que tem um dos dois únicos discos da fase pré-Dickinson como seu favorito de todos os tempos” é simplesmente patético. Soa ofensivo até.

        Cara, você é chato. O leitor mais chato que temos aqui. Ninguém de nós gosta de ti e daríamos graças a deus se nunca mais comentasse nada. Você é repetitivo, inconveniente e deve sofrer de algum problema que o faz sempre pedir as mesmas coisas e inventar coisas que só fazem sentido na sua cabeça.

        Já sabemos de cor e salteado sobre seu fanatismo por Yes, Genesis, Roberto Carlos, Richard Claydermann, o seu desgosto pelo disco da “vaca” do Floyd, do Love at the First Sting, da fase Paul Di’Anno, do Close to the Edge e tudo mais. Os seus incontáveis pedidos de War Room do The Number of the Beast, do Pior ao Melhor do Accept e mais o cúmulo de achar que você que inventou o apelido do “Vai Lamber Sabão na Broadway” sendo que o Marco Gaspari já disse há tempos e você a cada passo tá lá se repetindo e se repetindo.

        A gente dá indiretas, a gente dá diretas e você nunca se toca do quão chato são seus posts. Falando dos mesmos de sempre em toda postagem que não tem nada a ver com a banda tratada em questão, os mesmos argumentos repetitivos que provavelmente só farão a nós o ignorarmos cada vez mais.

        E agora ainda vem com uma petulância de ficar desprezando os outros por seus gostos pessoais sendo que o pessoal acha que você deve ter algum tipo de problema mental para ficar insistindo e insistindo nas mesmas coisas?

        Cara, a minha paciência de ser humano comum acabou. Parece que falamos com um robozinho chato programado para falar das mesmas coisas sempre. E não estou nem aí se ficar bravo comigo, com o site ou qualquer coisa que seja. Se você vir de novo com as mesmas viagens doidas da sua cabeça comentando coisas completamente offtopic da mesma merda de sempre, vou excluir seus comentários. É horrível você se dedicar a fazer um conteúdo ou uma pesquisa para criar textos que possam trazer informações relevantes aos nossos leitores e ter que te aguentar falando as mesmas asneiras de sempre sobre Yes, Genesis, Pink Floyd, Roberto Carlos e tantos outros offtopics que cansamos de ver mesmo quando tenta disfarçar falando alguma coisinha sobre o post e depois já emendar com as repetições de sempre.

        E se não quiser comentar as postagens que publico, melhor. Prefiro um post vazio do que ter lá um comentário seu falando o de sempre.

      • Diogo Maia de Carvalho

        Haha, depois dessa acho que o do Accept não sai tão cedo.

      • Diogo Bizotto

        Olha Fernandão, não dá pra levar a sério um fã do Maiden que tem um dos dois únicos discos da fase pré-Dickinson como seu favorito de todos os tempos.

        É bem simples, cara, basta ver meu nome lá em cima da publicação e não ler. Acaba me poupando desse tipo de comentário à la Régis Tadeu.

      • Diogo Bizotto

        O Killers era o meu predileto na época do colégio. Hoje, com 16 anos de Heavy Metal, minhas preferências são outras.

        Em se tratando do Iron Maiden, eu prefiro ser um eterno garotinho juvenil. Ainda tenho muito mais tesão em ouvir algo como “Murders in the Rue Morgue” e “Wrathchild” do que aquelas tentativas de soar progressivo e/ou épico que muita gente adora (não estou dizendo que esse é seu caso, longe disso). Acho que exemplifiquei bem isso nas críticas que fiz a “Alexander the Great” e “To Tame a Land”.

      • Diogo Maia de Carvalho

        Não fiz menção à minha idade com o propósito de desmerecer quem curte mais a fase com o Paul Dianno, mas só pra contextualizar que já faz muito tempo que minha opinião mudou, haja visto que estou beirando 30 primaveras. E sobre o lado prog do Iron, definitivamente esse não é o tipo de som que eu curto deles.

      • Diogo Bizotto

        Tranquilo, Diogo, não pensei diferente disso. Também tenho lá meus 22 anos de música, desde que “Mob Rules” apareceu na minha vida, mas, em se tratando de Iron Maiden, gosto mesmo é de pé no acelerador.

      • Anônimo

        Ah Bizotto, o Maiden soando mais progressivo e mais épico é bem melhor! Pelo menos é a minha opinião. O Somewhere in Time é excepcional do começo ao fim. E aquelas guitarras sintetizadas que fazem a gente flutuar e parecer que está indo em direção à lua? Incrível!

    • Ronaldo

      Eu acho que esse título também pode ser dividido ou superado pelo Gentle Giant. Não há nem sequer um mínimo consenso pelos fãs entre os 3 melhores discos da banda kkk…

      Responder
      • Mairon

        Caralho. É difícil mesmo

        Sei lá. Hoje seriam

        The Power & The Glory
        In a Glass House
        Gentle Giant

      • Ronaldo

        Os meus 3, por exemplo, seriam totalmente diferentes:

        Acquiring the Taste
        Three Friends
        Free Hand

  13. Mairon

    Sério, vcs não sabem como é ofensivo para mim ver o Never Say Die e o Technical Ecstasy mal cotado em algumas listas aí. “Air Dance” e “She’s Gone” valem mais que todo o Sabotage e o Vol. 4 juntos!!

    Responder
    • Diogo Maia de Carvalho

      O NSD é espetacular, já o TE é bem fraquinho, c’mon…

      Responder
    • Diogo Bizotto

      “Air Dance” e “She’s Gone” valem mais que todo o Sabotage e o Vol. 4 juntos!!

      !!!!!!!!!!!

      Responder
    • Gugu

      Esse disco é ruim de doer. A banda estava desmotivada e sem inspiração. O que teve foi lampejos . Até o ozzy sabia que esse disco era ruim de antemão

      Responder
      • Anônimo

        Ele foi expulso da banda mas não estava mais aguentando o que o Iommi estava fazendo, que era trazer influências de coisas que não tinham nada a ver com o som da banda. E foi ser feliz em sua carreira solo muito bem sucedida.

    • Anônimo

      Ué, mas são horríveis os dois. O Technical Ecstasy ainda possui algumas músicas realmente boas como a Dirty Women, All Moving Parts e o rockão Rock’n’Roll Doctor. Até a Backstreet Kids é legal. Agora o Never Say Die é simplesmente inaudível. A faixa título é boa, e Swinging the Chains cantada pelo titio Bill Ward é muito boa. Agora o resto do disco é insosso e chato. O Iommi estava viajando na maionese e perdeu toda a essência do som da banda, e o nem o Ozzy estava mais aguentando aquela piração toda.

      Responder
  14. Diogo Maia de Carvalho

    Não li no artigo quais são as cinco músicas do Sabbath que o Bizzoto tem como favoritas, quero dizer, a ordem delas, muito menos qual é a primeiríssima. A minha é Die Young, seguida de perto por Symptom e War Pigs.

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Sem problema, Diogo. Lá vai, em ordem cronológica:

      War Pigs
      Children of the Grave
      Into the Void
      Supernaut
      Heaven and Hell

      Fiz um esforço e completei com mais dez. Depois disso começa a dar nó na cabeça:

      Black Sabbath
      Fairies Wear Boots
      After Forever
      Lord of this World
      Sabbath Bloody Sabbath
      Killing Yourself to Live
      Symptom of the Universe
      Neon Knights
      Children of the Sea
      The Shining (sim, senhor)

      Responder
      • Diogo Maia de Carvalho

        Obrigado pela resposta!

      • Anônimo

        Well well well! Fazer uma lista do Sabbath é complicado mesmo. Vou fazer um top ten aqui, lá vai:
        Lord of This World
        Sleeping Village
        Warning
        Wicked World
        Hand of Doom
        Eletric Funeral
        Rat Salad
        Cornucopia
        Lonely is the World
        Devil and Daughter

      • Ulisses Macedo

        Top 10 de músicas? Complicado. Vai sem ordem mesmo:

        N.I.B.
        War Pigs
        Fairies Wear Boots
        Sweet Leaf
        Supernaut
        Sabbath Bloody Sabbath
        Symptom of the Universe
        Neon Knights
        Falling Off the Edge of the World (melhor composição da era Dio)
        I Witness (melhor composição da era Martin, mas tem cara de Dio)

        Tive que deixar “The Wizard” (acho subestimadíssima!) e “Turn Up the Night” de fora; que dor no coração…

      • Anônimo

        Engraçado, a The Wizard eu acho que o Sabbath nunca tocou essa música na década de 70. Não tem nem em bootleg gravação ao vivo dessa música. Tu sabe que eu acho o riff dessa música um pouco parecido com um trecho da versão de “I Can’t Quit You Baby” do Led Zeppelin?

      • Anônimo

        Brother, eu incluiria Danger Zone, Turn to Stone, Hard Life to Love, Devil and Daughter, Born to Lose e Valhalla. Sabe que ultimamente eu ando preferindo esse lado “farofa” do Sabbath dos anos 80? Gosto das produções desses discos. Podem soar datadas mas são músicas bonitas e muito bem tocadas com solos bem encaixados. E sim, até os teclados soam bacanas também.

  15. Ronaldo

    Controversa essa lista hein?! kkk
    Eu não conheço bem os discos do Black Sabbath pós Dio, então minha lista vai até eles:
    do pior para o melhor:

    Mob Rules
    Heaven and Hell
    Technical Ecstasy
    Never Say Die
    Sabotage
    Master of Reality
    Black Sabbath
    Paranoid
    Vol. 4
    Sabbath Bloody Sabbath

    Esses dois (SBS e Vol. 4) são o ápice do Black Sabbath – muito peso, boa qualidade de gravação (nisso ganham disparado de Paranoid e Master of Reality, que são ótimos discos, mas pecam pela produção tosca), ecleticidade e ótimas composições.

    Abraço,

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Ronaldo, eu acho que a produção dos primeiros discos é tosca mesmo, nisso você está certo, mas sei lá, eu gosto de como “Master of Reality” soa, a atmosfera geral do álbum acabou ficando super densa, grave, combinando com o material que os caras desenvolveram.

      Responder
      • Diogo Maia de Carvalho

        Sou muito mais a ‘sujeira’ da fase Ozzy àquela produção higiênica de alguns discos como o Cross Purposes, por exemplo.

      • Anônimo

        O Cross Purposes assim como o Forbidden são fracos mesmo. Falando em Tony Martin eu o acho um vocalista injustiçado pacas. Tudo bem que ele cantava bem no estúdio e decepcionava ao vivo, mas gravou discos memoráveis com a banda. E pelo menos não esquecia as letras das músicas igual o “Oziel” Osbourne. kkkkkkkk

      • Anônimo

        Ao vivo claro. Ele ao vivo não esquecia das letras das músicas igual o Ozzy, que acaba avacalhando.

  16. Comi o Anônimo

    Do melhor para o pior, segue minha lista:

    1. Black Sabbath
    2. Master of Reality
    3. Volume 4
    4. Paranoid
    5. Sabbath Bloody Sabbath
    6. Technical Ecstasy
    7. Sabotage
    8. Mob Rules
    9. Heaven and Hell
    10. Born Again
    11. 13
    12. Dehumanizer
    13. Never Say Die
    14. Seventh Star
    15. Tyr
    16. Headless Cross
    17. Cross Purposes
    18. The Eternal Idol
    19. Forbidden

    Responder
  17. Daniel Benedetti

    Ótima matéria. Do melhor para o pior, minha lista:

    1. Master of Reality
    2. Paranoid
    3. Heaven and Hell
    4. Sabbath Bloody Sabbath
    5. Volume 4
    6. Black Sabbath
    7. Sabotage
    8. Mob Rules
    9. Headless Cross
    10. Technical Ecstasy
    11. Dehumanizer
    12. Tyr
    13. Cross Purposes
    14. Born Again
    15. The Eternal Idol
    16. Seventh Star
    17. 13
    18. Never Say Die
    19. Forbidden

    Se fosse o caso, o Devil You Know entraria em 12º, empurrando os demais para baixo.

    Responder
    • Anônimo

      Nossa, o Devil you Know possui um peso absurdo e sobrenatural. É sem dúvida um dos melhores da banda, mesmo com outro nome, no caso Heaven and Hell. O riff de “Breaking into the Heaven” é coisa de outro mundo!! Riff perfeito!

      Responder
  18. leandro

    Cumé ki cês conseguem fazer um treco desse??
    Ficou bonito demais, vou guardar por aqui pra referência.
    🙂

    Responder
  19. Marcel

    Muito dificil fazer esse ranking pois é quase como se falássemos em várias bandas diferentes. Mas concordo com o Master of Reality em primeiro, acho um disco fenomenal!

    Responder
  20. paulo ricardo

    The Eternal Idol versão Ray Gillen é ótima , vcs já ouviram ?

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Já, Paulo. Não há dúvida, ao menos para mim e mais uma penca de gente, de que Ray Gillen era um vocalista bem superior a Tony Martin.

      Responder
  21. Thiago Melo

    Considero a discografia do Sabbath bem coesa e muito difícil de coloca-los em uma ordem, mas vamos lá:

    1 – Sabbath Bloddy Sabbath
    2 – Paranoid
    3 – Vol. 4
    4 – Master Of Reality
    5 – Sabotage
    6 – Heaven and Hell
    7 – Mob Rules
    8 – Headless Cross
    9 – Dehumanizer
    10 – Black Sabbath
    11 – Born Again
    12 – 13
    13 – Never Say Die
    14 – Technical Ecstasy

    Responder
  22. Fernando Bueno

    Uma coisa que notei foi que o Diogo não citou nominalmente o Glenn Hughes no Seventh Star…

    Responder
    • Diogo Bizotto

      É algo que me passou despercebido. Apesar do forte vício em cocaína vivenciado na época, sua performance é ótima, pra variar. Não é a melhor, mas satisfaz e muito.

      Responder
  23. Davi Pascale

    A minha seria, mais ou menos, isso aqui.

    19) Forbidden
    18) TYR
    17) 13
    16) Cross Purposses
    15) Seventh Star
    14) Born Again
    13) Never Say Die
    12) Eternal Idol
    11) Mob Rules
    10) Technical Ecstasy
    09) Headless Cross
    08) Sabbath Bloody Sabbath
    07) Sabotage
    06) Dehumanizer
    05) Heaven And Hell
    04) Master of Reality
    03) Paranoid
    02) Black Sabbath
    01) Vol 4

    Responder
  24. Igor Maxwel

    Olha André, em primeiro lugar, o “War Room” do Iron Maiden que estava me referindo não é o do TNOTB, é do Powerslave. E estava sugerindo uma correção daquele War Room do TNOTB com a inclusão da faixa “Total Eclipse” que eu sei que não foi incluída no tracklist do LP, mas que pra mim faria sentido se estivesse nele. Segundo, eu não ofendi ninguém com meus comentários, simplesmente expressei meu ponto de vista em relação a suas preferências e as dos outros consultores, mas respeito seu gosto e o gosto dos outros. Deixo aqui minhas sinceras desculpas á todos, e outra coisa: posso ser chato para algumas pessoas, mas que tenho bom coração, isso eu tenho.

    Responder
  25. Leonardo

    Dos discos que possuo a minha lista é a seguinte do melhor para o pior:

    01. Master of Reality
    02. Sabbath Bloody Sabbath
    03. Black Sabbath
    04. Paranoid
    05. Volume 4
    06. Heaven And Hell
    07. Technical Ecstasy
    08. Mob Rules
    09. Never Say Die
    10. Born Again
    11. 13
    12. Dehumanizer
    13. Seventh Star
    14. The Eternal Idol

    Responder
  26. Thiago

    O Born Again teve um problema no som que só foi percebido após o lançamento, rs. Aliás, a biografia de Iommi é muito interessante.

    P.S. Acho até que a consultoria fez uma resenha desse livro, porém não lembro exatamente quando.

    Responder
  27. FGL

    Master of Reality em primeiro???!!!!! Vou ouvir esse disco hoje, mas não acredito que eu, injustamente, tenha-o considerado BEM inferior aos Black Sabbath, Paranoid e Vol 4, todos esses anos. Me lembra o caso do Led III …
    Não gosto do Sabbath Blood Sabbath, mas acredito que seja ótimo pra quem gosta do estilo daquele disco.
    Os três a partir de Sabotege são muito ruins (minha opinião).
    Gosto do Heaven and Hell apesar de não ser um estilo que eu curta.
    Depois eu não conheço praticamente nada.

    Responder
  28. Igor Maxwel

    Tá bom gente, corrijo então o que eu respondi ao Fernandão: eu até gosto dos primeiros discos do Maiden com Paul Di’Anno, mas sinceramente não sou muito fã deles como boa parte de seus fãs incluindo nossos consultores (peço mil desculpas ao Diogo, que é fã do Killers). A mesma coisa vale ao Seventh Son of a Seventh Son: gosto do disco por um lado mas não sou muito fã dele por outro.

    Aproveito para pedir desculpas ao André que me respondeu com grosserias e insultos sobre minhas opiniões sobre as preferências musicais dos nossos consultores e as minhas insistências em sugestões de algumas matérias para o site (como o “War Room” de Powerslave e o “Do Pior ao Melhor” com o Accept). Sim, as sugestões foram anotadas, mas agora eu percebi que não tem data certa para elas serem atendidas. Esperarei um pouco mais… Fora isso, continuarei com minha ranzinzice e ranhetice com os fãs de Close to the Edge, Atom Heart Mother e o Ride the Lightning. Sobre o Love at First Sting, afirmo que finalmente reconheci seus méritos, apesar de continuar não gostando do disco.

    Enfim, deixo mil desculpas á todos e não serei mais chato com vocês, caros consultores!

    Responder
    • André Kaminski

      Inacreditável.

      Mas enfim, o aviso foi dado: atenha-se aos tópicos.

      Responder
      • Igor Maxwel

        Tudo bem cara, como eu disse, “vamos esperar cenas dos próximos capítulos…”

      • Felipe

        Comento pouco aqui, mas sempre leio as matérias e ultimamente faço questão de pular os comentários desse boçal. Perfeito seu desabafo lá acima, André. Até que vocês demoraram pra explodir. Haja paciência.

      • Igor Maxwel

        Não sou boçal, Felipe. Por favor, mais respeito!

  29. Diogo Bizotto

    Achei interessante o fato de ver algumas pessoas desancando “13”. Ele foi meu maior problema na hora de definitivamente fixar a ordem do ranking. Como afirmei acima, “Born Again”, “Seventh Star”, “The Eternal Idol” e “13” vinham muito embolados, com “13” pendendo mais para baixo que para cima, mas achei que estava sendo cruel demais com ele em razão da familiaridade ainda ser menor. Reavaliando, penso que talvez deveria tê-lo colocado acima apenas de “Born Again”, além de, quem sabe, ter trocado as posições entre “Seventh Star” e “The Eternal Idol”. Claro, essa não foi a única dificuldade. Decidir entre “Headless Cross” e “Dehumanizer”, “Vol. 4” e “Sabotage”, além de “Black Sabbath” e “Sabbath Bloody Sabbath” foi muito difícil, tudo no limite e levando em consideração meu estado de espírito atual. Esse ranking não é definitivo. Hoje mesmo, caso fosse reescrevê-lo, ele seria mudado.

    Responder
    • Igor Maxwel

      Olá Diogo, mil desculpas por ter te ofendido quando eu estava falando do Iron Maiden com Di’Anno, mas fiz uma correção do que eu disse antes.

      Responder
      • Anônimo

        O “13” decepcionou porque fizeram uma baita propaganda dele, já que seria a volta da “formação clássica”, embora sem o grande Bill Ward. Possui apenas algumas músicas boas. Eu penso que talvez o Rick Rubin não fosse o produtor ideal para o disco. Ele quis tentar recuperar a sonoridade clássica, porém poderia ter acrescentado mais peso ao som, e menos polimento. Mas não desmereço ele como produtor, longe disso. É bem provável que se tivessem chamado o veterano Tom Allom, que trabalhou com o Sabbath na época do Ozzy, teriam ganhado mais. Uma coisa interessante é que o Rick Rubin sempre é chamado para tentar “resgatar” a sonoridade clássica de bandas dos anos 70 mas depois acaba decepcionando. Foi assim com o AC/DC em Ballbreaker. Os caras do AC/DC segundo eu ouvi na MTV, decepcionou os irmãos Young que nunca mais o convidaram para produzir seus discos. E foi assim com o Sabbath. Se bem que ele funcionou perfeitamente bem com o Slayer. Vai entender, é questão de gosto.

      • Diogo Bizotto

        Com o Slayer foi uma época e um contexto completamente diferente. Ele ainda não era “O” Rick Rubin, para o qual tanta gente paga pau. Era mais um cara jovem em vias de ascensão, sequer trabalhava exclusivamente com som pesado, pelo contrário, era mais ligado ao rap. Só que deu certo, muito certo. O salto de sonoridade entre “Hell Awaits” e “Reign in Blood” foi tão grande que até hoje aquele disco soa fresco, não datou.

  30. Regis

    Parabéns pela seção. Muito legal esta ideia. O Sabbath é unanimidade no mundo da musica pesada, por isso a dificuldade em classificá-los. Pra mim:

    1 – Heaven and Hell/ 2- Vol 4 / 3 – Sabotage / 4 – Black Sabbath / 5 – Sabbath Bloody Sabbath / 6 – Headless Cross / 7 – Master of Reality / 8 – Paranoid / 9 – Mob Rules/ 10 – Born Again / 11 – Never say Die / 12 – Dehumanizer / 13 – TYR / 14 – 13 / 15 – Seventh Star / 16 – Technical Ecstasy / 17 – Cross Purposes / 18 – The Eternal Idol / 19 – Forbidden

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  31. Diogo Maia de Carvalho

    Agora sim, o meu ranking, do melhor ao pior:

    1° – Mob Rules
    2° – Heaven and Hell
    3° – Paranoid
    4° – Master of Reality
    5° – Black Sabbath
    6° – Sabbath Bloody Sabbath
    7° – Vol. 4
    8°- Dehumanizer
    9° – Born Again
    10° – Headless Cross
    11° – Sabotage
    12° – Never Say Die
    13° – 13
    14° – Seventh Star
    15° – Technical Ecstasy
    16° -Tyr
    17° – Eternal Idol
    18° – Cross Purposes
    19° – Forbidden

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  32. Anônimo

    Sem sombra de dúvida, o Headless Cross é um dos melhores álbuns do Sabbathzão! Os solos do Iommi, as melodias do Tony Martin assim como os vocais memoráveis dele fazem desse álbum um marco na carreira da banda. Para mim, “Nightwing” possui uma das melodias mais lindas de todos os tempos do heavy metal. E a presença do grande baterista Cozy Powell fez a diferença. E que produziu o álbum junto com o Tony Iommi. E como dizem, essa fase não tinha nada a ver com o Sabbath clássico, era outra banda, outra formação. Só trazia o nome mesmo. Porém o som era completamente diferente. Tinha mais a ver com um projeto solo do Iommi.

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    • Diogo Bizotto

      Discordo sobre ter mais a ver com um projeto solo do Iommi. Cozy Powell teve um peso enorme nessa época, tanto que compôs e produziu ao lado de Iommi, além de ter colocado seu som de bateria em total destaque. Em “Tyr”, especialmente, seu som de bateria está gigante, talvez com mais destaque que a própria guitarra.

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      • Anônimo

        O som da bateria no Tyr é realmente muito bom mesmo. No Tyr tem uma música praticamente um power metal que é “The Law Maker”.

  33. Anônimo

    O Ian Gillan era um estranho no ninho no Black Sabbath. Ele mesmo reconheceu isso depois. Ele não se identificava com as letras macabras da banda, e não curtia o estilo dos caras. Mas vamos levar em consideração minha gente, o cara entrou na banda depois de uma noite de bebedeira dele, do mestre Iommi e do Geezer Butler. rsrsrs Hilária a história de mais uma mancada deles com o pobre Bill Ward. O Ian Gillan acabou com o carro do Bill. kkkkkkkkkk

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  34. Anônimo

    O Tony Iommi é conhecido como um grande “riffeiro”, criador de riffs mais do que clássicos e memoráveis. Porém ele também é um ótimo solista, e existem várias músicas do Sabbath com solos espetaculares. O melhor solo de guitarra do Iommi é o de Lonely is the Word. Essa música o Sabbath talvez nunca a tenha tocado ao vivo quando o Dio gravou com eles o Heaven and Hell. Mas tem um vídeo deles tocando essa música um ano antes do Dio morrer quando eles estavam tocando sob o nome de “Heaven and Hell”. Porém a música é tocada em um tom diferente da que foi gravada em estúdio. E a sensacional Heart Like Wheel com o grande Glen Hughes nos vocais. Outro grande solo do mestre Iommi.

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  35. ADRIANO MARTINS

    Bom dia a todos,

    Falar sobre o Black Sabbath é complicado para mim, e ao mesmo tempo simples. Assim como o Iron Maiden e o Slayer, me ajudou nos momentos mais díficeis da minha vida … parafraseando Henry Rollins: “quantos momentos dificeis não enfrentei com a ajuda do Black Sabbath …”

    Não sei porque mas consigo visualizar o Black Sabbath como uma banda com Ozzy, e outra com outros vocalistas. Não que seja contra a mudança de vocalistas, mas no caso específico do Sabbath, parece, realmente, outra banda com Dio, outra com Gillan e assim com os outros de menor calibre que seguraram o microfone deste icone. É assim que sinto pelo menos.

    Não negando a qualidade de Tony Martin, Glenn Hughes, e muito menos de Ian Gillan, grandes vocalistas, mas particularmente nestes 3 casos não consigo enxergar o Black Sabbath. Já com Dio é diferente, consigo entender que ainda é Sabbath, mas, opinião pessoal.

    Foi difícil fazer minha escolha, principalmente porque do primeiro ao sexto eles se alternam com o tempo, acabo achando um melhor que o outro num determinado período, depois acho outro, enfim, são sensacionais e a qualidade desta banda é inquestionável. Mas vamos lá, abaixo sgue:

    1 – Volume 4
    Wheels of Confusion, Cornucopia, Under the Sun, Snowblind e Supernaut num mesmo disco é de matar ….

    2 – Sabotage
    Sensacional. A abertura com Hole in the Sky, Symptom na sequencia, a viagem de Megalomania e a raiva de The Writ (feita para os antigos empresários, não é isso ?) também compõe uma das melhores obras da banda

    3 – Paranoid
    São clássicos e mais clássicos.

    4 – Black Sabbath
    O primeiro e impactante

    5 – Master of Reality
    Aqui é a origem do Doom. O peso, a cadência, tudo aqui gerou filhos (Candlemass, Trouble, etc)

    6 – Sabbath Bloody Sabbath
    Acho ótimo. Da abertura com a faixa-tiulo, até Killing, com a sensacional Sabbra Cadabra, tudo é muito bom, diversificado, e fecham com Spiral Architect, uma das melhores.

    7 – Never Say Die
    Não entendo porque muitos não gostam. Never Say Die é ótima, a pesada Johnny Blade, Hard Road é boa, Junior’s Eyes é sensacional e Over to You tem uma ótima interpretação de Ozzy. O resto não anima muito.

    8 – Heaven and Hell
    Estréia de Dio, revigorando uma banda cansada e já um pouco confusa.

    9 – Mob Rules
    Passei a gostar com o tempo

    10 – Technical Ecstasy
    Tirando Dirty Women e e You Wont Change Me, que são sensacionais onde Iommi mostra porque é um dos maiores guitarristas de todos os tempos, o resto não empolga.

    Daqui por diante não consigo opinar o que é melhor e o que não é. O fraco 13 não me empolgou, os discos com Tony não me chamam a atenção, apesar de saber de suas qualidades vocais e gostar de seu timbre de voz. Dehumanizer não emplaca, e Born Again foi o disco que não deveria ter sido feito, fruto de uma bebedeira em um pub, me mostra que Ian Gillan não combina com Black Sabbath, simples assim.

    Mas é isso.

    Um abraço a todos !

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  36. Anônimo

    Gostei da sua definição da sonoridade do álbum Headless Cross “AOR sombrio’. Só discordo de que a produção do disco seja ruim. Pelo contrário, acho ótimo e excelente o som da guitarra assim como da bateria do saudoso Cozy Powell. Cara, que baterista incrível! E que bandaça o Sabbath ainda era nessa época. Excelente time de músicos. O Tony Martin incluído aí. Um vocalista que se deixava a desejar ao vivo, pelo menos no estúdio era um música excepcional e talentoso. E como já escrevi aqui, Iommi nessa época solava tão bem quanto criava riffs magníficos e antológicos. Devil and Daughter e Nightwing falam por si.

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  37. Anônimo

    “Mas é na pegajosa “Call of the Wild” que atinge sua intensidade máxima, soando como se Tony Iommi se juntasse ao Foreigner e carimbasse um hit.” Legal a sua comparação hehehehe. E que melodia linda que possui essa música. Perfeita para se escutar tomando uma breja e viajar na melodia.

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  38. Anônimo

    “Excetuando-se o persistente riff que conduz “I”, Iommi não aparece com tanta criatividade individual;”. Essa música possui um ótimo refrão, daqueles para headbanger nenhum botar defeito. O que gosto nessa música é o riff inicial começar com o pedal wah wah. Falando nesse infame pedal que me causa ojeriza só de ver guitarristas apelando para esse efeito, ele só é interessante se usado de vez em quando em riffs. Solos de guitarra com wah wah com todo respeito Consultoria do Rock, não dá. É recurso para guitarristas limitados e sem criatividade e preguiça de solar. Ninguém está dizendo que um guitarrista precisa ter influência neoclássica e solar como o Malmsteen ou o Uli Jon Rot. Feeling sim, mas pedal wah wah? Blérgh, faça-me o favor. Vejam Kirk Hammet que não tira o pé do pedal wah wah. Ou então do falecido Wurzel do Motorhead. Esse último mesmo tendo gravado álbuns memoráveis com o patrão Lemmy, não sabia solar sem o referido pedal. Tanto que não faço questão nenhuma de prestar atenção em seus solos, mesmo gostando da banda. Com exceção de “Jus Cos You’ve got Power” lado b ótimo do Motorhead.

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  39. Anônimo

    Ah sim, eu estava falando de “I” do Dehumanizer. Esqueci de por a observação que eu queria no texto anterior. Ela é um bom exemplo de quando usar o pedal wah wah. Porque como já explique, não curto esse efeito de jeito nenhum. Mas em riffs ainda vai. E o Iommi também usou esse efeito em Eletric Funeral, que ficou ótimo e macabro. Mas em solo? Jamais!!!!

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  40. Gugu

    1Paranoid
    2 Master reality
    3 Heaven and hell
    4 Black sabbath
    5 Sabotage
    6 Volume 4
    7 Sabbath bloody Sabbath
    8 Born again
    9 Mob rules
    10 Headless cross
    11 Dehumanizer
    12 Cross purpose
    13 Eternal idol
    14 Seventh Star
    15 Never say die
    16 Forbidem
    17 Tyr
    18 Thechinical ectasy

    Obs : o disco 13 não achei material no YouTube. Só algumas músicas.

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  41. Fábio

    Podem me chamar de louco,mas nunca entendi essa adoração pelo Born Again. Disco com uma sonoridade suja, vocais exagerados demais do Gilan,algumas músicas sem pé nem cabeça… a minha lista de melhores seriam os 5 primeiros do Sabbath,mais o Heaven and Hell, depois o Seventh Star ( que acho um discaço, que dá de 7 x 1 no Born Again ), seguido do Mob Rules…

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    • Diogo Bizotto

      É um disco que, para mim, é sem dúvida superestimado, mas essas características que você citou, por mais que soem ruins em uma primeira avaliação, acabaram dando um charme especial ao álbum.

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  42. Manoel

    Que briga boa essa, hein! Desde que saiu a publicação dessa matéria, foram comentários atrás de comentários concordando ou discordando, dando pano pra manga. Eu, particularmente, aprecio mais o Master of Reality, seguidos dos Vol 4. e Sabbath Bloody Sabbath. Mas ainda não conheço todos, apenas a fase do Ozzy do início e o Heaven and Hell.

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    • Diogo Bizotto

      Manoel, entendo que o material que o Black Sabbath lançou de 1983 em diante não seja do agrado de muita gente por razões musicais e outras que transcendem a música, mas creio que valha a pena conferir nem que seja apenas uma vez cada um desses discos, pois há material de muito boa qualidade. Diria inclusive que a carreira do Black Sabbath desse período em diante é melhor que a carreira solo de Ozzy no mesmo período.

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