Melhores de Todos os Tempos: Bandas

21 de maio, 2016 | por Mairon
Melhores de Todos Os Tempos
116
black-sabbath

Ozzy Osbourne, Geezer Butler, Tony Iommi e Bill Ward, a formação clássica do Black Sabbath

Por Mairon Machado

Participação de Alisson Caetano, André Kaminski, Bruno Marise, Davi Pascale, Diogo Bizotto, Fernando Bueno, Leonardo Castro, Marco Gaspari, Ronaldo Rodrigues e Ulisses Macedo

Há exatamente um ano, nós consultores acordávamos com uma triste notícia: nosso então site havia sido deletado de forma covarde pelo antigo provedor que havíamos contratado, fazendo com que perdêssemos mais de dois anos de trabalho, os quais estamos até hoje lutando na justiça para tentar adquirir de volta.

Dentre esses trabalhos, estavam as postagens nas quais elegemos os melhores músicos de todos os tempos. Com uma pontuação criada pelos consultores (ver abaixo), durante cinco meses montamos aquela que seria a banda perfeita, a qual ficou assim formada: Tony Iommi (guitarras), Freddie Mercury (vocais), John Entwistle (baixo), John Bonham (bateria) e Rick Wakeman (teclados). Como uma sequência natural, pretendíamos lançar as melhores bandas de todos os tempos,mas a Uol Host acabou não deixando que isso acontecesse.

Passado um ano, alguns consultores saíram, outros chegaram, e em um esforço coletivo, conseguimos novamente voltar às postagens regulares. Naturalmente, a ideia de eleger as melhores bandas de todos os tempos voltou à tona, e assim, trazemos aqui as trinta melhores bandas de todos os tempos, eleitas por 11 participantes, os quais além de comentar sobre dua (ou três) das bandas que escolheu, também indicou um disco representativo na carreira da banda.

10714843_698632053561935_1891490749_n

Seguindo a pontuação acima, obtivemos no primeiro lugar os pais do Heavy Metal, Black Sabbath. A banda teve votação de 100% dos integrantes desse projeto, o que só atesta sua qualidade, admiração e importância para a música. No top 3, mais dois gigantes, Led Zeppelin e The Beatles, mostrando um predomínio inglês nessa lista que conseguiu abranger vários estilos, desde o Metal tradicional e o Thrash Metal oitentista até os gigantes do rock progressivo, além de algumas surpresas.

Concorda? Discorda? Sentiu falta de alguma banda? Deixe seus comentários e também aproveite para nos indicar qual seria sua lista de 30 Melhores Bandas de Todos os Tempos.


1401x788-GettyImages-94171756

Black Sabbath – 674 pontos

(Ulisses Macedo)

Sem entrar na discussão de qual banda criou a primeira composição do estilo, a verdade é que o Black Sabbath, no mínimo, pôs o ‘metal’ em ‘heavy metal’. Foi na Sexta-feira 13 de Fevereiro de 1970 que quatro malucos de Birmingham mostraram que havia algo em seu som que os colocava à parte de seus contemporâneos. Esse “algo” era formado pela junção da bateria swingada de Bill Ward, pelo baixo e lirismo marcantes de Geezer Butler, e pela guitarra monolítica de Tony Iommi, o maior criador de riffs do planeta. Único membro constante nos mais de 40 anos de história da banda, o bigodudo se virava com afinações baixas por causa de um acidente de trabalho em que perdeu as pontas dos dedos da mão direita, tirando um som massivo de sua Gibson SG que reverbera até hoje, presente em registros impecáveis como Paranoid (1970), Master of Reality (1971) e Vol. 4 (1972).

Disco representativo: Paranoid (1970)


LedZep

Led Zeppelin – 501 pontos

(Ronaldo Rodrigues)

Led Zeppelin está para os anos 70 assim como Beatles estão para os anos 60. Influenciou até mesmo bandas mega famosas de sua geração, revestiu-se de uma aura icônica por seu som poderoso, concertos longos e sem banda de abertura, aversão à televisão e mídias e proteção sagrada de sua obra, como algo a ser devotado. Milhões de pessoas ao redor do mundo compraram essa fórmula até hoje e os tem, certamente, no panteão dos deuses no rock. Led Zeppelin é o ápice do hedonismo em forma de música, entre milhões de quilowatts, vocais agudos, bateria grotesca e cordas envenenadas. Uma confluência rara de talentos trouxe ao mundo músicas que são cultuadas e imitadas ao longo das décadas seguintes. Foram a primeira banda a superar fonograficamente os Beatles e só a eles (e a alguns outros poucos ícones) se comparam neste quesito. Ainda que lhes pesem algumas acusações (comprovadas) de apropriação indevida de trechos de músicas e letras alheias, nada é capaz de arranhar, de forma justa, a reputação desta que é uma das maiores bandas da história.

Disco representativo: Led Zeppelin IV (1971)


BEATLES-IN-MONO-The-Beatles-Thomson-House-London-Jul-28-1968-©-Apple-Corps-Ltd-copy

The Beatles – 417 pontos

(Marco Gaspari)

Eu tinha 8 ou 9 anos quando tomei conhecimento dos Beatles. Foi em 1964, ano em que saiu por aqui uma pá de compactos simples e duplos dos quatro rapazes de Liverpool. E era uma idade pra se deixar impressionar. Ainda mais que eles eram cabeludos, engraçados e faziam um som pra lá de impactante, principalmente pra mim que era bebê quando Elvis e o rock’n’roll estouraram. E pra quem achava (e tinha um monte de gente que achava, principalmente os críticos sabichões) que era só mais uma modinha passageira, eles me acompanharam até os 15 anos, lançando um disco melhor e mais evoluído que o outro, apontando caminhos, modas e atitudes. Nunca mais uma banda me impactou dessa forma. E é por isso que eu só aceito os desafetos aos Beatles daqueles que, como eu, viveram a gloriosa beatlemania. Quem não viveu, não faz ideia. E, lamento informar, perdeu. Vou indicar meu disco preferido, que não é o Sargento Pimenta, o Abbey Road ou o Revolver.

Disco representativo: O disco que eu mais gosto deles é a trilha sonora de Magical Mistery Tour (1968), um filme que deu errado em tudo, mas acertou em cheio no que interessa: a música


2

Pink Floyd – 408 pontos

(Alisson Caetano)

Antes do ecletismo, todo ouvinte musical sofre de uma fase mais devota a algum estilo. Com o “metaleiro”, a coisa é mais séria. É a época da auto-afirmação. De se vestir igual seus ídolos, de implorar aos pais que comprem aquela camiseta transante do Judas Priest e de querer que todo poser morra. É uma fase que tenho orgulho de ter passado com menor grau de retardadismo, mas confesso que passei por ela. Só ouvia metal, e quanto mais pesado e urgente, melhor. Não lembro exatamente o dia exato, mas lembro da impressão, quase mística, que ficou da experiência. Em uma de minhas garimpagens pelos sites que confiava na opinião de seus redatores, dei de cara com um especial de 42 anos do lançamento do álbum Meddle, originalmente publicado na Collector’s Room, mas que não fora escrito pelo Ricardo Seelig — me perdoem, mas não consegui me lembrar, até o fechamento deste texto, quem escreveu o dito cujo –. Foi a capa, talvez, mas por algum motivo, resolvi dar uma chance e escutar o disco. Esperei sagrados 30 minutos para que o disco baixasse — os saudosos colecionadores provavelmente torcerão os narizes ao ler meus relatos — para, enfim, saber do que se tratava aquele disco de capa esquisita. Não quero entrar em detalhes específicos quanto a músicas. nem nada. Ao fim da audição, estava, literalmente, viajando legal, boquiaberto com tamanha riqueza instrumental, com tantos detalhes a serem descobertos nas músicas e, o que mais chamou minha atenção, na maravilha que eram aquelas linhas de guitarras. Tão suaves, delicadas, o extremo oposto do ataque e urgência das guitarras no metal. Daquela experiência, não tardei em descobrir o que mais aquela banda tão atmosférica e sombria — impressões que criei naquela época — tinham a me oferecer. Veio o absurdamente essencial The Dark Side of the Moon, os subestimados, mas simpáticos, Atom Heart Mother e Obscured By Clouds e o queridinho do público, Wish You Were Here. The Wall eu ouviria alguns anos mais tarde, e foi outro choque. Um choque diferente, dessa vez, impressionado com a grandiosidade e com o teor épico da obra. No fim das contas, foi uma banda que me impressionou de maneiras muito distintas durante minha formação musical. Uma banda que me mostrou novas possibilidades musicais e, mais importante, por me tirar as tapas da cara e abrir os horizontes daquilo que dizia amar, mas não conhecia nem 1% de seu universo: o rock n’ roll.

Disco representativo: vou chatear o pessoal prog do site e citar Meddle (1971), o mais climático, já rompido com a psicodelia e, claro, porque é meu disco favorito dos britânicos.


edp1508-001-MF.jpg Iron Maiden

Iron Maiden – 386 pontos

(Fernando Bueno)

Difícil falar sobre sua banda preferida. A música não é como no futebol que as paixões são canalizadas apenas para um clube. É possível admirar com a mesma intensidade diversos grupos, porém o Iron Maiden tem uma influência sobre seus fãs muito parecida com a que têm os times de futebol. Até o comportamento da torcida, quero dizer do público, em seus shows se portam de maneira semelhante. O Iron Maiden liderou um renascimento do heavy metal no início dos anos 80. Depois de anos e anos de insistência por parte de seu líder Steve Harris, que conseguiu tocar o barco mesmo com inúmeras trocas de componentes, finalmente conseguiu gravar um disco em 1980 logo após assinar uma uma grande gravadora. Depois do debut a frequência das trocas diminuiu para um passo de uma troca por ano, ou uma troca por disco até 1983. A New Wave of British Heavy Metal tinha no Iron Maiden seu principal expoente, mas foi justamente com uma troca no posto de vocalista que os ingleses passaram de líderes regionais para líderes mundiais. A partir de 1984 não se tinha mais dúvidas de qual era a principal banda de heavy metal do planeta. Com menos de dez anos gravaram em sequência sete clássicos indiscutíveis. Seu nome, seu logo, suas capas e seu mascote foram se tornando ícones da cultura pop. Tiveram uma queda de popularidade nos anos 90 por conta de mais uma troca nos vocais e da crise que o estilo como um todo passou, mas com o retorno de Bruce Dickinson em 1999 a banda retomou seu posto de liderança e novamente ajudou a levantar mais uma vez o heavy metal. Hoje, mais próximos do fim de sua carreira eles voam em céu de brigadeiro, com garantia de shows lotados e fãs ávidos por qualquer tipo de material que tenham estampados IRON MAIDEN. Sucesso merecido de quem aliou com perfeição talento à muito trabalho.

Disco representativoSeventh Son Of A Seventh Son (1988)


1035x712-20140513-metallica-x1800-1399997244

Metallica – 377 pontos

(Leonardo Castro)

Ao misturar riffs clássicos da NWOBHM com o andamento acelerado do punk e do hardcore, o guitarrista e vocalista James Hetfield e o baterista Lars Ulrich praticamente criaram o que seria conhecido como thrash metal. Com q companhia do virtuoso baixista Cliff Burton e do guitarrista solo e também compositor Dave Mustaine, o grupo fez seu nome em apresentações viscerais em Los Angeles e em São Francisco, e após participar da coletânea Metal Massacre, foi contratada pela Megaforce Records e rumou para Nova York para gravar seu disco de estreia. Contudo, antes das gravações terem inicio, Lars e James se cansaram das bebedeiras de Mustaine e o demitiram, convidando o guitarrista do Exodus, Kirk Hammet, para assumir o seu lugar. Mustaine voltou para Los Angeles, e logo em seguida formou uma nova banda, o Megadeth. O álbum de estreia do Metallica, Kill’em All, era um deleite para os headbangers da época. Mais rápido e extremo do que as bandas de metal mais conhecidas até então, o disco também era repleto de riffs e refrões memoráveis. A mistura de peso, rispidez e melodias era infalível, e catapultou a banda para o topo da cena underground. Mas o Metallica tinha ambições maiores, e após assinar com a major Elektra, lançou um segundo disco ainda mais forte, o espetacular Ride The Lightning. Mais pesado, e ao mesmo tempo mais acessível, o álbum era um conjunto de composições extremamente inspiradas e marcantes, e sedimentou a posição do Metallica como líderes do undergroud e do thrash metal. Mas foi com o terceiro disco, Master Of Puppets, que o quarteto atingiu o grande público. Mais refinado, mas sem perder a rispidez, o disco mostrava a banda no topo, com músicas rápidas, pesadas, cadenciadas, melódicas… É difícil conhecer alguém que curta rock pesado e não se impressione com o disco. E mesmo sem a divulgação na MTV, visto que o grupo não gravava videoclips, o quarteto ganhou status de megabanda, passando a lotar estádios e a se apresentar como headliners em festivais. Infelizmente, em um momento que a banda colhia os frutos do que havia plantado até então, o baixista Cliff Burton faleceu em um acidente com o ônibus do grupo, em meio a uma turnê na Europa. Com um novo baixista, Jason Newsted, o grupo gravou … And Justice For All. Apostando em músicas mais longas, com diversos riffs e mudanças de andamento, o disco não agradou tanto quanto seu antecessor, mas possuía diversas músicas fortíssimas. A produção, abafada e com baixo praticamente inaudível, foi bastante criticada. Mas mesmo com um disco inferior, a banda continuou crescendo, e seus shows tinham produções típicas dos gigantes do estilo, como o Iron Maiden. O auto-intitulado álbum de 1991 apostava em uma sonoridade mais simples, com músicas menores e de mais fácil assimilação. O resultado foi o período mais lucrativo da carreira da banda. O disco se tornou um dos mais vendidos da história, o grupo deixou de ser apreciado apena entre os fãs de heavy metal e ganhou o mainstream, ficando nos primeiros lugares das paradas de disco e até na MTV, visto que diversos videoclipes foram feitos para promover o álbum. Ainda que fosse mais acessível, o Black Album continua músicas de qualidade indiscutível, e com muitos traços dos discos anteriores, como as palhetadas abafadas e os solos de guitarra. Infelizmente, a partir desse ponto, a carreira da banda deu uma guinada para o pior. Tentando se afastar da cena heavy metal, que andava em baixa nos EUA, o grupo lançou dois discos mais voltados ao hard rock, abandonando muitas das características pelas quais a banda se tornou conhecida. Load e Reload não eram necessariamente ruins, mas não soavam como o Metallica. E ainda que o grupo angariasse novos fãs, perdia a cada dia mais fãs antigos. O baixista Jason Newsted, insatisfeito com o direcionamento da banda, pulou fora. A situação piorou com o disco seguinte, o péssimo St. Anger. Dono da pior produção de bateria em um disco de rock, o álbum era praticamente inaudível. Mas quem se esforçou para ouvir, se decepcionou ainda mais. As músicas eram pouco inspiradas, com riffs repetitivos, performance vocal pífia de Hetfield e letras horríveis. Seria o típico disco para enterrar a carreira de qualquer banda. Mas o Metallica não era qualquer banda, e sobreviveu a este fiasco. No meio tempo, efetivou Rob Trujillo como novo baixista. Seu último disco de estúdio, Death Magnetic, foi um ensaio de volta às raízes, mas ainda que seja infinitamente melhor do que o que a banda vinha lançando, está bem longe do que se espera dela. O grupo promete um novo álbum para este ano, vamos ver o que nos aguarda…

Disco representativo: Master of Puppets (1986)


satisfaction7

The Rolling Stones – 376 pontos

(Bruno Marise)

As vezes relegados a meros rivais dos Beatles ou simplesmente como a banda mais antiga de Rock n Roll em atividade, os Stones ainda são muito maiores do que seus hits e sua “fama” lhes rendeu. Seja pela primeira fase com o genial Brian Jones, ou o auge com o subestimado Mick Taylor ou até os ótimos momentos com Ron Wood, os ingleses conseguiram a proeza de lançar uma sequência impressionante de pelo menos sete obras-primas entre 1966 e 1972. Como se não bastasse esse corpo de trabalho mais do que significativo, ainda influenciaram do hard rock ao glam, do blues rock ao progressivo.

Disco representativo: Sticky Fingers (1971)


h_00083173

Yes – 325 pontos

(Fernando Bueno)

Falar de Yes é como se falar de diversas bandas. Seus muitos anos de carreira nos apresentou diversas fazes distintas com muitas variações de formações, alguns erros e acertos fantásticos. A reunião de jovens oriundos de conservatórios e escolas de música fez com que a habilidade musical sempre fosse uma marca da carreira da banda. O Yes teve reunido a melhor formação que uma banda já teve na história. A reunião de Chris Squire no baixo, Bill Bruford na bateria, Steve Howe na guitarra e Rick Wakeman nos teclados era praticamente a seleção inglesa dos instrumentistas. Aliados com a inconfundível voz de Jon Anderson essa formação fez juz à qualidade técnica de seus componentes no fantástico Close to The Edge (1972), álbum que praticamente resume todos os conceitos e definições do rock progressivo. Mesmo em sua fase pop que quase todas as bandas passaram, já com outros músicos, nos anos 80, o nível musical era bastante elevado. Mas o nome Yes era sinônimo de rock progressivo e as diversas reuniões que existiram nesses últimos 20 anos foram feitas para atender os antigos fãs, saudosos dos anos dourados do estilo, e também dos fãs mais novos, ansiosos por presenciar ao menos um pouco daquele brilho. As carreiras paralelas de seus integrantes é mundo à parte que sempre fez referência ao que de melhor o Yes produziu.

Disco representativo: Close to the Edge (1972)


deep-purple-1

Deep Purple – 292 pontos

(Leonardo Castro)

 

Um dos membros da trindade do hard rock britânico setentista, ao lado do Black Sabbath e do Led Zeppelin, o Deep Purple ajudou a moldar e a definir o rock pesado, sem abrir mão do virtuosismo instrumental e de influências do blues, soul e até da música clássica. Depois de dois discos sem muita repercussão, Ritchie Blackmore (guitarra), Ian Paice (bateria) e Jon Lord (teclado) recrutaram o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover, definindo assim a formação mais clássica da história da banda. E foi com esse time que o grupo lançou uma sequência de 4 discos fenomenais, In Rock, Fireball, Machine Head e Who Do You Think You Are, em apenas 3 anos. Os 4 álbums apresentavam uma banda mais pesada do que em sua encarnação anterior, apostando nos riffs magistrais de Blackmore e nos vocais agudos de Gillan, ainda que houvesse bastante espaço para o teclado Hammond de Lord e a bateria de Paice brilharem. A quantidade de clássicos espalhados pelos 4 discos em questão é impressionante, e fica até difícil lista-los. Entretanto, no meio de tanto talento, havia também egos enormes, e apesar de todo o sucesso e e boa repercussão dos discos, Ian Gillan e Roger Glover foram convidados a se retirarem da banda, sendo substituídos por David Coverdale e Glenn Hughes. E quem esperava que a qualidade caísse com a troca de integrantes se surpreendeu com o primeiro disco com a nova formação, Burn, um dos melhores da carreira da banda e com performances arrebatadoras dos novos membros. A qualidade se manteve no álbum seguinte, Stormbringer, onde as influências de soul e funk de Hughes e Coverdale passaram a ter mais força, desagradando Blackmore, que logo sairia da banda. Com a entrada do guitarrista americano Tommy Bolin, o grupo registraria mais um bom disco, ainda que ainda mais influenciado pelo soul e pelo funk, e encerraria suas atividades, com seus membros passando a integrar bandas como o Rainbow, Whitesnake e até mesmo o Black Sabbath. Em 1984, com uma proposta milionária em mãos, a formação clássica Blackmore, Paice, Lord, Gilan e Glover se reuniria para um novo álbum e uma nova turnê. O disco, Perfect Stangers, resgatava a sonoridade clássica da banda, com os riffs épicos e cheios de classe de Blackmore e o teclado mágico de Jon Lord, e foi um sucesso de público e crítica. Infelizmente, o disco seguinte não teve o mesmo impacto e repercussão, e desde então, a banda tem passado por diversas mudanças de formação, com a saída e o retorno de Ian Gilan, a saída definitiva de Ritchie Blackmore, a entrada de Steve Morse, a aposentadoria, e alguns anos depois, o falecimento de Jon Lord.. Contudo o grupo continua na ativa, lançando discos, alguns melhores e outros não tão memoráveis… Mas o impacto daqueles discos dos anos 70 jamais poderá ser negado. Lars Ulrich que o diga…

Disco representativo: Machine Head (1972)


20140325-kiss-x624-1395769771

Kiss – 255 pontos

(Davi Pascale)

Há quem diga que a mídia influencia o status de um artista. No caso do Kiss, essa equação não se encaixa. Pelo contrário, desde os anos 70 que os rapazes sofrem ataques dos críticos. Algumas grandes publicações, inclusive, se negavam a postar matéria dos caras. Uma das maiores mágoas da dupla Stanley/Simmons é a Rolling Stone ter se negado a noticiar a morte do Eric Carr. Mesmo com os críticos torcendo o nariz para os músicos, o grupo conseguiu angariar uma quantidade invejável de admiradores, um verdadeiro exército de fãs. O nome da banda se tornou uma marca fortíssima (um dos maiores merchandising do rock), vários de seus discos são considerados por muitos como clássicos e vários músicos se assumiram influenciados pelo Kiss (de Skid Row à Pantera, passando por Lenny Kravitz e Hellacopters). Como se não bastasse, o grupo ainda levou a ideia de megaespetáculo para outro patamar. We wanted the best, we got the best!

Disco representativo: Alive! (1975)


rush-Hulton-Archive

Rush – 250 pontos

(André Kaminski)

Se é o melhor power trio da história do rock, deixo aberto para o debate. Agora que está entre os mais famosos e idolatrados da música, com fãs fiéis no mundo todo, isso não está em discussão porque é um fato inquestionável. O Rush é um caso a parte na história da música: você não encontra imitadores e nem bandas que você ache parecido com eles pelo simples fato de que é impossível imitá-los. Não é qualquer um que consiga ter o mesmo alcance vocal de Lee e as mesmas habilidades instrumentais de todos os três integrantes. Bandas cover só vejo as que conseguem emular com mais membros, a um ponto que ao menos tente se aproximar dos originais. Contando ainda com uma discografia longa, com várias fases diferentes e uma qualidade absurda mesmo depois de tantos lançamentos, temos aí uma banda que continuará sendo única até o fim dos tempos.

Disco representativo: Moving Pictures (1981)


queen_1976

Queen – 242 pontos

(Mairon Machado)

O Queen foi a primeira banda que realmente eu comecei a prestar atenção. Com exceção de Freddie Mercury, os demais músicos não eram tão destacados como outros grupos de sua época, mas isso por que a estrela de Mercury realmente era muito brilahnte. Analisando friamente, Roger Taylor é um baterista de muita técnica, John Deacon é um baixista com um raro groove e Brian May tinha a capacidade de criar solos, riffs e por que não, guitarras, que poucos músicos conseguem tão trivialmente, e a união desses quatro monstros dentro de um único grupo só podia gerar uma das melhores bandas de todos os tempos. Afinal, que outro grupo você conhece que saía tão naturalmente do blues ao pop eletrônico, do heavy pesado ao jazz, da ópera ao funk, do soul ao hip hop, sempre com qualidade inegável para aquele estilo? O fato de terem permanecidos por 20 anos juntos, mesmo entre brigas e polêmicas, só ajudou a consolidar ainda mais uma carreira fabulosa, a qual cada vez mais está sendo reconhecida e descoberta pelas  novas gerações de apreciadores da música.

Disco representativo: A Night of the Opera (1975)


13245830_1019180311507106_854219276_n

Judas Priest – 188 pontos

(Diogo Bizotto)

Por mais que haja concordância suficiente para afirmar que o Black Sabbath é o pai do heavy metal, é justo lembrar que os quatro rapazes de Birmingham não foram os únicos, em sua época, a colocar em prática uma sonoridade carregada de peso e de caráter mais obscuro. Bem menos questionável é a posição de outros rapazes da mesma Birmingham como responsáveis por cristalizar de vez não apenas o som do heavy metal, mas também sua estética. Apesar do começo mais tímido, conforme a década de 1970 avançou o Judas Priest moldou seu estilo de tocar heavy metal e de como apresentá-lo ao público, tendo o ataque duplo das guitarras de Glenn Tipton e K. K. Downing à frente, junto dos agudos de Rob Halford e seus paramentos em couro e metal, dominando o palco tal qual um sumo sacerdote frente a seus fiéis. Entre quedas e ressurgências, o Priest segue na ativa, lançando discos e movimentando quantidades invejáveis de fãs.

Disco representativo: Stained Class (1978)


ACDC-Bon-Scott

AC/DC – 183 pontos

(Davi Pascale)

O sempre empolgante AC/DC conseguiu algumas conquistas não muito usuais. É uma das poucas bandas que atravessaram 4 décadas se mantendo fiel aos seus princípios sem perder seguidores. É uma das poucas bandas que conseguiu manter a popularidade após perder seu emblemático vocalista. Angus Young é uma referência para os músicos do gênero. A batida simplória de bateria se torna mágica quando ouvimos o grupo. A sonoridade dos caras é cheia de personalidade. Bastam poucos segundos para identificarmos uma musica do conjunto, mesmo que não seja conhecida. Como se não bastasse, os caras escreveram diversos clássicos do rock n roll. Não tinha como ficar de fora da lista, certo?

Disco representativo: Back in Black (1980)


ayee-yo

The Jimi Hendrix Experience – 181 pontos

(Ronaldo Rodrigues)

Quando se estuda paleontologia, é sempre um clássico ver as linhas do tempo mostrando grandes criaturas como marcos de um período. Fazendo uma analogia, essas grandes criaturas nos anos 1960 no rock incluem, sem sombra alguma de dúvida, Jimi Hendrix e sua banda. Não apenas por ser um talentosíssimo guitarrista e ter dado evolução ao modo de tocar guitarra, mas por sua obra, que o coloca como um dos maiores artistas de todo o século XX. Inovador não apenas no modo de tocar, mas em suas composições e letras, na relação com seu instrumento, na performance, estilo e na maneira como posicionou sua banda de apoio (os notáveis Mitch Mitchell e Noel Redding) dentro de seu espectro sonoro. Todos que fizeram parte dessa toda-poderosa banda já foram assuntos aos céus e a história passou a ser dividida em Antes de Jimi e Depois de Jimi.

Disco representativo: Electric Ladyland (1968)


UNSPECIFIED - JANUARY 01: STUDIO Photo of David Ellefson and Dave MUSTAINE and Marty FRIEDMAN and MEGADETH, L-R: Marty Friedman, Dave Mustaine, Nick Menza, David Ellefson (Photo by Mick Hutson/Redferns)

Megadeth – 174 pontos

(André Kaminski)

“Metallica é melhor e fez mais sucesso”, “Não, Megadeth é mais pesado e nunca se vendeu”. Eu fico com os dois e sou feliz com ambos. Falem o que for dos vocais de Dave Mustaine, mas sua voz meio rouca e que parece que fala cuspindo palavrões é uma das coisas que mais fazem o Megadeth diferenciado. E isso é foda. Porque isso é thrash metal. Isso é um sujeito reclamando o quanto esse mundo é um lixo, o quão problemáticos somos e que tudo tem mais é que ir à puta que o pariu. Basicamente, isso é o Megadeth. Pegue o disco que quiser deles e depois só cair na roda de mosh.

Disco representativo: Rust in Peace (1990)


creedence

Creedence Clearwater Revival – 174 pontos

(Ulisses Macedo)

Poucos grupos musicais produziram um trabalho tão importante em tão pouco tempo: em apenas cinco anos, o Creedence lançou sete álbuns que ficaram imortalizados na história da música. É quase impossível acreditar na explosão de singles ao longo da história do grupo: são clássicos que todo mundo certamente já ouviu alguma vez, como “Proud Mary”, “Fortunate Son”, “Have You Ever Seen the Rain?” e muitos outros. Composições memoráveis, construídas sobre uma base tradicional de blues, country rock, rockabilly e soul que não se deixam erodir pela passagem do tempo.

Disco representativo: Green River (1969)


cream151112w_roz_kelly_michael_ochs_archives_getty_images_0

Cream – 174 pontos

(Davi Pascale)

Cream durou pouco, mas foi o suficiente para causar um estardalhaço e, mais do que isso, fincar seu nome na história do rock. Cruzando elementos de blues, jazz, hard rock e psicodelia ninguém soava como o Cream. Ao lado de Jimi Hendrix Experience, eram famosos pelos longos improvisos, pela experimentação, apesar da popularidade. Todos os músicos do trio eram exímios instrumentistas. Diga-se de passagem, Eric Clapton ainda é considerado um Deus da guitarra. Em sua curta discografia é possível encontrar inúmeros riffs memoráveis e diversos clássicos do rock. Deixaram pouco material gravado, mas o pouco que deixaram é mágico e essencial!

Disco representativoWheels of Fire (1968)


King-Crimson-1974

King Crimson – 173 pontos

(Diogo Bizotto)

Em pouco mais de cinco anos de atividade, o King Crimson se tornou referência máxima quando o assunto é rock progressivo. Várias outras formações classificadas sob esse rótulo foram mais bem sucedidas comercialmente, mas nenhuma condensou em tão pouco tempo tamanha musicalidade. De In the Court of the Crimson King (1969) a Red (1974), Robert Fripp e seus colaboradores passearam do pastoril ao erudito, do jazzístico ao metálico e do psicodélico ao épico com habilidade impressionante, fazendo do King Crimson um monstro em constante metamorfose. Fripp retomaria atividades por cinco vezes nas últimas décadas, congregando novos e antigos integrantes, mas nenhuma delas com tamanho brilho. O legado de sua primeira encarnação, porém, permanecerá como testemunho de uma criação que desafiou convenções e fez algumas das obras mais marcantes de sua época.

Disco representativo: In the Court of the Crimson King (1969)


the-who-live-wallpaper-620x350

The Who – 170 pontos

(Bruno Marise)

O Who foi da banda mais barulhenta e anárquica da década de sessenta para um dos grupos mais criativos e importantes dos anos 70. Formado por um baterista hiperativo, um baixista virtuose, um vocalista de primeira e um guitarrista furioso e grande compositor, o grupo marcou a história da música com pelo menos três discos essenciais e uma influência em todo o rock britânica, desde o punk, o pós-punk, o mod revival e até as bandas indies de hoje.

Disco representativo: Quadrophenia (1973)


Slayer-e1441985008998

Slayer – 160 pontos

(Mairon Machado)

O Thrash Metal está aqui representado por três das quatro bandas que fazem parte do chamado Big Four, e o Slayer é a única dessas três bandas que não tem o que se discutir. Com raras exceções entre 1996 e 1998 (os álbuns Undisputted Attitude e Diabolus in Musica respectivamente), os demais discos da banda mantém um padrão de alta qualidade, e claro, há pelo menos cinco obras-primas dentre elas. A perda do guitarrista Jeff Hanneman chegou a gerar muitas dúvidas sobre o seguimento dos californianos, mas Gary Holt deu um novo gás, e o grupo segue na ativa encantando e alegrando aos fãs de uma sonzeira trabalhada e desgraçadamente boa. Para se ouvir em alto e bom som, mas principalmente, para se apreciar a velocidade e as técnicas exuberantes desses gigantes do Thrash.

Disco representativo: Reign in Blood (1986)


Photo of VAN DER GRAAF GENERATOR

Van der Graaf Generator – 156 pontos

(Marco Gaspari)

Como se diz por aí, só existem duas certezas nesta vida: a morte e os impostos. Mas se você viveu os anos 70, pode acrescentar mais uma certeza: não existe disco ruim do Van der Graaf Generator (tá certo que tem gente que cai matando no ALT, mas ele é de 2012 e não faz parte dos anos 70). Peter Hammill e companhia não são apenas um dos pilares do rock progressivo. São também a cobertura, o topo, o máximo que o gênero atingiu em alguns aspectos. As letras, por exemplo: alguém conhece letrista prog mais contundente do que Peter Hammill? Outro exemplo é o contraste entre loucura e serenidade: onde mais o lirismo foi tão bipolar? E não vou me alongar mais para falar da voz de PH, do sax de David Jackson, da bateria personalíssima de Guy Evans e da obstinação do tecladista Hugh Banton, que montava e desmontava seu Hammond dia após dia, acrescentando efeitos e badulaques eletrônicos, na busca de conseguir mais… e mais… e mais… Daí que se você se contenta com menos, então o VdGG não é banda pra você.

Disco representativo: O disco mais emblemático é sem dúvida o Pawn Hearts. E tudo o que eu tenho a dizer sobre ele está escrito aqui.


84252_3

Ramones – 150 pontos

(Bruno Marise)

O punk rock podia até já existir antes dos Ramones, seja com a tosquice visceral das bandas de garagem sessentistas, ou a barulheira anárquica de Stooges e MC5, mas foram os quatro maloqueiros do Queens que deram identidade ao som e o tornaram um verdadeiro gênero. Nada era tão cru e minimalista quanto os Ramones. Eles traziam de volta a diversão e a simplicidade ao gênero através das melodias grudentas e refrãos fáceis dos primeiros anos da invasão britânica, as harmonias vocais dos Beach Boys e dos girl groups e a energia juvenil do rock ‘n’ roll cinquentista. Tudo isso com uma roupagem tosca, barulhenta e tocada com o tesão e a fúria de quatro garotos outsiders, diretamente das ruas sujas de Nova York. Bastava olhar para a banda no palco para duvidar que aquilo era real: um vocalista de dois metros, magro, desengonçado de voz rouca e anasalada ao mesmo tempo, um guitarrista turrão que parecia estar tocando uma serra elétrica, um baixista junkie e compositor de mão cheia e um baterista que mal sabia tocar. Todos de jaqueta de couro, jeans rasgados e tênis surrados. Como uma verdadeira gangue. Quem menospreza a suposta falta de técnica, ou a crueza exagerada das canções da banda, apenas não consegue enxergar que a genialidade dos Ramones encontra-se exatamente nessa simplicidade.

Disco Recomendado: Rocket to Russia (1977)


The Rock Group Whitesnake Attends the MTV Music Awards

Whitesnake – 130 pontos

(André Kaminski)

Hard rock, blues rock, AOR, glam… você escolhe aí suas influências preferidas porque o Whitesnake tem todas essas e tocadas em altíssima qualidade. Estamos diante de uma banda liderada por Dave Coverdale, um dos melhores vocalistas da história do hard rock cantando músicas de seu tema favorito de todos: o amor. Dá para se imaginar o quanto casais oitentistas ligaram seus rádios para escutar uma lindíssima balada criada por Coverdale e seus colegas para embalar ainda mais o clima de romance ao qual estamos acostumados a ouvir por parte de qualquer disco do Whitesnake. Mesmo com uma discografia sem álbum ruim, muitos podem questionar o Whitesnake por aqui pela falta de relevância e tal, mas eu achei justíssima sua entrada na lista pela qualidade que a banda apresenta.

Disco representativo: Whitesnake (1987)


thinlizzy-with-EricBell

Thin Lizzy – 130 pontos

(Leonardo Castro)

Fundado pelo carismático baixista e vocalista Phi Lynnot, e tendo na guitarra Eric Bell e na bateria Brian Downey, o Thin Lizzy é para muitos, inclusive este que vos escreve, a melhor banda surgida na Irlanda em todos os tempos. Após alguns discos mais bluesy com Eric Bell na guitarra, o grupo se reestruturou e passou a contar com dois guitarristas, o norte-americano Scott Gorham e o escocês Brian “Robbo” Roberson. E com essa formação que o grupo teve sua fase de maior sucesso, além de ter definido o estilo pelo qual seria para sempre reconhecido, o hard rock com ênfase nas letras bem sacadas de Lynnot e nas melodias gêmeas das guitarras de Gorham e Roberson. Essa sonoridade começava a ser conferida no primeiro disco com a nova formação, Night Life, que é bastante melódico e repleto de melodias de guitarra. Mas no disco seguinte, Fighting, já era possível notar o maior peso nas guitarras e os refrões mais fortes. Mas foi em Jailbreak que tudo finalmente se encaixou: as composições eram marcantes, o trabalho de guitarra espetacular, os refrões inesquecíveis. Sem dúvida, um dos melhores discos da década de 70. E a qualidade seria mantida nos lançamentos seguintes, ainda que Brian Robertson entrasse e saísse da banda com bastante frequência, sendo substituído por ninguém nenos que Gary Moore. Contudo, com a saída definitiva de Robertson e a refusa de Moore em assumir de vez a segunda guitarra da banda, o grupo recrutou Snowy White e lançou dois discos que, ainda que tivessem boas composições, agora flertando com o heavy metal tão em voga no inicio dos anos 80, não tiveram a mesma repercussão que seus anteriores. Snowy deixou a banda, sendo substituído pelo talentoso John Sykes, que faria fama nos anos seguintes com o Whitesnake. E com esta formação, além do tecladista Darren Wharton, a banda lançou seu álbum mais forte em anos, o sensacional Thunder And Lightning. Mesmo com o sucesso do disco, Lynnot decidiu encerrar a banda, partindo para uma carreira solo e depois para outros projetos que não tiveram tanta repercussão. Infelizmente, em 1986 Lynnot veio a falecer, enfraquecido pelos diversos vícios que teve ao longo da vida. Na década seguinte, Gorham, Sykes e Downey se reuniram e passaram a tocar sob o nome de Thin Lizzy, de forma a manter o nome da banda vivo e homenagear o amigo e ex-lider do grupo. Depois de diversas mudanças de formação, essa encarnação da banda decidiu compor e gravar material inédito, passando a se chamar Black Star Riders. Desde então o grupo lançou dois discos muito bons, All Hell Breaks Loose e Killer Instinct.

Disco representativoJailbreak (1976)


sk_live

Slipknot – 124 pontos

(Alisson Caetano)

Quando o mundo não era mais anos 80, trocas de fitas e vendas de vinil batendo os 10 milhões de cópias, eu começava a desbravar a música. Eram tempos bem mais fáceis para se descobrir bandas e artistas. Enquanto, na época da fita K7, era necessário esperar mais de meses para que uma novidade desembarcasse em uma loja, na era do CD era necessário apenas ter uma rede de internet decente e um bom buscador de torrents. Dentre esses desbravamentos e trocas de informações com amigos, eis que, um dia, chega em minha casa todo afobado um amigo com um CD em mãos, dizendo ter “o CD dos caras que matavam bode no palco”. Claro que isso chamou minha atenção, um moleque ingênuo e besta de 14 anos de idade. Sentamos frente ao aparelho de som e começamos a ouvir aquilo. De cara o som soou esquisitíssimo, mas cativante. Foi chegar a segunda faixa, uma profusão de guitarras, baterias e um maluco berrando a plenos pulmões para que aquilo me contaminasse de forma definitiva. Enquanto meu amigo se borrava ao meu lado, implorando para que desse stop naquilo, eu estava ali, absorto pelo som. “The Blister Exists” foi o primeiro som dignamente “heavy metal” que tive contato em minha vida, o som que me trouxe ao lado negro da força, mas diferente do nosso querido Lorde Sith, não tenho resquícios do lado bom da força em minha consciência, e não pretendo fazer meu retorno. No futuro ainda ficaria mais impactado quando ouvi o debut dos caras, tão psicótico quanto Vol 3: The Subliminal Verses. Desde então, guardo a importância destes 9 caras em minha mente, com certeza uma das bandas que morrerei pagando devoção.

Disco representativo: Slipknot [1999], talvez o que sintetize melhor toda a loucura e insanidade que é a banda


gnr

Guns N’ Roses – 120 pontos

(Alisson Caetano)

Existem aquelas bandas de cabeceira, as que, mesmo que você seja um fanático por axé music e Ivete Sangalo, mantém certa afinidade com o som. Dá pra contar nos dedos: U2, Pearl Jam, The Police e, claro, Guns N’ Roses. Todas tem sonoridades completamente distintas. Em comum, a habilidade de criar sons universais. Aos 12, 13 anos eu não ligava muito para o termo “disco de banda X”. Ouvia músicas soltas que ia baixando pela internet ou em alguns mp3 que meus primos mais velhos iam gravando para mim. Quando disse que os Guns N’ Roses fazem parte daquelas bandas de cabeceira, não falei brincando. A pessoa mais improvável do mundo – minha tia, hoje fã de carteirinha de sertanejo universitário – me emprestou, de seus dvds, um show da banda, gravado no Japão durante a turnê dos Illusions, em 1992. Passei horas frente à TV assistindo aquilo, sonhando que tocava ali, querendo ser Duff McKagan, junto do Slash, Axl e cia. A execução de músicas como “You Could Be Mine” e “Rocket Queen” eram o máximo. Sobrava energia e vitalidade naquelas composições, e cada um dos músicos eram figuras que desejaria interpretar em cima de um palco – menos Axl e sua sunguinha branca por motivos mais que óbvios –. Seus discos eu viria a adquirir bem mais afrente, quando já estava mais que sacando do que se tratava esse tal rock n’ roll, mas desde o princípio, com aquela apresentação que ainda considero mitológica, que criei a figura definitiva do que deveria ser um rockstar de verdade.

Disco representativo: Appetite For Destruction [1987], o disco que definiu toda uma geração e ajudou a dar um ânimo no já saturado cenário glam metal.


Yardbirds_The_Ultimate_Rave_Up_book_greg_russo_eric_clapton_jeff_beck_jimmy_page_keith_relf_psychedelic_rocknroll_1966

The Yardbirds – 118 pontos

(Mairon Machado)

Uma banda que revela três guitarristas com o nome de Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page merece no mínimo estar entre os 10 mais. Achei injusta posição do The Yardbirds nesses trinta mais, mas mesmo assim, que bom que ele entrou nos trinta mais. O grupo viveu nos anos 60, sob a sombra de The Beatles e The Rolling Stones, e por mais que tentem ofuscar o talento dos músicos nesse período, é inegável a qualidade musical criada pelos ingleses. Próximos ao blues, recriaram obras clássicas de nomes como Sonny Boy Williams e Muddy Waters, e levaram os negros americanos para os pubs da Inglaterra. Enquanto novas bandas como The Who e The Animals surgiam, o The Yardbirds era a primeira a apresentar uma dupla de guitarrista duelando insanamente nos estúdios, e isso em 1966. No auge da lisergia psicodélica do verão do amor, veio Little Games, um disco para pensarmos como é possível o efeito do LSD alterar tanto a mente dos músicos, capaz ainda de criar uma obra tão atemporal e alucinante. Das cinzas do grupo vieram o Led Zeppelin e o Renaissance, bandas tão diferentes nos conceitos musicais, mas tão primorosas quando em ação, além da fantástica Armaggedon, uma das melhores bandas do hard setentista. Enfim, musical e historicamente, a maior banda de todos os tempos, e que sobrevive hoje divulgando seus velhos sucessos para os fãs saudosos de um tempo que não volta mais.

Disco representativo: Roger The Engineer (1966)


The-Eagles

Eagles – 112 pontos

(Diogo Bizotto)

Aos olhos de grande parte dos críticos (talvez a grande maioria), o Eagles nunca passou de um grupo que praticava um som pasteurizado e soube vendê-lo muito bem, ignorando quase por completo a capacidade de seus integrantes como magníficos compositores. Que a banda representa uma história de sucesso, foco e muito trabalho, isso está claro: partindo de diferentes partes dos Estados Unidos, seus integrantes encontraram-se na sonhada Los Angeles a fim de dar um rumo a suas carreiras. Acabaram não apenas conquistando fama e fortuna, mas construindo uma trajetória única e ajudando a consolidar a sonoridade do Sul da Califórnia nos anos 1970, rivalizando em popularidade nomes como Led Zeppelin e Pink Floyd. Partindo de uma base country rock e do extensivo uso de harmonias vocais, o Eagles tornou-se mais ambicioso com o passar do tempo e ampliou seu espectro musical, culminando na obra máxima Hotel California (1976), que vai muito além de sua icônica faixa-título, firmando de vez os nomes de Glenn Frey e Don Henley no panteão dos grandes compositores da história da música popular.

Disco representativo: Hotel California (1976)


421-2

Genesis – 110 pontos

(Fernando Bueno)

Se o Yes se caracteriza pela qualidade individual dos seus compositores, o Genesis tem na composição seu grande trunfo, apesar de todos os músicos que passaram pelo grupo também serem exímios instrumentistas. O começo foi meio conturbado por conta de um acordo com uma compositor e produtor picareta e com a baixa receptividade do álbum From Genesis to Revelation (1969). A saída de Anthony Phillips, um dos fundadores, e a consequente entrada de Steve Hackett, além de Phils Collins, a terceira troca de bateristas desde o início, deu uma guinada na carreira do grupo, já que assim a formação clássica estava formada com Peter Gabriel, Tony Banks, Mike Rutherford, Steve Hackett e Phil Collins. Esse line up gravou os maiores clássicos do grupo – quatro álbuns – em um período de cerca de cinco anos. As melodias com forte influência das raízes da música inglesa aliados à grande performance ao vivo, em que se destacava a interpretação e a entrega de Gabriel, marcaram época. Pergunte aos fãs sobre o disco preferido e 10 entre 10 citará um desses quatro. Sentido-se meio deslocado no grupo, Gabriel deixa o Genesis e uma solução caseira foi tomada. O baterista Phil Collins assumiria a função de vocalista e a sonoridade se manteria por pelo menos mais dois álbuns. Com a saída de Steve Hackett e o início dos anos 80 o grupo deu uma guinada em seu som que passou cada vez a ser mais simples e de fácil assimilação, comercial mesmo. As turnês aumentaram, o número de shows também, a utilização de tecnologia deixou o espetáculo cada vez maior e isso foi crescendo até seu auge com o lançamento de Invisible Touch (1986), e We Can´t Dance (1991) com vendas de alguns milhões de cópias cada um deles. Phil Collins passa a se dedicar à uma bem sucedida carreira solo e os remanescentes Tony Banks e Mike Ruteherford tentam manter o nome do grupo com um novo vocalista, Ray Wilson. O disco com o novo cantor não agradou e eles se separaram. Algumas ameaças de retorno foram veiculadas durante os anos, mas nenhum novo trabalho inédito foi feito. O Genesis é uma das únicas grandes bandas da década de 70 que tem todos os seus componentes da formação clássica ainda em atividade e nos daria o prazer de uma grande turnê de retorno. Eu acredito!

Disco representativo: Selling England By the Pound (1973)


Listas Individuais

ZZ-Top-zz-top-877925_1547_1920Alisson

  1. ZZ Top
  2. The Rolling Stones
  3. Slipknot
  4. Black Sabbath
  5. AC/DC
  6. Swans
  7. Beastie Boys
  8. The Prodigy
  9. Led Zeppelin
  10. Nirvana
  11. Guns N’ Roses
  12. Metallica
  13. Corrosion of Conformity
  14. Melvins
  15. Green Day
  16. The Obsessed
  17. Pink Floyd
  18. Velvet Underground
  19. The Mothers of Invention
  20. Electric Wizard
  21. Isis
  22. Carcass
  23. The Kinks
  24. Aerosmith
  25. Eyehategod
  26. Sunn O)))
  27. Saint Vitus
  28. Crowbar
  29. Pentagram
  30. Sleep

nightwish4André

  1. Nightwish
  2. Lacrimosa
  3. Black Sabbath
  4. Dream Theater
  5. Iron Maiden
  6. Helloween
  7. Kamelot
  8. Rush
  9. Led Zeppelin
  10. Pink Floyd
  11. Epica
  12. Sepultura
  13. Ayreon
  14. Megadeth
  15. Metallica
  16. Yes
  17. Eagles
  18. Journey
  19. Dio
  20. Uriah Heep
  21. The Corrs
  22. Whitesnake
  23. Angra
  24. RPM
  25. The Enid
  26. Blind Guardian
  27. Blue Öyster Cult
  28. Anthrax
  29. Wishbone Ash
  30. Jethro Tull

pixiesclassic1lBruno

  1. The Rolling Stones
  2. Black Sabbath
  3. Ramones
  4. Thin Lizzy
  5. Pixies
  6. Napalm Death
  7. The Who
  8. The Stooges
  9. Joy Division
  10. Big Star
  11. Rush
  12. Social Distortion
  13. Led Zeppelin
  14. Bad Brains
  15. Dinosaur Jr.
  16. Misfits
  17. Jethro Tull
  18. Hüsker Dü
  19. T. Rex
  20. Queen
  21. The Beatles
  22. Metallica
  23. The Kinks
  24. Alice in Chains
  25. The Byrds
  26. Black Flag
  27. Nirvana
  28. Pantera
  29. The Cramps
  30. Motörhead

97cf733202aa1b7b7e5765afad1ac934Davi

  1. Kiss
  2. The Beatles
  3. The Rolling Stones
  4. Led Zeppelin
  5. The Who
  6. Queen
  7. The Doors
  8. Deep Purple
  9. Aerosmith
  10. Van Halen
  11. AC/DC
  12. Iron Maiden
  13. Metallica
  14. Rush
  15. Black Sabbath
  16. Ramones
  17. Yes
  18. The Clash
  19. Creedence Clearwater Revival
  20. Whitesnake
  21. Guns n Roses
  22. Sex Pistols
  23. Lynyrd Skynyrd
  24. Nirvana
  25. Pearl Jam
  26. Rage Against The Machine
  27. Faith No More
  28. Free
  29. Cream
  30. ZZ Top

MetalManiacs11-1998BandDiogo

  1. Death
  2. Eagles
  3. Black Sabbath
  4. Judas Priest
  5. Metallica
  6. Bon Jovi
  7. Iron Maiden
  8. Journey
  9. Free
  10. Whitesnake
  11. Van Halen
  12. Guns N’ Roses
  13. Queensrÿche
  14. Celtic Frost
  15. Bad Company
  16. Candlemass
  17. Testament
  18. Slipknot
  19. Slayer
  20. Megadeth
  21. Steely Dan
  22. Rainbow
  23. King Crimson
  24. The Moody Blues
  25. Deep Purple
  26. Carcass
  27. Poco
  28. Rammstein
  29. Queen
  30. Ratt

traffic-6Fernando

  1. Iron Maiden
  2. Pink Floyd
  3. Metallica
  4. Yes
  5. The Beatles
  6. Deep Purple
  7. Kiss
  8. King Crimson
  9. Judas Priest
  10. Cream
  11. Rush
  12. Led Zeppelin
  13. Van der Graaf Generator
  14. Traffic
  15. Black Sabbath
  16. Angra
  17. Megadeth
  18. Slayer
  19. AC/DC
  20. Emerson, Lake and Palmer
  21. Marillion
  22. Genesis
  23. Scorpions
  24. Rainbow
  25. Premiata Forneria Marconi
  26. Sepultura
  27. Stryper
  28. Guns and Roses
  29. Helloween
  30. The Smiths

b1f59030d929aefa699e2e01da060fc8Leonardo

  1. Kiss
  2. Iron Maiden
  3. Black Sabbath
  4. Metallica
  5. Deep Purple
  6. Thin Lizzy
  7. Manowar
  8. Megadeth
  9. Anthrax
  10. Savatage
  11. Rainbow
  12. Slayer
  13. Accept
  14. Motley Crue
  15. Whitesnake
  16. UFO
  17. Overkill
  18. In Flames
  19. Skid Row
  20. Blind Guardian
  21. Hellloween
  22. Ratt
  23. Testament
  24. Gamma Ray
  25. Amon Amarth
  26. Dark Tranquillity
  27. Bathory
  28. Def Leppard
  29. Grave Digger
  30. Cradle Of Filth


c82724c4-1524-44c0-9e72-c8fe5a7a2852Mairon

  1. The Yardbirds
  2. Queen
  3. Led Zeppelin
  4. Yes
  5. SBB
  6. Slayer
  7. Jefferson Airplane
  8. Moby Grape
  9. Vanilla Fudge
  10. Pink Floyd
  11. Mutantes
  12. UFO
  13. Black Sabbath
  14. Supertramp
  15. Van der Graaf Generator
  16. Los Hermanos
  17. The Rolling Stones
  18. Rush
  19. Captain Beyond
  20. Bacamarte
  21. It’s a Beautiful Day
  22. Styx
  23. Uriah Heep
  24. Renaissance
  25. Gentle Giant
  26. Flower Travellin’ Band
  27. U2
  28. Quaterna Réquiem
  29. Grand Funk Railroad
  30. Triumph

CAN-band-photoMarco

  1. The Beatles
  2. Can
  3. Van der Graaf Generator
  4. Magma
  5. King Crimson
  6. Pink Floyd
  7. Amon Duul II
  8. Roxy Music
  9. Mutantes
  10. Gentle Giant
  11. Vainica Doble
  12. Slapp Happy
  13. Creedence Clearwater Revival
  14. Genesis
  15. Jimi Hendrix Experience
  16. Legendary Pink Dots
  17. Area
  18. Canned Heat
  19. Atomic Rooster
  20. Grand Funk Railroad
  21. Yes
  22. Premiata Forneria Marconi
  23. Gong
  24. Led Zeppelin
  25. Deep Purple
  26. Black Sabbath
  27. Jefferson Airplane
  28. Jethro Tull
  29. East of Eden
  30. Soft Boys

emerson-house_3593513kRonaldo

  1. Led Zeppelin
  2. Beatles
  3. Jimi Hendrix Experience
  4. Emerson, Lake & Palmer
  5. Yes
  6. Cream
  7. Deep Purple
  8. Genesis
  9. Black Sabbath
  10. Mahavishnu Orchestra
  11. Pink Floyd
  12. Crosby, Stills, Nash & Young
  13. The Rolling Stones
  14. King Crimson
  15. Soft Machine
  16. The Byrds
  17. John Mayall and Bluesbreakers
  18. Jethro Tull
  19. Chicago
  20. Creedence Clearwater Revival
  21. Gentle Giant
  22. Traffic
  23. Return to Forever
  24. Yardbirds
  25. Queen
  26. Jefferson Airplane
  27. Novos Baianos
  28. Iron Maiden
  29. Sly and the Family Stone
  30. The Mothers of Invention

motorhead1Ulisses

  1. Black Sabbath
  2. Pink Floyd
  3. Creedence Clearwater Revival
  4. Judas Priest
  5. The Jimi Hendrix Experience
  6. Cream
  7. Led Zeppelin
  8. The Who
  9. The Beatles
  10. AC/DC
  11. Rush
  12. Queen
  13. Motörhead
  14. Therion
  15. Ramones
  16. The Rolling Stones
  17. Yes
  18. Deep Purple
  19. Megadeth
  20. Manilla Road
  21. Iron Maiden
  22. Metallica
  23. Sly & The Family Stone
  24. Earth, Wind & Fire
  25. Dire Straits
  26. Slipknot
  27. System of a Down
  28. Sepultura
  29. Nightwish
  30. Manowar

 



116 Comentarios

  1. caio disse:

    tds boas, exceto ramones, que é um tédio

  2. van disse:

    bandas como crimson, led, purple, sabbath, stones, grand funk, slade, yes,floyd,van der graaf, captain bayond,credence, gila, guruguru,sao simplesmente as propulsoras de toda a musicalidade que se conhece hoje, me desculpem se eu esqueci alguma das melhores, so que as demais copiam ou copiaram essas, so que comercialmente vao falar de beatles, floyd, stones, yes, mas parabens a todos os musicos que conseguem transmitir alguma coisa para as pessoas,por isso cada um tem seu gosto bom ou ruim tem que ser respeitado, eu nao troco o crimson por nenhuma outra banda progressiva mas poucos o conhecem, parabens a esse blogue

  3. van disse:

    se alguem quiser responder pode liberar meu e mail que estarei disponivel, para ver aprender e passar muitas bandas que eu conheco, desde ja meus agradecimento

  4. Igor Maxwel disse:

    Ah, finalmente mais um “Melhores de todos os tempos” que tem tudo a ver comigo: as melhores bandas. Essa lista foi muito bem escolhida e gostaria de falar sobre algumas delas e citar os discos que melhor as representam (no meu ponto de vista), além de algumas que não foram citadas aqui com seus discos também representativos.

    Pink Floyd = O mais representativo disco deles é The Dark Side of the Moon (1973), mas pra mim os melhores discos do PF são Wish You Were Here (1975) e o duplo The Wall (1979). Gostei da citação do Alisson com Meddle (1971), um dos meus discos favoritos deles também, “Echoes” é sensacional!

    Iron Maiden = Recentemente virei um fã da banda quando ouvi pela primeira vez o disco Powerslave (1984), que pra mim representa o ápice da carreira deles e que devia ser citado pelo Fernando para representá-lo. Podia também ser o The Number of the Beast (1982), mas acho que Seventh Son é um pouco forçado para representar o Iron Maiden, talvez a banda mais superestimada do mundo.

    Judas Priest = Pra mim, a banda referência máxima do heavy metal mundial. Stained Class é dos meus preferidos discos deles (“Beyond the Realms of Death” é fora de série), mas não concordo que ele seja o suficiente para ser representado nesta lista. Podia ser ou o British Steel (1980) ou o Painkiller (1990), mas se eu tiver que citar o JP da minha lista de bandas favoritas, eu cito Defenders of the Faith (1984) como o melhor disco deles, por ser o meu favorito dentre tudo que eles lançaram. Ah, destaco também o clássico supremo Screaming for Vengeance (1982) e Hell Bent for Leather (1979) que veio depois do Stained Class e que considero melhor equilibrado do que o anterior.

    Metallica = Master of Puppets é talvez o disco mais usado para indicá-lo aos que não conhecem a banda, por ter sido o que mais fez sucesso na carreira. Os anteriores Ride the Lightning (1984) e Kill ‘em All (1983) também são interessantes, mas considero inferiores ao disco de 1986, que revolucionou toda uma geração. A música mais emblemática deles pra mim é “One” (And Justice for All, 1988). Pena que a partir do Black Album (1991), o grupo começou a perder a graça…

    Genesis = Maior surpresa pra mim foi a presença do Genesis nesta lista. Uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos (antes eu não gostava deles), da qual apenas admiro a fase com Peter Gabriel (nada contra o Sr. Collins), que pra mim foi a melhor. Meu primeiro contato com o Genesis foi através deste site Consultoria do Rock, com o disco Foxtrot (1972) e a grandiosa “Supper’s Ready”, seguido pelo Nursery Cryme (1971) por conta de “The Musical Box”, além do subestimado Trespass (1970). O disco Selling England by the Pound (1973) é pra mim a maior realização de toda a história da música (depois do The Dark Side of the Moon), mas acho que pra representar a banda o disco mais adequado é o duplo The Lamb Lies Down on Broadway (1974), que a maioria dos fãs consideram como o seu melhor trabalho, não para mim.

    Beatles = Preciso ouvir melhor o trabalho completo do quarteto de Liverpool, do qual conheço várias músicas deles.

    Led Zeppelin = Gosto mais de Houses of the Holy (1973) por ser um trabalho muito diversificado, os outros não fazem muito meu gosto (incluindo o IV).

    Rolling Stones = Os melhores discos deles pra mim são Goats Head Soap (1973) e Tatoo You (1981), só por causa de “Angie” e “Start me Up”.

    Queen = Uma das bandas mais revolucionárias do mundo, famosa pelo carisma do saudoso Freddie Mercury. Concordo que A Night at the Opera (1975) sintetiza a importância da banda na história da música (graças á “Bohemian Rhapsody”), mas acho que o melhor trabalho deles foi feito nos anos 80 com os álbuns The Game (1980), Works (1984) e A Kind of Magic (1986).

    Yes = Como todos aqui já sabem, eu não gosto quando alguém cita Close to the Edge para representar esta banda. Tenho meus motivos todos negativos em relação á este disco. Eu antes já gostava do disco quando este puxa-saquismo acabou, agora volto a “metralhar” o disco exatamente por conta disso. O melhor disco do Yes pra mim é aquele que do qual já falei inúmeras vezes aqui na Consultoria, mas hoje eu vou fazer diferente: citarei o disco Fragile (1971) para representar a minha citação ao Yes aqui. Tudo por causa de “Roundabout” e “Heart of the Sunrise”.

    AUSÊNCIAS NOTÁVEIS DE OUTRAS BANDAS FAMOSAS COM SEUS DISCOS MAIS REPRESENTATIVOS:

    Supertramp = Breakfast in America (1979)

    Dire Straits = Brothers in Arms (1985)

    Scorpions = Blackout (1982)

    Motorhead = Ace of Spades (1980)

    Journey = Escape (1981)

    Jon Bon Jovi = New Jersey (1988)

    Quiet Riot = Metal Health (1983)

    ZZ Top = Eliminator (1982)

    Van Halen = 1984 (1983)

    Accept = Balls to the Wall (1984)

    ELP = Brain Salad Surgery (1973)

    Jethro Tull = Thick as a Brick (1972).

    “Por hoje é só pessoal!”

    • maironmachado disse:

      Ainda bem que Bon Jovi não entrou

      • Igor Maxwel disse:

        “Ainda bem” por que? Eu e meu pai gostamos de algumas coisas do Bon Jovi e não vejo problema nenhum em citar um disco dele.

        • maironmachado disse:

          Por que o Bon Jovi não tem representatividade suficiente para estar entre os 30 mais.

          • José Leonardo G. Aronna disse:

            30 mais? Diria 300 mais… kkk

          • Igor Maxwel disse:

            Que isso, chefão! New Jersey é muito bom, véio!

          • Diogo Bizotto disse:

            Faça um exercício, Mairon: aponte-me quantas bandas estão há no mínimo 30 anos mobilizando a quantidade de fãs que o Bon Jovi tem mobilizado nesse período, sem jamais regredir de uma atração de grandes arenas e estádios para casas de menor porte, sem interessar por qual país que passa. Que nesse tempo todo tenha se mantido lançando discos com mínima frequência, que não tenha se tornado uma atração cover de si mesma. Entre os integrantes dessa lista, creio que só posso incluir nesse rol AC/DC, Iron Maiden, Rush, Rolling Stones e Metallica, sendo que esses dois últimos andam enrolando demais suas passagens pelos estúdios. Isso não é representativo pra você?

          • maironmachado disse:

            Pode ser para os fãs da banda, mas se fosse por essa razão, o Roberto Carlos deveria encabeçar a lista de Melhores Artistas (assim como os Stones deveria ter encabeçado esta)

          • Marco Gaspari disse:

            O universo tem um número incontável de estrelas. O sol é apenas aquela que joga na quinta divisão do campeonato de estrelas da via láctea. Todas essas estrelas mobilizam planetas, asteroides e os escambau que ficam gravitando infinitamente ao seu redor. Daí temos que escolher 30 estrelas para entrar numa lista de melhores. Vejam bem, de todo o universo. E alguém diz “Por que não o Bon Jovi?”. É de cair o pau… mas em respeito aos fãs da banda do bonitinho, diria que isso só vai acontecer em algum universo paralelo.

          • Mairon Melo Machado disse:

            Marco, me envia um desses aí que tú consumiu. É do bom!!

          • Marco Gaspari disse:

            Comi brocolis… mas aquele japonês, se é que você me entende.

          • Eudes Baima disse:

            Gaspar faz o comentário mais centrado da pastagem e Mairon acha que ele tá doidão. Mundo tá virado.

          • Diogo Bizotto disse:

            Marco, você fez toda uma firula para a torcida, mas não tocou no ponto que levantei: quantas outras bandas preenchem esses requisitos que citei? Não estou afirmando que é apenas isso que pesa. Qualidade pesa, e isso é algo que pode variar muito entre o absoluto e o abstrato. Por isso, tentei levantar um ponto mais absoluto. Sequer afirmei ser um absurdo o Bon Jovi estar fora da nossa lista, como tantos fazem em relação a seus artistas e discos favoritos, pois não é absurdo, três dezenas é bem pouco. Apenas estou rebatendo quem julga a banda pouco relevante.

            Mairon, Roberto Carlos sem dúvida estará muito próximo do topo caso alguma publicação musical brasileira se preste a fazer uma lista semelhante à nossa. Vejo sua relevância se esvaindo na medida em que seus lançamentos ficam cada vez mais esparsos e torna-se um cover de si mesmo, tocando para plateias cada vez menos interessadas na música em si, e mais no ícone, mas a mobilização ainda é digna de nota. Quanto ao Rolling Stones, galgou um respeitoso sétimo lugar por aqui, certo?

          • Marco Gaspari disse:

            Sem dúvida fiz firula demais, Diogo, pois você ainda quer defender o indefensável. O fato do Bon Jovi estar na ativa há no mínimo 30 anos só significa que seus fãs de mau gosto estão vivos há 30 anos e espalhando seus genes radioativos por aí. Meu ponto é que, entre apenas 30 bandas consideradas as melhores, em 60 anos de história do rock e zilhões de nomes, haver um espaço para Bon Jovi é jogar a lista no atoleiro. Crie uma lista das melhores bandas caducas e aí sim… pode cravar a banda do bonitinho.

          • Alisson Caetano disse:

            Como sempre costumo dizer nessas ocasiões: Todo dia, um 7 x 1 diferente…

          • maironmachado disse:

            Turn down for what …

    • Fernando Bueno disse:

      Igor…
      Meu precerido do Iron sempre foi o The Number. Porém o Seventh Son sempre teve um lugar especial no meu coração de fã. Sei também que a grande maioria considera o Powerslave como o mais representativ, mas eu quis mudar um pouco isso.

    • Igor Maxwel disse:

      Nos meus comentários do Pink Floyd, esqueci de citar o disco Animals (1977) para representá-lo, por ser o que me iniciou na obra deles.

    • José Luis disse:

      Nenhum de vocês conheceu “Gentle Giant”? Lamentável!

      • maironmachado disse:

        Eu, Marco e Ronaldo citamos Gentle Giant, José Luis. Uma lástima a banda não ter entrado

    • Alair disse:

      Não sei pq Nazareth não aparece em nenhuma lista,sou fã dEles e não são imitadores de ninguem

      • Francisco disse:

        O Nazareth é um caso interessante. Tinha um grande vocalista (Dan McCafferty era uma fera!), grandes hits e alguns discos fundamentais na coleção de qualquer um que diga gostar de rock (“Hair of the dog” é muito bom!). Creio que o problema é que a banda ficou marcada pelo megahit “Love hurts”. Para muita gente, o Nazareth é uma banda especializada em músicas românticas. É sério! “Sunshine” e “Where are you now” ajudaram a pavimentar esse conceito. Mas o Naz é uma banda de hard rock. E das mais competentes. “Miss misery”, “Hair of the dog” e “Free wheeler” são bons exemplos. É uma banda honesta. E, como tantas dos anos 70, merece uma revisada na obra…

  5. maironmachado disse:

    Para minha surpresa, a maior ausência dessa lista foi dos Mutantes. Aliás, nenhuma banda brasileira entre as trinta mais. Preconceito ou descaso com a música nacional?

    • Fernando Bueno disse:

      Mas do jeito que vc fal o Mutantes entraria só por ser brasileiro. Como se existisse uma cota para essas listas

      • maironmachado disse:

        Não quis dizer isso. Os Mutantes para mim mereciam pelo menos um Top 20, pois é uma banda brasileira que foi reconhecida internacionalmente – a única da década de 60/70 – por sua qualidade, inovação e criatividade, o que somente eu e o Marco reconhecemos. Como alguém comentou por aqui, uma coisa é votar no Kamelot por gosto pessoal, mas negar a importância dos Mutantes entre as maiores bandas de todos os tempos, ou é descaso ou foi esquecimento temporário. Fora que os discos são excelentes.

    • Diogo Bizotto disse:

      Preconceito ou descaso com a música nacional?

      Nem um nem outro. Não há nenhuma banda brasileira com reconhecimento suficiente para estar entre os 30. Kamelot menos ainda. Qualidade e gosto pessoal é outra coisa.

      • maironmachado disse:

        Cara, Mutantes foi reconhecido MUNDIALMENTE, e foram pioneiros na América do Sul. Além disso, os discos da fase Rita Lee são praticamente celebrados em 100% das listas de Melhores Discos do país. Uma mençãozinha seria o mínimo entre esses 30 mais.

        • Ser mundialmente conhecido até o Angra e o Sepultura foram, proporcionalmente acredito que até mais que os Mutantes. Ser pioneiro não garante representatividade e ser celebrado dentro de seu país não significa muita coisa no todo….

  6. jonas disse:

    Slipkinot? Whitesnake? Guns n’ Roses? Os mais importantes de todos tempos? E onde ficam grupos como Stooges, Sonic Youth, Velvet Underground, Doors, R.E.M., Mutantes que são muito mais influentes e importantes que esses três citados. Além de outros grupos mais obscuros serem muito mais merecedores de reconhecimento do que um Slipkinot.

    • António Marcos disse:

      Concordo Jonas. As bandas que você citou tem uma discografia respeitável, grande talento e mereciam estar no lugar de tranqueiras que nem o slipknot

    • Diogo Bizotto disse:

      Posso estar enganado quanto aos casos específicos dos nossos comentaristas, mas essa reação contra o Slipknot mostra um certo deslocamento do apreciador de música com o presente. Nos últimos 20 anos, o Slipknot adquiriu relevância invejável para uma banda que pratica o som que pratica. Se alguém tem alguma dúvida de que ela é muito extrema para o mainstream, convido-os a ouvir “Iowa”, o disco. Enumerar uma série de bandas surgidas em décadas anteriores e dizer que elas exerceram mais influência que um grupo cujo primeiro disco saiu em 1999 é até meio previsível. A discografia dos citados até pode ser respeitável sim, mas a do Slipknot também é. São cinco álbuns e nenhum deslize, nenhuma decepção. Oscilações normais, nada além disso.

      • maironmachado disse:

        Pois é, mas para uma banda que tem quase 20 anos de carreira ter cinco álbuns sem nenhum deslize, e uma banda com 10 anos de carreira como o Led ter pelo menos seis álbuns sem nenhum deslize, é uma baaaaaaaaaaaaaaaaaaaaita diferença

  7. Luiz H. disse:

    Interessante a lista, embora considere absurda a entrada do Slipknot. Também senti falta dos Mutantes representando o Brasil. Minha lista ficaria mais ou menos assim, uma vez que, tirando as primeiras posições, está sempre mudando:
    1- Pink Floyd
    2- Led Zeppelin
    3- Yes
    4- Deep Purple
    5- Black Sabbath
    6- King crimson
    7- Rolling Stones
    8- Van der Graaf Generator
    9- Kiss
    10- Queen
    11- Mutantes
    12- The Who
    13- Supertramp
    14- Atomic Rooster
    15- Babe Ruth
    16- Thin Lizzy
    17- Genesis
    18- Uriah Heep
    19- Scorpions
    20- Rush
    21- Lynyrd Skynyrd
    22- Humble Pie
    23- Renaissance
    24- Focus
    25- The Jimi Hendrix Experience
    26- Iron Maiden
    27- AC/DC
    28- Judas Priest
    29- Megadeth
    30- Motorhead

  8. Eudes Baima disse:

    Beatles em terceiro, Experience atrás de Metallica e Iron, inclusão de bandas como Megadeath…olha eu sabia que isso não ia dar certo.

  9. Eudes Baima disse:

    …e o que dizer do Whitesnake, Guns e outras tranqueiras?

  10. Dyego disse:

    Sentir falta de Scorpions, Motöhead, Def Leppard, por isso lá vai minha lista

    1. Iron Maiden
    2. Black Sabbath
    3. Beatles
    4. Led Zeppelin
    5. Scorpions
    6. Judas Priest
    7. Deep Purple
    8 . Rush
    9. Metallica
    10. Pink Floyd
    11. Motöhead
    12. Halloween
    13. Whitesnake
    14. Queensrynche
    15. Saxon
    16. Sepultura
    17. Megadeth
    18. Angra
    19. Bad Company
    20. Ramones
    21. Queen
    22. Manowar
    23. Alice Cooper
    24. Slayer
    25. Aerosmith
    26. Nazareth
    27. Thin Lizzy
    28. Joyrney
    29. Death
    30. Van Halen

  11. André Kaminski disse:

    O Ulisses emplacando 20 bandas… e eu felizaço que tinha emplacado 10.

  12. Tiago disse:

    Independentemente das posições, a maioria das bandas na lista são as melhores. O que passar disso é gosto pessoal.

  13. Diogo Maia de Carvalho disse:

    No aguardo pela edição das 30 melhores músicas de todos os tempos.

    • Diogo Bizotto disse:

      Sem condições, Diogo. Provavelmente quase todas as listas seriam diferentes umas das outras. Entrariam as primeiras e as segundas colocadas de cada um e mais alguma coisa. O quorum precisaria ser muito maior para fazer algo do tipo. Lamento.

  14. Achei a lista geral dos 30 melhores bem coerente. Óbvio que minha lista pessoal teria algumas diferenças, mas a base seria bem próxima. Algumas bandas me surpreenderam positivamente, como o caso do Creedence. Confesso que eu não ia me lembrar deles, e seria uma baita injustiça.

    Agora, olhando as listas individuais, eu confesso que não entendi os critérios. Quando alguém diz para mim que vai fazer uma lista das “30 melhores bandas de todos os tempos”, eu imagino que serão levados em conta critérios que vão desde a discografia completa da banda, até influências e tendências que ela exerceu durante sua história.

    Pensando sob essa ótica, soa bizarro (não achei outra palavra) aparecer bandas como RPM (em qualquer posição), Iron Maiden atrás de Chicago, Kamelot na frente de Pink Floyd… E por aí vai.

    Uma coisa é ser sua banda favorita, outra é ela merecer entrar nessa lista. Creio que uma lista dessas tem que buscar a imparcialidade.
    Não gosto de Slipknot, só que não nego a importância deles, e por isso entrariam na minha lista. Assim como Nirvana, Radiohead, Joy Division e Sex Pistols.
    Agora, curto pra caramba o som do Beardfish. Entretanto, por imparcialidade e critérios, sei que eles não tem gabarito para aparecer em um top 30 de todos os tempos.

    Diferenças de opiniões à parte, parabéns à todos por nos propiciarem boas informações sobre o mundo do rock!

    • maironmachado disse:

      Concordo em número, gênero e grau meu caro Balboa.

    • Diogo Maia de Carvalho disse:

      É o mesmo critério das listas de melhores discos, ou seja o que vale é se o disco é o favorito e não o melhor pelos critérios que você mencionou. Vai entender.

      • André Kaminski disse:

        Todo mundo (ou quase) levou suas listas por critério pessoal. No fim, acho que no geral a parte de “representatividade” ficou decente. No mais, buscar “imparcialidade” é algo inexistente quando se trata de música. Então sempre preferimos o gosto pessoal, calculamos, compilamos e publicamos. Em nenhum momento buscamos dar uma opinião definitiva sobre qualquer lista de melhores publicada aqui.

        Daqui 5 anos, se inventarmos de fazer uma lista igual essa e com os mesmos critérios, aposto que vai mudar muita coisa.

        • 100% de imparcialidade é impossível. Concordo. Não só na música como em qualquer outro debate. Mas isso não pode servir como desculpa para falta de critério.

          Entretanto, concordo, a representatividade geral ficou boa, tanto que elogiei a lista final logo no início do meu comentário.

          • André Kaminski disse:

            Mas aí que está, Rock em Balboa. Se você postar a sua lista aqui baseada em critérios objetivos (imagino que seja número de vendas, inovação e influência, embora esses dois últimos sejam bem complicados de mensurar) eu tenho certeza que vou achar vários furos em seus critérios e dizer que outras bandas deveriam estar no lugar de várias que venha a citar por “ter vendido mais”, “ter sido mais influente” ou “inovado mais”. Alguns aqui podem gostar mais da sua ou de outra pessoa, mas duvido muito que não seja por critérios meramente “o meu gosto é parecido ou muito diferente do seu”.

            No caso da maioria dos que acessam esse site, é só encher de bandas dos anos 70 que quase todo mundo aplaude de pé.

          • Acompanho o site de longa data e sei que rola um saudosismo. Isso não é exclusividade daqui, essa é uma característica do público do rock. Infelizmente.

            Com certeza você acharia alguns furos na minha lista e não concordaria com muitos pontos. Não duvido disso e não quero ser o dono da verdade!
            Apenas levantei a bola para falar da minha falta de compreensão dos critérios.

            Pelo o que entendi, no caso de muitos, o critério foi exclusivamente o gosto pessoal, como disse o Alisson e como acredito ter sido seu caso.

            Não faria dessa forma, mas entendo o lado de quem fez!

          • Eu acredito que se fossemos uns 50 votantes as questões pessoais se diluiriam mais e ficariam mais representativas…sei lá

        • Diogo Bizotto disse:

          Concordo com o André e afirmo ainda que imparcialidade é algo que não existe. No máximo uma tentativa de distanciamento, que ainda depende de todos os fatores aos quais fomos expostos ao longo de nossa vida. Se uma pessoa consumiu rock progressivo com farinha ao longo da vida e nunca ouviu uma nota de reggae, fica difícil (e falso) citar Bob Marley em uma lista de melhores artistas, apesar da relevância e qualidade inegáveis do jamaicano.

    • José Leonardo G. Aronna disse:

      Falou e disse tudo!

      • Marco Gaspari disse:

        O problema dessas listas (todas elas) está na momenclatura. “Os melhores do ano”, “Os melhores de todos os tempos”. Se não está claro que é na opinião e gosto pessoal de quem indica, os critérios têm que ser sobre a importância, influência e discografia. Justamente o que falta em muita indicação das listas (todas ela).

        • É isso mesmo. Concordo plenamente. Se o nome da lista fosse “favoritos de todos os tempos”, eu entenderia perfeitamente essas listas apresentadas. Pois aí estaria envolvendo algo totalmente subjetivo.

          Mas, por se tratar de uma lista “maiores de todos os tempos”, por mais que seja impossível fazer uma análise 100% imparcial, alguns critérios mais objetivos precisam ser adotados, para seguir uma linha mais coerente.

          • “Maiores” não, “melhores”.

          • André Kaminski disse:

            Particularmente, acho o problema do nome da seção algo irrelevante pois qualquer lista de qualquer site ou revista é baseada em puro achismo. E por incrível que pareça, critérios objetivos mais atrapalham do que ajudam, visto que nem sempre os números refletem a qualidade ou aquilo que uma banda representa. Fosse por números, Van Der Graaf Generator, King Crimson e Yardbirds cairiam fora.

          • A música de hoje seria a mesma se não existisse o King Crimson?

            Duvido muito. Eles influenciaram muitas bandas que vieram depois. Em quantas resenhas não lemos “blá, blá blá, fulano lembra King Crimson, blá, blá…”?

            Agora, a música de hoje seria a mesma se não existisse o RPM?

            Acredito que sim…
            Diferente de um Mutantes, Novos Baianos, talvez Sepultura, que foram bandas inovadoras e muito influentes.

            É nesse sentido que digo não entender a presença de umas bandas em detrimento de outras. Não precisamos falar de números para sermos objetivos. Os números são um dos fatores, não o único.

          • André Kaminski disse:

            E se eu te falasse que em 1985 o RPM foi a primeira banda de rock brasileira a serem visto como rockstars e que na época foi uma intensa beatlemania no Brasil que ajudou inclusive a popularizar o rock brasileiro nas rádios, além de certa maneira trazer o interesse do brasileiro para a new wave?

            Depois deles, só o Mamonas Assassinas conseguiu algo similar.

            Gostar ou não da banda é outra questão.

          • A beatlemania foi tão importante para você, que Beatles não consta na sua lista! 😉

          • André Kaminski disse:

            Bingo! Porque usei os meus critérios de gosto pessoal e não os seus critérios objetivos.

            Foi simplesmente porque gosto mais do disco amarelo deles do que do sargento pimenta, por exemplo. E pelo que vi nas outras listas, todo mundo votou usando essa mesma posição. Se eu tivesse que botar Beatles na minha lista, eu sequer participaria.

    • Alisson Caetano disse:

      Único critério que usei pra montar a minha lista: Se gosto pra caralho dessa banda, ela entra e fica lá em cima.

  15. Ulisses Macedo disse:

    Curioso (mas não tão surpreendente) o Anthrax ter sido o único do Big 4 a não entrar. Nas rodinhas de conversa thrash, sempre tem uma boa galera que diz “ah, bem que podia ser o Exodus/Testament no lugar do Anthrax”.

    • André Kaminski disse:

      Eu prefiro Anthrax ao Slayer. E prefiro Exodus ou Testament no lugar do Slayer também.

    • Eu já achei estranho o Megadeth ter ficado acima do Slayer. Eu mesmo coloquei nessa ordem com uma posição de diferença. Mas eu sei que o Slayer no geral é muito mais celebrado que o Megadeth pelos headbanger…

    • Diogo Bizotto disse:

      Quem cunhou essa expressão “Big 4” deve ter levado em conta o fato do Anthrax ter conquistado alguns discos de ouro, enquanto bandas como Testament e Exodus não, apenas isso. Se o Anthrax foi algum dia atração de lotar arenas por si só, foi durante um curto período de tempo, muito menor do que Slayer (com um pouco mais de discos de ouro que o Anthrax) e Megadeth (esse com várias platinas no currículo). Quanto a Metallica nem se fala, é um patamar muito diferente.

  16. maironmachado disse:

    Votei no Black Sabbath, mas fiquei com uma pulga na orelha. Conquistaram a primeira posição por toda a sua carreira ou por conta da fase Ozzy apenas? Eu votei pelas fases Ozzy, Dio, Gillan, Hughes e Martin, ou seja, por toda a carreira, mas e os demais? Por esse critério que o Deep Purple não entrou na minha lista. Achei surpreendente.

    • André Kaminski disse:

      No meu caso, pela carreira no geral.

    • Alisson Caetano disse:

      No meu caso, só pela fase Ozzy. Dio é outra coisa (que gosto muito, mas é outra coisa) e a fase Martin eu prefiro fingir que nunca existiu.

    • Diogo Bizotto disse:

      Pela carreira em geral, com óbvia ênfase para as épocas com Ozzy e Dio. Sinceramente, o único disco verdadeiramente ruim do Black Sabbath, para mim, é “Forbidden”.

  17. maironmachado disse:

    Outra surpresa advém na lista do Diogo. Por que não votou em Led Zeppelin? Entendo sua paixão por Eagles e Death, mas não colocar o Led e colocar Candlemass e Testament?????

    • Diogo Bizotto disse:

      Entendo seu questionamento, Mairon. O Led Zeppelin é uma banda magnífica, gigante por mérito. Mas, como você talvez já tenha notado, citei apenas um de seus discos na nossa série que enumera os melhores álbuns. A verdade é que o Led Zeppelin não “conversa” tão bem comigo quanto muitos outros grupos menores e menos relevantes. Excelentes discos, mas sem provocar AQUELA paudurescência que um “Nightfall” (Candlemass) e um “The New Order” (Testament) provoca, usando como exemplo as bandas que você citou. Ouço músicas como “At the Gallows End”, “The Well of Souls”, “The Preacher” e “Disciples of the Watch” e não tem como segurar um PUTA QUE PARIU!, e isso vale muito pra mim. Eu ouço muito mais Candlemass, Testament, Queensrÿche, Celtic Frost, Bon Jovi e Bad Company do que Led Zeppelin. “Pior pra mim”, diriam muitos. Pois bem, que seja pior.

  18. Tiago Meneses disse:

    Muito coisa boa na lista, mas quando vejo uma “20 mais” sem Allman Brothers Band eu sempre fico com aquela sensação de que falta um “detalhe”.

  19. maironmachado disse:

    Mas no geral, com exceção de duas ou três bandas, achei a lista bem representativa. Gostei da entrada do Creedence (eu não votei, mas é legal ver a banda aqui), e senti muuuuuuuuuuuuuuuuuita falta de alguma banda da Califórnia do Verão do Amor (The Doors, Jefferson Airplane, Moby Grape, …)

  20. Francisco Campos disse:

    Uma ausência muito sentida: Allman Brothers Band. Uma banda que balizou o Southern Rock, que teve em suas fileiras um gênio como Duane Allman e gravou talvez o melhor disco ao vivo da história (At Fillmore East) não ser lembrada por NENHUM consultor é muito estranho… Só a versão ao vivo de “Whipping post” vale pela carreira do Slipknot inteira!

    • Francisco Campos disse:

      E Grateful Dead? Não merece sequer uma menção?

      • maironmachado disse:

        Grateful Dead não entraria em uma lista de 200 bandas. O Allman Brothers até pintou, mas convenhamos que alguns discos pós-Duane são brabinhos. Mas Fillmore é EXCELENTE!

        • Francisco Campos disse:

          Praticamente todas as bandas já tiveram discos “brabinhos”… rerere

        • Tiago Meneses disse:

          Eu já acho que mesmo os discos “brabinhos” da Allman Brothers não são nem uma fagulha em termos de derrapagens vistas em discos como “Seventh Star”, “Tyr” e principalmente o pavoroso “Forbiden” da banda campeã.

  21. Ronaldo disse:

    A lista tá até que digna no geral, mas obviamente contempla distorções já amplamente comentadas aqui. Os comentários são legais e vendem bem o peixe do porquê aquele nome está por ali. Parabéns aos colegas.
    E a que mais me incomoda é a que há indícios de quem alguns votos que são colocados visando emplacar o nome da banda na lista final, e não exatamente a posição que o escriba acha realmente que ela mereça. Eu acho que pra resolver isso e manter a independência de cada um de fazer como quiser (que é uma premissa do grupo) a única forma seria aumentar em muito o número de participantes, pra diluir esses efeitos.
    Abraço!

    • Marco Gaspari disse:

      Os critérios de pontuação são viciados, Ronaldo. Bato nessa tecla desde que a primeira lista dos melhores foi publicada. Não acho que a pontuação em si seja proposital para isso, mas se neguinho por nos primeiros lugares na sua relação a banda que quer incluir na lista final, ela terá grandes chances de entrar. Bom, vão dizer que eu sou agitador…

    • Diogo Bizotto disse:

      Concordo contigo, Ronaldo. Sinto isso também na série que aborda os melhores álbuns: discos sendo colocados em posições mais altas do que originalmente seriam colocados na intenção de emplacá-los. Mas como não acho justo levantar essa questão pois a chance de me enganar é grande, e posso ser injusto, prefiro me resignar. Da mesma maneira, espero que o fato de ter incluído o Death em primeiro não tenha sido fator motivador para que você tenha chegado a essa conclusão. Quem acompanha o site com afinco sabe da grande paixão que nutro pelo trabalho de Chuck Schuldiner. Não à toa, trata-se do único grupo cujos relançamentos e afins me preocupo em adquirir, apesar dos valores às vezes serem meio proibitivos.

  22. Eudes Baima disse:

    Essas listas são assim mesmo. Não tem fórmula que resolva! Tem (muuuito) gosto pessoal, tem o fator geracional (aquela coisa de gente que cai o queixo por Neymar porque não viram Pelé, Zenon, Falcão, Zico…), a questão de bandas ruins mas historicamente importantes, como o Kiss, por ex, e até a afinidades estilísticas, o que explica um Megadeth na lista…são critérios inconciliáveis. Então, listas são assim mesmo…para ficar na metáfora do futebol, ninguém chegará a um critério consistente sobre o que é mão na bola e bola na mão.

  23. José Leonardo G. Aronna disse:

    “a questão de bandas ruins mas historicamente importantes, como o Kiss”
    Genial!!!
    No mais concordo com que o Eudes escreveu!

  24. Francisco disse:

    Nos últimos seis meses, as trinta bandas que considero as melhores, segundo o sagrado critério do gosto pessoal.
    1. Cressida
    2. Heads, Hands & Feet
    3. East of Eden
    4. Pacific Gas & Electric
    5. Bronco
    6. Budgie
    7. Allman Brothers Band
    8. Marsupilami
    9. Gentle Giant
    10. Fairport Convention
    11. Renaissance
    12. Wishbone Ash
    13. Camel
    14. Accolade
    15. Tucky Buzzard
    16. Tin House
    17. Culpeper’s Orchard
    18. The Spirit of Christmas
    19. The Collectors
    20. Aphrodite’s Child
    21. Room
    22. The Gun (dos irmãos Gurvitz)
    23. Jericho Jones (ex-The Churchills)
    24. Deep Purple (mark II)
    25. Patto
    26. May Blitz
    27. Procol Harum
    28. Providence
    29. Slade
    30. Tamam Shud
    Evidentemente que essas não são as bandas mais importantes de todos os tempos. The Beatles, Beach Boys, Led Zeppelin, The Who, Stones, Pink Floyd, Deep Purple, Black Sabbath, Queen, King Crimson, Yes, se encaixam melhor nesse contexto…

  25. tiago disse:

    Achei legal essa lista, só não concordo com o Black Sabbath em primeiro, para mim devia ser beatles ou Rolling Stones.
    Senti falta de beach boys, aerosmith e motorhead.

  26. Elardenberg disse:

    Devo contar que me arrepiei nas descrições do Pink Floyd e do VdGG. Pink Floyd é minha banda favorita, e a descrição do Alisson me fez lembrar o pouco do porquê. E do Van der Graaf, porque o Marco escreve bem demais.
    Aliás, numa lista que até ele se atreveu a postar, eu não conseguiria. Rankear álbuns eu já fiquei acostumado, mas bandas, pra mim, é muito difícil.
    Apesar disso, eu poderia elencar as que eu mais gosto, sem ordem específica (exceto Floyd):
    Pink Floyd, The Who, Renaissance, Dire Straits, The Moody Blues, Catedral, Kinks, Genesis, Caprice…
    Falando em Genesis, como assim a banda ficou láááá atrás??!?!?!?

  27. Luiz Fernando disse:

    Lista muito interessante, mas senti falta de alguns nomes que considero muito importantes, como Aerosmith, Fleetwood Mac(acho uma banda muito subestimada, apesar de ter vendido muito), Scorpions, Lynyrd Skynyrd, ELP, Van Halen, ZZ Top e The Doors.

  28. Igor Maxwel disse:

    Gostaria de fazer uma pequena correção em relação ás minhas opiniões sobre o texto do Fernando falando sobre o Iron Maiden. Não acho que ele deveria ter citado o Powerslave ou o The Number of the Beast, mas acho que qualquer disco deles o Fernandão poderia muito bem citar para representar a banda nesta lista, tirando os discos noventistas com o Blaze Bayley e os primeiros discos antes de Bruce Dickinson (com o tosqueira do Paul Di’Anno).

    Só que eu achei estranha da parte dele a escolha de Seventh Son of a Seventh Son por ser um dos mais controversos trabalhos da donzela, por vários fatores: seu conceito é muito difícil de compreender e as letras do Steve Harris são aqui ainda mais confusas do que seu conceito (parecia um retorno ao estilo lírico do TNOTB); o uso excessivo de teclados não caiu bem na sonoridade clássica da banda, ao contrário do anterior, Somewhere in Time (onde os teclados apareciam moderadamente); a influência do rock progressivo setentista que a banda usava foi mais exacerbada em SSOASS do que em qualquer outro disco da donzela; e por ser o sétimo disco de estúdio da carreira, o grupo fala do número sete várias vezes durante o disco todo (aliás, dizem que sete é o número de sorte do Iron Maiden…).

    Apesar de não curtir muito o disco por este lado, por outro admiro o SSOASS por conter vários hinos da banda como “Moonchild”, “Infinite Dreams”, “The Clairvoyant”, “Can i Play With Madness”, “Only the Good Die Young” (que serve como homenagem á Clive Burr) e “The Evil That Men Do”, maior hit do SSOASS. Uma curiosidade desta última música citada é que os acordes de progressão do refrão seria copiados pela jovem cantora/letrista Marília Mendonça em sua diabólica canção “Infiel” (ouçam-as e comparem!). O Fernandão me explicou o porque desta sua mudança em relação ao Iron Maiden, e eu compreendi tudo, apesar de achar SSOASS um disco muito polêmico. Mas tudo bem, mudanças sempre são bem-vindas!

    Por falar em mudanças, ninguém elogiou as minhas mudanças em relação ao Pink Floyd, Yes, Genesis e Metallica, que eu escrevi em meu comentário. Do primeiro nome citado, adoro o disco Wish You Were Here, mas preferi citar Animals (que veio depois de WYWH e antes do duplo The Wall) por ter sido minha porta de entrada ao som da minha banda favorita de todos os tempos, da qual me tornaria um fã incondicional após ouvir TDSOTM pela primeira vez.

    Em relação ao Yes, o pessoal aqui já sabe da minha paixão platônica pelo Tales from Topographic Oceans e da minha insatisfação quando alguém fala do Close to the Edge por aqui, então ao invés do citar o TFTO no meu texto, preferi citar o Fragile por ser o disco que mais aprecio do Yes com Bill Bruford nas bateria, apesar de gostar mais da pegada forte do Alan White. O desempenho de Bruford em “Heart of the Sunrise” é mais do que suficiente para colocá-lo entre os maiores e melhores bateristas do mundo, porém nunca vou entender porque ele saiu da banda após as gravações daquela pobreza chamada Close to the Edge (afirmo mais uma vez, que não é o melhor disco do Yes e muito menos de todo o rock progressivo). Se Bruford tivesse sido menos cabeça-dura (contraditório) e mais participativo com o grupo de Jon Anderson, eu passava a gostar do CTTE do jeito que veio ao mundo (com todos seus altos e baixos) e a admirar ainda mais seu trabalho como baterista.

    Sobre o Genesis, gosto de tudo que a banda fez quando Peter Gabriel era o vocalista principal da banda e Phil Collins era um tremendo baterista (muito antes do medíocre astro pop que ele se tornaria nos anos 80), sendo Selling England by the Pound meu disco favorito deles desde sempre. Mas eu preferi optar por The Lamb Lies Down on Broadway pela maioria dos fãs que consideram este como o melhor trabalho da banda até hoje, mesmo com toda aquela dor-de-cabeça que o disco duplo causou ao grupo na época, em termos de composição, gravação, produção, problemas com a gravidez da esposa de Gabriel, a exaustiva turnê onde a banda tocou todo o TLLDOB mais de 100 vezes… tudo. Respeito quem curte a louca história de Rael, mas o Genesis pra mim alcançou o auge da carreira com o disco anterior, aquele que eu considero o melhor de todos os tempos.

    E sobre o Metallica, sou dos que gostam apenas dos quatro discos que eles gravaram nos anos 80. Adoro Master of Puppets e considero este o melhor disco da banda, mas respeito quem prefere mais os dois discos anteriores ao clássico de 1986, mas decidi citar o And Justice for All não unicamente por causa de “One” (na minha opinião a música definitiva do Metallica), mas por ter sido o último disco “realmente bom” que eles gravaram em toda a carreira. Do Black Album pra frente (incluindo o CD novo deles, Hardwired… to Self Destruct), é uma choradeira terrível!

    Enfim, espero ter sido claro e objetivo nas minhas opiniões, mas nada vai mudar o que eu penso sobre as outras bandas que eu citei, afinal gosto bastante de cada uma delas.

  29. Alair disse:

    Eu acho que Nazareth tinha que aparecer nessa lista ,sou fã dEles e a melhor banda de Hard rock em minha opinião ,claro!

  30. José Luis disse:

    Senhores, me desculpem. Não encontrar o The Who na lista, digamos, principal, é no minimo, decepcionante.
    Pessoal, pesquisem mais, conheçam melhor essa coisa chamada de rock.

    • André Kaminski disse:

      Pesquisamos e conhecemos, José Luís. O The Who está lá na lista principal

      • José Luis disse:

        Ok! Passei batido. Mas vamos combinar, estar abaixo do Judas e, de outros nomes menos representativos…

        • André Kaminski disse:

          Vamos combinar, aí é uma questão que é simplesmente impossível de controlar. Acho que mais importante é estar na lista, porque se a virássemos de cabeça para baixo, não acho que mudaria muita coisa em termos de “respeito e desrespeito”.

          • maironmachado disse:

            Falou tudo André! Parabéns!!

          • José Luis disse:

            Bem, meu caro, nossas ideias e nossos pensamentos são conflitantes, portanto, fico por aqui e desejo-lhe boa sorte. Com respeito, José Luís.

  31. Jose Carlos disse:

    É impossível dizer qual é a melhor banda,isso depende do gosto e influência de cada um,Pink Floyd,Beatles,Queen,Led Zepellin,Black Sabbath Stones e mais uma ou outra estão quase sempre presentes.Mas há bandas meio esquecidas,que se devem recordar:Procul Harum,Moody Blues,Supertramp,Dire Straits,Carlos Santana,Doobie Brothers,Doors,U2,Yes, Simon&Garfunkel,Kraftwerk,Genesis, Frank Zappa,Slade ,tantos!Nunca mais acaba!Um abraço para todos e que me desculpem os que não estão aqui,isto é um exercício inglório,condenado à partida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *