Por André Kaminski

Confira aqui a parte I

Confira aqui a parte II

O troco de Tarja Turunen

E seguindo agora para a parte final, falaremos mais um pouco dos bastidores da banda no período pós Wishmaster até a demissão de Tarja em 2005 e o ponto final deste relacionamento no lançamento de Dark Passion Play.

Em 2001 após o lançamento do EP Over the Hills and Far Away, Tuomas estava simplesmente em frangalhos. Marcelo Cabuli começou a fazer parte do dia-a-dia da banda e problemas com o baixista Sami Vänska começaram a incomodar o líder. Além disso, o clima nos bastidores dos shows estava bem ruim devido ao excesso de trabalho e as poucas folgas disponíveis.

Quanto a Sami, ele basicamente ligou o “foda-se” para a banda. Segundo os integrantes, ele sempre esquecia alguma coisa, se atrasava nas saídas de hotéis e seu desempenho no palco estava cada vez mais desanimado. Junto aos problemas citados anteriormente, Tuomas ali por setembro de 2001 ligou para as gravadoras dizendo que o Nightwish havia acabado. Então, ele convidou o amigo e vocalista do Sonata Arctica, Tony Kakko, para uma escalada nas montanhas e aproveitou o período meio que para desabafar sobre todos os problemas em relação a si e a banda. Kakko convenceu Tuomas de que ele não poderia largar tudo o que construiu e que seria o maior erro de sua vida, que os problemas poderiam ser resolvidos e que as coisas poderiam melhorar em relação a banda.

Assim, o tecladista resolveu demitir Sami. Todavia, como em todas as outras demissões da banda, ele não fez isso pessoalmente. Nesse caso, pediu ao empresário Ewo Pohjola para avisá-lo. Segundo o baixista, ele meio que já esperava que isso fosse acontecer mais cedo ou mais tarde e não esboçou nenhuma reação, pegou suas coisas e partiu. Veio Marco Hietala, que acabou brigando com Kimberly Goss do Sinergy em que ele também tocava baixo, para se unir ao Nightwish visto que na banda ele também teria mais chances de fazer vocais (e, presumivelmente, faturar mais também).

Com Hietala e uma conversa mais franca entre os membros e a equipe, as coisas a princípio deram uma melhorada. Independente disso, essa fase negra que viveu a banda inspirou Holopainen a se dedicar ainda mais a suas letras e expurgar ainda mais sentimentos através delas. Com isso, veio Century Child com uma tonalidade mais pesada e baixo astral em termos de arranjos. Once e seus hits vieram em seguida. Os aparentes sentimentos em relação a Tarja tornaram-se ainda mais evidentes:


Century Child

Ever Dream: tirado da própria biografia do Nightwish, pag. 212-213: “”Ever Dream” também é muito pessoal. Nesta música, eu estou confessando meus sentimentos de desejo por uma certa pessoa. Está tudo nas canções. Os fãs provavelmente interpretarão de maneira diferente e tudo bem. Você pode interpretá-las de muitas maneiras.” A música nada mais é que uma declaração de amor total à mulher que ele amava.

Slaying the Dreamer: segundo novamente o livro, esta música foi inspirada quando ele estava num bar e alguém veio até ele falando um monte de besteiras a respeito de coisas relacionadas à banda. Acho que já dá de se imaginar que era um certo sujeito latino-americano quando na canção há versos como “You bathed in my wine, drank from my cup, mocked my rhyme”. E outras como “As you’re slaying the dreamer” seria o próprio Tuomas o sonhador sendo destroçado por ele.

Forever Yours: aqui seria Tuomas lamentando novamente a sua solidão e o quanto tudo seria diferente caso houvesse reciprocidade. Todavia, os dois versos finais “My time is yet to come, so I’ll be forever yours” indicam que ele ainda possui esperanças de que vai conseguir dobrar o coração da vocalista.

Feel for You: nesse caso, imagino o finlandês naquele desejo ardente de indicar que ele seria o homem perfeito na vida dela, que ele seria o sujeito que a desejaria para sempre e que ela conseguiria sentir o mesmo desde que ela se entregasse a ele. E um recado bem claro: “This one is for you, for you, only for you, just give in to it, never think again, I feel for you”.

Beauty of the Beast: mais uma vez, ele se declarando a Tarja e dessa vez de uma forma mais instigante. Há dois versos marcantes nesse relacionamento “You told I had the eyes of a wolf, search them and find the beauty of the beast” que seria basicamente os olhos de lobo o desejo que ele sente por ela e pediu para que ela visualizasse a beleza naquele ser que a desejava. O outro seria “All of my songs can only be composed of the greatest pains, every single verse can only be born of the greatest wishes”, aqui a declaração que Tarja ainda era a principal inspiração para que ele escrevesse suas músicas.


Once

Romanticide: mais uma lamentação por aquilo que sente e não é correspondido. Uma frustração interna gigante com aquele sentimento explicado no verso “see me ruined by my own creations”. Ou seja, a banda se tornou um fardo pessoal para ele que precisa conviver com o amor de sua vida tão próximo mas ao mesmo tempo tão distante.

Ghost Love Score: esta seria a cartada final de declaração de amor de Tuomas por Tarja. Mais uma declaração romântica em que ele faz um meio que “ou vai ou racha” em relação aos sentimentos dele pela vocalista.


Curiosamente, foi com este último álbum que o Nightwish se tornou um sucesso mundial e que os fez enriquecerem de vez. Seus singles tocaram muito nas rádios principalmente da Europa e América do Sul, embora a princípio, não houve tanto impacto nos Estados Unidos mas para o qual a banda sentia que estava a um passo de conquistar o país.

Tarja e Cabuli estavam completamente isolados enquanto o restante da banda passou a se incomodar com isso. Agora começaram alguns conflitos de versões de fatos entre o lado da banda e o lado do casal.

Segundo a banda, Tarja cedeu ao argentino todas as decisões que ele tomaria em nome dela. Ou seja, o que ele falasse, independente dela saber o que se passava ou não, seria a decisão que a representaria. Então, a cada show que agendavam, o empresário exigia mais dinheiro, mais benefícios, discordava quanto a qual show eles deveriam fazer ou não e várias questões relacionadas aos bastidores da banda. No início da tour, eles fizeram alguns shows nos Estados Unidos pouco antes da banda estourar mundialmente. De acordo com a banda, eles acreditavam que como o mercado americano é muito mais exigente e difícil de atingir, nos Estados Unidos eles tinham que se assumir ainda como uma banda pequena que estava adentrando aos poucos por lá. Ou seja, aceitarem tocar em casas menores por um cachê mais baixo em troca da exposição que teriam. Ainda segundo eles, após a tour europeia e sul-americana, eles deveriam voltar aos Estados Unidos para se estabelecerem e estourarem de vez por lá. Mas a tour norte-americana foi cancelada porque Tarja e Cabuli não aceitavam o dinheiro mais baixo que receberiam por aqueles shows e preferiam permanecer na Europa aguardando as novas tours para outros países. A banda ficou emputecida porque acreditavam que esta era a oportunidade de finalmente conquistarem o mercado americano. Outro problema foi em um vôo em que Tuomas saiu de seu banco para conversar com o casal, discutiram novamente e o qual Tarja teria declarado que “eu não preciso mais do Nightwish, posso declarar que saí amanhã e nem dar satisfação a você e a ninguém mais”. Isso foi meio que a gota d’água para baterem o martelo quanto a demissão dela após o último show da Finlândia, logo no primeiro dia das férias.

Já a versão do casal é diferente: em outubro de 2004, Tarja e Cabuli chamaram Tuomas em seu quarto de hotel. Lá, o argentino foi bem claro que era para o tecladista desistir desse amor por ela, que eles já haviam se casado e que Tarja nunca sentiu e nem sentirá nada por ele. Tuomas apenas ouviu calado e respondeu dando a entender que ele nunca desistiria do seu amor por ela. Após isso, as declarações dele nas entrevistas em relação à banda mudaram. Agora ele se referia ao Nightwish como “minha banda” e que ninguém é insubstituível. Eles reclamavam que nunca eram comunicados ou ouvidos sobre qualquer ação que a banda iria fazer e que muitas vezes mal sabiam quais eram os planos para o Nightwish nos próximos meses. Cabuli também negava qualquer influência negativa dele sobre a banda ou que exigia mais dinheiro e benefícios à vocalista.

Independente do que for a verdade, o fato é que logo após o festival Live n’ Louder aqui no Brasil, no mesmo mês de outubro, Tarja faria a última apresentação da tour de Once sem saber de nada em Helsinque em um show lotado e que geraria o dvd End of an Era. Após o excelente show, Tuomas entregou pessoalmente uma carta fechada à Tarja, disse apenas para abrir e ler no dia seguinte e estas foram as últimas palavras trocadas entre os dois até os dias de hoje*. Um dia depois, o site oficial publicou a carta e eu, um adolescente ainda de 19 anos que acompanhava a banda vorazmente, participando de fóruns e tudo mais, fiquei incrédulo. Não só eu como todo o mundo metálico. Só se falava disso no final de outubro de 2005. Os fóruns da banda bombavam em discussões sem fim entre aqueles que apoiavam a vocalista e os que apoiavam o restante da banda.

De férias, 2006 foi um ano morno para a banda acalmar os ânimos e a tensão ficava em quem substituiria Tarja naquele concurso que eles promoveram para escolherem a nova vocalista. Somente em maio de 2007 foi anunciado a sueca Anette Olzon como nova integrante, divulgaram o single “Eva” para demonstrar a voz dela e o novo disco sairia em setembro do mesmo ano. Ficava novamente a tensão entre os fãs devido Anette ter um estilo vocal totalmente diferente de Tarja, como seria o novo disco e como ela se sairia cantando o material antigo da banda. Eis que veio Dark Passion Play e aqui Tuomas bota um ponto final em relação aos sentimentos por Tarja e por composições que retratavam a si mesmo.


Dark Passion Play

The Poet and the Pendulum: eu considero esta até hoje, a música mais importante da carreira do Nightwish. Foi nesta letra que Tuomas finalmente revela que é ele mesmo o “Dead Boy”, “poet”, “songwriter”, “beast” e todas as outras referências que repetira em vários discos anteriores. “The Poet and the Pendulum” retrata a morte de Tuomas como o eu-lírico de várias de suas músicas. Dividida em partes, a primeira já é declarada que o autor está “morto” e foi para o limbo. A segunda e terceira partes são as reflexões finais do autor perto da morte sobre tudo aquilo que ele vivenciou nesses últimos anos. Seu amor, seus medos, inseguranças, o quanto ele se odiava, suas mágoas e tudo mais. Ao final da terceira, a própria música declara que ele ainda tinha apenas 3 minutos de vida antes da lâmina o cortar. Ao final da quarta parte, exatamente após 3 minutos, ele finalmente morre e um som de batidas de coração parando são ouvidas, além do som de uma lâmina cortando seu corpo. A quinta parte seria Deus falando com ele no limbo sobre os males que passou e que ao final, ele o amava. Tuomas, musicalmente, estava morto em suas letras. O restante do disco continua tratando de questões relacionadas a esta morte.

Bye Bye Beautiful: esta é a única música em que eles declararam que era realmente para Tarja. Nem precisavam declarar, quando saiu os títulos das músicas todo mundo já sabia sobre o que era. Aqui seria banda se despedindo da vocalista e dando umas “dicas finais” sobre o que possivelmente a espera o mundo lá fora.

Master Passion Greed: também claramente dirigida a Marcelo Cabuli. Aqui são várias ofensas e acusações de ganância, falsidade, hipocrisia e ingratidão. Esta música é tão negativa para Tuomas que ele nunca a tocou ao vivo e nem pensa na possibilidade disso um dia acontecer.

Sahara: aqui seria a banda fazendo o velório do corpo de Tuomas.

For the Heart I Once Had: nesta música, a alma de Tuomas elimina todos os sentimentos que haviam nele sobre Tarja e que o tempo, finalmente, irá matar de vez as cicatrizes do “Dead Boy”. Também declara que o resto do que havia de sua inocência finalmente se foi.

The Islander: a banda finalmente seguindo em frente sem todos aqueles problemas do passado e continuando a sua caminhada para novos horizontes.

7 Days to the Wolves: a missa de sétimo dia da “morte” do autor. Os lobos neste caso seriam a imprensa e os críticos que se resfacelaram na alegria de terem visto a banda se partindo por dentro na época da demissão de Tarja. Então, o “cadáver” de Tuomas era um prato cheio para que os “lobos” pudessem se aproveitar da polêmica.

Meadows of Heaven: finalmente, a última música é a alma de Tuomas chegando ao céu. Ele novamente se transformaria em um garoto feliz e inocente como nos tempos de infância e viveria por toda a eternidade da maneira que sempre quis.


Após este disco, Tuomas nunca mais teria a si mesmo como base em nenhuma das músicas que viria compor até então. Dark Passion Play foi o ponto final da história de si próprio abrindo os seus sentimentos para o mundo. Em termos de eu-lírico, o Dead Boy, Beast, poet e outras facetas dele próprio morreram em 2005. Os três próximos álbuns do Nightwish teriam temas mais gerais do mundo. Imaginaerum tratou de fantasia. Endless Forms Most Beautiful tratou de ciência. Este último Human :II: Nature tratou sobre a natureza. E, aparentemente, assim seguirá enquanto a banda existir.

Finalizo aqui esta série vista pelo lado de Tuomas, mas este assunto ainda não acabou. Tarja em sua carreira solo deu o troco em Tuomas em algumas de suas músicas. Por volta de fevereiro, serão as mágoas da vocalista em relação ao tecladista que abordarei. No mais, boas festas de fim de ano!

*Atualização Agosto/2021: Tuomas recentemente disse que, logo após a notícia do falecimento de seu pai, Tarja o enviou um email lamentando o ocorrido e prestando suas condolências. Tuomas a respondeu agradecendo e desde então, nos últimos meses, eles vem trocando emails esporádicos amigáveis. Como ele mesmo disse, ainda há feridas dessa relação mas que agora as coisas estão melhorando graças a estes breves contatos entre eles.

 

17 comentários

    • André Kaminski

      Obrigado pela consideração L, abraços e até o ano que vem!

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  1. Karla Câmara

    Adorei os 3 artigos, já estou esperando pelo próximo sobre a Tarja. Abraços.

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    • André Kaminski

      Obrigado pela consideração Karla e bem vinda ao nosso site. Abraços!

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  2. FELIPED

    SENSACIONAL!
    Cara, deu até vontade de ouvir os álbuns pós-Tarja, os quais eu nunca ouvi.
    Adorei as análises. Faça mais. Que tal fazer algo do Angra também?!

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    • André Kaminski

      Muito obrigado pela consideração cara, seja bem vindo ao nosso site!

      No caso, haverá ainda uma parte bônus que planejo sobre as mágoas de Tarja em suas músicas da carreira solo. Sobre uma do Angra, eu meio que teria que ler alguma biografia e declarações dos caras para saber exatamente que músicas poderiam estar falando um do outro. Talvez um dia em que eu me debruce sobre essas biografias, eu poderia fazer mais sim.

      Mas há outras matérias nossas falando de particularidades sobre bandas, artistas e acontecimentos. Dá uma olhada em nosso site que encontrará mais.

      Abraços!

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  3. Joana Darc

    Tô gostando muito desses artigos, tudo se encaixando como eu pensava.Mas acho que o Tuomas faz referências pessoais em algumas partes da canção Song of myself,de uma forma subliminar, claro.

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    • André Kaminski

      Olá Joana, bem vinda ao nosso site.

      “Song of Myself” se baseia no poema de mesmo nome do autor Walt Whitman. Na letra, o eu-lírico ali meio que se compara às canções de Tuomas como quando cita “is the same old dead boy’s song” que já foi citado em várias músicas, além de uma referência a “Escapist” no verso “the nighingale is still locked in the cage”. Porém, não há mais um eu-lírico que represente ele mesmo. É como se esse eu-lírico da “Song of Myself” apenas estivesse citando um detalhe similar das reflexões dele que são parecidas com “as músicas daquele dead boy finlandês”.

      Ou seja, eu a interpreto como uma outra pessoa citando similaridades com o pensamento daquele sujeito que “morreu em 2005”.

      Apesar de que relendo o meu texto, eu coloquei “nunca mais se citaria”. Acho que é melhor eu editar e colocar um “nunca mais se abriria em alguma canção”.

      Não sei se me fiz entender, qualquer coisa me questione de novo.

      Abraços!

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  4. Joana Darc

    Pois é André,eu comentei isso porque uma vez assisti um vídeo sobre o Tuomas em que ele dizia que se considerava como um ‘um pássaro preso em uma gaiola’..e tbm,vc citou Escapist,nesse mesmo vídeo ele tbm se descreve como um ‘ escapista’..por isso pensei que ele estivesse falando de si mesmo nessas músicas,mas enfim, obrigada pela explicação,foi esclarecedora.

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    • André Kaminski

      Tranquilo Joana, ainda fiz uma parte bônus com a Tarja dando o troco que publiquei esses dias. Fique a vontade para comentar lá também.

      Abraços!

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  5. Laís

    Nossa, muito interessante essa análise, faz muito sentido!! Eu não conheço a fundo o nightwish, acho que por que quando comecei a me interessar mais descobri como demitiram a Tarja e acabou minha empolgação, mas recentemente voltei a escutar algumas músicas e pesquisando achei esse site. Muito bom!

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    • André Kaminski

      Obrigado pela consideração, Laís. Seja bem vinda ao nosso site e fique a vontade de comentar em outras matérias que desejar. Abraços!

      Responder
      • Daniel

        Olá. Parabéns pelos excelentes artigos. Quanto a história: houve, na época uma certa romantizacao da figura de cabuli, baseado na suas origens. O “rapaz latino americano, cavalheiro e que sofreu pelo seu amor”. Mas, há um.outro lado que ficou evidente e desmistifica essa imagem de bom moço.
        Forte abraço!

  6. ANA LOBATO

    Excelente série de artigos! Se me permite uma contribuição, em relação à “The Poet And The Pendulum”: Na última parte “Mother and Father”, acredito que há duas mensagens ali. A primeira é a que você mencionou do songwriter sendo recebido por Deus/Tuomas em uma conversa com sua mãe. A segunda é a menção final à Tarja. Uma vez que o Tuomas costuma referir-se à banda como The child, o pai seria ele próprio (atravéz das letras e composições) e a mãe seria a Tarja (quem dava voz a tudo). Durante o último verso dessa parte, a música muda de atmosfera. Tanto o instrumental quanto o vocal saem de algo delicado e se tornam mais tempestuosos. Junto a isso, tenho a impressão de que os interlocutores mudam. É como se o eu-lírico estivesse falando diretamente a alguém (na minha interpretação, Tarja).
    “Search for beauty, find your shore. Try to save them all, bleed no more. You have such oceans within. In the end I will always love you”

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  7. Gabrielli

    De vez em quando me pego pensando nas matérias que você escreveu enquanto ouço Nightwish. Confesso que eu conhecia umas músicas da banda mas só fui ouvir mais coisas quando soube dessa história complexa envolvendo a Tarja, comecei a prestar atenção nas letras, buscar artigos, etc. A auto-exposição do Tuomas pode ter virado uma sina pra ele, mas com certeza arrebatou muita gente. Todo mundo consegue se identificar em alguma composição com suas próprias histórias, e saber que os sentimentos por trás das letras eram reais torna tudo mais intenso (pelo menos pra mim).
    Eu tenho um pouco de dificuldade em pensar que nunca rolou nada entre eles, por mínimo fosse. Acho que em algum momento ela correspondeu de alguma forma, dando a ele motivos pra ter esperança. Uma pessoa apaixonada pode se iludir por muito tempo, mas depois de alguns meses cai na real de que não é correspondida. Essa atualização no post me deixou um pouco mais desconfiada disso…

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    • André Kaminski

      Olá Gabrielli, fico feliz que tenha gostado das matérias.

      De fato, um dos aspectos que faz uma música se tornar interessante é o fato do ouvinte perceber que há uma entrega sentimental ali. Uma coisa mais pessoal, uma alegria, frustração ou o que for que faz com que a música se torne genuína. Dá para dizermos que este lado mais pessoal dele ajudou muito sim a fazer com que a banda consiga muitos fãs até hoje.

      Eu até teorizo que ela possa ter dado alguma esperança para ele em algum momento, talvez se ele mudasse de postura. Talvez ele nunca tenha entendido isso ou não quisesse. Pelo menos até antes de Cabuli aparecer na jogada.

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