Melhores de 2015: Daniel Sicchierolli

28 de janeiro, 2016 | por Fernando Bueno
Melhores do Ano
1

Iron Maiden the Book

A missão de listar os 10 melhores do ano não é fácil, pois as listas de modo geral mudam com o tempo e por mais que eu tente acompanhar tudo o que gosto em relação à música, alguns discos bons acabam não sendo adquiridos ou sequer ouvidos. Uma coisa é certa nas minhas listas, se tem algum lançamento do Iron Maiden, ele com certeza estará presente e normalmente no topo da lista.


Iron Maiden – The Book Of Souls

Como fã (torcedor mesmo) não há como não listá-lo no topo. Um disco duplo com vários bons momentos e inspirado. Óbvio que se eu pudesse, eu mudaria uma coisa ou outra, simplificaria e editaria alguns trechos, mas no final das contas o que vale é que a banda continua produzindo material novo e sem se importar com ninguém fora eles mesmos e é isso que eles fazem desde o primeiro álbum. É um prazer escutar o disco de sua banda preferida e não sair desapontado. Só isso já é o suficiente para desbancar o resto e para contradizer quem diz que o disco é “mais do mesmo”, temos a épica “Empire of The Clouds” com piano, 18 minutos, sem refrão, narrando uma história e quando termina, dá vontade de tocá-la novamente.


Architects Of Chaos – The League Of Shadows

Uma banda com o ex-vocalista do Iron Maiden nos vocais é o suficiente para classifica-lo entre os top10? Não necessariamente, pois os ex-membros não vem lançando discos que valem a menção. Nesse caso, Dianno se juntou com uma banda boa, com uma pegada pesada e ele cantou muito, sem os excessos que vinha fazendo. Baita disco para os fãs.


Kamelot – Haven

O Kamelot lança mais um disco digno de entrar numa lista de melhores do ano. A mudança de vocalista não foi algo que impactou no resultado final e, nesse segundo disco com o novo vocal, eles matam a pau. “Melodia e peso na medida certa” é a frase pronta que se encaixa nesse contexto. Para brindar os fãs lançaram um disco numa edição especial animal com caixa de madeira, compacto, dentre outros atrativos.


Black Tora – Black Tora

O nome é ruim, mas o nome Whitesnake também é e ninguém reclama. Esse é o primeiro álbum lançado por essa banda que previamente só tinha um EP extremamente raro (que vem como bônus nessa edição). Esse lançamento, até onde sei, é exclusivo no Japão até o momento. É um disco de hard e heavy bem equilibrado com várias musicas legais que fariam qualquer um sair “cantando de imediato”, mas um clichê tosco que exemplifica bem o disco. Escute a música “Never Enough” e comprove!


Eclipse – Armageddonize

Esse aqui é para quem reclama do futuro do rock/metal em geral. Uma banda jovem com um baita disco! Hard europeu com tudo o que se tem direito, boas composições, produção excepcional e músicos acima da média. Obrigatório e o futuro tá garantido.


Nightwish – Endless Forms Most Beautiful

Não sou fã da banda de modo geral, gosto apenas de uma coisa ou outra, mas esse disco é bom do começo ao fim e a mudança de vocalista fez um bem danado para eles.


Revolution Saints – Revolution Saints

Um projeto que traz o baterista do Journey cantando (e muito) além de já detonar nas baquetas. Hard Rock classudo, cheio de musicas hollywoodianas, refrões para cantar em “uníssono” (mais um clichê), backing vocals, ou seja, tudo o que um fã desse estilo precisa. Discão!!!


Soto – Inside The Vertigo

O vocalista já clássico lança um disco com uma banda carregando seu nome e coloca uma dose extra de peso e modernidade. Vale para entrar na lista!!


Helloween – My God-Given Right

Perto do que eles vinham lançando recentemente esse disco me agradou muito, mas não o suficiente para entrar em destaque. Um bom disco que talvez com o passar do tempo cresça no conceito.


Sweet & Lynch  – Only To Rise

Minha expectativa nesse disco era alta e no final das contas acho que isso pesou contra. É um bom disco, tudo está lá, mas eu esperava mais.


Além dos 10, uma lista do que quase entrou:

Fúria Louca – On The Croup Of The Sinner pt1 e 2

Satan’s Host – Pre-Dating God Part 1 e Part 2

Ammunition – Shanghaled

Bloodbound – Stormborn

Como faço essas listas apenas com discos de studio, não inclui o CD/DVD do Viper To Live Again – Live In São Paulo, mas vale citá-lo aqui no final. Para mim o álbum Theatre of Fate é um dos melhores álbuns já lançados em todos os tempos e ouví-lo na integra com um peso extra e ainda com musicas do Soldiers of Sunrise e a “Rebel Maniac” de brinde é de arrepiar! Minha obrigação é ir vê-los tocar ao vivo, que sei lá porque não fiz na turnê e nem na festa de lançamento.



1 Comentario

  1. Fernando Bueno disse:

    Eu gosto de tudo o que o Michael Sweet participa e também fiquei muito curioso com essa parceria com o George Lynch. Gostei do disco,mas parece mesmo que faltou alguma coisa. não sei o que é. Sobre o Lynch, eu estou lendo um livro e lá diz que ele era pra ter sido o guitarrista do Ozzy quando ele tava montando a banda lá no início dos anos 80. Não sabia disso. Imagine só, o Don Dokken quase entrou no Scorpions e ele estaria no Ozzy. Não teríamos a banda Dokken.
    Fiqui curioso com o Black Tora. O Daniel já ouviu muitz zoação por causa do nome da banda…Vamos ver se é boa mesmo.

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