Cinco Discos Para Conhecer: Templos do Rock – BBC [Parte 3]

Cinco Discos Para Conhecer: Templos do Rock – BBC [Parte 3]

Por Marcello Zapelini

(N. E. como são inúmeros CDs, alguns com formações diferentes, desta feita não teremos as listas de músicas e os participantes)

Box Sets

Ao longo dos anos, diversos músicos foram “arroz de festa” na BBC, gravando diversas sessões e tendo vários shows transmitidos. Alguns desses foram convidados pelo grande sucesso, outros porque seus empresários conseguiam encaixá-los na agenda da rádio, e outros porque eram favoritos de alguns dos DJs mais famosos da rádio. No século XXI, as gravadoras começaram a explorar esse filão, oferecendo boxes contendo todo o material que conseguiam encontrar nos arquivos da BBC e, em alguns casos, gravações diretas feitas por fãs quando o original não estava mais disponível. Até onde sei, o Thin Lizzy foi a primeira a escapar do formato consagrado de 4 CDs, com uma caixa contendo 6 CDs e 1 DVD em 2011. Como se verá abaixo, boxes ainda maiores seriam lançadas para a festa dos fãs.

A tendência permanece forte, pois os últimos anos têm sido marcados por novas boxes de grande porte como as de Rory Gallagher e do Wishbone Ash, aqui resenhadas, a do Status Quo (que nunca consegui adquirir) e até mesmo o trovador folk Martin Carthy ganhou agora mesmo em 2026 uma com 20 CDs. Curiosamente, The Beatles têm material suficiente para uma box com pelo menos 10 discos, mas por enquanto tudo o que se tem são dois CDs duplos. Outras bandas importantes como The Who e Rolling Stones têm pouco material disponível.

As boxes selecionadas mesclam apresentações ao vivo com sessões de estúdio em combinações variáveis, e o critério de escolha, como sempre, foi a preferência pessoal. Foi preciso abrir algumas exceções: nunca consegui a mencionada box do Thin Lizzy (felizmente boa parte do material está sendo disponibilizado nos relançamentos da banda), e uma box que gosto muito, mas que já foi “dissecada” é a do UFO (At the BBC On Air 1974-1985), que Mairon Machado já apresentou, por isso não quis repeti-la aqui. Mas, de todo modo, ainda tem coisa bem legal para a gente discutir. Como sempre, se você sentiu falta de alguma, avise nos comentários!


FACES – At the BBC: Complete BBC Concerts and Sessions 1970-73 [2024]

A mais rock’n’roll das bandas inglesas do começo dos anos 70 recebeu um tratamento à sua altura. Contendo 8 CDs e 1 Blu-Ray de vídeo (com um show de 1972, cujo audio forma um dos CDs), a box traz todas as sessões disponíveis da turma de Rod Stewart para a Beeb entre 1970 e 1973, incluindo no quinto CD um show que não foi transmitido na época e gravações especiais de músicas de Natal para um programa especial de John Peel – um dos grandes entusiastas da banda. No todo, são mais de 4,5 horas de good old rock’n’roll, blues e soul interpretados por uma banda que sempre pareceu dar o melhor de si no palco – e sempre parecia se divertir (como quando insere “Banana Boat Song” – aquela do Beetlejuice – em “I Feel So Good”). Os seis primeiros discos trazem concertos gravados com plateia, os dois últimos, sessões feitas nos estúdios da rádio, com 85 músicas no total. Além das ótimas músicas do Faces, é preciso destacar também a interação da banda com a plateia entre as músicas, cortesia de Ronnie Lane, um figuraço que infelizmente nos deixou cedo demais; no texto da caixa, afirma-se que a banda mantinha um barman a postos do lado do palco, e inclusive servia bebidas aos membros da plateia! Com tanta coisa boa disponível, é difícil destacar algo individualmente, mas os shows dos CDs 3 (gravado em 1º de abril de 1972), 4 (26/2/72) e 6 (21/4/73) são os meus favoritos: Rod, os dois Ronnies (Lane e Wood), Ian McLagan e Kenny Jones são uma das melhores formações de rock de todos os tempos, as músicas trazem aquele deboche e desleixo típicos do Faces e o repertório é absurdo do começo ao fim, com maravilhas como a versão da banda para “Maybe I’m Amazed”, “Cut Across Shorty”, “Borstal Boys”, “It’s All Over Now’ (Mac dá um show no piano na introdução), “Love in Vain” (inferior à dos Stones, é verdade, mas ainda assim fantástica), “Memphis Tennessee (Chuck Berry deve ter ficado contente) e, claro, a monumental “Stay With Me”. A box ainda traz, espalhadas pelos vários CDs, delícias como “Country Comfort” (de Elton John), “The Stealer” (Free), “Wicked Messenger” (Dylan), “Maggie May” (gravada por Rod a solo, e aqui em versão com vocal ao vivo sobre base pré-gravada para a TV – John Peel aparecia “tocando” bandolim) e “Jealous Guy” (se podiam gravar Macca, por que não Lennon?). No começo dos anos 70, The Faces era a única banda capaz de desafiar os Stones em termos de rock’n’roll num palco, e esta box demonstra isso.


STONE THE CROWS – Live at the BBC [2021]

Esta caixinha foi lançada como dois CDs duplos em uma clamshell, sendo o primeiro dedicado a sessões feitas para programas como o de John Peel e o segundo trazendo dois concertos e um CD-bônus com gravações feitas por fãs – os originais não estavam mais disponíveis -, totalizando 39 músicas (29 diferentes são apresentadas), e cobrindo todas as formações do Stone The Crows. Destaco especialmente os registros com Jimmy Dewar e John McGinnis, uma vez que material ao vivo de boa qualidade com eles não é comum. Jimmy Dewar e Maggie Bell formaram uma das duplas vocais mais impressionantes de todos os tempos, Leslie Harvey e Jimmy McCulloch mostram sua excelência como guitarristas (em especial o primeiro, cuja habilidade como intérprete de blues sempre foi meio subestimada), John McGinnis e Ronnie Leahy são ótimos tecladistas de blues e rhythm and blues, Steve Thompson era um baixista seguro e talentoso, e Collin Allen é perfeito para o som do grupo (Thompson e Allen foram membros dos Bluesbreakers de John Mayall junto com Mick Taylor). “Freedom Road”, “Let it Down”, “Palace of the King” e a tradicional “Ioanian Highland Lilt” (Maggie arregaçando o vocal numa música folclórica escocesa – não dá para ficar melhor) não estão nos discos de estúdio do grupo e agregam bons momentos ao infelizmente pequeno catálogo dessa grande banda de vida curta e muito azar. Destaques: a linda “The Touch of Your Loving Hand”, as hardeiras “Big Jim Salter” e “On the Highway”, a maravilhosa versão para “Don’t Think Twice, It’s Alright” (de Bob Dylan), transformada em uma arrepiante balada soul e duas partes da suíte “I Saw America”, que ocupava o lado B inteirinho do primeiro LP. O material que compõe esta box set foi disponibilizado inicialmente nos anos 90 em dois CDs da Strange Fruit (e depois num CD duplo da Angel Air, mas não sei se este é oficial – o selo é meio mequetrefe nesse aspecto), mas essa versão da gravadora alemã Repertoire Records é a melhor opção por trazer todas as gravações num só álbum (incluindo informações completas sobre as gravações, com datas, formações e programas em que foram transmitidas) e pelo bom texto de Chris Welch sobre a banda. Mas que ela ficaria muito mais bonita em mediabook, isso ela ficaria…


GENESIS – BBC Broadcasts [2023]

Majoritariamente extraída de shows, com algumas poucas sessões de estúdio, a box de 5 CDs dedicada ao Genesis é boa – mas podia ter sido melhor. A produção tentou evitar ao máximo repetições de músicas, mas qualquer fã do grupo vai dizer que preferiria ter acesso aos shows completos. Se Rory era mal servido de gravações da BBC, o Genesis sofria a desonra de não ter sequer um disco oficial gravado nela! Cobrindo os anos de 1970 (ainda com Anthony Philllips e John Mayhew) até 1998 (com Ray Wilson no lugar de Phil Collins), a box fornece uma visão de conjunto sobre a carreira do grupo. Cada CD possui uma capa individual, a caixa tem um fitilho para facilitar a retirada dos discos e um livreto com fotos e textos sobre as sessões e concertos aqui registrados. Um fã do Genesis prog vai preferir o primeiro CD, com as gravações que trazem Peter Gabriel, mas minha escolha pessoal vai para os CDs 2 e 3, em que o show do grupo no Lyceum em 7 de maio de 1980 durante a turnê de Duke é apresentado na íntegra (a BBC infelizmente editou o papo de Phil Collins com a plateia entre as músicas, mas todo o setlist está na caixa). Infelizmente, o In Concert de 1972 com Peter e Steve Hackett é representado por apenas duas músicas, o triunfo da banda em Knebworth em 1978 se resume a cinco (mas que quinteto: “Squonk”, “Burning Rope”, “Dance on a Volcano”, “Drum Duet” e “Los Endos”) e outro show bastante famoso e muito procurado em disco pirata, o de Wembley em 1987, emplaca dez músicas. A volta da banda ao festival de Knebworth em 1992 preenche todo o CD5 com seis músicas, quase todas de We Can’t Dance. E Ray Wilson emplaca duas músicas no final do CD4. Ou seja, apenas a formação de quarteto que circulou entre 1976 e 77 (Banks, Collins, Hackett e Rutherford) está ausente – mas, como Michael Hann observa no texto do livreto, o Genesis gravou relativamente pouco para a BBC, então, é bem possível que não haja nenhum registro disponível do período. Meus destaques são as ótimas “Stagnation”, “The Musical Box” (em versão soberba) e “Get’Em Out by Friday” no CD 1 (que se encerra com o bis do show de Wembley na turnê de The Lamb…, “Watcher of the Skies”), a sequência de Duke (“Behind the Lines” a “Duke’s End”) no show do Lyceum (que ainda traz uma rara “The Knife” com Phil no vocal), “Burning Rope” (melhor música de And Then There Were Three…) em Knebworth ‘78, o grupo viajando em “Home by the Sea”/”Second Home by the Sea” em Wembley ‘87 e a subestimada “Driving the Last Spike” (uma letra inesperadamente profunda de Phil Collins) no último disco (Knebworth ‘92). Em suma, BBC Broadcasts traz várias raridades, é visualmente atraente e, embora a qualidade sonora varie bastante, nunca fica exatamente ruim, mas os fãs do Genesis mereciam mais música. No entanto, a caixa sempre esteve disponível a um preço surpreendentemente baixo para algo dessas dimensões, e vale muito o investimento.


WISHBONE ASH – At the BBC 1970-1988 [2025]

O Wishbone Ash já tinha dois discos da BBC: o show do Paris Theatre em maio de 72 lançado em 1991 como BBC Radio 1 Live in Concert, e uma compilação de gravações feitas entre 1971 e 72, com duas bônus de 1977, intitulada Live at the BBC (1995). Essa box set traz todo o material sobrevivente do Wishbone Ash na BBC em 11 CDs e 1 DVD de vídeo e abrange praticamente toda a carreira inicial da banda, incluindo o período em que Trevor Bolder e Mervyn “Spam” Spence andaram por lá, chegando a um show da época do retorno do quarteto original em 1988. O livreto traz depoimentos dos músicos, uma sessionografia completa na BBC (inclusive os setlists dos shows), muitas fotos, notas sobre cada música apresentada, enfim, tudo o que você precisa para desfrutar a experiência. A primeira formação aparece nos três primeiros CDs (Martin Turner, Steve Upton, Andy Powell e Ted Turner), a segunda (com Laurie Wisefield no lugar de Ted), nos cinco discos seguintes. Depois temos a formação com Steve, Andy, Laurie e Trevor Bolder em um CD e meio (discos 9 e 10), e, em metade do 10, Mervym Spence no lugar de Bolder. A formação original volta para um belo In Concert gravado no Hammersmith Odeon em 1988. O DVD traz múltiplos takes para “Vas Dis” e “Jail Bait” em 1971, continua com duas músicas de 1977 (que eram bônus no álbum de 1995) e conclui com duas gravações em 1980. Tirando o primeiro disco (e as quatro músicas que trazem a formação com Spence em 1985 no CD 10), todos os outros foram extraídos de shows, e os de 1978 e 1981 estão quase completos, ao passo que os de 1972 (lançado em 1991), 1977, 1980 e 1988, embora extensos, faltam algumas coisas (aliás, o show no Glasgow Apollo em outubro de 77 foi lançado em CD individual com músicas que não foram transmitidas – mas não inclui “Bad Weather Blues”). No total, 109 músicas, 78 das quais inéditas em disco, e muitas versões de “Blowin’ Free” e “The King Will Come” para o fã escolher – afinal, são 50 músicas diferentes apresentadas. Destaques são muitos: a versão de “Where Were You Tomorrow” dá um show na de Pilgrimage, os shows de 1972 e o de 1974 são sensacionais, o de 1981 representa uma oportunidade de ouvir a banda com Trevor Bolder (e, em algumas músicas, Claire Hammill), apesar da qualidade sonora um pouco abafada, e o de 1988 mostra que os anos não tinham diminuído a interação entre Ted e Andy. “Come in From the Rain” e “Mother of Pearl”, duas das minhas músicas favoritas da fase com Laurie, aparecem menos do que eu gostaria, mas sempre em boas versões, a versão de “Doctor” que abre os shows de 1980 é fantástica, e “F.U.B.B.” é sempre uma delícia de ouvir. Dizer que um fã do Wishbone Ash precisa ter essa coleção é chover no molhado, mas arrisco afirmar que ela é válida inclusive para os fãs ocasionais por conta da abrangência.


RORY GALLAGHER – The BBC Collection [2024]

Rory Gallagher era um cara que vivia para tocar, ponto final. Não é à toa que seus discos ao vivo tendem a ser os melhores na sua discografia, e essa box colossal é uma prova. A BBC foi importantíssima para a carreira de Rory, que era figurinha carimbada na rádio, mas até esse lançamento o único álbum disponível era um CD duplo com um disco contendo sessões de estúdio e um com material ao vivo, cobrindo basicamente o período 1971-79 (uma música de 1986). A nova coleção corrige a injustiça com 18 CDs e 2 Blu-Rays de vídeo (um CD duplo intitulado The Best of Rory Gallagher at the BBC com um disco de estúdio e outro com um show de 1979 também foi disponibilizado) que incluem 3 CDs com sessões de estúdio entre 1971 e 1986 e 14 com shows entre 1971 e 1984. O pacote se completa com um CD trazendo o especial da rádio “The Rory Gallagher Story”, gravado em 2005 e narrado por Gary Moore. Os dois Blu-Rays incluem entrevistas e apresentações entre 1973 e 1985. Nos CDs, 155 músicas, nos BDs, 34, quase todas disponíveis também em áudio. A excelência de Rory, um showman completo e um guitarrista fenomenal, transparece nas gravações ao vivo, e ainda que as dos anos 80 mostrem que ele estava perdendo um pouco de gás, ainda assim trazem um músico excepcional tirando leite de pedra para entregar um bom show para as plateias. Dentre as sessões de estúdio, chamo a atenção para duas gravações acústicas de 1984, dois duetos de violão com Juan Martín; uma linda “Million Miles Away” em 1973, ainda não tão monumental quanto a de Irish Tour ‘74, mas chegando perto, e “Sinner Boy”, uma das poucas músicas que Rory levou do Taste para sua carreira solo em 1971. Os shows no Paris Theatre em 1972-73 também são acima da média, e o registrado para o programa In Concert em 1974 é de ouvir ajoelhado. Mas para mim, os dois melhores shows são posteriores a esse período usualmente considerado o auge do irlandês: a apresentação no festival de Reading de 1980 (o mesmo que consagrou Gillan), dividida em dois discos, mostra Rory endiabrado e estendendo “Shadow Play” e “Bullfrog Blues” para mais de 13 minutos cada uma, e o In Concert de setembro de 1979 (escolhido para ser o CD2 da versão em álbum duplo) mostra a face mais hard rock de Rory, que vinha nessa época diminuindo os solos nos shows por causa do punk rock – e se destaca também pelo repertório cheio de músicas pouco comuns. Francamente? Uma das coisas que mais me incomodam é ver pessoas que aparentemente entendem de rock colocarem Slash (claro que é um bom guitarrista, mas longe de ser tudo isso) nas listas de “melhores de todos os tempos” e esquecerem de Rory Gallagher. Esta box – ou pelo menos sua versão diet em CD duplo – é uma boa forma de corrigir essa injustiça.


Bonus Track
FAIRPORT CONVENTION – Live at the BBC [2007]

Escolhi essa box como bônus porque ela é composta quase que inteiramente por gravações feitas nos estúdios da BBC, diferentemente das anteriores, que trazem registros de shows além das sessões. O pacote (em mediabook) inclui um CD inteiro com músicas “perdidas” (ou seja, a BBC não possuía mais as fitas originais), que os produtores obtiveram junto a fãs que tinham feito gravações caseiras. O Fairport já tinha um álbum de BBC sessions (Heyday), que foi muito elogiado no seu lançamento, mas continha gravações feitas entre 1968 e 69; a box set cobre um período bem mais longo, pois vai até 1974, abrangendo a segunda passagem de Sandy Denny pela banda. O álbum é simplesmente imperdível para os fãs do Fairport Convention, pois inclui gravações de todas as fases do grupo até 74, várias delas covers inéditas nos discos originais (especialmente importantes no caso da primeira cantora, Judy Dyble, cuja passagem se resumiu ao disco de estreia em 1968) e, como algumas das formações do grupo não duraram muito, as sessões da BBC estão entre os poucos registros da passagem de alguns músicos pelo Fairport. Os destaques incluem as lindas “Fotheringay” (com vocal arrepiante de Sandy), diferentes versões para “Tam Lin”, Dave Swarbrick dando um show em “The Deserter”, várias composições de Joni Mitchell e Bob Dylan, Richard Thompson encarnando Frank Sinatra numa versão do tipo “adivinhe quem é” para “The Lady is a Tramp”, clássico do Ol’ Blue Eyes, e duas das minhas músicas favoritas da banda: “Poor Will and the Jolly Hangman” (o bandolim de Swarbrick sempre me corta o coração, mas o vocal e a guitarra solo de Thompson conseguem ser ainda melhores) e a maravilhosa “Meet on the Ledge”, simplesmente uma das baladas mais lindas que ouvi em toda a minha vida.

Um comentário em “Cinco Discos Para Conhecer: Templos do Rock – BBC [Parte 3]”

  1. Por causa da abundância de opções, as duas primeiras partes dedicadas à BBC foram difíceis de selecionar. Esta teve como grande dificuldade a disponibilidade do material; algumas boxes importantes foram lançadas em quantidade limitada e outras são bem complicadas de obter (a edição em 4 CDs das BBC sessions do Yardbirds é algo que até hoje não consegui a um preço aceitável). E no caso da box do Thin Lizzy, boa parte do material lançado está disponível em outros lançamentos do grupo – mas achei que não faria justiça à box se a comentasse a partir do streaming ou do que está “picado” nos relançamentos e boxes recentes.

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