Cinco Discos Para Conhecer: Templos do Rock – Montreux

Cinco Discos Para Conhecer: Templos do Rock – Montreux

Por Marcello Zapelini

Aqui estamos falando de uma cidade que se tornou um templo não só do rock, mas de vários estilos musicais. O festival de jazz de Montreux começou a ser realizado no final dos anos 60, organizado por Claude Nobs. A primeira edição ocorreu em 1967, no famoso Cassino de Montreux, e apenas artistas de jazz se apresentaram (com destaque para Keith Jarrett e Jack DeJohnette), mas já em 1969 o festival começava a incluir músicos de outros gêneros: Colosseum e Ten Years After se apresentaram naquela edição, inaugurando uma longa lista de rockers que fariam shows ao longo das décadas seguintes. Nos anos 70, músicos e bandas brasileiras começaram a se apresentar lá, a ponto de haver uma Brazilian Night nas décadas seguintes.

Claude Nobs

Dessa forma, o festival de Montreux se tornou famoso pela variedade dos shows, e passou a ocorrer num centro de convenções local, o Montreux Convention Centre, embora vários locais – e até barcos no lago! – hospedem apresentações durante o festival. Ao longo de todos esses anos, mais de 1300 artistas diferentes participaram do festival, e o “arroz de festa” é Herbie Hancock, com 27 shows; no blues, o mais assíduo foi o rei B. B. King, que participou de 21 edições; entre os shows de rock, Van Morrison foi o que mais apareceu, 18 vezes no total. E o número de álbuns ao vivo gravados ultrapassa a casa do milhar – especialmente porque grandes selos de jazz, como o Pablo, organizavam verdadeiras “caravanas” de apresentações, levando vários de seus contratados para shows individuais e em conjunto.

Para esta seção, procurei trazer variedade: o jazz é homenageado com a apresentação do mestre Miles Davis com Quincy Jones regendo a orquestra em 1991 e com a mistura de Les McCann & Eddie Harris. Por outro lado, o Rockpile representa o rock tradicional transplantado para a década de 1980 (com toques do pub rock do começo dos anos 70), Stevie Ray Vaughan representa o blues, que sempre fez parte do festival (em dois momentos diferentes) e o Soft Machine traz seu blend de prog e jazz-fusion. O grande problema é que faltou tanta coisa boa que uma segunda parte seria ótima (e fica o desafio para os consultores que entendem mais de música brasileira que eu: que tal uma Brazil in Montreux?), inclusive porque muita coisa só saiu em bootlegs. Aí você pergunta: e o good ol’ rock’n’roll, onde fica? Dê uma olhada na próxima edição deste Cinco Discos.


LES McCANN & EDDIE HARRIS – Swiss Movement [1969]

Les McCann estava em Montreux para se apresentar com seu trio (além do pianista, temos Leroy Vinnegar no baixo e Donald Dean na bateria); Eddie Harris e seu quarteto faziam parte da programação de outra noite. E no dia 21, não havia ninguém para tapar um buraco pela ausência de um dos grupos que iria se apresentar. O produtor Joel Dorn decidiu juntar o saxofonista Harris ao trio de McCann, e ainda colocaram Benny Bailey (que vivia desde 1953 em Lausanne) no trompete. O detalhe: os cinco nunca tinham tocado juntos, Harris e Bailey nem mesmo sabiam quais músicas seriam apresentadas! O resultado? Este disco que foi um sucesso inesperado, puxado por um single com uma versão editada de “Compared to What”. O pianista assume o vocal nessa música e arma a base para Harris e Bailey improvisarem seus solos, em um funk jazz gravado por McCann em 1966. A bluesy “Cold Duck Time” foi improvisada a partir de uma melodia criada por Harris para o bis, e posicionada como a segunda música do LP original. Bailey, McCann e Harris têm, cada um, seu solo na música, com o trompetista se estendendo por mais tempo. Três composições de McCann, “Kathleen’s Theme”, “You Got in Your Soulness” e “The Generation Gap”, completam o programa original: a primeira é quase uma balada, em que Harris é o grande destaque e Bailey não participa; “…Soulness” é outro funk-jazz baseado num blues de 12 compassos, e mais uma vez os três (Harris, Bailey e McCann) fazem belos solos ao longo da música; “The Generation Gap” é um exercício em jazz modal introduzido por McCann, mas dominado por Harris e Bailey; por fim, a reedição em CD trouxe “Kaftan”, do baixista Vinnegar, como bonus track. Swiss Movement vendeu muito bem em 1969 e 70, e McCann e Harris começaram a se apresentar juntos – mas só gravariam mais um LP em parceria. Tudo bem; naquela noite de verão em Montreux a dupla acidental registraria um álbum memorável.

Les McCann (piano, vocais), Eddie Harris (saxofone), Leroy Vinnegar (baixo), Donald Dean (bateria) e Benny Bailey (trompete)

  1. Compared To What
  2. Cold Duck Time
  3. Kathleen’s Theme
  4. You Got It In Your Soulness
  5. The Generation Gap

SOFT MACHINE – Switzerland 1974 [2015]

Este combo CD-DVD traz o Soft Machine numa de suas incontáveis formações diferentes, aqui com Mike Ratledge (teclados, único sobrevivente do original), Karl Jenkins (sax soprano, oboé e teclados), John Marshall (bateria), Roy Babbington (baixo) e Allan Holdsworth (guitarra), em uma apresentação que promovia o excelente álbum Bundles; esse disco é reproduzido na íntegra durante o show e, pessoalmente, considero as versões deste Switzerland 1974 superiores às de estúdio, com a banda sendo energizada pela presença no palco. “Hazard Profile”, com seus quase 17 minutos, abre os trabalhos com o riff de Holdsworth, a bateria pesada e bem trabalhada de Marshall e o belo interlúdio de Jenkins ao piano acústico. Cada músico tem seu momento de brilho (Babbington dá um show particular no baixo de 6 cordas em “Ealing Comedy”). “Lefty” é um improviso do grupo no melhor estilo dos que o King Crimson fazia entre 1973-74. “Peff” traz Jenkins no oboé, um instrumento um tanto incomum no rock (acho que o único outro músico que o usa com frequência é Andy Mackay, do Roxy Music), o solo de Marshall em “LBO” é, como sempre, impressionante; por fim, “Riff II”, do álbum Six, e “Penny Hitch”, de Seven mostram que o novo Soft Machine podia revisitar o passado sem dificuldades. É interessante destacar que a banda vinha de um longo período sem um guitarrista em sua formação, e o fato de contarem com Allan Holdsworth deve ter surpreendido quem os acompanhava. O DVD é bem interessante para quem quer ter uma ideia de como era um show do Soft Machine na metade da década de 70: musicalidade impressionante, muitos solos, e praticamente nada de produção.

Allan Holdsworth (guitarra, vocais), Karl Jenkins (piano elétrico, piano, saxofone, oboé), Mike Ratledge (piano elétrico, órgão, sintetizador), Roy Babbington (baixo), John Marshall (bateria, percussão)

  1. Hazard Profile
  2. The Floating World
  3. Ealing Comedy
  4. Bundles
  5. Land Of The Bag Snake
  6. Joint
  7. The Man Who Waved At Trains
  8. Peff
  9. The Man Who Waved At Trains (Reprise)
  10. LBO
  11. Riff II
  12. Lefty (Collective Improvisation)
  13. Penny Hitch (Coda)

ROCKPILE – Live at Montreux 1980 [2011]

A banda de Dave Edmunds (guitarra, vocal) e Nick Lowe (baixo, vocal) – completada por Billy Bremner (guitarra, vocal) e Terry Williams (bateria) – se juntou em 1975, mas só lançou um disco de estúdio (Seconds of Pleasure) em 1980, atuando entre 1975 e 1979 como grupo de apoio em discos solo de Edmunds e Lowe. Sua participação no festival de Montreux em 1980 rendeu este ótimo disco ao vivo, que mistura rockabilly, power pop e rock’n’roll dos anos 50 e 60. O repertório mescla clássicos do rock, composições originais, algumas versões para músicas menos conhecidas e material de músicos mais recentes como Elvis Costello e Graham Parker. As guitarras de Edmunds e Bremner se entrelaçam numa sintonia impressionante, o baixo de Bremner é um destaque permanente e, claro, há a ótima bateria do excelente Williams, que a maioria das pessoas só conhece por ser o cara das baquetas do Dire Straits em Alchemy (e seu desempenho em “Sultans of Swing” rivaliza com o de Mark Knopfler, na minha opinião). É difícil destacar alguma música, porque o álbum é bastante homogêneo e mantém um alto nível do começo ao fim, mas gosto muito de “So It Goes”, a versão para “Let it Rock”, “Teacher Teacher”, “Ju Ju Man”, “They Called it Rock” (composição de Bremner, Edmunds e Lowe) e o bis com “Let’s Talk About Us”. Numa época em que o som nas paradas cada vez mais se apoiava na eletrônica e nos sintetizadores, o Rockpile fazia rock’n’roll descompromissado e divertido, baseado nas guitarras, baixo e bateria. Pensando bem, para que mais?

Dave Edmunds (guitarra, vocal), Nick Lowe (baixo, vocal), Billy Bremner (guitarra, vocal), Terry Williams (bateria)

  1. Sweet Little Lisa
  2. So It Goes
  3. I Knew The Bride
  4. Queen Of Hearts
  5. Switchboard Susan
  6. Trouble Boys
  7. Teacher Teacher
  8. Girls Talk
  9. 3 Time Loser
  10. You Ain’t Nothin’ But Fine
  11. Crawling From The Wreckage
  12. Let It Rock
  13. I Hear You Knocking
  14. They Called It Rock
  15. Ju Ju Man
  16. Let’s Talk About Us

STEVIE RAY VAUGHAN & DOUBLE TROUBLE – Live at Montreux 1982 & 1985 [2001]

Stevie foi o primeiro artista que ouvi gravado no festival, pois uma versão (sensacional, aliás) de “Texas Flood” apareceu na compilação Atlantic Blues: Guitar. Duas apresentações do mestre texano são incluídas no pacote: a primeira traz um artista desconhecido que acaba sendo hostilizado pelo público suíço (mas cujo desempenho fez David Bowie, que assistia o show, contratá-lo para gravar Let’s Dance), e a segunda já traz um astro recebido com o respeito que lhe era devido. SRV, “Whipper” Layton e Tommy Shannon começam o primeiro show com um medley instrumental de “Hide Away” e “Rude Mood”, e depois engata “Pride and Joy”, “Texas Flood” e “Love Struck Baby”, que seria o bastante para levar a plateia à loucura – se ele não fosse um desconhecido do público. O show de 1982 inclui “Dirty Pool”, “Give me Back my Wig” e “Collins Shuffle”, que não mudam o humor do público, e Vaughan deixou o palco destroçado pela má reação de uma plateia que não admitia um texano branco, tatuado, com chapéu e botas de cowboy fazendo o único show elétrico da noite. No show de 1985, o guitarrista Johnny Copeland se junta ao agora quarteto Double Trouble para uma “Tin Pan Alley” arrasadora. Várias músicas foram incluídas no único disco ao vivo que SRV lançou em vida, Live Alive, e os destaques incluem excelentes versões para “Scuttle Buttin’”, “Mary Had a Little Lamb”, o blues de cortar os pulsos “Ain’t Gone N’Give Up On Love”, a hendrixiana “Couldn’t Stand the Weather” – e, claro, a homenagem ao mestre em “Voodoo Child (Slight Return)” – e a bela “Life Without You”.

Stevie Ray Vaughan (guitarra, vocais), Chris “Whipper” Layton (bateria), Tommy Shannon (baixo), Johnny Copeland (guitarras, 1985)

CD 1 July 17, 1982
1. Hide Away
2. Rude Mood
3. Pride And Joy
4. Texas Flood
5. Love Struck Baby
6. Dirty Pool
7. Give Me Back My Wig
8. Collins Shuffle

CD 2 July 15, 1985
9. Scuttle Buttin’
10. Say What!
11. Ain’t Gone N’ Give Up On Love
12. Pride And Joy
13. Mary Had A Little Lamb
14. Tin Pan Alley (AKA Roughest Place In Town)
15. Voodoo Child (Slight Return)
16. Texas Flood
17. Life Without You
18. Gone Home
19. Couldn’t Stand The Weather


MILES DAVIS & QUINCY JONES – Live at Montreux (1993)

Miles é provavelmente o artista com mais discos ao vivo oficiais gravados em Montreux, pois uma box set de 2002 traz todos os seus shows no local (e foram 9 participações no festival, com 11 shows no total). Mas este é duplamente especial para mim: primeiro, porque foi sua última apresentação em Montreux (Miles morreu de pneumonia menos de três meses depois); segundo, porque é o único que consegui adquirir o CD (a box de 20 CDs hoje vale uma fortuna no mercado de usados). Este show específico celebra os arranjos de Gil Evans para Miles, e Quincy rege a Gil Evans Orchestra, aumentada com a George Gruntz Concert Jazz Band; além do próprio Miles, os solistas são o trompetista Wallace Rooney e o saxofonista Kenny Garrett. Miles e Quincy revisitam a primeira parceria entre Evans e Davis, “Boplicity”, do lendário The Birth of Cool, interpretam músicas dos álbuns Miles Ahead e Porgy and Bess, e no final, duas músicas de Sketches of Spain, cobrindo dessa forma praticamente toda a produção dos dois gênios. Miles gostou tanto do estilo de Rooney que dividiu o spotlight com o jovem trompetista e, ao final do concerto, presenteou-o com seu trompete vermelho feito sob encomenda. O show é simplesmente sublime, e os músicos de apoio reproduzem fielmente os arranjos elegantes de Evans. Meus destaques são “Boplicity”, “Maids of Cadiz”, “The Duke”, “Summertime” e o encerramento com “Solea”, momentos em que a genialidade de Miles, Gil e Quincy afloram ainda mais do que no resto. Miles toca parte do show com a surdina, mas gosto mais quando ele retira: o timbre aveludado de seu trompete acaricia seus ouvidos e seu cérebro.

Miles Davis (trompete), Quincy Jones (regente)
The Gil Evans Orchestra
The George Gruntz Concert Jazz Band

  1. Introduction By Claude Nobs And Quincy Jones
  2. Boplicity
  3. Introduction To Miles Ahead Medley
  4. Springsville
  5. Maids Of Cadiz
  6. The Duke
  7. My Ship
  8. Miles Ahead
  9. Blues For Pablo
  10. Introduction To Porgy And Bess Medley
  11. Orgone
  12. Gone, Gone, Gone
  13. Summertime
  14. Here Come De Honey Man
  15. The Pan Piper
  16. Solea

7 comentários sobre “Cinco Discos Para Conhecer: Templos do Rock – Montreux

  1. Cada Templos do Rock traz dificuldades para selecionar os discos a resenhar, mas Montreux foi o mais difícil: tem muita coisa legal gravada lá! Se o pessoal comentar, espero que venham mais sugestões!!

  2. Marcello, quando você cita que o número de discos ao vivo gravados no festival de Montreux passa do milhar, não me causa admiração olhar a minha coleção e ver vários discos gravados lá. Inclusive três (ao menos) de Deep Purple, a banda que, para mim, colocou a cidade suíça no “radar” através da letra de “Smoke On The Water”.

    Quanto ao “Brazil in Montreux” que você sugere, os primeiros discos que me vêm à mente são os (para mim, excelentes) D e Go Back dos Paralamas e Titãs, respectivamente. A Cor do Som, Gilberto Gil e Pepeu Gomes também tem discos gravados lá, mas aí fogem um pouco do meu gosto pessoal, e existe um disco da Elis registrado na cidade, mas lançado após a morte da cantora (e, ao que li, colocado no mercado pela gravadora contra vontade da artista expressa ainda em vida, logicamente).

    De bandas internacionais, tenho um DVD do Santana gravado no local em 2004 que foge bastante das “latinices” mais tradicionais da banda do guitarrista, e é mais focado em covers do que no próprio repertório dele. Coisa fina de ouvir e assistir. O do Jethro Tull gravado lá em 2003 é outra excelente pedida, e o do Yes registrado no mesmo ano é algo espetacular.

    Enfim, como cantava a Mark III do Deep Purple, “they all came out to Montreux”, e todos ouvimos boa música vinda de lá! Bela lembrança, meu caro! (Ah, e não comentei nada sobre os escolhidos porque acredito que nunca ouvi nenhum deles. Vou esperar a próxima edição para ver se tenho mais “sorte”, hehehehe!)

    1. Obrigado pelo comentário, Micael! Deep Purple vai dar as caras na parte II, e espero que algum dos consultores possa fazer a parte III com os artistas brasileiros, porque essa não é a minha praia!! Mas o “Go Back” eu tinha em vinil da época, com encarte cheio de fotos dos caras fazendo turismo, era muito legal mesmo. O Jethro Tull é muito bom mesmo – e não me lembrei dele nem na pré-seleção (falha nossa). O do Yes também é muito legal, mas como eu preferia o “Songs from Tsongas” da mesma turnê, acabei não cogitando. Outros discos sensacionais são os do Gary Moore (5 shows diferentes), do Santana com John McLaughlin (impressionante), do Dr. John, do Marvin Gaye… Já que você não conhece os discos resenhados aqui, fica a recomendação de ir atrás pelo menos daquele do SRV, que é estupendo.
      E você tocou num aspecto interessante ao mencionar o DVD do Santana: tem muita coisa boa em vídeo disponível (o do Rory Gallagher, em dois DVDs, é fantástico também) que merecia um comentário também.

  3. Somente discoes aqui, sendo meu preferido com certeza o do stevie ray vaughan

    Senti falta do Yes em Montreux, mas vi que o Marcello quis sair da obviedade (Santana em Montreux tb eh outro belo disco)

    Quanto aos brazucas por la, ja estou afiando as facas para fazer a materia (sera que com bonus??)

    Baita serie Marcello

    1. Valeu, Mairon! Vou ficar no aguardo do Brazil in Montreux. Quanto ao Yes, acho que tenho que ouvir o disco novamente, depois das duas recomendações aqui!! E o SRV… toda vez que ouço o disco fico pensando que azar do cara ter entrado naquele maldito helicóptero!

  4. Sobre os shows de Montreaux, tive alguns DVDs.
    “Santana – Hyms For Peace”, gravado em julho de 2004, traz a banda e diversos convidados: John McLaughlin, Herbie Hancock, Wayne Shorter, Chick Corea, Steve Winwood, Nile Rodgers etc. Apesar da quantidade de monstros sagrados reunidos, o show é meio chato. Porque o Santana (e eu amo Santana, meu primeiro herói da guitarra), com o passar dos anos, foi se tornando chato, muito “give peace a chance”, sem a energia vulcânica d’antanho. Muito fofo, muito reverente.
    “Carlos Santana Presents Blues at Montreaux 2004”. Aqui, Santana é o mestre de cerimônias, que apresenta os shows de Buddy Guy, Clarence “Gatemouth” Brown e Bobby Parker, mas sempre dá uma palhinha em cada show. Pelo clima mais tranquilo, os músicos despejam vários clássicos do blues. São quatro horas de música da maior qualidade.
    “Bonnie Raitt – Live at Montreaux 1977”. Show bastante divertido dessa boa cantora e guitarrista. Comprei em um sebo, por curiosidade, e gostei bastante do que ouvi.
    “Rory Gallagher – Live at Montreaux – The Definitive Montreaux Collection”. Reúne trechos de cinco shows desse frequentador assíduo de Montreaux: 1975, 1977, 1979, 1985 e 1994. O maior guitarrista irlandês de todos os tempos era um monstro do palco, ou seja, seus shows costumavam ser de alta combustão (o de 1979, então… Rory parecia loucaço!). Rory desfila vários de seus clássicos em ótimas e enérgicas versões: “Cradle rock”, “Tattoo’d lady”, “Laundromat”, “A million miles away”, “Do you read me”, “Calling card”, “Shin kicker”, “Too much alcohol”, “Shadow play”, “Moonchild”, “Philby”, “I wonder who”, “I could have had religion”, “Off the handle”… Rory Gallagher foi uma descoberta tardia, mas, quanto mais o ouço, mais eu gosto.

    1. Esses dois DVDs do Santana são bem legais, especialmente o de 2004 com os bluesmen, mas o do Rory Gallagher é de outro planeta, um dos melhores DVDs de shows que vi, cujo único senão é não trazer os shows completos. Esse da Bonnie Raitt eu nunca tinha ouvido falar, vou atrás para conferir – até porque não conheço muita coisa do trabalho dela – e, ainda por cima, a mulher é fera na slide guitar, então imagino que seja coisa boa! Obrigado pelo comentário e pelas sugestões, Francisco!

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