Por Daniel Benedetti

Frank Carter & The Rattlesnakes é uma banda inglesa de rock, formada em 2015, pelo ex-vocalista do Gallows e do Pure Love, Frank Carter.

O grupo lançou um EP, em maio de 2015, chamado Rotten, e seu álbum de estreia Blossom, em agosto daquele mesmo ano. O segundo álbum de estúdio, intitulado Modern Ruin, seria lançado em janeiro de 2017. Tanto Blossom quanto Modern Ruin tiveram bons impactos em termos da principal parada britânica de discos.

O terceiro álbum de estúdio do conjunto, denominado End of Suffering, foi lançado em 3 de maio de 2019, pelo selo International Death Cult e com produção de Cam Blackwood.

O disco é aberto com “Why a Butterfly Can’t Love a Spider”, um rock cadenciado e atmosférico e que conta com ótimos vocais de Carter. A pesada “Tyrant Lizard King” possui uma pegada mais alternativa, com suas possibilidades ainda aumentadas pela participação especial do ótimo guitarrista Tom Morello. “Heartbreaker” tem a seção rítmica flertando com o punk rock em diferentes momentos e um refrão bem pegajoso, no melhor sentido do termo. O baixo, de Tom ‘Tank’ Barclay, é o elemento mais distintivo em “Crowbar”, sendo responsável pelo bem-vindo groove da composição.

A guitarra de Dean Richardson está mais pesada e mais distorcida em “Love Games” e os vocais de Carter se encaixam muito bem com a sonoridade mais cadenciada da canção. “Anxiety” é mais calma e contemplativa, demonstrando uma melodia mais simples, mesmo assim, envolvente. “Angel Wings” se apresenta com vocais mais sutis de Carter, quase como uma declamação, mas, simultaneamente, com um aspecto sombrio. Esta característica soturna continua muito significativa no início de “Supervillain”, mas que se deságua em um rock simples.

“Latex Dreams” possui uma batida curiosa e a guitarra de Richardson mais afiada, fato que a torna mais interessante. Já em “Kitty Sucker”, a influência Punk Rock é bem mais explícita. Há um ar modernoso, embora criativo, em “Little Devil”, com a guitarra caprichando na distorção, especialmente no refrão. Para encerrar o trabalho, a faixa-título, “End of Suffering”, uma música de atmosfera melancólica, com um piano triste e abafado, além das vozes da filha de Carter.

Liricamente, embora não seja conceitual, muitas das canções possuem uma temática existencial, mais com perguntas que respostas, especialmente em faixas como “Love Games”, “Anxiety” e “End of Suffering”.

O disco End of Suffering atingiu a ótima 4ª posição da principal parada britânica desta natureza. Fãs dos trabalhos anteriores de Carter não devem ouvi-lo procurando a sonoridade do Gallows, a pegada aqui é outra: mais voltada ao alternativo, ainda que também no Rock. No entanto, é um álbum denso, mas com uma inegável atmosfera de iluminação.

Formação:

Frank Carter & the Ratllesnakes

Frank Carter – vocal

Dean Richardson – guitarras

Tom ‘Tank’ Barclay – baixo

Gareth Grover – bateria

Músico Convidado:

Tom Morello – guitarra em “Tyrant Lizard King”

Faixas:

  1. Why a Butterfly Can’t Love a Spider
  2. Tyrant Lizard King
  3. Heartbreaker
  4. Crowbar
  5. Love Games
  6. Anxiety
  7. Angel Wings
  8. Supervillain
  9. Latex Dreams
  10. Kitty Sucker
  11. Little Devil
  12. End of Suffering

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