Por Diogo Bizotto

Assim como o blues e o rhythm ‘n’ blues, a música country norte-americana está na essência do rock ‘n’ roll. Analisando em retrospecto, não é de se surpreender que uma importante leva de músicos, concentrada em sua maioria na região de Los Angeles (Califórnia), resolveu olhar com mais carinho para o estilo e trouxe alguns de seus elementos para a efervescente cena musical de meados e do fim dos anos 1960. É muito difícil precisar o marco zero do country rock, uma vez que, anos antes, a música pop e o country já conversavam entre si, mesmo que de maneira mais sutil. Das harmonias vocais da dupla The Everly Brothers – cujos maiores sucessos floresceram entre o fim dos anos 1950 e o início da década seguinte – até o estilo fora-da-lei de Johnny Cash, um grande cruzador de barreiras, esse diálogo já era prolífico. Mesmo os Beatles (sempre eles!) tiveram um dedo nessa fusão. Basta lembrarmos do cover para “Act Naturally” (Help!, 1965) , do cantor country Buck Owens – talvez o maior nome do Bakersfield sound, um subgênero originado na cidade californiana de mesmo nome – e de canções como “I Don’t Want to Spoil the Party” (Beatles for Sale, 1964). Outros artistas não citados nesta lista, como Bob Dylan, Michael Nesmith, The Nitty Gritty Dirt Band e The Beau Brummels, também foram, por diferentes vias, pioneiros na moldagem do estilo. É importante afirmar que os cinco álbuns aqui citados não são necessariamente os primeiros nem os melhores registros do gênero. Eles compõem, na verdade, um guia para melhor entender como esse estilo surgiu e foi formatado, pavimentando o sucesso obtido nos anos 1970. Achou que algum disco não deveria ter ficado de fora? Os comentários estão abertos. Aguardo suas manifestações.


Buffalo Springfield – Buffalo Springfield Again [1967]

Ao contrário do que alguns podem pensar, o country rock não se originou pelas mãos de hillbillies, crackers ou rednecks (insira aqui seu estereótipo preferido) que resolveram eletrificar seus instrumentos e estabelecer um diálogo mais próximo com a América urbana. A maioria dos pioneiros tem fortes conexões com a psicodelia californiana, em especial com a cena de Los Angeles, que atraía jovens músicos de toda a América do Norte. Nenhum disco exemplifica esse fato tão bem quanto Buffalo Springfield Again. O primeiro álbum, autointitulado (1966), já havia dado um evidente exemplo dessa nova sonoridade com a ótima “Go and Say Goodbye”, mas foi no lançamento seguinte que o quinteto (com quatro vocalistas) consolidou sua estirpe única de rock, que uniu elementos folk, country e psicodélicos como ninguém antes. A banda, formada por três canadenses e dois norte-americanos (um do Texas e outro de Ohio, ambos a milhares de quilômetros da Califórnia) revelou três músicos que galgariam degraus mais ambiciosos nas décadas seguintes: Richie Furay (que fundaria o Poco, uma das maiores referências no country rock), Stephen Stills (fundador de Crosby, Stills & Nash e Manassas) e Neil Young (que dispensa apresentações). Enquanto as canções de Young investem mais na psicodelia (“Broken Arrow”) e na visceralidade (“Mr. Soul”), Stills oferece um amálgama mais evidente dos elementos que fizeram do Buffalo Springfield uma formação única, vide “Everydays”, “Bluebird” (com sua parte final mais puxada para o bluegrass) e “Rock & Roll Woman”. Quem quer exemplos evidentes de country rock deve se voltar para as canções compostas e cantadas por Furay: “A Child Claim’s to Fame” (incluindo um dobro, que lhe empresta uma sonoridade muito característica) e “Sad Memory” (uma das belas baladas compostas por Furay). Buffalo Springfield Again não é um álbum exclusivamente country rock, mas é essencial para entender as origens do gênero.

Formação básica: Stephen Stills (vocais, guitarra, teclados), Neil Young (vocais, guitarra), Richie Furay (vocais, guitarra), Bruce Palmer (baixo) e Dewey Martin (vocais, bateria). A formação completa pode ser conferida aqui.

  1. Mr. Soul
  2. A Child’s Claim to Fame
  3. Everydays
  4. Expecting to Fly
  5. Bluebird
  6. Hung Upside Down
  7. Sad Memory
  8. Good Time Boy
  9. Rock and Roll Woman
  10. Broken Arrow

The International Submarine Band – Safe at Home [1968]

É impossível falar sobre o surgimento e a consolidação do country rock sem mencionar Gram Parsons. Ninguém foi tão importante para o gênero quanto esse nativo da Flórida criado na Geórgia – um dos poucos verdadeiros sulistas entre os pioneiros. Outros artistas talvez tenham capitaneado trabalhos tão bons quanto ou até melhores, mas sem a mesma influência. Seu primeiro registro oficial é o único disco da The International Submarine Band, formada quando era estudante de Teologia na conceituada Universidade de Harvard (Massachusetts), onde conheceu o guitarrista John Nuese, que incentivou seu interesse pela música country. Ao lado de uma formação que variou ao longo de sua curta existência e alguns músicos de estúdio, além de mudanças para Nova York e Los Angeles – patrocinadas pelo patrimônio de Parsons, herdeiro de grandes plantações de laranja – a dupla registrou alguns singles e este curto álbum. Gravado entre julho e dezembro de 1967, Safe at Home foi lançado apenas em março de 1968, quando o grupo não mais existia e Parsons já havia se juntado aos Byrds. Composto por cinco covers e quatro originais, o disco é tido por muitos como o primeiríssimo registro legítimo do country rock. Entre as versões, alguns pesos-pesados. “I Must Be Someone Else You’ve Known” é obra de Merle Haggard, um dos pioneiros tanto do Bakersfield sound quanto do movimento outlaw country, que surgiria alguns anos depois. “I Still Miss Someone” é um lado B de ninguém menos que Johnny Cash, também creditado no medley “Folsom Prison Blues/That’s All Right, Mama” (sim, a mesma presente no primeiro single lançado por Elvis Presley). Não pense, porém, que as originais de Parsons são acanhadas em comparação com covers tão gabaritados. “Do You Know How It Feels to Be Lonesome?” tem o tom de lamento tão típico de muitas canções do gênero, mas a melhor de todo o disco é “Blue Eyes”, que evidencia o uso da pedal steel guitar, instrumento típico do country (pilotado por Jay Dee Maness, que se tornaria uma grande referência), além do talento inegável de Parsons para compor músicas que expressavam tão bem a união de dois mundos aparentemente muito distintos. O álbum não causou comoção alguma e vendeu pouco, mas é uma preciosidade obrigatória para os fãs do estilo.

Formação: Gram Parsons (vocais, guitarra base), John Nuese (guitarra solo), Bob Buchanan (guitarra base), Chris Ethridge (baixo), Joe Osborn (baixo), Jon Corneal (bateria), Jay Dee Maness (pedal steel guitar), Earl “Les” Ball (piano).

  1. Blue Eyes
  2. I Must Be Somebody Else You’ve Known
  3. A Satisfied Mind
  4. Medley: Folsom Prison Blues/That’s All Right, Mama
  5. Miller’s Cave
  6. I Still Miss Someone
  7. Luxury Liner
  8. Strong Boy
  9. Do You Know How It Feels to Be Lonesome

The Byrds – Sweetheart of the Rodeo [1968]

Reduzido a apenas dois integrantes originais – o guitarrista Roger McGuinn e o baixista Chris Hillman – os Byrds deram as boas-vindas ao baterista Kevin Kelley, primo de Hillman, e ao até então pouco conhecido Parsons. O plano de McGuinn era criar um álbum audacioso, que demonstraria um amplo panorama da música norte-americana. Parsons, inclusive, entrou para a banda como pianista, função que McGuinn julgava necessária para concretizar suas ambições. Não demorou muito, porém, para que Parsons trocasse o piano pela guitarra base. Mais do que isso, o músico começou a tomar conta do processo criativo e influenciou o restante dos integrantes a seguir o caminho que ele havia começado a traçar com a The International Submarine Band. Apoiado por Hillman, que também tinha grande interesse na música country e havia sido instrumental para que os Byrds tivessem realizado algumas experiências com o estilo em álbuns anteriores, Parsons começou a dar forma àquilo que batizaria de “cosmic american music”, um amálgama entre gêneros seminais da música norte-americana, como folk, rhythm ‘n’ blues, soul, rock ‘n’ roll e, obviamente, country. Parsons não apenas convenceu McGuinn a encampar o projeto como conseguiu fazer com que o quarteto gravasse o disco em Nashville, a meca do estilo. Reforçados por um belo time de músicos de estúdio, o grupo deu forma a um tracklist incluindo covers country do passado e da contemporaneidade, gospel, soul, folk, duas canções que Bob Dylan ainda sequer havia lançado (“You Ain’t Going Nowhere” e “Nothing Was Delivered”) e duas maravilhosas composições de Parsons. A melhor delas, “Hickory Wind”, tornou-se a obra mais associada ao músico. Assistidos por violino, pedal steel guitar e banjo, seus vocais evocam memórias da infância e pintam um belíssimo quadro nostálgico, fazendo dela uma das mais essenciais canções do country rock. No total, cinco faixas são cantadas por McGuinn, três por Parsons, duas por Hillman e uma é dividida entre McGuinn e Hillman (“One Hundred Years from Now”, escrita por Parsons). “I Am a Pilgrim”, canção folclórica adaptada por McGuinn e Hillman, é uma viagem aos primórdios do século XX, enquanto “Pretty Boy Floyd” (original de Woody Guthrie) é uma aula de banjo. Jay Dee Maness, que havia tocado em Safe at Home, domina “You’re Still on My Mind” com sua pedal steel guitar, bela interpretação de McGuinn. A canção que provavelmente causou maior controvérsia foi o country gospel “The Christian Life”. Exaltando o estilo cristão de viver, a música pouco tinha a ver com a vida dos jovens que costumavam acompanhar o trabalho do grupo. Sem agradar aos fãs e muito menos aos tradicionalistas do country, que viam o trabalho dos Byrds praticamente como uma heresia, o álbum encalhou e o grupo se desfez (Parsons chegou a ser demitido antes), sobrando apenas McGuinn para tocar o barco adiante. Poucos deram bola para o disco, mas esses poucos ouviram seu tracklist com muita atenção, aprenderam preciosas lições e investiram em suas carreiras. Pode não ter sido a primeira, mas não há obra mais essencial para o country rock do que Sweetheart of the Rodeo.

Formação básica: Roger McGuinn (vocais, violão, banjo), Chris Hillman (vocais, baixo, violão, bandolim), Gram Parsons (vocais, violão, piano, órgão) e Kevin Kelley (bateria). A formação completa pode ser conferida aqui.

  1. You Ain’t Going Nowhere
  2. I Am a Pilgrim
  3. The Christian Life
  4. You Don’t Miss Your Water
  5. You’re Still on My Mind
  6. Pretty Boy Floyd
  7. Hickory Wind
  8. One Hundred Years from Now
  9. Blue Canadian Rockies
  10. Life in Prison
  11. Nothing Was Delivered

Dillard & Clark – The Fantastic Expedition of Dillard & Clark [1968]

Parsons, Hillman e McGuinn não foram os únicos integrantes dos Byrds a investir nas raízes country. Gene Clark, que havia abandonado o grupo pela primeira vez no início de 1966, lançado seu primeiro disco solo em fevereiro de 1967 e retornado brevemente ao grupo no mesmo ano, apenas durante três semanas, construiu uma carreira esparsa, mas dona de alguns dos álbuns mais essenciais do country rock. Principal compositor dos Byrds durante seu período ao lado da banda e seu melhor vocalista, Clark já havia dado seus primeiros passos no estilo em seu primeiro disco, Gene Clark with the Gosdin Brothers. Foi ao lado de Doug Dillard, porém, que esses passos ficaram bem mais largos. Perito no banjo, Doug havia sido integrante do The Dillards, grupo bluegrass formado por seus familiares. Com o auxílio de David Jackson (contrabaixo acústico), Donald Beck (bandolim, dobro), do futuro Eagle Bernie Leadon (banjo, guitarra), que coescreveu várias faixas, e de mínima percussão, Clark e Dillard criaram uma das melhores obras da década de 1960 e um dos pilares mais sólidos do country rock. Enquanto Sweetheart of the Rodeo apresentava um panorama um pouco mais amplo da música tradicional norte-americana, The Fantastic Expedition of Dillard & Clark foca-se mais exclusivamente na árvore familiar do country, carregando especialmente nas influências bluegrass. Não à toa, o termo “progressive bluegrass” foi cunhado para descrever discos como este. “With Care from Someone”, “In the Plan” e, especialmente, “Git It on Brother” são viagens direto ao pé da cordilheira dos Apalaches, onde o bluegrass floresceu e de lá se espalhou. A voz de Clark, carregada de melancolia, dá expressividade a canções como as esplêndidas “Out on the Side” e “She Darked the Sun”, que evidenciam a honestidade desses dois filhos do Missouri em realizar um trabalho como este. Em um álbum tão magnífico, difícil é escolher apenas uma favorita, mas minha opção recai sobre “Train Leaves Here This Morning”, composição de Clark ao lado de Leadon, que a regravaria no primeiro álbum dos Eagles, com sua voz. Nem preciso dizer que, para variar, o álbum foi um fracasso comercial. Grande parte disso deve-se à recusa de Clark em realizar turnês, fato que muito comprometeu sua errática porém belíssima carreira, cujo ponto mais alto é seu trabalho solo No Other (1974), obra da mais pura perfeição. Dica: não deixe de procurar a versão de The Fantastic Expedition of Dillard & Clark com três faixas bônus, incluindo uma ótima e despretensiosa versão para “Don’t Be Cruel”, grande hit de Elvis Presley.

Formação básica: Gene Clark (vocais, violão, harmônica), Doug Dillard (banjo, violino, violão), Bernie Leadon (banjo, guitarra), David Jackson (baixo acústico) e Donald Beck (bandolim, dobro). A formação completa pode ser conferida aqui.

  1. Out on the Side
  2. She Darked the Sun
  3. Don’t Come Rollin’
  4. Train Leaves Here This Morning
  5. With Care from Someone
  6. The Radio Song
  7. Git It on Brother
  8. In the Plan
  9. Something’s Wrong

The Flying Burrito Brothers – The Gilded Palace of Sin [1969]

A amarga dissolução da encarnação anterior dos Byrds não impediu que Gram Parsons e Chris Hillman continuassem trabalhando juntos. Reconciliados, eles recrutaram Chris Ethridge (ex-International Submarine Band) para o baixo (Hillman assumiu a guitarra) e o veterano “Sneaky” Pete Kleinow, que já havia participado de shows junto aos Byrds, para a pedal steel guitar, formando o cerne dos The Flying Burrito Brothers. Junto a bateristas de estúdio, o grupo registrou nove originais e dois covers que exploraram e expandiram o conceito de “cosmic american music” criado por Parsons, fundindo as linguagens do country e do rock, mas também explicitando influências folk, rhythm ‘n’ blues, soul e gospel. Os covers para “Do Right Woman” e “Dark End of the Street”, ambos compostos por Chips Moman e Dan Penn, mostram como a soul music era importantíssima para a musicalidade de Parsons. Não posso deixar de destacar também o trabalho de Hillman, um músico relativamente subestimado. Além de dividir os vocais com Parsons, coescreveu seis faixas, incluindo as referenciais “Christine’s Tune”, que exemplifica o pitoresco uso da pedal steel guitar por Kleinow (incluindo uma afinação incomum, efeito fuzz e um amplificador Leslie), e “Sin City”, lastimosa canção por ele idealizada. Chris Ethridge também tem participação importante, uma vez que foi o responsável por dar início à criação de “Hot Burrito #2” (mais uma a destacar o peculiar trabalho de Kleinow) e “Hot Burrito #1”, balada que é minha provável favorita no disco. Outro fato que merece destaque em The Gilded Palace of Sin é a habilidade dos Burritos em introduzir temas de um cotidiano mais urbano em suas canções, como aqueles retratados em “Hippie Boy” e na divertida “My Uncle”, que versa sobre as nada incomuns convocações de jovens pelo Exército a fim de que lutassem no Vietnã. Assim como Sweetheart of the Rodeo, The Gilded Palace of Sin não foi um sucesso comercial. Sua influência, porém, transcendeu estilos e gerações, ajudando a fazer de Gram Parsons um músico extremamente cultuado. Após apenas mais um disco com os Burritos e duas obras solo (sendo uma póstuma), Parsons morreu em setembro de 1973, aos 26 anos, devido a uma mistura letal de álcool e opiáceos. Atendendo a um pedido feito pouco tempo antes de sua morte, dois amigos roubaram seu cadáver e o queimaram no desértico Parque Nacional de Joshua Tree, no Sul da Califórnia, contribuindo ainda mais para a criação do mito que até hoje rodeia a trajetória de Parsons.

Formação básica: Gram Parsons (vocais, violão, piano, órgão), Chris Hillman (vocais, guitarra, violão, bandolim), Chris Ethridge (baixo, piano) e “Sneaky” Pete Kleinow (pedal steel guitar). A formação completa pode ser conferida aqui.

  1. Christine’s Tune
  2. Sin City
  3. Do Right Woman
  4. Dark End of the Street
  5. My Uncle
  6. Wheels
  7. Juanita
  8. Hot Burrito #1
  9. Hot Burrito #2
  10. Do You Know How It Feels
  11. Hippie Boy

6 comentários

  1. Filipe Mencari

    Excelente artigo. Tomara que venha a continuação e um dedicado ao Southern Rock.

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    • Diogo Bizotto

      Beleza, Filipe? Cara, não sei se tenho a moral para escrever algo assim em relação ao southern rock. Apesar da relação bem intrínseca e de curtir o gênero, nunca o explorei tanto quanto o country rock. Penso, inclusive, que o southern rock tem muito mais aceitação no Brasil devido à sua proximidade com o rock mais pesado, vide o trabalho do Lynyrd Skynyrd, super carregado nas guitarras. Não à toa, é a banda mais admirada por aqui. Gosto bastante da The Marshall Tucker Band, que em muitos momentos tem uma relação mais próxima com o country e uma pegada bem menos hard. Ah, obrigado pelo elogio!

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  2. Ronaldo

    Ótima pauta e grandes discos! confesso que um disco inteiro de country-rock as vezes me gera um certo cansaço, mas aprecio muito o estilo e há coisas nele que me emocionam como nenhum outro estilo em particular – aquele pedal steel choroso, a forma como os vocais são encaixados, as combinações de violão e banjo…muito bom! esse do Gene Clark não conheço, vou atrás! Adorei a menção ao Buffalo Springfield e não poderia concordar mais com sua inclusão nessa lista.
    Ótimo texto!
    Abraço

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    • Diogo Bizotto

      Beleza, Ronaldo? Obrigado pelos elogios. O Buffalo Springfield é essencial e pode funcionar justamente como uma porta para quem não conhece o estilo, pois nunca foi 100% country rock e tem trânsito muito forte em meio à psicodelia. Quanto a esse disco do Clark, bem, não tem quase nada com sua assinatura que eu não ache no mínimo muito bom. Desde os tempos de Byrds ele já era “O” cara e depois fez trabalhos ainda melhores. Mesmo em períodos de baixa, o cara era maravilhoso. Há um álbum dele com a cantora Carla Olson que, grosso modo, adianta em 30 anos o trabalho que Robert Plant lançou com Alison Krauss e gerou grande comoção, ganhando uma penca de grammys e outros prêmios. É meio triste pensar nisso, mas imagino que, se tivesse morrido ainda no início dos anos 1970, com menos de 30 anos, talvez fosse tão cultuado quanto Gram Parsons. Morreu meio esquecido, aos 44, em 1991, apenas a tempo de participar da cerimônia de introdução dos Byrds no Rock and Roll Hall of Fame, meses antes.

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  3. Manoel

    Discos de Country-rock são um frescor aos meus ouvidos. Lembro uma vez que o guitarrista James Iha, dos Smashing Pumpkins, fã convicto de Heavy Metal, declarou-se fã do country após ouvir The Gilded Palace Of Sin.

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    • Diogo Bizotto

      Não sabia disso, Manoel, mas não estou surpreso. O country rock teve mesmo uma valorização nos anos 1990 pelas mãos de músicos daquilo que se convencionou chamar rock alternativo. Pena que sua provável melhor voz (Gene Clark) não pôde ver isso acontecendo em vida.

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