War Room: Poco – Rose of Cimarron [1976]

10 de novembro, 2017 | por Diogo Bizotto
War Room
8

Por Diogo Bizotto

Com André Kaminski e Ronaldo Rodrigues

Após um ano de ausência, retomamos a seção “War Room”, na qual o responsável da vez indica um álbum para que ele e os participantes convidados teçam comentários ao mesmo tempo em que ouvem o disco, faixa a faixa. Calhou que desta vez os convidados André Kaminski e Ronaldo Rodrigues nunca haviam escutado a obra em questão, tornando a experiência ainda mais interessante. Acompanhe você também clicando nos links correspondentes às músicas disponíveis e colabore com seus comentários.


Diogo: Não foi fácil definir qual álbum seria o foco desta edição. É complicado apontar meu disco favorito do Poco. Há uma boa meia dúzia de lançamentos da banda cujo nível é bem alto. Acabei escolhendo Rose of Cimarron por estar entre os melhores e ser bem representativo da transição pela qual o Poco passou, do country rock do início da carreira para algo mais próximo ao soft rock. Os dois extremos estão bem representados, assim como uma mescla entre esse dois polos, como vocês talvez venham a comprovar. Gosto muito do grupo, adoraria vê-lo sendo mais lembrado e estou ansioso para conhecer suas impressões sobre Rose of Cimarron.


1. Rose of Cimarron

André: Conheço quase nada do Poco, exceto algumas faixas mais conhecidas. Este é o primeiro disco inteiro que ouvirei deles.

Ronaldo: Não sou um grande conhecedor do Poco, mas seus primeiros discos me soam muito agradáveis, assim como grande parte do country rock dessa mesma época. Imagino que 1976 já seja um ano um pouco árido para esse tipo de som, que foi sendo gradativamente tirado do imaginário do público roqueiro/hippie da época. Associo mais o country rock ao early 70’s do que ao late 70’s

Diogo: A faixa-título é uma das melhores e mais famosas músicas do Poco. Isso pode não significar muito em se tratando de uma banda com bem poucos hits, mas é foco de muito respeito e admiração. A maravilhosa Emmylou Harris chegou a fazer uma versão para esta faixa alguns anos depois.

André: A princípio, vê-se um quê de soft rock com country, algo que eu já esperava, e bem agradável. O Diogo que cite o vocalista de cada faixa, conheço apenas o Timothy, do Eagles.

Ronaldo: Um belo trabalho de violão de 12 cordas, belos vocais, como de praxe, mas a batida me soa bem mais uptempo e presente do que o material que esperaria deles. Uma batida mais pop mesmo. A melodia é um pouco óbvia, mas bem eficaz.

Diogo: Esta música é bem representativa da transição que citei na introdução, algo pelo qual os maiores representantes do estilo, os Eagles, também passaram. Há traços da instrumentação mais country rock dos primeiros trabalhos, mas se trata, melodicamente, de algo bem mais pop. Soft rock mesmo. André, quem divide os vocais dessa faixa são Paul Cotton (guitarrista) e Timothy B. Schmitt (baixista), com vocais de apoio dos outros integrantes.

André: Pelo menos o baixo de Timothy continua com um bom destaque da produção, algo que o estilo de fato deve valorizar.

Ronaldo: Achei que a música estivesse próxima do fim, mas agora entra uma bela seção orquestral e um solo de guitarra muito bom.

Diogo: Aliás, essa canção é bem representativa de como se tratava de uma banda com um grande equilíbrio. Composição de Rusty Young, vocais de Cotton e Schmitt.

André: Sim, esse final ficou bem bacana, deu um charme a mais à música.

Diogo: Ah, sim, eu adoro essas cordas ao fim da canção e o solo é ótimo mesmo. Paul Cotton é um guitarrista de muito bom gosto.

Ronaldo: Final bem grandioso e inesperado.

André: Por enquanto, boas expectativas com esta primeira faixa.


2. Stealaway

Ronaldo: A intro me fez pensar em uma balada, mas é algo bem mais agitado.

André: Rock mais animado, com uma veia ainda pop

Diogo: Mais uma música de Rusty Young, que cada vez mais firmava seu papel como o principal compositor do grupo, ao lado de Paul Cotton. Seu crescimento na banda foi muito importante. Começou mais discreto, foi compondo cada vez mais e, no disco anterior, Head Over Heels (1975), fez sua estreia vocal. Desta vez, quem canta é Timothy.

André: Dá até para bater o pé ao ritmo da percussão aqui na frente do PC.

Diogo: Aliás, este disco está muito bem definido em um “lado Young” e um “lado Cotton”, com uma música de Schmitt em cada lado para equilibrar um pouco.

Ronaldo: Música bem vibrante, ensolarada. Muito boa harmonia para o solo e uma convenção bem esperta, coisas que inexistem no soft rock contemporâneo. Grande som! que timbre lindo de guitarra!

Diogo: As harmonias vocais sempre foram uma marca registrada do Poco em qualquer época, e desta vez isso não é diferente. Todos cantam. Adoro isso em uma banda.

André: Concordo com o nosso mestre, guitarra sendo um belo destaque aqui.


3. Just Like Me

André: Esta é curta, aparentemente uma minibalada, mas gostei mesmo da cozinha de baixo e bateria.

Diogo: Timothy B. Schmitt desde sempre comprovando que sua maior vocação são as baladas. Foi assim desde os primórdios no Poco e seguiu sendo assim no Eagles, quando finalmente recebeu o reconhecimento merecido. Adoro sua voz. Não havia mesmo outra pessoa para substituir Randy Meisner e seus agudos no Eagles.

Ronaldo: Esta bem açucarada, mas muito envolvente e agradável.

André: Apenas gostaria que a bateria estivesse um pouquinho mais alta na produção. O baixo toma conta demais.

Ronaldo: As guitarras realmente continuam mandando no pedaço… Cheias de swing e personalidade, mesmo nas músicas mais lentas. Típica música para ouvir na estrada.

Diogo: Timothy sempre aparece bem nas mixagens e eu gosto disso. Para mim, até que a bateria está ok. Som bem acústico, parece bem natural mesmo, ao contrário da grande maioria das produções de rock que ouço há vários anos.

Ronaldo: Em termos de volume, concordo com o André! A bateria está um pouco desfavorecida.

Poco entre 1973 e 1977: George Grantham, Timothy B. Schmitt, Paul Cotton e Rusty Young

4. Company’s Comin’

Diogo: Chegou a vez de Rusty Young brilhar como compositor e vocalista, tirando a banda do Sul da Califórnia e transportando-a para os Apalaches, com direito a banjo e tudo mais.

André: Diferente essa, bem mais country e com direito a banjo

Ronaldo: Aí já é muito country tradicional para mim. Não necessariamente ruim, mas não me conecto com coisas tão regionais.

André: Eu confesso que destoa um pouco do disco, apesar de saber que eles manjam desse estilo. O Mairon já detonaria esta faixa, ainda mais na fase Helloween em que ele se encontra.

Diogo: Rusty sempre foi meio que a conexão mais forte com o bluegrass. É até irônico que o maior hit da banda, “Crazy Love”, bem pop, conte com seus vocais e tenha sido composta por ele. Bem, é ilustrativo da transição pela qual a banda passou na segunda metade dos anos 1970.

Ronaldo: “Company’s Comin'” foi dispensável…


5. Slow Poke

Diogo: “Slow Poke” nada mais é que uma extensão instrumental de “Company’s Comin'”, com direito ao violino de Al Garth (ex-Loggins and Messina), totalmente na linha bluegrass.

André: E esta agora seguiu emendando.

Ronaldo: Prossegue o ritmo bluegrass e os banjos saltitantes. Os caras mandam bem no instrumental, inegavelmente.

Diogo: Acho que não é segredo para ninguém do site que eu gosto de country rock e inclusive aprecio muito quando algo mais bluegrass dá as caras em álbuns do tipo. Neste caso não é diferente. Reparem, porém, que Paul Cotton também manda ver em um curto solo de guitarra, bem legal.

André: Sim, também sabem usar e dosar bem os diferentes instrumentos.

Ronaldo: É uma peculiaridade sua conhecida por nós, Diogo! Também tenho as minhas com outros estilos fora do rock.


6. Too Many Nights Too Long

Ronaldo: Introdução maravilhosa. Violões e banjo.

Diogo: Esta talvez seja, para mim, a melhor música da banda, e olha que as boas opções não são poucas. A progressão instrumental, as melodias, a própria letra, é tudo muito envolvente. As múltiplas cordas se cruzando, nossa, belíssimo.

André: Eu já curto mais esse estilo ruralzão de uns sujeitos deitados em uma rede fazendo essa bela intro de cordas.

Diogo: Jim Messina que me perdoe, mas ainda bem que ele deixou a banda lá em 1970. Não fosse isso, talvez seríamos privados de ouvir o talento de Paul Cotton em faixas como esta.

André: Esta música já é a que mais me lembrou algo do Eagles, alguma faixa cantada ou composta por Glenn Frey.

Ronaldo: A parte vocal é bem country também, mas diferencia-se pela batida e pela linha de baixo. Essa modulação com o violino é incrível. Lembra-me algo da The Band também… Em seus melhores momentos.

Diogo: Nesta canção, em especial, sinto algo mais próximo do Sul dos EUA, mais “swampy”, manjam? E não digo isso apenas pela citação ao Mississipi, mas pelo todo mesmo. Concordo com a menção à The Band, que sempre teve uma conexão rural muito forte, algo que aprecio demais.

André: Não tenho o que reclamar das cordas e dos vocais, são todos bonitos, bem tocados e cantados, mas para não dizer que não achei defeito, a bateria realmente foi sacrificada na produção.

Ronaldo: Não fiz essa associação… Acho que o Creedence Clearwater Revival está mais para isso, pelo uso daquelas microfonações e de um som um pouco mais rasgado. O som do Poco é um pouco mais grandiloquente, seria o lado mais “nobre” desse imaginário. O final é incrível… Ótima transa entre os violões!

Diogo: Gostaria muito de ouvir cada pista dessa gravação em separado para conferir cada instrumento de corda.

Ronaldo: Nem parece que tem mais de cinco minutos a música.


7. P.N.S. (When You Come Around)

Ronaldo: Aquelas guitarras maravilhosas voltaram!

André: Acrescento também que o lindo violino voltou.

Ronaldo: e um belo trabalho de lap steel.

Diogo: Esta música talvez seja a melhor para perceber o grande trabalho de Rusty Young no pedal steel, que é o instrumento com o qual ele se tornou mais associado, apesar do cara ser um exímio multi-instrumentista.

Ronaldo: Essa faceta do country rock, mais cadenciada, tipo Byrds – Sweetheart of the Rodeo (1968), eu aprecio muito. E o Poco é craque nesse tipo de som!

André: O Diogo citou bastante a ideia soft rock do álbum, mas a princípio pareceu mais restrito às três primeiras canções. As outras estão ainda muito mais country e bluegrass.

Diogo: Aliás, Rusty é celebre por inclusive fazer seu pedal steel soar como um órgão. Isso não fica muito evidente neste disco, mas aparece com algum destaque em outras músicas.

André: É bem legal, mas espero que apareça mais soft rock nesse finzinho, porque curti muito as três primeiras.

Ronaldo: Concordo com o André.

Diogo: Aguarde a próxima, André.

Ronaldo: Belo som!

Foto da sessão para a capa de “Rose of Cimarron”

8. Starin’ at the Sky

Ronaldo: Os caras são proeminentes em criar lindas introduções e ótimas maneiras de finalizar as músicas.

Diogo: Mais uma vez, Timothy fazendo bonito em uma balada, desta vez uma das melhores da banda, com seus vocais lá no alto, maravilhosos, quase virginais.

André: Ah, é bem desse estilo que eu estava falando.

Ronaldo: Esta me remeteu ao America… A melodia e o instrumental já me ganharam!

André: America, tá aí uma banda que faz tempo que não ouço.

Ronaldo: Sou viciado no primeiro disco deles, mas tem outras coisas de que gosto muito também.

André: Ronaldo, tem um teclado discreto nesta faixa, não? Lá no início e tal.

Diogo: Sabem o que é o pior? Eu amo o Eagles, mas as melhores músicas (a.k.a. baladas) que Timothy escreveu são do Poco, não do Eagles.

Ronaldo: Sim, André, tem! Esse saxofone não casou muito não, mas tá valendo… Melhor faixa até agora!

Diogo: Esse solo de sax também foi cortesia de Al Garth, o violinista que infelizmente durou apenas este disco junto à banda.

André: Eu também curti mais esta.


9. All Alone Together

Ronaldo: Aquele country rock bem manhoso.

André: Nos Estados Unidos, era esse o estilo que eles apreciavam mesmo de bandas locais. Os hards eles deixavam apenas para curtir as bandas britânicas.

Diogo: Esta é mais próxima do country da metade oeste dos EUA. Texas, Oklahoma, Kansas, Wyoming e assim por diante. Aquela melodia mais relaxada, sem a urgência e os “sotaques” do bluegrass.

Ronaldo: Já ouvimos coisas parecidas em outras faixas. Bacana, mas um pouco mais do mesmo. O pedal steel é muito bem executado

André: Bom de fazer um “War Room” com o Ronaldo é que fico aprendendo o nome desses efeitos de guitarra que ele cita.

Ronaldo: Hehehehe…

Diogo: É verdade! Eu não sei ao certo se o nome do instrumento é pedal steel ou lap steel

Ronaldo: São diferentes, mas ambos soam muito parecidos. Eu não tenho conhecimento dessa área para diferenciar um do outro


10. Tulsa Turnaround

André: Vejamos a última

Ronaldo: Groove bacana, lembrou-me até mesmo algo do Traffic… Obviamente que com uma puxada country americana. Muito boa… Quem canta esta, Diogo? Ótimo vocal.

Diogo: Paul Cotton, Ronaldo. Esta me soa mais urbana, apesar da óbvia influência country e do uso de instrumentos típicos. Afinal de contas, os caras eram da cidade, né?

Ronaldo: Sim, mais urbana! Muito bom… Esta tem pouca voz, mais focada no instrumental!

Diogo: A lembrança ao Traffic faz bastante sentido. Soa mesmo como algo que ingleses fariam inspirados na música tradicional dos EUA.

André: Groove bem legal desta última, dá para imaginar a cowboyzada batendo as botas no chão do deserto.


Considerações finais

Diogo: Fico feliz que vocês tenham apreciado o disco, apesar de quaisquer possíveis restrições. Isso é normal. É um tipo de sonoridade que acabou ficando no passado e à qual sou muito ligado. Composição, execução, arranjos, produção, mixagem… É um pacote completo que muito me agrada. Sem falar nos vocais, que são um absurdo de bons. Recomendo aos leitores que, caso escutem o disco e gostem do que ouviram, corram atrás de outros álbuns que julgo bem representativos, caso de Poco (1970), ainda com Jim Messina, Crazy Eyes (1973), último com o fundador Richie Furay, e Legend (1978), quando a banda ficou reduzida a Paul Cotton e Rusty Young e finalmente obteve algum sucesso.

Ronaldo: Belo disco. Não conhecia nada do Poco pós-1973 e achava que dali em diante eles houvessem se transformado meramente em uma banda pop, com poucas raízes country. Surpreendeu-me o quanto o instrumental continuou prevalecendo com muito capricho. A banda realmente é esmerada em fazer boas introduções, tecendo melodias atraentes, algumas bem simples e até mesmo óbvias, mas sempre pincelando isso tudo com criatividade e inteligência. Sobre os vocais é desnecessário acrescentar algo, porque o Poco faz parte da nata do pop rock vocal norte-americano dos 1970’s. Um disco bem interessante, audição prazerosa, com alguns momentos marcantes e músicas que voltarão às minhas caixas de som com toda a certeza.

André: Gostei do disco e de ter conhecido a banda. As músicas mais ao estilo soft rock me agradaram mais, embora as tradicionalistas também sejam boas. Em termos instrumentais, não tem como não destacar a guitarra e o baixo, muito técnicos e donos de belas melodias. A produção, infelizmente, deu uma murchada na percussão, não pela inabilidade do baterista George Grantham, mas talvez por quererem enfatizar mais as melodias do que o ritmo. Independentemente disso, o disco passou rápido, a digestão foi tranquila e a sonoridade anima a qualquer um que aprecie o estilo. Ótima sugestão do nosso futuro geógrafo.

Diogo: Pessoal, muito obrigado. Foi um prazer.

Ronaldo: Idem, um prazer! O papo e o som.

André: Valeu senhores, mas eu ainda quero indicar o próximo disco do “War Room”.



8 Comentarios

  1. musicfan vicente disse:

    Nunca ouvi falar dessa banda, vou procurar! Lap steel, como o nome diz, é aquele que é colocado no colo pra tocar (exemplo: John Lennon, For you blue). O pedal steel é maior, tem pedais e fica num suporte, como uma mesa (exemplo: Steve Howe). Obrigado pela indicação de mais uma banda desconhecida pra mim.

    • Diogo Bizotto disse:

      Beleza, Vicente? Pois é, depois de nossa pequena discussão a respeito, fui procurar me informar melhor e cheguei mais ou menos às mesmas informações. O pedal steel é um instrumento mais complexo, com os pedais que lhe dão nome e são capazes de mexer com a afinação conforme o instrumento é tocado. Pelo que sei, Rusty Young tocava ambos (e vários outros instrumentos de corda, como dobro, banjo, bandolim, violão e guitarra), mas é mais associado ao pedal steel. Obrigado pela sua contribuição!

  2. Francisco disse:

    Paul Cotton, antes de entrar no Poco, participou do grupo The Illinois Speed Press, em que fez parceria com Kal David, excelente guitarrista que mais tarde fundaria outra boa banda, The Fabulous Rhinestones. Sobre o disco do Poco, biscoito fino, de alta qualidade.

    • Diogo Bizotto disse:

      Enquanto eu escrevia meu comentário, você publicou o seu, Francisco, sobre o mesmo assunto, hehe. Obrigado pela contribuição. Abraço!

    • Ronaldo disse:

      Não sabia que o Paul Cotton vinha do Illinois Speed Press…valeu pela contribuição, Francisco!
      Abraço!

  3. Diogo Bizotto disse:

    Esqueci de mencionar que a música “P.N.S. (When You Come Around)” é uma versão para a canção de mesmo nome do Illinois Speed Press, boa banda da qual Paul Cotton fez parte quando ainda morava em Chicago. Aliás, é relevante informar que foi Peter Cetera, do Chicago, que indicou Cotton para o Poco quando Jim Messina pediu as contas. Tanto o Chicago quanto o Illinois Speed Press eram empresariados pelo produtor James William Guercio.

    • Francisco disse:

      Olha só: Kal David, do Illinois Speed Press, no começo de carreira, formou uma banda chamada Kal David & The Exceptions, cujo baixista era Peter Cetera.

  4. Ronaldo disse:

    Aprendendo com vcs aqui nessa! Valeu!
    Abraço.

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