Cinco Discos Para Conhecer: George Lynch

30 de dezembro, 2011 | por Van do Halen
Cinco Discos Para Conhecer
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Por Igor Miranda (Publicado originalmente no blog Van do Halen)

Criativo e de estilo único, George Lynch é um dos guitar-heroes mais diferenciados e incansáveis da música. A escolha foi difícil graças ao padrão de qualidade de seus lançamentos, mas segue abaixo uma lista com os cincos discos mais recomendados para conhecer a carreira deste monstro das seis cordas. 

Dokken – Tooth And Nail [1984] 

O Dokken estava em uma saia justa: a pouca repercussão de Breaking The Chains quase resultou na demissão do grupo de sua gravadora, Elektra Records. Mas, com muita lábia, conseguiram permanecer na gravadora para o lançamento de mais um disco. Por sorte, tornou-se um dos discos definitivos não apenas da banda, como também do estilo em um âmbito geral. Tooth and Nail destaca-se pelo Dokken soar como uma banda de verdade. A entrada do baixista Jeff Pilson, também compositor e bom vocalista de apoio, diferenciou a sonoridade do álbum em questão quando comparado ao antecessor Breaking The Chains. A ótima fase dos integrantes, em especial do guitarrista George Lynch – agora mais confortável para brilhar com seu estilo único de tocar as seis cordas – refletiu em ótimas vendas. Um clássico. 
01. Without Warning 
03. Just Got Lucky 
04. Heartless Heart 
05. Don’t Close Your Eyes 
06. When Heaven Comes Down 
07. Into The Fire 
08. Bullets To Spare 
10. Turn On The Action 
Don Dokken – vocal 
George Lynch – guitarra, violão 
Jeff Pilson – baixo, backing vocals 
Mick Brown – bateria, backing vocals 

Lynch Mob – Wicked Sensation [1990] 

Após anos de sucesso, o Dokken se separou, em decorrência, principalmente, das diferenças musicais e pessoais entre George Lynch e o vocalista Don Dokken. Em 1989, juntamente do batera Mick Brown, o guitarrista formou o Lynch Mob. Para completar a formação, os convites foram feitos ao vocalista Oni Logan e ao baixista Anthony Esposito. Obra de estreia do grupo, Wicked Sensation traz mais peso e maturidade nas composições, se livrando de alguns clichês Pop que, de vez em quando, se associavam ao Dokken. Longe do Hair Metal farofeiro, o disco apresenta uma fusão perfeita entre Hard Rock e Heavy Metal, misturando porrada com acessibilidade de uma forma incrível. Apesar da pouca repercussão – os tempos eram outros -, o projeto adquiriu o status de “cult” e é apreciado por grande parte dos fãs do gênero. 
01. Wicked Sensation 
02. River Of Love 
03. Sweet Sister Mercy 
05. Hell Child 
06. She’s Evil But She’s Mine 
07. Dance Of The Dogs 
08. Rain 
10. Through These Eyes 
11. For A Million Years 
12. Street Fightin’ Man 
Oni Logan – vocal, gaita 
George Lynch – guitarra 
Anthony Esposito – baixo, backing vocals 
Mick Brown – bateria, percussão, backing vocals 

George Lynch – Sacred Groove [1993] 

Os dois discos do Lynch Mob não vingaram em termos comerciais, então George Lynch investiu em sua carreira solo. Sacred Groove foi lançado em 1993 com uma perspectiva mais liberal que o próprio Mob. A intenção era dar destaque ao guitarrista, tanto que quatro das dez faixas são instrumentais. Para as não-instrumentais, tem-se uma excelente escolha para os vocalistas convidados: os irmãos Matthew e Gunnar Nelson, o incrível Ray Gillen, o veterano Glenn Hughes e o pouco conhecido Mandy Lion. Além dos momentos Hard n’ Heavy costumeiros, principalmente nas faixas cantadas, o guitarrista dá aula de versatilidade nas instrumentais. Compensa cada segundo de audição. 
01. Memory Jack 
02. Love Power From The Mama Head 
03. Flesh And Blood (Ray Gillen) 
04. We Don’t Own The World (Matthew & Gunnar Nelson) 
05. I Will Remember 
06. The Beast Part 1 (Mandy Lion) 
07. The Beast Part 2 (Mandy Lion) 
08. Not Necessary Evil (Glenn Hughes) 
09. Cry Of The Brave (Glenn Hughes) 
10. Tierra Del Fuego 
Vocalistas listados acima 
George Lynch – guitarra, cítara, violão 
Jeff Pilson – baixo, piano 
Chris Solberg – baixo 
Tommy Hendricks – baixo 
Denny Fongheiser – bateria 
Chris Furman – Mellotron 
Byron Geither – órgão 
Little John Chrisley – gaita 
Sam Fear – flauta 
Pattie Brooks – backing vocals 
Tony Menjivar – congos e bongos 

George Lynch – Scorpion Tales [2008] 

A escolha de um disco de covers para esta lista pode não parecer sensata em um primeiro momento, entretanto faz sentido por se tratar de Scorpion Tales. Em tributo ao Scorpions, o álbum não traz apenas covers dos clássicos desta grande banda, mas sim releituras feitas de acordo com o estilo de George Lynch – excelentes, por sinal. Convidados de peso como Steve Whiteman (Kix), Kelly Hansen (Hurricane, Foreigner), Kevin DuBrow (Quiet Riot), John Corabi (Mötley Crüe) e várias outras figurinhas carimbadas do Hard/Sleaze figuram no registro e mandam muito bem, mas o destaque não poderia ser outro além de Lynch. O guitarrista tem tanta personalidade que é possível distinguir sua guitarra de qualquer outra. Os solos em suas versões ficaram geniais e o instrumental resgatou a pegada do Scorpions sem maiores imitações. 
01. Rock You Like A Hurricane (Kelly Hansen) 
02. Still Loving You (Steve Whiteman) 
03. Falling In Love (Marq Torien) 
04. Big City Nights (Kevin DuBrow) 
05. Blackout (Stevie Rachelle) 
06. No One Like You (Jizzy Pearl) 
07. The Zoo (Joe Lesté) 
08. Steamrock Fever (Phil Lewis) 
09. In Trance (Kory Clarke) 
10. He’s A Woman She’s A Man (John Corabi) 
11. Holiday (Paul Shortino) 
12. Lovedrive (Taime Downe) 
Vocalistas listados acima 
George Lynch – guitarra solo 
John Morris – guitarra base 
Chuck Garric – baixo 
Steve Riley – bateria 

Souls Of We – Let The Truth Be Known [2008] 

A história de George Lynch com o vocalista London LeGrand começa quando Lynch dexou o Dokken, em 1989, para formar outra banda com Mick Brown, e LeGrand enviou material para a audição, mas não foi escolhido para o posto. Anos depois, George e London se encontraram e começaram a trabalhar em novo material, mas o cantor se juntou ao Brides Of Destruction. Após vários projetos em que ambos embarcaram, inclusive juntos, um deles finalmente vingou: o Souls Of We. O baixista Johny Chow e o baterista Yael completam a formação. O álbum de estreia, Let The Truth Be Known, foi lançado em 2008 e traz pouco do Hard Rock das bandas passadas de George Lynch. As músicas apresentam um peso diferencial e vários elementos modernos, tanto no denso instrumental quanto na vocalização sleaze de London LeGrand. A sensação é de estranhamento no início, mas o disco é sensacional e demonstra, principalmente, o quão genial e versátil Lynch pode ser. Válido para as mentes mais abertas. 
01. Let The Truth Be Known 
02. January 
03. Skeleton Key 
06. Sorry To Say 
07. Crawling 
08. St. Jude 
09. Ghandi’s Got A Gun 
10. Push It 
11. Psycho Circus 
12. Nork 13 
13. Adeline 
14. Under The Dead Tree 
London LeGrand – vocal 
George Lynch – guitarra 
Johny Chow – baixo 
Yael – bateria 
Músicos adicionais: 
Jeff Pilson – baixo em 4, 5, 6, 8, 9, 10, 11, 12 e 13 
Fred Leclercq – baixo em 1, 3, 7 e 14 
Mike Hanson – bateria em 4, 5, 6, 11, 12 e 13 
Bobby Jarzombek – bateria em 2, 5, 8, 9 e 10 
Mike Wengren – bateria em 1, 3, 7 e 14 
Patrick Johansson – bateria em 1 
Andrew Freeman – vocal adicional em 4, 7 e 8 



4 Comentarios

  1. diogobizotto disse:

    George Lynch é um dos mais técnicos, versáteis e inspirados guitarristas que despontaram durante os anos 80. Se eu elaborasse um Top 10 de guitarristas em todos os tempos, George certamente seria incluído, ao lado de outro contemporâneo que deve ter pisado em diversos palcos em comum, o fantástico Jake E. Lee.

    Não conheço o tributo ao Scorpions nem o Souls of We, e vergonhosamente AINDA não ouvi "Sacred Groove", mas os outros dois discos são mais que recomendados. Também incluiria nessa lista o ótimo "Back For the Attack", do Dokken. O timbre extraído, a fluidez de riffs como o de "Kiss of Death", além da desgraceira instrumental que é "Mr. Scary", falam por si.

  2. O que eu mais gosto no George Lynch é que, apesar de ter um arsenal bem variado, você é capaz de identificar um solo dele nas primeiras notas.

    Sem falar que o cara é um riffmaker sensacional, é só ouvir os discos do Dokken e do Lynch Mob para conferir.

    • Anônimo de volta disse:

      Concordo e assino embaixo brother! Os riffs e os solos do Lynch são incríveis. Os solos de guitarra dele são tão fantásticos que até oGary Holt do Exodus já confessou em várias entrevistas que ele secretamente admirava o George Lynch e que se esforçava pra ser um guitarrista tão excelente quanto ele. Não custa lembrar que existia rixa entre os thrashers e os posers. Paul Baloff do Exodus costumava berrar palavras de ordem nos shows: “Death to posers”(Morte aos posers). Mas tanto Gary Holt quanto o Baloff admiravam o Ratt e o Dokken. rsrsrs

  3. Anônimo de volta disse:

    O único ponto negativo do George Lynch é ele ser esquerdista, defender esse LIXO do Obama e admirar Che Guevara. Ninguém é perfeito. E gosto não se discute, se lamenta. Comunismo é cria da praga sionista.

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