Por Leonardo Castro
Após o retorno à ativa com o lançamento do DVD One Foot In The Gutter, The Other One In The Thrash [2008] e do supreendente When Death Comes [2009], os dinamarqueses do Artillery chegam ao seu segundo álbum com o vocalista Søren Nico Adamsen, My Blood [2011]. Seguindo a linha do álbum anterior, a banda aposta em um thrash bastante melódico e técnico, com ótimos riffs dos irmãos Michael e Morten Stützer e uma bela performance de Søren, que mesmo tendo um estilo bem diferente do vocalista da formação clássica da banda, Flemming Rönsdolf, tem se mostrado perfeito para o posto.
O disco abre com a ótima “Mi Sangre (The Blood Song)”, repleta de belos riffs thrash metal e solos dos irmãos Stützer, além de uma performance mais agressiva de Søren se comparado ao disco anterior. A faixa seguinte, “Monster“, segue a linha que a banda adotou no disco By Inheritance, de 1990, mais técnica e com várias mudanças de andamento, mas ainda assim extremamente empolgante, e mais uma vez com solos e duelos de guitarra fantásticos.
“Dark Days” é mais cadenciada e tem até certa influência de heavy metal tradicional, enquanto “Death Is An Illusion” retoma o estilo característico da banda, remetendo ao clássico Death Squad [1987], e deixando clara a capacidade dos Stützer de criar riffs thrash.
“Ain’t Giving In” é a maior surpresa do disco, uma semi-balada que descamba para um típico hino heavy metal. Já “Thrasher” dispensa maiores definições, mas infelizmente é uma música bastante genérica, do riff ao refrão, principalmente se comparada aos destaques do disco. Falando em destaques, é impossível não destacar, além do ótimo trabalho de guitarras em todo o disco, a perfomance do baterista Carsten Nielsen, sempre variada e criativa, como pode se perceber na ótima “Warrior Blood”.
“Concealed In The Dark” dá mostra, mais uma vez, da usina de riffs thrash que os irmãos Stützel constituem, enquanto “End Of Eternity” consegue ser pesada, melódica e agressiva ao mesmo tempo. O álbum se encerra com a pesada “The Great”, que alterna bons riffs e solos de guitarra.
Em algumas edições especiais, como a japonesa e a digipack, há ainda regravações das clássicas “Show Your Hate”, “Eternal War” e “The Almighty”, do disco de estréia da banda, Fear Of Tomorrow. Ainda que as versões originais sejam superiores, é interessante ver como o novo vocalista se sai bem nestas novas gravações.
Em resumo, apesar de não ter a excelência de seu anterior, My Blood é um belíssimo disco de thrash metal, que certamente agradará não apenas aos fãs do Artillery, mas também a todos que curtam o lado mais melódico do estilo, e bandas como Testament, Heathen, Overkill e Death Angel.

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