Por Mairon Machado

O último dos cinco grandes nomes do rock progressivo inglês (Yes, Emerson Lake & Palmer, Pink Floyd, King Crimson e Genesis) é o homenageado dessa semana. Assim com os outros quatro, foi difícil para mim escolher a primeira canção a ser apresentada como maravilha para você, nobre leitor. Apesar da verdadeira fase prog do Genesis ter durado apenas oito anos (entre 1968 e 1976), nesse período o grupo lançou tantas maravilhas que certamente, uma escolha sem pensar poderia gerar uma grande injustiça com as demais. Então, para simbolizar a primeira maravilha Genesiana a aparecer nesta sessão, escolhi a suíte “Supper’s Ready”, que está no quarto álbum do grupo, Foxtrot (1972).

Antes desse álbum, o Genesis já havia feito no mínimo mais outras quatro canções que irão aparecer em um futuro próximo por aqui. Depois de um início ligado a um rock simples, influenciado principalmente pela linha pop do Bee Gees, e que aparece no álbum de estreia chamado From Genesis to Revelation (1969), Peter Gabriel (vocais, flauta, percussão), Mike Rutherford (baixo, violão de 12 cordas, guitarras), Anthony Philips (guitarras, violões) e Tony Banks (teclados, violões de 12 cordas, voz) contrataram o baterista John Mayhew para o lugar de John Silver.

Anthony Philips, Peter Gabriel, Mike Rutherford, Tony Banks e John Mayhew.

Essa formação lançou Trespass (1970). Um disco totalmente diferente de seu antecessor, com canções mais longas e muito bem trabalhadas, apostando também em uma boa base acústica e no desenvolvimento das letras.

A saída de Philips e Mayhew, sendo substituídos por Steve Hackett (guitarras, violões) e Phil Collins (bateria, voz, percussão), elevou o patamar de composição do novo quinteto, em uma formação que colocou o nome do Genesis entre os cinco mais citados acima. A estreia dessa nova formação foi em Nursery Crime (1971), um dos melhores discos da história do progressivo, repleto de experimentações, inovações e trazendo uma novidade para os shows da banda, a performance teatral de Peter Gabriel.

As fantasias de “The Musical Box”.

Através de fantasias e também interpretação individual, Gabriel fazia um contato direto com o público que ia assistir aos shows do Genesis, explicando as canções e tornando-as ainda mais atraentes. Nessa fase, nasceu a raposa vestida da maravilha “The Musical Box”, considerada por muitos a melhor canção do grupo.

Tal raposa estaria presente na capa de Foxtrot. Com o sucesso de Nursery Crime, Gabriel e seus companheiros encontraram a fórmula para chamar a atenção e fazer vender a imagem do quinteto. Com Hackett, Banks e Rutherford se concentrando no processo de criação da parte musical, Gabriel passou a se dedicar às letras e também a criação das fantasias, cada vez mais elaboradas.

As asas de morcego de “Watcher of the Skies”.

Na turnê de Foxtrot, vieram ao mundo: a fantasia Morcego usada durante “Watcher of the Skies”, onde Gabriel usava uma longa capa negra tendo os olhos pintados com luz ultravioleta e asas de morcego envolta de sua cabeça; o velhinho que substituiu a raposa em “The Musical Box” e também do homem-flor, um dos personagem principais da maravilha dessa semana.

“Supper’s Ready” foi composta musicalmente em grande parte por Banks. Dividida em sete partes, trata-se de uma das mais importantes suítes do rock progressivo, e tem como tema central uma luta entre o bem e o mal, trazendo referências ao livro do Apocalipse da Bíblia. Porém, a letra foi escrita por Gabriel, com base em uma experiência vivida na casa de seus sogros, quando, segundo Gabriel, ele e sua esposa Jill viveram uma experiência sobrenatural.

Tony Banks, Phil Collins, Mike Rutherford, Steve Hackett e Peter Gabriel.

Tal experiência levou o cantor a ler o livro do Apocalipse, e a aprtir dele, começar a escrever a letra de “Supper’s Ready”, muitas vezes, segundo ele mesmo, de forma direcionada pela força sobrenatural que teve contato com ele na casa dos pais de Jill. Tal experiência foi relatada pelo produtor John Anthony, e também por Gabriel. Segundo ambos, em uma noite no Palácio de Kensington (casa dos pais de Jill), os três estavam em uma sala no andar superior do Palácio que era brilhantemente decorada em azul-turquesa e roxo.

“Jill e eu estávamos conversando sobre força, poder e destino” diz Anthony, “e de repente me dei conta de que a atmosfera da sala tinha mudado. Jill entrou em transe. De repente as janelas se abriram com o vento, seguido de frio extremo, e então ocorreu esse fenômeno psíquico. Eu já havia sentido algo quando entrei na sala, que estava cheia de fumaça e com um astral estranho. O que realmente me assustou foi quando essa fumaça começou a se mover em espiral. Depois de passar por uma experiência dessas, é provável que você nunca mais volte a ser o mesmo”.

Peter completa:

“Era como se algo estivesse entre nós. A cortina se abriu mesmo sem ter vento, e a sala inteira ficou gelada. Então, olhei pela janela e vi figuras fantasmagóricas usando jalecos brancos. Eu fiquei muito nervoso, até que vi uma das figuras surgir e formar uma cruz com as velas em frente ao rosto de Jill, que começou a falar com uma voz estranha e a agir de forma selvagem, até o ponto que eu e John tivemos que segurá-la. Se isso aconteceu só nas nossas cabeças ou  se tudo realmente esteve presente naquela sala, isso eu não posso afirmar, mas com certeza, eu jamais esquecerei essa experiência, e foi ela quem me inspirou a escrever “Supper’s Ready”.”

Gabriel, Jill e os donos da casa  (à direita) onde aconteceu o fenômeno que gerou a letra de “Supper’s Ready”.

A bizarra história possui divergências, pois segundo Gabriel, elas aconteceram na mesma noite, enquanto Anthony afirma que foram duas noites seguidas. O que importa é que este foi o ponto de partida para uma canção linda e repleta de variaçãoes climáticas.

“Supper’s Ready” começa logo após outra canção merecedora de ser chamada de maravilha, “Horizons”, um lindo dedilhado de violão composto por Steve Hackett. Sua primeira parte é “Lover’s Leap”, a qual narra a história de um homem que retorna para casa depois de um longo tempo, sendo recebido pelos braços de sua amada.

Gabriel começa cantando a letra junto de Collins, acompanhado pelo dedilhado de Hackett e Banks característico de diversas canções do grupo nessa época, e das notas do baixo de Rutherford fazendo a marcação do tempo. A letra é entoada em duas estrofes por Gabriel e Collins, sendo que para cada final de estrofe, apenas Gabriel canta. Nela, aparece uma citação ao fato inusitado na casa dos pais de Jill, através da frase “Six saintly shrouded men move across the lawn slowly. The seventh walks in front with a cross held high in hand”. Gabriel fica sozinho na terceira estrofe, quando o dedilhado dos violões torna-se mais tenso.

O falso profeta.

Entramos em “The Guaranteed Eternal Sanctuary Man”, cuja parte instrumental foi composta por Banks ainda quando ele cursava faculdade na década de 60. Temos vocalizações e um solo de Banks no piano elétrico fazendo a introdução sobre o tenso dedilhado dos violões, tocados agora por Hackett e Rutherford. Gabriel surge com suaves notas na flauta, e o solo de Banks continua, trazendo a sequência da letra. Os violões ganham ritmo, e Gabriel canta, com Collins fazendo intervenções nos pratos.

A letra narra a ida dos amantes de “Lover’s Leap” para uma cidade governada por dois personagens distintos. O primeiro é um fazendeiro benevolente, enquanto o outro é o chefe de uma religião altamente disciplinada cientificamente. Este último é o “The Guaranteed Eternal Sanctuary Man”, e diz conter o segredo de um novo ingrediente capaz de lutar contra o fogo, o que na verdade, é uma grande mentira.

O órgão então dá espaço para bateria e baixo puxarem o lento ritmo da canção, com Gabriel cantando palavras longas que narram a história do falso profeta, onde Hackett faz intervenções com o volume da guitarra, para um assombrante acorde de órgão trazer vozes de crianças cantando “We will rock you, rock you little snake, we will keep you snug and warm”.

Gabriel faz um tema na flauta que repete a melodia do vocal infantil, tendo ao fundo apenas o dedilhado dos violões e os acordes de órgão, entrando em “Ikhnaton and Itsacon and Their Band of Merry Men”, onde Gabriel passa a cantar com palavras mais curtas e em uma velocidade mais cadenciada, ditada por Collins, que utiliza apenas o bumbo e o chimbal, além de Banks fazendo algumas notas no órgão.

Performance de “Supper’s Ready”.

Aqui, começa a batalha entre o bem (o fazendeiro) e o mal (o cientista). Os amantes estão vestidos de cinza e roxo (mesma cor do acontecido na casa dos sogros de Gabriel), esperando por uma convocação que vem das crianças do oeste, governados pelo cientista, que planeja atacar todas as pessoas que não acreditaram na sua farsa, e que não adquiriram uma Licença de Vida Eterna fornecida pelo escritório de sua religião. Durante a batalha, o fazendeiro acaba perdendo sua fé e suas forças, sendo derrotado pelo mal.

Banks executa uma sequência de acordes, trazendo o peso da guitarra de Hackett para Collins, em um ritmo marcial, levar o tema do órgão de Banks e a letra. Hackett faz um breve solo, utilizando-se da técnica do tapping (algo excessivamente usado posteriormente por Eddie Van Halen) encerrando com um belíssimo tema entre órgão e guitarra, com baixo e bateria marcando o tema, onde Collins, após algumas viradas, trazer as frases finais dessa parte da canção, com Gabriel cantando quase que sussurrando, onde Hackett novamente emprega o uso do volume, e o andamento é marcado apenas pelo bumbo e o chimbal.

Depois de uma breve sessão de dedilhados, acordes de órgão surgem em “How Dare I Be So Beautiful?”, com Gabriel cantando muito baixo, quase inaudível, narrando que depois da catastrófica batalha, o casal encontra uma figura solitária, obcecada por sua própria imagem. Abismados, eles assistem uma transformação incomum, onde um homem vira uma flor, e acabam sendo puxados para dentro de um rio pelo reflexo de suas imagens no mesmo, tal qual Narciso. A voz de Gabriel aumenta aos poucos durante essa pasagem, assim como os acordes de Banks, entrando em “Willow Farm”.

O homem-flor.

Como uma história de animação, o grupo faz um ritmo sinfônico para acompanhar a interpretação de Gabriel, com Collins fazendo intervenções. A participação da guitarra é hilária. Um apito traz o piano para uma parte jazzística, onde a voz de Gabriel sofre diversas distorções, voltando então para o ritmo da história animada, destacando novamente as vocalizações de Collins, bem como intervenções de explosões e barulhos de trem.

Os amantes caíram em um mundo surreal, a Fazenda do Salgueiro, cheio de fantasias psicóticas, onde deparam-se que o mundo é feito de mentiras e verdades, bem e mal, e assistem Winston Churchill usando saias com as cores da bandeira da Grã-Bretanha, ou um saco plástico muito justo. Nessa Terra, o sapo é um príncipe, o príncipe é um tijolo, o tijolo é um ovo, e o ovo é um pássaro. Confrontados, acabam ouvindo suas próprias mentiras, e vão enterrando-se cada vez mais fundo no chão, virando sementes das flores do salgueiro.

Após essa sessão, chegamos na melhor parte da suíte, “Apocalypse in 9 / 8 (Co-Starring the Delicious Talents of Gabble Ratchet)”. Seu começo é uma maravilhosa experiência, com o órgão fazendo camadas de acordes para Hackett solar ao fundo, trazendo o dedilhado da guitarra para Gabriel fazer um lindo tema na flauta. Esse é um dos momentos mais emocionantes da carreira do Genesis, sendo repetido quatro vezes, com a terceira tendo também o violão fazendo o dedilhado, e na quarta aparecendo Collins, marcando o tempo no bumbo para Hackett e Rutherford criar um dos mais apavorantes e complicados riffs da história do progressivo.

Auge climático de “Supper’s Ready”.

O órgão de Banks serve como um espelho para o riff de Hackett e Rutherford, enquanto Gabriel canta com a voz tensa e assustadoramente envolvente, levando ao fantástico solo de Banks, onde Rutherford, Hackett e Collins marcam o tempo em uma precisão cirúrgica, sendo que baixo e guitarra fazem a intrincada sessão de acompanhamento de forma inigualável.

Collins faz pequenos rolos, e Banks constrói seu solo sem virtuose, mas empregando muitas camadas de teclados e órgão, além de fazer grande parte do mesmo em cima do seu hammond. As camadas de órgão vão criando o espaço para a viagem central da canção, trazendo a flauta de Gabriel fazendo pequenas intervenções.

A explosão final.

Agora, os amantes, em formato de semente, deparam-se com outras pessoas que também se transformaram em sementes de salgueiro. Esperando a chegada da primavera, para poderem florescer e sair daquele mundo, acabam retornando ao passando do mundo onde viviam, vendo o apocalipse de São João em sua quase totalidade.

A tensão toma conta, com Banks fazendo uma estonteante escala que aumenta de tom com o andar de Hackett, Rutherford e as viradas de Collins, para, entre barulhos diversos, Gabriel gritar “666 is no longer alone” e cantar a penúltima estrofe de “Apocalypse in 9 / 8”, com um apoteótico crescendo levar para um breve tema na flauta, com o órgão ao fundo, trazendo a última estrofe entre os acordes de órgão e a marcação de sinos tubulares, para fechar em um ritmo marcado e leve.

A luz branca sobre a escuridão (o bem sobre o mal).

O apocalipse é marcado pelo número da besta (666), com os sete trompetes soprando um doce rock ‘n’ roll dentro da alma dos amantes, enquanto Pitágoras está refletindo a lua cheia com seus olhos de vidro,  e então os amantes voltam para o mundo real, tendo novamente o ritmo de “The Guaranteed Eternal Sanctuary Man” em “As Eggs is Eggs (Aching Men’s Feet)”, a última parte de “Supper’s Ready”, com Hackett fazendo um lindo solo enquanto Gabriel encerra a letra, onde o bem vence o mal, e a existência de Deus e do Paraíso é verificada. encerrando a canção com as notas distorcidas da guitarra de Hackett envolto pelas camadas de sintetizadores, órgão, baixo e as leves batidas de Collins.

Um pouco mais de algumas das fantasias usadas em “Supper’s Ready”.

As fantasias usadas por Gabriel (e mostradas nesse artigo) são explicações simbólicas da canção. A coroa de espinhos simboliza o falso profeta. A flor simboliza o casal no mundo da Fazenda de Salgueiros. A estranha cabeça com formatos geométricos simboliza Magog, um personagem biblíco interpretado no Antigo Testamento da Bíblia como o segundo filho de Jafé, mas que aqui refere-se ao princípe Gogue do reino de Magog, o qual iria levantar-se para destruir os judeus (livro de Ezequiel, 38 :2). Por fim, a luz de neon branco simboliza a vitória da luz contra a escuridão, ou seja, do bem contra o mal.

Como podemos perceber, a letra é uma grande viagem de Gabriel, mas cujo sentido total é tão belo quanto a canção que ele usou para registrar suas palavras. “Supper’s Ready” tornou-se tão marcante na carreira do Genesis que durante as duas turnês pós-Foxtrot (a do próprio Foxtrot e a de Selling England by the Pound, no ano de 1973) se tornaria presença obrigatória como canção de encerramento do show.

Somente na turnê de The Lamb Lies Down on Broadway (1974-75) ela acabou ficando de fora, mais por causa de sua longa duração (mais de 23 minutos) do que por causa de sua beleza ou importância. Porém, quando Gabriel saiu em 1975, o Genesis voltou a utilizar “Supper’s Ready”, mas não mais como a canção de encerramento. Os brasileiros que assistiram a turnê do grupo em 1977, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, puderam conferir de perto essa maravilha do mundo prog, no último suspiro prog que o grupo deu em sua vida.

Depois, o Genesis acabou virando um trio com a saída de Steve Hackett, voltando-se para o pop e fazendo muito mais sucesso e vendas do que havia feito durante o período com Gabriel nos vocais, mas sem um-quinze avos da qualidade que havia na época entre Trespass e The Lamb Lies Down on Broadway, esse último, uma poderosa fonte de maravilhas do mundo prog. Aliás, essa fase ainda terá muito o que ser comentado por aqui.

23 comentários

  1. micaelmachado

    Uma das melhores canções não só do progressivo como da música em geral. Quando forem analisar a música feita no século XX daqui a 200 anos, com certeza "Supper's" estará presente dentre as grandes composições desta época. Ela é tão boa que nem o Phil Collins conseguiu estragar quando assumiu a linha de frente do Genesis. Embora eu a tenha conhecido na versão do "Seconds Out", é inegável que a versão com Gabriel é muito melhor, seja em estúdio ou ao vivo.

    Essa suíte é um dos melhores exemplos para aqueles que acreditam que uma música com mais de dez minutos é impossível de ser boa, ao lado de tantas outras que o prog já nos deu.

    A letra realmente é uma enorme viagem, meus parabéns pela bela e explicativa análise, conseguindo inclusive encontrar o sentido para a rota confusa que Gabriel adotou no rumo da canção.

    Outro excelente texto, Mairon!

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  2. Fábio RT

    Olá Visitantes e Redatores do Blog
    Meu nome é Fábio Rossi Torres, eu sigo sempre o blog e algumas vezes posto comentários. Recentemente estou pensando em realizar abaixo assinados e enviá-los para selos e gravadoras brasileiras para que as mesmas lancem versões nacionais de discos de artistas estrangeiros Ex: discografia do Judas remasterizada, discos do Lynyrd Skynyrd…etc etc
    Gostaria de mostrar com estes abaixo assinados que existe um mercado para este tipo de lançamento … mas não gostaria de fazer isto com apenas meu gosto pessoal…
    Também gostaria de pedir ajuda de vcs para fazer a divulgação destes abaixo assinados…. pode ser através de posts dos links dos abaixo assinados que serão feitos em sites on-line…
    Mas antes preciso saber os discos e bandas que os amantes de música mais querem… para me focar nas gravadoras dos mesmos e também para checar se haverá uma quantidade de assinaturas que cause algum impacto.
    Agradeço a atenção de todos
    Meu email pra contato é [email protected]
    Abraços

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  3. Groucho KCarão

    Pow, Mairon, acertou em cheio na escolha da banda! Tô numa fase prog ABSURDAMENTE regada a Genesis! E "Supper's Ready" eh uma música que até há algum tempo eu não tinha "entendido", o que torna meu vício nela algo mais recente.
    Acho FODIDAS as duas primeiras partes dessa música, e mais ainda o retorno desses primeiros temas no final.
    Parabéns pelo texto. E espero que venham mais maravilhas do Genesis, principalmente ressaltando a maestria do subestimado Tony Banks – pra não falar da guitarra proto-metal mas AINDA ASSIM boa do Steve Hackett!

    P.S.: Como assim "último dos cinco grandes nomes do rock progressivo inglês"?

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  4. Mairon Machado

    Groucho, o último é pq dos cinco grandes do progressivo, quatro já haviam sido homenageados. Claro, poderiamos colocar o Moody Blues, o Nice e o Van Der Graaf nessa lista, mas eles não tem tanto NOME no publico em geral quanto ELP, YES, King Crimson, Pink Floyd e Genesis tem.

    Enfim, valeu os elogios gurizada, e vamo q vamo

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  5. Groucho KCarão

    Cara, eh minha memória que anda debilitada ou eu passei batido? Não lembro de maravilha nenhuma do Pink Floyd aqui..
    Foi alguma música do Final Cut? RÇRÇRÇRÇRÇ

    Mudando de assunto:
    Tony Banks > Keith Emerson > Rick Wakeman

    õ/

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  6. Groucho KCarão

    Eu tava conferindo aqui. Tinha esquecido da materia de "Great Gig in the Sky"…

    Alem de Yes, KC, ELP, PF e Genesis, eu colocaria entre as gigantes do prog britânico: VdGG, Gentle Giant, Jethro Tull e Soft Machine.

    Minha comparação de tecladistas foi propositalmente exagerada. Sempre adorei o estilo do Tony Banks, mas só agora VICIEI no som dele, então eh cedo pra saber onde eu o situaria. Mas pegando o trabalho que fizeram nas bandas medalhões, com certeza ele supera o Wakeman sim. Aliás, o que eu mais curto na carreira-solo do Wakeman são as composições, não o trabalho dele nas teclas.. Resta eu ir atrás de trabalhos do Banks fora do Genesis. (John Tout = fanfarronice braba!)

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  7. Mairon Machado

    Groucho, a mão direita do Tout é quase igual a mão esquerda do Emerson. fanfarronice é admirar só as composições do Wako, hehhehe

    Quanto ao JT, eu não considero eles um grupo prog. Tanto que tenho me debatido sobre isso. Afinal, A Passion Play e Thick As A Brick são lindas maravilhas progs, mas o resto não é prog PROG (se é que me entendes)

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  8. Mister

    Mairon

    Acompanho religiosamente suas resenhas sobre maravilhas do prog, todas muito boas, mas desta vez você se superou. A cadência e a simplicidade do seu texto ao analisar uma das mais complexas suítes do progressivo mostram o quanto você é talentoso e apaixonado. Gostei muito.

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  9. Groucho KCarão

    Sim, esses dois discos do JT são os únicos INDISCUTIVELMENTE progs – e eu já li que o Ian Anderson fez o Thick As a Brick meio como uma sátira de prog, algo como "cês tão dizendo que eu faço prog, vou mostrar o que eh prog pra vcs" -, mas acho que há elementos progressivos neles desde antes e também depois.
    Nada contra o John Tout, mas primeiro lugar? Demonstra isso aí, bixo, por favor. '-'

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  10. Mairon Machado

    Demonstrando por que John Tout > Mike Pinder > Rick Wakeman

    Sendo "Prologue" uma canção composta por John Tout, de modo que a razão complexidade / beleza é definida em minutos, e seja "Anne of Cleves" uma canção composta por Rick Wakeman. Atribuindo-se o mesmo fator complexidade / beleza chamdo minutos, vemos que John Tout consegue ser mais complexo e soar mais belo que Rick Wakeman para o mesmo número de minutos. Podemos estender esse caso para outros exemplos: "SCHEHERAZADE" (John Tout) e "CLOSE TO THE EDFE" (Rick Wakeman). No primeiro, John Tout tem o auxilio basicamente apenas da voz de Annie Haslam para criar linhas melódicas encantadoras. O segundo, Wakeman apenas toca, não participando da composição. Enfim, essa é ua pequena demonstração, a qul é mais apropriada em um mbiente ideal (cerveja, petiscos e morenas sedentas por sexo)

    Gaspa, receber um elogio desse nível vindo de ti, um dos meus influenciadores para ler e aprender sobre música, é algo que me dá muita satisfação. Espero manter o nível, apesr de todos os problemas de mudança que passo no momento.

    Abraços e valeu!

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  11. Fábio RT

    Olá gente
    Sei que não é a discussão em pauta….mas sobre o meu comentário anterior… alguém aqui se interessaria em divulgar e participar ?
    Quem sabe não temos alguns discos do Genesis clássico sendo lançados no mercado brasileiro ?

    Responder
  12. diogobizotto

    Beleza, Fábio? Minha sugestão é a seguinte: você pode preparar um post explicando sua intenção, incluindo mais informações e possíveis links, questionando os leitores, e é claro que publicaremos aqui com a maior boa vontade do mundo, afinal… quantos desses discos abordados por nós ao longo desses últimos meses não são difíceis de ser encontrados no mercado nacional? Sugiro que entres em contato diretamente comigo no [email protected] e assim poderemos tratar melhor sobre como realizar essa ação. Abraço!

    Responder
  13. Fábio RT

    Muito obrigado Diogo
    Estou fazendo o mesmo no Collectors Room…
    Quanto mais divulgarmos melhor … acho que nosso mercado não é tão pequeno assim para termos tão poucos lançamentos no Brasil…
    Até

    Responder
  14. fernandobueno

    Estou sentindo um certo desprezo com o Wakeman que, parafraseando o Mago Merlinus, é o maior músico vivo…
    Mas respeito aí por favor…

    Sobre o que o Fábio está querendo acho muito interessante. O problema é que no Brasil hj, sem tantos lançamentos assim, já existem alguns viciados (como alguns desse blog). imaginem se tiver lançamentos mil…

    Responder
  15. Anônimo

    Excelente texto para essa excelente e complexa trama de música e letra, surgida de um dos grupos mais competentes do período áureo do rock prog!
    Abraço!!
    Ronaldo

    Responder
  16. Mário

    Caros!

    Não será propriamente um comentário.
    O intuito será saber qual o e-mail do Mairon para troca de ideias.
    Tenho observações sobre o progressivo muito específicas que gostaria de partilhar com o Mairon, e por consequência com todos vós.
    Assim, pergunto se algum de vós, poderá facultar o referido contacto.
    Expectante aguardo a vossa gentileza.
    Saudações progressistas.

    Mário.

    Responder
  17. Paramédico Voador

    Que viagem este artigo sobre “Supper’s Ready”! Mas não digo isso para desmerecer e, sim, para elogiar a competência do redator, que deve ter captado bem o que a suíte quer dizer e como foi composta. Já fui muito fã de progressivo, em especial do Genesis, só que essa época passou. Quando pego o “Foxtrot” ouço apenas “Timetable”, no máximo. O Genesis, como banda, reuniu talentos incomparáveis em sua formação clássica e uma das coisas que eles conseguiam colocar em suas músicas, digamos, em termos de inspiração, era algo da Inglaterra Católica, misturada com ficção científica. Penso que era algo inconsciente neles, visto que Banks, Gabriel, Rutherford, Hackett e Collins não são pessoas religiosas, e o que tiveram em sua formação veio do protestantismo (até onde sei). Ainda assim, que bom que deixaram essa influência impensada passar para sua arte e formar com ela algo incomparável!

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    • Igor Maxwel

      Não sabia disso, Paramédico! Genesis com Gabriel é maravilhoso de ouvir e Foxtrot pra mim é o melhor disco do rock progressivo antes do Pink Floyd e seu Dark Side of the Moon. Foxtrot é o meu segundo disco favorito do Genesis do meu top 5, o primeiro é, sem dúvida, Selling England by the Pound, que veio depois.

      Responder

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