Discos que Parece que Só Eu Gosto: Queen – Hot Space [1982]

21 de Fevereiro, 2011 | por Mairon
Discos que Parece que Só Eu Gosto
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Por Mairon Machado
Discos que parece que só eu gosto existem vários. Creio que devido ao gosto musical bastante variado, indo do jazz ao thrash metal, passando por música clássica, blues, hard, progressivo e muito som dos anos 70 para trás, sempre vai haver material que de alguma forma agradará a mim, mas não a grande maioria das pessoas. Principalmente naqueles grupos progressivos mais obscuros, ou então nas grandes bandas de free jazz, a sonoridade viajante e cheia de barulhos por vezes me leva a crer que apenas eu gosto do que estou ouvindo.
Mas tem casos que eu não consigo entender. Um deles é o álbum Hot Space, do Queen. Para mim, um dos cinco melhores discos já lançados na história do rock, e que é massacrado pelos fãs do Queen, os não fãs do Queen e até pelo próprio Queen. Por que?
Eu nunca consegui encontrar a resposta para isso. Para começar, Hot Space foi lançado em 1982, logo após o álbum Flash Gordon (1981) e o hiper-idolatrado The Game (1980). A sonoridade é uma sequência do que estava sendo feito pela banda, já que desde The Game o grupo começou a utilizar sintetizadores (lembrando que o Queen adorava acrescentar nos encartes de seus álbuns a frase “no synths”, e Jazz, de 1978, foi o último a ter os méritos para ostentar essa frase), que foram experimentados ao máximo na trilha de Flash Gordon, e que em Hot Space foram utilizados para dar uma sonoridade ainda mais leve ao pesado rock que o grupo fez no início da carreira, e que com o passar dos anos se transformaria em um pop fácil e pegajoso, estourando pelo planeta com o álbum The Works (1984), que foi lançado exatamente depois de Hot Space.
Queen com Maradona ao centro
E aí está o fato: The Game e The Works são álbuns pop de ótimo gosto, com canções que marcaram como “Another One Bites the Dust”, “Play the Game”, “Radio Ga Ga” e “I Want to Break Free” (isso só para citar algumas), e de novo eu pergunto, por que o preconceito com Hot Space se o pop dos anteriores também está presente neste?
Conhecendo um pouco a história, talvez possamos achar uma resposta. Em 1981, o Queen partiu para sua primeira turnê realmente mundial, promovendo o álbum Flash Gordon e passando por países como Japão, México e principalmente Argentina e Brasil. Os shows na América do Sul ficaram marcados por apresentações lotadas e muitos problemas. 
Queen, ainda com Maradona
Em março de 1981, o Queen desembarcou na Argentina para uma série de cinco shows, e logo na chegada, foram barrados pela polícia Argentina, pois as credenciais do grupo mostravam duas mulheres com os seios de fora, o que causou controvérsias entre o grupo e as leis antipornográficas da ditadura argentina. Para conseguir entrar no país, a equipe de produção do Queen necessitou passar uma caneta preta em cima de todos os seios das credenciais.
Já em frente ao estádio José Amalfitani, do Velez Sarsfield, onde os shows foram realizados, milhares e milhares de pessoas se amontoaram durante dias para poder presenciar os shows, causando mais tumultos e desconfortos entre a polícia local e a banda.
Para piorar a situação, o Queen esteve envolvido com diversos compromissos extra-palco, como uma sessão de fotos ao lado de Maradona e um jantar com o presidente, o General Roberto Eduardo Viola, que foi prontamente negado por Roger Taylor (bateria), alegando ser contra as políticas do general para com o povo argentino. O resto do grupo, a saber Freddie Mercury (vocais), Brian May (guitarras) e John Deacon (baixo), participou do jantar, o que gerou uma sequência de atritos entre os membros da banda que afetariam diretamente a gravação de Hot Space.
Queen no estádio Morumbi antes da mega-apresentação para 131 mil pessoas
Seguindo viagem para o Brasil, o Queen ficou 36 horas “hospedado” no aeroporto esperando a liberação do equipamento de som. Com apenas um dia para montar o palco e construir o set list da primeira apresentação da banda no estádio Morumbi, Mercury resolveu passear por São Paulo, deixando o resto do Queen p… da vida. Apesar de tudo, no palco o grupo fluía como água, e a apresentação para os 131 mil presentes no Morumbi é considerada por muitos uma das melhores da carreira da banda.
Com o término da turnê, o grupo lançou a canção-manifesto “Under Pressure” em um single que vendeu milhões de cópias. Com co-autoria de David Bowie, essa faixa bate de frente contra a política mundial do mundo naquela época, criticando principalmente a ditadura que envolvia os países da América do Sul. Não demorou para “Under Pressure” ser banida das rádios argentinas, e ao mesmo tempo que começava a Guerra das Malvinas entre Inglaterra e nossos hermanos, o Queen (assim como várias outras bandas britânicas) estavam proibidos de voltar a pisar em solo argentino durante todo o tempo que a guerra durasse.
Porém, no resto do planeta, “Under Pressure” estourou, e todos esperavam que o próximo álbum a ser lançado mantivesse a linha da sonoridade de “Under Pressure”, que será discutida daqui a pouco. Seguiram-se ainda mais dois singles: “Body Language” e “Las Palabras de Amor”, outra que os argentinos adoraram, principalmente pelas frases em espanhol, e que foi banida rapidamente de todas as lojas argentinas, com o single sendo despedaçado em praça pública, e finalmente chegava às lojas Hot Space.
Queen durante as gracações de Hot Space. Em cima: May e Deacon. Embaixo: Taylor e Mercury
Gravado entre muitas discussões, principalmente entre Mercury (no auge da sua descoberta sexual) e May, logo após ser lançado o Queen se separava por tempo indeterminado, já que ninguém aguentava mais os chiliques da dupla citada, e principalmente, com quase dez anos de imensas turnês, sem nenhum descanso, não tinha como ficarem mais tempo juntos. Taylor partiu para tirar férias na Escócia, onde um dia saiu tocando campainhas pela cidade e resolveu presentear a todos os que soubessem quem ele era, o que não foi feliz, pois ninguém o conhecia naquela região. Deacon juntou-se a família, enquanto May trabalhou ao lado de Eddie Van Halen no projeto Star Fleet. Já Mercury caiu na farra e na gandaia durante alguns meses, enquanto Hot Space afundava-se em números de vendas ridículos para um LP do Queen.
Então, vamos discutir um pouco sobre o que está presente em Hot Space. Claramente, o Queen escolheu um repertório especial para cada lado do vinil. O lado A preserva e destaca canções sensuais e dançantes, com um pop típico dos anos 80 e inovando no uso de sintetizadores. Já o lado B é mais típico do Queen, destacando a guitarra de May e com linhas melódicas que ficaram marcadas na carreira do grupo a partir do álbum A Night at the Opera (1975).
Compacto de Staying Power
O disco abre com o baixo de John Deacon mandando o riff de “Staying Power”, onde sintetizadores imitando metais fazem intervenções para então Mercury começar a cantar sobre um andamento dançante e bem oitentista, com um ótimo solo dos sintetizadores imitando os metais e com um arranjo dos vocais duelando com os sintetizadores muito bom. Essa faixa já assusta quem está acostumado com o som tradicional do Queen ou o rock que a banda fazia no início de carreira, mas é uma excelente faixa pop, perfeita para a época em que bandas como Depeche Mode, Erasure, Pet Shop Boys, New Order, Tears For Fears entre outras estavam engatinhando ou nem existiam ainda,
A festa segue com “Dancer”, com o baixão de John Deacon novamente na frente do ouvinte, e Mercury cantando em uma linha Michael Jackson que não tem como não dançar. O refrão é marcante, e o andamento é similar a “Another 
Compacto de Back Chat
One Bites The Dust”, porém com mais guitarras, inclusive com May solando por diversas vezes (para quem diz que o álbum não tem solos de guitarra) e bem mais sensual, batendo a canção mais famosa, na minha opinião, logo no primeiro round da luta entre as duas.
“Back Chat” é outra fantástica canção pop, com um andamento sensacional de Taylor, que utilizando a bateria eletrônica, cria um espaço perfeito para o fantástico riff de May, com Mercury cantando sobre a melodia do riff. Oitentista pacas, chupada por diversas bandas como as citadas anteriormente, com mais um ótimo solo de May, é a trilha perfeita para uma noitada de sábado. Mercury canta muito aqui, mas ainda não é a melhor apresentação do álbum.
Compacto de Body Language
A próxima canção, a sensual “Body Language”, é outra para ser confrontada com uma do álbum The Game, “Don’t Try Suicide”. Se na faixa de The Game Mercury canta sobre um andamento simples feito por baixo e batidas de palmas, com uma participação tímida de Taylor, tendo no refrão o ponto alto entoando o nome da faixa, e com uma curta sessão mais agitada com o solo de May, a faixa de Hot Space mantém uma linha similar, porém ainda melhor, começando com o hipnotizante riff de Deacon acompanhado pela bateria. Mercury começa a cantar enquanto palmas fazem pequenas intervenções para cada palavra. O refrão, cantado por todos, é recheado de efeitos que já haviam sido apresentados na trilha de Flash Gordon (1981). A faixa vai ganhando corpo, e o refrão novamente é repetido, chegando a uma sessão apenas com estalos de dedos, onde o nome da canção é repetido na frase “Look at me I gotta case of body language”. Nada mais que o puro Queen de tantas outras canções.
Official Programme da Hot Space Tour
O lado A encerra-se com “Action This Day”, que foge da característica das demais faixas do Lado A, com um riff mais pesado, apesar do andamento “quadrado”, alternando entre vocais de Taylor e Mercury e com mais um bom refrão, além de uma curta sessão onde os sintetizadores comandam um belo tema que leva ao curto solo dos sintetizadores em uma sequência de algumas faixas de Flash Gordon.
O lado B é, na minha opinião, ainda melhor. A faixa que o abre, “Put Out the Fire”, já é uma sonzera na linha de “Rock It” ou “Need Your Love Tonight” (ambas do The Game), porém com muito mais pegada, onde o grudentíssimo refrão hardiano destaca o peso da guitarra de May, em uma ótima faixa que, como citado no início do texto, não tem nada a ver com o lado A.
Compacto de Calling All Girls
Depois, Mercury assume o piano na linda balada em homenagem a John Lennon, “Life is Real (song
for Lennon)”. Para quem gosta de “Save Me”, “Play The Game” ou ainda “It’s A Hard Life”, essa canção está ainda um nível acima, pois a linha vocal de Mercury está emotivamente mais forte do que as citadas, o belo solo de May, mesclando guitarra e violão, o arranjo feito entre a guitarra e o piano, com o leve andamento de Taylor e Deacon, além de uma das letras mais bonitas escritas por Mercury (quem nunca pensou que Life is cruel life is a bitch”, joguem a primeira pedra), fazem dessa uma das minhas preferidas do LP.
Mas ainda tem mais. O rock de “Calling All Girls”, com um andamento sensacional, na linha das bandas de surf rock, onde os riffs de May chamam a atenção, apresentam um dos refrões mais grudentos de uma letra simples, que entoa o poder do amor. A levada do baixo de Deacon é um dos principais destaque da faixa, bem como os efeitos da guitarra de May durante toda a execução da mesma.
Compacto de Las Palabras de Amor
“Las Palabras de Amor (The Words of Love)” mantém o clima leve em uma linda balada que possui um sentimento forte, a começar pela bela introdução com teclados, baixo, violão e bateria, trazendo a voz de Mercury em outra linda letra, com o refrão mesclando frases em espanhol e em inglês, assim como o próprio Queen já havia feito em “Teo Torriatle (Let Us Cling Together)”, do álbum A Day at the Races (1976), porém mesclando japonês com inglês.
O Queen retoma a sensualidade naquela que para mim é a melhor faixa do álbum: “Cool Cat”. O que? Esse cara tá louco? A melhor é Under Pressure. Calma! “Cool Cat” é diferente de tudo o que está no álbum. Carregada de sensualidade, essa faixa apresenta uma das melhores performances vocais de Mercury, cantando em um agudo muito alto, quase que em falsete, e arrepiando até a unha do pé. Baixo e bateria puxam o riff da guitarra, e então Mercury começa a cantar em um ótimo soul, e a canção vai se embalando por si mesma, com a adição de teclados levemente adicionados. Os quatro cantam o nome da canção enquanto Mercury esbanja agudos soberbos. O que Mercury faz com a voz nessa faixa eu não ouvi em nenhuma outra do Queen (e olha que eu, modéstia a parte, conheço a obra do Queen de trás para a frente, da esquerda para a direita), a não ser em alguns segundos de “Under Pressure”, sem nenhum auxílio como os utilizados para as gravações de Innuendo, Miracle e posteriormente Made in Heaven. É o melhor registro de Mercury no auge da carreira. E para os “tarados de plantão”, sigam o conselho: rodem essa canção e, carinhosamente, peça para sua esposa/namorada fazer um strip-tease. A trilha vai encaixar perfeitamente para o objetivo a ser alcançado posteriormente.
Compacto de Under Pressure
E Hot Space encerra com “Under Pressure”. Só a participação de David Bowie já faz dessa faixa um clássico, mas ela tem seus méritos por si mesma. O riff de Deacon, as intervenções de piano, acompanhamento de estalos de dedos, apresentam os acordes dedilhados da guitarra seguido pelas vocalizações de Mercury. Bowie e Mercury passam a cantar juntos, e então alternam frases, levando a uma parte mais pesada, onde Bowie canta as duas primeiras frases e Mercury as duas últimas. O andamento dos estalos retorna, e Mercury solta os agudos que citei em “Cool Cat”, fazendo então mais vocalizações. Bowie canta frases enquanto Mercury grava na história mais vocalizações, e o tema pesado retorna. Então, somente com os estalos e alguns teclados, Bowie e Mercury cantam juntos, e Mercury solta mais agudos, arrepiantes, enquanto Bowie canta “Love, Love”, e o encerramento, pesado, é novamente arrepiante, com Mercury cantando muito, e a entrada de Bowie, entoando uma das estrofes mais lindas do mundo do rock “Pois o amor é uma palavra tão fora de moda E o amor te desafia a se importar com as pessoas no limite da noite E o amor desafia você a mudar nosso modo de nos preocupar com nós mesmos Esta é nossa última dança Esta é nossa última dança Isto somos nós mesmos”, emociona até um surdo. Tudo encerra-se apenas com os estalos e o riff de Deacon, e não precisava mais nada, o estrago já foi feito.
David Bowie e Freddie Mercury discutindo quem é mais macho: “Você! Não, você!”
“Under Pressure” é considerada por muitos a única faixa boa de Hot Space, e esse é o fato, “Under Pressure” é diferente das demais faixas por ter sido concebida antes das complicadas gravações do álbum. Uma pessoa que ouve essa faixa realmente só pode esperar algo igual em todo o álbum, mas a ideia de “Under Pressure” ser uma canção de protesto não é o tema de Hot Space, que é um álbum extremamente sensual e dançante no lado A e rock’n’roll no lado B. Se “Under Pressure” fosse colocada em A Kind of Magic por exemplo, certamente as pessoas ouviriam Hot Space com outra atenção. 
Mas, na minha modesta opinião (que com certeza não é a verdadeira e nem tão pouco a certa ou errada), 99% das pessoas que criticam Hot Space vão na onda do que já ouviram falar do álbum ou de apenas uma audição procurando por algo na linha do clássico de Bowie e Mercury. Com certeza, se essas pessoas gostam de The Game e The Works, ao ouvirem com atenção Hot Space verão que as mesmas linhas melódicas, os mesmos sintetizadores e a mesma forma de criar as canções estão presentes em Hot Space, só que adaptadas para o momento que a banda passava, que acabou refletindo em um dos melhores e mais injustiçados álbuns da história do Queen.
Realmente, será que sou só eu que gosta desse disco? Ouçam de novo depois desse texto e deixem seus comentários.

Track list:

1. Staying Power
2. Dancer
3. Back Chat
4. Body Language
5. Action This Day
6. Put Out the Fire
7. Life Is Real (Song for Lennon)
8. Calling All Girls
9. Las Palabras de Amor (The Words of Love)
10. Cool Cat
11. Under Pressure



36 Comentarios

  1. Fábio RT disse:

    Oi Mairon !

    Fiquei curioso em saber seu top 5 da história do ROCK…quais seriam os outros quatro ????

  2. Fábio

    Há 6 anos meu Top 5 não muda. Na ordem

    Tales From Topographic Oceans (Yes)
    Physical Graffitti (Led Zeppelin)
    Pet Sounds (Beach Boys)
    Hot Space (Queen)
    The Lamb Lies Down On Broadway (Genesis)

    Mas a minha lista dos 10 mais está sempre mudando, dependendo do humor.

    Um abraço

  3. Leandro disse:

    Depois dessa passoa a acreditar que tem gosto pra tudo! Esse disco é um tremendo lixo.
    Nunca imaginaria que alguém o classificaria entre os melhores.
    Mas viva a democracia e ao gosto pessoal.

  4. Fábio RT disse:

    Não acho tão ruim este disco como falam…lembro de ter ouvido ele e ter achado o som agradável…nada especial…mas agradável… talvez seja necessário ouvir de novo pra ver se é este lixo mesmo ou uma obra prima injustiçada

  5. Cara, eu ouvi muito pouco desse disco, mas a julgar pelo que dizem dele por aí, acho que essa coluna vai acabar destruindo o nome do blog! xD
    Até tô criando coragem pra falar de uns discos bem escrotos, que eu também não entendo porque falam mal! (Quer dizer, alguns eu entendo, hehe.)
    Mas de uma coisa a gente precisa sempre ter certeza: metade dos depreciadores desses discos apenas repete o que ouviu algum crítico ou um grupo de pessoas dizerem, às vezes sem ter ouvido o disco ou tendo ouvido com predisposição de achar uma merda..
    O que vc falou a respeito da inclusão de "Under Pressure" é bem verdade. A primeira vez que ouvi o disco eu fiquei procurando músicas iguais a ela! xD

  6. micaelmachado disse:

    Eu não gosto deste disco. Na minha opinião, é o tipo de disco que, se tivesse o nome de outra banda na capa, poderia ter uma avaliação diferente. Mas ele não é um disco à altura da história do Queen. Ele pode até ser pop como o The Game ou o The Works, mas estes tinham boas composições, e aquela marca de qualidade que o Queen sempre ostentou até então. Esse disco carece de unidade, de boas composições, de arranjos melhores… de uma maturidade que o Queen já possuía, e que, nos discos logo depois, provou ainda ter, embora não em todos os momentos…

    Se bem que, para mim, o Queen só teve momentos excelentes até o primeiro ao vivo. Depois, começaram a surgir "bolas fora" na discografia do grupo, em maior ou menor quantidade dependendo do disco. E este é onde está a maior quantidade delas…

  7. Fala Leandro. É issoa i, viva a democracia. Quando eu me disponibilizei a fazer essa sessão eu sabia que ia levar uma tunda, mas como resslato no texto, eu não acredito que as pessoas que gostam do the works nao gostem desse disco, e principalmente quem gosta do the game. Esse álbum é muito mais trabalhado, com letras melhores e principalmente, com Mercury em otima fase. Aos que não gostam, eu respeito, mas ouçam de novo e vejam que é um bom disco do Queen.

    Groucho, tudo o que vc falou é verdade, mas se eu for o culpado por destruir o nome do blog, eu peço demissão antes que isso aconteça

    Um abraço a todos e ouçam de novo sem pré-conceitos …

  8. Mairon, eu ouvirei com certeza. E não tome ao pé da letra o que eu falei. O texto tem muita qualidade e, portanto, apenas enaltece ainda mais o blog. O que eu falei foi apenas uma brincadeira, pois eu costumo ver MUITA gente malhando principalmente esse disco do Queen. Mas eu também falei isso porque imaginei alguns discos bem escabrosos, que todo mundo mete o sarrafo, mas que eu gosto pakas. Até comentei com o Bueno que tô pensando em escrever sobre um deles, mas é sabendo que vou conseguir muitos inimigos e detratores! xD

  9. Tranquilo Groucho, eu tb estou pensando em largar varios discos q todo mundo mete o ferro. O proximo q vou fazer tb eh daqueles q ninguem gosta, mas dai tu perguntas "ouviste?", e o cara, nao, nem me animo, todo mundo fala q é ruim. Só que o disco é fantastico. Existem varios assim, e um dos que mais tem discos nessa linha é o Zappa, na minha opinião. Ja tiveram a capacidade de dizer q o jazz from hell tem muito barulho de cozinha e gritos insanos, enquanto o disco é somente instrumental, com o synclavier, e pior, q a capa do jazz from hell é pornografica, mas só tem a foto do zappa vestido de terno (!). Sao coisas da vida …

  10. Pra mim nada me surpreende eu achar esse disco muito fraco (sim, eu já escutei e já o tive), pois acho o Flash, o Works, o The Game, e daí em diante todos fracos. Pra mim as bolas fora do Queen já começaram no A Day at the Races, mas enfim, chatices minhas a parte, uma banda que fez um rockão do naipe de "Stone Cold Crazy" ou algo fantástico como "Bohemian Rhapsody" passar para um popzinho de esquina é demais pras minhas coronárias! hahuahuahuahua
    Mas Mairon, isso é que nadar contra a corrente…defender o Hot Space!
    Abraço, cara!
    Ronaldo

  11. Leandro disse:

    Mairon,
    vc acredita que eu fiu ouvir mais uma vez esse disco por causa da matéria? Pois é, ouvi. Desta vez procurando perceber cada detalhe sem preconceitos. ´
    Concluo que é um disco até aceitável para os padrões pop da época, mas intragável para quem gosta do Queen e de hard rock/rock and roll. Algumas músicas são absurdamente ruins com um teclado horrível…
    Pra não dizer que sou bitolado no Queen dos anos 70, gosto do Works e do Kind of magic por serem discos pop com música realmente boas.
    Nesse Hot Space a impressão que dá é que as músicas foram compostas sem uma unidade. Uma justaposição de ideias mal resolvidas. Uma tentativa de fazer o pop à Michael Jackson com guitarras. Muito mal feito para o meu gosto.
    A única coisa que eu concordo é quanto aos vocais de Mercury. Realmente a interpretação dele está fantástica.
    Por fim, descobri uma música bacana no meio do disco: Put out the Fire. Mas é muito pouco se tratando do alto nível dos discos do Queen.

  12. Que bom Leandro, essa é a ideia, fazer re-ouvir discos que estão pegando poeira. Que bom que você descobriu Put out the fire, quem sabe com mais audições o disco não "entre na veia"? Confesso que nas primeiras audições tb não curti muito, mas com o passar dos anos, me convenci de que o disco era ótimo (para o meu gosto). O importante é que vc re-ouviu, e já achou uma segunda musica boa (pois acredito que Under Pressure vc curte)

    Um abraço e valeu

  13. Leandro disse:

    Under Pressure é um clássico. Gosto dela sim.
    E vamos lá ouvindo e re-ouvindo tentando assimilar os discos massacrados, rs.
    Abração.

  14. diogobizotto disse:

    Mairon, é claro que eu não poderia deixar de reouvir o álbum em questão após a defesa que fizeste, coisa que eu não realizava há anos, literalmente. Minha impressão não mudou: trata-se sim, ao menos para mim, do disco mais fraco da banda. Já pensei algumas vezes que essa posição era merecida por "Flash Gordon", mas tendo em mente que ele é uma trilha sonora para um filme, e abstraindo um pouco as tantas vinhetas ele soa bem mais interessante, inclusive com vários momentos remetendo ao Queen setentista, sem contar que a performance de Brian May soa mais exuberante em "Flash Gordon" do que em "Hot Space".

    Aliás, foi bom citar isso. Apesar de seu sempre bom desempenho, em "Hot Space" sinto uma certa falta daqueeeele Brian desafiador dos anos 70, de sonoridade única, que conseguia se destacar mesmo em uma banda formada por quatro músicos tão talentosos. Sim, no lado B o disco dá uma melhorada nítida, caindo bem mais pro lado rock e deixando de lado o pop explícito do lado A, pouco memorável, em especial a fraquíssima "Body Language" e a sem graça "Action This Day". "Put Out the Fire", "Las Palabras de Amor" e "Cool Cat" são músicas bem legais e são deixadas de lado por alguns que preferem seguir a corrente e reforçar estereótipos a ouvir o disco com atenção.

    Não concordo com muita coisa que foi escrita (ler que "Life Is Real" é melhor que "Save Me" foi de doer a bola esquerda, hehe), gosto de textos assim. É mais ou menos o que tentei atingir com meu artigo sobre "Chinese Democracy" do Guns n' Roses: atiçar a curiosidade, os ânimos, fazer com que parem para pensar um pouco e que não sigam tudo que os ditos "entendidos" falam.

    Para finalizar… acredito que "The Works" se configure mais ou menos em um "Hot Space" melhorado, com bastante coisa em comum, inclusive na criação do track list.

    Ah, não mencionei "Under Pressure" até agora pois é covardia… apenas uma das melhores músicas do Queen, um arregaço, um desbunde!!!

  15. Acho que por puro preconceito causado pelas grandes criticas em cima desse álbum que eu ainda não adquiri para a coleção e muito menos escutei…é claro que a mais conhecida, Under Pressure é uma clássica do Queen, mas saber que tem alguem com uma opinião tão diferente da maioria ja me anima um pouquinho a olhar com mais carinho para esse álbum…
    abraços!

  16. Tetsuo disse:

    Também acho um dos mais legais do Queen.
    Esse disco não é nem um pouco fraco. É um discaço.
    As pessoas acham que ter qualidade é ser pesado.
    Não ter qualidade é ser pop e assimilável, ou leve, e não existe isso.
    Uma coisa pode ser pop e ter muito mais qualidade que um rock pesado.
    Exemplo: Um disco do Jota Quest é muito mais bem tocado e muito mais complexo que um do Linkin Park.

    Hot Space tem que ser ouvido sem esperar músicas como Under Pressure, e pra isso, o cara tem que ser como vc, Mairon. Tem que ter ouvido pra Black music, senão vai julgar sem sequer ouvir.
    Muitos dos que condenam o disco só ouvem rock.

    Já você deu demonstrações de conhecimento.

    Admito que também me decepcionei na primeira ouvida e achei que o disco era na linha do 'lado A' até a última música.

    Aí, receoso, ouvi até o fim e vi que o disco parecia ser um daqueles que na época de lançados, têm estilos diferentes de cada lado do LP.
    Mas eu tenho uma estratégia que sempre funciona quando não curto um disco: Altero a ordem das músicas.

    Em vez de ouvir na ordem do disco, com as mais funkeadas primeiro, eu intercalava uma do lado A e uma do B, assim tive paciência pra assimilar as músicas uma por uma.
    Ia lá no nome de arquivo do MP3 e alterava o título, exemplo: "06-Put out the fire" pra "02-Put out the fire".

    E assim consegui ouvi-las com calma e vi que só tem musicão. É claro que mais musicões na linha 'Another one bites the dust', 'Fun it' e 'Dragon attack' do que na linha 'Dead on time', mas com qualidade, que é o que importa.

  17. Ferreira Neto disse:

    Caramba, gostei demais do seu post. Achei seu blog por acidente, estava procurando imagens para "linguagem corporal" e cheguei aqui.
    Não só suas observações são extemamente acuradas, como sua maneira de escrever é divertida e ainda assim informativa.
    Gostei MUITO de seu post, tenho uma visão muito parecida com a sua, quanto ao Queen.
    Você também é da década de 60?
    As vezes me dá um desespero tentar explicar para meus filhos como era a sociedade na época dessas músicas, antes da geraão deles, onde um bando de gente sem muita competencia resolve "re-interpretar" os "meus" clássicos.
    Fantástico post, parabens!

  18. Ola Ferreira, bem vindo ao clube e obrigado pelos elogios. Não apenas eu, mas todos os colaboradores da consultoria do rock tentamos sempre mostrar ao nosso leitor uma forma diferente e honesta de se ver e ouvir musica, criticando os lados bons e negativos até mesmo de uma banda que adoramos.

    Eu nasci em 82, talvez decepcione você nesse ponto, mas te agradeço pelos elogios e espero que voce acompanhe o blog e curta ainda mais o que já temos postado e o que iremos postar.

    Um abraço

  19. Luisa disse:

    Passeando pelo site vi esse comentário sobre o HOT SPACE(gosto não se discute, eu particularmente acho um disco fraco com alguns bons momentos), mas em relação a faixa COOL CAT( boa música por sinal!) , o falsete usado não canção não é único , em SOUL BROTHER ( ladoB do UNDER PRESSURE) MERCURY canta a canção inteira com um agudo altíssimo. Essa música ( um blues) é uma das melhores do QUEEN e bem melhor que COOL CAT ( que é boa também)

  20. Adorei o texto. Gosto bastante do álbum, mas não sei se posso colocar esse álbum como meu favorito, mas concordo plenamente que este trabalho é realmente muito pouco valorizado. Há tantas coisas maravilhosas no Queen que para mim como fã é difícil dizer o que eu prefiro mais. O Hot Space sem dúvida não é um álbum tradicional do Queen- ele inova muito no estilo e muita coisa nele é extremamente atual, muito pop, dançante e realmente nos prede quando o escutamos mais atentamente, sem estar preso somente em valorizar o rock e sim diversificar os estilos. Então classifico e imagino este trabalho como se fosse uma reunião de músicas bem legais tiradas dos álbuns solos dos integrantes e não tanto como uma sonoridade Queen com excessão de "Under Pressure". E as ouvindo atentamente parecem continuar atuais em meio a tanta coisa ruim e "sem gosto" que aparecem por ai. Conheço toda a discografia da banda Queen, inclusive os álbuns do Cross com Roger Taylor e os trabalhos das carreiras solo dos integrantes. Sou fã há muito tempo, desde 81 quando o Queen veio a 1a vez para o Brasil. E a cada dia que passa aprendo coisas novas e valorizo ainda mais o tesouro deixado por estes incríveis artístas que integraram o Queen de Freddie Mercury.

  21. Ola Paulistana Queene, bem vinda ao clube e obrigado pelo seu comentário. Eu gosto tb do Cross, e da fase solo, é ingável que o Mercury foi o que se saiu melhor, apesar de eu curtir muito o Starfleet do Brian May, que inclusive foi trtado aqui no blog (e o próprio Back to Light não é dos piores)

    Um forte abraço

  22. Jorge disse:

    gosto deste disco , só não acho um dos melhores desta fase pop , isso seria algo para the game e a kind of magic . ele pra mim só tem 3 bolas fora ,staying power , dancer e actions days , o resto varia entre bom e ótimo . destaco back chat , life is real e cool cat . essa última , concordo com vc em relaçâo ao vocal do freddie , mas esqueceu de mencionar o baixão do deacon , pra mim um dos melhores , senão o melhor baixo dele em todos os discos , abala até a alma Rs rs rs . e quanto a life is real ser melhor que save me , é brincadeira , né ? Rs! rs! rs . não falei de under pressure , mas precisa ? classic!!!!

  23. Mariana disse:

    Adorei seu artigo!! Até postei no grupo Queen Brasil no facebook. Você expressa com riqueza detalhes e com uma opnião dissociada de preconceitos e barrismos, comum a muitos fãs do Queen! Parabéns!

  24. Obrigado Mariana, e desfrute do nosso blog. Espero que encontre mias matérias que lhe interessem!

  25. Cara, o lado A de Hot Space é perfeito para uma sessão de aeróbica, dança, fitness, ou qualquer coisa que associe exercício físico e música. É perfeito! Foi feito pra isso. É um álbum conceitual de um lado só, único. Os Queen mandaram bem em tudo o que fizeram, e não podia ser diferente com este objetivamente dançante. Hot Space, olha o nome – é dar play e mexer o esqueleto até o suor escorrer. Não é pra ser complexo nem 'orquestrado'. Não é pra ser rock, não é pra fazer refletir (embora faça), não é pra ser cult nem inteligente. É pra ser dançado. Suas palavras sobre o álbum me deixaram muito feliz. 🙂

  26. Obrigado Marco. Forte abraço

  27. Eu já achei o Hot Space um lixo, depois comecei a gostar e agora é um dos que eu mais ouço, e eu curto tudo do Queen.
    Agora, eu só achei que forçou a barra comparando Body Language com Don't Try Suicide… Body Language é como Delilah, um lixo tremendo. Agora, do lado dance do disco, tem um problema: a produção do Mack, o disco é mecânico demais, ao vivo eles faziam todas essas músicas melhores, como Staying Power e Action This Day. As duas que eu curto mesmo do lado A são Dancer (é a melhor do disco, pra mim) e Back Chat. As outras 3, foda Body Language, dá pra ouvir, mas eu prefiro as versões do At The Bowl, por exemplo…

    Agora, uma coisa é inegável, apesar de ser fraco pra uma banda do calibre do Queen, esse disco tem um alto astral como eu nunca vi em outro do Queen

  28. Filipe Mencari disse:

    O disco mais insuportável do Queen é Flash Gordon, mas como é uma trilha sonora, vá lá. Hot Space para mim é um bom disco sim, indo na linha Disco em alguns momentos e acho que isso choca a maioria das pessoas que esperam que as bandas façam sempre as mesmas coisas. Mas tem sim muita coisa boa por lá. Sou do tipo que precisa ouvir alguns álbuns (ou mesmo artistas)algumas vezes para poder emitir uma opinião mais segura. Ouçam odsico apenas por ele mesmo, sem pensar em quem é o artista e seus outros trabalhos.

  29. Life is Real melhor q SAVE ME?????? é ruim ein kkkkkkkkkk

  30. Rusty James disse:

    Não tem como classificar este disco no rol dos melhores e maiores discos da história do rock, mas como foi dito diversas vezes em linhas anteriores, a “demo”cracia é que manda. Escutei de novo com atenção, mas não dá. Gosto é gosto. Contudo, mesmo a banda estando totalmente destroçada, ainda continuava fazendo shows memoráveis, como é possível perceber no dvd Live at the Bowl, onde Mercury manda um grande foda-se aos detratores de plantão. “Dane-se, são apenas algumas canções rock n roll (…)”. Interessante a proposta de defesa dos discos ruins do site, mas no caso de Hot Soace não tem como forçar. Mas vamos dar um viva a democracia, enquanto ela ainda é soberana neste horrendo pais.

  31. Rodrigo Otávio disse:

    Já revi vários conceitos meus no que diz respeito a discos que foram execrados à época de seu lançamento e depois reabilitados, passando a ser compreendidos e alguns até viram obra prima. Mas não é o caso de Hot Space. Tirando Under Pressure, não tem nada que preste lá. É disparado o pior da discografia do Queen. Tenho no meu acervo por obrigação de completista mesmo, se não nem comprava.

  32. Luiz Fernando disse:

    Acho um bom disco, longe de ser uma obra-prima, mas considero um trabalho digno. Para ser síncero, gosto mais do “Hot Space” do que de “The Works” e realmente se ele fosse de outro grupo poderia ter uma avaliação melhor. Façam uma discografia comentada do Queen, ia ser bem legal! Abraços!

    • maironmachado disse:

      Obrigado pelo comentário Luiz Fernando. A DC do Queen realmente precisa sair. O problema é que como sou um apaixonado pela banda, iria elogiar quase tudo o que saiu de lá. Mas vamos ver pro segundo semestre o que pode acontecer. ABraços

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