Direto do Forno: Spreading Hate – Nightfall [2009]

7 de fevereiro, 2011 | por Mairon
Direto do Forno
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Por Mairon Machado


Estreamos aqui no Consultoria do Rock a sessão “Direto do Forno”. Nela, apresentaremos resenhas de discos/EPs/singles que acabaram de ser lançados no mercado (ou ainda estão por chegar), ou de bandas independentes que estão buscando seu lugar ao sol.

Esse é justamente o caso da nossa banda de estreia, Spreading Hate. O grupo contatou os membros do Consultoria do Rock enviando para nós seu EP com cinco faixas, intitulado Nightfall. Prontamente me habilitei para resenhar a banda, uma pela curiosidade de ouvir algo novo e outra para amenizar meu lado bolha.

O grupo, formado por Renan Brito (vocais, guitarra), Jeff Hita (guitarra), Eduardo Ayres (baixo, vocais) e Bruno Matos (bateria), enviou esse EP e uma breve história da banda. Nela, constatamos que o grupo foi formado em 2004 através de Hita e Ayres, na cidade de São Paulo.

Definindo-se como death metal melódico, o grupo foi batizado inicialmente com o nome de Death Unlimited, nome do álbum da banda de death metal finlandês Norther, e mudou para Spreading Hate em 2007. Matos foi substituído por Lucas Cassero, uma pena. Apesar de não conhecer o trabalho de Cassero, Matos foi quem mais me chamou a atenção no EP.

 

EP do grupo
Tudo começa com “Scythe of Night”, com um riff que lembra Slayer. Os vocais guturais puxam a canção com Matos mandando sessões rápidas e sessões mais quebradas entre o riff inicial. A seguir, manda ver nos dois bumbos para mais um riff surgir, e começar a letra. Destaque para o bom trabalho de guitarras feito por Renan e Hita, com riffs que lembram “Living for the Night” (Viper).

Emendada, surge “Bloodyheart”, com o baixo comandando a entrada. Outra canção com destaque para a bateria de Matos, e com os riffs pegando solto, além do vocal gutural de Renan. Particularmente, não gosto do estilo vocal dele, mas os fãs de death metal certamente vão curtir. Essa faixa me lembra muito Korn, apesar de que eu possa estar totalmente errado na comparação.

“Murder” começa com muita pauleira, com a mão direita das guitarras pegando. Essa é death puro. O começo da canção é pegado, mas na hora da letra começar, as marcações fazem o pique cair. Porém, com o seguimento da letra, a pauleira retorna, e o Spreading Hate registra assim aquela que foi a música que mais me agradou, principalmente pelos duelos de guitarras, apesar das invenções eletrônicas que aparecem vez ou outra.

“Immigrant Shadow” é outra faixa bem interessante, onde a bateria não está tão rápida. O único porém fica nos vocais, que realmete não me agradaram, mas o som é bem construído, com um refrão legal, onde as guitarras trabalham bem.

O EP encerra com “Lightning Into Darkness”, também bem trabalhada, com uma boa introdução e não tão pesada, novamente com invencionices como uma espécie de piano elétrico que não encaixou legal no meu ponto de vista.

Foto de divulgação da banda
Enfim, de uma forma geral, foi interessante ouvir o EP, até por que não sou um grande apreciador do estilo. Tenho certeza que os aficcionados irão curtir, até por ser uma sonoridade bem moderna, e não dá para negar que os guitarras, bem como o batera, tocam bem. Infelizmente eu não consigo ouvir o baixo, portanto não darei opiniões sobre isso. Nada de músicas memoráveis ou que possam a virar hinos do death, mas para se ouvir vez em quando, não fica ruim. 

O Spreading Hate deve estar lançando o primeiro CD agora em 2011, com a formação tendo Renan, Cassero,  Hita e Ayers. Aqueles que se interessarem em conhecer a banda, entrem em contato através do e-mail [email protected]. Não curto o estilo, mas desejo sucesso para os caras, pois parece que têm competência para chegar lá.



11 Comentarios

  1. micaelmachado disse:

    Eu curti o Ep, e concordo com o Mairon, quem mais me chamou a atenção foi o baterista, embora a dupla de guitarristas também se destaque…

    Gostei das músicas, e o vocal, embora não tenha agradado ao redator, está adequado ao estilo, soando até menos gutural do que eu esperava, mais ou menos como um Alexi Laiho do Children Of Bodom mais grave.

    Bastante interessante, ainda mais por tratar-se da estreia do grupo. Com a experiência e a maturidade que a estrada trarão, o grupo tem tudo para ser mais uma força de destaque no nosso metal nacional.

    Só para provocar, eles fizeram por si corretamente, procurando divulgar o seu trabalho ao invés de ficar reclamando em "cartas abertas" e propondo "datas especiais". Parabéns a quem acredita no seu próprio trabalho, e não em mimimis desnecessários. Boa sorte em sua caminhada, pessoal!

  2. Eu falei para o pessoal da banda assim que recebemos o email que pela apresentação, o cuidado com a imagem, capa e toda a seriedade que eles demonstram para mim já é suficiente para conseguirem crescer e conquistar o merecido espaço no mercado!!

    Excelente trabalho galera!!! Quando ficarem milionários não esqueçam dos pobres aqui do blog…. hehehehehe

  3. diogobizotto disse:

    Pobres? O Bueno é milionário!!!

  4. Sim, falei para eles nao esquecerem os pobres…. eu e vc…. o bueno todo mundo sabe que ele é milionário…… eles vcs podem esquecer…. hehehehe…

  5. ¦ ĴαoΘ ¦ disse:

    Esse EP, tocado ao vivo, sempre me faz lembrar do show no Phoenix Live Project… Cara, que show foi aquele! Já cheguei a abominar vocal gutural, mas mudei de opinião ao ouvir bandas de Death/Death Melódico, e partir para o lado mais extremo da música… Simplesmente, aguardo ANSIOSAMENTE pelo Ares Festival, onde esses caras tocarão, mais uma vez. Quem puder, presencie! Os caras têm uma energia ABSURDA em palco! Sucesso, rapaziada! by: Jão.

  6. diogobizotto disse:

    Falando sério agora (não que o Bueno milionário não seja), mas o fato que me agradou na banda é que ela soa ambiciosa. De neguinho pagando uma de humilde e fazendo o treco nas coxas eu nem quero saber. E o fato das músicas serem bem estruturadas ajuda muito também. Tem banda que tenta fazer três mil coisas diferentes ao mesmo tempo e se esquece que uma boa composição é a base de tudo, não sua execução. Só acho que o som de bateria poderia ser mais orgânico. Não curto esses bumbos clicados, tão em voga hoje em dia.

  7. fernandobueno disse:

    Esse negócio de eu ser rico é a maior balela de todas aqui. Vamos ver quem tem mais CDs? Para mim quem tem mais de 1000 CDs é rico…eu não teno isso e tá longe…
    Assunto besta que está desviando o foco do post que a o Spreding Hate. Parabéns a vocês principalmente pelo capricho que mostraram que tem com o som de vcs…

  8. Edu disse:

    Ola! sou o Edu do spreading hate! gostaria de agradecer aqui essa galera do blog pelo espaço! e pela sinceridade que vcs trabalham!

    Sim procuramos sempre o melhor para nosso trampo, mas quero deixar claro que nosso ep foi feito totalmente em casa! totalmente independente e sem muitos recursos, peço para aqueles que gostaram do nosso trabalho que escutem nosso proximo cd que vira pois este estará com uma qualidade profissional bem superior em todos os sentidos!

    São pequenas atitudes como esta que nos fazem ter mais força de vontade de fazer um trabalho melhor!

    abraço a todos!

  9. Mairon, achei o review meio estranho. Você acaba ele dizendo que não gosta do estilo, mas deseja sucesso porque parece que os caras são bons. Isso não é uma resenha, certo?

    Não ouvi a banda, mas uma crítica de um CD analisa os pontos fortes e fracos da banda com conhecimento de causa, o que não foi feito aqui.

    Parece um texto de auto-ajuda … Capa bem feita, seriedade e profissionalismo são pré-requisitos para se destacar no mercado, e que bom que a banda tem, mas apenas isso não garante nada. Quando leio uma resenha de um disco quero saber detalhes dele, a sensação que ela passa, e não um mero copiar + colar do release e um texto dizendo que não gosta do estilo, mas que acha que a banda é lagal.

    Você já mostrou que sabe fazer mais que isso, Mairon!

  10. Fala Cadão. Velho, não, esse texto não é uma resenha, é apenas um texto sobre um EP que recebemos dentro da Consultoria, e que eu prontamente me habilitei a comentar sobre ele justamente por não ser um apreciador do estilo. Não é o fato de eu não gostar q eu não posso indicar algo para alguém q curta (obviamente, se uma pessoa vem e diz qquer conhecer beatles, eu vou indicar o please please me e o let it be para ela). Nao teve nada de ctrl+c ctrl+v no texto, eu apenas coloquei o que sentia em cada musica (alias, como sempre fiz). Enfim, mantenho minha opinião de que eles devem melhroar em alguns pontos (como os vocais), pq assim podem chegar a ser uma banda que eu aprecie, apesar de que do nível que eles estão, a coisa já funciona para muitos fãs do estilo

    Um abraço e valeu o comentário!

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