Por Thiago Reis

A banda paulista Suprema começou suas atividades em 2004, lançando em 2005 o EP de estreia, chamado Spyeyes, tendo destaque da mídia especializada na época. Entre os anos de 2008 e 2012 fez várias turnês pelo Brasil, inclusive em algumas oportunidades dividiu o palco com grandes bandas como Primal Fear, Blaze Bayley e Evergrey.O quarteto formado por Pedro Nascimento (vocal), Douglas Jen (guitarra), Fabio Carito (baixo) e Fernando Castanha (bateria) lançou em 2013seu  álbum de estreia, Traumatic Scenes. Nas próximas linhas falaremos um pouco mais sobre este álbum, que foi inspirado no filme O Invisível.

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Fernando Castanha (bateria), Fabio Carito (baixo), Pedro Nascimento (vocal) e Douglas Jen (guitarra)

A faixa de abertura, “Marks of Time” é bem enigmática,  criando o clima perfeito para o que está por vir. Uma introdução bem interessante e que deixa o ouvinte curioso para escutar o restante do álbum. “Dark Journey” já começa com riffs rápidos e técnicos, um acompanhamento bem complexo da bateria e vocais rasgados acompanhando bem o peso da música. O refrão entra e mostra que “Dark Journey” pode funcionar muito bem ao vivo, criando uma boa dinâmica com a platéia. É de se notar a alternância de riffs, de muito bom gosto por sinal, que acaba deixando a música não enjoativa. O solo de guitarra também é um destaque, com  um acompanhamento interessantes de baixo.

“Rising From the Ashes” é a próxima, que tem a mesma fórmula da canção anterior: riffs pesados e técnicos, além de solos muito bem construídos, bumbo duplo e viradas rápidas e um vocal bem rasgado que lembra muito Nando Fernandes (Ex- Hangar). A quarta faixa “Fury and Rage”, tem um riff um pouco mais cadenciado em seu inicio, o que facilita a assimilação por parte do ouvinte. Além disso, o refrão é muito bem construído, com ótimas melodias vocais. “Visions From the Other Side” começa um pouco diferente, com um teclado sendo o guia para a guitarra. É mais lenta, em alguns momentos pensa-se ser uma balada, mas segundos depois os vocais rasgados e os riffs pesados voltam à cena. Grande destaque realmente para Pedro Nascimento pela ótima interpretação para a música e os backing vocals que deram um toque especial na mesma. O solo também tem frases bem marcantes, e com a ajuda de uma cozinha competente, abrilhantou ainda mais a música.

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O grupo ao vivo em Nata (foto retirada do site oficial da banda)

 

A sexta faixa, “Burning My Soul” volta com a técnica apurada, riffs extremamente rápidos, bateria calcada nos dois bumbos e surpreendentemente vocais guturais, chegando bem perto de um death metal. Minutos depois com os vocais costumeiros, a música continua na mesma toada, ou seja, a rapidez e os refrões bem construídos de sempre. Se não fosse a novidade dos vocais guturais, poderia se dizer que o álbum estava caindo na mesmice. “Memories” começa com um belo dedilhado de violão, vocais envolventes e que demonstram muita emoção. A cozinha entra e o conjunto mostra que uma balada é importante também para variar o “cardápio” do álbum.

O peso volta com “Before the End”, uma faixa que também tem os teclados bem evidentes e pode-se dizer que tem o melhor desempenho de Pedro Nascimento, com ótimos vocais, sempre variando a forma de interpretar as letras. Gabriel Conti (responsável pelo baixo no álbum) também demonstra sua técnica apurada com ótimos grooves e solos de baixo. O single de trabalho e primeiro clipe de Traumatic Scenes é a próxima. “Nightmare” começa com todo o peso característico, riffs mais diretos, solo de guitarra bem técnico, solo de baixo, bateria sempre concentrada nos dois bumbos e refrão mais grudento. Esta música servirá para mostrar aos ouvintes de primeira viagem do que a banda é capaz, pois tem todos os elementos das fixas anteriores e que estabelecem o estilo da banda de tocar.

Seguimos com “Iced Heart”, que não mostra nenhuma novidade em relação às outras músicas, mas que mantém a qualidade apurada dos instrumentistas. A faixa-título foi deixada para o final e é a que tem todo potencial para agradar os fãs durante os shows da banda. Bem dinâmica, pesada, ótimos riffs e representa bem o que é o álbum. Com certeza escolhida muito bem para ser a faixa-titulo, a marca registrada do disco.

Traumatic Scenes mostrou a maturidade da banda depois de tantas turnês pelo Brasil e o lançamento do primeiro EP. Músicos com experiência e habilidade que merecem reconhecimento por parte da mídia especializada e dos fãs.

 

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Suprema ao vivo

 

Track list

1. Marks of Time

2. Dark Journey

3. Rising From the Ashes

4. Fury and Rage

5. Visions From the Other Side

6. Burning My Soul

7. Memories

8. Before the End

9. Nightmare

10. Iced Heart

11. Traumatic Scenes

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