Por Daniel Benedetti

Robert William Cray é um guitarrista e cantor de blues norte-americano que já ganhou cinco prêmios Grammy.

Robert Cray nasceu em 1º de agosto de 1953, em Columbus, Geórgia, nos Estados Unidos, enquanto seu pai servia o exército em Fort Benning. Os começos musicais de Cray remontam a quando ele era estudante na Denbigh High School, em Newport News, Estado americano da Virginia. Enquanto estava lá, ele tocou em sua primeira banda, The One-Way Street. A família de Cray acabou se estabelecendo na área de Tacoma, no Estado de Washington. Lá, ele frequentou a Lakes High School em Lakewood.

Aos vinte anos, Cray já havia visto seus heróis Albert Collins, Freddie King e Muddy Waters em concertos e decidiu formar sua própria banda; começando a tocar em cidades universitárias na costa oeste.

No final dos anos 70, Cray morou em Eugene, no Oregon, onde formou a Robert Cray Band e colaborou com Curtis Salgado no projeto Cray-Hawks. No filme de 1978, chamado National Lampoon Animal House, Cray era o baixista não creditado da banda Otis Day and the Knights. Cray lançou sua estreia, o álbum Who’s Been Talkin’, pela Tomato Records, em 1980. Bad Influence é o seu segundo álbum de estúdio.

O disco foi lançado em 1983, pela Hightone Records, com produção de Bruce Bromberg e Dennis Walker.

 

 

Este foi o álbum que colocou Cray no mapa, antes de sua explosão no mainstream com Strong Persuader, em 1986. Foi seu primeiro lançamento pela gravadora e continha dois covers: “Don’t Touch Me”, de Johnny Guitar Watson, e “Got to Make a Comeback”, de Eddie Floyd. As músicas mais conhecidas do disco são provavelmente “Phone Booth”, que mais tarde ganharia uma versão do ídolo de Cray, Albert King, e a faixa-título que posteriormente recebeu uma versão de Eric Clapton.

Como afirmado, Bruce Bromberg e Dennis Walker produziram o álbum para a Hightone Records da Califórnia.

O disco é aberto com “Phone Booth”, a qual conta com ótimos vocais melódicos de Cray, com um solo de guitarra com muito feeling e o baixo de Richard Cousins muito presente, em uma canção maravilhosa. A clássica “Bad Influence” soa como um Blues, porém com uma inegável veia pop, em que a bateria de David Olson dita o ritmo (lembrando até a grande banda Thin Lizzy). “Grinder” soa como um Blues de configuração mais padrão, com a guitarra de Cray endiabrada e um solo explosivo. “To Make a Comeback” é um lindo Soul, uma canção essencialmente emocional, contando com teclados bem empregados e uma fabulosa atuação vocal de Cray. “So Many Women, So Little Time” possui um balanço cativante, ótimo swing e a guitarra bastante afiada.

“Where Do I Go from Here” é um Blues criativo, flertando com o Soul, contando com vocais incríveis de Cray. “Waiting for the Tide to Turn” se configura com uma presença forte dos metais e apostando em uma certa malemolência. Já “March On’” caminha mais na área do Soul, sendo uma música acessível e bem agradável.

A versão para “Don’t Touch Me” é outro Blues clássico, transbordando feeling por todos os lados, em mais uma atuação memorável de Cray, tanto na guitarra quanto nos vocais. “No Big Deal” encerra o disco de modo soberbo, em uma composição mais intrincada, com percussão bem proeminente (em uma batida ‘africana’) enquanto a guitarra de Cray destrói tudo!

Bad Influence é um álbum criativo e diversificado, que trata o Blues como uma grande reverência, mas flerta com outros estilos deliberadamente, sendo constituído de canções memoráveis, ótimas atuações e boa produção. É impressionante que um disco tão bom seja tão pouco mencionado. Bad Influence ficou com a modestíssima 143ª colocação da principal parada norte-americana, a Billboard 200, mas, até o momento, já ultrapassa a marca de 1 milhão de cópias vendidas.

Formação:

Robert Cray – Vocal, Guitarra

Richard Cousins – Baixo

David Olson – Bateria

Mike Vannice – Teclados, Saxofone tenor

Warren Rand – Saxofone

David Li – Percussão em 10

‘Night Train’ Clemens, Philip Walker, Tony Mathews – Backing Vocal em 5

Faixas:

  1. Phone Booth
  2. Bad Influence
  3. Grinder
  4. To Make a Comeback
  5. So Many Women, So Little Time
  6. Where Do I Go from Here
  7. Waiting for the Tide to Turn
  8. March On’
  9. Don’t Touch Me
  10. No Big Deal

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