Por Mairon Machado

Voltamos hoje com mais uma entrevista para a série Na Caverna da Consultoria. Estamos agora no Ceará, para conhecer a coleção de Jaques Casagrande, um apaixonado pela Canterbury Scene. Prepare o babador!


Ola Jaques, como vai? Bem –vindo à Consultoria do Rock. Por favor, fique à vontade para apresentar-se aos leitores
Olá! Sou Jaques Casagrande, tenho 57 anos. Sou de Lages, SC e em 2005 vim morar no Ceará. Sou graduado em Educação Física (UFSC), com posterior mestrado em Educação pela (UFC). Ainda no Sul, dando vazão a minha paixão pela música, além de várias iniciativas neste âmbito, em parceria com meu irmão Nelo Casagrande Filho abrimos um sebo de discos que esteve em atividade durante toda a década de 90.

Quais suas primeiras lembranças sobre ouvir música?
Vai parecer até clichê, mas, parecido com vários outros apreciadores de música, lembro de na infância escutar vinis através das audições de irmãos mais velhos, lá pelo final dos anos 60 e inicio dos 70. Neste sentido, estas experiências me proporcionaram uma base muito importante, pois neste rol estavam inclusos, Chico Buarque, Roberto Carlos, Bee Gees, The Jackson 5, Beatles e muitos outros.

O que é música para você?
Não tendo uma explicação original e que exprima meu sentimento para esta questão, me aproprio do pensamento de Nietzsche, quando este filósofo alemão afirma que: “Sem a música a vida seria um erro”.

Qual foi o momento que você percebeu que estava deixando de ser um mero ouvinte para se tornar um colecionador, e por que você acha que isso aconteceu?
Na verdade eu nunca havia pensado sobre isto. Quando me dei conta, já estava totalmente tomado pelos estímulos musicais. Apesar de estar a aproximadamente 45 anos neste universo, e, evidentemente ter refinado meu gosto, entendo que as sensações de prazer que a música me possibilita foram sempre as mesmas, ou seja, sempre tiveram a mesma intensidade.

Qual o primeiro disco que comprou e por que? Você ainda o tem?
Bem, o disco a ser citado não foi exatamente comprado, já que foi um presente. No entanto, tal vinil fez parte de um movimento intenso de persuasão que eu e o citado irmão Nelo fizemos junto a uma irmã, que passou a ser assediada de forma brutal, até que aceitou nos presentear. Era o natal de 1976 e para nossas mãos veio o fabuloso; The Journey to the Center of the Earth do tecladista inglês Rick Wakeman. Ou seja, meu primeiro disco não foi só meu. Poucos anos depois, na divisão natural que aconteceria da nossa coleção, esse item ficou comigo e ainda é minha moedinha número um.

Apresente sua coleção para nossos leitores. Quais os números da mesma? Quais as mídias predominantes?
Desde a aquisição do citado disco de Rick Wakeman em 1976/77, não parei mais de correr atrás dos bolachões e, nesta perspectiva, em 1990, quando eu e meu querido irmão abrimos uma loja de discos, eu tinha em torno de 3000 vinis. Vale ressaltar que neste período, a nova mídia do momento era o Compact Disc (CD) e em 1993 comecei o processo de transição, quando então, aproveitando o espaço da loja, vendia meus suados discos (coisa de que me arrependo muito), substituindo-os por títulos iguais em CD. Depois da minha vinda para o Ceará, continuei adquirindo CDs e, em 2014, a nostalgia bateu forte e recomecei minha coleção de vinis, incrementando bons números de títulos aos remanescentes 100 discos raros que não tivera me desfeito na época. Hoje possuo em torno de 4000 CDs e 1800 vinis de coleção e mais 1500 discos que disponibilizo para venda em feiras, atividade que participo por puro prazer. Vale citar que possuo também em torno de 350 DVDs e um bom número de títulos literários que tratam do fenômeno musical.

Quem são os principais nomes e estilos nas suas prateleiras?
Apesar de contar com diversos estilos musicais na minha coleção, os predominantes são: Rock em suas várias vertentes (progressivo, hard, Psicodélico), Blues, Jazz e MPB.

Qual o disco mais raro que você tem? E qual aquele que é o arroz de festa
Levando em consideração o acervo que possuo, me permito aumentar a quantidade sugerida na questão.
Em CD cito 4 títulos:
1) The Wilde Flowers – Tales of Canterbury 1965/1969 (edição limitada importada com 2000 cópias, a minha é o número 907);
2) Matching Mole – Smoke Signals 1972 edição Russa ( Ao vivo na Europa));
3) Jimi Hendrix – The complete PPX Studio recordings (1965/1967) edição alemã de Box com 6 CDs gravados nos EUA.
4) Van Der Graff Generator – The Lost Live Tapes, London 1971/72.


Em vinil cito 6 títulos:
1) Cassiano – Apresentamos o nosso Cassiano 1973;
2) Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli, Toninho Horta – Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli, Toninho Horta 1973;
3) King Crimson – Heretic/ Long Lost at Last 1974;
4) Blues Obscurities – Stretchin’ Out 1974;
5) Pholhas – Pholhas 1977;
6) Pink Floyd – compacto single (“See Emily Play” / “Scarecrow”) 1967 edição original brasileira. (talvez, o mais raro).
Arroz de festa: James Taylor – Live in Rio 1986 (é possível encontrá-lo em feiras por 5 reais) sou apaixonado pelo artista.

O que você faz questão de apresentar para quem vai visita-lo em termos musicais? E qual aquela obra que você gosta de apreciar sozinho?
Depende da visita, mas, bandas como Beatles, Pink Floyd, U2, Wailers com Bob, Led Zeppelin e outros clássicos sempre agradam. Quanto a apreciar só, evidentemente progressivos como Gentle Giant, Van der Graff, quase tudo da Canterbury Scene, Krautrock, Hermeto Paschoal e algumas vertentes do Jazz.

Qual a maior quantidade de itens que você comprou de uma vez só.
Se levar em consideração a época que estive a frente da loja, houve casos de comprar coleções de 2000/3000 mil discos. Fora deste período e mais recentemente em torno de 300 discos.

Você já se desfez de algum disco e se arrependeu depois? Qual?
Sim, diria que de centenas, justamente quando na década de 90 fiz a transição do Vinil para o CD. Os que mais me causam arrependimento são: o do Walter Franco (da mosca) e A Bolha – Um Passo a Frente.

Como você organiza sua coleção? Você utiliza algum site para catalogação? Qual?
Não utilizo sites para catalogação. Organizo meu acervo primeiro por estilos e depois por ordem alfabética.

Qual a maior loucura que você já fez por um disco ou show?
Em 1990 Eric Clapton fez uma turnê pelo Brasil e Florianópolis, SC estava no roteiro. Eu, meu irmão e mais um grupo de amigos saímos do interior (Lages), decididos e eufóricos, já que não poderíamos perder um show desta importância, justamente por se tratar de um ídolo, afinal, “Clapton is God!”. Chegamos cedo, e, evidentemente começamos nos preparar “psicologicamente” para o que viria acontecer à noite no estádio Orlando Scarpelli do Figueirense. O show estava marcado para 21:00h e quando chegamos ao local, era em torno de 17:00h. Ficamos na fila e continuamos nossa preparação psicológica com muita cerveja e euforia. As 18:00h foi aberto os portões e começou o movimento de entrada. Para minha surpresa, havia uma revista minuciosa de cada pessoa, o que atrasava muito o fluxo. Com certa impaciência chegou minha vez de passar pela revista. O segurança, de forma grosseira começou me apalpar em todos os lugares, inclusive nas partes intimas. Inadvertidamente e relaxado pelo álcool, fiz um comentário jocoso (perguntei se ele tinha gostado de passar a mão ali), foi o suficiente para despertar a ira do rapaz que pediu para que me levassem para um local reservado. Fiquei sóbrio imediatamente e avaliei a burrice que fiz. Enquanto isto, todo o grupo que estava comigo entrou. Neste local fechado, imaginei que seria agredido fisicamente. Mandaram que ficasse só de cuecas e olharam cada peça de minha vestimenta minuciosamente. Quando eu tentava argumentar e pedir desculpas, mandavam-me calar a boca. Como não encontraram nada ilícito, me dirigiram todos os palavrões existentes e, um daqueles seguranças, sugeriu que me colocassem pra fora do estádio, situação que me faria perder o show, pois já havia entregado o ingresso. Só não chorei, mas implorei que não fizessem isto, que tinha vindo do interior, que tinha comprado um ingresso caro e muitas outras desculpas. Depois de 30 minutos de tortura psicológica, permitiram minha entrada, não sem antes um deles me empurrar violentamente pelas costas. Estava apavorado, mas ao mesmo tempo aliviado, pois tinha a certeza de que veria o espetáculo. O show foi inesquecível, bem como a besteira que fiz, pois serviu com experiência para que nunca fosse repetida.

Você já trabalhou em uma loja de músicas. Como era a experiência de negociar com colecionadores?
Nos 10 anos que eu e meu irmão estivemos à frente da Cacimba Discos Raros, foi possível reafirmar um sentimento intrínseco de pessoas que como nós, dedicam tempo e dinheiro com as atividades e itens do universo musical. As reações de colecionadores – e posso afirmar por também ser um deles – estão calcadas quase sempre entre um misto de prazer e emoção exacerbada, passionalidade e por vezes, compulsividade. Em nossa loja recebemos, e acabamos ficando amigos, de dezenas de colecionadores, que em maior ou menor proporção assumem estas características.

Certamente deve ter muitas histórias acontecidas na loja. Quais as mais bizarras?
Sim, foram dezenas de histórias pitorescas e, por vezes, engraçadíssimas. Como não quero me alongar, descrevo aqui uma delas. Um sebo de discos em uma cidade do interior (ainda mais naquela época) pode representar uma novidade um tanto quanto desconcertante para alguns moradores. Certa manhã fria dos invernos lageanos, estava eu começando os trabalhos e recém havia aberto a loja, quando entra um individuo meio assustado. Depois de fazer uma análise pormenorizada do local, perguntou se eu tinha uma determinada música, porém, não sabia o nome. Tentou explicar, mas, estava difícil decifrar. Neste momento ele começou uma tentativa de cantá-la em inglês, e por incrível que possa parecer, eu acabei compreendendo que era a canção “Sultans of Swing” da banda Dire Straits. Ele muito eufórico, abriu um largo sorriso de satisfação o que me fez pensar que faria a primeira venda do dia. Ledo engano. Surpreendentemente ele pediu que eu rodasse a música, pois ele estava indo para sua chácara e a iria ouvido no carro. No inicio não entendi a proposta e disse que se o volume do som fosse colocado ao máximo, não chegaria nem na esquina. Desconcertado e um tanto quanto desapontado, perguntou: – aqui não é uma rádio? Depois de desfeito o imbróglio, a história rendeu boas gargalhadas entre os frequentadores assíduos da loja.

Como você faz para se atualizar sobre música?
Sou um tanto quanto desconfiado das produções mais contemporâneas, talvez pelo número imenso de “porcarias” lançadas nos últimos tempos e que nos bombardeiam impiedosamente através das mídias. É obvio que atualmente tem gente fazendo música muito boa, mas normalmente, não consegue mostrar seu trabalho de forma efetiva e que chegue a um maior contingente de pessoas. Neste sentido, utilizo principalmente a internet e, em menor proporção, a indicação de colegas e amigos.

Quais os dez melhores discos da década de 60?
1) Beatles – Sgt Pepper”s Lonely Hearts Club Band/1967
2) Jimi Hendrix – Eletric Laydland/1968
3) The Allman Brothers Band – The Allman Brothers Band/ 1969
4) King Crimson – In the Court of the Crimson King/ 1968
5) Frank Zappa – Hot Rats /1969
6) John Coltrane – Giant Steps/ 1960
7) Muddy Waters – Folk Singer/ 1964
8) Tom Jobim & Frank Sinatra – Francis Albert Sinatra & Antonio C. Jobim/ 1967
9) John Mayall & The Bluesbreakers – John Mayall & The Bluesbreakers with Eric Clapton / 1966
10) Blind Faith – Blind Faith /1969

Quais os dez melhores discos da década de 70?
Desta década é crueldade escolher apenas 10
1) Milton Nascimento & Lô Borges – Clube da esquina / 1972
2) Gentle Giant – Acquiring The Taste/ 1971
3) Airto Moreira – Fingers /1973
4) Pink Floyd – The Dark Side of the Moon / 1973
5) Genesis – Selling England By the Pound / 1973
6) Yes – Close to the Edge/ 1972
7) Led Zeppelin – House of the Holy/1973
8) Black Sabbath – Sabbath Blood Sabbath/ 1973
9) Soft Machine – Third/ 1970
10) Van Der Graff Generator –H to He Who Am Only One/ 1970

Quais os dez melhores discos da década de 80?
1) King Crimson – Discipline/ 1981
2) Ednardo – Imã/ 1980
3) Deep Purple – Perfect Strangers/ 1984
4) Frank Zappa – Shut Up Play Yer Guitar/ 1981
5) Luiz Melodia – Nós /1980
6) The Cult – Love/ 1985
7) Steve Ray Vaughan – Texas Flood/ 1983
8) Itamar Assumpção – Sampa Midnight/ 1986
9) Bill Bruford – Master Strokes/ 1986
10) Nei Lisboa – Pra Viajar no Cosmos Não Precisa Gasolina /1983

Quais os dez melhores discos da década de 90?
1) Lenine – Olho de Peixe/ 1993
2) King Crimson – Thrak/1995
3) John Mayall – Wake up Call/ 1993
4) Jethro Tull – A Little Light Music/ 1992
5) Jards Macalé – 4 Batutas e 1 Coringa/ 1994
6) Dory Caimmy – Kicking Cans/ 1993
7) Eric Clapton – From the Cradle/ 1994
8) Peter Gabriel – Us /1992
9) Tom Zé – Hips of Tradition/ 1992
10) Mighty Sam McClain – Sledghammer Soul & Down Home Blues/ 1996

Quais os dez melhores discos da década de 2000?
1) Vitor Ramil – Tambong/ 2001
2) Vitor Ramil – Lounges/ 2004
3) Van Der Graff Generator – Present/ 2005
4) Lenine – In Cité/ 2004
5) Picchio Dal Pozzo – Camere Zimmer Rooms/2001
6) Nei Lisboa – Cena Beatnik/ 2001
7) Pink Floyd – Is there Anybody Out There?/ 2000
8) Ed Motta – Dwitza/ 2002
9) David Gilmor – On an Island/ 2006
10) BB King & Eric Clapton – Riding With The King / 2000

Quais os dez melhores discos desta década?
1) Van Der Graff Generator – A Grounding in Numbers/ 2011
2) Vitor Rammil – Campos Neutrais/2017
3) Discipline – Captives of the Wine Dark Sea/ 2017
4) João Bosco – Abricó de Macaco/ 2020
5) Discipline – This One’s for England/ 2014
6) Rosa Passos – Samba Dobrado/ 2013
7) Jards Macalé – Só Morto ao Vivo/ 2017
8) ?
9) ?
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Quais os dez discos que você levaria para uma ilha deserta?
1) Soft Machine – Third
2) Pink Floyd – The Dark Side of the Moon 
3) Vitor Rammil – Lounges
4) Miles Davis – Kind of Blue
5) Milton Nascimento & Lô Borges – Clube da Esquina 
6) Jethro Tull – Aqualung 
7) Belchior – Era Uma Vez Um Homem e Seu Tempo
8) Airto Moreira – Fingers 
9) Alceu Valença – Espelho Cristalino 
10) John Coltrane – Giant Steps

Quais suas últimas aquisições?
Tenho ouvido cada vez mais jazz e tudo que consigo de Miles Davis, John Coltrane, Chet Baker, Paul Desmond e muitos outros eu fico. Outro artista que consegui dois trabalhos e busco o terceiro (só gravou 3 e nos deixou) é Nick Drake que fez um folk maravilhoso. No cenário prog, consegui um disco de 1977, importado do Japão! Este trabalho não muito cultuado pelos fãs, mas eu reputo ser espetacular. É o Rain Dances do Camel. Só a música “Tell Me”, já vale o disco. Importante citar que sou compulsivo moderado, sempre que possível faço aquisições.

Que bandas atuais você indica para nossos leitores conhecerem?
Infelizmente não me sinto capacitado para indicar boas bandas no atual cenário da música. Não que elas não existam, eu não as conheço em quantidade. A título de contribuição, sugiro uma banda americana que nem é tão nova assim, mas que vem produzindo um progressivo de respeito nesta última década, chamada Discipline. Ela possui influencias do King Crimson e algo do Van Der Graff Generator.

Indique três discos que mudaram sua vida, e conte o porquê?
1) Rick Wakemam – The Journey to the Center of the Earth: por representar o primeiro item de milhares que passaram em minhas mãos, e ainda poder dizer com segurança que é um Sr. disco, ou seja, comecei muito bem (rs);
2) Pink Floyd – The Dark Side of the Moon: por ser uma obra prima universal e, também, depois de tê-lo escutado algumas centenas de vezes, ele ter a capacidade de me emocionar a cada nova audição;
3) Soft Machine – Third: por me mostrar um caminho diverso na música, mais sofisticado, as vezes nebuloso, mas, repleto de reviravoltas que exigiram paciência e quebra de paradigmas. Valeu o esforço. A recompensa foi fantástica.

A sua coleção tem fim? Chegará um dia onde você vai olhar e dizer “tenho todos os álbuns que preciso” ou isso não existe para nenhum colecionador?
Pode ser que para alguns colecionadores tal fenômeno possa ocorrer, mas, para mim, entendo ser impossível. Pela longa experiência que tenho neste âmbito e por mais que você conheça estilos, bandas e artistas, sempre haverá trabalhos novos ou antigos não conhecidos que despertarão aquela chama intrínseca dos apaixonados pelas produções musicais, feitas com criatividade, originalidade, sensibilidade e competência artística.

Se Daevid Allen aparecesse em seu quarto durante um sonho, e quisesse fazer um som com você, qual seria a faixa escolhida?
Apesar de ser um guru e dos fundadores do Soft Machine, prefiro seu protagonismo frente ao grupo francês Gong. Se este sonho tivesse acontecido, pediria aos anjinhos que eu pudesse estar junto com ele no palco tocando a viajante: “MACHINE ZERO THE HERO AND THE WITCH’S SPELL” do disco Flying teapot de 1973.

Muito obrigado por participar de nossa Caverna. Fique a vontade, este espaço agora é seu.
Gostaria de agradecer a oportunidade a todos que contribuem para que este site seja uma realidade e também de poder compartilhar com amigos e amantes da música minhas idéias e meus gostos. Em um momento tão agudo da vida brasileira que estamos vivendo, a música atua como um bálsamo, aliviando as tensões e, ao mesmo tempo, podendo exercer a função de porta voz na formação politizada das gerações. Grande abraço!

17 comentários

  1. Cesar Sadalla

    Muito bom! Os relatos do meu amigo Jaques, como o primeiro disco que ganhou, as boas histórias e as sugestões de coleções, me despertaram o interesse por conhecer mais o mundo da boa música. Obrigado e parabéns Casagrande!

    Responder
    • Jaques Casagrande

      Obrigado Cesar! Que maravilha que ficou estimulado! A música possibilita sensações incomparáveis! Abração e obrigado pelos comentários!

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  2. Regianne Bandeira

    Tenho imensa satisfação de conhecer um pouco desse meu adorado colega de trabalho/amigo. A matéria foi perfeita! Li de um sopro só. As perguntas muito bem elaboradas e respostas tão bem escritas e narradas , que pensei estar lendo um livro de sua autoria. Parabéns!

    Responder
    • Jaques Casagrande

      Cara Re, quanta gentileza de sua parte! Obrigado pelos comentários! Fico feliz que tenha gostado! Abração!

      Responder
    • Jaques Casagrande

      Olá Ronaldo, obrigado pelas referências a entrevista. Comentários assim estimulam para que continuemos neste caminho maravilhoso da música! Abraco forte!

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  3. Fernando Bueno

    Babei nos compactos do PF. Dia desses pensei comigo em começar a ir atrás deles. O PF é uma das bandas preferidas aqui e certamente merecedora de tal esforço. Porém acabei esbarrando nos preços, dólar alto, pensei nos Correios que não passa segurança nenhuma que algo vai chegar…..desisti!
    mas um dia eu volto para isso…

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    • Jaques Casagrande

      Oi Fernando! Obrigado por comentar sobre a entrevista. Quanto ao compacto do Floyd, sem dúvida é o item mais raro e mais caro que possuo! Se te contar vc nao acredita. Encontrei-o em um sebo, no interior do Ceará por módicos 4 reais! As vezes o universo conspira a nosso favor! Obrigado pelos comentários! Abraço!

      Responder
      • Mairon

        Carvalho, 4 pilas. Que barbada hein?

  4. Líbia

    Ainda bem que você conseguiu assistir o show do Eric Clapton! Coleção maravilhosa e quantas histórias…

    Responder
    • Jaques Casagrande

      Oi Líbia, obrigado pelo comentário! Quanto ao show do E. Clapton, quando somos mais jovens, o nível de equívocos é maior! Este quase me custou a perda de um grande espetaculo! Grande abraço!

      Responder
  5. Glauco Vinicius Hugen de Souza

    Tive uma mistura de sentimentos pois fui também aluno deste gênio que é o Prof. Jaques e tb de ser frequentador da cacimba discos raros assim como também ouvinte do programa de rádio que ele e seu Nelo tinham era muito bom!
    Na cacimba eu ouvi pela primeira vez Jethro Tull e comprei o álbum Aqualung que escuto até hoje. Lá completei a discografia original do Led e vários outros como the cult e Ramones.
    Parabéns! Gostei muito da entrevista.

    Responder
    • Jaques Casagrande

      Olá Glauco, obrigado pelo comentário e pelas palavras de estímulo! Grande abraço!

      Responder
  6. Diego Camargo

    De Lages?? Não acredito! Jaques, qual o nome do Sebo que você tinha em Lages? Eu era moleque nos anos 90, mas tenho certeza de que vou reconhecer o nome! 🙂

    Responder
    • Jaques Casagrande

      Boa tarde Diego, a nossa loja eraa Cacimba Discos Raros. Ficava localizada em frente da TV Planalto, próxima a igreja Santa Cruz! Estivemos em atividade de 1990/2000. Abraço!

      Responder
      • Diego Camargo

        Mais claro, todo Lageano conhecia a Cacimba 😀

        Eu acabei indo lá apenas umas vez, mais ou menos em 1997, eu era moleque, mas meu irmão, Daniel Camargo, vez ou outra voltava pra casa com um disco comprado lá. Pra falar a verdade, eu ainda guardo 3 discos da Legião que ele comprou com vocês 🙂

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