Convidados: André Kamisnki, Daniel Benedetti, Davi Pascale e Mairon Machado

O grupo sueco acabou de lançar, no último dia 11 de outubro, seu debut, intitulado People. Formados em 2017, em 2018 o grupo lançou seu primeiro EP, Hot, gravado ao vivo para apresentar a intensidade do grupo in the act, levando a revista Classic Rock Magazine a escolher “Might Be Keeping You” como uma das melhores faixas de 2018. People foi gravado em apenas 9 dias, como as bandas do final da década de 60, início dos 70 faziam, e o resultado, confira aqui as opiniões dos consultores que o ouviram.


André: Sorte que a banda é muito mais do que aquela intro “avantgarde” cheia de “mudernidade” que achei que seria naqueles primeiros 30 segundos de música. A banda bebe da fonte do Black Sabbath setentista com algumas salpicadas de blues rock, acid e psicodélico. Variando em faixas que lembram o Sabbath e o Purple com outras em que lembram o Free e o Atomic Rooster, estes suecos fazem um rock “velho” soar com uma nova energia muito agradável e empolgante. Achei o baterista Niklas Dahlgren o melhor integrante com batidas e viradas excelentes e uma pegada que me fez lembrar do bom e velho Bill Ward em seus melhores tempos. As músicas que mais gostei foram “Endless Journey” me remetendo a algo do Steppenwolf (e contando com um tecladinho Hammond para fazer um carinho na turminha do prog) e “Goddess” com uma linha ganchuda de baixo e uma guitarra blues ardida lá dos gloriosos anos 60. Belo disco, manda mais Mairon!



Daniel:
Gostei bastante deste álbum. People é o disco de estreia da banda sueca Stew e, pela primeira audição, considero-o uma verdadeira ode ao Rock setentista. O grupo é formado por Markus Åsland (Baixo/Vocal), Nicklas Jansson (Guitarra) e Nicklas Dahlgren (Bateria) e, tanto os vocais quanto o trabalho das guitarras, são pontos altamente positivos do álbum. A sonoridade é focada em um vigoroso Hard Blues Rock e, se não vai mudar a vida de ninguém que o ouvir, ao menos é uma grande diversão garantida. Destaco “Right On Time” com um riff bem legal e ótimos vocais de Asland, a cadenciada “Newborn” e a linda “Afraid of Getting Nowhere”. Um disco que voltará mais vezes aos meus ouvidos.


Davi: A Suécia vem nos brindando com ótimos grupos de rock nos últimos tempos e o Stew foi o mais novo nome a me surpreender. O power trio formado por Markus Asland (baixo/voz), Nicklas Jansson (guitarra) e Nicklas Dahlgren (bateria), aposta em um rock n roll retrô com bastante referência daquele hard rock que rolava no final dos anos 60 e início dos anos 70, onde os músicos cruzavam o gênero com o blues. Difícil não pensarmos em nomes como Free e Led Zeppelin enquanto ouvimos esse trabalho. Difícil também não lembrarmos de alguns grupos mais modernos que se inspiraram em artistas da mesma época. “Right on Time”, a primeira faixa do álbum soa como uma feliz mistura entre Gov´t Mule e Black Crowes. O baterista Nicklas Dahlgren é um dos grandes destaques do conjunto. E isso fica claro em faixas como “Playing The Fool” e “Fruits”, essa última com clara inspiração em John Bonham na hora de construir a levada. Nicklas Jansson também se demonstra bom de riff e se destaca em composições como “Sweet and True” e a faixa-título. Markus Asland se destaca por seu trabalho vocal, especialmente em canções como “Endless Journey” e no blues “Afraid of Getting Nowhere”. Fiquei bem feliz com o que ouvi. Composições fortes, excelentes músicos, certamente um dos melhores trabalhos que ouvi nessa série Test Drive. Banda bem promissora.


Mairon: Como é bom quando somos surpreendidos por um disco. É o caso desse power trio sueco, que foge totalmente dos padrões esperados para os nórdicos. O grupo apresenta um hard setentista que parece saído das fornalhas californianas, tamanho o calor exalado em ótimas canções como a bluesy “Afraid of Getting Nowhere” ou a pancada de abertura “Right on Time” . O álbum é curtinho, 37 minutos, com nenhuma faixa ultrapassando cinco minutos, o que facilita bastante para muita gente apreciá-lo do início ao fim de uma tacada só, e ficar com a sensação de “preciso ouvir isso de novo” martelando na cabeça. Baixo avassalador no talo (“Fruit”), guitarras carregadas de distorção em solos ácidos (“Goddess” e “People), vocais gritados e rasgados (“Newborn), bateria conduzindo com muita pancadaria e groove (“Play the Fool” e “Sweet and True”), riffs memoráveis (“Endless Journey”), e até um violãozinho com pássaros na belíssima “Morning Again”. Enfim, tudo aquilo que podemos amar no bom e velho hard 70 você irá encontrar em People, que facinho entrou na minha lista de Melhores lançamentos de 2019.

2 comentários

  1. Mairon

    Essa banda tem tudo para ir longe. Que som bom vieram das caixas durante a audição. Um dos Melhores Discos de 2019 fácil

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    • André Kaminski

      Gostei bastante também, Mairon. Séria candidata ao meu top 10 de 2019.

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