Por Fernando Bueno

Conheci a Líbia em um grupo de heavy metal do Facebook e sempre me chamou atenção sua desenvoltura e muita simpatia em se posicionar em um ambiente bastante masculino. Claro que seu conhecimento musical bastante abrangente facilita muito, já que ela bota muito marmanjo no chinelo quando se trata de citar aquela banda lá do underground dos anos 80. A participação das mulheres nesse ambiente metálico é crescente e bastante bem vinda, mas na questão de coleções ainda vejo poucas a disputar algum lançamento. Basta dizer que essa é a primeira mulher colecionadora a aparecer por aqui na Consultoria do Rock. Acompanhem esse papo super agradável e se imaginem em uma sala rodeada de discos lá na capital de Roraima.

Olá Líbia, é um prazer ter você aqui nas “páginas” da Consultoria do Rock. Primeiramente se apresente para os nossos leitores.
Olá pessoal! Me chamo Líbia Brígido, sempre morei em Boa Vista capital de Roraima e sou formada em ciências contábeis, apaixonada por café e comida… Como uma observadora nata, o rock/metal sempre me chamou atenção e acolheu a minha alma desde quando não sabia nem o significado.

Em que momento da sua vida começou o seu interesse pela música? Você lembra qual foi o seu primeiro disco? Ainda o tem?
Meu interesse pela música começou quando vi um show do Rolling Stones na turnê do Voodoo Lounge que foi transmitido na TV em 1995. Era a primeira vez dos Stones no nosso país e eu tinha 6 anos. Ou seja, eu estava descobrindo o mundo e felizmente vi esse espetáculo. Fiquei boquiaberta com a cara grudada na TV o show inteiro. Nunca na minha vida tinha ouvido falar sobre rock ou visto alguma coisa do rock. Isso me marcou de forma extrema. Quando tivemos internet em casa, eu tinha uns 10 anos e fui pesquisar sobre essa banda. Nessa fase dos 10 mostrei interesse em aprender a tocar teclado, não me tornei uma grande tecladista mas aprendi sobre a essência da música e umas das principais raízes do heavy metal: a música clássica. E minha mãe apesar curtir mais MPB, gostava de comentar para mim sobre músicos estrangeiros da época dela, e que a minha tia gostava. Eu sempre fui muito curiosa e ia pesquisar sobre aquele sujeito chamado Jimi Hendrix que ela comentou. Meu primeiro disco foi uma coletânea nacional do Queen, Millennium se não me engano. Esse eu ganhei de presente da minha mãe aos 11 anos quando fomos em uma loja de CDs e ela pediu para eu escolher algo. Não o tenho mais, infelizmente. Mas o primeiro que comprei foi o CD duplo Past lives do Black Sabbath que tenho até hoje.

Quando foi que você percebeu que esse interesse era muito maior do que simplesmente ouvir a música, em outras palavras, quando foi que percebeu que estava se tornando uma colecionadora?
Comecei a comprar um disco ou outro aos 15/16 anos, na época eu recebia uma bolsa estágio na época do ensino médio. As vezes após a escola quando eu tinha dinheiro sobrando ia comprar um CD em uma loja do centro e também comecei minhas primeiras compras pela internet. Nesse tempo eu só falava sobre Black Sabbath e queria a coleção deles (quem me conhece desde esse tempo vai confirmar). Então aos 18 já estava com a discografia básica de todas as fases oficiais. Algo singelo… Mas fiquei muito feliz por isso no tempo.

Você tem alguma banda de especial interesse ou você é daquelas que se prendem mais à um estilo como um todo?
Hoje eu me prendo mais à um estilo como um todo. A coleção é bem variada dentro desse estilo rock/metal.

Gosta de alguma coisa fora do metal? O que é?
Gosto de coisas relacionadas a Beatles, Pink Floyd, Rare Bird, Cream, Elvis Presley, James Brown, B.B. King, Ramones, Sex Pistols, The Cure, New Model Army, Bruce Springsteen… Resumindo essa parte, rock clássico, rock progressivo, funk/soul, indie rock, pós-punk, punk, folk rock.  Dos anos 90, para sair um pouco da rotina, naquela semana pesada ou um dia tenso, escuto bandas como R.E.M e Oasis, que fazem uma massagem mental. Dos brasileiros gosto de Tim Maia, Zé Ramalho (que já vi um show sensacional), Raul Seixas, Ira! (um dos melhores shows que já vi, inclusive), Titãs, Plebe Rude, Clara Nunes, Maria Betânia (sou fã de belas vozes)… O universo é enorme. Alguns dos que citei lá no início foram grandes influenciadores musicais das bandas de metal… Enfim, acabei citando mais coisas do rock… Não tem jeito (risos).

Também vivo em um estado que está fora dos centros musicais do país, como é ser amante da música, e principalmente de um estilo tão underground, aí em Roraima?
Como sabemos… Não é nada fácil. Para comprar materiais você precisa ter muita paciência para esperar a entrega, e se comprar uma grande quantidade pode se preparar para o frete. Fico chateada quando não posso ir “naquele show” com apresentação única no país por morar tão longe. Pois você vai pagar uma passagem caríssima, hospedagem, alimentação… Obviamente é melhor gastar apenas com o ingresso. Os shows em Manaus tem diminuído muito esse sofrimento. Mas sair sempre e sempre do estado para ver um show não é fácil. Mas o amor a esse estilo é maior que tudo isso. E repito: “Você precisa ter muita paciência”.

Como é a cena aí no estado? Existem eventos de heavy metal e você costuma presenciar as bandas que tocam ao vivo?
Boa Vista é uma cidade pequena e o público é equivalente a isso. As vezes são organizados eventos com bandas de países que são fronteiras como Guiana Inglesa, de estados vizinhos como Manaus, juntamente com as bandas roraimenses. As vezes bandas de estados mais distantes fazem shows aqui. Costumo presenciar todos os eventos. O último show que fui tinham umas 20 pessoas. Há tempos que os eventos param por um longo período, pois são coisas que exigem certo investimento e a cena não é grande. Há uns 14 anos, do tempo que comecei a frequentar os eventos, o público era maior e observei que o público foi diminuindo cada vez mais. Acho que isso aconteceu em muitos estados.

E essas viagens para presenciar shows? Conte-nos um pouco sobre elas, shows marcantes, presepadas históricas, etc…
As viagens até o destino são sempre cansativas e tensas (medo de avião, incomodo no joelho, passagens caras). Legal é chegar! Acabamos fazendo ótimos passeios turísticos e conhecendo pessoas sensacionais. Eu poderia citar todos os shows que já vi, alguns realizei o sonho de ver no Monsters of Rock/2015. Alguns gostaria de ver novamente em shows únicos como: Judas Priest, Manowar e Kiss. Acho que todos foram bem marcantes, mas sempre tem shows com aquele “Q” a mais. Scorpions na The Humanity World Tour em Manaus foi o primeiro show internacional que vi. Fiquei encantada o show inteiro. Até hoje lembro como eu tivesse sonhado. Foi a cidade que abriu a turnê. Iron Maiden, Somewhere Back In Time no dia 12 de março de 2009… Aniversário do Steve Harris. Primeiramente estava na grade mas estava me sentindo super sufocada, então resolvi subir para a arquibancada, passei os 45 minutos de show da Lauren Harris atravessando aquela multidão. No fim vi aquele espetáculo de forma nítida e perfeita! Voltei para a minha cidade e no trabalho fui demitida porque souberam que fui ao show do Iron Maiden. Aquele show imperdível. Black Sabbath foi marcante para mim porque era a banda que sempre sonhei em ver. A banda que abriu as portas do heavy metal para mim. Assisti no Rio de Janeiro na Apoteose em 2013! Eu chorei de emoção porque não acreditava que estava vendo o Tony Iommi ali tocando a sua guitarra. O show foi perfeito… Ainda vibro com a lembrança. O show do Glenn Hughes em Manaus me deixou fora do ar por semanas. E ele está entre os 5 vocalistas que mais amo. Perdi vários shows dele por morar longe e ver ele aqui no norte foi um grande presente. Ele me deu duas de suas palhetas em mãos na hora do show, e claro, fiquei toda besta. Meus olhos enchem de lágrimas ainda ao lembrar desse dia. Não posso deixar de citar o show do Saxon, também recente e maravilhoso. Fechava os olhos e não acreditava que presenciava uma lenda do heavy metal que é essa banda! Vi e ainda não acredito. A banda sabe como fazer um show arrasador. E essa viagem foi bem marcante para nós, pois estávamos com amigos muito queridos que nos levaram para conhecer a Estrada do Vinho em São Roque-SP, foi um dia e meio que se tornou vários dias (juro que se contar em detalhes vira um livro). Uma viagem show para contar para filhos e netos. Inesquecível.

Como é ser minoria nesse ambiente tão masculino como o heavy metal? Porque você acha que isso acontece e qual o jeito disso mudar?
Eu sendo parte apenas do público, nunca me senti como diferente. Um ambiente muito natural para mim e desde o início as trocas de informações são bem bacanas. Atualmente o público feminino cresceu bastante e isso é maravilhoso. Vejo alguns “sold out” de bandas femininas ou com vocais femininos nos dias de hoje. Sobre o público masculino ser maior, eu sinceramente não sei bem porque isso acontece.  Curtir o heavy metal é algo muito pessoal, a pessoa curte ou não. Acredito por enquanto que seja uma coincidência. Vejo comentários sobre como o heavy metal é machista em um sentido bem negativo. Mas é fácil observar que pessoas imbecis existem em qualquer área do mundo. No trabalho, no comércio, na rua, em outras cenas musicais sempre existirão pessoas que não respeitam o próximo. E falo de ambos os sexos. Enfim, estou sempre disposta a aprender mais e até mudar de opinião, mas por enquanto essa é a minha visão.

Como a sua família vê esse seu amor pelo heavy metal? Eles entendem, te apoiam ou acham tudo muito estranho?
Quando eu morava com a minha mãe era tranquilo quanto a isso, sempre foi uma pessoa que me apoiou. As outras pessoas da família sempre acharam normal, inclusive uma prima minha uns 6 anos mais velha, que é skatista, me levou pela primeira vez a um rock na cidade… Que foi um tributo ao Metallica. O único que achava estranho no início era meu pai, que era um militar daqueles bem ranzinzas (risos). Agora casada há 4 anos, eu e Paulo colecionamos juntos, e já fomos em vários shows juntos. Então é algo mais que maravilhoso. O “Jaiminho” se tornou frequente em nossas vidas. E nosso programa favorito certamente é ouvir música na sala.

Além da sua mãe, algum outro parente ou amigo ajudou a moldar seu gosto musical no início?
Amigos de perto e de longe tiveram grande importância quando comecei a mergulhar mais profundamente nesse oceano chamado heavy metal. Foram várias pontes! Aquela prima mais velha que citei acima me acompanhava em todos os eventos de rock na cidade. As bandas tocavam covers do W.A.S.P, Judas Priest, Iron Maiden, Dio, Deep Purple, etc… E como uma boa curiosa, eu ia correndo pesquisar sobre elas.  Depois conheci o Paulo, que já ouvia heavy metal também, nossa vida era ouvir música e falar sobre as bandas. No início já vivia na era da internet, mas ela não prestava para baixar, e conhecer sobre as bandas que eu lia era embaçado, e até já comprei muita coisa sem ouvir antes. Tenho um amigo chamado Mauro Fogo Jr.  da época do Orkut, fanático por Sabbath, que  enviava raridades gravadas em CDr do Black Sabbath pelo Correios, e assim fui conhecendo vocalistas como Ray Gillen e consequentemente conhecendo bandas como Badlands. O Rodrigo Alves que está no grupo Hard & Heavy e sempre foi garimpeiro de som, é dessa época orkutiana também e mandou muitas raridades em CDr e DVD por Correios. Daí eu regravava e passava para os amigos da cidade apreciarem. Essa foi a fase em que comecei a mergulhar mais profundamente no heavy metal e eu considero “O início parte II”. Deixei de ser um bicho do mato e comecei a trocar ideias, participar dos grupos de heavy metal. Acho que tudo isso moldou meu gosto musical, comecei a ver que esse universo é infinito e por isso não consigo explicar de uma forma mais simples.

Cite e comente três discos que foram ou são importante para você.

Judas Priest – Point of Entry
Esse disco é importante para mim porque foi o primeiro do Judas Priest na minha coleção. Não é um álbum muito querido entre os fãs. Ele veio logo depois do British Steel, então entendo. Mas amei desde a primeira faixa e quando tocou a “Solar Angels” eu me senti em outra dimensão e continua sendo minha favorita do álbum. Foi realmente o meu ponto de entrada para o Judas Priest.

Accept – I’m a Rebel
Sim, eu sei…. Outro considerado patinho feio. Mas foi o meu primeiro álbum do Accept! E também o primeiro que ouvi deles. E simplesmente amei esse álbum e ouço com o mesmo sentimento até hoje. Aquele sentimento bom de nostalgia.  E “No time to Lose” é minha favorita.  Muita coisa eu comprava sem conhecer, e essa foi uma grata surpresa.

AC/DC – Highway To Hell
Esse disco me mostrou o que era um rock venenoso de verdade! Foi assim também que tive meu primeiro contato com o AC/DC. Tem um dos riffs mais marcantes do rock e assim marcou a minha vida também. “Night Prowler” é minha favorita e com certeza da maioria dos fãs.

Vamos nos aprofundar na sua coleção. Você tem números precisos dela?
A coleção não é grande igual as coleções fantásticas que vejo!  CDs em torno de 515 e mais 100 LPs. Foram contados na última organização. E vem chegando mais!

De onde você costuma adquirir os itens da coleção? Em Roraima existe alguma loja ou sebos voltados para a música que você indica?
Eu sempre fiz compras no Mercado Livre, e faço bastante compras com os amigos que vendem no Facebook. Há alguns anos haviam duas lojas aqui, mas pararam de vender CDs e agora se dedicam a instrumentos musicais. Faz muita falta uma loja voltada a música na cidade.

Costuma fazer compras de fora do país? Tem algum site preferido?
Não tenho muita experiência com compras fora do país. A primeira foi bem recente e ainda não chegou.

Qual é a banda que você possui mais itens?
Black Sabbath.

Tem algum disco que você procura há muito tempo e não consegue achar?
Procuro coisas que até encontro as vezes mas são preços complicados: Black Fate (Alemanha) – Commander of Fate e Sword (Canadá) – Metalized.

Esse do Sword também faz parte da minha lista. E qual é aquela raridade que você mais se orgulha?
Viva – Dealers of The Night (1982). Com certeza me orgulho de outras coisas mas esse sempre vem na minha cabeça. Um dos melhores álbuns que conheci nos últimos anos. Essa banda tinha a Barbara Schenker como tecladista e era uma das principais compositoras. Sou muito fã dessa família Schenker. E esse álbum escuto sempre.

E ainda tem o CD e o LP. estou quase propondo uma negociação…rs. Você tem algum método de organização da coleção?
A coleção é separada por estilo e em ordem alfabética.

Você costuma comprar discos que você já tem quando saem edições mais caprichadas, ou por conta de algum detalhe diferente de uma determinada versão?
Não tenho esse costume, mas a vontade de pegar as versões mais caprichadas não falta. Tem um em especial que quero muito pegar: o Deluxe do Black Sabbath – The Eternal Idol. Porque tem uns bônus e principalmente a versão com o Ray Gillen no disco 2.

Esse Black Sabbath é o único que tenho dessas versões, justamente por isso. Tem alguma coisa que destoe na coleção? Algo que quando alguém o encontra pergunta: o que isso está fazendo aqui?
Sinceramente não. Se encontrarem algo diferente do que escuto são coisas que eram dos meus pais e eu guardei. Tenho vontade de ter muitas coisas fora do estilo mas ainda não investi.

Conte-nos uma história engraçada, curiosa ou infeliz sobre a compra de um disco.
Acho que tive poucas histórias engraçadas com compras… Mas uma que sempre lembro era quando eu tinha uns 16 anos e fui comprar o Demolition do Judas Priest, (que apesar de ter, até hoje ainda não consegui gostar). Eu achava que tinha dinheiro na minha conta e fui lá toda confiante comprar o CD. E na hora o cartão não passou e meu pai estava comigo. Mas ele adorava caçoar quando eu pagava um mico e ele acrescentava mais alguma coisa para realçar aquela minha cara de constrangimento. E ele falou rindo “E agora? Eu não tenho dinheiro não!” mas acabou comprando o álbum na loja. Passou anos e anos falando essa história para meus irmãos na hora do almoço na casa dele. Mas ele sabia falar de forma mais engraçada…. hehe. Inclusive repetiu essa história quando conheceu meu namorado que hoje é meu marido. Sempre sinto vergonha de mim mesma ao lembrar dos micos ao encontrar os ídolos, ficar tão nervosos e não conseguir soltar nenhum “hi”, tremer mais que vara verde (risos). Pior coisa não manjar muito de inglês nessas horas! A parte mais infeliz nesse caso foi estar tão nervosa que quando fui pegar o autógrafo do Dan Beehler e toda me tremendo mostrar o encarte do Nuclear Assault em vez do Exciter… Daí ele fez uma cara desconcertada e falou “Exciter!”. Foi Exciter + Nuclear Assault em Manaus, 23 de agosto de 2015. Nunca tinha conhecido um ídolo de perto… Então imagina meu nervoso!

Você e seu marido Paulo colecionam em conjunto, mas algum de vocês tem ciúmes de determinado disco naquela linha de “esse é só meu”?
Analisando bem aqui… Não temos esse ciúmes dos discos. Foi algo bem natural nos casarmos e tudo se tornar “nosso”. Acho que pelo fato de termos o mesmo estilo de vida depois de tantos anos de namoro. O que acontece é apenas ele gostar de alguma banda que eu não gosto e vice versa!

Estava esperando uma treta….rs
Fui sincera de verdade… hehe… Até perguntei dele também e ele respondeu “eu não, você tem?”…rs

Agora vamos para as perguntas realmente difíceis. Quais são os 10 melhores discos dos anos 60?
1.Blues Breakers – John Mayall with Eric Clapton (1966)
2.Creedence Clearwater Revival – CCR (1968)
3.The Animals – Animalism (1966)
4.Beatles – Rubber Soul (1965)
5.Beatles – Abbey Road (1969)
6.Cream –  Fresh Cream (1966)
7.Rolling Stones – Aftermath (1960)
8.The Doors – The Doors (1967)
9.Jimi Hendrix – Are You Experienced? (1967)
10.Traffic – Mr. Fantasy (1967)

Dá-lhe 1966 e 1967! Quais são os 10 melhores discos dos anos 70?
1. Jethro Tull – Aqualung (1972)
2. Uriah Heep – Demons and Wizards (1972)
3. Bad Company – Bad Company (1974)
4. Captain Beyond – Captain Beyond (1972)
5. Rainbow – Rising (1976)
6. UFO – Force It (1975)
7. Lynyrd Skynyrd – (Pronounced ‘Lĕh-‘nérd ‘Skin-‘nérd) (1973)
8. Rush – 2112 (1976)
9.Thin Lizzy –  Vagabond Of The Western World (1973)
10. Free – Fire and Water (1970)

Estava esperando vários Black Sabbath. Quais são os 10 melhores discos dos anos 80?
1.Judas Priest – Defenders of the Faith (1984)
2.Black Sabbath – Heaven and Hell (1980)
3.Manowar – Into Glory Ride (1983)
4. Dio – Holy Diver (1983)
5. Angel Witch – Angel Witch (1980)
6. Saxon – Wheels of Steel (1980)
7. Accept – Metal Heart (1985)
8. Twisted Sister – Under the Blade (1982)
9. Zed Yago – From Over Yonder (1988)
10. Iron Maiden – The Number of the Beast (1982)

Quais são os 10 melhores discos dos anos 90?
1. Fight – War of Words (1993)
2. Running Wild – Pile of Skulls (1992)
3. Black Sabbath – Dehumanizer (1992)
4. Carcass – Heartwork (1993)
5. Gamma Ray – Land of the Free (1995)
6. Blind Guardian – Nightfall in Middle-Earth (1998)
7. Death – Spiritual Healing (1990)
8. Stratovarius – Visions (1997)
9. Grave Digger – Tunes of War (1996)
10. Mercyful Fate – Into The Unknown (1996)

Quais são os melhores discos dos anos 2000?
1. Halford – Resurrection (2000)
2. Saxon – Lionheart (2004)
3. Exodus – Tempo of The Damned (2004)
4. Motorhead – Inferno (2004)
5. Shaman – Ritual (2002)
6. Candlemass – Candlemass (2005)
7. Jack Starr’s Burning Starr – Defiance (2009)
8. Wizard – Head of The Deceiver (2001)
9. Overkill – Ironbound (2010)
10. Accept – Blood Of The Nations(2010)

Fiquei maluca aqui fazendo essas listas! Mudei umas 10 vezes tentando ser justa com todos hahaha

Isso é normal. Talvez seja a pergunta que as pessoas mais querem responder e mais tenham dificuldade. Você possui todos os discos citados?
Não possuo todos ainda, mas tenho a grande maioria.

Como você costuma se atualizar sobre música, lançamentos, bandas novas, etc.?
Geralmente as pessoas dos grupos que participo que acabam compartilhando coisas de bandas novas, álbuns recentes das bandas consagradas… Gosto muito de visitar páginas especializados como a Consultoria do Rock e ler as resenhas. É um passatempo muito bom.

Muito obrigado pela participação nessa sessão, espero que tenha gostado e deixo aqui o espaço para você dar o seu recado final.
Gostaria de agradecer pelo convite Fernando Bueno e parabenizar a toda a equipe da Consultoria do Rock por esse site com conteúdo de alta qualidade. E por último, digo que o respeito é ouro nesse mundo. E no Heavy Metal isso é essencial para manter a chama acesa. Um grande abraço a todos!

24 comentários

  1. Mairon

    Baita entrevista Fernando. Conduziu com maestria e profissionalismo. E a Libia é super simpática e sabedora do que fala. Show de bola!

    Responder
  2. Líbia Brígido

    Muito grata pela entrevista! Gostei muito de compartilhar um pouco da pequena coleção. E espero que daqui a muitos anos eu tenha muitas histórias para compartilhar.
    Obrigada a todos!

    Responder
    • Renato França

      Olá, Ligia.
      Eu não sei se você conhece,mas existe uma banda na Guatemala chamada Artífice,é um power metal com vocal feminino. A maioria das letras é cantada em espanhol. Enfim,tomara que voce goste. E se a Consultoria quiser,eu posso entrevistar o guitarrista da banda,Daniel Oliva. Ele me segue no Instagram e vice e versa.

      Responder
  3. Igor Maxwel

    Pela primeira vez na história uma mulher sendo entrevistada aqui na Consultoria, no quadro “Caverna”. Uma verdadeira quebra de paradigmas e preconceitos. Mesmo não concordando com poucas escolhas e opiniões pessoais da nossa entrevistada, posso dizer que adorei demais conhecer um pouco de sua história.
    Valeu Líbia Brígido, a Consultoria está sempre de portas abertas para você!

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Valeu Líbia Brígido, a Consultoria está sempre de portas abertas para você!

      A afirmativa é verdadeira, mas eu não sabia que você faz parte da equipe do site para falar em nosso nome. Os leitores são essenciais e valorizamos demais essa participação, mas não devem falar em nome da equipe.

      Responder
      • Igor Maxwel

        Na verdade eu falei por vocês todos do site!

      • Diogo Bizotto

        Sim, e ninguém aqui lhe deu essa liberdade. Quem fala pelo site são os integrantes do site, e olhe lá. Eu procuro falar apenas por mim, a não ser que meus colegas me permitam falar pelo site. Cada autor responde por seus textos e cada leitor pelos seus comentários, que assim fica melhor e mais respeitoso.

  4. Líbia Brígido

    Valeu Mairon! Confesso que depois que respondi a lista de forma definitiva ainda mudei mentalmente umas 20x rs As mais difíceis são os anos 70 e 80, e do século XXI houve muitos lançamentos que considero um reavivamento do heavy metal e também das bandas clássicas.

    Responder
  5. Filipe Mencari

    Bem legal a história da Líbia. Ruim pelo acesso difícil, mas muito bom ver que ela não desanimou. Citou várias bandas que não conheço, como o Rare Bird. Vou dar uma conferida! Abraços para todos.

    Responder
    • Francisco

      Rare Bird é uma banda sensacional. É fácil encontrar o vídeo de “Beautiful scarlet”, um de seus grandes sucessos, na internet.

      Responder
  6. José Carlos

    Legal demais a entrevista… a Líbia manja muito de som! Parabéns ao Fernando pela entrevista e claro, para a Líbia pela simpatia e pela coleção!

    Responder
  7. Diogo Maia de Carvalho

    Pouca gente valoriza o Inferno do Motörhead. Boa escolha pra lista de melhores de 2000. Eu mesmo não o colocaria em uma posição tão alta, mesmo sendo fã do disco.

    Responder
  8. Igor Maxwel

    Tá bom Diego, já entendi tudo. Mas que eu adiantei um pouco o lado dos consultores aqui, eu adiantei sim.

    Responder
  9. Rafael Bonatto

    Ótima entrevista e coleção! Parabéns!
    O legal é que a gente acaba conhecendo discos e artistas, que nem tínhamos ideia, para completar a coleção!

    Responder
  10. Ronaldo

    Maneiríssimo! Citou o Captain Beyond (banda e disco que moram no meu coração)…parabéns, grande coleção e entrevista muito legal!
    Abraço,

    Responder
    • Líbia Brígido

      Esse álbum é sem comentários… Tanto os instrumentistas e quanto o vocal do Rod Evans são perfeitos. Uma verdadeira obra prima. Aonde foi parar Rod Evans?

      Responder
      • André Kaminski

        O baterista Bobby Caldwell disse que ele vive no norte da Califórnia e possui contato com ele. Ele é, de fato como dizem os boatos, um médico e não tem o menor interesse em retornar ao mundo da música.

      • Líbia Brígido

        Bom saber que está bem…E que os boatos são verdadeiros, ele já deve estar com os seus 70 e poucos. Grandes trabalhos no Purple MK1 e Captain.

  11. Manoel

    Gostei muito dessa matéria. O mais interessante é ver uma mulher adepta a colecionadora. São poucas que eu conheço. Fã de rock, como eu, apesar de eu ter certa inclinação para o melancólico, o belo e soturno, mas também ouço coisas mais ocultistas como o Black Sabbath, que é genial, além do que, ela citou uma de minhas cantoras favoritas; (Clara Nunes). Foi até um fato engraçado quando fui numa loja anos atrás escolher um Cd de Rock para levar. Escutei vários e no fim acabei levando o CD de uma cantora de samba baiana ( Ah, Clara Nunes).

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