Por Adrian Dragassakis

Este é o terceiro álbum do OSI, ou Office Strategic Influence, banda idealizada por Kevin Moore, ex-tecladista do Dream Theater e pelo guitarrista Jim Matheos, do Fates Warning. Neste álbum, ainda participou o baterista Gavin Harrison, do Porcupine Tree, substituindo Mike Portnoy que havia tocado nos dois primeiros álbuns do supergrupo. Juntando os elementos modernos dos teclados de Moore e os riffs de Matheos, o resultado foi um Metal Progressivo com toques de música eletrônica. Tudo isso com os vocais sóbrios e letras introspectivas de Moore. Para os fãs mais atentos do Dream Theater, Kevin já havia mostrado seus dotes como vocalista em uma demo da música “Space Dye-Vest”, a qual compôs para o álbum Awake.

“The Escape Artist” abre o disco já mostrando logo de cara a intenção de juntar todos esses elementos experimentais. Apesar das letras com tom mais obscuro, a música é animada e contagiante, com um refrão bem pegajoso. Matheos também mostra que é um excelente guitarrista com riffs bem trabalhados em ritmos quebrados, característicos também da banda de onde veio, e um ótimo solo de guitarra.

“Terminal”, por sua vez, também tem a capacidade de prender o ouvinte, mas pelo seu ritmo lento e de certa forma, depressivo, o que leva a pensar como as ideias de Moore andavam nessa época, justamente pelos temas de suas composições, essa especialmente, em primeira pessoa. “False Start”, faixa seguinte, retorna com riffs de guitarra pesados. Essa faixa em especial, destaca a excelente produção do álbum. Vale a pena ouvir com bons fones de ouvido.

O álbum segue com o clima introspectivo de “We Come Undone”. “Radiologue” é outra das grandes faixas do álbum, com um refrão contagiante [“Can’t Go on/Can’t Go back”] que trata o sentimento de desamparo por meio das confusões nos relacionamentos do vocalista, tema bem tratado em suas músicas. “Be the Hero” é um dos pontos mais fortes do disco, sendo essa, uma das mais progressivas do álbum. Uma das possibilidades do tema das letras, é ter sido escrita sobre a guerra do Iraque.

“Stockholm” tem como destaque a participação do sueco Mikael Åkerfeldt, do Opeth. Agradando uma parte dos fãs de sua banda, utilizando muito bem aqui, seus vocais limpos em uma melodia lenta e densa, seguida por dedilhados de guitarra e sintetizadores.

Seguindo pela faixa-título, que novamente segue em primeira pessoa, lembra em partes, “Space Dye-Vest”, a primeira grande composição de Moore. Os versos “It’s been a long time/ I thought you’d get it /It’s been a long time / but I finally beat the blood back like you” podem dar a entender que a mulher do traje especial de 1993 voltou depois de muitos anos para a vida do tecladista. Musicalmente, uma das melhores do álbum, seguindo a linha introspectiva que se acerca.

Algumas versões do álbum contam com as Bonus Tracks “No Celebrations” com os vocais de Tim Bowness, conhecido pelo seu projeto No-Man, “Christian Brothers”, cover de Elliot Smith, e uma versão mais longa da excelente “Terminal”, nomeada como “Terminal (Endless). Um prato cheio para os fãs de Prog Metal e admiradores dos gênios idealizadores desse projeto musical.

Tracklist

1. The Escape Artist
2. Terminal
3. False Start
4. We Come Undone
5. Radiologue
6. Be The Hero
7. Microburst Alert
8. Stockholm
9. Blood

Special edition bonus disc

  1. No Celebrations
  2. Christian Brothers
  3. Terminal (Endless)

1 comentário

  1. André Kaminski

    Ouvi mais o primeiro disco deles Office of Strategic Influence, de 2003. Ouvi algumas faixas deste disco e do primeiro e pude notar que o anterior era um tanto mais “Theateresco” e esse mais espacial.

    Aliás, o Moore usa e abusa de Moog nesse Blood hein?

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