Por Thiago Reis

O ano de 2017 marcou o lançamento do primeiro disco solo de Bellini, chamado Bellini Rock, contendo 10 músicas. O compositor nasceu em São Carlos/SP e começou sua carreira em 1995. Gravou diferentes álbuns ao longo da década de 2000, mas somente no ano passado lançou seu disco solo, produzido e arranjado por Dammtunes, além de ser mixado e masterizado no estúdio Urca Music, localizado no Rio de Janeiro. O time que gravou o disco consiste de Bellini (vocais e bateria), Eduardo Damm (baixo, guitarras, backing vocals e B3), Dudu Chermont (guitarra na faixa “O Que Aconteceu Aqui?” e “A Rua e a Lua”) e Fred Nascimento (violão e gaita na faixa “Sonho”).

Bellini Rock abre os trabalhos com “O Que Aconteceu Aqui”. Com arranjos e harmonias de fácil assimilação e ao mesmo tempo agradáveis, além de um ótimo trabalho de guitarra, podemos perceber o clima que norteará o álbum. Vocais bem balanceados e letras em português também são um atrativo a parte para o público. Percebem-se muitas influências do Rock nacional dos anos 1980, porém sem soar datado, muito pelo contrário. A produção do disco deixa o som mais moderno e ao mesmo tempo sem perder as características das influências do compositor.

 

“A Rua e a Lua” é a próxima e possui um groove bem interessante, que dita o direcionamento que a música leva. Os backing vocals também ganham destaque, além de um refrão que tem tudo para funcionar muito bem ao vivo. A faixa “Não”, uma das melhores do disco, inicia com uma pegada diferente, um pouco mais rápida e com uma letra muito interessante. A mudança de ritmo ao longo da música, com andamentos rápidos alternando momentos mais lentos, deixa o instrumental tão interessante quanto a parte lírica.

“Quase Sempre Disfarço” tem todas as características de um single com clipe. A faixa apresenta ritmo bem pop, melodias vocais de fácil assimilação, além de letras muito bem trabalhadas. Destaca-se novamente o trabalho da cozinha, mais uma vez cumprindo muito bem a função de espinha dorsal da música. A próxima é “Meu Bem”. Com um riff bem interessante e guitarras um pouco mais pesadas que o usual, “Meu Bem” também parece ser uma escolha certa para o set list dos shows de Bellini.

“Seguir” é a faixa mais longa do álbum, com 3 minutos e 54 segundos. Possui as mesmas características da faixa anterior e percebe-se ao longo da música as influências de Bellini. O Rock nacional está muito bem representado em “Seguir”, com refrão de fácil assimilação, construção das harmonias direcionadas ao pop, além de ótima execução dos instrumentistas.

Finalmente Bellini nos brinda com uma faixa acústica. “Como Ser Sincero” é aquela faixa para ser executada no meio do show, para acalmar os ânimos da plateia. Junto à faixa “Não”, “Como Ser Sincero” também está entre as melhores do disco. Instrumental simples, porém de extremo bom gosto, além de letras que nos fazem refletir a respeito de nossa vida.

Os riffs e a cozinha bem encaixada voltam em “Música!”, com o mesmo estilo de faixas como “Meu Bem” e “Seguir”.
“Sonho” apresenta como novidade a gaita de Fred Nacimento, que caiu como uma luva na música, juntamente com o violão, que ditam o ritmo da música. O álbum se encerra com “Queria Bem Mais”, que possui exatamente as mesmas características das faixas anteriores. Ritmo muito bem executado pela bateria e pelo baixo, letras falando de amor e harmonias simples, mas que caem no gosto do público fã do Rock nacional.

Recentemente, no dia de 21 de maio, Bellini lançou seu mais recente single, “Por que Será?“, que reflete bastante o que é Bellini Rock. Afinal, o álbum de estreia de Bellini não traz grandes novidades para o estilo mencionado, mas os apreciadores de tal vertente do rock devem dar uma chance a esse disco, pois possui todas as características para agradar o ouvinte.

Tracklist:

  1. A Rua E A Lua
  2. O Que Aconteceu Aqui
  3. Quase Sempre Disfarço
  4. Como Ser Sincero
  5. Meu Bem
  6. Música
  7. Não
  8. Queria Bem Mais
  9. Seguir
  10. Sonho

1 comentário

  1. André Kaminski

    Ouvi algumas canções e é bem o estilo BR Rock oitentista mesmo. Bem bacana, embora o mercado esteja difícil para o estilo, espero que ele consiga se manter nele.

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