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Por Thiago Reis 

A banda Sunrunner, formada por David Joy (vocal/baixo), Joa Martignetti (guitarra e vocal) e Ted MacInnes (bateria e vocal), lançou seu terceiro álbum, chamado Heliodromus (2015). O estilo de som da banda americana é definido como Heavy Prog. O primeiro aspecto a ser destacado em Heliodromus é a capa, que se mostra mais orgânica e com um ar de década de 1980. Muito bem feito o trabalho visual.

A primeira faixa, chamada “Dies Natalis Soli Invicti” possui 28 segundos e possui belos arranjos de violão, introduzindo um clima bem interessante. O peso começa com “Keepers of the Rite”, com belos riffs e melodias, além de um belo trabalho de bateria. Os vocais entram junto apenas com a batida da bateria. Após a volta da guitarra e do baixo as coisas ficam mais interessantes, com excelentes riffs sendo executados. O refrão é bem típico e possui uma atmosfera medieval, mesmo que talvez essa não seja a intenção da banda. Outros destaques são os riffs quebrados antes da execução do solo por volta dos 3 minutos de música. Uma ótima forma de abrir um álbum, após a introdução instrumental.

“Corax” é a próxima, com um começo que lembra música espanhola, mas isso dura apenas 16 segundos, já que logo depois os riffs pesados voltam a ser o destaque. Os riffs em “Corax” se mostram mais arrastados, com influência de doom metal. Uma mudança interessante, que nos deixa curiosos a respeito do que está por vir no restante do disco. O clima intrincado continua, com melodias envolventes e fortes, tudo isso antes do vocal entrar em ação. O clima arrastado continua também com os vocais, mostrando a capacidade de David Joy de exprimir diferentes tipos de emoções com suas melodias. “The Horizon Speaks” volta com riffs um pouco mais variados em relação à faixa anterior, mas os vocais mantém o mesmo ritmo em relação às melodias, tornando assim a música um pouco repetitiva, sem muitas novidades.

A próxima faixa levanta os ânimos novamente. “Star Messenger” traz excelentes riffs, que ao mesmo tempo soam pesados e variados. O trabalho do baixo também é destaque na introdução. Porém quando entram os vocais, o ritmo mais lento volta à tona até a volta dos já citados riffs por volta de 1 minuto e 10 segundos. Essa variação entre riffs pesados e variados e partes lentas permanece até um momento em que novos riffs são atirados de forma bem interessante ao ouvinte, fazendo com que se permaneça a curiosidade a respeito do restante do álbum. Entretanto esses vocais lentos com várias vozes, quando realizados em excesso podem se tornar enjoativos. O solo possui partes bem interessantes, incluindo ai partes de baixo para melhorar ainda mais o instrumental. A parte final da música é a melhor, com riffs bem rápidos e os vocais acompanhando esse ritmo e a faixa sendo finalizada com mais um solo de guitarra.

“The Plummet” mostra mais uma vez um clima bem diferente, com destaque para a atmosfera celta. Os vocais e todo o instrumental seguem essa linha. Um som completamente inesperado, mas muito bem vindo. O coro de vocais também mostra uma faceta bem interessante de “The Plummet”, que se mostra uma excelente opção para um show ao vivo, pois existe espaço para interação com o público presente.

Joe Martignetti

A próxima é “Technology’s Luster”, que volta a fazer o trabalho dos riffs rápidos, com destaque também para o excelente trabalho do baterista Ted Macinnes. Os vocais nesta faixa são mais agressivos, tornando ainda mais interessante a audição. A partir dos 2 minutos e 49 segundos, uma bela linha de baixo é executada, dando ainda mais variedade à música. A parte instrumental de “Technology’s Luster” pode ser destacada como a melhor de todo o álbum. “Passage” volta a ser lenta e arrastada, com um belo arranjo em sua introdução, destaque para as guitarras de Joa Martignetti, mas é uma faixa que passa despercebida no álbum, sem tanto brilho.

A faixa-título do álbum encerra trabalhos com seus mais de 21 minutos de duração. Os riffs começam no mesmo ritmo da faixa anterior, com melodias vocais envolventes, e backing vocals bem competentes. A velocidade da música aumenta um pouco, com ótimo trabalho de bateria, que volta a ditar o ritmo mais lento novamente, porém dessa vez com riffs mais intricados e elaborados. Um clima mais denso com partes instrumentais muito interessantes ´destaque a partir dos 13 minutos de música, não nos deixando cansados após tanto tempo decorrido. Essa variação de riffs e uma constante mudança de ritmos permanece. Vocais muito bem trabalhados, mais uma vez acompanhados de backing vocals muito bem colocados dão o tom no final da música. Partes instrumentais bem interessantes voltam a ser o destaque junto a um coro de vozes de muito bom gosto. A faixa é finalizada e dá a sensação de que não haveria a necessidade de um tempo de 21 minutos, mas mesmo assim Heliodromus não compromete.

Joe Martignetti, Ted McInness e David Joy

O Sunrunner apresenta um trabalho interessante e bem variado, com pelo menos três faixas de grande destaque (“Corax”, “Technology’s Luster” e “Star Messenger”). Não é um disco que mudará um estilo ou será um clássico, mas possui seus bons momentos e os fãs principalmente de estilos como o Prog Metal e rock Progressivo podem vir a gostar do material.

Track List

1- Dies Natalis Soli Invicti 2- Keepers of the Rite
2 – Keepers of the Rite
3- Corax
4- The Horizon Speaks
5- Star Messenger
6- The Plummet
7- Technology’s Luster
8- Passage
9- Heliodromus

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