Por André Kaminski

Há uns anos, o senhor Marco Gaspari em uma postagem que acredito ser minha mesmo de Melhores do Ano reclamava do fato de que queria ver novidades em nossas listas de melhores, que quase sempre eram as mesmas bandas de 20 anos ou mais e que as sonoridades não apresentavam nada de “novo”. Eu mesmo contrariei o Marco naquele ano e acho até que ele deve ter se sentido com a pecha de “mala do site”.

Mas de uns tempos para cá tenho refletido, ouvido bandas novas, bandas velhas, bandas boas, bandas ruins e acho que percebi mais ou menos aquilo que o Marco reclamava e que agora dou o braço a torcer. Refleti nisso já algum tempo e esperei essa oportunidade para expressar aquilo que achei que deveria ser o problema.

Eu estava dando uma vasculhada no youtube e ouvindo sonoridades de bandas pequenas e independentes, sem qualquer apoio da mídia ou mesmo de gravadoras. Muitas inclusive tem enormes quantidades de seguidores nas redes sociais, mas muitas delas sequer tem um disco físico lançado ou se tem, são restritos a vendas em seus próprios sites e redes sociais. Alguns possuem apenas a plataforma bandcamp para tirar algum dinheiro com suas músicas. E percebi que esse é o ponto chave que o Marco estava colocando: tais bandas tem músicas próprias muito boas, com arranjos diferentes, melodias cativantes e que você percebe que com um estúdio fodido e uma grana a mais para comprarem melhores instrumentos musicais ou de sistemas de áudio, as músicas seriam ainda mais sensacionais. Mas o que acontece então com essas bandas e, querendo ou não, muito do rock em si?

O que eu percebo é que os produtores e as gravadoras estão simplesmente podando diversas sonoridades e muito da criatividade de tais bandas fazendo sempre o mesmo estilo de produção e de composições quadradas, mais do mesmo, lineares e tentando entrarem na loudness war. Aquela história de que “rockeiro só gosta do que é feito no passado e só compra aquilo que já conhece” tem feito com que as bandas acabem aceitando esse tipo de som quando são novas e os velhos que já estão aí há anos soem preguiçosos e sem criatividade na hora de compor. Mesmo as mais criativas são vistas como “não vendáveis” e só são aceitas aquelas que copiam os medalhões de sempre. Talvez essa seja a reposta para os seus questionamentos meu caro Marco Gaspari. As bandas que você quer estão no youtube, se fodendo com pouco dinheiro e muita garra. E creio que se as gravadoras não mudarem, esse cenário preguiçoso continuará.

Eu ainda indicarei os 10 discos que mais gostei desse ano como faço em todos os anos. Porém, lá no fim dessa matéria, irei recomendar alguns canais de artistas que a meu ver, soam diferenciados e muitas vezes desprezados pelas gravadoras e a grande mídia, mas que fazem um som excelente e de muito bom gosto. Como toda banda e artista iniciante, vários deles fazem ou começaram com covers. Mas e qual grande banda que você conhece que não iniciou justamente tocando sucessos que foram gravados por artistas que os influenciaram? Indicarei 6 canais do youtube internacionais e 6 canais de bandas paranaenses, que são as que estão mais próximas da minha realidade. Mas com certeza que vasculhando outros estados se encontram bandas tão boas quanto. Lá vai a minha lista:


Ayreon – The Source [progressive metal]

Não tem jeito, sou muito fã de tudo o que sai da mente desse holandês chamado Arjen Anthony Lucassen. Ele sabe como misturar perfeitamente o heavy metal com as sonoridades futuristas do space rock e criar um progressivo excepcional de se ouvir. Muita gente elogiou o novo trabalho do Ayreon e não é para menos. Apesar do lineup estar menos “estelar” do que da última vez (orra, no álbum passado teve Keith Emerson e Steve Hackett entre os muitos convidados), as composições seguem em nível alto. O conceito é o retorno da saga do povo alienígena Forever e as músicas retornam a uma história iniciada lá no Into the Electric Castle, de 1998. Variado, interessante e musicalmente empolgante, é o mais belo disco que ouvi deste ano.


Lazarus Taxon – The Dragonfly Effect [progressive rock/metal]

Banda brasileira da capital de São Paulo, o Lazarus Taxon fez um disco que agradaria em cheio ao pessoal que é fã de Porcupine Tree, Opeth (sem os guturais) e Tool. Com este estilo mais introspectivo do rock e do metal progressivo, as composições possuem um teor mais melancólico, sereno e reflexivo e as composições variam entre o peso das guitarras e a delicadeza dos teclados. Os solos, a maioria de poucas notas, são clara referência a David Gilmour do Pink Floyd. Só nisso a banda já me ganhou como um ouvinte atento. Se os caras lerem esta matéria, saibam que fizeram um belíssimo álbum e que merecem a medalha de prata desse ano. Aos que gostam das bandas acima, recomendo que ouçam esse disco.


Forming the Void – Relic [stoner metal]

Os norte americanos do Forming the Void lançam nesse segundo disco uma mescla do stoner metal com um ritmo  característico do progressivo que muito me agradou. James Marshall possui um vocal marcante e as guitarras, como se esperam no stoner, soltam aqueles riffs graves e cavalares que te chamarão a atenção logo de cara. O bacana é que a banda não soa arrastada demais, como muitos reclamam em várias bandas desse estilo. Tem saído muita coisa boa do stoner esses tempos, e esse é mais um exemplo de banda que promete surpreender. Ao final há um cover de “Kashmir” do Zeppelin que no começo estranhei, mas até que soou mais legal do que imaginava que seria.


World Trade – Unify [AOR]

Esse é a banda aor de Billy Sherwood, o baixista que substituiu Chris Squire no Yes (já havia feito parte da banda antes, mas tocando guitarra). Já o guitarrista Bruce Gowdy também toca no Unruly Child, banda de Marcie/Mark Free. Aqui Sherwood também cuida dos vocais e se sai muito bem. A banda lançou o seu primeiro disco em 1989, mas este é apenas o terceiro disco deles visto que ficaram aí um bom tempo parados. Unify destaca-se por apresentar belas melodias que lembram muito aquele aor com pitadas progressivas do Asia. Os teclados de Guy Allison são o maior destaque do disco que te agradará bastante caso goste de bandas como Asia, Foreigner e Toto.


Prayers of Sanity – Face of the Unknown [thrash metal]

Banda portuguesa que buscou suas referências em Destruction e Dark Angel. O bacana é que você não vai receber apenas tiros de riffs velozes e voz rasgada, mas também contará com uma bateria variada e cheia de viradas além de algumas boas doses melódicas quando a música diminui seu ritmo. Mas não se preocupe porque há riffs o suficiente para banguear bastante. Só botar sua camiseta surrada e desbotada do Slayer e aquela sua calça jeans guerreira e erguer os chifrinhos do metal para curtir as ótimas canções daqui.


God Dethroned – The World Ablaze [death metal]

Esses holandeses quase implodiram quando dois membros saíram e entraram nos conterrâneos do Epica. Henri Sattler, guitarrista e vocalista líder da banda anunciou que em 2012 eles acabariam. Felizmente, voltaram três anos depois e lançaram o que é a meu ver, o melhor disco deles. O death metal deles sempre foi mais ligado ao black nos seus primeiros trabalhos, porém, dessa vez eles também buscaram algumas passagens que fazem parte do melodeath escandinavo e isso a meu ver melhorou muito as suas composições. Esse é um metal extremo que dá de ouvir com gosto!


Evadne – A Mother Named Death

Já os espanhóis do Evadne são uma banda influenciada por My Dying Bride em seus riffs doom metal e umas certas sinfonias também muito utilizadas pelo metal gótico do Draconian. Há desde guturais do death, vocais limpos masculinos e femininos (em uma faixa apenas) que se intercalam em canções tristes, desesperadoras e sentimentais. Gostei que conseguem ser belos e melancólicos ao mesmo tempo. Não é algo original, muitas bandas ali do início dos anos 2000 fizeram discos similares, mas fazia algum tempo que eu não ouvia algo desse estilo que me agradasse.


Operation: Mindcrime – The New Reality [progressive/symphonic metal]

De uns tempos para cá, Geoff Tate estava caindo na mesma situação e na mesma pecha que Timo Tolkki, ex-Stratovarius. Tudo o que ele lançava era vigorosamente criticado seja pelos fãs de suas ex-bandas, seja por qualquer ouvinte de rock em geral que se prestasse a ouvir seus discos. O litígio com o Queensrÿche terminou, enquanto o restante da banda ficou com o nome, ele conseguiu os direitos dos discos e do nome Operation: Mindcrime para si. Sob esse nome, ele lançou dois discos antes desse, ambos bastante malhados. Mas sinceramente, será muito injusto criticarem este terceiro álbum ao que Tate finalmente acerta com composições marcantes e cativantes. Creio este ser o mais sinfônico dos seus discos ao que ele conseguiu mesclar com aquele metal progressivo característico de sua banda anterior e deixar uma sonoridade instigante e envolvente. Sim, há ecos de rock/metal alternativo daqueles discos que ele soltou de antes, mas nem de longe soam ruins ou deslocados do trabalho final. Sei que ainda tem muita gente de má vontade com Tate, mas aqui ele acertou. E muito bem acertado.


Kreator – Gods of Violence [thrash metal]

resenhei este disco em setembro e minha consideração pro ele continua a mesma. Um thrash mais melódico e mais maduro por parte dos velhinhos do Kreator. As influências de outros estilos como o tradicional e o melodeath e mesmo alguns instrumentos diferentes deram uma bela modificada em seu thrash, estilo que sabemos que não é lá muito afeito a inovações por parte dos seus fãs. Vá tranquilamente atrás desse disco que lhe trará ótimos momentos.


Dominia – Stabat Mater [gothic metal]

O gothic metal era um estilo que andava meio em baixa comigo nos últimos anos. Pouca variação, composições chatinhas e nada bacanas. Não que os russos do Dominia neste disco tenham reinventado o estilo, mas ao menos fizeram músicas mais enérgicas e variadas, com partes sinfônicas bem colocadas e uma variação entre o vocal limpo e gutural do vocalista Anton Rosa que deixou o disco mais simpático aos ouvidos. Para quem curte o estilo, vai encontrar boas guitarras e teclados aqui, além de ótimas músicas. Para quem não gosta do gênero, não achará nada que mude sua opinião.


Surpresa: Ringo Starr – Give More Love

Quase entrou na lista. Considero uma surpresa por motivos pessoais: nunca fui chegado a grande maioria dos trabalhos solo dos ex-Beatles. Todavia, logo o baterista narigudo costumeiramente desprezado da banda conseguiu me surpreender com um disco ótimo de rock que pega desde o clássico na linha Beatles, o velho rock ‘n’ roll cinquentista e dançante como em “Shake it Up”, country, reggae e folk, mistura tudo junto a vários convidados famosos e criou canções que olha… considero melhores do que VÁRIOS trabalhos de um certo canhoto vegano famoso que há por aí. E vamos deixar claro que Ringo canta bem sim.


Decepção: The Corrs – Jupiter Calling [folk pop rock]

Ah o The Corrs. Pense naquela família bonita e feliz de músicos que foram muito bem educados pelos pais, tiveram apoio em suas carreiras musicais, fizeram canções bonitas e amorosas, amam o seu país (Irlanda), viraram exemplo de pessoas de sucesso, ganharam muito dinheiro com um folk pop rock do primeiro álbum, fizeram um sucesso mundial em 2000 com In Blue e seus hits como “Breathless” e “Irresistible”, fizeram caridade e filantropia, nunca “se meteram em polêmicax” e após dez anos de carreira, resolveram parar por outros dez para cuidarem de suas famílias, cuidarem de seus filhos e vê-los crescerem. De boa, acho que não há outra família tão exemplar e perfeita nesse mundo quanto aos Corrs da Irlanda.

Então em 2015 eles voltaram após uma longa espera de seus ansiosos fãs e lançaram White Light, focando bastante na sonoridade pop eletrônica como foi no disco In Blue. Nenhum hit de grande sucesso e os fãs reclamaram porque queriam que voltassem ao folk dos primeiros dois álbuns. Dois anos depois vieram com Jupiter Calling e praticamente limaram todo o eletrônico e se focaram no folk. Olha… deu sono. Baladas, baladas e baladas. Nenhuma guitarra de Jim, bateria sempre vagarosa de Caroline. Parece aquele típico álbum só para cumprir contrato. O disco foi gravado como se fosse uma apresentação ao vivo, com todo mundo tocando junto em estúdio e sem takes a mais ou overdubs. Só que essas composições são muito fracas, parecendo sobras de 20 anos atrás. Eu gosto muito deles, tanto no folk quanto no pop, só que esse disco é de longe o mais fraco deles e aparentemente, não sabem muito bem para que lado atirar. Complicado isso aí…


Outros bons discos de 2017

L’ Ira del Baccano – Paradox Hourglass [psychedelic rock]

Harpyie – Anima [folk metal]

Obscurity – Streitmacht [melodic death metal]

My Regime – Deranged Patterns [thrash metal]

The Dark Element – The Dark Element [symphonic metal]

Northern Light Orchestra – Star of the East [AOR]

Loss – Horizonless [doom metal]

Hermeto Pascoal & Grupo – No Mundo dos Sons [progressive rock]

Sixt June – Virgo Rising [darkwave/synthpop]

Faust – Fresh Air [krautrock]

Pentakill – II Grasp of the Undying [heavy metal]

Robert Randolph & The Family Band – Got Soul [soul/blues rock]

Pink Cream 69 – Headstrong [hard rock]

Caravela Escarlate – Caravela Escarlate [progressive/space rock]

Southern Avenue – Southern Avenue [blues rock]

Night Drive – Night Drive [synthpop]

Cavalera Conspiracy – Psychosis [thrash metal]


Bandas e projetos internacionais de destaque

Chris Rodrigues & The Spoon Lady [blues]

Chris Rodrigues é um bluesman americano e Abby é a mulher de vestes humildes que faz a percussão com colheres e campainhas e a união de ambos resultou em canções não menos que brilhantes. Vejam e se impressionem com a habilidade rítmica de Abby com as colheres.


Amadeus – The Electric String Quartet [symphonic]

Quarteto de garotas romenas fazendo uma mistura de música erudita com pop, parecendo uma linda trilha sonora de filme. Há alguns covers de músicas de rock como “November Rain” do Guns e “I Love Rock ‘n’ Roll” da Joan Jett. Ouçam e se apaixonem.


Camille and Kennerly [symphonic/folk]

Acompanho há muito tempo essas gêmeas americanas que adoram fazer covers de canções famosas (a maioria rock e metal) utilizando harpas. Tem Iron Maiden, Black Sabbath, Nightwish, Blind Guardian, Journey, Megadeth, músicas de videogames (Lost Woods da série Zelda) e agora elas também estão partindo para composições próprias como essa do vídeo. Os vídeos são sempre caprichados e as músicas excelentemente tocadas.


Larking Poe [blues rock]

Duas irmãs cheias de instrumentos de cordas, mas se focando principalmente da guitarra slide, banjo e violão, fazem vários covers de canções famosas do rock em formato blues. E essa é mais uma delas.


Lindsey Stirling [symphonic pop]

Talvez a mais famosa dos artistas de youtube que trouxe aqui, Lindsey começou a fazer sucesso com covers de músicas de videogame e de filmes junto a vídeos muito bem trabalhados em que toca seu violino. Em meio a esses covers, também colocava músicas próprias e hoje conta com um canal com mais de 10 milhões de pessoas inscritas no youtube. Pelo tanto que trabalhou e o capricho de suas produções, seu sucesso agora é mais do que merecido.


Pontus Hultgren [videogame soundtrack]

Esse compositor de músicas de videogame freelancer começou também a chamar a atenção pela forma como orquestrava várias canções famosas dos games em versões épicas e fantásticas. Essa versão de “Corneria” de Star Fox do SNES ficou espetacular. Recentemente, ele divulgou uma música própria em seu canal para um jogo utilizando os velhos chiptunes de 8 bits de antigamente. Seu talento começa a ser reconhecido agora.


Bandas paranaenses de destaque

Milk N’ Blues [blues rock]

Banda curitibana muito conhecida no underground da capital paranaense. Adoro esta canção com estilão blues/cabaret dos anos 40. Uma pena que duas das vocalistas que gravaram esta canção já deixaram a banda. Eles tem chamado a atenção até mesmo do pessoal do exterior, visto a enorme quantidade de gringos comentando em seus vídeos. Independente disso, é produto brasileiro e de imensa qualidade e bom gosto.


Paraná Blues [folk/blues]

A banda é daqui de Francisco Beltrão, do lado da minha cidade de Ampére. Adoro a gaita e o baixo desta canção que é um folk muito bacana cantado em português. São destaques aqui do sudoeste do Paraná.


Wigand [hard rock/blues]

Wigand Diener é um cantor curitibano que aposta em uma sonoridade que mescla o hard rock e o blues. Uma ótima voz e um grande talento como compositor que espero que seja mais reconhecido no cenário musical underground.


Confraria da Costa [pirate rock]

Mais uma banda curitibana, eles fazem o chamado “Rock Pirata” com vestimentas apropriadas, canções dançantes e divertidas e letras ácidas. Bora abrir uma garrafa de rum!


Terremotor [surf music]

Vindos de Umuarama no noroeste do Paraná, sei que os caras costumam tocar em muitos bares do noroeste e do norte do estado. Ultimamente tenho gostado cada vez mais desse estilo de música surf e aqui no estado há muitas bandas tocando esse gênero divertido.


Alma Negra [heavy metal]

Para fechar esta longa postagem, um heavy metal dos bons da capital paranaense. O Alma Negra já lançou um disco próprio e vem se estabelecendo cada vez mais no circuito do metal pesado no sul do Brasil. Curitiba e o litoral do Paraná já receberam shows deles.

6 comentários

  1. Marco

    Talvez o maior combustível do rock em particular e da música em geral seja o conflito de gerações. Daí que fico assustado quando alguém começando os trinta anos sugere concordar (ou não, de repente eu é que estou sendo pretensioso) com um senhor de sessenta e dois. Eu não gosto de listas e já cansei de bancar o mala criticando o direito de quem gosta. Continuo pouco entusiasmado com o que ando lendo (e escutando) por aqui, mas se eu quisesse provar alguma coisa teria que fazer melhor, não é mesmo? E eu não mexo um dedo pra isso. E pouco ouço dos lançamentos. Da lista do André só conhecia The Lady Spoon (de quem sou apaixonado há tempos) e a banda paranaense Milk’n Blues (que me lembra o Combustible Edison, o que soma pontos). No mais é o mesmo de sempre, com alguns exotismos forçados, do tipo duas gostosas num ménage com uma harpa. Ronaldo Rodrigues já deu a dica há muito tempo: no começo o que surpreendia era a adição de elementos clássicos, jazisticos ou folclóricos ao rock. Num primeiro momento foi revolucionário, mas daí em diante as bandas passaram a ser influenciadas pelas pioneiras e daí a reciclagem imperou. Não vou dizer que não gosto de muitas coisas que foram surgindo. Várias inclusive descobri tardiamente. E tem muita coisa boa hoje em dia, mais do que se imagina. E eu continuo aqui, louco pra ser surpreendido. Ah, e me senti orgulhoso de ser citado em seu texto de abertura, André. Mata o véio, mata!

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    • André Kaminski

      Então Marco, basicamente acho que caso você queira mesmo ser surpreendido musicalmente, é só mesmo cavando fundo no youtube, porque se depender do que é lançado mesmo na pequena mídia rockeira, realmente nada irá te agradar. Assim como tantos outros que sintam o mesmo.

      Responder
      • Ronaldo

        Blz, vamos lá de novo! foi um descuido meu não ter ouvido o Ayeron para minha amostra de lançamentos de 2017…a banda é boa e é da minha praia; mas não deu tempo de ouvir! o restante dos discos já são meio fora do escopo, mas achei algumas descrições bastante interessantes. Quanto as indicações de bandas paranaenses, quero ouvi-las assim que tiver um tempinho, mas a Confraria da Costa já vi algumas vezes ao vivo e acho muito ruim; a banda é fraca musicalmente e tem uma postura caricata. Mas sei que são um pequeno fenômeno no Paraná (não entende bem porquê, mas tudo bem). E por último, agradecer a menção honrosa à Caravela Escarlate!
        Abraço!!!

      • André Kaminski

        O Ayreon fez um ótimo trabalho, Ronaldo. Mas talvez goste ainda mais do anterior a este, ainda mais progressivo.

        Quanto ao Confraria, nunca vi uma apresentação ao vivo, mas como eu gosto deste estilo pirata e me divirto com essa temática, as músicas me agradam. Pelo menos nos clipes e nas gravações sim. Mas me lembrarei do seu comentário caso um dia eu os assista ao vivo.

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