Metallica no auge do sucesso: Jason Newsted, Kirk Hammett, Lars Ulrich e James Hetfield

Ainda não conhece a seção “Do Pior ao Melhor”? Confira aqui nossa primeira edição e entenda sua concepção.

Por Diogo Bizotto

A posição de maior nome da história do heavy metal pode até ser disputada por alguns outros grupos, mas nenhum deles atingiu um público tão enorme quanto o Metallica. Gerando reações de amor e ódio a cada um de seus lançamentos nos últimos 30 anos, inclusive nas mesmas pessoas e de uma só vez, o quarteto californiano só não passa despercebido. Tudo o que eles fazem gera acaloradas discussões, e espero que desta vez não seja diferente. Por considerar não se tratar de um álbum essencialmente da banda, mas um projeto colaborativo ao lado de Lou Reed, não incluí Lulu (2011) entre os discos avaliados. Aguardo suas opiniões, então aproveitem o espaço dos comentários para manifestá-las, além de elaborar seus rankings pessoais.


10. St. Anger [2003]

Sabe aquele disco para o qual você não deu muita bola quando foi lançado e anos depois percebeu como o julgou mal? Pois bem, St. Anger NÃO é desses, pois, passados 14 anos, continua sendo o mesmo tolete fétido de bosta. Sim, não há muito o que salvar deste álbum, que reflete bem o período confuso e conturbado pelo qual o grupo passava. Não se trata apenas de seus timbres canhestros e da  bateria estilo lata de tinta, que fazem com que suas faixas soem em muitos momentos como maçarocas indefinidas, mas de todo um conjunto de erros que culminou em músicas fracas, algumas sem pé nem cabeça, nas quais as poucas boas ideias são perdidas em meio a um amontoado de coisas que nem sei bem definir. Lembro bem como, na época anterior ao lançamento, o Metallica chegou a divulgar pequenos trechos de canções dando a entender que se tratava de um disco brutal. Bastou ouvir as músicas na íntegra para perceber que esses segmentos foram estrategicamente pinçados para dar essa ideia errada. Enganação mesmo. Dá pra tirar alguma coisa de “Dirty Window”, “Sweet Amber” (essas duas as que me soam mais convencionais) e “The Unnamed Feeling”, mas é preciso enxergar além da pesada cortina de timbres horríveis. A bem da verdade, até o vocal de James está abaixo da média, isso pra não falar nas melodias. E haver ou não haver solos de guitarra torna-se assunto bem secundário quando somos confrontados com porcarias como “Some Kind of Monster”, “Invisible Kid” e “Shoot Me Again”. Só o reouvi para escrever este comentário, pois, fora isso, não vale o esforço.


9. Reload [1997]

A segunda parte do ambicioso projeto que resultou em dois álbuns controversos é nitidamente mais fraca que a primeira. Não é um disco ruim como St. Anger, longe disso, mas soa menos bem finalizado que seu álbum irmão, lançado um ano antes. Assim como Load, apresenta uma abordagem mais simples, despida das intrincações dos álbuns lançados na década anterior, talvez refletindo o sucesso de Metallica, o disco, ou talvez como uma experiência mesmo, trabalhando mais com texturas e grooves, afastando-se por completo do thrash metal. Isso resultou em algumas boas canções e em outras bem menos memoráveis. “Better than You”, “Slither”, “Carpe Diem Baby”, “Bad Seed” e “Prince Charming” pouco acrescentam ao catálogo do grupo. “Fuel” tornou-se a mais executada ao vivo pela banda e chega a dar uma empolgada, mas sempre me soou superestimada. A mesma coisa com “The Memory Remains”. Ao contrário de outros, porém, gosto de “The Unforgiven II” e de seu baita refrão, assim como da rara colaboração de Jason Newsted, a arrastada “Where the Wild Things Are”. A bem da verdade, tanto em Load quanto em Reload, é nas faixas mais longas que o Metallica acertou de verdade, vide as duas anteriores e as boas “Fixxxer” e Low Man’s Lyric”. Para não dizer que não há exceção, a balançante “Devil’s Dance” também é um êxito.


8. Hardwired… to Self-Destruct [2016]

O Metallica definitivamente não captou a lição que já deveria ter sido aprendida desde os tempos de Load e Reload: não adianta lotar um CD até seu limite de tempo se, para isso, for necessário encher o álbum de fillers. No caso de Hardwired…, o tracklist chegou a ser dividido em dois CDs, mas isso não faz diferença, pois o que se tem é um amontoado de faixas medianas junto a algumas poucas boas de verdade. Entre as boas, destaque total para “Atlas, Rise!”, que lembra o Metallica excitante e criativo de Ride the Lightning e Master of Puppets, recheada de passagens que são verdadeiras homenagens ao heavy metal em sua forma mais clássica. “Moth Into Flame” e “Spit Out the Bone” (a mais thrash de todas) também causam ótima impressão, enquanto “Here Comes Revenge” é uma música sobre a qual pouco se comentou, mas também me agrada. De resto, há muito material genérico, em parte lembrando determinadas épocas do grupo (“Dream No More” tem pinta de Reload, enquanto “Hardwired” parece alguma sobra decente de Metallica), em parte evidenciando uma falta total de (boa) inspiração. “Now that We’re Dead”, “Halo on Fire”, “Am I Savage?” e “Murder One” poderiam ter sido limadas ou ao menos bem melhor trabalhadas. Além disso tudo, a produção é um exemplo da mais que consolidada loudness war, apesar de não se fazer tão presente quanto em Death Magnetic. Hardwired… é um álbum decente, mas dizer que se trata do melhor desde Metallica é um grande exagero.


7. Load [1996]

O choque pode ter sido enorme na época do lançamento, mas o tempo se encarregou de mostrar que, à sua maneira, Load é sim um disco de muitas qualidades. O afastamento do thrash metal foi consolidado de vez, mas isso não é o que importa quando somos confrontados com músicas do porte de “Bleeding Me” e “The Outlaw Torn”, cujos lançamentos posteriores só as igualaram em qualidade com “All Nightmare Long” (Death Magnetic) e “Atlas, Rise!” (Hardwired…). Sim, as coisas ficaram bem mais simplificadas, mas o nível que o Metallica atingiu nessas duas arrastadas composições é altíssimo. James então, está cantando uma barbaridade, e a produção é ótima, ao contrário do que vem acontecendo nos últimos registros. É bem verdade que suas faixas mais fracas (“Cure”, “Poor Twisted Me” e “Ronnie”) são piores que os tropeços presentes em Reload, mas ao menos a banda compensou com uma sequência de boas faixas em sua primeira metade, com ênfase para “King Nothing” e as controversas “Until It Sleeps” e “Hero of the Day”. Falando em controvérsia, destaco mais ainda a excelente “Mama Said”, com uma evidente pegada country que deve ter feito muita gente torcer o nariz. Caso Load e Reload fossem lançados em um único disco, bem mais da metade do conteúdo seria ocupado com faixas de Load.


6. Death Magnetic [2008]

O nome é Death Magnetic, mas pode chamar de “grande pedido de desculpas”, pois é assim que o álbum soa, como se a banda implorasse por uma segunda chance após a enorme cagada que foi St. Anger. Não é possível afirmar quanto disso foi proposital e quanto foi natural, mas, ao menos em grande parte, Death Magnetic soa como uma jornada de volta aos tempos de …And Justice for All, com músicas mais complexas, apesar da execução ser bem mais fraca, especialmente da parte de Lars, que soa mais como um rockstar e empresário que toca bateria do que como um baterista de verdade, dedicado ao instrumento. Em geral, as músicas são boas, apesar de “The Day that Never Comes” tentar repetir sem sucesso a fórmula de “One” e “Fade to Black”, “The Unforgiven III” adicionar pouco e “Cyanide” ser apenas mediana. O restante do álbum empolga bastante, soando como um Metallica não necessariamente thrash metal, mas mostrando muitos lampejos do estilo, em especial na rápida “My Apocalypse”, típica pedrada de encerramento. Gosto bastante de “This Was Just Your Life” e “The End of the Line”, mas é com “All Nightmare Long” que a banda acertou de vez, soando original, mas honrando sua assinatura. Para mim, já nasceu clássica. O que estraga é a qualidade sonora do álbum, uma vez que os instrumentos estão estourados demais, carentes de dinâmicas, em um típico exemplo da loudness war.


5. Metallica [1991]

Fosse lançado pela grande maioria de seus contemporâneos, o popular “Black Album” seria o melhor registro de suas discografias. Como estamos falando de Metallica, essa não é a realidade, mas sem dúvida trata-se do disco mais importante da carreira do grupo, a obra que os aproximou de dezenas de milhões de pessoas e transformou o ainda jovem quarteto em alguns dos maiores rockstars que já habitaram o planeta. Por mais que os anteriores tenham qualidades que façam com que eu os coloque em posição mais privilegiada, Metallica é uma obra maiúscula, recheada de clássicos que unem qualidade e sucesso comercial como poucos. “Enter Sandman”, “Sad But True” (não é necessário ser thrash para soar pesadaço), as excelentes baladas “The Unforgiven” e “Nothing Else Matters”… Isso sem falar na melhor do disco (e uma das melhores da carreira do grupo), a instigante “Wherever I May Roam”. Tirando “Don’t Tread on Me”, que nem chega a ser ruim, todo o restante do tracklist é ao menos bom. Para compensar o fato de Jason Newsted ter estado inaudível em …And Justice for All, seu baixo soa não menos que magnífico (ouça as ótimas “The God that Failed” e “My Friend of Misery”). Todos, na verdade, soam absurdamente bem, pois a produção de Bob Rock é uma das melhores que já pude ouvir. James, inclusive, mostrava-se cada vez mais um excelente vocalista. O número um nas paradas de dez países foi mais que merecido.


Em 1986, ao lado do saudoso Cliff Burton


4. Kill ‘em All [1983]

A parte mais difícil de elaborar este ranking foi escolher entre Kill ‘em All e …And Justice for All para ocupar a terceira e a quarta posições. Acabei optando por colocar o Metallica em seu auge técnico um degrau acima, mas é inegável que a intensidade de Kill ‘em All é algo raro de se escutar por aí. Desde os primeiros segundos de “Hit the Lights”, fica claro que estamos ouvindo um grupo com energia que corre no sangue, transborda pelos poros e resulta em riffs selvagens como quase nunca havia se escutado antes. Em “The Four Horsemen”, uma das melhores canções do grupo, somos fisgados de vez pela capacidade que aqueles jovens espinhentos tinham de compor músicas intensas, agressivas, criativas e com um nível de complexidade acima da média no heavy metal. Além dessas duas, “No Remorse” e “Seek and Destroy” são minhas favoritas, recheadas de riffs sensacionais e grandes solos, além de um baixista que não se limitava a fazer o basicão (com direito a um momento solo). Mesmo Lars faz um serviço bem feito. Destaco ainda a urgência punk que desabrocha em faixas como as velozes “Motorbreath” e “Metal Militia”, além das ótimas “Whiplash” e “Phantom Lord”. A bem da verdade, não há sequer uma canção ruim em Kill ‘em All. Critico quando é necessário, mas o que esses caras fizeram até 1991 é praticamente irrepreensível.


3. …And Justice for All [1988]

Sim, o baixo é inaudível, o som de guitarra é magrinho e a bateria é excessivamente clicada, mas, puta merda, …And Justice for All é um discaço. Dos primeiros instantes da introdução de “Blackened” – sensacional mostra de que a morte de Cliff Burton não significou tirar o pé do acelerador – ao fim da rápida e intensa “Dyers Eve”, somos golpeados com paulada atrás de paulada. “Eye of the Beholder” e “The Shortest Straw” podem estar um degrau abaixo, mas é só. De resto, apenas canções dignas da alcunha de “clássico”, caso da intrincada faixa-título, da pouquíssimas vezes tocada ao vivo “The Frayed Ends of Sanity” e de “To Live Is to Die”, dando sequência à tradição de incluir longas e ótimas músicas instrumentais. Ainda melhores são “One”, bela mostra de como o Metallica era um grupo totalmente diferenciado dos seus contemporâneos quando o assunto era compor, e “Harvester of Sorrow”, feita para ser executada ao vivo e empolgar até defunto. …And Justice for All representa o auge técnico do quarteto. Até Lars, que muito critico, faz um trabalho merecedor de elogios. Enquanto muitas bandas de thrash metal estavam recém amadurecendo suas sonoridades, o Metallica já apresentava uma evolução enorme, unindo complexidade e acessibilidade de forma única.


2. Master of Puppets [1986]

Não são poucos aqueles que apontam Master of Puppets como o melhor álbum do Metallica. Isso é justo. Não faltam nele qualidades que o fazem digno dessa admiração. A banda evoluía a olhos vistos e isso se revelava em composições cada vez mais ambiciosas, criativas e bem ajustadas. A maior mostra disso é sua faixa-título, até hoje a mais executada ao vivo pelo grupo. Com seu jeito viciante, riffs cavalares e evolução envolvente, tornou-se rapidamente uma de minhas cinco canções favoritas da banda, opinião compartilhada por uma enorme parcela dos fãs. “Welcome Home (Sanitarium)” segue os passos de “Fade to Black” com enorme competência, enquanto “The Thing that Should Not Be” mostra que o Metallica também entendia de peso arrastado. Cliff Burton, por sua vez, dá aula de baixo em “Orion”. “Leper Messiah” não é tudo aquilo, mas “Battery”, “Damage, Inc.” e a agressividade excruciante de “Disposable Heroes” não deixam pedra sobre pedra, deixando bem claro quem era o novo rei do heavy metal, fazendo Iron Maiden e Judas Priest comerem poeira. Perder para Ride the Lightning é aceitável, e logo abaixo vocês entenderão meus motivos.


1. Ride the Lightning [1984]

Não havia como ser diferente. Por mais que Master of Puppets também seja magistral, fica difícil competir com um álbum que conta com nada menos que quatro das cinco melhores músicas do Metallica; isso para mim, é claro. Digo mais: não é de hoje que considero Ride the Lightning o melhor disco de heavy metal já lançado. É verdade que “Trapped Under Ice” e “Escape” não estão no mesmo nível das demais, mas são canções decentes, nada de meros fillers. Seu problema é enfrentar a concorrência interna de músicas do porte da faixa-título, dona de uma das mais marcantes introduções que o grupo já criou, e de “Fight Fire With Fire”, cuja brutalidade talvez nunca mais tenha sido equiparada. O que resta? Justamente aquelas que julgo como as melhores músicas do quarteto. “For Whom the Bell Tolls” é seu momento máximo, construída tijolo a tijolo, com a solidez de quem sabia desde então o que estava fazendo e estava pronto para conquinstar o mundo. Praticamente no mesmo nível, “Fade to Black” é o exemplo-mor de balada pesada e instituiu um modelo a ser seguido pela própria banda e por muitos outros artistas. Além disso, o solo de Kirk Hammett é um dos meus favoritos em todos os tempos. “Creeping Death” é a música perfeita para abrir um show – inclusive pude presenciar isso ao vivo – e para apresentar o Metallica para alguém. “The Call of Ktulu”, por sua vez, é a melhor faixa instrumental criada pelo grupo, com Cliff Burton em ótima performance. O padrão de qualidade estabelecido em Ride the Lightning foi tão grande que até a ordem do tracklist de Master of Puppets foi quase toda organizada segundo o mesmo modelo. Além disso, a produção da banda ao lado de  Flemming Rasmussen, fria, densa e pesada, é mais uma das características que fazem Ride the Lightning merecer esta posição, além do topo em qualquer ranking metálico que se preze.

37 comentários

  1. Igor Maxwel

    Antes de mais nada, minha lista do melhor ao pior do Metallica:
    1. Master of Puppets
    2. Ride the Lightning
    3. …And Justice for All
    4. Kill ‘em All
    5. The Black Album
    6. Death Magnetic
    7. Hardwired… to Self-Destruct
    8. St. Anger
    9. Load/Reload
    10. Garage Inc.
    11. Lulu (com Lou Reed)

    Eu já sabia que um dia o Metallica ganharia uma lista “do pior ao melhor” aqui da Consultoria feita pelo mestre Diogo, também eu tinha certeza que ele colocaria na primeira posição o disco que eu considero o “patinho feio” dos 4 primeiros deles (que compreendem a melhor fase do Metallica, antes de se venderem na década seguinte), apesar de estar com a medalha de prata do meu top. Master of Puppets dificilmente perderá sua medalha de ouro.

    O problema é que apesar de Ride the Lightning possuir três das minhas canções favoritas da banda, que são “For Whom the Bell Tolls”, “Creeping Death” e, principalmente, “Fade to Black” (que disputa com “One” o posto de melhor canção gravada pelo Metallica), não acho que o restante do álbum seja muito cultuado pelos fãs. A faixa-título e “Fight Fire With Fire” são poucas vezes relembradas pela banda em seus shows, enquanto “Trapped Under Ice” e “Escape” ficaram relegadas á segundo plano.

    Agora, a razão principal com a qual não posso concordar com as opiniões do mestre em relação a Ride the Lightning e pela qual trato-o como o menos interessante dos quatro primeiros do Metallica é o fato de que seu ponto mais fraco a meu ver reside justamente no final, com “The Call of Ktulu”. Não acho que a instrumental de quase 9 minutos tenha se encaixado tão bem como uma espécie de “grand finale” adequado para o segundo álbum do Metallica. Também se tirassem ao menos dois ou três minutos dela, seria “The Call of Ktulu” uma música perfeita. Também não considero Ride the Ligthning o melhor disco do heavy metal (segundo a opinião do mestre) por que existem outros álbuns de outras bandas que são bem mais merecedores de levar o título.

    Enfim, espero que não tenha ferido os sentimentos do mestre Diogo com minhas opiniões sinceras sobre o Metallica, e prometo ser mais cooperativo nas minhas opiniões com todos os consultores a partir de agora.

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    • Fernando Bueno

      No ultimo, ou no penultimo, Rock in Rio que o Metallica tocou tiveram cinco músicas do RTL e apenas uma do MOP. E mesmo quando eles tocam ao vivo atualmente outras músicas fora a faixa título de MOP são Battery e Welcome Home. Acho que até mesmo a banda prefere o segundo que o terceiro.

      Responder
      • Fernando Bueno

        Acabei de ver aqui. Não foi no RIR. Tenho que ver qual show que foi isso. Pois me chamou atenção.

      • Diogo Bizotto

        Vi a banda em Porto Alegre em 2011 e eles tocaram quatro do RTL e duas do MOP. Em São Paulo, dois dias depois, foram três do RTL e uma do MOP.

      • Igor Maxwel

        Eu acho até estranho o fato dos próprios membros do Metallica valorizarem/preferirem mais o RTL do que o clássico álbum de 1986 que os projetou mundialmente no cenário do rock mundial… Isso é algo que me estranha e muito!

  2. davipascale

    Minha Lista:

    11) Lulu
    10) St Anger
    09) Death Magnetic
    08) Re-Load
    07) Hardwired
    06) Load
    05) Ride The Lightning
    04) Kill ´Em All
    03) And Justice For All…
    02) Master Of Puppets
    01) Black Album

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    • Diogo Bizotto

      Alguma razão em especial para “Death Magnetic” estar tão desprivilegiado no seu ranking, Davi?

      Responder
      • Davi

        Não, Diogo. Gosto dele, inclusive. Do Metallica, gosto de quase todos os álbuns. Só aquele que eles fizeram com o Lou Reed que não me desce mesmo.

      • Diogo Bizotto

        Olha, Davi, pra você botar “Lulu” atrás até de “St. Anger”, deve ser porque você reeeeeealmente não gosta dele.

    • Igor Maxwel

      Pôxa Davi, o Black Album em primeiro lugar na sua lista me surpreende, pois este foi, por mais incrível que possa parecer, o primeiro disco que ouvi do Metallica através do meu pai, muito antes de dar aquela atenção e valor que sempre dou hoje aos quatro primeiros LP’s deles nos anos 1980, que são os mais bem resolvidos de sua discografia na minha opinião, muito antes do Metallica ser arruinado pela fama na década seguinte, o que transformou seus membros em “marionetes do Show Business”.

      Mas foi só eu descobrir mais tarde que com o álbum de 1991 eles se venderam ao mainstream e que sua mudança de sonoridade desagradou boa parte dos fãs mais puristas que os acompanhavam desde Kill ‘em All (ao mesmo tempo em que ganharam uma nova geração de fãs), que eu resolvi não mais ouvir o quinto disco do Metallica e não dar mais bola pra tudo que eles fizeram do Black Album pra frente. Também pudera, pelo tanto que ouvi estes discos que acabei me enjoando de ambos.

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      • Diogo Bizotto

        muito antes do Metallica ser arruinado pela fama na década seguinte, o que transformou seus membros em “marionetes do Show Business”

        Qua papinho mais manjado…

      • Davi

        Fala Igor. Sou fã antigo da banda. Acompanho eles desde o And Justice For All… O Black Album me causou um puta impacto na época, mas a razão que coloco ele em primeiro lugar é pelo conjunto da obra. O tracklist é excelente, a qualidade de gravação é impecável (os álbuns dos anos 80 são mágicos e recheados de clássicos, mas acho a sonoridade dos discos um pouco magra. Bom, era o som da época…) e o James Hetfield cresceu muito enquanto cantor nesse disco. Sem contar que esse disco levou o grupo para outro patamar. Existe muito chororô no Black Album, mas a fama de vendido já vinha de antes. Lembro que na época do And Justice For All muitos acusavam a banda de terem se vendido ao sistema por terem criado um clipe para a música “One” (Esse foi o primeiro clip do Metallica. Na época, existia um VHS com o clipe em duas versões, inclusive). Lembro de ter escutado essa conversa diversas vezes. Eu, particularmente, nunca dei bola para esse tipo de papo, para ser honesto.

  3. Diogo Maia de Carvalho

    ‘Loudness war’, nunca tinha ouvido falar nesse termo. Bacana.

    Vou pensar no meu ranking pessoal da banda para postar em breve.

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    • Diogo Bizotto

      É um fenômeno que cresceu demais do início dos anos 2000 em diante e evidencia tanto tendências de mercado quanto de esmero com a qualidade das produções. Acho terrível que uma banda como o Metallica, que já teve produções top de linha com Bob Rock, tenha se deixado levar por isso em seus últimos lançamentos.

      Responder
      • Diogo Maia de Carvalho

        Foi no Black Album que o Metallica se inspirou no Dr. Feelgood do Mötley Crüe para direcionar a gravação principalmente da bateria do Lars?

      • Diogo Bizotto

        Foi sim. Se não me engano, isso chega a ser mencionado de leve na parte um do documentário “A Year and a Half in the Life of Metallica”, que retrata a gravação do disco.

      • Diogo Maia de Carvalho

        E não foi o próprio Lars que, em um vídeo da banda, ficou jogando dardos numa foto do Kip Winger? Quem diria que ele se inspiraria em um grupo de Glam Metal para gravar um disco.

      • Diogo Bizotto

        Foi tudo na mesma época, inclusive registrado nesse mesmo vídeo que citei. A pegação no pé do Winger (e do Kip) é algo bem estúpido mesmo. Quisera eu que Lars tivesse um décimo da dedicação à bateria de Rod Morgenstein.

      • Diogo Maia de Carvalho

        De acordo. Gosto da performance do Lars até o Black Album, mas parece que, de lá pra cá, ele parou de treinar.

      • Diogo Maia de Carvalho

        O meu ranking, do melhor ao pior:

        Master of Puppets
        Ride The Lightning
        Kill ‘Em All
        And Justice For All…
        Metallica
        Hardwired… To Self-Destruct
        Death Magnetic
        Load
        Reload
        St. Anger

        Engraçado que fazia tempo que eu não separava umas horas para escutar o Metallica e tenho que dizer que o meu apreço pela banda não é mais o mesmo. Até o Black Album, que eu sempre curti, não me agradou dessa vez como antigamente. Uma pena.

  4. Mairon

    Minha lista

    10) St Anger
    09) Re-Load
    08) Load
    07) Hardwired
    06) Death Magnetic
    05) Black Album
    04) And Justice For All…
    03) Master Of Puppets
    02) Ride The Lightning
    01) Kill ´Em All

    Responder
  5. Alisson Caetano

    A minha fica assim:

    Master of Puppets
    Ride the Lightning
    Black Album
    …And Justice for All
    Kill ‘em All
    Load
    Reload
    Hardwire
    Death Magnetic
    St Anger

    Responder
  6. André Kaminski

    A minha seria bem diferente:

    Ride the Lightning
    Metallica
    Master of Puppets
    Kill ‘Em All
    …And Justice for All
    Hardwired
    Death Magnetic
    Load
    Reload
    St. Anger

    Responder
  7. Diego Camargo

    Parecida a minha lista

    St Anger
    Reload
    Load
    Lulu
    Hardwired… to Self-Destruct
    Death Magnetic
    …And Justice for All
    Ride the Lightning
    Black Album
    Master Of Puppers
    And Justice For All

    Responder
  8. Erick Cordeiro

    Ah, como é bom está de volta por aqui! Infelizmente sou ignorante em Heavy Metal pós-70, preciso me inteirar melhor. De qualquer forma ainda conheço por cima o som do Metallica, já que meu pai aprecia o som deles.

    Lembro-me de assistir um show ao vivo no canal Bis se não me engano da banda, não gostei nem um pouco. Todavia aqui em casa tem um dvd do Metallica em Tokyo se não me engano e já assisti há MUITO tempo, contudo me lembro de alguns momentos muito bons e, depois dessa matéria, me sinto tencionado à dá uma checadinha no DVD se encontrá-lo.

    Não sei se algum(ns) dos consultores têm afinidade pelo som, na verdade, cenário musical “rock” da Islândia, mesmo assim fica a sugestão dum dia fazer uma matéria acerca do tema. Acho que hoje o Post-Rock, principalmente o islandês, apresenta um prato cheio (não a ponto de transbordar) de incitações à introspecção como algumas canções prog setentista ainda o faz.

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Já assisti a um programa sobre uma loja de discos na Islândia e de como ela foi importante para a cena local, mas confesso que não sei nada a respeito da música que se faz por lá.

      Responder
      • Erick Cordeiro

        Lembras do nome dele (programa)?

      • Diogo Bizotto

        “Minha Loja de Discos” (My Record Store), e passou no Canal Bis.

  9. Thiago Reis

    Minha lista:
    1- Ride the Lightning
    2- Master of Puppets
    3- …And Justice for All
    4- Kill em All
    5- Metallica
    6- Load
    7- Reload
    8- Hardwired…to self destruct
    9- Death Magnetic
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    10- St Anger

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Concordo 100% com esse longo espaço entre “St. Anger” e qualquer outra coisa.

      Responder
  10. Marcel

    Em primeiro lugar, estava de férias e longe da internet por alguns dias, e só agora vi o novo visual do site. Ficou bem clean e bonito, parabéns!

    Sobre o ranking, eu acho que por hora só troco os 2 primeiros de posição, porém se eu for começar a pensar de fato a ordem dos discos pós Black Album é um pouco dificil pra eu fazer… a cada ponderação eu troco algum de posição.

    Responder
    • Diogo Bizotto

      Obrigado pelo elogio ao visual do site, Marcel. Ainda estamos vendo o que mais podemos melhorar, mas esperamos já ter avançado um bom tanto. É bom ter essa resposta.

      Responder
  11. Igor Maxwel

    Compreendo a opinião do Davi sobre o Black Album, mas mesmo assim continuo não gostando dele. Porém, nunca disse que o Black Album é ruim, pelo contrário, é um ótimo disco e fez história, só que não é mais o verdadeiro Metallica que eu conheço: rápido, brutal, complexo e agressivo. Ultimamente não posso mais ouvir coisas como “Enter Sandman”, “Sad but True”, “The Unforgiven”, “Nothing Else Matters” (a mais fraca do disco pra mim) e “Wherever i May Roam” que logo me bate um desânimo.

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  12. Guilherme

    Eu acho que devo entender muito pouco sobre Metal mesmo, porque sou a única pessoa que tem uma apreciação tão grande por “Death Magnetic” e “Hardwired” quanto tenho pelos primeiros álbuns da banda. Gosto muitíssimo mesmo dos dois, as faixas “All Nightmare Long”, “The Day That Never Comes”, “Atlas Rise” e “Spit Out The Bone” entraram na minha lista de músicas favoritas logo que as ouvi. Lógico que sei das qualidades e importância que tiveram os primeiros álbuns, mais sei lá é um gosto pessoal mesmo.

    Responder

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