Livro: The Rolling Stones – Gravações Comentadas & Discografia Completa [2009]

21 de junho, 2017 | por Mairon
Resenha de Livro
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Por Mairon Machado

Alan Clayson é jornalista, tendo trabalho em publicações como The Guardian, Records Collectors, Ink, Mojo, Drummer, entre outros, além de ser autor de diversos livros sobre música, entre os quais o clássico Backbeat, que inspirou o filme Backbeat: Os Cinco Rapazes de Liverpool. O rapaz também liderou o grupo Clayson and The Argonauts na década de 70, além de fazer trabalhos ao lado de Yardbirds, The Pretty Things e Screaming Lord Sutch. Ou seja, o homem tem gabarito para escrever algo do porte de uma biografia que abrange toda a discografia da mais duradoura banda de rock da história, os Rolling Stones.

The Rolling Stones – Gravações Comentadas & Discografia Completa, é a obra que Clayson publicou lá fora em 2006, e que chegou ao Brasil em 2009. É um acervo fundamental para se conhecer a discografia de Jagger, Richards, Watts e cia, servindo de guia para os iniciantes e de relíquia para os veteranos. É um material impecável, com tanta informação para colecionadores e amantes dos Stones que parece que estamos diante de uma Enciclopédia Barsa voltada exclusivamente ao grupo (para quem não viveu os anos 80, a Enciclopédia Barsa – combinação dos nomes do casal que fundou a mesma, Dorita Barrett e Alfredo de Almeida Sá – idealizada em 1959, foi, e ainda é, uma das maiores referências bibliográficas de nosso país no quesito informações).

O formato brochura em destaque

No formato brochura, com páginas do tamanho de um CD (o livro lembra um pequeno box no formato de CD, 14 x 14), são 474 páginas e oito capítulos – além do Índice e Agradecimentos – divididos em: As gravações dos Rolling Stones; Os álbuns britânicos AB – de The Rolling Stones (1964) a Between the Buttons (1967); Os álbuns britânicos e americanos AB e A – de Their Satanic Majesties Request (1967) a Shine a Light (2008); Os álbuns americanos AA – de England’s Newest Hitmakers (1964) a Flowers (1967); As coletâneas britânicas CB – de Big Hits (High Tide and Green Grass) (1966) a Forty Licks (2002); As coletâneas britânicas e americanas CA – de Big Hits (High Tide and Green Grass) (1966) a Jammming With Edward (1971); As coletâneas americanas; Discografia.

Só essa separação dos álbuns ingleses e americanos, assim como a ordem das canções dos mesmos, já é um grande atributo do livro, pois a confusão que é saber qual é a versão americana, qual é a versão inglesa, e quando saiu cada uma delas, é uma das árduas tarefas que os fãs dos Stones tem quando começam a colecionar sua obra. Com esse livro, irá ficar bem mais fácil montar sua estante de discos.

Percorrendo The Rolling Stones – Gravações Comentadas & Discografia Completa, no primeiro capítulo, Clayson apresenta o que irá ser tratado, contando um pouco da história inicial dos primeiros anos da banda, como sua formação em 1962, o contrato com a Decca via recomendação de George Harrison, o primeiro compacto e o impacto da banda na década de 70. O que mais chama a atenção nessa espécie de introdução, é a pura realidade que Clayson assume para si quando afirma que “a discografia dos Stones é cronologicamente bagunçada em certos momentos, principalmente depois que deixaram a Decca em 1970”.

Na sequência, o autor estabelece a divisão dos capítulos, e assim, mergulhamos em um mar de informações. Cada álbum tem como informações: capa; data de Lançamento RU; data de Lançamento EUA; Produtores; Selo; Tempo Total; Faixas: compositor, duração, músicos participantes. Todos os discos oficiais lançados desde 1964 até 2008 estão na obra, e vem acompanhados por comentários do autor, incluindo curiosidades, algumas desmitificações, poucas fofocas e muitas opiniões sobre cada álbum. além de curiosidades sobre cada canção. Ou seja, é um vasto material de leitura e entretenimento, além de uma riqueza de detalhes ímpar. E não fica só na Discografia do grupo.

Versão americana

Os álbuns solo de Mick Jagger, Keith Richards e Charllie Watts também estão inclusos no texto. Ao mesmo tempo, temos a discografia detalhada com n° de lançamento, gravadora, faixas e data de lançamento dos compactos simples, compactos de 12 polegadas, compactos em CD e compactos duplos.

Ainda há um subcapítulo, Miscelânea, trazendo algumas raridades e colecionáveis do grupo, como um Flexi-disc britânico lançado pela revista New Musical Expresss com quatro canções da banda (“All Down the Line, Tumbling Dice”, “Shine a Light” e “Happy”) junto de outros artistas em 29 de abril de 1972, um LP alemão exclusivo para colecionadores, lançado em 4 de junho de 1980, trazendo uma inédita versão de estúdio para “I’ve Been Loving You Too Long”, a caixa Rest of the Best (The Rolling Stones Part 2), com nada mais que quatro LPs com canções entre 1962 e 1981, e que foi lançada em 11 de setembro de 1983, entre outras curiosidades que irão atiçar os olhos dos colecionadores.

O livro saiu pela Editora Larousse, que também trouxe ao Brasil, na mesma época aqui, edições iguais a essa para as discografias de The Beatles e Bob Dylan, ambas incríveis e fundamentais para as prateleiras dos amantes de música, história e informações.



14 Comentarios

  1. Diego Camargo disse:

    Ah, Rolling Stones. Uma lição de como continuar no ‘business’ por mais de 50 anos e se tornar milionário sem nada de decente pra mostrar durante todo esse tempo!

    • paulo ricardo disse:

      P MIM , desde Tatoo You 81 , eles n lançam álbuns relevantes , e lá se vão 36 anos !

      • Mairon disse:

        Eu acho o Voodoo Lounge um baita disco, e o A Bigger Band tb. E honestamente, prefiro os Stones fazendo o mesmo velho som da década de 60 do que os Metallicas e Iron Maidens da vida, que não conseguem fazer nada de realmente bom com suas “invenções” e lançamentos recentes

        • Diego Camargo disse:

          Mas vejam bem, acho que vocês não entenderam o meu comentário. Os Stones NUNCA fizeram nada de bom 🙂

          • Francisco disse:

            Acho os Stones a banda mais superestimada da história…

          • Mairon disse:

            kkkkkkkkkkk

          • Mairon disse:

            Mais superestimada é o Nirvana!!

          • Francisco disse:

            Nirvana… U2…

          • Anônimo disse:

            Superestimado eles são mesmo. Mas são bem melhores que aquele lixo do Nirvana.

          • Anônimo disse:

            Kurt Cobain foi um músico medíocre e extremamente limitado que ganhou reconhecimento graças à ‘críticos” musicais que sentem aversão por boa música e heavy metal. Nem preciso dizer que aqui no Brasil, os que babam o ovo do Nirvana até hoje são os mesmos que sempre falaram mal do Dio, do Maiden, do WASP e do “metal farofa”. O famoso músico frustrado que se tornou “jornalista musical” para descontar sua inveja e frustração em quem sabe de fato tocar. Não é Andre Forastieri?

  2. Leonardo disse:

    Ótimo livro! Tenho tb as edições dos Beatles e do Bob Dylan

  3. Marcel disse:

    Acho muito legal esse tipo de livro! Mais bandas deveriam ter algo do gênero.

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