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Por Alisson Caetano [AC]

Com André Kaminski [AK], Bernardo Brum [BB] e Mairon Machado [MM]

Eis que estamos de volta com mais uma edição do War Room, dessa vez sob uma nova direção. O esquema segue o mesmo das edições anteriores: alguém escolhe um disco para alvo de críticas e chama quem estiver disponível para participar da jogada. Desta vez, resolvi deixar de lado qualquer disco ou banda óbvia que os leitores tanto requisitam par focar em algo que não seja tão conhecido dos leitores habituais do site.

O foco do War Room de hoje é uma banda que passou por uma das metamorfoses mais fascinantes da história da música. Indo do mais gélido e profano black metal para o mais introspectivo e psicodélico eletrônico possível, os noruegueses do Ulver são certamente uma banda que você deve ter contato ao menos uma vez na vida. Sem mais delongas, confira as impressões dos consultores abaixo.

Para acompanhar este e outros discos dos norueguêses, acesse o perfil oficial da banda no Bandcamp, onde você pode ouvir gratuitamente todos os seus discos da fase pós black metal, como também pode adiquirir seus discos em formato físico.


AC: Não escolhi esse disco por acaso. Além de achar o Ulver uma das bandas mais fascinantes da atual geração, acredito que ela sirva também para quebrar um pouco o estigma de que música eletrônica seja pura e simplesmente beats primários para se balançar a bunda em raves por aí. E também é uma boa oportunidade para apresentar um pouco do universo musical que estou metido atualmente.

AC: Apenas pra contextualizar um pouquinho, eles são da Noruega e começaram como uma típica banda de black metal, mas com influência folk mais acentuada. Permaneceram assim até seu terceiro disco, quando o mentor do grupo, Kriftoffer “Garm” Rygg (que já participou de uma cota de bandas bacanas, como o Arcturus, Borknagar e AEthenor) decidiu abraçar o lado mais experimental e ambient de suas influências. Culminou primeiramente em um LP, Themes From William Blake’s The Marriage of Heaven and Hell [1998], com toques sutis de metal industrial ainda, e no EP Methamorphosis [1999], já totalmente desvinculado do metal. Perdition City, além de fixar o total rompimento do Ulver com suas origens metálicas, também é visto como um dos melhores discos de dark ambient e trip-hop da história.

AC: Formação: Kristoffer Rygg (vocais, sintetizadores, bateria, produção); Tore Ylwizaker (sintetizadores, piano, baixo, produção e mixagem); Havard Jordensen (guitarra)


1 – Lost in Moments

 

AC: Já de cara começa com uma das minhas favoritas, muito pelo tom dark e pelos belos arranjos de piano e clima dark jazz.

AK: Já tinha ouvido falar no Ulver e até tenho um disco baixado deles aqui chamado Shadow of the Sun. Porém, não ouvi nem esse e nem o que eu tenho.

MM: Mas que viagem…

AC: Inclusive, para os fãs de jazz e, principalmente, Miles Davis, o disco é recheado do que posso chamar de “easter eggs”.

BB: A mudança de ritmo logo de início me instigou. Uma canção bem climática, com uma ambiência sonora tão fundamental quanto a execução dos instrumentos.

MM: Saxofone dando um climão bem Cine Privé sobre essa levada eletrônica hein? Sinto-me enxergando cenas de “Perfume de Emmanuelle” em minha TV.

AK: Esse início seria o que podemos chamar de jazz eletrônico.

MM: Esse início seria o que podemos chamar de jazz eletrônico sexy. Se colocassem a voz da Madonna sussurrando “Justify My Love” aí, é paudurecência na certa.

AC: O clima eletrônico e os momentos de devaneio futurísticos são complementados pelas temáticas das letras.

BB: Se Emanuelle fosse dirigido pelo Tim Burton ou David Lynch.

MM: Essa música é uma viagem, e que viagem. Gostei.

BB: A variação dentro da música vem bem a calhar. Você mal sente os sete minutos passando.

AC: Apenas a título de curiosidade, os saxofones são à cargo do músico norueguês Rolf Erik Nystrøm.

AK: Gosto desse tipo de música eletrônica mais ligada ao darkwave, meio obscura, de ar um tanto quanto pesado.

AC: O fim dessa música, apoteótico, talvez seja um dos momentos mais arrepiantes que já experimentei.

BB: O final é de arrepiar.


2 – Porn Piece or the Scars of Cold Kisses

 

MM: A música dois é uma prova de que o disco foi composto sobre os saudosos filmes da Bandeirantes. basta olhar o título.

AC: Essa faixa é dividida em duas peças, a primeira vai até os 3:58.

BB: Mais sofrência que o Pablo esse início.

AC: Gosto dessa por causar impressões de desolação, as guitarras, que vão e voltam em vários canais da faixa com toques sutis, são um detalhe que complementa muito.

AK: Um pouco de noise, a princípio não me incomoda, só espero que não exagerem.

BB: Gosto muito da maneira que o jazz compete espaço com a eletrônica. O piano segue seu próprio caminho enquanto os efeitos acrescentam texturas muito atmosféricas e criativas, que desaguam em batidas que tornam a música ainda mais tensa. Um casamento improvável mas funcional.

MM: Não consigo formar uma opinião. Sinto-me uma Glória Pires nesse momento.

AK: Prefiro os momentos com a bateria botando ritmo como agora. O som parece mais rico.

AC: Quando da primeira vez que ouvi, sentia sensações díspares, como calmaria, tristeza, solidão, sofrimento. Tecnicamente, porém, fiquei completamente perdido, pois não tinha uma base para avaliar.

AK: Definitivamente jamais imaginaria que esta banda já fez black metal. Ainda mais ouvindo esses vocais.

MM: A entrada da voz passou uma sensação de melodia para os ouvidos. Mas é interessante o trabalho do piano ao fundo. Parece que o rapaz está em um mundo a parte. Bastante complexo.

AC: Os vocais do Garm no início de carreira seguem bem a linha do Darkthrone, nisso já dá pra ter uma noção da versatilidade do homem.

MM: Prefiro nem ouvir os discos Black Metal. De metal, já não chegam as últimas listas de Melhores…

BB: Não sei se gostei tanto da entrada dos vocais quanto da “salada” anterior. A música pareceu ficar mais “convencional” por alguns momentos. Ainda bem que a banda sabe variar as paisagens sonoras que atravessa. Me sinto perdido em algum lugar indeterminado do século vinte pela variação de estilos.

MM: Não disse que gostei da entrada dos vocais, mas fez um sentido aos ouvidos. Só que a viagem instrumental é bem melhor.

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Apresentação no Teatro Regio Parma, 16/11/2013. Naquele mesmo ano, a banda divulgava seu disco Messe I.X-VI.X, gravado em conjunto com a Tromsø Chamber Orchestra. Foto por Eliza Catozzi.


3 – Hallways of Aways

 

AC: Para quem gostou das viagens instrumentais, as três próximas são completamente sem vocais. Essa, particularmente, é disparada minha favorita do disco inteiro.

MM: Que bom!

AC: Não quero falar nada sobre essa pra não estragar a surpresa, apenas sintam bater forte rsrsrs.

BB: Tem algo “pulsando” desde o início. Começa com um instrumento só, outros vão somando, parece que vai desaguar – ou desabar – a qualquer momento.

AK: O piano até agora é o destaque do disco. Notas simples mas que casam bem com o estilo proposto. Os samples dão uma boa cor a essa atmosfera aparentemente melancólica.

MM: Essa introdução ai é bem acessível ao nome do álbum. Parece que o cara entrou em uma cidade desconhecida e fica perdido com o que aparece na frente.

MM: Por enquanto, não curti muito essa. Quando fica sempre repetindo a mesma coisa por muitos minutos, não me agrada.

MM: Agora sim, uma boa guinada. Mas de qualquer forma, ainda prefiro as outras duas.

BB: Essa é boa para ouvir fazendo outra coisa. Eletrônica ambiente é algo que me atrai muito. Com essa execução meio “gótica” do piano o clima de contradição sonora aumenta.

AK: Esse final de uma boa empolgada na canção que como o Mairon disse, demorou para mudar. Um minuto a menos e ficaria ainda melhor.


4 – Tomorrow Never Knows

 

AC: Essa faixa pega mais no clima de suspense, também é outra completamente desprovida de vocais.

BB: Cover dos Beatles? Hahahaha

AK: Acabei de abrir a porta do Departamento de Polícia de Raccon City. Um licker vai me atacar a qualquer momento.

MM: AHahauhauhauahua, pensei a mesma coisa Bernardo. Pior André, maior climão de seriado da Fox.

BB: Parece trilha sonora de filme cyberpunk. Imaginei até a música numa sequência de Ghost in the Shell.

AC: Gosto muito como os beats e toques industriais se complementam com as cordas, criando uma junção improvável, mas harmoniosa.

MM: Achei que ia melhorar somente no instrumental, mas as duas primeiras faixas foram as que mais me agradaram.

BB: Impressão minha, mas com o passar das músicas a banda está soltando cada vez mais a coleira do batidão eletrônico. Acho cada vez mais acentuado.

MM: Concordo novamente, Bernardo.

AC: Sim, Bernardo, o disco vai evoluindo em influências. Citei o jazz como referência absurda, mas o disco ainda não mostrou com clareza essa faceta ainda, algo que vai ocorrer mais pra frente.

AK: Um ponto positivo até o momento é que o Ulver prefere o ambient do que se utilizar gratuitamente do noise para querer gerar o clima pesado/industrial.

BB: Engraçado que o tanto de paisagem sonora explorada faz parecer que o disco tem o dobro ou o triplo de canções.

MM: Essa proposta do ambient está salvando o disco, como por exemplo, o interessante final dessa faixa. Mas no geral, o início foi melhor para mim.

AK: Gostei mais das duas primeiras também, Mairon. Porém, ainda acho que o disco tem mantido um bom nível.


5 – The Future Sound of Music

 

MM: Opa, voltaram as viagens??

AC: Essa é a penúltima das instrumentais, e acho a mais agradável de se ouvir, casa muito bem efeitos de 16 bits com o melhor trabalho de piano do disco inteiro. Falo efeitos de 16bits, mas não manjo muito das músicas de vídeo game de Atari, quem saberia falar melhor é o André.

AK: São os chamados chiptunes.

BB: Até agora acho o disco bem consistente, apesar de que as duas iniciais realmente são os carros-chefe do disco. Essa aqui é uma das melhores a casar a execução intensa de um jazz com o calculismo meio doidão dos ambients.

MM: Cara, faixa bastante interessante. Uma variação inesperada e bem feita. Essa eu gostei. Mas continuo me sentindo Glória Pires.

AK: Não estou curtindo muito essa faixa. Os chiptunes não ficaram legais. Felizmente agora com essa explosão deu uma melhorada significativa.

BB: Com o perdão da expressão, mas que evolução descaralhante. Quando estava na medida de ficar repetitivo nossa cabeça implode.

AK: Fico contente que eles erraram quanto a previsão do “Futuro Som da Música”. Mas se a música fosse 1 minuto da introdução e esse finalzinho, aí eu concordaria plenamente com eles.

MM: É um tipo de eletrônico muito mais ambiente do que o esperado.

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Show do Ulver em Tilburg, Holanda, 13/02/2014. Foto por Susanne A. Maathuis


6. We Are the Dead

 

AC: Voltam os vocais, dessa vez em uma música que fala sobre fantasmas. Gosto do que o Garm faz com a voz, deixando ela grave tal qual o Attila faz nos seus trabalhos longe do Mayhem (à saber, nos discos do Sunn O))) e no Burial Chamber Trio).

MM: Vocais e climas bem apreensivos e de suspense.

AK: Esse climão inicial me lembrou uma música muito foda da trilha sonora de Resident Evil Remake, procurem depois a canção “Macabre Hallway” no YouTube.

AC: Ela é bem industrial e robótica, apesar de curtinha, acho ela uma baita composições de clima de suspense.

BB: A eletrônica mais discreta e a valorização do clima sombrio quebraram o clima das outras faixas. Interessante, mas parece mais transitória do que qualquer outra coisa (é uma das menores inclusive).


7 – Dead City Centres

 

AC: Tenho certo problema com essa faixa, confesso ser uma das que menos escuto do disco.

MM: Definitivamente, isso não é música.

BB: Talvez a mais radical do disco.

AK: Peraí, que agora preciso mudar para a arma de gelo para destruir uns metroids.

AC: Não acho que a introdução com noises robóticos seja lá um atrativo ou coisa assim, isso me desagrada nela.

AC: O que me força a escutar ela é essa guinada pro jazz que ela toma.

MM: Ó, um jazz percussivo!!

MM: Ó, um saxofone!!!! Lindo!!

AK: Ah de fato, agora a Samus entrou em um pub intergalático.

BB: Isso é muito trilha cyberpunk. Mistura ruídos sequenciados com música mais formal… Uma mescla de conhecido/desconhecido. A gente fica chocado e familiarizado de uma vez só.

AC: Essa parte da música me faz lembrar muito de Blade Runner. O disco inteiro, pra falar a verdade.

MM: Não lembrei de Blade Runner, lembrei de alguma coisa do Dick Tracy.

BB: E essa voz de trailer de filme de ação parece aqueles comerciais que passam em algumas cenas de Robocop, hahahaha.

MM: Eu lembrei do Blade Runner no início. Estragaram com essas vozes, estava muito bom para ser verdade.


8 – Catalept

 

AC: Essa é uma reinterpretação de uma trilha sonora aí… Vocês devem saber qual.

MM: São samplers de orquestra?

AC: São sim. Únicos instrumentos tocados mesmo são Sax, bateria, baixo, piano e guitarras.

BB: Norman Bates na rave!!!

MM: Acabou a seção Psicose.

AK: Música que deveria estar em um filme do Zé do Caixão.

BB: Muito bom. Adoro reinvenções com base em canções pré-existente.


9 – Nowhere/Catastrophe

 

BB: Olha só, juntou praticamente tudo que nos foi apresentado até agora: a formatação sonora meio jazz, as intervenções eletrônicas, as vozes com efeitos. Bom desfecho.

AK: Essa última já é mais ao meu estilo de ambient. De darkwave, de eletrônico.

MM: Por enquanto, a melhor faixa do disco. Uma canção com início e meio (veremos o fim), que encerra o álbum em um clima bem pra cima.

AC: O que me atrai, curiosamente, nessa faixa são os vocais.

MM: Esse pianinho no final, encaixou muito bem.

BB: Mais quadradona que muitas outras faixas do disco, mas talvez seja a síntese dele todo. Bem bom.

AK: Tá encerrando de ótima maneira, quase não prestei atenção na guitarra, nessa última apareceu bem. Isso no disco todo.


Conclusões:

 

MM: O disco começou muito bem, com o clima de Cine Privé permeado pelo New Wave e o ambient. O eixo central do mesmo pecou um pouco na parte instrumental, e algumas músicas não me agradaram tanto quanto as duas primeiras. Porém, a faixa de encerramento foi a que mais curti, fazendo um resumo da obra. Não me atrevo a conhecer os discos anteriores da banda, e tão pouco irei adquirir esse que me foi apresentado, mas foi uma experiência interessante conhecer um disco de eletrônica que é muito mais New Wave ou ambient. Se fosse para entrar na lista de Melhores de 2000, receberia mais elogios do que algumas “coisas” que pintaram naquele ano

BB: Uma banda no mínimo diferente. Ousada em sua mescla de gêneros mas que consegue soar orgânica ao juntar dois mundos tão distantes quanto o jazz e a eletrônica. Sem muitas fórmulas ou estruturas fechadas, o que vale é a exploração sonora. Sou todo pelo experimentalismo, então achei um bom disco.

AK: O disco inicia de ótima maneira, com o jazz, o ambient e o eletrônico se fundindo em uma massa sonora instigante e muito bem feita. Infelizmente dá uma derrapada na quinta faixa e fica mediano até finalizar bem no fechamento. Banda interessante e disco que dá para manter no meu HD por aqui. Tenho um pouco mais de consideração pelo darkwave puro e pela new wave e synthpop, O noise costuma me incomodar, felizmente a banda não abusou tanto deles como imaginei que fosse. Enfim, é um bom trabalho no saldo geral.

AC: O Ulver é talvez uma das bandas que mais venero atualmente. Considero o Garm uma das mentes mais brilhantes da música por não se limitar a um mundo musical, incluindo em seus discos muito de vários outros gêneros. Este disco explora mais elementos de darkwave com climática de ficção científica e jazz, coisas que adoro e fazem desse um disco especial para mim. Faço um pedido de amigo, mas não deixem de ouvir os outros discos dos caras. Eles passeiam por muitas influências e nuances distintas, indo do trip-hop até o folk, seus discos nunca são semelhantes uns aos outros. Os três primeiros são os menos convidativos mesmo, mas recomendo que ouça o Shadows of the Sun (que tem uma versão de Solitude, do Black Sabbath, que é mil vezes melhor que a original) e o Messe I.X – VI.X, com parceria de uma orquestra sinfônica.

BB: Talvez vá ouvir de novo. Na hora de escrever literatura uma música que combina com a proposta ajuda bastante como companhia.

MM: Opa, versão de “Solitude” mil vezes melhor que a original? Isso não existe.

AK: Eu já tenho esse disco baixado aqui, será ouvido futuramente.

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Foto promocional do disco “Blood Inside”. Foto por Sebastian Ludvigsen.

 

10 comentários

  1. Giovanni Cabral

    O Ulver é uma das bandas mais incríveis dos últimos 20 anos e cada disco é distinto um do outro (e sempre com qualidade). Parabéns pela escolha.

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    • Alisson Caetano

      Se depender de minha pessoa, mais discos menos conhecidos da galera vão pintar por aqui.

      Responder
  2. André Kaminski

    É um bom disco, valeu a pena a audição. Recomendo para quem curte esse lado eletrônico mais sombrio.

    Responder
    • Alisson Caetano

      Confere os outros mais tarde, André, especialmente o Shadows of the Sun. Depois diga o que achou.

      Responder
  3. Igor Maxwel

    Mais uma vez, sugiro um War Room com o disco “Powerslave” do Iron Maiden. Vocês ficam postando estas bandas quase ou totalmente desconhecidas do público que fica até chato se deixarmos de fora os “veteranos” do rock.

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    • Alisson Caetano

      Você já deixou a sugestão em outro post, Igor, como você mesmo disse, “Mais uma vez”. Não precisa ficar insistindo na sugestão.

      Quando “baixar a vontade”, será feito. Por hora, foco em coisas menos conhecidas, porque falar sempre das mesmas bandas e dos mesmos discos é um troço extremamente chato e maçante.

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      • Igor Maxwel

        Tá certo meu caro. Já entendi tudo!

  4. Christiano

    Banda muito boa. Meus preferidos são “Shadows of the Sun” e “Childhood’s End”.

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    • Alisson Caetano

      Childhood’s End é um dos melhores discos de covers que já ouvi até agora. Meu favorito é esse Perdition City e o Bergtatt, da fase black metal.

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