War Room: Lacrimosa – Lichtgestalt [2005]

11 de Abril, 2016 | por André Kaminski
War Room
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Por André Kaminski [AK]

Com Alissön Caetano Neves [ACN] e Diogo Bizotto [DB]

Voltamos depois de muito tempo com o War Room e como de costume, foi aquele momento de surpresa que escolhi um disco e convidei quem estivesse online para participar. Nossos colegas Alisson e Diogo toparam a parada e foi a primeira vez que ouviram o álbum. Eu como fã da banda, acompanho o Lacrimosa há muito tempo e sempre quis uma oportunidade para escrever mais sobre eles. A mistura de heavy metal com o gótico e o sinfônico pode não parecer novidade, mas Tilo Wolff e Anne Nurmi são, definitivamente, muito diferentes de outros bandas como Therion, Tristania, Sirenia e similares. Acompanhem as nossas impressões faixa a faixa conforme manda a seção!


01 – Sapphire

AK: Primeiro detalhe que fiz questão de escolher é que o disco é em sua maioria em alemão.

AK: Formação Tilo Wolff (vocais), Anne Nurmi (teclado e vocais), Jay P (guitarras e baixo), Manne Uhlig e AC (bateria)

AK: Agora vem as guitarras e o peso. Particularmente acho o timbre delas fantástico.
DB: Já havia ouvido o Lacrimosa antes, algumas coisas do álbum Fassade, de 2001, mas isso faz uns 12 anos. Depois disso, creio nunca ter ouvido mais nada do grupo, até porque não chamou muito minha atenção. Não é que eu tenha algo contra a sonoridade da banda, simplesmente não é bem meu negócio. Mas vou prestar bastante atenção agora. Entraram guitarras pesadas e a coisa ficou mais interessante.
AKO vocal do Tilo agora está rasgado, ele faz essa alternância muito bem. E sua esposa Anne, faz os backings ao fundo.
DB: Realmente, ele cantando mais rasgado é bem melhor. O vocal “normal” dele não me agrada muito. Inclusive, isso é algo que conta muitos pontos para mim: se não gosto do vocalista, o instrumental tem que chamar bastante minha atenção para que eu aprecie o conjunto da obra dignamente. Ou que o encaixe entre esses elementos funcionem suficientemente bem. Ratt e Mötley Crüe que o digam.
ACN: O vocal tenor, os teclados e aquele clima de trilha sonora de filmes de magia já devem entregar o resto do conteúdo. O cara até canta bem, mas alguns momentos fica caricato demais. O André comentou que a maioria das letras são em alemão, mas não vi uma influência gritante do sotaque a princípio. CACETE! Que riff é esse?! Gostei do equilíbrio entre o gótico da melodia e os vocais, que não são guturais, pendem para uma espécie de rasgado, como se eles fossem agonizantes. Meu único problema aqui é quando o cara se mete a dar uma de tenor, que não é o forte dele, mas ainda assim a primeira faixa é promissora. 4/5
AK: Eu sempre achei que o vocal dele de tonalidade lembra muito o do Till Lindemann do Rammstein, acredito que seja barítono.
DB: Quanto à tonalidade não sei, mas quanto aos timbres, esses são bem distintos. E, claro, gosto muito mais de Till.
ACN: Vale fazer um adendo pra boa ambientação dos teclados, dando um bom tom de trilha sonora mesmo.
AK: Surpreendente sua colocação, Alisson. Confesso que achei que você iria odiar completamente o álbum, hahahahahaha
ACN: Aliás, quem é o responsável pela capa?
AK: Ele próprio, Alisson.
DB: Bem lembrado, a parte gráfica dos álbuns do Lacrimosa é sempre caprichada. Adoro a identidade visual.
ACN: O cara manja, parece feito a lápis, vou ver os outros trabalhos dele.

02 – Kelch der Liebe
AK: Olha que orquestra agressiva e bem colocada.
ACN: Os violinos soaram meio deslocados a princípio, mas foi aqui que pude notar o bom trabalho do baixo. Sinfonicamente comedida, nada despirocado, dando espaço para a parte metálica trabalhar sem muitos percalços. O único problema ainda é esse mano que não manja de tenor.
DB: Estou gostando mais dessa canção, equilibrando a orquestra com elementos mais graves, não sei se o baixo elétrico ou algum instrumento da própria orquestra. Combina mais com o propósito de ter alguma ligação com o heavy metal, que, penso eu, é um dos fios condutores da sonoridade do Lacrimosa.
AK: O encarte aqui não diz exatamente qual seria o instrumento, Diogo. Mas creio que seja um violoncelo ou um contrabaixo acústico.
ACN: O refrão me tirou um pouco. Acredito que se fosse algo feito sem refrão, apenas na base do desenvolvimento dos instrumentais, seria algo legal. Ou foi apenas o fato de o refrão ser fraco. Por hora, um 3/5
DB: Normalmente sou muito reticente em relação à combinação orquestra + banda de rock. O mais habitual é que soe uma maçaroca mal resolvida, como tantos discos de formações elétricas com orquestras, inclusive de grupos dos quais gosto muito (Metallica, alô?).
AK: Eu sempre achei que o Lacrimosa é a banda que melhor soube misturar orquestra e heavy metal, até melhor que meus favoritos do Nightwish. No começo, a banda ia mais pelo darkwave, mas depois do quarto álbum, eles seguiram pelo heavy metal mais gótico e sinfônico.
DB: Essa faixa, porém, apresenta um equilíbrio melhor. Mas, sinceramente, o vocal do Tilo Wolff dá uma esfriada nos ânimos. Aliás, isso também ocorre em muito do que ouvi do Therion. O desenvolvimento instrumental é bonito, a composição bem resolvida… aí entra a voz do Christopher Johnsson e vem a brochada.

03 – Lichtgestalt
AK: Esta faixa lembra o Lacrimosa mais antigo, um pouco mais influenciado pelo darkwave, embora as guitarras desçam a mão sem dó. As variações de velocidade são constantes, mas apesar de ser a faixa título, não é a minha preferida.
ACN: Esse tecladinho safado não ajudou em nada. O mano continua com esse vocal fraco, mas dessa vez o desempenho ficou muito abaixo da média. Entrou o refrão com tempo mais acelerado, mas não causa uma impressão boa. Bons riffs pra uma faixa meio aguada. Por hora, um 2,5/5.
AK: A Anne é sempre discreta nos backings, mas acho que ela colore mais a canção.
DB: Gosto do baixo bem audível, sem se esconder atrás dos outros instrumentos. Isso é algo bem positivo nesse disco, e essa canção deixa isso bem evidente. Gostaria de ouvir um vocalista diferente cantando isso; a música tem variações interessantes e merecia alguém que emprestasse ainda mais dinâmica à faixa.
ACN: O desempenho vocal aqui chegou a me lembrar um pouco os vocais do cara do Peste Noire, mas piorados.

04 – Nachtschatten
AK: As duas próximas são mais lentas, mais próximas do velho gótico/doom. Vocal do Tilo é assim mesmo: ou se ama, ou se odeia. Mas eu sempre gostei de vocalistas com timbres diferentes.
DB: Eu não tenho nada contra essa progressão mais lenta, rumo a um clímax que só virá minutos depois. Não fosse assim, odiaria boa parte do rock progressivo que adoro. Mas tem que valer a pena. Uma coisa é “Shine On You Crazy Diamond”, “Echoes”… Outra é essa progressão serpentear por caminhos sinuosos sem atingir um objetivo melhor definido. Mais da metade da música se passou e pouco se alterou.
ACN: Sinfonicamente bem estruturada, mas, de novo, o cara continua cantando mal. O clima dramático da faixa puxa muito bem o ouvinte para a audição. Outra faixa que, maneirando na dose, acertou o tom. Lenta, mas não vagarosa, soube desenrolar muito bem todas as suas idéias. Dos 4 minutos em diante, acredito que faltou um produtor ou alguém pra maneirar no exagero forçado dos vocais, pois a sinfonia se torna belamente dramática, enquanto o cara literalmente tira os encantos dela. Boa faixa, apesar dos percalços. 4,5/5
DB: Aliás, se isso é doom, o que é Candlemass, Trouble, St. Vitus, Solitude Aeturnus? Ó o finalzinho da faixa e ela finalmente teve alguma variação mais interessante. Pena que demorou tanto.
ACN: Aliás, vou falar algo que pode ser meio estranho, mas a faixa não precisava da parte ‘metal’. Fosse apenas sinfônica, alcançaria resultados mais altos.

05 – My Last Goodbye
AK: Vocais da Anne Nurmi são os principais agora. Primeira faixa em inglês. Aqui há a diferença que estão usando um baixo fretless, uma baixista chamada Susanne Vogel.
DB: Sobreposições vocais podem ser muito boas se bem utilizadas. “Engordam” o resultado, criam dinâmicas interessantes e podem inclusive salvar vocalistas meia boca. Fiquei em dúvida, porém, se nesse caso o vocal da Anne não está apenas sendo processado.
AK: O timbre vocal dela é esse mesmo, porém, de fato há efeitos neles.
DB: Ao menos uma coisa: a variação entre Anne e Tilo é tranquila, não rola nada do tipo amor x ódio por um ou outro. Ao contrário, por exemplo, do que ocorre em relação ao Nightwish. Quando entra a voz daquele Marco Hietala, minha mãezinha, sai de perto, porque estraga a música.
AK: Eu sei que essa foi só para me provocar, Diogo.
ACN: A distorção eletrônica dos vocais não casaram, ficaram deslocadas, até meio bregas. O baixo ao fundo me chamou mais a atenção do que os cantos femininos, estes um tanto sem graça. Os riffs ficaram meio fora de contexto. Não são a melhor coisa de doom/gótico que ouvi, nem de longe, e também não dizem nada. Os vocais da moça não se impõem o suficiente, ou seja, poderiam ser melhores. A coisa que mais agrada aqui é o trabalho do baixo mesmo. De resto, faixa bem fraquinha. Um 2/5.
DB: Inclusive, uma das razões para que eu tenha predileção por discos como Wishmaster [2000] e Oceanborn [1998] é sua ausência. Concordo com o Alisson, achei a faixa pouco memorável. E isso nem tem relação com esse ou aquele vocal, ou qualquer outro elemento. Estruturalmente, a canção não me fisgou em nenhum momento.

06 – The Party Is Over
AK: Eu gosto muito da faixa anterior com a Anne, mas acho essa agora bem mediana para baixo. Porém, nessa fica claro o carregado sotaque alemão no inglês de Wolff.
ACN: Realmente, a festa acabou. Parece apenas uma faixa de transição para outra parte do disco, ou seja, algo que apenas passa e você simplesmente não decora nada 1,5/5.
DB: Tem algum instrumento mais ao fundo que me agrada muito nessa música. Talvez seja o próprio teclado mesmo. O trabalho de baixo também é bom, tem sutileza e combina com esse possível teclado que citei. Mas, pra variar, o sr. Tilo Wolff é ouvido em um volume muito acima do restante e colabora para que a canção perca a graça. Coloca o Dave Gahan, do Depeche Mode, cantando essa música e ela certamente já ganharia contornos mais interessantes.

07 – Letzte Ausfahrt: Leben
ACN: Bons riffs cavalgados, e péssimos vocais, pra dar uma variada. Uma boa faixa construída por estruturas gothic/doom metal. Não há muito o que dizer ou reclamar aqui. Uma faixa apenas padrão. 3/5
DB: A música começa bem, com um peso grave combinado à orquestra, o mesmo que me chamou atenção anteriormente. Sinos bem colocados e tudo mais. A transição para o refrão dá uma quebrada no clima e tira um pouco de graça. Gostaria de ver mais variações de riffs de guitarra. Sei que esse instrumento não é o fio condutor das melodias e que Tilo não canta sobre elas, mas um pouco mais de criatividade nos arranjos contribuiria muito.
ACN: Tá na hora do disco acabar hein… saldo tá ficando negativo.
AK: Eu adoro a maneira como o teclado simula os sinos nessa canção. Acho os riffs ótimos e o vocal acompanha tudo de maneira excelente, minha favorita do disco.

 08 – Hohelied der Liebe
AK: Essa é a canção que citei baseada na Bíblia Sagrada: I Coríntios Capítulo 13. Inteiramente transformado em música.
ACN: Com 14 minutos e pouco, é bom ela compensar bem todo esse minuto gasto, e não usar apenas as mesmas ideias das outras faixas.
ACN: Não posso reclamar da parte sinfônica da coisa. É bem composta e a banda tem muito senso de equilibrar grandiosidade com melodia, e aqui isso volta a ocorrer de maneira bem natural. Pela primeira vez me impressiono com os coros. Lembram algo sacro, talvez enaltecendo o tema bíblico que a faixa fala a respeito. Aliás, vou atrás das letras futuramente.
AK: É um belo coro de crianças suíças. e agora quando entrar o refrão, teremos Tilo, Anne e o coro cantando todos juntos.
ACN: As guitarras entram muito tímidas e assim permanecem. Um tratamento em estúdio corrigiria isso sem maiores dificuldades. O solo de guitarra é o primeiro do disco que me chama a atenção. Nada incrível ou fora do normal, mas sim um solo simples, sem muitos enfeites ou rebuscamento.
DB: É o tipo de canção que mereceria ser acompanhada por uma leitura atenta de sua letra para que fosse melhor compreendida em suas nuances. Como minha compreensão do idioma alemão é limitadíssima, nem faz sentido eu procurá-la agora. Percebo a construção gradual de sua estrutura e, especialmente após os seis minutos, ela se torna muito bela. O fato dos vocais de Tilo estarem em menos destaque, mesclados ao coral e à voz de Anne, contribui bastante para que a canção soe mais equilibrada.
ACN: Entra o coro com a mulher e o bendito cara cagando de novo nas vozes. Porém, a faixa ganha muito com uma orquestração mezzo epica, mezzo dramática muito bonita de se acompanhar.
AK: As letras vocês encontram em qualquer Bíblia Sagrada que achem. É todo o capítulo 13 da primeira epístola aos Coríntios.
DB: Gostaria muito de saber qual é o nível de sucesso desse grupo, tanto em seu país de origem quanto fora. Qual é seu nicho, se é apenas fãs de heavy metal, se pega também o pessoal chegado apenas em erudito, se há uma intersecção… trata-se de uma formação muito peculiar.
AK: Diogo, o foco do Lacrimosa é a turma gótica mesmo, daquela de preto, roupas, maquiagem e tudo mais. Eles conseguem sobreviver bem porque a gravadora é do próprio Tilo, já vieram algumas vezes ao Brasil, tocam muito na Europa e na América do Sul. Ele sempre foi independente.
ACN: A faixa retorna de maneira branda ao metal em um casamento bem harmônico. Essa faixa compensa bem os deslizes no meio do disco e fecha de maneira digna no registro. 3,5/5
DB: Ainda sobre “Hohelied der Liebe”: a música longa e épica, com potencial para desagradar aqueles não iniciados, acaba sendo bem mais proveitosa que quase todas as canções mais curtas.
AK: Na Alemanha e na Suíça são bastante conhecidos, na Europa e na América do Sul tem boa repercussão. Não conseguem ir bem na América do Norte (tirando o México, onde são mais venerados que em qualquer outro lugar do mundo).

Considerações Finais
AK: Bem, eu sou fã da banda e dentro da discografia deles, é o meu preferido. Porém, a maioria dos fãs preferem a fase do fim dos anos 90 com Elodia [1999] e Stille [1997], mais góticos e menos sinfônicos. Como eu adoro música sinfônica, metal e os dois juntos eu e esse disco nos casamos perfeitamente.
ACN: ao se propor em unir o mundo sinfônico com o peso do metal, tudo isso banhando em gótico, o Lacrimosa pode se considerar vitorioso. Todavia, o disco sofre demais com problemas pontuais. O foco excessivo nos vocais do Tilo Wolff tiram o ouvinte quase que por completo das ótimas nuances proporcionadas pela orquestração e pelos teclados. O saldo geral é positivo, mas não me vejo ouvindo esse disco outras vezes. Em resumo, bom disco, apesar dos pesares. 7/10
AK: O que mais gosto do Lacrimosa é que ele soa totalmente diferenciado de qualquer outra banda que eu conheça. Não vejo toda essa atmosfera em outras bandas, supostamente similares como Tristania e Sirenia, e como esses vocais diferenciados de Tilo Wolff e a voz ora meiga, ora de contralto de Anne Nurmi me fizeram adorá-los.
DB: Como disse acima, trata-se de uma formação bem peculiar. Fiz uma relação com o Therion, mas mesmo em relação a eles há diferenças de abordagem muito evidentes. Imagino que seja bem caro produzir discos como esse e, inclusive, minha pergunta sobre o grau de sucesso do Lacrimosa tem a ver com isso. Ninguém financia algo assim sem um bom apoio. Pelo visto, das duas uma: ou o grupo é muito bem administrado, ou Tilo já tinha um bom dinheiro previamente. Inclusive, fica bem óbvio pra mim que, em função disso, colocar outro vocalista homem para dividir essa função com ele não seja uma realidade palpável. O que é uma pena, pois se trata do ponto mais fraco do grupo.
AK: Tilo era rico já desde o início do grupo, pois ele fundou a gravadora e se auto-financia, Diogo. Ele se produz, ele criou as artes, imprime os catálogos e tudo mais, logo, o dinheiro vai todo para ele e Anne. Não é como o artista padrão que recebe nem 10% do dinheiro das vendas de cds.
DB: É, dessa maneira fica bem mais tranquilo ter liberdade criativa. Excelente para eles.
AK: A Anne cuida dos figurinos e do aspecto visual deles, além é claro deles serem uma família com um filho e talz.
ACN: Senhores, curti a experiência, se rolar mais dessas, me chamem, e espero poder indicar algum disco também.
AK: No mais tranquilo, agradeço pelo tempo dedicado a ouvir a banda.
AK: Valeu!
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9 Comentarios

  1. Alisson Caetano disse:

    Cara, achei divertido pra caramba participar dessa série. Pensei que fosse odiar por causa do estilo do disco, mas a experiência de avaliar na hora um disco é legal. Sério, pra próxima deixem eu escolher o disco. Os últimos War Room foram só esses discos chatos de progressivo e metal kkkk. Vamos dar uma variada aí

    • André Kaminski disse:

      War Room é bem divertido, mas é melhor ainda quando são quatro comentando. A discussão fica mais leve e as piadas saem melhor.

    • Diogo Bizotto disse:

      Eu acho que o estilo do disco é o de menos se as pessoas que comentam não agem só na base do resmungo, se tentam realmente construir uma opinião série em cima do que estão ouvindo. Claro, bom humor também é necessário. Eu não posso dizer que virei fã do Lacrimosa depois disso, mas a experiência sempre é interessante.

      • Alisson Caetano disse:

        Você está certo, Diogo. Vi o War Room como uma brincadeira mesmo, e me diverti pacas com ela. Mas ainda assim acho que novos ares com discos um pouco mais fora da curva seriam bem vindos, até pra tirar o pessoal um pouco da zona de conforto (e também porque quero ver a opinião dos senhores quanto a uns discos que eu curto bastante kkkkk).

  2. Igor Maxwel disse:

    Quero ver vocês fazerem um War Room com Powerslave do Iron Maiden. Espero que não seja meia-boca como foi este quadro com The Number of the Beast – meia-boca por que vocês não falaram de “Total Eclipse” (hehehehehe).

  3. Diogo Maia de Carvalho disse:

    Também não curti esse vocal, não. Porém a proposta da banda é interessante. Sempre ouvi falar deles, mas nunca corri atrás. Alguém recomenda um bom disco pra começar a escutar Lacrimosa além desse aqui?

    • André Kaminski disse:

      Elodia [1999] e Fassade [2001]. Se querer algo mais darkwave, os três primeiros discos (Angst, Einsamkeit e Satura).

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