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Por Mairon Machado

Quando falamos sobre os discos mais importantes para o Black Metal, sempre lembramos do clássico álbum do Venom que praticamente batizou o estilo, já que foi com Black Metal o disco que o público “metaleiro” começou a prestar atenção em canções pesadas com temas voltados para satanismo e com os músicos usando pseudônimos, no caso o trio Cronos (baixo, vocais), Mantas (guitarra) e Abaddon (bateria), cujos nomes oficiais eram  Conrad Lant, Jeff Dunn e Anthony Bray.

Esse clássico álbum foi o segundo dos ingleses, lançado em 1982, após o cru e inovador Welcome to Hell (1981), e para muitos, é o melhor álbum da carreira da banda. Apesar de considerar realmente Black Metal um petardo atemporal, para mim o melhor álbum dos ingleses é o sucessor de Black Metal, o violentíssimo At War With Satan.

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Mantas, Abaddon e Cronos, o Venom no início de carreira

Lançado em 16 de abril de 1984, o disco foi registrado durante praticamente todo o ano de 1983, graças ao alto teor de complexidade de sua faixa-título, um tour de force metálico com mais de vinte minutos de duração, que ainda hoje assusta para quem a ouve de primeira.

“At War With Satan”, a música, narra a história da guerra entre o Céu e o Inferno, na qual a Terra de Satanás sai vencedora. O personagem principal é Abaddon, o guardião dos portões do Inferno, o qual incentiva o Inferno a revoltar-se contra o Paraíso, levando o exército de Satanás a derrotar Deus. Por incrível que pareça, a origem musical da suíte é uma grandiosa suíte do progressivo, a Maravilhosa “2112”, lançada pelo Rush oito anos antes, com o nome da suíte (e do álbum) sendo uma composição do Livro da Revelação com o poema Paraíso Perdido, de John Milton.

Capa dupla do LP original

Capa dupla do LP original

Ocupando todo o Lado A, a faixa-título traz para o ouvinte que possui sérios preconceitos contra o estilo, algo impecável, que não tem o que colocar de errado, e ainda, uma performance exuberante e perfeita de pelo menos Mantas e Cronos, que tais quais o Paraíso e o Inferno, lutam entre si com solos e passagens magistrais, além de uma surpreendente participação de Abaddon. Um dos grandes méritos do trio é que eles conseguiram fazer com que a música transmitisse exatamente o que acontece com a letra, causando as sensações de terror, sustos e guerrilha que permeiam o Lado A deste que além do melhor disco do Venom, atrevo-me a dizer ser o melhor disco do estilo.

Desta feita, não irei passear e dissecar cada segundo da canção, até por que a canção possuí muitas variações, e isso iria preencher laudas e laudas, além do precioso tempo do leitor, mas convém citar os principais momentos dessa Maravilha Metálica. A introdução com o riff matador da guitarra, o baixão cavalgante de Cronos e o grito do vocalista saindo das entranhas do inferno traz o primeiro susto, e isso irá se repetir durante todo o épico que virá adiante.

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Capa dupla de At War With Satan

Nas primeiras frases, somos apresentados ao início da guerra, quando os guerreiros de Satã partem em fúria contra os céus, tendo como base um riff veloz e sujo. Cronos canta despojadamente, vociferando as palavras assustadoramente, principalmente quando clama “Lucifer”, “Hell” e todas as palavras ligadas ao coisa-ruim, e na sequência, a suíte modifica-se, ficando pesada e muito agressiva após duas estrofes.

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Mantas

Mantas dá show com uma sequência de riffs matadores, enquanto Cronos e Abaddon despejam peso em doses absurdamente hipopotamares (ou seja, pesadas como um hipopótamo). Enquanto isso, surge o primeiro e rasgado solo de Mantas, fazendo a guitarra uivar sobre o andamento veloz, e na letra, o exército do inferno parte para lutar contra o paraíso. Passamos por mais um solo de Mantas, lindo aliás, com Cronos também desfilando lindas notas ao fundo.. A técnica de Mantas, seja na alavanca, seja nos bends e hammers, me faz pensar por que dificilmente ele surge nas listas de melhores guitarristas de todos os tempos, quiçá do Black Metal. O riff da guitarra torna-se ainda mais sujo, e as palavras gritadas de Cronos exaltam a fúria dos escravos do inferno contra o maldito paraíso, entoando que o senhor do inferno deve tomar o trono de Deus.

O riff inicial retorna, para Mantas criar um riff novo, velocíssimo, acompanhado pela pancadaria generalizada de baixo e bateria, enquanto Cronos grita que Lúcifer comanda a orgia no paraíso, tornando as paredes de mármore branco vermelho com o sangue dos anjos do paraíso. Instrumentalmente, esse trecho é impecável, com uma velocidade absurda, e a guitarra de Mantas soltando sons como se fossem bombas, simulando violenta guerra que está acontecendo no paraíso. Deus cai diante de Satã, e a canção muda seu ritmo, tornando cadenciada, para explicar ao ouvinte que naquele momento, não há mais paraíso, apenas anjos espatifando-se, a igreja de Deus revelando a verdade, e o mal prevalecendo.

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Abaddon

Temos uma pausa que lembra a citada “2112”, e Abaddon volta com tudo, mais rápido do que já ouvimos antes e com um novo riff, entrando na segunda parte da canção. O legal de ouvir até aqui, além da performance fantástica de Mantas e Cronos, é que mesmo Abaddon, reconhecido por ser bastante limitado, está tocando soberanamente. Em um riff sabbhático, Cronos grita o sacríficio das almas do céu, principalmente Cristo, e sua voz demoníaca falando “c’mon, c’mon” assusta. Mais três estrofes comentando sobre as atrocidades que Satã está fazendo ao destruir o reino dos céus, e passamos por um dos trechos mais lindos do Black Metal, que é o solo de baixo e guitarra sendo feitos ao mesmo tempo com muita melodia e velocidade.

Vozes como as que encerram “2112” surgem comentando sobre o que os mortais estão vendo, sendo condenados por Satã, e Mantas cria mais um riff veloz. A pancadaria come solta, levando para outro solo arrepiante de Mantas, carregado pela alavanca e hammers, enquanto Cronos dedilha seu baixo impiedosamente, assim como Abaddon está impossível na bateria.

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Cronos

A brutalidade dá espaço para outro trecho belíssimo, levado pelo dedilhado em belos acordes de violão, vozes arrepiantes (ouvir isso de madrugada em um quarto escuro certamente irá fazer você segurar um alfinete com o fiofó) e o baixo ecoante de Cronos, que levam para gritos apavorantes de “Damned!” (condenado!), voltando então ao riff inicial de “At War With Satan”, para contar a sequência da história. Depois de destruir com o paraíso, o lorde das trevas abre suas mandíbulas para trazer a família satânica ao trono, e assistir a condenação de Deus ao inferno. O ritmo marcial simula realmente uma espécie de julgamento, em outro trecho mágico, com o baixo de Cronos sendo o destaque.

Mais pancadaria, e os demônios começam a comemorar a queda de Deus, em um ritmo intrincado que poderia facilmente estar em trechos mais pesados de clássicos do rock progressivo. A sensação de apreensão que a suíte passa ao ouvinte é arrepiante, e então, uma voz maligna surge nas caixas do som, com uma voz feminina agonizante ao fundo, batidas de pratos, sinos do inferno e o baixo de Cronos perambulando entre as palavras macabras do recitante, as quais dizem que Satã estuprou a santíssima trindade, o anjo Gabriel foi para as profundezas do inferno, caindo nas margens do rio Styx.

O Venom em 1985:. Jeffrey 'Mantas' Dunn, Conrad 'Cronos' Lant e Anthony 'Abaddon' Bray.

O Venom em 1985:. Jeffrey ‘Mantas’ Dunn, Conrad ‘Cronos’ Lant e Anthony ‘Abaddon’ Bray.

Uma guitarra raivosa aparece, e a voz satânica agora narra que Gabriel e os demais anjos que estão no Styx, recuperam-se da batalha, e enquanto a celebração ecoa no céu dominado pelos demônios, eles percebem que os portões do inferno estão abertos. A raiva toma conta do coração de cada anjo, e então, eles reúnem-se, para começar mais uma guerra, agora contra Satã, o senhor dos céus.

Enquanto a história é narrada, o barulho ao fundo é infernal, com a guitarra abrindo as entranhas da terra, até que voltamos para o riff inicial da suíte, e como em uma espécie de loop, Cronos narra que os anjos reuniram-se lentamente no inferno, com Gabriel gritando por vingança contra o céu, amaldiçoando o anticristo e começando uma nova guerra, enquanto o volume vai baixando, dando o significado de guerra sem fim entre Céu e Inferno, e mais, que os anjos vivem agora no Inferno desejando o Céu, e os demônios estão no Céu e não querem voltar ao Inferno. Há mais interpretações para essa letra incrível, mas deixo para o leitor contemplar, pensar e colocar nos comentários as suas opiniões não só para a letra, mas para a música incrível que o trio fez em 1984.

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O encarte da versão original europeia, destacando a letra de “At War With Satan”

O lado B de At War With Satan contém canções mais próximas do Venom de Black Metal e Welcome to Hell, com duração em torno de três minutos, porém bem mais maduras e muito mais trabalhadas. “Rip Ride” é uma pancada ensandecida, com uma performance avassaladora de Mantas, seguida pela magistral “Genocide”, carregada de peso, não tão veloz quanto sua antecessora e com um refrão que aproxima-se do que bandas da NWOBHM faziam na época, assim como o riff central de “Cry Wolf”, uma faixa clássica no Black Metal, que com o passar dos anos vem cada vez mais ganhando o coração dos fãs, seja pelo solo de Mantas ou pela entrega vocal de Cronos.

A trinca final de At War With Satan vem com “Stand Up (And Be Counted)”, a qual lembra-me o punk sujo do MC5, com um pouco mais de distorção, a pancadaria sem economia de “Women, Leather and Hell”, com Abaddon virando-se em um metrônomo para tocar perfeitamente na velocidade correta, e uma divertida insanidade chamada “Aaaaaarrghh”, uma série de gritos no formato do nome da canção enquanto sobre uma loucura generalizada entre bateria e guitarra, com inserções discretas e nada convencionais de “acordes” (?) de piano.

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Mantas, Abaddon e Cronos

Por conta de seu alto teor satanista e anti-cristo da faixa-título, At War With Satan acabou sendo retirado das lojas, ao mesmo tempo que fez o nome Venom crescer cada vez mais na mídia, aumentando a curiosidade dos fãs, e obviamente, não só pelo conteúdo musical, mas pela imagem que o trio passava na época, consolidando-os como a principal referência no quesito “música satanista” durante o início da década de 80.

A versão europeia conta com um belo livreto encarte, que o Brasil acabou não tendo a oportunidade de ver. Na verdade, a ideia inicial era lançar o álbum em um formato de livro mesmo (assim como por exemplo, é o original de Living in the Past, do Jethro Tull), só que o investimento seria alto, e a gravadora Neat, responsável pelo lançamento do disco, decidiu abortar o projeto. Felizmente, o disco foi lançado por aqui, e dia após dia, mais e mais fãs do Black Metal, e do Metal em geral, descobrem como o estilo, taxado pela falta de criatividade e técnica, foi capaz de produzir um dos melhores discos de todos os tempos.

Contra-capa do álbum

Contra-capa do álbum

Track list

1. At War with Satan

2. Rip Ride

3. Genocide

4. Cry Wolf

5. Stand Up (And Be Counted)

6. Women, Leather and Hell

7. Aaaaaarrghh

40 comentários

  1. dantas

    esse Mairon deve ser um perturbado que curte essas coisas satânicas!
    Tanta coisa mais interesante que já foi lançada no rock. e esse cara traz esse texto sobre essas aberrações!

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    • maironmachado

      Não curto coisas satânicas, mas curto boa música, e At War With Satan está recheado delas. Abraços

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  2. dantas

    de uns tempos pra cá esse site vem falando muito de metal, sinto falta de textos sobre os anos 60 e 70, as melhores fases do rock.

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    • André Kaminski

      Creio que muitos tem essa impressão devido ao Melhores de Todos os Tempos estarem com bandas mais recentes em evidência, mas pelo que vi aqui, o Consultoria Recomenda e as Discografias Comentadas continuam aparecendo bandas mais antigas, enquanto as resenhas de discos tem aparecido discos mais novos, que inclusive não são heavy metal.

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      • maironmachado

        Tim Maia, Titãs, Ten Years After, Monophonics, donde que é só METÁU?

  3. Fernando Bueno

    Dantas
    O Mairon é um dos que mais escrevem sobre os anos 60 e 70 do site. Dê um desconto para ele. Aliás, ele deve ter lido algumas resenhas antigas da Rock Brigade para inspirá-los para esse texto.

    “não irei passear e dissecar cada segundo da canção, até por que a canção possuí muitas variações”
    Ainda bem que vc não dissecou cada segundo hein?!?!!? hahahahahahahah

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    • maironmachado

      Na verdade, que queria escrever sobre esse álbum há algum tempo. O que me motivou foi reclamação do Marco que tem muito metal. Amo ele <3

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  4. Eudes Baima

    Perdão, periferia, mas tive este disco em sua edição brasileira original. As vantagens de ser velho!
    Problema é que, depois das primeiras audições, passei pra frente achando que os músicos não sabiam tocar.
    Como eu era atrasado!

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  5. Anônimo de volta

    O Cronos é carismático e tudo mais. Só que ele nunca aprendeu a tocar direito o seu respectivo instrumento. Ele fazia o Lemmy parecer o Billy Sheehan perto dele rsrs

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  6. Anônimo de volta

    O Venom de Black Metal só tinha o nome. Porquê a bem da verdade, eles sempre foram uma grande banda de rock’n’roll podrão e sujo. O Venom é divertido e legal de se ouvir. O Celtic Frost sim era mórbido, sombrio e por vezes sinistro.

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  7. Anônimo de volta

    Podemos dizer que o Venom era o Motorhead com letras satânicas e um pouco de teatralidade em cima do palco. Os caras do Venom conheceram de perto a falta de educação do povo brasileiro quando vieram tocar aqui no Brasil em 1986 e roubaram uma boa parte de seus equipamentos assim como já tinha acontecido com o KISS alguns anos antes. E por falar em roubo e em KISS, dá pra acreditar que roubaram as baquetas do Eric Singer em 1994 quando o KISS tocou no Programa Livre no SBT? rsrsrs

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  8. José Leonardo G. Aronna

    Ganhei esse Lp na época (uma edição nacional paupérrima) e como o Eudes, também passei adiante algum tempo depois (achei muito ruim) e nunca mais ouvi o referido disco

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      • José Leonartdo G. Aronna

        Não sei se vou seguir teu conselho. Acho que vou continuar achando uma merda! kkkk

      • José Leonardo G. Aronna

        Mudei de idéia e resolvi baixar o disco.Continuo achando ruim! Sorry, Mairon!

  9. Anônimo de volta

    Quando o Venom veio tocar no Brasil em 86 eles vieram já com outra formação, o Mantas já tinha caído fora. Hoje eu acho o Sepultura, a banda do BUNDÃO do Andreas Kisser uma grande BOSTA, porém em 86 eles ainda eram uma banda de Death/Thrash Metal. O som era tosco mas era bem mais extremo do que depois que o Andreas entrou pra banda. No Mineirinho aonde o Sepultura abriu para eles, os caras roubaram a cena e se saíram bem melhor do que o Venom e o Exciter. Tem até vídeos do show. O ex guitarrista do Sepultura Jairo Guedez contou que eles foram no hotel aonde estavam hospedados os caras do Venom, queriam encontrar o anão de jardim Cronos. Não só encontraram o sujeito como levaram um lero com ele. Nisso presenciaram uma cena inusitada e nojenta para uma banda que faz música pra macho: O baterista Abbadon estava beijando na boca um dos guitarristas do Venom. Só que não me acusem de ser homofóbico por favor, só estou contando o que eu li. Senão o Jeanus Wyllys vai ter um chilique. rsrs Desculpem a brincadeira. Tem até o link dessa história que o Jairo contou.
    https://desova.wordpress.com/2014/01/10/nao-tinhamos-nocao-de-nada-queriamos-era-fazer-na-paixao-pura-entrevista-com-o-ex-sepultura-jairo-guedz/

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      • Anônimo de volta

        Porra Mairon, tu viu a foto do Abbadon lá em cima mano? O cara de costas de jeans apertado parecendo uma biba kkkkk.

  10. Marco Gaspari

    Não sei o que é pior: o Mairon comentando disco tosco de metal ou o Mairon mostrando como o seu gosto é tosco. E fica fazendo questão de colocar o meu nome na história. Seja o Venon diabólico ou não, a verdade mais uma vez é que o inferno é aqui.

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  11. Rodrigo

    Ótima análise! Eu tive esse lp na versão nacional e, como outros aqui escreveram, também passei adiante. Hoje me arrependo. Já conhecia o Venom de nome, comprei muito pela capa e, apesar de curtir metal, achei o disco pesado demais para o meu gosto na época… ahahaha.

    Hoje, ao ler esse texto, ouvi novamente a música inicial, acompanhando as observações do Mairon em cada trecho e achei boa demais! Obrigado por me lembrar dessa pérola!!

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    • Eudes Baima

      Na verdade, pensando numa outra matéria que está no ar, quando comprei, pensei que o disco tinha vindo com defeito.

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  12. dantas

    sinceramente, eu acredito que o metal em si, não pode ser considerado um subgenero do rock`n roll. eu penso que é um genero a parte, como o blues, o soul, entre outros. Digo isso por que os elementos musicais, sejam sonoros ou líricos, que compõem o metal diferem totalmente do que era o rock na sua concepção. Se observarem a agressividade das letras do metal são bem diferentes do propósito inicial do rock´n roll que era divertir e alegrar as pessoas que iam aos concertos. A grande maioria das letras metaleiras falam de morte, ocultismo, destruição, etc, ou seja, coisas que não trazem diversão para ninguem, ou pelo menos para a maioria das pessoas. Por isso penso que o metal vai continuar restrito ao underground, sem jamais chegar aos ouvidos de um público maior.

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    • maironmachado

      Mas e o Iron Maiden, o Black Sabbath e o Metallica, que vem lotando estádios mundo afora desde alguns anos, não atingiram um público maior?

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    • Leonardo

      Pop music e Rock music são derivados do Rock ‘n’ Roll, o Heavy Metal é sim sub-gênero da Rock music, mas não é do Rock ‘n’ Roll [Rock e Rock ‘n’ Roll são diferentes] e justamente por tudo o que você citou e algo mais, muita gente aqui no Brasil desconhece o que deu origem, o que derivou-se, os sub-gêneros, as diferenças entre Rock, Pop e Rock ‘n’ Roll, também desconhece a música eletrônica moderna que derivou-se da Rock music, o Headbanger brasileiro desconhece a importância que um Abba, Kraftwerk, Bee Gees, Tangerine Dream entre muitos outros tem para a História do Rock ‘n’ Roll de forma ampla, envolvendo tudo que é relacionado, é uma pena.

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      • maironmachado

        Pois é Leonardo, é exatamente uma lástima. Já te convido para nos acompanhar na série “Notorious Prophet”. Acho que irás curtir. Saudações

  13. MARCK

    Nunca fui fã do Venom, mas a sua influência é inquestionável. Esse álbum é muito bom, mas ainda prefiro o Black Metal.

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  14. Luiz H.

    Não sou fã de Venon, mais gosto desse álbum. Afinal, não tem como negar a importância dessa banda para outras grandes bandas que estavam por vir, como por exemplo o Slayer, que,para mim, tem muito de Venon dessa primeira fase.

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    • Anônimo de volta

      Com certeza brother! O Slayer dos dois primeiros discos tem muita influência de Venom. O Araya lembrava o Cronos cantando.

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    • Anônimo de volta

      Inclusive o Slayer fez uma excursão com o Venom na qual o Tom Araya ganhou de “presente” do Cronos um belo soco no olho que ficou roxo depois kkkkkk. O Araya sabe-se lá porquê resolveu sacanear o Cronos mijando no cabelo dele kkkkkkkkkkkk.

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  15. Alisson Caetano

    Ouvi bastante Venon quando era mais novo (15, 16 anos), e pirava justamente neste aí. Hoje não pego mais pra ouvir justamente pq não vejo muitos atrativos que me empolguem no som dos caras. Nem nos clássicos, pior ainda para os novos, que são umas atrocidades de mal gosto irritante.

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  16. marcio silva de almeida

    ” Venom, Black Sabbath,Judas Priest, Bathory,Hellhammer, Black Widow,Vanilla Fudge,Led Zeppelin: eu mato e morro pelo som desses caras. O verdadeiro Headbanger não precisa provar nada pra ninguém!!!!
    “Melhor ser um líder no Inferno do que um escravo no Paraíso”.

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  17. Aly

    Excelente resenha do magnífico “At War With Satan”, álbum que tenho até hoje em vinil junto a coleção ( mais tarde comprando também em CD) . Esta resenha foi a que melhor expressou o que sinto (até hoje) ao ouvir este opus, meus sinceros parabéns ao autor da mesma . Quem condena a banda Venom ou mesmo o gênero em questão, é tão ou mais estúpido quanto qualquer ” metaleiro ” metido a fodão e radical, que acha que somente o que ele ouve é o melhor, o verdadeiro . Não, não é porque eu ouço black metal ( dentre outros tantos outros estilos, saibam disto !) que irei matar uma virgem, inverter o crucifixo ao chegar em casa, rasgar a bliblia … ( hahahahaha) . Há quem realmente leve a sério o estilo ? Talvez, lá os Marduk da vida, ou o pessoal do Watain, não duvido disto mas eu não, somente ouço e curto com arte, nada mais, a exemplo de um bom filme do gênero do terror, como também acredito que muitas bandas do gênero pensam da mesma forma ( Há um marketing por detrás de tudo isto também, saca ? Ou voces do contra acham que wagner lamounier, vocalista do Sarcófago, era satanista e adorador do tinhoso ? Claro que não ! ) . Aliás bandas como black sabbath também, lá na década de 70′, foram muito criticadas e até acusadas por haver tendencias satânicas, seja pelas letras (muitas delas nem falando do assunto, muito pelo contário) ou por sua imagem . Então, a quem não curtir bandas do genero ou mesmo Venom, ok, voces tem todo o direito, mas respeitem quem curta e quem fez a presente resenha, de forma muito competente e com conhecimento de causa . “At War With Satan” se havendo um Grammy para o Black Metal seria, certamente, seu vencedor . Grato,

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