Box Set: Ozzy Osbourne – Prince of Darkness [2005]

3 de dezembro, 2012 | por Mairon
Diversos
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Por Mairon Machado

Muitos são os lançamentos especiais que chegam no mercado em termos de música, cinema e literatura. Aqui no Consultoria do Rock, temos uma sessão dedicada aos Box Sets lançados por artistas/bandas com a finalidade ou de fazer uma coletânea do material produzido pelo mesmo durante sua carreira, ou rechear de mimos o fã mais colecionista.
No caso de Prince of Darkness, a caixa lançada por Ozzy Osbourne em 2005, não temos nem um nem outro. Trata-se na verdade de um verdadeiro presente aos fãs, seja ele colecionista ou não, apresentando um vasto (e raro) material da carreira solo de Mr. Madman, que está completando sessenta e quatro anos na data de hoje, além de um CD somente com canções inéditas.
A caixinha é dividida em quatro CDs. O primeiro deles apresenta canções dos três primeiros álbuns de Ozzy (Blizzard of Ozz, de 1980; Diary of a Madman, de 1981; e Bark at the Moon, de 1983), além do ao vivo Tribute, lançado em 1987 em homenagem ao guitarrista Randy Rhoads, falecido durante um acidente aéreo na turnê de Diary of a Madman.

Capa do encarte de Prince of Darkness
É exatamente uma canção de Tribute que abre o CD, no caso, uma matadora versão para “I don’t Know”, e assim, deliramos com as versões em estúdio de clássicos como “Mr. Crowley”, “Crazy Train”, “You can’t Kill Rock ‘n’ Roll” e “Diary of a Madman”, bem como petardos ao vivo do porte de “Suicide Solution” e “Flying High Again”, ambas retiradas de Tribute. A grande atração para o CD 1 fica por conta da versão ao vivo de “Bark at the Moon”, a qual é um lado B do single britânico de “So Tired”.
O CD 2 contempla canções dos álbuns No Rest for the Wicked (1988) No More Tears (1991), Down to Earth (2001) e Live at Budokan (2002), além de áudios do VHS The Ultimate Ozzy Video (gravado durante a turnê de The Ultimate Sin, em 1986) e também da primeira versão do Ozzfest. Nessa leva, contemplamos canções menos famosas, mas igualmente boas, de “The Ultimate Sin”, “Crazy Babies”, “No More Tears”, “Gets Me Through”, “Dreamer”, entre outras. 
Porém, o que vai levar os fãs ao delírio são as sessões de ensaio do álbum No More Tears, as quais saíram em versão limitada em um EP chamado No More Tears Demo Sessions. São versões demos, muito cruas, de “I don’t Want to Change the World”, “Mama I’m Coming Home” e “Desire”. Para completar a bolachinha, versões demo nunca lançadas anteriormente para “See You on the Other Side” e “Won’t Be Coming Home”, além de uma versão ao vivo para “Perry Mason”, também inédita. Por fim, a canção “Bang Bang (You’re Dead)”, versão original para “Facing Hell” (lançada posteriormente em Down to Earth), e “Walk on Water”, gravada por Ozzy para oa trilha do filme Bevis & Butt-head do America, lançado em 1996.

Alguns registros fotográficos da carreira de Ozzy,
presentes no encarte de Prince of Darkness
Se o fã não babou no CD 2, o CD 3 deixa o babeiro feito uma esponja cheio de água, já que nele, Ozzy resgata canções gravadas em parceria com outros artistas, fazendo um grande achado na vasta participação de Ozzy em álbuns especiais, como é o caso do tributo ao Black Sabbath, Nativity in Black, lançado em 1994, no qual Ozzy gravou “Iron Man” ao lado do Therapy?.
Entre as diversas pérolas do terceiro CD, destaque para “Pictures of Matchstick Men” (cover do Status Quo, gravada ao lado do Type O Negative), lançada na trilha do filme Private Parts (1997), a famosa (mas rara) versão de “Born to Be Wild” com Miss Piggy, lançada no álbum Kermit Unpigged (dos bonecos Muppets) e “Ain’t No Nice Guy”, gravada com o Motörhead no álbum March ör Die (1992). Além disso, temos uma intragável “Nowhere to Run (Vapor Trail)”, gravada com Crystal Method, DMX, ‘Ol Dirty Bastard & Fuzzbubble, e que sinceramente, não sei como Ozzy pôde gravar tamanha porcaria, a qual é baseada em um hip-hop/rap eletrônico muito do sem sal, com Ozzy fazendo uma participação muito pequena na mesma.

Ainda há espaço para duas colaborações inéditas, as quais são a versão para “Stayin’ Alive”, tendo Dweezil Zappa nas guitarras, e a trilha para a série “Dog, the Bount Hunter”, uma curta vinheta de pouco menos de um minuto.

Citação de Under Cover no encarte
Finalmente, o CD 4 é composto apenas de material inédito, gravado especialmente para Prince of Darkness. Batizado de Under Cover, o CD conta com Ozzy nos vocais, Mike Bordin (bateria), Jerry Cantrell (guitarras) e Chris Wyse (baixo), apresentando canções preferidas de outros artistas na voz de Mr. Madman. Os maiores destaques ficam para as ótimas versões de “Mississippi Queen” (do grupo Mountain, e aqui, contando com a participação do guitarrista Leslie West), a pesadíssima versão de “21st Century Schizoid Man” (original do King Crimson) e a emocionante participação do vocalista Ian Hunter cantando “All the Young Dudes” (clássico que David Bowie fez para o grupo Mott the Hople).
Encerra o CD 4 a versão de “Changes”, gravada pelo papai Ozzy com a filha Kelly Osbourne, e que curiosamente tornou-se o primeiro single do vocalista a alcançar a posição número 1 no Reino Unido. O CD 4 acabou saindo como um CD oficial posteriormente, batizado de Under Cover, e com algumas canções a mais.

Liner notes de Ozzy para cada canção
No encarte, temos as letras de todas as canções dos dois primeiros CDs e diversas fotos inéditas (algumas nem tanto). O encarte, em formato de álbum de fotos, disponibiliza as fotos como se realmente fosse um álbum antigo, e o mais interessante fica para os textos de Ozzy sobre cada canção e sobre a caixa. Nesses textos, podemos ver sua clara aversão ao álbum The Ultimate Sin, descobrir que “Spiders” era para ter entrado na versão original de Bark at the Moon, sendo negada pela gravadora, e quanto a morte de Randy Rhoads abalou a carreira de Ozzy, que quase desistiu de seguir em frente por conta disso.
Um bom pedido para quem quer conhecer a carreira de Ozzy pós-Black Sabbath, se bem que se você está lendo esse texto, é por que certamente já dedilhou a introdução de “Mr. Crowley” em seu órgão imaginário.

A caixa Prince of Darkness
Track list

Disco 1
1. I Don’t Know
2. Mr. Crowley
3. Crazy Train
4. Goodbye to Romance
5. Suicide Solution
6. Over the Mountain
7. Flying High Again
8. You Can’t Kill Rock and Roll
9. Diary of a Madman
10. Bark at the Moon
11. Spiders in the Night
12. Rock ‘n’ Roll Rebel
13. You’re No Different
Disco 2
1. The Ultimate Sin
2. Never Know Why
3. Thank God for the Bomb
4. Crazy Babies
5. Breakin’ All the Rules
6. I Don’t Want to Change the World
7. Mama, I’m Coming Home
8. Desire
9. No More Tears
10. Won’t Be Coming Home
11. Perry Mason
12. See You on the Other Side
13. Walk on Water
14. Gets Me Through
15. Bang Bang (You’re Dead)
16. Dreamer
Disco 3
1. Iron Man (com Therapy?)
2. “N.I.B.” (com Primus)
3. Purple Haze (com Lenny Kravitz)
4. Pictures of Matchstick Men (com Type O Negative)
5. Shake Your Head (Let’s Go to Bed) (com Was (Not Was))
6. Born to Be Wild (com Miss Piggy)
7. “Nowhere to Run (Vapor Trail)” (com The Crystal Method, DMX, Ol’ Dirty Bastard & Fuzzbubble)
8. Psycho Man (com Black Sabbath)
9. For Heaven’s Sake 2000 (com Tony Iommi e Wu-Tang Clan)
10. I Ain’t No Nice Guy (com Motörhead)
11. Therapy (com Infectious Grooves)
12. Stayin’ Alive (com Dweezil Zappa)
13. Dog, the Bounty Hunter
Disco 4
1. 21st Century Schizoid Man
2. Mississippi Queen
3. All the Young Dudes
4. In My Life
5. Fire
6. For What It’s Worth
7. Sympathy for the Devil
8. Working Class Hero
9. Good Times
10. Changes (com Kelly Osbourne) 



1 Comentario

  1. Oi,Mairon

    Gostaria de saber se você pretende escrever um post sobre Michael Dunford do Renaissance, falecido no ultimo dia 20 de novembro.

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