Por Igor Miranda (Publicado originalmente no site Van do Halen)

Versátil e talentoso, Chad Smith passeou por diversos estilos durante sua carreira – do Blues ao Funk Rock. É um dos melhores bateristas em atividade no Rock mainstream. Confira os cinco discos essenciais para conhecer sua obra: 

Red Hot Chili Peppers – Blood Sugar Sex Magik [1991]

Apesar de bem conhecidos, o Red Hot Chili Peppers não era famoso de verdade antes de Blood Sugar Sex Magik. O falecimento do guitarrista Hillel Slovak desanimou os californianos, mas por sorte decidiram continuar com o grupo, visto que o melhor estava por vir. E veio. A entrada de John Frusciante deu sangue novo à banda e a produção de Rick Rubin foi decisiva para o estouro desse magnífico disco. Em meio à onda Grunge, Blood Sugar Sex Magik foi lançado e mostrou um Chili Peppers mais simples e comercial, mas em um bom sentido. As composições estavam mais diretas. A essência, porém, não foi perdida: o grupo continuava Funky, divertido e, principalmente, com uma cozinha matadora. O mundo passou a conhecer, de vez, o carisma de Anthony Kiedis, a criatividade de John Frusciante e uma das mais competentes cozinhas do Rock: Flea e Chad Smith.

Anthony Kiedis (vocal), John Frusciante (guitarra), Flea (baixo) e Chad Smith (bateria) 

1. The Power of Equality

2. If You Have to Ask
3. Breaking the Girl
4. Funky Monks
5. Suck My Kiss
6. I Could Have Lied
7. Mellowship Slinky in B Major
8. The Righteous and the Wicked
9. Give it Away
10. Blood Sugar Sex Magik
11. Under the Bridge
12. Naked in the Rain
13. Apache Rose Peacock
14. The Greeting Song
15. My Lovely Man
16. Sir Psycho Sexy
17. They’re Red Hot

Red Hot Chili Peppers – One Hot Minute [1995]

Durante a turnê do multi-platinado Blood Sugar Sex Magik, o Red Hot Chili Peppers sofreu a baixa do guitarrista John Frusciante, que saiu por conta de seus problemas com drogas e turnês. Dave Navarro, famoso por integrar o Jane’s Addiction, substituiu-o. O primeiro disco dessa formação começou a ser gravado em 1994, mas só saiu no fim do ano seguinte, visto os problemas do vocalista Anthony Kiedis com drogas e a insatisfação de Navarro com o processo de gravação. Apesar de ter sido um fiasco comercial comparado ao seu poderoso antecessor, One Hot Minute é tão sensacional quanto ele. Porém, com uma abordagem diferente. Riffs pesados, guitarras mais presentes, nuances musicais densas e letras mais rebuscadas são características desse registro incrível. Até mesmo o limitado Kiedis mostrou serviço, além do trio instrumental composto pelos fantásticos Navarro, Flea e Chad Smith. Infelizmente, o guitarrista não ficou por muito tempo, dando brecha para a volta de Frusciante.

Anthony Kiedis (vocal), Dave Navarro (guitarra), Flea (baixo, vocal em 6) e Chad Smith (bateria)

Músicos adicionais:
Lenny Castro (percussão)
Stephen Perkins (percussão)
Tree (violino em 9)
John Lurie (gaita em 10) 

1. Warped
3. Deep Kick
4. My Friends
5. Coffee Shop
6. Pea
7. One Big Mob
8. Walkabout
9. Tearjerker
10. One Hot Minute
11. Falling Into Grace
12. Shallow Be Thy Game
13. Transcending

Glenn Hughes – Soul Mover [2005]
(por João Renato Alves)

Seria o casamento perfeito? Pelo sim, pelo não, a união de Glenn Hughes e Chad Smith faz todo o sentido, sabendo que ambos possuem influências do Hard Rock com pegada Funk – o verdadeiro, é claro, não se deixe enganar por definições locais. E a coisa deu tão certo no contexto geral, que hoje a dupla não apenas possui uma relação profissional, como uma grande amizade. E o momento definitivo aconteceu em Soul Mover. Álbum que reúne o que de melhor a mistura de estilos poderia oferecer. Para dar uma cara toda própria, ambos também cuidaram da produção, ao lado de Fabrizio Grossi, além do grande guitarrista JJ Marsh nas composições. Outras duas figuras da história do Red Hot Chili Peppers aparecem, os guitarristas Dave Navarro e John Frusciante. Destaques para a faixa-título, “High Road” (originalmente escrita para Lenny Kravitz, mas utilizada no álbum) e o encerramento com “Don’t Let Me Bleed”. Ortodoxos podem se sentir confusos com a fusão de gêneros, mas Soul Mover é um dos álbuns mais relevantes da carreira solo de Glenn Hughes.

Glenn Hughes (vocais, baixo), JJ Marsh (guitarra), Chad Smith (bateria), Ed Roth (teclados), Dave Navarro (guitarras nas faixas 1 e 2) e John Frusciante (guitarras na faixa 12)

1. Soul Mover
2. She Moves Ghostly
3. High Road
4. Orion
5. Change Yourself
6. Let It Go
7. Dark Star
8. Isolation
9. Land Of The Livin (Wonderland)
10. Miss Little Insane
11. Last Mistake
12. Don’t Let Me Bleed

Chickenfoot – Chickenfoot [2009]
(por João Renato Alves)

A expectativa era grande desde o anúncio da formação do projeto. Após a desastrosa tentativa de volta do Van Halen, Sammy Hagar e Michael Anthony se uniam aos grandes Joe Satriani e Chad Smith. Era praticamente como juntar uma seleção de craques usando a camiseta do mesmo time. Enquanto alguns criticaram a diversidade que o álbum de estreia do Chickenfoot oferece, muitos aprovaram e o disco de ouro logo foi alcançado. A musicalidade acima de qualquer rótulo marca o trabalho do Chickenfoot. Mas a base da proposta musical continua sendo o rock and roll pesado e com atributo técnico superior sem soar como uma mera exibição. Foram lançados três singles de divulgação, para as faixas “Oh Yeah”, “Soap on a Rope” e “Sexy Little Thing”. Outros sons de qualidade são facilmente encontrados, desde a abertura com “Avenida Revolution”. Outro destaque impossível de não ser feito vai para “Turnin’ Left”, com sua levada impressionante, que vicia desde a primeira escutada. Mesmo a balada “Learning to Fall”, considerada um momento menor por alguns críticos mais exigentes, traz uma melodia muito bonita, mostrando que uma música pode ser ‘melosa’ sem abdicar da qualidade.

Sammy Hagar (vocais), Joe Satriani (guitarras), Michael Anthony (baixo) e Chad Smith (bateria)

1. Avenida Revolution
2. Soap on a Rope
3. Sexy Little Thing
4. Oh Yeah
5. Runnin’ Out
6. Get It Up
7. Down the Drain
8. My Kinda Girl
9. Learning to Fall
10. Turnin’ Left
11. Future Is the Past  

Kid Rock – Born Free [2010]

Cada vez mais ligado ao Rock n’ Roll que lhe acompanha no sobrenome – e cada vez menos rapper -, Kid Rock lançou, em 2010, o excelente Born Free. Com uma verdadeira constelação de músicos como Chad Smith, David Hidalgo (Los Lobos), Matt Sweeney e Bob Seger, o disco foi gravado ao vivo (todos os instrumentos juntos) em apenas duas semanas. A fusão entre o Blues, o Country e o Rock é feita de forma soberba por aqui. Kid se aproxima bastante da sonoridade de bandas como o Lynyrd Skynyrd. Há um clima de tranquilidade tão agradável nesse disco que torna-se uma audição recomendada para todos os momentos, desde uma cervejada com o pessoal após o expediente até durante uma viagem de carro. Recomendadíssimo.

Kid Rock (vocal, guitarra), Marlon Young (guitarra), David Hidalgo (guitarra), Matt Sweeney (guitarra, baixo), Chad Smith (bateria) e Benmont Tench (teclados, piano)

Músicos adicionais:
Bob Seger (piano em 7)
Sheryl Crow (vocal em 7)
Zac Brown (vocal em 8 )
T.I. (vocal em 3)
Martina McBride (vocal em 3)

1. Born Free
2. Slow My Roll
3. Care
4. Purple Sky
5. When It Rains
6. God Bless Saturday
7. Collide
8. Flyin’ High
9. Times Like These
10. Rock On
11. Rock Bottom Blues
12. For The First Time (In A Long Time) 

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