Clássicos da Harvest: Forest – The Full Circle [1970]

25 de julho, 2012 | por Mairon
Diversos
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Por Jose Leonardo Aronna
 
Forest é uma das bandas mais colecionáveis do selo Harvest, com seu acid folk. Formado por
Martin Welham (6 & 12 string guitars, piano, violin, whistle, harmonium, harpsichord, percussão, vocals), Hadrian Welham (guitarra, violoncelo, percussão, violino, baixo, whistle, vocais) e
Derek ‘Dez’ Allenby (mandolin, harmonica, whistle, percussion, vocais), eram da mesma veia musical de seus contemporâneos Incredible String Band, mas também tinham uma linha mais “dark”. Suas letras não falavam somente de paz, amor, flores. Falavam de temas como violência, misticismo e morte.

O grupo começou em 1967 na Universidade de Birmingham como Foresters Of Walesby. Os músicos tocavam uma infinidade de instrumentos de corda, teclados e percussões. Logo chamaram a atenção do célebre DJ John Peel, que os convidava regularmente para o seu Top Gear show.

Em 1969 assinaram com a Harvest Records que logo lança o compacto de estréia (“Searching For Shadows” / “Mirror Of Life”). Em sequencia o primeiro álbum Forest, apresentando um som predominantemente acústico com toques medievais e letras pastorais. No ano seguinte é lançado o segundo trabalho (The Full Circle) com um resultado superior: melhor produção e músicas mais diversificadas.

O trio Forest

O álbum abre com “Hawk The Hawker”. Temos a participação de Gordon Huntley (Matthews Southern Confort) na steel guitar dando um toque country à canção, além de um bom trabalho de harmônica. Em seguida “Bluebell Dance”, a voz parece estar distante (como fosse gravado longe do microfone), além de ter uma bonita linha de violão e bandolim. A semelhança com o som dos escoceses do Incredible String Band se nota em “The Midnight Hanging Of A Runaway Serf”. A peça instrumental “To Julie” mostra o virtuosismo de Hadrian. O lado A se encerra com “Gyspsy Girl & Rambleaway”, uma pérola folk com destaque para o bandolim e os violões.

O lado B começa com um som mais bluesy em “Do Not Walk In The Rain”. A seguir, “Much Ado About Nothing”. Apenas o bandolim se faz presente, além dos vocais tristes de Dez. Como foi dito antes, nenhuma das letras das músicas fala sobre flores e felicidade. Eram em sua maioria sobre morte e violência. “Graveyard” mostra isso combinado com um vocal melancolico, cello e “whistles”. A seguir, temos a quase acapella “Famine Song”, uma bela canção tradicional folk. O Lp se encerra com “Autumn Childhood “, a mais hippie-folk do disco. Infelizmente, tal como o disco anterior, The Full Circle vendeu muito pouco. Por isso é muito procurado por colecionadores, tornando-se o segundo Lp mais valioso da Harvest.

Em 1971, Derek deixa o grupo. Os rapazes contratam os músicos Dave Panton e Dave Stubbs para as apresentações ao vivo. Depois, pela última vez, participam de um festival realizado na Holanda e gravam sua última sessão para a BBC Radio One, no ano seguinte. A banda estaria disposta a continuar, mas a EMI não deu apoio para um terceiro disco e no final de 1972 o grupo decide se separar.

Mais recentemente Martin Welham apareceu no duo folk The Story, com seu filho Tom. Também participaram do trio The Time Larks. Derek Allenby está em uma banda chamada Southernwood. Parece que Hadrian abandonou a música, pois não consegui localizar seu paradeiro. 

Capa dupla do LP (acima)
Capa interna de The Full Circle (abaixo)

Track list

1. Hawk The Hawker
2. Bluebell
3. The Midnight Hanging Of A Runaway Serf
4. To Julie
5. Gypsy Girl & Rambleway
6. Do Not Walk In The Rain
7. Much Ado About Nothing
8. Graveyard
9. Famine Song
10. Autumn Childhood



2 Comentarios

  1. Marco Gaspari disse:

    Gosto muito dessa banda, Zé Léo.
    E ler matérias sobre grupos de acid folk por aqui não é todo dia. Muito legal!

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