Ambrosia – Somewhere I’ve Never Travelled [1976]

24 de julho, 2012 | por Diego Camargo
Resenha de Álbum
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Por Diego Camargo (Publicado originalmente no site Progshine)
O grupo americano Ambrosia é um dos mais injustiçados da história.  Um dos pais da fusão de rock sinfônico com pop, tem em seu segundo álbum, Somewhere I’ve Never Travelled (1976) como o ponto principal em sua carreira.
A formação é a clássica do grupo com David Pack (voz, guitarras, cordas e Fender Rhodes), Joe Puerta (voz, baixo, Moog pedals e guitarra), Christopher North (teclados e vocais) e Burleigh Drummond (bateria, percussão, basson e vocais).
O álbum abre com “And…”, uma pequena introdução com carrilhões e vocais que me lembram muito Beach Boys. Uma pequena amostra do que virá, levando para a faixa-título, na qual os vocais da banda são um destaque importante. Infelizmente, não consegui realmente encontrar quem canta em qual música. Os créditos são um tanto genéricos. Joe Puerta no baixo é um encanto. Belos teclados no final da canção. Em vários momentos, a banda mistura o pop com psicodelia e o progressivo. Um achado! Ainda mais para um grupo americano. Os EUA nunca tiveram enorme tradição dentro do gênero.
Cristopher North, David Pack, Joe Puerta e Burleigh Drummond
“Cowboy Star” começa com Space para dar ênfase ao título. A narração do início dá um toque genial à canção que aos poucos vai aumentando e tomando vida pra entrar em algo moderno-renascentista. Um luxo! Como em muitos discos prog pop, a guitarra é um tanto relegada. No entanto, se levarmos em consideração que ela não faz tanta falta enquanto ouvimos o disco, então está tudo bem! A segunda parte já começa orquestral. O que eu chamaria de banjo (???) nos remete à um desenho animado que lembra um pouco o comercial do Marlboro. Sem palavras! A volta é ainda mais emocionante.
A introdução de violão de “Runnin’ Away” é linda. A música também! É daquelas que emocionam. Daquelas que você ouve de novo sem um motivo aparente. Os vocais em falsete são encantadores. As vocalizações da banda são sem sombra de dúvida sem igual. Eu digo e repito: “é disso que eu sinto falta”. Os vocais das bandas 70′s.
Os vários vocais da banda (pelo que eu pude perceber todos cantam) são um achado. “Harvey” é encantadora, de voz e violão, com um Q de saudosismo. Não sei porque razão me lembra de o (maravilhoso) filme Forret Gump. Uma música curta demais. Único porém!
Em “I Wanna Know”, a bateria vem à frente. Seguida de guitarras orquestradas e ritmadas, baixo pulsante, quase um groove. Até a entrada do violino que dá um toque diferente para que então a orquestra venha a tona. A música fica pesada e pulsante. Lembra-me muito The Alan Parsons Project. Os metais dão um toque 60′s, meio soul. E, para variar, o refrão é um encanto com o vocal sensacional. Tanto em melodia quanto em timbre. O solo de guitarra é belo e conta com um timbre inusitado.
Já “The Brunt” é Space total!!! Progressiva, já começa detonando. Convenções de teclados, bateria e baixo. Vocais épicos com tom de cartoon. Se não me engano, um xilofone permeia a canção. Novamente os metais dão um toque sem igual. A orquestração a seguir mostra que a banda tinha que ser mais reconhecida. O que é os assobios orquestra, confusão e viagem? Sem igual! Logo em seguida, percussões inusitadas e vocais como em uma cerimônia. Barulho de gente, reunião, feira, sei lá o que!? Sensacional!
“Danse With Me George (Chopin’s Plea)” é uma beleza. Daquelas para levantar, sacodir a poeira e dançar, se soltar. Uma loucura divertidíssima com belos pianos e arranjos. Depois de uma bela doidera e vocalizações, voltam calmarias e violinos. O disco tem ótimas orquestrações!
Por fim, temos ” Can’t Let A Woman”, a mais’ Rock’ do disco. Um riff legal para embalar uma canção bacana. Um solo muito legal que eu acredito ser de teclado. O destaque novamente vai para o baixo que por todo o álbum passeia com uma versatilidade incrível. Para encerrar, “We Need You Too” com piano na introdução, uma melodia vocal linda, teclados muito fodas e orquestra comendo solto. Os caras do Ambrosia – e também o The Alan Parsons Project – sabiam muito bem o que faziam. 
David Pack, Burleigh Drummond, Joe Puerta e 
Cristopher North
Pelo que li, a banda fez muito sucesso nos EUA no meio dos anos 70 até o começo dos 80 (fase em que esteve na ativa). Parece que há alguns anos voltaram a excursionar, mas não com a mesma formação. É uma pena não ser mais conhecida.
Track list
1. And… 
2. Somewhere I’ve Never Travelled
3. Cowboy Star 
4. Runnin’ Away
5. Harvey 
6. I Wanna Know
7. The Brunt 
8. Danse With Me George (Chopin’s Please)
9. Can’t Let A Woman 
10. We Need You Too 



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