Por Mairon Machado
06 de junho. Essa é, sem dúvidas, uma data muito importante para a história mundial. Para os desavisados, no dia 06 de junho de 1944, começava o início do fim da Segunda Guerra Mundial. O chamado Dia D entrava para os livros das escolas como o dia em que as forças aliadas, lideradas pelo general (e futuro presidente) americano Dwight D. Eisenhower, desembarcaram na Normandia (França) a partir da 00:15 horas da manhã, começando uma terrível mas corajosa ação que levaria à derrota dos nazistas quase um ano depois, em uma das  mais sangrentas guerras que nosso planeta já viu.
28 anos depois, em um mesmo 06 de junho, um novo Eisenhower surgia, mas desta vez não nos Estados Unidos, e sim na Inglaterra. Tão pouco esse novo general veio para acabar uma guerra. Ele veio para acabar com aquilo que ele próprio havia acabado de criar, junto com outros aliados, que era um estilo musical inovador, rebelde e precursor, chamado Glam Rock. O nome desse general: David Robert Jones, conhecido mundialmente como David Bowie.
Maquiagem e figura andrógina, símbolos do Glam Rock

A tarefa do general não era tão difícil quanto a de Eisenhower. Pelo contrário, Bowie havia ganhado a ascensão quase que da noite para o dia. Sete meses antes do Dia D para o Glam Rock, Bowie havia surgido nas paradas britânicas com o single de “Life on Mars?”, e não parou de tocar nas rádios daquele país com “Oh! Pretty Things”. Os dois sucessos pertencentes ao álbum Hunky Dory (1971), que atingiu a surpreendente terceira posição nos álbuns mais vendidos do país no início do ano seguinte.
Apoiado por uma banda fora de série, que contava com Mick Ronson (guitarra), Rick Wakeman (teclados), Trevor Bolder (baixo) e Mick Woodmansey (bateria), Bowie finalmente conseguia aquilo que havia batalhado desde seu início de carreira, quando ainda chamava-se David Jones, nos idos de 1964, quando saiu do grupo Konrads (aonde era um simples saxofonista) para virar um dos líderes do King Bees, até atirar-se desesperadamente em uma carreira solo repleta de fracassos.
Bowie, um jovem em busca do sucesso, em 1970
O sucesso de Hunky Dory contagiou Bowie. Ele que havia peregrinado pelo pop beat (David Bowie, 1967), pelo country dylanesco (David Bowie, ou Space Oddity, 1969, de onde a faixa-título fez algum sucesso, mas seu disco naufragou em vendas), e pelo hard setentista (The Man Who Sold The World, 1970), encontrou o que procurava, mas não ficou satisfeito. Faltava algo para nosso general.
Ainda em 1971, o Comandante Marc Bolan lançou Electric Warrior, através do T. Rex. Para muitos, esse é o primeiro e principal disco do estilo que ficou conhecido como Glam Rock. Clássicos dos clássicos, principalmente pela faixa “Get It On”, esse era o disco que estava na primeira posição no Reino Unido, e para Bowie, o desafio era substituir o amigo Bolan no primeiro lugar das paradas.

Roupas coladas no corpo e extravagância também marcaram o Glam Rock
Para fazer isso, algo radical precisava surgir, e assim, nasce a história de Ziggy Stardust. Em um projeto minuncioso, trabalhado segundo a segundo, nota por nota, frase por frase, no dia 06 de junho de 1972, ele invadiu o mundo e virou o mesmo de ponta cabeça. Bowie travestiu-se em um personagem irreverente, inédito e inesquecível, e claro, aproveitou-se do sucesso de Marc Bolan para também ele adotar o Glam Rock, tornando Ziggy o principal símbolo desse estilo.
A ideia começou a ser elaborada desde o dia 07 de setembro de 1971, dia em que Bowie ouviu pela primeira vez Electric Warrior (três semanas antes do álbum do T. Rex chegar às lojas), e entre os dias 12 e 18 de janeiro de 1972, começou a ser gravado, na companhia dos mesmos membros que gravaram Hunky Dory (com exceção de Wakeman, que ingressou no Yes para se tornar um monstro nos teclados).
Ziggy Stardust & The Spiders from Mars:
Trevor Bolder, David Bowie, Mick Woodmansey e Mick Ronson

O trio Woodmansey, Bolder e Ronson virou a banda de apoio do travestido Bowie, agora batizado de Ziggy Stardust. O nome dessa banda, The Spiders from Mars, e para concluir este projeto, uma história de ficção científica que nenhuma banda do rock progressivo havia imaginado. 
A partir do dia 06 de junho de 1972, não existia mais o homem David Bowie, nem os homens Woodmansey, Bolder e Ronson. A partir daquela data, o mundo passou a conhecer Ziggy Stardust e as Aranhas de Marte. Nas ruas, entrevistas, shows, Ziggy era o ser andrógino que trazia uma mensagem para os humanos. Um Homem das Estrelas (apesar de Ziggy não ser o alienígena como muitos pensam), bissexual, que tocava guitarra com a mão esquerda e consumia drogas como água, e era assim, com exceção da mão esquerda, que Bowie agia no seu dia-a-dia.
Porém, o detalhe principal de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars está em seu título, que obviamente, revela sua história. Quem, que não fosse David Bowie, iria criar um personagem para destruí-lo em tão pouco tempo? 38 minutos e 37 segundos é o tempo de vida de Ziggy na Terra, mas o suficiente para consagrar (e destruir) sua carreira. E por que acabar com algo? Simples, para também acabar com a carreira de Marc Bolan (ninguém podia ser maior que Bowie), e assim, acabar com o Glam Rock.
Ziggy Stardust em ação

Com exceção do cover de “It Ain’t Easy” (cover de Ron Davies), The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars apresenta dez canções criadas por Bowie, e que se unem para construir um dos melhores álbuns que a década de 70 já ouviu. E até que “It Ain’t Easy” encaixa-se perfeitamente nessa história simples (talvez um pouco complicada nas primeiras audições), com músicas grudentas – que são capítulos do tema principal – riffs eternos e clássicos empolgantes que marcaram o ano de 1972 como os três milhões de soldados que invadiram a França em 1944.
Apresento uma interpretação bem pessoal, que muitos podem discordar, mas que debatendo entre diversos fãs do disco, é a mais próxima talvez daquilo que Bowie queria nos passar. A principal ópera-rock do Glam Rock começa com “Five Years“, uma triste canção que prevê a destruição da Terra em cinco anos, e que desenvolve-se triste, melancólica, levada pela marcação repetitiva da bateria, violões e piano. A profunda agonia do fim do mundo é retratada pela fantástica interpretação vocal de Bowie, com gritos desesperados, desafinados, doloridos, e o maravilhoso arranjo de cordas complementa a dramaticidade, abrindo espaço para criar-se uma justificativa ao nascimento de Ziggy.
“Soul Love” narra a influência do amor no dia-a-dia das pessoas, que não sabem que o mundo irá acabar, e principalmente, como este amor irá influenciar na vida de Ziggy, nascido para amar a alma dos seres da Terra. Uma canção mais animada do que sua antecessora, na qual podemos ouvir um pouco da guitarra de Ronson, e claro, destacar os dotes de Bowie no saxofone, com um bonito solo.
Em “Moonage Daydream“, a figura forte e conquistadora de Ziggy Stardust é revelada, influenciada pelo amor, e com o destino de salvar o mundo de seu fim nos próximos cinco anos. Um invasor do espaço prestes a salvar a Terra através de uma mensagem, que irá ser revelada em breve. Pesadíssima, é uma das melhores canções da carreira de Bowie. Poucas vezes ele conseguiu mesclar violões e guitarras com tamanha perfeição, e de novo, as cordas estão presentes de forma emocionante. O solo de Ronson é de chorar
“Starman” é o momento em que o messias Ziggy estoura nas rádios e TVs do mundo,  com uma mensagem de paz, defendo a liberdade das crianças se divertirem e querendo salvar nossas mentes, enviada por um Homem das Estrelas (Ziggy Stardust não é o Homem das Estrelas como muitos pensam, mas um mensageiro do mesmo, e portanto, Ziggy não é um alienígena). Clássico dos clássicos, é um pop sessentista, com efeitos de sintetizadores e com as cordas aparecendo forte, que remete-nos diretamente para as primeiras composições de Bowie, uma analogia entre o sucesso que Ziggy está tendo com o sucesso que Bowie pensava poder ter tido no passado. A partir de “Starman”, Ziggy vira o ídolo de uma geração, capaz de mover montanhas e seguido por onde andasse.
Então, vem a cover de “It Ain’t Easy” para encerrar o lado A. Bem analisada, encaixa-se no conceito do álbum. Afinal, Ziggy se tornou um sucesso, está no céu, com uma mulher fantástica, mas não está sabendo lidar com essa situação. A voz aguda de Bowie soa debochada, e a participação mais que especial de Dana Gillespie torna essa faixa muito atraente, bem como as variações com momentos lentos e momentos pesados. 
Contra-capa do aniversariante do dia
O lado B abre com “Lady Stardust“, o momento em que Ziggy, entendiado com a rotina de ser um salvador idolatrado por todos, achando-se o ser dos seres, resolve experimentar outros campos, assumindo uma postura bissexual, usando maquiagem e deixando seus cabelos negros crescerem. Para mim, esta alegre balada é a melhor canção do álbum, com o piano sendo a principal atração.
Bissexual, famoso em todos os cantos, eis que Ziggy então vira realmente uma estrela em “Star”. O mensageiro do Homem das Estrelas agora é tratado como um Deus, capaz de mudar o mundo e transformar gerações apenas sendo uma estrela do rock.  O piano repetitivo e uma bateria um tanto quanto desritmada, assim como vocalizações enjoativas, fazem passar por ela sem muita atenção.
Ziggy se intimida, está cansado dos palcos e da badalação, além dos(as) fãs que só querem dormir com ele, mas sua banda de apoio, as Aranhas de Marte, o incentivam a continuar durante “Hang on to Yourself”. Rock ‘n’ Roll pesado, mistura elementos de T. Rex, Eddie Cochran e Elvis Presley, e é a única faixa de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars que poderíamos encontrar em Electric Warrior (em comparação aos estilos de ambos).
De nada adiantou, Ziggy já estava decidido a não seguir mais. Nasce a lenda, apresentada em “Ziggy Stardust“, outra que pode ser considerada a melhor faixa do disco. Riff grudento, embalo suave do violão, guitarras dobradas, uma canção perfeita. O trabalho dos Spiders from Mars (principalmente Ronson) é sensacional. O refrão, pesado e quebrador de pescoços, ainda hoje levanta muito defunto e assusta os headbangers detratores de Bowie.
“Suffragette City” traz o retorno das origens de Ziggy, de volta para sua cidade (Suffragette) e perdido em um planeta Terra que não é mais o seu lar. Outro rock inspirado na década de 50, saído das linhagens de Jerry Lee Lewis e Little Richard, com um refrão mais do que grudento e com um solo curto e sujo de Ronson.
Então, Ziggy abandona o rock em “Rock ‘n’ Roll Suicide”. Cansado, velho demais para o rock, jovem demais para tomar tal decisão (alguém lembra do clássico do Jethro Tull aqui?), Ziggy encontra um apoio que não está interessado no seu sucesso, no traseiro fantástico que Deus lhe deu, ou na sua forma bissexual andrógina, e morre diante de seus fãs, em pleno palco. Após isso, morto como artista, passa a viver em reclusão, sem gerar mais notícias, apenas sendo a maior lenda que o mundo, prestes a acabar, já viu. 

Um resumo do álbum, “Rock ‘n’ Roll Suicide” surge lentamente com o violão folk de Ziggy, revisitando seu passado recente. Ele não mais luta por salvar o mundo. Pouco a pouco, ela cresce, invade o corpo do ouvinte, e os berros de Ziggy gritando “You’re not alone”, arrepiam a espinha. Saxofone, guitarra, baixo, dedilhado de violões e a bateria marcante formam o majestoso andamento, que junto das cordas e dos metais, encerram The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders com uma imponência poucas vezes vistas em um disco de rock, mas que o próprio Bowie já havia utilizado na linda “Cygnet Comittee” (Space Oddity), porém sem tanta maturidade.

Alguns aspectos sobre o disco precisam ser resgatados. Duas faixas do álbum foram gravadas ainda em 1971: “Moonage Daydream” e “Hang on to Yourself”. Elas saíram em um mesmo compacto de um grupo batizado Arnold Corns, do qual faziam parte Bowie, Ronson, Bolder e Woodmansey, além de Freddie Burretti (voz) e Mark Carr Pritchard (guitarra). As versões originais possuem pequenas diferenças em relação as que entraram no aniversariante do dia.

Ziggy Stardust, em uma de suas primeiras apresentações no Top of the Pops

“Starman” foi a última canção a entrar no disco. Bowie disse que lembrava muito seu passado e não gostou da versão final da mesma. Insinuou, inclusive, que a letra não encaixava direito com o que estava sendo proposto. Porém, a insistência de Dennis Katz (funcionário da RCA, gravadora de Bowie na época), que achou a música muito boa e viu na mesma um single de sucesso, colocou “Starman” na quarta faixa do lado A. Dito e feito! A canção fez um enorme sucesso, com seu compacto ficando na décima posição entre os mais vendidos no Reino Unido. A faixa estourou em uma apresentação no Top of the Pops, uma das primeiras de Bowie travestido como Ziggy, sendo essa considerada um marco para a mudança na vida do inglês.

“Suffragette City” é outra que não era para ter entrado no álbum, pois originalmente, foi composta por Bowie para o grupo Mott the Hople, que preferiu gravar “All the Young Dudes”. “Lady Stardust” foi concebida como uma homenagem para Marc Bolan, tanto que seu nome original era “He Was Alright (A Song for Marc)”. Já “Rock ‘n’ Roll Suicide” foi a penúltima a entrar, tudo por que Bowie não estava certo se colocar uma faixa como essa iria pegar bem para sua imagem. Afinal, o produto que ele estava criando iria ser exterminado no mesmo disco. Arriscando sua carreira, a canção entrou como última faixa, e virou o segundo single do disco, alcançando a vigésima segunda posição.

Esses encontros e desencontros se encaixaram com excelência em uma obra-prima do rock. Ziggy Stardust suicidou-se em pleno palco, no dia 03 de julho de 1973, o dia em que o Glam Rock acabou. A partir de então, nascia Alladin Sane, um novo personagem, resquício do Glam Rock, mas sem o mesmo sucesso, e depois, viriam Diamond Dog, The Thin White Duck, Pierrot the Clown e diversos outros personagens que fizeram a imprensa apelidar Bowie de Camaleão do Rock. 

Ziggy e os Spiders na conferência de imprensa do lançamento de
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars

Anos depois do lançamento de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, Bowie revelou que tudo não passou de uma grande jogada de marketing. Ele detestava o Glam Rock (apesar de ser muito amigo de Bolan e de Lou Reed), não sentia-se bem como Ziggy, o comportamento com drogas era desumano e tão pouco ele era bissexual. Na época, ele ficou tão obcecado pelo projeto que realmente ele se sentia um Messias, principalmente durante a primeira parte da turnê de promoção do disco pelos Estados Unidos, no qual os fãs agarravam Bowie e tratavam ele como Deus. Bowie, em 1972, dizia: “Não me chame de Bowie, me chame de Ziggy, eu sou Ziggy“.

Nessa mesma entrevista em que criticou seu comportamento, Bowie fez a reveladora frase de que: “As pessoas interpretaram Ziggy de forma errada. Ele nunca veio do espaço, ele era humano, como eu. O que veio do espaço foi a mensagem de um Homem das Estrelas, mas esse homem não era Ziggy” (David Bowie, em 1976).

Para se ter noção da importância de Ziggy Stardust para a música, grupos que não eram do Glam Rock acabaram tendo que se “fantasiar” como tal para angariar fãs. O caso mais emblemático é o Led Zeppelin. Apesar de vender discos como água, a imagem do grupo havia caído na imprensa. Para tentar recuperá-la, o empresário Peter Grant ousou, e ordenou que no palco, os integrantes passassem a usar roupas extravagantes e fazer performances próximas ao que Bowie havia feito.

Jimmy Page: a Roupa de Dragão foi influenciada por Ziggy Stardust

Nascia assim a Roupa de Dragão usada por Jimmy Page durante a turnê de Houses of the Holy (1973), os vários penduricalhos na roupa de John Paul Jones, a faixa na cabeça de John Bonham e Robert Plant mostrando o peito, com uma calça jeans puxada até o limite de seu saco escrotal, revelando detalhes de seu pênis, e principalmente, parecendo um ser andrógino, com insinuações bissexuais que chamaram a atenção tanto de mulheres quanto (de muitos) homens. O filme The Song Remains the Same (1977) apresenta essa imagem Glam do Led Zeppelin, imagem esta que durou apenas dois anos, tempo para a efervescência do estilo acabar.

O aniversariante do dia não alcançou o objetivo principal de Bowie. A quinta posição foi o máximo que o disco conseguiu chegar (septuagésima quinta nos Estados Unidos). Porém, suas canções repercutem ainda hoje, e mais informações você pode encontrar nesse site dedicado exclusivamente ao disco.

E se há cinco dias, nosso colaborador Marco Gaspari fez uma linda homenagem para Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (o principal disco do Beatles, que completou 45 anos no dia 01 de junho), encerro essa matéria com uma frase dita no jornal Creative Loafing, em 1990:

Ziggy Stardust, elegante, famoso e com muito glamour
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars é para a década de 70 aquilo que Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi para a década de 60. Não o melhor disco de David Bowie, mas o mais importante e revolucionário. O mundo ainda vai ouvir falar e muito sobre ele.” 
Track list
1. Five Years
2. Soul Love
3. Moonage Daydream
4. Starman
5. It Ain’t Easy
6. Lady Stardust
7. Star
8. Hang on to Yourself
9. Ziggy Stardust
10. Suffragette City
11. Rock ‘n’ Roll Suicide

4 comentários

  1. fernandobueno

    Gosto muito do Bowie, principalmente a fase dos anos 70, claro. Os anos 80 tem coisas muito boas, mas o lado pop ficou MUITO aflorado para o meu gosto. A primeria música que ouvir foi a fantástica Space Oddity, que aqui recebeu apenas uma citação sem graça….rs
    Sempre conectei Space Oddity à esse disco porque falava de espaço e eu achava que musicalmente era na mesma linha. Sei lá…sei que Ziggy Stardust é fantástico e teve uma ótima homenagem pelas mãos de Mairon Machado…

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  2. Marco Gaspari

    Que beleza, hein Mairon? Quase não sobra espaço para colaborações, mas achei uma brecha na capa do disco para destilar minha cultura inútil. A foto foi tirada numa ruazinha ordinária do Soho que hoje está totalmente descaracterizada, já que a região virou passagem de pedestres e está abarrotada de cafés. Na noite em que foi produzida, dizem que fazia um frio danado e o tempo estava fechado (Londres, para variar), mas um inglês maluco que escreveu várias coisas sobre o ZSATSFM descobriu um filminho obscuro inglês do início da década de sessenta que, logo no início, junto aos créditos, poderia muito bem ter servido de referência para a concepção da foto. É impressionante a semelhança (dá para ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=6_kgEbNj3z8
    A placa K.West (que no tratamento de gibi sci-fi da capa pode ser interpretada como um baloom onde se lê QUEST) foi leiloada no ebay e o cara que ganhou pagou a maior grana por uma placa não original, já que esta foi roubada por um cara meio bêbado alguns anos antes e substituida depois). Sabe-se que o cara era bebum porque ele fez circular uma foto da placa original que se encontrava em seu poder e explicou como ela foi roubada.

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  3. Mairon Machado

    Esse tipo de história que o Marco nos traz é sempre divertido e importante. Muito semelhante mesmo entre o vídeo postado e a capa.

    Agora o que mais me surpreendeu é o fato de Ziggy não ser um alienígena. Anos se passaram e eu sempre ouvindo e lendo que "o alienígena Ziggy".

    Pois bastou ler uma entrevista de Bowie para ver que na verdade, ele apenas passava mensagens que chegavam dos céus. Talvez eu fosse muito burro para não ter percebido algo tão banal.

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  4. Anônimo

    Ele cantava a mensagem que os homens das estrelas enviavam através do rádio! Ele canta isso nos primeiros versos de "Starman", como eu nunca me toquei disso? Esse disco é o caralho.

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