Maravilhas do Mundo Prog: Dream Theater – Octavarium [2005]

3 de maio, 2012 | por Mairon
Maravilhas do Mundo Prog
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Por Mairon Machado 
Aqueles que me conhecem sabem o quanto eu admiro o rock progressivo, mas também torço o nariz para muitas bandas ditas progressivas, e que de progressivo carregam apenas a técnica ou o fato de compor longas e intrincadas suítes musicais. Uma dessas bandas que se encaixa nessa segunda situação, e que eu sinceramente não consigo gostar, é o Dream Theater. 
Com uma longa e importante história desde os anos 90, os americanos liderados por John Petrucci (guitarra) e John Myung (baixo) são endeusados como os re-criadores do rock progressivo, capazes de trazer das cinzas um gênero musical que estava morto, e melhor que isso, aperfeiçoando com doses homeopáticas de peso, virtuosismo exacerbado e por que não, heavy metal melódico, que alguns pseudo jornalistas teimam em definir como prog metal. 
Longe disso. O progressivo do Dream Theater está muito mais como influência do que um gênero a ser seguido ou criado. Uma banda de heavy metal, com músicos muito talentosos (tanto que Myung, Petrucci e o baterista fundador Mike Portnoy vêm recebendo dezenas de prêmios de melhor em seu instrumento com o passar dos anos), mas que falta ainda alguns retoques para ser uma banda progressiva. 

Mike Portnoy, Jordan Rudess, John Myung, James LaBrie e John Petrucci
Com dez álbuns em sua discografia, é fácil encontrar elementos proggers em diversas canções. “A Change of Seasons”, “Six Degrees of Inner Turbulence”, “Metropolis Pt. I”, “A Mind Beside Itself” e o épico álbum Metropolis Pt. 2 – Scenes from a Memory (1999) são alguns exemplos aonde características do progressivo (intrincadas sessões instrumentais, suítes longas, histórias e álbuns conceituais) são encontradas, mas nada verdadeiramente progressivo. 
A única exceção entre todas as canções do grupo se dá para a faixa-título do oitavo disco do grupo, intitulado Octavarium. Lançado em 2006, ele encerra um ciclo que havia começado em Six Degrees for Inner Turbulence. Na época, o grupo era formado por Petrucci, Portnoy, Myung (o trio central do Dream Theater), James LaBrie (vocais) e Jordan Rudess (teclados). “Octavarium” trata-se de uma bonita homenagem à diversas bandas do rock em geral, com ênfase nos principais nomes do rock progressivo (Pink Floyd, Yes, Genesis e Rush), sabiamente referências ultra-citadas pelos músicos do Dream Theater como consolidadores de seus estilos de tocar. 

Dividida em cinco partes, é uma verdadeira maravilha progressiva perdida entre tantas composições grandes (mas não grandiosas) de um grupo de heavy metal, e que merece sim, apesar da rejeição dos mais xiitas, uma posição de destaque aqui nessa seção.

Fingerboard
“Someone Like Him”, a primeira parte de “Octavarium”, abre com Rudess sozinho, tocando o estranho instrumento fingerboard, do qual ele arranca uivos como de uma guitarra recheada de efeitos, entre acordes de sintetizadores que nos remetem diretamente à “Shine On You Crazy Diamond”, do Pink Floyd. As mudanças de acordes, junto com o arrepiante solo de fingerboard, ganham espaço, formando um clímax altamente progressivo e setentista, para os saudosistas de plantão (e a nova geração) deleitar-se com esta linda introdução. 
Jordan então passa a tocar o slide guitar, trazendo ao ouvinte o tema principal de “Octavarium”, ainda com o acompanhamento dos acordes Floydianos. Com uma longa nota do slide, baixo e bateria surgem, marcando o tempo para Rudess entoar novamente o tema principal da canção no slide guitar. 
A partir de então, acordes leves de violão levam “Octavarium”, com um emocionante solo de flauta sendo a porta de entrada em uma maravilhosa viagem musical. As tristes notas da flauta, mescladas com os acordes do violão, encerram a parte instrumental de “Someone Like Him”, e assim, piano e violão acompanham a voz de LaBrie, dizendo que “nunca quis me tornar alguém assim que nem ele”, apresentando um personagem que está indeciso sobre os rumos que deve tomar em sua vida, mas tendo a certeza de não ser apenas mais um entre milhões de pessoas. Destaca-se nesse momento da canção as encantadoras passagens clássicas de violão e piano, que é impossível não comparar com os anos áureos do Genesis, fase Peter Gabriel. 
Bateria e baixo suavemente passam a acompanhar o arranjo de violão e piano, e LaBrie segue cantando devagar, afirmando que “é maravilhoso saber que eu poderia ser algo mais do que eu sonhei”. Guitarra, bateria e baixo dão corpo à canção, tendo o piano como principal responsável pelas variações de acordes, mas mantendo um andamento bem melodioso, similar ao que o Yes sempre fez nos anos 70 (e voltou a fazer a partir de 1996, quando o guitarrista Steve Howe voltou ao grupo), enquanto a letra de “Someone Like Him” é encerrada justamente com o seu nome sendo entoado. 

Escrita por Petrucci, “Someone Like Him” também pode ser interpretada (alguns membros do fã-clube fazem tal interpretação) como o pensamento de Petrucci, primeiro adorando seus ídolos da guitarra, mas não querendo ser um músico, e depois, mudando de opinião e tornando-se um ídolo como seus ídolos, sendo esta a primeira alusão ao fato de tudo termina onde começou, que é o significado básico da palavra Octavarium.

John Petrucci
Chegamos na segunda parte de “Octavarium”, intitulada “Medicate (Awakening)” , e cuja a letra foi composta por LaBrie. Ela começa com as notas fortes do baixo de Myung , tocando de forma agressiva e muito similar ao que Geddy Lee faz no Rush, enquanto Portnoy acompanha com várias quebradas as notas do baixo. Piano e guitarra participam com um leve dedilhado, e LaBrie canta ainda mais vagaroso, contando sobre o retorno de um sono profundo por um novo personagem de “Octavarium” após 30 anos. 
O refrão deste trecho da canção traz a voz de LaBrie de forma suave, mas com o agudo característico, que irrita alguns e é aplaudido por outros, mas o mais importante é a leveza de “Medicate (Awakening)”, e claro, as difíceis passagens do baixo, além de trechos que novamente nos remetem à Pink Floyd, dessa vez para o trecho “Fantasma da Ópera” de “Echoes”. 

Especificamente, a letra diz que o personagem acorda 30 anos de um sono profundo, e o médico que o cuida acredita que é possível fazer recuperar seus movimentos. Para isso, aplica uma alta dose de medicamentos, que acaba não dando o resultado esperado. O médico desespera-se, mas o próprio paciente o consola, dizendo não haver erro médico, e repentinamente, volta para o sono profundo (a segunda alusão ao fato de tudo termina onde começou).

James LaBrie
O moog wakeniano de Rudess surge para fazer o solo de abertura de “Full Circle”, a parte de “Octavarium” que mais homenageia o rock progressivo. Composta por Portnoy, ela inicia com uma pegada veloz do baterista e das escalas de guitarra e baixo. De novo, a ideia do fim terminar no início é pregada, com cada frase começando exatamente com a última sílaba da frase anterior.

O riff pesado e intrincado de baixo, guitarra e bateria, tendo o acompanhamento dos acordes saltitantes do sintetizador, trazem a voz de LaBrie construindo uma letra quase sem sentido, intercalando frases e citações à diversas canções, como “Day Tripper”, “Lucy in the Sky with Diamonds” e “Get Back” (Beatles), “Supper’s Ready” e “Cinema Show” (Genesis), “Show Me the Way” (Peter Frampton), “Careful with that Axe, Eugene” (Pink Floyd), “Breathe” (Pink Floyd), “Machine Messiah” (Yes), “Light My Fire” (The Doors), “Hey Hey My My” (Neil Young), “My Generation” (The Who) e “Pinhead” (Ramones), misturando o nome dessas canções através de suas palavras, assim como traz à tona os nomes de David Lee Roth e Tim “Ripper” Owens, formando os dois principais parágrafos de “Full Circle”, além do suposto refrão, onde Portnoy solta frases aleatórias, enquanto LaBrie as complementa com mais citações à Yes, Pink Floyd e The Doors (lembrando que Full Circle é o nome de um dos álbuns do grupo americano, já sem Jim Morrison nos vocais). 

Os teclados entoam o tema principal, com Portnoy, Petrucci e Myung fazendo o acompanhamento, até que, repentinamente, temas marcados de bateria, baixo e guitarra, trazem as escalas intrincadas dos sintetizadores, em um momento mágico. 
Baixo e guitarra então repetem o tema central executado anteriormente pelos teclados, que agora fazem uma majestosa cama de acompanhamento ao fundo, em uma clara referência à épica “Magnum Opus” (Kansas), e as quebradas são feitas por guitarra, baixo e teclados, explodindo em uma sensacional e pesada sessão instrumental, com as camadas de sintetizadores  chupinhadas de “The Gates of Dellirium” (Yes) abrindo espaço para Petrucci demonstrar por que é um dos principais guitarristas da história da música. 
A velocidade das notas de Petrucci é incalculável nesse momento de “Octavarium”, com Portnoy e Myung quebrando tudo. Parece que o quarto vai decolar, tamanha a velocidade dos dedos de Petrucci, e então, mais quebradeiras a la Kansas trazem temas marcados entre guitarra, baixo, teclado e bateria, abrindo espaço para um virtuoso dedilhado de violão entoar um novo tema. 

Mike Portnoy

A partir de então, começa a quebradeira de “Intervals”, uma das peças mais complicadas da carreira do Dream Theater, igualmente composta por Portnoy. Guitarra, teclados, baixo e bateria executam um novo tema marcado, e a guitarra repete o dedilhado do violão. Baixo, teclado e guitarra executam um sensacional e veloz tema juntos, deixando um longo acorde de guitarra dar espaço para o quebrado acompanhamento da bateria. 
A letra de “Intervals” recapitula as oito canções de Octavarium, primeiro com Portnoy sussurando a palavra “Root”, e enquanto Rudess faz as mudanças de acordes que formam a sinistra melodia de “Intervals”, LaBrie entoa a letra de trecho de “The Root of All Evil”, a primeira faixa de Octavarium, lembrando o épico “At War With Satan” (Venom), ainda mais com os assustadores gemidos e gritos ao fundo, e claro, o peso da guitarra, bateria e baixo, em um crescendo arrepiante. 
Até o “Octave” (oitavo), Portnoy vai fazendo a contagem (segundo, terceiro, quarto, …), e LaBrie passeia pelas de mais canções do álbum, no caso a segunda (“The Answers Lies Within”), terceira (“These Walls”), quarta (“I Walk Beside You”), quinta (“Hysteria”), sexta (“What Would You Say”), sétima “Sacrificed Sons” e finalmente a oitava (a própria “Octavarium”). O peso toma conta, explodindo em acordes pesadíssimos, e LaBrie grita repetidamente “Trapped inside this Octavarium” (Preso dentro desse Octavarium), firmando o fato de o personagem estar em um ciclo repetitivo, enquanto ao fundo podemos ouvir o slide de Rudess repetindo o tema central da introdução de “Someone Like Him”. 

John Myung
Finalmente, “Octavarium” encerra-se com “Razor’s Edge”, o fechamento que dá sentido para os demais movimentos dessa belíssima suíte. As cordas fazem o emocionante tema inicial de “Someone Like Him”, enquanto Portnoy, Petrucci, Rudess e Myung descem o braço em seus instrumentos. 
LaBrie chora ao microfone, dizendo que “Nos movemos em círculos, balançamos o tempo todo, no reluzente fio da navalha, em uma esfera perfeita, colidindo com nosso destino, a história acaba aonde ela começou”, tendo ao fundo o sensacional arranjo de cordas, misturado às notas de baixo, piano e guitarra, além do potente acompanhamento de Portnoy. 
Conforme diz a letra, “Octavarium” encerra-se como começou. Após mais uma bonita passagem instrumental, onde Petrucci executa um emotivo solo, repetindo a melodia vocal de LaBrie durante “Razor’s Edge”, e acrescentando diversas técnicas, para o crescendo final das cordas nos levar ao início de “Someone Like Him”, agora com as cordas entoando o tema do slide guitar de Rudess, encerrando com um imponente acorde das trompas, um longo sustain, leves batidas nos pratos e uma tímida repetição do solo de flauta executado em “Someone Like Him”. 

Jordan Rudess

O mais fantástico é que não só músicalmente ou liricamente “Octavarium” é maravilhosa. O Dream Theater trabalhou tão bem nessa suíte que até mesmo a cronometragem da mesma foi determinada depois que fizesse sentido com a proposta do álbum (o fato de o fim começar sempre no mesmo início), tendo vinte e quatro minutos cravados. 

Algumas citações mais óbvias: a canção é a oitava do CD (octa) e com cinco movimentos, ao mesmo tempo que Octavarium é o oitavo CD do Dream Theater, um grupo formado por cinco membros. Outra citação interessante é que a canção possui três longas sessões instrumentais, em um total de oito distintas seções vocais-instrumentais, ou seja, 8 x 3 = 24 (a duração de “Octavarium”). Uma combinação com o número cinco aparece no nome da suíte, já que ele é constituído por cinco sílabas, com cinco consoantes e cinco vogais. Finalmente, o ciclo mais comum do ser humano é o dia, que possui vinte e quatro horas. Os números cinco e oito estão presentes no símbolo que aparece impresso no CD, batizado de Octavarium, o qual é um óctogono (figura de oito lados) com um pentagrama (cinco pontas) inserido nele.

O símbolo Octavarium impresso no CD de mesmo nome
Existem ainda citações mais obscuras para os fãs, como o fato de a banda ter sido formada em 1985 (85), oito terem sido os membros a passar por trás do nome Dream Theater, cinco das oito canções do CD terem sido gravadas com o oitavo kit de bateria da vida de Portnoy (batizado de Hammer of the Gods) e a turnê do álbum ter começado em oito países diferentes da Europa.
A capa do álbum também apresenta algumas curiosidades. Na parte principal, está o desenho de um instrumento inventado por Isaac Newton, constituído de oito bolas. Esse instrumento repete o mesmo movimento indefinidamente (a príncípio), voltando ao fato de tudo acaba onde começou. Cinco pássaros passeiam ao fundo do gigante instrumento.
O encarte, constituído de oito páginas, apresenta na sua contra-capa, em ambos os lados, um menino com um telefone de lata, segurando um barbante esticado. O detalhe é que é o mesmo menino quem segura o telefone em ambos os lados, com a diferença que na primeira foto, o menino segura o telefone com apenas três dedos, enquanto usa cinco dedos na segunda foto.
Algumas referências aos algarismos cinco e oito no encarte de Octavarium

Atrás da letra de “The Answer Lies Within”, aparecem duas peças de dominó, uma totalizando cinco e a outra totalizando oito. Além disso, ao fundo, aparecem apenas três pássaros. Observando a letra de “These Walls”, percebemos uma aranha (oito patas), dentro de um labirinto com oito lados. O labirinto possui cinco camadas, e mesmo com oito saídas, nenhuma permite que a aranha saia, uma referência à frase trapped inside this Octavarium”.
Atrás de “Never Enough” está um polvo (oito tentáculos) e cinco peixes no fundo do mar, além do símbolo do grupo Majesty. Depois, outro octógono atiça a imaginação do fã com várias referências aos algarismos cinco e oitavo que não convém aqui citar, deixando para os curiosos as buscas pelos mesmos. Mais citações ao encarte de Octavarium você pode encontrar aqui

Voltando para  música, Uma fantástica performance de “Octavarium” ao vivo pode ser conferida no CD/DVD Score (2006), no qual somos apresentados mais claramente ao fingerboard. A recriação sinfônica feita pela  Orquestra da Juventude Contemporânea de Istambul  (Çağdaş Gençlik Senfoni Orkestrası) também vale a conferida, destacando o sensacional arranjo criado pelo jovem maestro Eren Başbuğ, e, apesar da incomparável técnica entre os meninos e meninas da orquestra e o Dream Theater, também emociona e arranca sorrisos de quem a ouve/vê. 
Octavarium em si é considerado pelos fãs (e pelos próprios membros da banda) como o mais complicado disco já lançado pelo quinteto. Portnoy afirmou que “o disco é um gigantesco segredo”. 
Isto é o mínimo que podemos esperar de uma maravilha do tamanho de “Octavarium”, uma genuína peça progressiva construída pelo Dream Theater, e com certeza, a única a merecer esse título dentro da interessante (para muitos, eu não me incluo), mas não progressiva, carreira do grupo.



6 Comentarios

  1. Daniel Araujo disse:

    Boa resenha. Eles estavam inspiradíssimos quando fizeram essa música.

    O resto do disco é bastante legal também. Eles fizeram cada música em um tom, repetindo a ideia do ciclo da escala musical que termina onde começou, e isso deu um clima muito único à obra.

    Quanto à progressividade ou não do grupo, me parece que ela ficou meio de lado nos últimos discos, mas pra mim a fase de ouro deles é entre o "Images" e o "Scenes", quando essa influência era mais evidente. No "Falling", por exemplo, quase não há metal.

    Correção: o instrumento do Rudess se chama "Continuum Fingerboard" ou "Haken Continuum"

  2. Fábio RT disse:

    Mairon…fiquei curioso… defina o que faz uma banda ser ou não progressiva ?

  3. Boa pergunta Fábio. Progressivo basicamente é um rock sinfônico, onde além de técnica, talento e conjunto, é necessário melodias harmoniosas, que se unem para formar uma ideia, um conceito, uma história. Yes, VDGG, ELP, King Crimson, Pink Floyd, Genesis, Gentle Giant, entre tantos outros, eram soberanos nessa arte, muito por virem de uma formação voltada para o jazz.
    Os músicos do Dream Theater são muito talentosos, com uma técnica excepcional, mas na hora do conjunto, de colocar melodias belas e conceituadas, pecam (no meu ponto de ver) pela junção de peso, distorções e outras características provenientes do heavy metal. Fora o fato de que as inspirações "clássicas" não existem, e a formação é muito mais virtuosa do que o esperado para um músico (e uma banda prog).

    Espero ter conseguido me explicar e valeu a visita

    • Bruno disse:

      Cara, seu texto ficou excelente, parabéns! Só acho que a proposta da banda realmente não é ser só progressivo. Nesse seu comentário mesmo vc meio q define o som deles. DT é um heavy metal com um toque de progressivo, acho q a intenção não é pra ser o contrário.
      O último álbum, A Dramatic Turn Of Events, por exemplo, tem mto peso, mas tem seus toques de prog, um exemplo é Bridges In The Sky.
      É foda, acho q tudo tem sua medida certa, as vezes eles acertam, as vezes não. Tipo, eu gosto mto de Pink Floyd, mas tem mta coisa deles q acho maçante!
      Porém tudo é questão de momento. Gosto mto de Kansas, mas tenho fases de "Leftoverture" e fases de "Power".
      Acho o Dream Theater uma puta banda, com muita música foda e realmente não entendo pq tanta gente fala tão mal.
      Mas enfim, gosto é gosto! 😉

      Gostei mto do site, favoritei aqui!

      Um abraço!

    • maironmachado disse:

      Meu caro Bruno, obrigado pelos elogios, e concordo com você: o Dream Theater não pensava em ser só prog. Acompanhe-nos agora no nosso site

      http://www.consultoriadorock.com

      estamos com muitas matérias novas por lá

      Abraço

  4. Fábio RT disse:

    Hummm…entendi… por esse ponto de vista realmente tenho que concordar … alias, no geral, o subgenero metal progressivo carece destes tipos de melodias … talvez seja a característica deste tipo de som: composições com passagens muito técnicas e virtuosas, com enfase no peso

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