War Room: UFO – UFO 2: Flying [1971]

23 de Abril, 2012 | por Mairon
Diversos
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Por Mairon Machado (MM)

Convidados: Daniel Sichierolli (DS), Eduardo Luppe (EL) e Micael Machado (Mica)


Em mais uma edição da coluna War Room, hoje voltaremos no tempo, aos primórdios de um dos principais grupos do hard setentista, o UFO. Discutiremos sobre o segundo e mais complexo álbum da carreira dos britânicos, UFO 2: Flying. Uma hora de space rock, que, para ouvidos não acostumados, pode soar desesperadoramente chato, mas para os já iniciados no mundo do rock progressivo, é um verdadeiro achado musical.
Dos quatro participantes desta edição, três deles nunca ouviram o disco (Micael, Eduardo e Daniel). Preparem-se para longos e viajantes minutos de muita psicodelia, diferente de tudo o que os habituais fãs do UFO conhecem, lembrando que a formação que registrou o disco conta com Pete Way (baixo), Phil Mogg (vocais), Andy Parker (bateria) e Mick Bolton (guitarra), que depois teria seu posto ocupado por Michael Schenker, dando início à mais bem sucedida fase do quarteto. Coloque o disco para rodar enquanto acompanha as opiniões dos consultores.
1. Silver Bird
EL: Para quem estava acostumado com os álbuns Phenomenon, Force It, Lights Out e No Place to Run, soa estranho ouvir essa música produzida pelo UFO. A voz característica de Phil Mogg também está bem estranha. Michael Schenker faz uma falta danada! Rsrsrs. O som tem uma levada psicodélica que não me agrada muito, em minha opinião está bem abaixo do padrão UFO, mas não é nada assustador, talvez tenha que ouvir mais uma vez para ter uma opinião definitiva.
Mica: Esse começo parece que vai explodir mais à frente….
MM: Fantástica música, início maravilhoso. A guitarra dedilhada de Bolton toma conta aos poucos, com uma marcação lenta, e explode em uma sonzeira estonteante. Esse crescendo inicial é uma aula para todas as bandas de heavy metal que surgiram a partir de então. O solo de Bolton é de muita pegada. Uma pequena amostra do que o UFO viria a fazer anos depois com a entrada de Michael Schenker, mas diferente de todo o resto de Flying.
Mica: Essa segunda parte já é mais próxima do UFO que eu conheço.
MM: Ouçam o wah-wah deslizando sob os pés de Bolton.
DS: Começo lento… Escuto uma certa influência de Elvis. A gravação não ajuda. A parte mais rápida é extremamente chata. E volta para o começo arrastado!!! Isso parece muito com o que o Maiden faz hoje. Mas o Maiden tem peso e o Bruce Dickinson. Essa gravação tosca e esse vocal “enlatado” deixa a música muito chata. Resumindo, não gostei!
MM: Começaram as tretas, hehehe. O final de “Silver Bird” é muito tri!
Mica: A gravação é estranha mesmo, e a parte rápida é o que tem de melhorzinho, mas não me agradou muito não.
EL: Esse som de guitarra com um quê de psicodélica não me agrada! rsrs. O Maiden aperfeiçoou e ficou melhor! Treta! rsrss
Mica: Ficou muito melhor! Esse finalzinho está um pouco melhor, mas ainda não empolgou não! Mas nem dá para ouvir muito de Maiden aqui!
DS: Maiden é melhor!
2. Star Storm
MM: Essa é para o Daniel dormir, hehehe. Espetáculo psicodélico. A segunda canção mais longa da história do UFO mostra como Bolton era um fantástico guitarrista, criador de riffs e de alucinantes climas musicais. A longa introdução nos prepara para um grande caos musical, com rasgadas notas que se transformam em um riff pegajoso, sujo e puramente sabbáthico. A voz de Mogg nessa canção já está mais no nível do que viraria depois. Adoro esses duelos de voz e guitarra, essa crueza da distorção de Bolton. É hard no melhor sentido da palavra. Daniel, não dorme aí!
DS: O Mairon deve estar dançando na sala
Mica: Eu já estou quase dormindo aqui também! Espero que mude, pois dezoito minutos disso não vai dar para aguentar não!
EL: Começo lento… já estou ficando com sono! Isso não é UFO, não mesmo! Rsrsrs, após a parte lenta vem uma levada boa, mas essa guitarra me irrita… Parece música de duende! As linhas de baixo são legais, mas a guitarra atrapalha, deixando o som chato…
MM: Psicodelia total a partir dos seis minutos. Maravilha sonora. Delírio total que Pink Floyd nenhum conseguiu fazer.
EL: Devo dizer que música psicodélica não é comigo! Ainda bem que o UFO mudou totalmente seu estilo a partir do Phenomenon! Essa masturbação virtuosa da guitarra está um saco… e olha que ainda esta na metade! Aff!
MM: Vocês são tudo um bando de loucos …
Mica: Pois é, também estou achando difícil de aguentar! E não acaba mais!
MM: Hauahauhauhauauhah, aqui não é lugar para fortes? Eu tive que aturar o The Number of the Beast, então sejam fortes.
EL: Sono… Tortura!!!
Mica: Delírio total, mas chaaatooo! O Floyd fazia isso com muito mais qualidade!
DS: O legal dessas músicas longas é que dá para reler o que escrevi, acrescentar, corrigir, escovar os dentes, ir ao banheiro, conversar com as crianças, ver o que tá passando na TV… Ah, começou finalmente!!! A gravação avacalha qualquer boa intenção. O legal de discos mais antigos é o destaque que a bateria tem…. Mas não gostei…. Isso explica o porque o Mairon não gosta de Maiden… Deve ser muito “agressivo” para ele…. Nossa… Estou em cinco minutos e a música tem dezoito minutos…. Peraí… Vou no supermercado e já volto….
MM: Agora ela muda, com 12 minutos vira outra coisa, sensacional e delirante, vocês só podem estar se aproveitando da minha nobreza com esses comentários tendenciosos contra o disco. Esses rasgados lisérgicos da guitarra são espetaculares. Pink Floyd nenhum consegue fazer algo parecido.
Mica: Daniel, vai no supermercado que, quando voltares, a música ainda não vai ter acabado!
EL: Concordo com o Daniel, estou aproveitando o momento para ajudar a patroa na cozinha… kkkkk!

MM: Vocês não podem estar falando sério. Isso é uma obra-prima da lisergia!
Mica: E eu nem gosto do Schenker, mas que falta ele tá fazendo…
DS: CHATO DEMAIS!!!! Eu faço esses barulhos aqui em casa…. e nem músico eu sou! tan na nan nan tan…. uuuuu… tan….. poin….. tan…. uuuuhhh….
Mica: Começo viajante, mas chatinho, parte do meio repetitiva, não curti o som da guitarra, o solo é típico dos anos 70, mas não fez minha cabeça. Ainda bem que a banda mudou de estilo depois disso…
DS: Oito minutos depois: tan na nan nan tan…. uuuuu… tan….. poin….. tan…. uuuuhhh…. zuuummmm… toin…. nam nam nam…. poin…. uuuuhhhhh…..
EL: Essa parte da música tan tun tan tun tan tun… é ridícula! Parece a música dos Umpa Lumpa da Fantastica Fábrica de Chocolate… kkkkkkkkk!
DS: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!
EL: Opa, virou música de circo! Surra no Phil Mogg que ficou tanto tempo sem cantar!
Mica: Parece que eles precisavam encher um lado do disco e o produtor disse: “toca qualquer coisa aí”. Deu nisso! Olha só, nos quatorze minutos eles se empolgaram de novo! O Phil tava no banheiro com dor de barriga, e eles ficaram improvisando esperando ele voltar!
MM: Final poderoso, guitarra destorcida na cara do ouvinte, Parker detonando os pratos. Crescendo embasbacante, Way viajando no baixo e Bolton furioso na Les Paul. Sonzeira, sonzeira, sonzeira! Que final de música. Parker, um dos bateristas mais injustiçados da história, detonando seu instrumento, e olha o Bolton solando como um animal.
DS: E falam que o Labrie vai conhecer a cidade…. Nessa aqui o cara conheceu a cidade e todas as pessoas pessoalmente!
Mica: Bom, então acabo de descobrir que não gosto de música lisérgica!
EL: o que me assusta é que esta musica tem dezoito minutos mas a última, “Flying”, tem vinte e oito!!! aff!
DS: E o pior de tudo que isso (música de circo) parece o Maiden… O Maiden é melhor, mas está aí a inspiração do Harris…. Que horrivel!
EL: Umpa Lumpa total!
Mica: Luppe, como diria aquele personagem da Zorra Total: “Espeera!”
DS: Minha filha perguntou se o som tá com defeito! O vizinho chamou os bombeiros… tão achando que tem algo errado…. Peraí, deixa eu avisar que é um disco do Mairon….
3. Prince Kajuju
MM: O UFO volta ao rock normal. Faixa curta demais para um disco do porte de Flying, mas hardeira e direta. Talvez a que o pessoal schenkeriano mais curta. Nela os vocais de Mogg aparecem com mais destaque. É a mais fraca do disco, mas, mesmo assim, uma paulada.
Mica: Esse começo já é a melhor coisa do disco!
DS: Huhuahuahuaha Que é isso??? É do pica-pau esse começo??? Começo peçonhento. É não dá para ouvir essa voz “enlatada”… Só gostei da bateria e baixo. Nem a guitarra se destaca…
Mica: Nessa sim eu consigo ouvir algo de Iron Maiden, embora lá do começo da donzela! Pete Way detonando!
DS: E ainda assim é a melhor até agora.
EL: O que é isso? O cara esta afinando a guitarra? Hummm, parece que agora vai… Essa até que tem uma levada mais consistente! A bateria e o baixo trabalham bem! Creio que o problema aqui seja o guitarrista, pois parece que ele fumou um antes de gravar o álbum! Acho que a influência de Harris, foi mais por conta do baixo e bateria… guitarra passou longe!
MM: Eu acho que vocês não perceberam que o Harris não ouvia isso, e sim do Phenomenon em diante.
Mica: Esse guitarrista adora sair solando desesperadamente, mas lhe falta a técnica de outros guitarristas dos 70’s… Não fica das melhores coisas de ouvir…
EL: Por isso faço questão de dizer que a discografia do UFO começa a partir do Phenomenon.
4. The Coming of Prince Kajuku
MM: Lindíssima. Bolton fazendo um dedilhado encantador. É o canto das sereias. Instrumental perfeita para complementar a violência de “Prince Kajuku”. O baixo acompanhando a guitarra o tempo todo é muito tri. Michael Schenker usaria dessa canção para desenvolver as linhas inicias das canções do UFO a partir de então. Essa foi a música mais famosa do UFO até surgir “Doctor Doctor”. Onde eles tocavam, “The Coming of Prince Kajuku” era pedida.
EL: Graças a Deus!!
Mica: Olha as coisas que o Rush fez depois… tem uma música deles exatamente assim… Não é de admirar, afinal é a melhor do disco até aqui!
MM: Sim, Micael, e lembra que o Rush abriu para o UFO. É legal ver que vocês percebem as influências em grandes bandas como Iron e Rush, mas a origem do negócio esta aí, em 1971, com esse quarteto.
DS: Eu acho que o Harris escutou isso sim. O baixo, que sempre foi influência declarada, e esse lado progressivo aparecem no Maiden com certa frequência. Essa me lembrou algumas breves passagens do Killers, mas de novo, sem peso e sem a energia do Maiden. Desculpem citar a donzela, mas como é uma influência, achei interessante citar.
Mica: Essa faixa quatro é muito mais Rush que Iron!
DS: Odeio música apenas instrumental.
EL: Mais um começo com o baixo dun dun dun dun tentando crescer na música! A guitarra tem um timbre muito estridente… até agora não chegou a lugar algum… A repetição e propagação no som deixa a música muito cansativa. A bateria aqui trabalha bem junto ao baixo e a guitarra, para variar, atrapalhando! Na hora que começa a ficar boa, acaba! Não gostei!
5. Flying
Mica: UFO fazendo Blues é algo que eu não concebia não!
MM: A melhor música da história do UFO é uma longa viagem de mais de vinte e seis minutos, repleta de variações. O inicio bluesístico foi impiedosamente chupado pelo Rush em “Here Again”, do primeiro álbum do grupo. Phil Mogg com uma voz muito clara, sem a rouquidão característica, e claro, agora já se percebe a ideia da viagem espacial proposta pelo UFO, com crescendos que tomam conta do recinto e ampliam o horizonte imaginativo das experiências improvisatórias nos instrumentos. Vamos apreciar esse blues inicial e preparar-se para a mudança na parte central
Mica: Eu notei mesmo um monte de “Here Again” nessa parte. Só que a do Rush é muito melhor!

DS: Vinte e oito minutos de música… tenho a impressão que parecerão horas e mais horas…. Vou à feira, padaria, arrumar o armário, faxina e vou organizar meus discos pela cor da contra-capa. Já volto.
MM: Como aviso complementar, “Flying” foi gravada ao vivo no estúdio
DS: Sem produtor… Que se tivesse um, teria limado isso aí do disco. 
EL: Mais um começo lento! Já tínhamos o Led Zeppelin, não precisávamos disso…
MM: Seis minutos, a nave começa a decolar. Preparem-se para uma viagem espacial entre asteróides, cometas e rasgadas notas de guitarra.
Mica: Sete minutos – acho que agora vai!
MM: “Flying” muda, o baixo e a bateria complementam as insanas notas de Bolton, a psicodelia toma conta, e agora estamos dentro da nave espacial viajando através da guitarra. O ritmo torna-se intenso, apreensivo, criando uma expectativa sobre o que está por vir.
DS: Dentro da nave?? Me diz o que você tomou aí…. Aqui em São Paulo deve ser ilícito!
EL: As variações são muito chatas e não tem muito sentido nas músicas. Dos sete até os doze minutos é totalmente desnecessário…
Mica: Doze minutos – acho que agora vai!
MM: Nova mudança, o pau pega a partir de então, destacando Parker e suas viradas marcantes. Se existe uma definição para hard metal, essa seria a minha definição
EL: Outra masturbação de guitarras estridentes! Aff! Mairon, o que você bebeu? rsrsrs
MM: Luppe, essa guitarra estridente é característica nos dois primeiros álbuns do UFO. Os japoneses adoravam isso. Foram eles quem adotaram o nome de Space Rock para o som do UFO. Realmente, por mais que vocês não curtam, têm que admitir: é uma viagem!
EL: É uma viagem ao inferno! kkkk! Surra nos japoneses!!!
Mica: Dezessete minutos – parece que vai mudar de novo! Tava boa essa terceira parte! É uma viagem mesmo… talvez com mais audições eu acostume!
MM: “Flying” muda de novo, agora sim, a maior das viagens da canção. Bolton delira com o wah-wah e com distorções diversas.
DS: Eu fui ao mercado, fiz a compra do mês…. Faltam dez minutos ainda… Aparece um “galo” no meio da musica??!! … É isso mesmo ou eu dormi???
Mica: Me pareceu ser isso também…

MM: Não é um galo, foi uma batida errada na corda.

DS: Deve ser para acordar o ouvinte então…??? Funcionou aqui….

MM: Após esse majestoso solo alone de Bolton, aterrisamos em terra firme, voltando ao sensacional blues inicial, com Bolton brincando de acordes na guitarra. De chorar. Muito lindo esse retorno ao blues. Perfeito!!!!

EL: Definitivamente som psicodélico não é pra mim!

Mica: Som psicodélico é bom… Esse disco é que não tá batendo direito… Vai ver falta o “ingrediente secreto” que o Mairon tá usando… Vinte e um minutos – voltou “Here Again”.
EL: Chegando ao fim… Ufa! Totalmente cansativo… A viagem perdurou, mas chegamos lá!
MM: Sinceramente, lágrimas correm dos meus olhos, isso é bonito demais!
Mica: Agora vocês vejam o que eu tenho de aguentar!
DS: O que você tá tomando, Mairon??? Conta aí!
EL: Micael, socorre o Mairon que ele não esta bem! Ele deve ter bebido algo, não é possível! kkkk!
DS: Chá de cogumelos???
MM: “Show yourself, show yourself”… arrepios por todo lado.
EL: Mate com cogumelos???
Mica: Sei lá o que estão dando para ele lá em São Borja… Sabe como é cidade do interior… Tem os “curandeiros” do local… Vá saber…
MM: Reta final, mais um grandioso solo de Bolton, e o space rock embriagante de Flying é concluído com vozes sinistras (seriam alienígenas?) invadindo o quarto do ouvinte, ou melhor, o ouvinte chegando em um novo planeta.
Mica: Resumindo: começo bem na linha de “Here Again”, depois vem uma longa e desnecessária parte focada na guitarra, para então embalar e melhorar bastante. Mas não é o meu tipo de som! Que que é isso no final? A quarta parte não curti muito, e o final é repetição da parte “Here Again”.
EL: Aeeeeeeee… acabou!!!
Comentários Finais
MM: O melhor disco de 1971, e segundo melhor disco da carreira do UFO. Space Rock único. Não existe nenhum disco parecido com esse. Primeiras audições são difíceis, mas é ouvir por diversas vezes que o encanto pega. Bolton, injustiçado tanto quanto Parker.
DS: O disco não é ruim, sinceramente, mas a qualidade da gravação e a sonoridade não me agradam. Muita viagem, pouca música e só dá para curtir tomando chá de cogumelos noruegueses com um toque de pimenta.
MM: O Daniel não achou ruim, isso é um bom sinal. Mais audições e quem sabe não viras um fã?
Mica: O disco não fez minha cabeça a princípio, só as duas partes da “Kajuju”. Ainda bem que o UFO mudou depois. Não curti o timbre da guitarra do Bolton, muito estridente. Prefiro o Schenker! Bem diferente do que se espera de um disco do UFO, sem dúvidas!
EL: Hãm… Quê?? Acordando depois de um sono profundo, rsrs. Posso dizer que esse álbum não despertou o desejo de ouvi-lo de novo… foi bem abaixo das minhas expectativas! Mais contra que a favor!
MM: O UFO mudou muito depois disso, mas se vocês ouvirem os bootlegs de quando o Schenker entrou, vão reparar a dificuldade em tocar essas canções.
EL: Podemos dizer que o Schenker deu outra cara para a banda, e disse assim: “posso fazer melhor tudo que o Bolton fez em dois minutos”!
Mica: Não me deu sono, mas não me empolgou também! Não é meu tipo de música!
MM: Bom senhores, de qualquer forma foi um prazer apresentar essa obra de arte mal compreendida do UFO. Mesmo que não tenham gostado do LP, espero que tenham apreciado nosso “War Room”.
DS: Mairon, valeu de novo por levantar o “War Room”. Abraço!
Mica: Até mais!
EL: Valeu pessoal e um abração a todos!
MM: Obrigado por vossas atenções e até a próxima.



9 Comentarios

  1. Marco Gaspari disse:

    UFO 1 e UFO 2 são maravilhosos, únicos e, para mim, as melhores coisas na discografia deles. Mas entendo os garotos com testosterona desregulada que preferem a fase em que o UFO foi abduzido pelo sistema. Essa primeira geração da banda não é para qualquer um. E para dizer que eu não concordo inteiramente com as decepções dos participantes deste war room, reconheço que músicas psicodélicas ou progressivas de 17 ou 28 minutos soem chatas e cansativas para ouvidos acostumados ao minimalismo objetivo de um Dream Teather. No final da gravação de Flying, por exemplo, a banda já estava pensando seriamente em mudar seu nome para UFA! Mas seguraram a onda e preferiram chamar o Schenker.
    Muito bom, cambada!!!

  2. Hehehehee

    UFA acho que não, por que rolava muitas cositas por de trás dos microfones, e eles não estavam nem ai. Exitse um bootleg de um show no Japão nessa época (não o oficial ao vivo, outro), que os delírios instrumentais são vários, até na linda "Come Away Melinda".

    Eu prefiro muito mais a fase do Schenker entre 74 e 79 (Strangers in the Night é um baita disco ao vivo), e Phenomenon é O DISCO deles, mas cara, Flying é tão bom quanto, e nada nem ninguém fazia algo parecido. Talvez o Scorpions no Lonesome Crow tenha chegado perto, mas nao tanto. Alias, quem aqui conhece o Lonseome Crow? Poderia gerar outro War Room bem interessante

  3. Fábio RT disse:

    Ótima escolha Mairon !
    Este album é realmente sensacional… esta fase space rock não fica a dever em nada ao direcionamento Hard da década de 70 …

  4. Bah, o bagulho é puro feeling! Me empolgou bastantão… É aquela coisa: os caras não tinham pressa de chegar.

  5. Anônimo disse:

    Mairon, vc pegou pesado com a galera! esse disco é osso duro mesmo, mas eu gosto!!! hahahaha…é pra iniciados nesse miolo de som psicodélico pós 60. Uma coisa que eu discordo de vc e faço coro com os demais é que o Bolton não tinha envergadura pra fazer solos quilométricos, ele tem um fraseado muito limitado e acho que não tinha um bom equipamento na época tb. Ele trabalha muito bem os efeitos e climas, mas na hora dos solos, dá umas pisadas na bola que não chegam a lugar nenhum. Acho que o único defeito desse disco é a falta de objetividade. Coisa que o primeiro disco, que eu acho melhor que esse, tem. São composições na qual os elementos "space rock" são trabalhados. Esse disco é o contrário, a viagem é a base, se sobrasse algum tempinho e disposição, entrava a composição.
    Em tempo, se quiserem me convidar pra algum War Room eu topo!!! hahahahaha
    Abraço a todos!!
    Ronaldo

  6. Ronaldo, tu és sempre bemvindo. Nossos War Room ocorrem através do Facebook. Entra lá e agendamos uma data para o futuro com o maior prazer

  7. Anônimo disse:

    PO é chato pra esses caras ai que são fanáticos por Iron Maiden ja escutei esse album umas 4 vezes!! po pra epoca e ainda pra hoje é fantastico. uma aula de guitarra. nego fala muito muito!!!!

  8. Anônimo disse:

    porra desnecessário sua resenha. que da sono é bom pra fazer outras coisas. pelo amor de Deus!!! se não gosta não escuta pelo jeito vc deve gostar de power metal ou dessas merdas do genero!!!! resenha desnecessária

  9. É verdade nobre anonimo. Concordo fortemente. É chato para fanáticos por Iron Maiden. A questão do desnecessário já é um tanto questionavel, pois o War Room é uma sessão justamente para opinarmos sobre um album desconhecido, e no caso, Flying 2 era desconhecido de quase todos os participantes dessa sessão (menos esse que vos escreve). Um discaço sem sombra de dúvidas, e quem sabe, meus colegas um dia apreciem essa obra prima

    Obrigado pela participação e volte sempre.

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