Symphonic Music of Yes

30 de agosto, 2011 | por Mairon
Diversos
5

Por Mairon Machado

Em 1993, o futuro do grupo britânico Yes estava muito obscuro. Após a bem sucedida turnê Union, que contou com oito dos 12 integrantes que já haviam passado pelo Yes no mesmo palco, as brigas e divergências pessoais entraram em erupção, fazendo com que todos se afastassem temporariamente.
Foi nesse clima que o guitarrista Steve Howe recebeu a proposta do amigo e maestro David Palmer para entrar em estúdio e recriar algumas canções do Yes com orquestra. Palmer já havia sido responsável pela esplêndida compilação A Classic Case (1985), a qual reune canções do grupo Jethro Tull ao lado da The London Symphony Orchestra, em um disco de muito bom gosto. Howe, por sua vez, já havia trabalhado com uma orquestra no seu álbum de estreia em carreira solo, o essencial Beginnings (1975), e topou a audaciosa ideia de Palmer na hora.
David Palmer

Amigo próximo do baterista Bill Bruford, que também tocou no Yes, Howe não exitou em chamá-lo para o instrumento, deixando a cargo de Palmer os critérios para seleção das músicas e da orquestra. Sabiamente, Palmer escolheu novamente a The London Symphony Orchestra, que além de A Classic Case, já havia feito regravações para diversos clássicos do rock com arranjo orquestral, bem como havia trabalhdo com Frank Zappa nos projetos London Symphony Orchestra Vol. I (1983) e London Symphony Orchestra Vol. II (1987). Porém, contatou ainda a The English Chamber Orchestra para participar de duas canções, e o The London Community Gospel Choir para colaborar com os vocais.
Alan Parsons

No meio do caminho, o músico e produtor Alan Parsons (que já havia trabalhado com o Pink Floyd) entrou em cena, fazendo todo o trabalho de produção orquestral e também trazendo com ele um importante convidado, o vocalista Jon Anderson. Assim, entraram em estúdio para recriar 10 canções da carreira do grupo britânico.
Steve Howe
O Yes já havia trabalhado com orquestra no álbum Time and a Word (1969), mas não da forma como se encontra em Symphonic Music of Yes, um álbum repleto de esplendor, momentos tocantes e muita técnica expressa tanto por Steve Howe e Bill Bruford como pelos membros das orquestras citadas. Com Howe e Palmer na produção, arranjos de Palmer e a colaboração de Tim Harries no baixo, Symphonic Music of Yes é um belo registro tanto para os fãs do Yes quanto para os fãs de música clássica.
O CD abre com o maior clássico da carreira do Yes, “Roundabout” gravada originalmente no álbum Fragile (1971). Metais fazem a parte dos teclados, trazendo Howe para fazer a tradicional introdução ao violão, seguido pelo baixo cavalgante de Harries, a bateria de Bruford e a orquestra fazendo a parte dos teclados, para Anderson começar a cantar em uma linha similar a versão original. O refrão apresenta os violinos fazendo a parte dos teclados, com Howe acompanhando os vocais de Anderson, e com destaque para Bruford, com uma levada única que somente seu cérebro consegue criar.
Flautas e metais repetem a melodia vocal, levando para a segunda sessão ao violão, cortando boa parte da versão original. Por exemplo, o famoso “sambinha” não aparece aqui. Mesmo assim, “Roundabout” não perde seu charme, e os solos de teclado e guitarra estão presentes, com Julian Colbeck sendo o responsável por tentar reproduzir as notas de Rick Wakeman (tecladista que gravou a versão original de “Roundabout”), encerrando esse clássico com Howe e Anderson dividindo os vocais, e tendo as vocalizações que levam para as notas de violão de Howe, até o longo acorde da slide guitar.
Steve Howe, Bill Bruford, Alan Parsons, Tim Harries e David Palmer
Os pássaros e percussões de “Close to the Edge” são ouvidos, e o ouvinte então depara-se com uma brilhante versão para essa incrível suíte, gravada originalmente no álbum de mesmo nome, em 1972. O arranjo de Palmer faz uma mescla das quatro partes da canção. Cortando o solo inicial de guitarra, a orquestra entra direto no tema central de “Solid Time of Change”, com Howe, Bruford e Harries acompanhando. Então, o que seria a letra é feito pelos violinos, com Bruford fazendo um ritmo inexplicável, mostrando por que ele é o verdadeiro baterista do Yes (me perdoem os fãs de Alan White, baterista que substituiu Bruford no Yes, mas somente Bruford consegue tocar “Close to the Edge” como ela tem que ser tocada).
Os metais fazem a parte dos vocais de “Total Mass Retain”, contando com a contribuição das cordas e do andamento complicado e intrincado de Bruford, destacando também a participação de sinos tubulares. A pesada ponte onde o nome da canção é entoado é feito pelos metais e pelos violinos, em uma sequência encantadora.
Os metais abrem “I Get Up, I Get Down”, com Howe dedilhando na guitarra a melodia vocal, acompanhado pela flauta, que imita a melodia, e pelos sintetizadores de Palmer. A flauta faz a continuação da letra, enquanto os metais emitem a melodia dessa parte da canção, chegando então em “Seasons of Man” com os metais entoando a melodia dos vocais, para o oboé fechar a melodia da letra junto com os violinos, deixando o poderoso naipe de metais concluir a canção com o imponente arranjo da versão original. De arrepiar!

Steve Howe

“Wonderous Stories” abre com os metais, para a flauta fazer a melodia vocal, acompanhada pelo belo arranjo orquestral e pela participação de Howe (reproduzindo fielmente as notas da versão original, gravada em Going for the One, de 1977) e de Bruford, fazendo o deleite daqueles que sempre tiveram a vontade de ouvir uma canção da era White interpretada por Bruford. Nem preciso comentar o que Bruford faz. Basta apenas dizer o de sempre: inexplicável. Howe também reproduz a melodia vocal na guitarra, mas sem expandir seu talento, e “Wonderous Stories” encerra fiel (a menos de Bruford) à sua versão original.

Bill Bruford, Jon Anderson e a The London Community Gospel Choir

“I’ve Seen All Good People” apresenta apenas a parte “All Good People”, com Anderson e a The London Community Gospel Choir cantando a letra sobre o andamento original da canção, que ganhou um arranjo todo especial para as cordas, mas que mantém-se fiel ao que foi registrado em The Yes Album (1970), inclusive com Howe reproduzindo nota por nota de seu solo.
“Mood for a Day” traz Howe acompanhado pela The English Chamber Orchestra, e por incrível que possa parecer, ficou muito acima do esperado. Se a versão original de Fragile, apresentava Howe debulhando os dedos no seu violão, aqui ele ganhou um acompanhamento emocionante da orquestra, que deu uma cara toda nova para a canção. Howe manteve a melodia de seu solo, mas as intervenções das cordas irão timidamente arrancar uma pequena lágrima de seu olho, tamanha a beleza sonora registrada no CD. Fantástico é pouco para o arranjo produzido por Palmer para essa que é talvez a mais bela canção já composta por Howe para o violão.
Bill Bruford
“Owner of a Lonely Heart” é a que ficou mais estranha de todas. O tempero pop da versão original (de 90125, gravado em 1983), fora que nem Howe e nem Bruford participaram da mesma, acabou gerando um certo ar de oportunismo do sucesso da mesma para tentar alavancar as vendas desse CD. Bruford surge fazendo a quebradeira inicial, com Howe puxando o riff ao lado da orquestra, caindo no chiclete pop onde a melodia vocal é feita pelos violinos, contando com os metais para fazer as intervenções dos teclados. 
O refrão traz os metais fazendo a voz de Anderson, com o oboé fazendo a parte de Trevor Rabin (guitarrista que gravou a canção em 90125). Os metais cantam a segunda parte da letra, enquanto Bruford está fazendo o básico, mas complicado, ritmo. A terceira parte da letra é dividida entre metais e cordas, chegando ao que seria o solo de guitarra, o que aqui é reproduzido pelas cordas em uma maneira muito próxima a versão original, encerrando com metais e cordas entoando a melodia do nome da canção enquanto Howe sola na guitarra, mas em um estilo bem diferente do que estamos habituados a ouvir de seu instrumento.

David Palmer e The London Symphony Orchestra
O cheiro de oportunismo acaba com a bela inclusão de “Survival”, resgatando os primórdios da carreira do Yes. Essa linda canção do álbum de estreia também ganhou um belo arranjo. Excluindo a longa introdução, a canção aqui já começa com o violão e os metais próximos a entrada da letra. A melodia vocal é feita pelo violino, arrepiante, com o leve andamento de Harries, Bruford e os jazzísticos acordes de Howe. Violões, cordas e metais são adicionados aos poucos, para as trompas fazerem a melodia da segunda parte vocal, chegando ao belo refrão, onde a The London Community Gospel Choir canta a letra original. Howe então retorna a melodia da letra com o violão, acompanhado pela The English Chamber Orchestra, para as trompas repetirem seu tema, levando novamente ao refrão e encerrando essa magistral canção com o riff final feito por cordas, trompas e as escalas de baixo, guitarra e bandolim.

Bill Bruford

“Heart of the Sunrise” começa com as cordas e o baixo fazendo o pesado riff da canção, com as os teclados sendo tocados por Palmer e com Bruford quebrando a bateira em batidas intrincadas e irreproduzíveis. O crescendo inicial é fiel a versão de Fragile, e então os violinos fazem o tema da guitarra, estourando na incrível e pesada sessão com guitarra, baixo e bateria fazendo o tema central acompanhados pela orquestra, em um esplêndido volume sonoro de colocar a casa ao chão. 
Apesar de não ser tão longa quanto a versão original, ficou muito legal essa versão. Oboé e guitarra acompanham Howe fazendo a melodia vocal no violão, repetindo o tema central, agora acompanhado pelos metais, e voltando a melodia da letra novamente ao violão. O andamento do tema central é feito destacando a orquestra, com os violinos fazendo a melodia vocal, levando então para mais uma repetição do tema central, agora com guitara, violinos, metais, baixo e bateria. A modificação do ritmo de “Heart of the Sunrise” é feita por piano (tocado por Palmer) e as trompas, que fazem a melodia vocal, seguidas por flautas. O piano repete o tema dessa sessão da canção, seguido pelos metais e cordas, voltando então ao tema central da guitarra, baixo e bateria, para guitarra, cordas, baixo e bateria repetirem o tema da segunda parte, com os metais e as cordas dividindo a emocionante melodia vocal do encerramento, encerrando com guitarra e cordas reproduzindo o tema central. Novamente, fantástico!
Tim Harries

A suíte “The Gates of Dellirium”, do álbum Relayer (1975), está presente através da sua parte de encerramento, “Soon”, começando com teclados e Howe entoando as frases da versão inicial da letra, que não chegou a ser gravada em Relayer. Os metais e sinos tubulares dão espaço para as cordas e sintetizadores fazerem os delirantes acordes introdutórios, deixando Howe com o tema central  no slide, acompanhado pelas cordas. Howe então faz a melodia vocal no violão, acompanhado por piano, baixo e metais, em uma esplêndida sessão instrumental. As cordas acompanham a melodia do violão, para Howe empunhar o bandolim e seguir a melodia vocal na última parte da canção, com cordas e a steel guitar reproduzirem o lindo tema de encerramento, deixando os metais entoarem os arrepiantes acordes finais, que reproduzem fielmente as agonizantes vocalizações de Anderson, encerrando com belas notas das cordas. Outra para chorar de tão boa!
Por fim, “Starship Trooper” recebeu a versão orquestral para duas das três partes da mesma, gravada originalmente em The Yes Album. Começando com “Lifeseeker”, cordas, baixo, e guitarra trazem Bruford e os metais, fazendo a melodia do vocal. A sequência da letra é feita pelo oboé, acompanhado por cordas, baixo e a cadência rítmica de Bruford, voltando então para os metais que encerram “Lifeseeker”, com a guitarra abrindo “Würm”, nos mesmos acordes da versão inicial (reparem que “Disillusion”, segunda parte de “Starship Trooper”, foi deixada de fora), com o crescendo feito por bateria, baixo e guitarra, para Howe criar um novo solo para a canção com sua guitarra, e Bruford dar uma pequena aula de como ser um acompanhante discreto mas muito eficiente na bateria.
Anos depois, o Yes novamente iria namorar a música clássica nos álbuns Magnification (2001) e na incrível turnê desse álbum, a qual passou por diversos países sempre tendo a companhia de uma orquestra para interpretar grandes clássicos do grupo, e que foi registrada nos essencias CD e DVD Symphonic Live (2002).
Symphonic Music of Yes é um pequeno achado na carreira de Steve Howe, Bil Bruford e London Symphony Orchestra, com grandes méritos para David Palmer (atualmente, Dee Palmer). Se você curte Yes, não perca. Se você gosta de música clássica, compre já. Se você quer ouvir um dos melhores CDs de arranjos orquestrais para canções do rock, esse é o CD mais indicado!
Contracapa de Symphonic Music of Yes
Track list:
1. Roundabout
2. Close to the Edge
3. Wonderous Stories
4. I’ve Seen All Good People
5. Mood for a Day
6. Owner of a Lonely Heart
7. Survival
8. Heart of the Sunrise
9. Soon
10. Starship Trooper



5 Comentarios

  1. Mister disse:

    Nos anos 90, a música clássica como indústria estava numa merda federal. Toda aquela hegemonia da primeira metade do século passado – e que sobreviveu até os anos 70 – já não se refletia mais em vendas, perdendo de lavada para a música pop. Manter orquestras enormes gravando em estúdio, ou mesmo estúdios enormes para isso, tornou-se impraticável para as gravadoras, e os megastars do gênero (os Karajans da vida) inflacionaram tanto seus cachês que ninguém tinha cacife para bancá-los. Pobre dos músicos que perderam seu sustento. Mesmo medalhões da ópera trataram de tornar mais populares seus repertórios (vide os 3 tenores) para criar bolhas de consumo. Se na música pop a pirataria começava a incomodar, na música clássica surgiram selos oportunistas que passaram a abastecer o mercado com outro tipo de pirataria: versões de obras clássicas tocadas com instrumentos eletrônicos a preços bem populares, impossibilitando a concorrência das gravadoras sérias e ofendendo os ouvidos dos puristas (para o leigo menos exigente, qualquer bosta servia, desde que a preços módicos).
    Fiz esta introdução para louvar esses lançamentos como o que o Mairon nos apresenta aqui e que deve ter garantido o leitinho da família de muito tocador de oboé na época. Isso também ajudou a camuflar um pouco o nariz torcido que muito músico clássico tinha em relação ao rock. Mas não nos iludamos: era oportunidade de trabalho pura e simples e nomes como Yes, Beatles e Tull garantiriam explorar o bolso dos fãs dessas bandas e segurar um pouco a onda.
    De toda a forma, nunca me entusiasmei muito com o resultado final desses discos. Soam bem diferentes das tentativas gloriosas que muitas bandas fizeram ao gravar certos discos tendo orquestras como acompanhamento. Dificilmente qualquer música do Symphonic Yes concorre com as versões originais. São emocionalmente capengas e cheiram a megalomania (até mesmo para um grupo progressivo inglês, hehe…). E uma coisa é você ouvir, por exemplo, um Keith Emerson tocando Mussorgsky dentro de um conceito roqueiro, com órgão e sinths. Outra é ouvir uma orquestra tentando transferir o ELP para o clássico. Fica bonito, pomposo, mas sei lá…

  2. Gaspa, tua introdução é, infelizmente, a pura realidade. Eu sou um grande admirador de música clássica, seja com orquestras, seja com solos como violão ou piano. Assisti praticamente todos os programas do finado Artur da Távola na TV senado, o "Quem Tem Medo de Música Clássica". Aquilo era uma aula de música. Ali eu desenvolvi meu apetite por música além dos três acordes de guitarra, e fui buscar outras fontes de sonoridade.

    Quanto aos relançamentos orquestrais, eu tenho o do queen, o do ABBA, o dos stones e vários Classic Rock da London Symphony. Tu tens razão, nenhum deles supera o original. Porém, esse do Yes, sinceramente, Mood For A Day e Wonderous Stories ficaram lindas, e na minha opinião, se não superam, igualam-se as originais (wonderous stories ficou bem melhor, eu acho). Clro, ouvir Zappa tocando com uma orquestra não é a mesma coisa que Zappa tocando com banda, mas se os músicos forem talentosos, a música sai boa. O brabo é quando adicionam orquestra apenas para completar o som. O Styx, por exemplo, tem um DVD com orquestra. As músicas são boas, o arranjo ficou belo e tudo funciona muito bem, mesmo para uma banda cujo estilo não é o progressivo. Para o Yes, funcionou muito bem, e a própria turnê SINFÔNICA é um petardo sonoro fantástico. Ouvir Gates of Dellirium com orquestra é de arrancar os cabelos de tão fantástico.

    O Floyd com orquestra, Deep Purple com orquestra, Procol Harum com orquestra, são outros exemplos de como funfou, mas ai, as canções foram compostas para tocar com orquestra, e não re-arranjadas.

    Enfim, é válido a fusão rock-clássica, mas depende como isso vai representar: se uma novidade em termos de composição de um artista (vide Jon Lord com Gemini Suite) ou se uma mescla de retalhos gravados com orquestra e q não acrescentam em nada na musicologia mundial (como um CD da LSO tocando Peter Frampton que eu ouvi uma determinada vez)

  3. micaelmachado disse:

    Isso para não citar o "S&M" do Metallica, que ficou chato pacas…

    Diferente do "Score", do Dream Theater, onde a orquestra se integrou à perfeição com a música da banda!

    Essas tentativas de adaptar o rock para o clássico só funcionam em raríssimas exceções. Quando as músicas são compostas para orquetra, como o "Concerto" do Deep Purple ou certas composições do Therion, aí é outra história. Mas jogar a orquestra nas músicas já prontas apenas para "dar um molho" normalmente fica indigesto.

  4. Parabéns pelo texto, Mairon. Algumas das músicas do Yes eu conheci por esse disco, como "Wonderous Stories" e "Heart of the Sunrise". Ouvi à exaustão essas versões e também "Mood for a Day", "Survival" e "Starship Trooper", até que comprei o CD – no Mister Sebo, do Gaspari. Ainda não tô bem familiarizado com o restante das versões, mas já posso dizer que o disco vale sim muito a pena! O que é esse arranjo de orquestra pra "Mood for a Day". Porra, o cara mexeu em uma obra-prima, só de não ter estragado já merecia levar todo o mérito, mas o que o cara fez ficou tão bom que tem horas que eu prefiro essa versão! E aquele tema dos metais antes do solo de guitarra de "Würm", em "Starship Trooper"??? Genial aquilo! Também acho que "Wonderous Stories" ficou melhor aqui, inclusive a performance do Howe.

    Pra finalizar: STEVE HOWE SEU GOSTOSO!

  5. joseleonardo disse:

    Sou um fã do Yes mas nunca tinha me animado a comprar esse disco, apesar de conhecer o A Classic Case. Essa crítica maravilhosa me deixou MUITO interessado! Valeu!

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