Por Leonardo Castro
Três anos depois do excelente D.E.V.O.L.U.T.I.ON., o Destruction volta ao ataque com o ainda melhor Day of Reckoning, candidato a melhor disco da banda desde o clássico The Antichrist, lançado em 2001.
Estreando o novo baterista Vaaver, o disco já começa com um show de velocidade e técnica deste na faixa “The Price”. Rápida e letal, ela soa como uma mistura do material oitentista da banda com a sua fase mais recente, mas com uma dose extra de agressividade e com um solo de Ol Drake, do Evile, convidado especial em algumas faixas do disco. “Hate Is My Fuel”, para a qual um videoclipe foi produzido, lembra os discos mais recentes da banda, e tem um riff que remete a “The Butcher Strikes Back”. Pena que o refrão não seja tão marcante.
Capa da edição limitada
A produção do disco, a cargo de Jacob Hansen, é digna de todos os elogios, pois, apesar de ter um peso absurdo, não soa saturada como alguns discos de thrash metal lançados recentemente. “Armageddonizer” segue a linha das músicas mais cadenciadas presentes nos últimos discos da banda, apesar do refrão bem NWOBHM, enquanto “Devil’s Advocate” tem um riff e uma pegada mais oitentista, lembrando o material de discos como Infernal Overkill e Eternal Devastation. Já a faixa-título é mais lenta e até épica,  com um riff maravilhoso, e é certamente um dos destaques do disco. Aliás, os riffs que Mike Sifringer compôs para este disco são, em sua maioria, fenomenais!
“Sorcerer of Black Magic” também é bem tradicional, e tem um clima que prepara para a parte mais rápida da música, criando um efeito bem interessante, além de também ter um belo solo de Ol Drake. “Misfit” tem riffs na linha dos que a banda fez na sua fase mais técnica, no disco Release From Agony, e mais uma vez o novo baterista Vaaver mostra a que veio. A coisa esfria um pouco em “The Demon Is God”, que tem um riff pouco inspirado e não empolga. 
Vaaver, Schmier e Mike
Contudo, o bicho pega mais uma vez em “Church of Disgust”, outra faixa que remete ao som da banda nos anos 80, principalmente os riffs, bem na linha “Bestial Invasion”. “Destroyer or Creator”, apesar do título, não soa em nada como o outro ícone do thrash metal alemão. Na verdade, é a uma música mais cadenciada, apesar de extremamente pesada, e que tem um ótimo riff no refrão. O track list regular do disco chega ao fim com a acelerada “Sheep of the Regime”, que remete às músicas mais pesadas de The Antichrist, e encerra o disco em grande estilo. Há ainda, em algumas versões (como a nacional), um cover para “Stand Up and Shout”, do Dio, gravada de forma bem fiel a original até nos timbres, principalmente o de guitarra. O vocal de Schmier é, obviamente, a principal mudança em relação à original, mais gritado que normalmente, e o solo também é cortesia de Ol Drake. Uma bela homenagem a um músico que continua fazendo muita falta.
No geral, Day of Reckoning é um disco que certamente agradará aos fãs da banda, tanto os que preferem seus discos mais antigos, quanto os que a conheceram mais recentemente, uma vez que mescla com sucesso as sonoridades destas duas fases, obtendo resultados muito positivos.

3 comentários

  1. Artur

    Só uma errata, o nome do guitarrista é Mike Sifringer, Tommy ou Thomas Sandmann foi o primeiro baterista da banda, ficou no posto até 1987. Abraço!

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  2. diogobizotto

    Verdade, Artur. Erro corrigido.

    Não ouvi esse disco ainda, na verdade parei um pouco de acompanhar o Destruction após "Metal Discharge", mas não há dúvida de que se trata de uma banda ainda com relevância, mantendo um bom ritmo de lançamentos desde sua volta.

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