Por Diogo Bizotto
Nos últimos dias tive algumas ideias bastante interessantes para colocar em prática na minha estreia nesta coluna. Vários discos de grupos consagrados, mas que receberam recepções de mornas para frias de fãs e da crítica pulularam em minha mente. Teria que, como propõe-se nesta seção, encontrar bons motivos para fazer com que o leitor desse uma outra chance a um álbum com grandes possibilidades de já ter sido rejeitado e explicar o porquê dele me agradar. Porém, nenhum disco pareceu configurar um desafio tão grande quanto Chinese Democracy, que, para mim, parece ser o mais odiado álbum da história do rock. Odiado por muitos fãs do Guns n’ Roses, por boa parte da crítica; por gente que o escutou e também por muita gente que sequer se deu ao trabalho de apertar o play e dedicar-se à audição desse trabalho em sua integridade.
Antes que os mais afoitos se exaltem a respeito do título de “mais odiado álbum da história do rock” que acabei de conceder a Chinese Democracy, lembro que amor e ódio são sentimentos paralelos e com muita coisa em comum. Odiamos apenas aquilo que nos causa uma reação, mesmo que negativa. O difícil é ficar impassível ao disco, sentindo apenas desprezo. É compreensível que, após 15 anos de espera desde The Spaghetti Incident (1993), as reações posteriores ao lançamento não tenham sido as melhores. Constantes atrasos, promessas não cumpridas, performances duvidosas de Axl Rose ao vivo, além de trocas de integrantes, incluindo a ausência dos membros  originais da banda, geraram sentimentos que variavam entre a revolta e o escárnio, passando pela decepção de muitos que gostariam de um disco que fizesse jus a Appetite for Destruction (1987), um dos melhores e mais importantes discos da história na opinião deste redator. 

Axl Rose

Não entrarei nos detalhes que envolveram os longos anos de produção desse álbum, até porque  muito disso se trata de especulação e rumores. Um deles é o de que Chinese Democracy é o disco  mais caro de todos os tempos, com um custo de produção na casa dos oito dígitos. Uma coisa é certa, gostem ou não, há de se admitir que o álbum literalmente soa como milhões de dólares. Ao menos para uma coisa o arrastadíssimo processo de gravação serviu: Chinese Democracy é um disco feito com muito esmero. Diversas audições são necessárias para perceber todos seus detalhes, que vão se revelando aos poucos e cativando o ouvinte que não se deixou levar pela maré.

Um fator que me fez encarar de maneira especial Chinese Democracy desde seu lançamento foi saber que, como único remanescente da formação original, Axl Rose obviamente seria o condutor  do disco, através de sua liderança e de suas composições. Quem gosta do grupo e conhece o direcionamento dos álbuns Use Your Illusion I e II (1991), incorporando influências diversas na sonoridade praticada pelo grupo, sabe que Axl foi o escritor ou co-escritor de canções como “November Rain”, “Coma”, “Civil War” e “Estranged”, composições ambiciosas que fugiam consideravelmente do hard rock mais sujo e agressivo de Appetite for Destruction. Enquanto isso, quem mantinha os pés do Guns n’ Roses fincados nas suas origens era Izzy Stradlin, para mim muito mais importante dentro do grupo em se tratando de composições que o incensado Slash. Desta maneira, já não esperava uma grande quantidade de músicas mais diretas, muito menos que soassem como extraídas diretamente dos anos 80.

Ambição é o que não falta no track list de Chinese Democracy. Mesmo sem apresentar canções do gabarito de uma “Estranged”, a profusão de músicas com tendências épicas e magalomaníacas é grande. É difícil precisar em que rótulo o álbum pode ser encaixado. Muitos falam em influências industriais, fato que acredito ser real mas um tanto superestimado. Os fortes traços de blues, tão bem aplicados nas antigas canções do grupo, foram praticamente extintos, provavelmente devido à falta de compositores com um background mais calcado no gênero (Izzy Stradlin, alô?).  Prefiro dizer que se trata de um disco de hard rock, apenas isso. Uma continuação mais compacta porém detalhista dos Use Your Illusion.

Buckethead

Uma introdução com o som de diversas vozes ao longe, aparentemente falando o idioma do título do disco, entremeadas por algumas palhetadas e reverberantes sons de bateria abrem “Chinese Democracy”, logo cedendo espaço para um cortante riff de guitarra, seguido pela entrada de todos os outros instrumentos, formando uma densa parede sonora. Bateria e baixo participam com timbres fantásticos, mas o som das guitarras é ainda melhor. Uma passada de olho nos créditos revela que cinco guitarristas tocaram na faixa, e isso dá uma boa noção da quantidade de overdubs que encontraremos no decorrer do álbum. Possivelmente a música mais direta do disco, ela é pontuada por solos exóticos, que se destacam mesmo sob toda a massa instrumental. É óbvio que o vocal de Axl Rose certamente não é mais o mesmo e não alcança os mesmos registros de antigamente, tanto que em Chinese Democracy há um uso maior de seu timbre mais grave que nos tempos de outrora. Aliás, a possibilidade de explorar seus diferentes timbres certamente pode estar defasada, mas ainda é satisfatória. 

“Shackler’s Revenge” é a mais provável justificativa para quem enxergou influências industriais no disco, devido à sonoridade mais moderna e rica em distorção, mas ao contrário do que muitos possam imaginar, não foi co-escrita pelo guitarrista Robin Finck (Nine Inch Nails). Não apenas o instrumental é rico em overdubs: os vocais de Axl Rose também se apresentam em profusão, gravados repetidas vezes. O single “Better” inicia com o que parece ser um loop sob os vocais de Axl Rose, acompanhado pelo instrumental que segue exatamente a melodia criada por sua voz. O refrão é simples, mas a melhor parte da música inicia após sua segunda repetição, com um curto e virtuoso solo de guitarra seguido de um grave riff, veículo para Axl soltar sua agressividade. Uma bela introdução de piano dá início a “Street of Dreams”, um dos destaques do disco. Os vocais agoniados de Axl crescem assim como a música, que retorna para momentos mais calmos apenas para crescer novamente até o momento mais apoteótico, com os solos de Robin Finck e Buckethead sobre arranjos orquestrais. Mesmo não estando no mesmo nível dos épicos dos Use Your Illusion trata-se de uma grande música!

Robin Finck

Notas de um violão espanhol abrem “If the World”, que segue um andamento mais reto, onde guitarras vão sendo adicionadas com o correr do tempo. Bateria programada e a tradicional bateria acústica misturam-se em mais uma faixa que expõe a faceta mais moderna do Guns n’ Roses atual. Outra que possui muitos arranjos orquestrais é a climática “There Was a Time”, que inclusive conta com um mellotron, tocado pelo baixista e tecladista Chris Pitman. Provavelmente a canção com a presença mais forte de backing vocals, seu ponto mais alto se dá na execução de um longo e melodioso solo de guitarra. Certamente trata-se de outro destaque do álbum.

A partir daí o disco sofre uma queda de qualidade. “Catcher in the Rye” é provavelmente a canção mais leve do disco e tem seus méritos, revelando diferentes detalhes a cada audição, mas passa longe de ser uma composição cativante.  A faixa seguinte, “Scraped”, inicia com uma estranha introdução apenas com diversas vozes de Axl, para depois dar lugar a um hard rock mais reto, porém sem um pingo da malícia oitentista e do swing roubado do blues. “Riad n’ the Bedouins” oferece uma melhora em relação à anterior e linhas vocais diversas no decorrer de seus quatro minutos, assim como andamentos distintos e um bom riff principal, que (e pode ser loucura minha) remete a “Rocket Queen”, última faixa de Appetite for Destruction.

Iniciando como uma depressiva balada, “Sorry” transforma-se ao chegar no refrão, revelando guitarras musculosas e a participação especial de Sebastian Bach (ex-Skid Row) nos backing vocals. Boa canção, apenas isso. Quando se pensa que “I.R.S.” será mais um ponto baixo ao ouvir mais uma introdução com os vocais de Axl, a música já parte para o ótimo e não habitual refrão, crescendo a partir dali e oferecendo bons momentos através de seus segmentos mais agressivos. “Madagascar”, uma das mais antigas conhecidas do público anos antes do lançamento de Chinese Democracy, é outra carregada de orquestrações, investindo mais forte em instrumentos de sopro dessa vez. Elevando o nível do disco novamente, a faixa é uma das mais ambiciosas, destacando o trabalho das guitarras solo. Samplers de clássicos discursos de Martin Luther King misturados a outros de diversos filmes sobre uma base semieletrônica ilustram a faceta mais megalomaníaca de Axl Rose, mas que no fim das contas oferece um bom resultado.

Ron “Bumblefoot” Thal

“This I Love” começa apenas com Axl cantando ao piano e dessa vez sua voz soa emocionante como há muito tempo não soava, oferecendo uma bela interpretação. A orquestra aos poucos cresce na música, até a entrada de um belíssimo solo de guitarra, e, após seu término, toda a banda começa a tocar, acompanhando um segundo solo. Só com muita má vontade para não enxergar méritos nessa belíssima canção. Para encerrar o álbum em alta, somos presenteados com “Prostitute”, que traz outra boa interpretação do vocalista e arranjos caprichados, de modo que  em diversos momentos somos tentados a pensar que a música alcançou seu clímax, e quando ele finalmente chega, se materializa em mais um belo solo de guitarra de Buckethead, se encaminhando então para o calmo fim do disco.

Citei várias vezes os solos de guitarra no decorrer dessas linhas, não? Pois bem, é necessário reforçar novamente, caso fãs incondicionais de Slash estejam lendo este texto: o guitarrista da cartola é parte importantíssima na sonoridade do Guns n’ Roses. Suas linhas infectadas de blues e os muitos solos melódicos são de certa forma insubstituíveis, e os guitarristas que passaram pelo grupo desde sua saída jamais se limitaram a tentar imitá-lo. Imprimiram sua personalidade e registraram seu talento, coisa que pessoas como Ron “Bumblefoot” Thal, Buckethead e Robin Finck têm de sobra, talvez mais que Slash, especialmente em se tratando de técnica.

Muitos dos críticos de Chinese Democracy diriam que este seria um grande álbum, fosse lançado por uma banda iniciante, mas dadas as expectativas geradas e o fato de se tratar de um lançamento do outrora gigante Guns n’ Roses, acabou decepcionando. Discordo. Não apenas Chinese Democracy é um bom disco, como qualquer banda de rock iniciante jamais teria a possibilidade de produzir um álbum tão apegado a detalhes e com uma produção desse calibre.  Tão bom quanto Appetite For Destruction? Jamais, nem em meus mais delirantes sonhos, mas uma sequência digna da dupla Use Your Illusion. Ouça com atenção e mente aberta. Só depois tire suas conclusões.

Track list:

1. Chinese Democracy
2. Shackler’s Revenge
3. Better
4. Street of Dreams
5. If the World
6. There Was a Time
7. Catcher in the Rye
8. Scraped
9. Riad n’ the Bedouins
10. Sorry
11. I.R.S.
12. Madagascar
13. This I Love
14. Prostitute

21 comentários

  1. danielsicchierolli

    Esse disco foi um divisor de aguas para mim… a partir dele eu comecei a divulgar para todo mundo que não gosto do guns…. Já tinha motivos para não achar lá essas coisas… depois desse, quase vendi TODOS os discos… de raiva! e o show?? TRISTE!!!

    Desculpem os fãs…. eu sei o que é ser fã e ver criticas… mas peguei um bronca sem tamanho….

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  2. Rafael "CP"

    Que me perdoem os fãs , em especial os chatolas que se denominam Gunners , mais o Guns pra mim sempre foi uma banda ridicula e esse Chinese é apenas mais um atestado disso > Um album horrivel , cheio de costuras , com mais de 20 musicos envolvidos , que tenta agradar a gregos e troianos , metendo influencias de todo tipo de musica , mais na verdade só agrada mesmo ao mais ferrenho Gunner bitolado

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  3. fernandobueno

    O Guns and Roses foi durante um período a maior banda do mundo…Mesmo com poucos discos foi relevante musicalmente. E o reconhecimento foi justo. Mas o ego de Axl Rose atrapalhou tudo. Esse disco pode ter uma produção ótima como disse o Diogo, mas faltou Alguma coisa. Pelo longo tempo de gravação, imagino que as idéias, que podiam ser boas, não foram trabalhadas corretamente.
    Sobre os guitarristas..eles podem ser bons e tudo o mais, mas a dalta que o Slash fez é evidente….tanto que o disco que ele gravou ano passado é muito melhor que esse do Guns…mesmo com aquele monte de vocalistas do disco. Pode parecer interessante cada música ter uma voz diferente, e o disco é bom mesmo assim, mas acabou ficando sem a identidade necessária para permanecer como algo relevante…

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  4. fernandobueno

    Ahhh..mesmo esse disco nã sendo o supra sumo…não apaga o que foi feito anteriormente…discos ótikos que ficarão para sempre…

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  5. captainbrown

    Sinto mto, mas C.D. é lixo puro… aliás a música meanstream é só porcaria!!! Pseudos bandas fazendo pseudos Rocks, isso, sem falar na "clonagem de épocas"… no meu humilde ver, simplesmente ridículo. Impossível reinventar a roda!!!!

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  6. Thiago

    Tá aí uma banda que tentei gostar, mas não consegui…comprei um álbum deles (Appetite for Destruction), só que nunca ia…e o Chinese não contribuiu muito para eu virar fã…rs

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  7. leonardocastro

    O Appetite é um classico incontestavel… Já o Chinese, eu acho um disco bom, mas dava para dar uma boa enxugada nele… Tem musicas demais, e algumas que nao adicionam nada… Se cortassem umas 4 ou 5 musicas ficaria melhor. Ainda assim, a faixa-titulo, Shackler's Revenge, Street Of Dreams e IRS sao belos sons.

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  8. Mairon Machado

    Não acho o disco uma maravilha, mas para ruim não serve. Agora, o show do ano passado foi uma joça. Axl não canta mais há muito tempo. Apesar de otimos musicos acompanhando ele, o problema mesmo é Ele!

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  9. Fabio

    Só a musica titulo presta, depois passe longe! Pode falar o que quiser caro resenhista, mas este album não desce. Agora falar que é uma sequência dos Use Your Illusion!? Aí não né! Mas opinião e gosto não se discute

    Abraços.

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  10. diogobizotto

    Pessoal, optei por discorrer sobre esse disco justamente por saber que ele gera reações extremadas, e isso é o mais interessante: fugir do senso comum, contestar conceitos tidos como imutáveis.

    Passo longe de ser um gunner bitolado, aliás, abomino esse tipo de título, coisa de quem segue um artista como se ele fosse o deus de sua religião, defendendo-o não importa a merda que ele faça. Gosto do disco, gosto mesmo! Não é nenhuma maravilha, mas é bom, e não tenho vergonha de admitir.

    Penso que "Chinese Democracy" é uma sequência natural dos "Use Your Illusion" por seguir mais ou menos o mesmo contexto megalomaníaco, quase como querer ser um Queen de sua época. E, ao mesmo tempo se afastando cada vez mais de suas raízes blues, gênero com o qual Izzy Stradlin tem relações mais fortes. Aliás, pagaria pra ver como soaria esse álbum se Izzy estivesse na banda.

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  11. Rafael "CP"

    E quando Axl ja foi bom ? Olhem os boots da banda e vejam que ele sempre foi um vocalista medíocre , obra de estudio , desafinado e tosco , podem me xingar se quiser , mais assistam aos videos bootleg do Guns e conhecerão a maior farsa do Hard rock chamada Guns N Roses , obra da MTV e seus fãs babacas

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  12. Saec Torin

    Assim que ouvi "Better" e "Chinese Democracy", fui correndo comprar esse disco. Ele é muito bom do início ao fim. Só lamento que "Oh My God" não tenha ido para a versão final e que o Guns não esteja com os integrantes originais para tocá-lo em turnê. Mesmo assim Axel foi capaz de tocar com músicos super criativos e profissionais como Robin Finck e o figura Buckethead, que deram personalidade forte à banda no RIR 3. Consegui me desprender da imagem antiga deles com o Slash; aquilo pra mim era novo e havia músicas novas ao vivo. Pena que acho que não continuaram dali…

    Muitos criticam, mas gosto de ver o Guns toda vez que se reúnem no palco. Tenho um vídeo de 2006 em DVD e eles dão um puta show. Torço pra que o Stradlin, o Duff e o Slash voltem um dia.

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  13. Anônimo

    NÃO CONCORDO COM TUA CRITICA EM RELAÇÃO AO SLASH,ELE É UMA LENDA VIVA DO ROCK.E ESSES GUITARRISTAS NOVOS DO GUNS QUEM SÃO????

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  14. diogobizotto

    Não critiquei Slash. Inclusive reforcei que seu trabalho era parte importantíssima na sonoridade do Guns n' Roses. Apenas frisei que os guitarristas que o substituíram (e a Izzy, não esqueça), têm talento de sobra, e tecnicamente podem ser sim superiores, o que não os tornam necessariamente melhores.

    Quem são eles? Robin Finck, Buckethead e Bumblefoot dispensam apresentações, são guitarristas criativos, influentes (não tanto quanto Slash, admito), e dotados de personalidade própria.

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  15. Mairon Machado

    Ouvi esse disco esses dias e gostei mais do que das outras vezes. Tem algumas canções que são belas sequências de Use Your Illusion como o Diogo bem falou, e nelas coloco "Street of Dreams", "Madagascar", "Riad N' The Bedouins", "Better", a linda "This I Love" e "Catcher in the Rye".

    Não gosto da bateria eletrônica do início de "IRS", e em toda "If The World", que junto com "Sorry" e "Prostitute", não fazem a minima falta, corroborando com o que o Leonardo disse. Se tirassem umas quatro ou cinco músicas, seria um grande disco, sem duvidas.

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  16. diogobizotto

    Mairon, eu também acho que algumas limadas poderiam fazer bem ao disco, que é bem extenso. Aliás, isso é um grande mal da atualidade na música: achar que usar toda a extensão possível de um CD é positivo, quando na verdade os melhores discos geralmente o são pois não contam com excessos, com os famosos "fillers". PORÉM, porra, tirar "Prostitute"? Essa eu acho sensacional!

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  17. jonas

    Disco horrososo, uma colagem de sons, 5 guitarristas e 2 bateristas creditados em uma mesma música, uma total falta de direcionamento abarcando os mais variados gêneros e estilos. Produção caríssima ao longo de 15 anos. Dizer que essa encheção de ego do sujeito que detém os direitos autorais do nome GNR não passa de cega fanzisse.

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  18. jonas

    Apesar de os guitarristas serem muito competentes, o nu-metal(tosco e limitadíssimo nas guitarras) toma conta do disco (prinecipalmente em Chinese Democracy; Shacklers Revenge; IRS). Sem comentar as baladinhas ultra constrangedoras que fecham o disco (Sorry; This I Love; Madagascar; Prostitute). Prostitute, embora tão bem falada por muitos, para mim é a pior coisa já lançada sob o nome da banda, muito pelos teclados bregas quanto pelo medonha bateria eletronica da introdução(Incrível ter se gastado tanto com a produção e manterem uma coisa horrível como essa batida eltrônica meia boca.
    De bom, talvez se despidas de toda aquela produção exagerada e broxante que a encobriram, sobrariam Scraped; Catcher…; e Riad…

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