Roadie Crew: Thiago Sarkis anuncia seu retorno à publicação em entrevista exclusiva

29 de janeiro, 2011 | por Diogo Bizotto
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Por Diogo Bizotto
Todos que conhecem a revista Roadie Crew sabem que Thiago Sarkis, que trabalhou durante alguns anos como redator na publicação, foi um dos principais responsáveis pelo seu crescimento e pela maior abrangência musical instituída na época, fato que persiste até hoje. Desta maneira, após Thiago confidenciar seu retorno à revista em uma conversa informal, decidimos não apenas compartilhar esta notícia, mas realizar uma entrevista com o redator, abordando diversos aspectos, desde uma análise em retrospecto da sua saída da revista, em fevereiro de 2009, até as negociações para seu retorno, passando por diversas experiências ocorridas no exercer da atividade.
Thiago, em primeiro lugar, obrigado pelo privilégio de nos conceder esta entrevista, realizando o anúncio oficial de seu retorno à Roadie Crew. Temos certeza que é fato de muito interesse não apenas para os fãs da revista, mas para quem aprecia o jornalismo musical de qualidade. Para início de conversa, em qual edição da RC se dará sua reestreia?
Eu volto na edição #145 (fevereiro próximo) com três matérias. Inicialmente planejamos o meu retorno para dezembro de 2010, porém, precisei me reorganizar para contribuir novamente com a revista. Adiamos um pouco a reestreia, mas agora posso voltar de fato, sem me comprometer ou comprometer a revista devido a desencontros de datas e agendas.

Você já possui mais material novo pronto ou encaminhado para publicação, seja artigo, resenha ou entrevista? Alguma diferença no material atual para o antigo em termos de estilo, metodologia? 

Quando saí da revista, fiquei com muito material bom em mãos e sem saída. A maior parte dos trabalhos, no entanto, era pontual, e se perdeu com o tempo. Felizmente nem tudo se perdeu. Há algumas produções “atemporais” e que não só têm sentido hoje em dia, como são realmente expressivas. Nisto está a proposta de uma nova seção. Para ser mais claro, uma nova série. Serão entrevistas em série seguindo mesmas lógica e proposta. Este era um projeto antigo que tínhamos e que começaremos em março de 2011 (edição #146). Acho que os leitores vão curtir. Eu, como fã de música e curioso pela história de bandas e músicos, curto demais estas matérias que farão parte da série e as faço exatamente a partir deste lugar – o de um fã.

Apesar de, após sua saída, a RC ter efetivado Antônio Carlos Monteiro como uma espécie de “substituto” seu na revista, é notório que o volume de entrevistas realizadas por ele ou por outros membros do cast normal da RC não foi suficiente para compensar sua ausência. Assim, o número de entrevistas vindas de fora, sejam “compradas” ou realizadas por colaboradores estrangeiros, aumentou vertiginosamente. Como você enxerga esse fato? Mais importante que isso, você acompanhou a revista nesses últimos dois anos? Teria pontos positivos ou negativos para ressaltar?

RC #91

Entendo o que vocês dizem quando destacam o fato de o ACM ter entrado como meu substituto, mas penso que o lugar dele é bem diferente do que o que eu ocupava. Ele faz muito mais coisas que eu, participa de muito mais sessões do que eu, e tem estilo diferente também. Quem ficou no meu lugar acho que foi o Steven Rosen. Gosto do trabalho dele, mas, sempre achei que há especificidades na cena musical de cada país que alguém de fora, morando fora, escrevendo e enviando material de fora, dificilmente consegue compreender e retratar em matérias, mesmo que entreviste também um estrangeiro. Viver o dia-a-dia dos leitores e saber o que eles pensam, querem perguntar e falar, é importante. Sofri com a distância em relação ao leitor escrevendo para o exterior. É algo superável em alguns casos, mas não em todos. Qualquer publicação que prima por material estrangeiro perde identidade, força, vínculo com o leitor. Acaba se tornando uma filial de uma grande empresa centralizada em uma pessoa, um correspondente internacional. Isso aconteceu comigo na Índia e, por mais matérias interessantes que tenham chegado para eles, não foram poucas as reclamações de que a revista havia se dissociado da cena do próprio país. E havia mesmo!

Sobre a revista nos últimos anos… Passei um bom tempo sem acompanhar. Pelo menos um ano. Depois, comecei a folhear a revista… Se muito! Não me fazia bem ver a Roadie Crew mais. Voltei a ler ocasionalmente de seis meses para cá, com matérias excelentes como a do Dream Theater (#133), a edição da Bay Area (#136) e a reportagem sobre a morte de Ronnie James Dio (#138). Nesta época, voltei também a ler sites de notícia sobre música. 

Uma característica muito presente em seu trabalho junto à RC sempre foi o excelente trato e a atenção com os leitores, seja na comunidade do Orkut ou respondendo o Roadie Mail. Existe a possibilidade de que você volte, mesmo que eventualmente, a responder aos e-mails dos leitores?

Se a revista quiser, e se alguém enviar algo que a equipe da Roadie Crew queira que eu responda, respondo com todo prazer. Só não posso manter o mesmo contato com os leitores pelo Orkut. Apesar de ainda ter perfil lá, não uso mais. 

Muito foi comentado após sua saída da RC, incluindo uma entrevista sua e outra do Ricardo Batalha para o blog Collector’s Room, citando motivos para a decisão. Olhando em retrospecto, dois anos depois, as razões continuam as mesmas? Havia algo mais? Alguns fatores foram superestimados na época?

RC #111

As razões para a saída foram aquelas mesmas, mas acho que, em muitos pontos, vejo as coisas de outra maneira hoje. A cobrança sobre datas que havia era devido ao funcionamento da revista. Não era errada, nem pessoal. O fato é que tudo que aconteceu ficou muito maior do que deveria. Foi exagerado, publicado e falado demais. Se tivéssemos resolvido em casa, teria sido melhor e menos sofrido para ambos os lados. O bom é que tivemos tempo para recolocar o trem nos trilhos. 

Como começou a ser trabalhada sua volta à RC? De quem partiu o primeiro passo para que as duas ou mais partes se acertassem? Houve uma espécie de pedido de desculpas por alguém?

Apesar de ter me afastado da música, eu sentia falta do trabalho, do dia-a-dia, das produções. Procurei o Cláudio para conversar. Ele sabia que havia gente chateada, tanto aqui quanto lá, e intermediou as coisas e levou à equipe a proposta de que eu retornasse. O próximo passo foi conversar com o Ricardo Batalha. E foi muito bom! Fiz poucas coisas na vida com tanta relevância. Retratei-me, ele se colocou, mostramos disposição para trabalhar juntos de novo. É ruim quando dois companheiros de trabalho com a produtividade que tínhamos rompem da forma como rompemos. 60% ou mais do que de melhor fiz na música foi com o suporte dele. Jogar isso no lixo por um desentendimento é uma estupidez tremenda. E, de fato, quase foi para o lixo e talvez nunca seja como há dois ou três anos atrás. De qualquer forma, a dignidade do nosso contato foi restabelecida e trabalhamos de forma saudável hoje. 

Sei que o trabalho na imprensa musical sempre foi algo levado muito a sério por você e de suma importância. Após sua saída da RC, você continuou trabalhando para outras publicações, físicas e on line, nacionais e estrangeiras?

Eu escrevi algumas coisas para publicações estrangeiras e para sites aqui do Brasil logo que saí, mas não durou muito. Não fazia mais sentido algum continuar na música. Afastei-me totalmente, a ponto de não saber quem havia morrido nos últimos anos ou os discos que minhas bandas prediletas lançaram. Nos últimos dois anos, devo ter comprado apenas o Road Salt do Pain Of Salvation, e o Public Domain do Charlie Hunter. Fui a poucos shows também, a maioria deles de rock leve, pop, coisas mais divulgadas, pois eu nem sabia o que se passava em cenas como a do hard rock. Tenho me atualizado agora, já há uns seis meses, como disse.

Você nunca foi muito afeito a resenhas na RC, inclusive a única que tenho na memória é uma detonando um álbum do Tramp’s White Lion. Pretende escrever resenhas nessa sua volta? Não apenas resenhas, mas participar de outras seções que você nunca assinava? 

Escrevi resenhas demais em meus tempos de Whiplash!, assim como algumas para [] Zero, Valhalla e várias para a Roadie Crew. Não curto fazer resenhas há alguns anos. Cada um percebe a música de um jeito e gosta de uma coisa. Para fazer crítica de CD, você precisa ser técnico e detalhista, mas também ouvir o álbum como alguém que sabe admirar o estilo que está sendo tocado. Eu, por exemplo, não gosto de punk e não quero escrever sobre punk. Por melhor que seja a banda, não é um estilo que me agrada (exceto pelo The Clash, que adoro!). Para que vou ouvir um CD de punk? Já fiz muito isso, fui criterioso e sério quando o fiz, mas, hoje em dia, meu contato com a música é para curtir. Vou fazer só o que gosto. Se eu ouvir um CD e der vontade de escrever, publico a resenha. Não quero mais ouvir um CD porque tenho que escrever sobre ele. 

Ainda sobre as resenhas, mas não apenas em se tratando da RC, já se sentiu pressionado a aferir alguma avaliação mais positiva a um lançamento que não merecia tal qualificação, por “n” razões?

Pressão sempre há. Primeiro é o release do álbum que tenta te convencer que qualquer lançamento é a maior obra-de-arte de todos os tempos. Depois, vem gravadora que cobra resenha, algumas que ameaçam não mandar mais CDs quando alguém escreve uma crítica negativa, sem falar em duas ou três bandas que já fizeram ameaças reais após resenhas pesadas que escrevi. Isto foi há muito tempo, mas sim, é comum haver pressão. Incomum e errado é ceder às pressões. 

Você já precisou assistir ou resenhar, devido a necessidades do seu trabalho, shows e discos de bandas que não lhe agradam? Alguma experiência ruim em particular?

Muitas. Ouvi as piores bandas do mundo. Pode acreditar! O Oratory de Portugal foi a pior coisa que ouvi e resenhei na vida, mas há coisa ruim demais por aí. 

Suas entrevistas sempre foram seu ponto forte. Bem elaboradas, abrangendo muito mais que o simples aspecto musical, elas conquistaram muitos elogios. Como é sua metodologia para consegui-las e formulá-las? Quais são as maiores dificuldades?

RC #119

Eu estudo a história e a personalidade do músico. Certamente mais de 20 páginas para cada entrevista. Em alguns casos, cheguei a ler umas 70 páginas (Mike Patton, mas esta foi atípica). Fazer entrevistas não é fácil. Não é só sentar e fazer perguntas aleatórias ou preparar uma pauta. Tem hora certa de fazer pergunta, de participar, de ouvir e falar. Você pode se perder facilmente em uma entrevista, travar a conversa, impedir revelações que o músico estaria disposto a fazer se o entrevistador tivesse mais habilidade, irritá-lo, etc. Além de estudar, procuro organizar a minha pauta com tópicos e perguntas extras oriundos das respostas que imagino que o entrevistado vá dar. Algumas perguntas mais capciosas eu deixo para momentos oportunos, para o instante em que eu sentir que tenho controle da entrevista. Estas são algumas das estratégias que uso, mas há muito mais a ser feito e, mesmo com todas as técnicas do mundo, nada impede que uma entrevista desande e dê um resultado pífio. Talvez o que eu faça bem seja fazer falar. Ah, há algo que todo entrevistador precisa e que, mesmo com o tempo, parece ser difícil para a maioria: conter a própria empolgação, euforia ou timidez perante um artista que admira extremamente. Você certamente vai publicar a entrevista com o Dave Mustaine do Megadeth, o Bruce Dickinson do Iron Maiden, o Gene Simmons do Kiss. Porém, para fazê-la, é melhor que pense a figura à sua frente como um ser humano comum: Dave, Bruce, Gene. Tratar um músico ou qualquer entrevistado como Deus ou como alguém superior só deve acontecer quando for de interesse da reportagem e fizer bem à própria entrevista. 


Cite algumas entrevistas que foram marcantes para você, e cite os motivos para tal.

Não mudou muito de lá pra cá. Vinnie Paul e Phil Anselmo do Pantera, Gene Simmons do Kiss, David Lee Roth e Sammy Hagar do Van Halen, Lemmy Kilmister do Motörhead, Peter Frampton, Rush, Jason Becker, Jane Schuldiner, Max Cavalera. A maioria pelo bom papo, pelas revelações, por conseguir informações que eu reputava importantes e ainda desconhecidas de todos ou da maioria. Outras pela aventura empreendida e tudo o que fiz para conseguir a matéria. Outras pela carga emocional, como as de Jason Becker, Vinnie Paul e Jane Schuldiner. 

Existe alguém que você gostaria muito de entrevistar, mas ainda não teve a oportunidade? Existe a possibilidade de realizar alguma delas nesse seu retorno?

Adoraria entrevistar muita gente de outros estilos musicais – fora do Rock ou Metal. No entanto, acho que Eddie Van Halen, Peter Gabriel e Mark Knopfler são os grandes nomes que sinto falta de ter entrevistado. 

Qual foi o primeiro artista que você entrevistou, do qual era muito fã? Rolou o famoso frio na barriga? Alguma gafe?

Acho que foi o Kiko Loureiro do Angra, em 1997. Eu gostava muito da banda, mas até que me saí bem. Frio na barriga sempre dá quando você encontra um músico que admira. Tem que saber lidar com isso e passar por cima. 

Após todo esse tempo trabalhando no meio, existe algum artista do qual você pode se julgar amigo? Esse relacionamento é positivo ou negativo para quem trabalha na imprensa musical?

Atualmente, amigo mesmo, um! Gary Wehrkamp do Shadow Gallery. Nosso contato é de amigos, pessoas que se admiram, não é só profissional. Tive outros contatos próximos, talvez que eu pudesse até chamar de amigos, mas sem tanto contato pessoal. O Derek Sherinian (ex-Dream Theater), Ed Platt (Enchant), Mattias IA Eklundh (Freak Kitchen), Mark Jansen (Epica), Daniel Gildenlöw (Pain Of Salvation), Kelly Shaefer (Atheist); não foram exatamente amigos, mas, por um tempo, mantivemos contato muito próximo, para além do profissional. Ótimas conversas e trocas de informações. Acho que, se você souber separar as coisas, isso não afeta a crítica, a qualidade das entrevistas, nada. 

Conte para nós alguma história dos bastidores. Grandes artistas que se revelaram boa praça, outros que são justamente o contrário, frescuras…

David Lee Roth é uma piada. Engraçado e espirituoso. Sammy Hagar é extremamente inteligente e divertido. Entrevistei muita gente bacana, mas há alguns que não foram tão agradáveis. Dave Mustaine, Ian Anderson e Zakk Wylde estão entre os piores. Pouco a acrescentar e cheios de si.

Sobre os bastidores, há muitas histórias legais que eu adoraria contar e o que eu queria era publicar em um livro (mas não há demanda pra isso, risos). Uma matéria que entra para o hall das que mais gostei pela dificuldade de consegui-la é a que marca meu retorno, do Lynyrd Skynyrd, presente na edição #145. Não achei brecha com a assessoria, rígida demais, cheia de restrições e com pouca disponibilidade a países onde a banda não está tocando, então, procurei outras alternativas. Agendei a entrevista com uma senhora que trabalhava na casa dos Rossington. Uma brasileira chamada Maria, que eles adoram e que nos ajudou. Chegar até ela foi um acaso de Internet, que nos levou até a mulher do Gary Rossington, e então até ele. 

Você já deu uma de tiete e levou itens para que algum de seus entrevistados autografasse?

Muitas vezes e arrependo-me de não ter feito mais. Por exemplo, não tenho nada autografado do Slayer e já estive com eles. 

Sob sua influência, subestilos do rock antes pouco ou nunca abordados na RC obtiveram destaque na publicação. Comente sobre isso, em especial sobre os resultados positivos que agregar esses subestilos causaram na base de leitores da RC.

RC #108

Acho que toda a equipe da Roadie Crew queria o classic rock na revista. Já havia matérias deste estilo antes de eu começar a me destacar por isso. Badfinger, Beatles, estas bandas já haviam visitado as páginas da Roadie Crew. Porém, quando firmei o pé no classic rock, comecei a procurar loucamente por isso. Eu e o Ricardo Batalha, fãs de hard rock, procurávamos matérias que pudessem cortar um pouco com aquela coisa radical de só heavy metal o tempo todo. Colocamos bandas clássicas como Jethro Tull, Yes, e caras como Peter Frampton e Alvin Lee (Ten Years After) no mapa da revista. Por outro lado, o Cláudio e eu, fãs de metal americano, começamos também a olhar bandas mais novas. O André Dellamanha também fazia isso, como quando entrevistou o Mastodon.

A revista expandiu seu alcance e hoje penso que ninguém se surpreende quando vem algo mais moderno ou uma banda clássica mais leve, não tão adorada pelos fãs de Metal. Quando saiu revista com Jethro Tull na capa, tinha gente que queria nos matar. Com Yes, a mesma coisa.

Tempos atrás contávamos com mais publicações dedicadas ao rock pesado no Brasil. Valhalla, Top Rock, Rock Brigade… A última está de volta, com menor periodicidade, sendo assim, as mais presentes são a Roadie Crew e o Poeira Zine. Comente sobre esse retrocesso e possíveis motivos para essa retração no mercado. Quais as dificuldades em manter uma revista mensal no Brasil dedicada a esse gênero? 

Precisamos de mais publicações, mas, para isso, precisamos de mais investimento e interesse pelos estilos com os quais trabalhamos. Não adianta reunir um grupo de idealistas que em um ano e meio vai desistir da ideia porque não consegue se sustentar fazendo o que faz. Não sei se devemos insistir em revistas impressas. Eu gosto, mas não sei se devemos. A internet é uma boa saída. 

De novembro de 2008 a março de 2010, você, junto a dois amigos, manteve o blog Solada, publicando artigos e entrevistas relacionados à música, além de um pouco de futebol. Por que o blog parou? Ele satisfazia sua necessidade de trabalhar nesse meio?

Satisfazia. Eu falava de música do jeito que queria ali. Sempre! Entrevistava todo tipo de músico de tudo quanto é lugar e estilo. O Solada, porém, não era comercial. As matérias eram grandes, o material era 100% original e produzido por nós. Não tínhamos equipe, nem meios para manter aquilo. Além disso, o André Pase é professor universitário no Rio Grande do Sul, o Thiago Martins tem trocentas atividades em São Paulo, já se graduou em quinhentas coisas e trabalha com outras quinhentas. Eu também tenho outra atividade. Enfim, não havia como manter aquilo. Foi divertido e satisfatório, mas é difícil um blog se sustentar sem atualizações frequentes, ou melhor, diárias, ou de dois em dois minutos. 

Aproveitando que citamos seu blog, como você vê a importância de blogs como a Consultoria do Rock na mídia musical atual?

São fundamentais. Aliás, são melhores que as grandes publicações, porque são mais livres e têm menos demanda de público. Ou seja, fazem tudo que querem, porque não tem leitor pedindo este ou aquele estilo. Tomara que vocês tenham força, persistência e paciência para não abandonarem o projeto no meio do caminho. Na mídia do Rock, você olha para trás e vê todo mundo como na música do Armored Saint, “dropping like flies”. Boa sorte! 

Thiago, fique à vontade para acrescentar o que você quiser.

Agradeço a você, Diogo, e ao pessoal do Consultoria do Rock, pelo apoio de sempre, o interesse e a amizade. Foi a chance que tive de dizer a todos que volto a escrever e a procurar matérias legais para curtirmos nas páginas da revista.




10 Comentarios

  1. PAra comemeçar, parabens ao Thiago pela qualidade insuperável na revista e a humildade de ser sincero na entrevista.

    Gosto muito do Batalha e tenho certeza que formarão uma equipe sensacional.

    Adoro hard rock!!!

    Sobre a revista, infelizmente o nivel caiu muito… alguns colaboradores mediocres e metidos a donos da verdade cagam frequentemente em nome da revista…. vide a comunidade no orkut!

    E Diogo, parabens pela condução na entrevista…

    Parabens a toda RC e ao Sarkis pela iniciativa. Contem com nosso apoio… inclusive criticas quando não acertarem!!!

    sugestão: ELIMINEM os resenhadores de plantão….

  2. A melhor noticia que a Roadie Crew podia nos dar. O Thiago sempre foi diferenciado, e suas materias levaram a revista a um outro nivel! Estou na torcida para que a parceria dele com o Batalha continue rendendo ótimos resultados!

    E parabens pela entrevista, Diogo!

  3. diogobizotto disse:

    Pessoal, créditos também para os membros do blog, que enviaram sugestões de perguntas para o Thiago… a entrevista também é de vocês!

  4. micaelmachado disse:

    Bela notícia! O Sarkis é garantia de entrevista interessante e inteligente, coisa que várias vezes deixaram de se fazer presente nas páginas da Roadie Crew depois que ele saiu… Boa sorte no retorno e felicidades a nós, leitores, que voltamos a contar com textos de qualidade na única revista especializada em Hard/Metal que sobrou no país…

    Um obrigado ao Sarkis pela oportunidade que concedeu ao blog e pela humildade e sinceridade na hora de respoonder às perguntas!

    Parabéns pela entrevista, Diogo! Se bem que o entrevistado ajuda um monte, né? (hehehe)

  5. M. disse:

    Ótima notícia!!! A dupla Batalha & Sarkis é fundamental para a RC. Garantia de qualidade!

    abs

  6. Thiago disse:

    Em primeiro lugar parabéns ao Diogo pela entrevista! Ver o Sarkis novamente nas páginas da revista Roadie Crew é sinonimo de qualidade. Sucesso para ele nessa volta!
    Absss

  7. Rafael "CP" disse:

    Nossa , que maravilha , estou besta aqui . Tanto pela qualidade da entrevista quanto na desenvoltura dele em responder a todas . Fiquei totalmente satisfeito com a resposta na pergunta que me coube , só não imaginei que até bandas ameaçavam os resenhadores de criticas negativas … Portanto , cuidado com Axl e Kurt Cobain Rafael CP huauhahuauha

  8. Dan disse:

    Finalmente a RC voltará a ser uma revista decente. Após a saída do Thiago, acho que comprei, no máximo, 2 revistas. Não suporto o ACM e seus puxa-saquismos vendidos. Já o Thiago eu tenho certeza que é sincero. E o melhor é que ele pode trazer mais bandas progressivas e insólitas para a revista. Sem o Thiago, a RC não passa de uma publicação para metaleiros bitolados.

  9. Rafael disse:

    O Sarkis é de longe o "Carlos Drummond de Andrade" do metal. Sabe como poucos ser jornalístico e virtuoso. Leva o entrevistado a vários lados dentro e fora da música. Já critiquei muito isso, mas agora acho um ponto forte. Muito bom para a Roadie Crew.

  10. Anônimo disse:

    U jornalista,totalmente dispensável,e sem graça,da Roadie Crew,é o Antônio Carlos monteiro.Suas resenhas,são previsíveis,fracas,e só fala asneira.Como uma vez,em que resenhou,um disco do grande Ted Nugent.Esse idiota do ACM,da Roadie Crew,paassou metade,do texto,criticando a postura política,de direita,e conservadora,do Ted nugent!!Qual o problema,do cara ser conservador,de direita??O que esse otário,tem a ver ccom isso??

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