Discografias Comentadas: Whitesnake

16 de janeiro, 2011 | por Diogo Bizotto
Discografias Comentadas
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Whitesnake em 1984: Cozy Powell, Colin Hodgkinson, Jon Lord, David Coverdale, Micky Moody e Mel Galley

Por Diogo Bizotto

Nesta segunda edição das “Discografias Comentadas”, trazemos esta que é uma de minhas bandas favoritas em todos os tempos, a qual já tive o privilégio de assistir em duas oportunidades. Idealizado pelo vocalista e ex-Deep Purple David Coverdale, o Whitesnake iniciou suas atividades em 1978, após este ter lançado dois álbuns solo sem maior expressão comercial, White Snake (1977) e Northwinds (1978). Da parceria estabelecida com o guitarrista Micky Moody nesses discos surgiu o embrião do Whitesnake, que faria sua estreia ainda em 1978, com o EP Snakebite, construindo uma carreira que, contando com alguns intervalos, já chega a 32 anos. Apesar de levar o Whitesnake como uma banda, David Coverdale sempre foi o mentor e principal compositor do grupo, determinando o direcionamento musical e comercial de sua carreira. Inúmeros músicos de talento já fizeram parte das fileiras do Whitesnake, e mencionar cada um deles tomaria muito tempo e espaço, então vamos aos discos, que é o que nos interessa.


Snakebite (EP) [1978]
Ainda com fortes resquícios de seus recentes álbuns solo, Snakebite exala muito das influências soul e rhythm’n’blues tão preciosas para David Coverdale, especialmente na forma do cover para a canção “Ain’t No Love in the Heart of the City”, original do cantor negro norte-americano Bobby “Blue” Bland. Principal destaque do disco, a música tornou-se o primeiro hit da nova banda e até hoje é executada ao vivo. Destaque também para “Come On”, que se tornou canção de abertura em várias turnês subsequentes. Snakebite, que inaugurou a parceria de Coverdale com o guitarrista Bernie Marsden, além do amigo Micky Moody, consiste em uma estreia discreta, mas promissora.

Trouble [1978]

Se o hard rock que Coverdale fazia com o Deep Purple apareceu com discrição em seus primeiros álbuns solo e em Snakebite, no primeiro LP do Whitesnake ele já dá as caras na primeira faixa, a acelerada “Take Me With You”, mesclado ao rhythm’n’blues, que ainda domina o track list. Trouble certamente é uma evolução em relação ao primeiro EP, estabelecendo uma banda que merecia ser levada a sério. A faixa-título é o maior destaque do disco, uma balada blues rock com excelente performance do vocalista. Outras canções dignas de nota são “Love to Keep You Warm”, “Nighthawk (Vampire Blues)” e “The Time Is Right For Love”, todas infelizmente excluídas dos sets atuais do grupo. Trouble também é o primeiro disco do Whitesnake a contar com o ex-Deep Purple Jon Lord nos teclados. Não entra no rol dos clássicos da banda, mas trata-se de um disco com muita qualidade.


Lovehunter [1979] 

O disco com a polêmica capa da moça nua envolvida por uma serpente segue os mesmos passos do anterior, mas cada vez mais galgando posições nas paradas britânicas e tomando um rumo mais forte em direção ao hard rock, mas em nenhum momento abandonando as influências do blues, como prova o título da melhor canção do álbum, “Walking in the Shadow of the Blues”. “Long Way From Home” e a faixa-título também merecem destaque, assim como a música que finaliza o disco, “We Wish You Well”, curta e belíssima canção, ao que parece criada propositalmente para encerrar os concertos do Whitesnake desde então. No mesmo nível de Trouble.


Ready an’ Willing [1980]

Aqui temos o disco que pode ser definido como o primeiro clássico produzido pela trupe de Coverdale. Uma produção mais redonda (cortesia de Martin Birch, presente desde Snakebite) e uma performance exuberante (vitaminada pela presença de outro ex-Deep Purple, o baterista Ian Paice), aliadas a algumas das melhores composições da banda até então transformaram Ready an’ Willing no favorito da maioria daqueles que preferem o Whitesnake chafurdando no blues ao invés do pop metal de anos mais tarde.

O álbum atingiu a sexta colocação no Reino Unido e “Fool For Your Loving” foi o primeiro single a atingir uma posição respeitável no outro lado do atlântico. Vários são os destaques do álbum, como “Sweet Talker”, a supracitada “Fool For Your Loving” e a grooveada faixa-título. Porém, minhas favoritas são “Blindman”, excelente balada que já havia sido registrada no disco solo White Snake (1977), aqui em versão ainda melhor, e “Ain’t Gonna Cry No More”, com sua introdução semi-acústica que cresce até a entrada de toda a banda, transformando esta em uma das melhores composições da longa carreira de Coverdale. Ótima porta de entrada para aqueles que querem conhecer mais sobre essa banda que conseguiu manter esse gênero vivo no início dos anos 80.


Come an’ Get It [1981]

Cada vez mais em evidência, o Whitesnake seguiu com um disco que, embora não tão bom quanto Ready an’ Willing, manteve o alto nível e nos brindou com mais um clássico para a posteridade, “Don’t Break My Heart Again”, além de diversas outras excelentes faixas, mas pouco lembradas pelos fãs e até por David Coverdale, como o lamento de “Lonely Days, Lonely Nights”, as sacanas “Wine, Women and Song” e “Would I Lie to You”, a acelerada “Hot Stuff” e “Child of Babylon”, que soa como uma sequência da faixa-título de Trouble, estilística e liricamente. Grande álbum, mas carece um pouco de ousadia, apostando no formato certeiro de Ready an’ Willing.


Saints & Sinners [1982] 
Aqui temos aquele que considero o grande clássico esquecido, o álbum mais subestimado do Whitesnake. É difícil de acreditar que Saints & Sinners foi gravado por uma banda em vias de separação, culminando na saída de três membros quase no final de todo o processo.
Os primeiros acordes de “Young Blood” já mostram uma banda com sangue no olho e muito mais ousadia, injetando mais peso em suas músicas, também devido à boa produção de Martin Birch, deixando em evidência o baixo de Neil Murray. Mesmo o rhythm’n’blues de “Bloody Luxury” ganha uma dose extra de peso e velocidade, e é destaque ao lado de faixas como “Victim of Love”, “Rough an’ Ready”, além da já citada “Young Blood” que definitivamente merece uma chance nos sets atuais do grupo. É em Saints & Sinners que se encontram as versões originais de “Here I Go Again” e “Crying in the Rain”, que seriam alçadas ao status de sucessos mundiais em suas versões regravadas para o álbum 1987. Difícil dizer quais das versões são melhores, pois todas são excelentes. Dê uma chance a Saints & Sinners e não se arrependerá.

Slide It In [1984]
Geralmente não presto muita atenção a resenhas de lançamentos em publicações especializadas em música, e uma das razões para isso é a banalização de notas altas. Mas estivesse eu em 1984, resenhando Slide It In, e fosse obrigado a cotá-lo, não poderia deixar de aferir uma nota dez a esse não menos que fantástico álbum. Com a adição de Mel Galley (guitarra, ex-Trapeze) e uma cozinha que contava com os experientes Cozy Powell (bateria) e Colin Hodgkinson (baixo), o resultado foi um disco excelente de ponta a ponta.
Do início com os teclados de Jon Lord na ótima “Gambler” ao final com a acelerada “Guilty of Love”, cheia de duetos de guitarra, continuando a saga da sacanagem com “Spit It Out”, “All or Nothing” e a faixa-título, passando pela hard “Standing in the Shadow”, não se pula sequer uma faixa. “Slow an’ Easy” honra o lado blues do Whitesnake, constituindo um dos hits do álbum, apenas superado pelo maior sucesso de Slide It In, o primeiro a nível mundial do Whitesnake, a power ballad “Love Ain’t No Stranger”, uma das melhores canções a lançar mão desse formato já feitas. Um detalhe que não pode deixar de ser mencionado é que, com a entrada do guitarrista John Sykes (ex-Thin Lizzy, Tygers of Pan Tang) no lugar de Micky Moody e a volta de Neil Murray, o álbum teve partes de guitarra adicionadas e o baixo regravado, além de uma nova mixagem e outra ordem no track list, tudo para o lançamento do disco em solo norte-americano. Alguns preferem essa versão, que dá mais ênfase à guitarra e menos ao baixo e aos teclados, mas eu fico com a original.

1987 [1987]
Se com Slide It In o Whitesnake já pôde ter o gostinho do sucesso no mercado norte-americano, foi com 1987 (Whitesnake nos EUA e Serpens Albus no Japão, contando com track lists diferentes) que a banda explodiu mundialmente, colocando a regravação para “Here I Go Again” no topo da principal parada da Billboard e a balada “Is This Love” no segundo posto. 1987 traz um Whitesnake repaginado visual e musicalmente, resultado da pouco duradoura mas arrasadora parceria entre um Coverdale sedento por sucesso e um John Sykes em performance exuberante.
“Still of the Night” abre o álbum em uma veia totalmente zeppeliana, na cola de “Black Dog”, mas, desculpem-me os fãs do Zeppelin, ainda melhor. Os riffs heavy metal de “Bad Boys” e a maliciosa “Give Me All Your Love” mantêm a intensidade do disco, que dá uma acalmada com a balada “Looking For Love”, muito superior à mais bem sucedida “Is This Love”. A versão totalmente hard de “Crying in the Rain” também se destaca, assim como a heavy “Children of the Night”. Podem chamar de brega, mas a regravação de “Here I Go Again” se apresenta aqui de forma empolgante e é um prato cheio para os apreciadores do pop metal carregado de teclados que se fazia com profusão na época. O refrão então é inesquecível. 1987 é um clássico de ponta a ponta, e para muitos, o melhor álbum da banda. Pelo visto para David Coverdale também, que executa mais da metade de suas canções ao vivo.

Slip of the Tongue [1989]
Contando apenas com o virtuoso Steve Vai na guitarra, já que Adrian Vandenberg (ex-Vandenberg), que compôs o álbum com Coverdale, encontrava-se impossibilitado de tocar devido a uma lesão no pulso, Slip of the Tongue seguiu o caminho vitorioso de 1987, investindo no lado mais pop metal, afastando-se de vez do passado carregado de influências rhythm’n’blues.
Até por isso, o disco divide opiniões entre os fãs. A conexão mais explícita com o passado é a regravação para o hit “Fool For Your Loving” que certamente não superou a original. Além disso, “Cheap an’ Nasty” e “Slow Poke Music” apresentam resquícios do Whitesnake de anos atrás, mas a execução com uma pegada mais heavy metal e a produção excessivamente limpa atenuam essas características. Mais heavy metal ainda são “Kittens Got Claws” e a faixa-título, ambas canções de destaque. Assim como no álbum anterior, Coverdale também apostou nas power ballads, nesse caso “The Deeper the Love” e “Now You’re Gone”, minha faixa favorita. “Sailing Ships” encerra um álbum que, apesar de perdido em alguns excessos, tanto de produção como de execução (toneladas de teclados é um exemplo), tem mais méritos que erros, deixando um saldo positivo. Pessoalmente, gosto muito do disco.

Restless Heart [1997]

Um intervalo de oito anos e um abismo musical separam Restless Heart de seu antecessor. Finalmente Adrian Vandenberg teve a oportunidade de contribuir não apenas compondo, mas executando as faixas deste álbum que traz uma conexão mais forte com o Whitesnake dos primórdios, mas atualizado, especialmente em termos de produção.

Enquanto nos discos anteriores as baladas eram um acessório a mais, não superando em importância e qualidade as outras faixas, aqui elas são o destaque, a começar pela abertura com a etérea “Don’t Fade Away”. “Too Many Tears” é o carro chefe e minha faixa favorita, além da delicada “Can’t Go On”, que traz uma belíssima interpretação de Coverdale. Entre as canções mais pesadas, destaque para a faixa-título. Restless Heart não recebeu tanta atenção quando foi lançado e não deixou para a posteridade músicas a serem executadas em concertos, mas trata-se de um bom álbum, que merece uma chance daqueles que se desagradaram com os rumos que o Whitesnake tomou no final dos anos 80.


Good to Be Bad [2008]

Após anos de pausa e a volta às turnês em 2003, tendo como novo escudeiro o guitarrista Doug Aldrich (ex-Dio, Lion), o Whitesnake soltou esse álbum que surpreendeu aqueles que estranharam o Coverdale mais calmo e nitidamente cansado de Restless Heart. Apostando em ótimas canções no formato hard rock, mais próximas do álbum 1987, mas sem os exageros de Slip of the Tongue, como “Best Years”, “Can You Hear the Wind Blow”, “Call on Me” e “Lay Down Your Love”, o vocalista mostra que ainda tem muito a oferecer.
A voz pode já não ser mais a mesma de vinte anos atrás, mas a técnica continua intacta, auxiliada por um bom uso dos recursos de estúdio, como a sobreposição de várias vozes. Mas o que interessa é que, no final das contas, temos mais um grande álbum do Whitesnake, onde faixas como a metálica “All For Love” e  a acelerada  “Got What You Need” mostram como um disco de rock ainda deve soar, com guitarras no talo e sem querer agradar à crítica moderna.



26 Comentarios

  1. micaelmachado disse:

    Belo texto, Diogo! O Whitesnake da época com Lord e Paice é fenomenal, uma das últimas grandes bandas surgidas nos lendários seventies. Mas, depois que Coverdale passou a dar mais atenção ao mercado americano que ao blues que norteava o grupo, perdi o interesse pela banda. Mesmo assim, um nome que merece todo o respeito no universo musical.

    Só senti falta dos discos ao vivo, dos quais destaco o "Live In The Heart Of The City", um dos grandes live albuns da história!

  2. Eu gosto da fase Bluesy, mas o 1987 é, na minha opinião, o disco que melhor define do hard rock oitentista. É impressionante, não tem uma faixa mais ou menos, e o trabalho de guitarras do Sykes é de outro mundo! A faixa que nao entrou na versao americana, You're Gonna Break My Heart Again, é a minha favorita, mas todas as outras sao maravilhosas.

    Tambem gostei do ultimo disco, que mesclou a pegada 1987 com um pouco do blues do inicio da carreira.

    Agora, é realmente uma pena que o Coverdale ignore boa parte dos discos quando monta os set lists, dando uma enfase absurda a fase Slide It In / 1987, apesar desta ter sido de longe a de maior sucesso nos EUA. Musicas como Ready And Willing, Young Blood, Rough and Ready poderiam facilmente voltar aos shows da banda…

  3. diogobizotto disse:

    Estava fazendo as contas, e, do "Saints and Sinners" pra trás, as únicas que ele toca com alguma frequência são "Ain't No Love in the Heart of the City", "Take Me With You", "Walking in the Shadow of the Blues" e "Don't Break My Heart Again"… "Fool For Your Loving", "Here I Go Again" e "Crying in the Rain" não contam, pois são executadas nas outras versões…

    Uma pena mesmo… definitivamente não é devido à menor qualidade do material, que é de primeira…

  4. excelente tópico e excelente banda!

    Concordo com praticamente todos os comentarios dos discos feitos pelo Diogo…

    Quando descobri o saints, que foi a pouco tempo, quase me dei um tapa na cara… "como pude ficar tamto tempo sem ouvir esse disco?"…. rsrsrs

  5. fernandobueno disse:

    Parabéns Diogo…esse vai ser um tópico que vai ficar para mim como um livro de cabeceira…tenho muito interesse pela banda….

  6. Prefiro a fase inicial da banda, pré Slide it In, onde o blues era mais presente.

  7. Eu gosto muito da fase inicial, mas um belo dia, tomei um choque ouvindo o 1987. QUE DISCO!! Apesar de Lovehunter e Ready'n'Willing serem otimos discos, e o Slide It In só por ter o Galley nas guitarras ja ser uma obra prima, igualao 1987 nao tem.

    Parabens pela descrição!

  8. diogobizotto disse:

    Pessoal… estimulando a discussão, gostaria de saber de vocês quais são suas dez baladas favoritas em toda a carreira de David Coverdale, isto é, não apenas com o Whitesnake, mas em carreira solo, com o Deep Purple, Coverdale/Page… e não em refiro apenas às power ballads, mas qualquer uma que vocês acreditam que possa se encaixar nesse rótulo, desde baladas blues rock como "Trouble" à farofada de "Is This Love". As minhas são:

    Soldier of Fortune
    Northwinds
    Only My Soul
    Trouble
    We Wish You Well
    Love Ain't no Stranger
    Looking For Love
    Now You're Gone
    Too Many Tears
    Can't Go On

  9. Eu gosto muito das baladas do "Into The Light", adoro Too Many Tears e Looking For Love.

  10. diogobizotto disse:

    Oh, shit!!! Esqueci de citar "Blindman"… essa é top!!!!

  11. Rafael "CP" disse:

    1987 é mesmo um grande classico , mais a banda gravou muitos albuns classicos , Slip of the tongue é muito bom tb , acredito que seja a banda que teve os melhores guitarristas em toda a sua historia , grandes mitos das 6 cordas estão presentes nesses albuns . Como destaque negativo temos "Starkers in Tokyo" que é um convite ao suicidio huauhahuaua.
    PArabéns pela postagem , me deu vontade de ouvir whitesnake agora LOL

  12. Ontem ouvi o Slide It In e me deparei com um fato: se o resenhator fosse fazer a resenha de Guilty of Love, ia pagar mico geral. Imagina: "a melosa balada Guilty of Love apresenta uma canção arrastada, com um refrão grudento e repleto de babys como Coverdale adora fazer"

    Todos sabemos que a música não é assim, hehehe

  13. gosto muito de Whitesnake e os meus discos favoritos são Slide it In, 1987, slip of the tongue e Restless Heart…e ao vivo minha fase predileta é com cozy powell na betria e neil murray no baixo. Grande banda!

  14. ah, e ao contrário de muitos gosto d+ do acustico em tokyo! gostei muito das versões de too many tears, is this love, etc…

  15. diogobizotto disse:

    As versões de "Starkers in Tokyo" não são ruins… o problema é que o Coverdale apresenta-se nitidamente cansado e sua voz um tanto limitada, fato presente na turnê de "Restless Heart", da qual já vi alguns vídeos. Ironicamente, nessa tour a banda estava fazendo muitos sets fantásticos, abrangendo toda a carreira da banda, incluindo canções pouquíssimo lembradas…

  16. Eu achei o jeito dele interpretar as musicas no Starkers in Tokyo bem peculiar, bem intimista…talvez por isso que eu tenha gostado tanto da atuação dele.

  17. Rafael "CP" disse:

    Mais que é um convite ao suicidio , isso ele é hahuahuahuahuahuahu

  18. Excelente tópico, excelente review dos álbuns!

    Whitesnake é uma daquelas bandas que posso dizer que cresceu comigo, pois lembro da banda desde quando tinha meus 11, 12 anos…. 🙂

  19. captainbrown disse:

    Cadê o sensacional LIVE IN THE HEART OF THE CITY? ahahah e tbm o Live: In the Shadow of the Blues? ahaha Os Lives não entraram?

  20. diogobizotto disse:

    Por questões de espaço, optei por não abordar os discos ao vivo, mas sim, "Live in the Heart of the City" é absurdamente bom, sem dúvida um dos melhores discos ao vivo já registrados no rock. Bem gravado, executado, excelente track list, redondinho mesmo. E a capa??? Lindíssima!

  21. Jefferson Prata disse:

    Não entendi o porque da crítica ao uso de teclados em Slip of the Tongue. Um dos grandes diferenciais dos álbuns do Whitesnake foi quanto ao excelente uso do órgão Hammond, com Lord, e dos sintetizadores, com Don Airey. Davam um colorido especial a música, e eram uma marca registrada da banda. No último álbum, Forevermore, quase não usaram teclados, e isso fez grande falta. Não ficou com cara de Whitesnake.

  22. Viviane de Brito. disse:

    Críticas e elogios feitos de forma muito nobre, de verdade. Parabéns, cara! Tenho 15 anos, e é ótimo 'ouvir' opiniões de pessoas da época em que o Whitesnake começou se destacar no mundo da música. Agora, que tal comentar sobre o álbum Forevermore? Saiba que vou marcar plantão aqui, só para lê-lo. kkk. Obrigada, desde já!

  23. diogobizotto disse:

    Olá, Viviane… obrigado pelo elogio, mas não sou tão velho assim, tenho apenas 27, hehe! Nasci junto com "Slide It In", meu álbum favorito do grupo. Quanto a "Forevermore", o nosso colaborador Leonardo escreveu uma resenha, confira: http://consultoriadorock.blogspot.com/2011/05/whitesnake-forevermore-2011.html

    Outra coisa: pode ter certeza que ele será mencionado nas nossas listas de "Melhores do Ano", que serão publicadas na semana que vem.

  24. Anônimo disse:

    Whitesnake virou o puro HEAVY METAL oitentista a partir do slide it in. Parabéns pelo texto. E parabéns por Good to be Bad uma pedreira do metal!

  25. Viviane de Brito disse:

    Poxa, melhor que eu, que nasci pouco antes de Restless Heart. kkkk. A propósito, a resenha está incrível!

  26. Anônimo disse:

    Lembro do Whitesnake da "propaganda do cigarro"! (hollywood) (1984/1985)-
    Marcio Silva de Almeida/Joinville – SC

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