O Whitesnake está na estradada há mais de 30 anos e não é de hoje que lançam discos no mínimo excelentes. Foram três longos anos de espera para um novo álbum, afinal, o último disco foi lançado em 2008, com o o título de Good to be Bad, muito bem recebido pela crítica e público.
A essência de Forevermore é a mesma do lançamento anterior, com aquela fórmula que só eles conseguem dosar na medida certa, ou seja, um Hard & Heavy com fortes influências de blues e a voz magnífica de David Coverdale, que nesse disco é acompanhado de músicos renomados na guitarra, como Doug Aldrich (que já tocou no Burning Rain, com Dio e no próprio Whitesnake, entre outros) e Reb Beach (Winger, Whitesnake, entre outros).

O disco em si é mais pesado, com uma produção mais moderna que deixa os instrumentos bem nítidos e dá a impressão de que a banda está tocando na sua casa. A voz de Coverdale está com toda aquela malícia e competência que só os grandes possuem, apesar do tempo e da idade já começarem a trazer sinais de cansaço.

As músicas vão do Heavy às baladas com maestria e, como de costume, a palavra “LOVE” é citada diversas vezes. É evidente que não é o clássico absoluto da banda, afinal eles já lançaram obras primas e clássicas do Rock, mas é um disco que faz jus à carreira da banda e se você é fã, pode comprar sem medo de ser feliz que com certeza você sairá cantando várias músicas de imediato, em uníssono, como a pesadíssima faixa 1. Não há um destaque, mas ouça com atenção as faixas 2, 4, a já citada faixa 1 e a faixa 8.

A “Cobra Branca” está viva e mostra que ainda tem muita lenha para queimar!

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É isso SRS, a coluna “Os Previsíveis” coloca em primeira mão a resenha do novo disco do WHITESNAKE, devidamente feita pelo “software RESENHATOR” e vários meses antes do lançamento, sem sequer ter ouvido uma nota do disco!

Espero que tenham gostado, comprem o disco e espero pelas suas impressões nos comentários!
Abraço a todos!

25 comentários

  1. diogobizotto

    E aí… quem quer apostar que loguinho sai na imprensa "especializada" uma resenha praticamente idêntica, trocando talvez apenas o número das faixas citadas???

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  2. fernandobueno

    Eu ainda não ouvi o Good to Be Bad. Estou mais interessando nos primeiros discos do Whitesnake que vergonhosamente conheço muito pouco.
    Não gostei da capa como também não gostei da capa do último.

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  3. diogobizotto

    Para analisar "Good to Be Bad" é bom ter em mente que parâmetros estamos usando. Comparando com o que se tem feito ultimamente, é muito bom ouvir um disco autenticamente de rock com influências legais de blues, equilibrado, sem se calcar tanto na fase inicial do Whitesnake mas sem cair nos exageros da fase mais hair metal da banda.

    Mas, honestamente, não entra no meu Top 5 da banda… esses postos são ocupados por "Slide It In", "1987", "Ready and Willing", "Saints and Sinners" e "Slip of the Tongue".

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  4. leonardocastro

    Diogo, concordo com voce. O "Good To Be Bad" é um bom disco, principalmente se comparado ao que tem saido por ai, com uma pegada que mescla a fase "1987" da banda, principalmente a guitarra do Dough Aldritch, com o estilo mais "bluesy" do inicio da carreira da banda.

    Já em relacao aos melhores discos, acho o "1987" um disco extraordinário, a juncao Coverdale/Sykes deu a luz a composicoes sensacionais. Depois, concordo em tudo com voce, até com o injustamente esquecido "Saints and Sinners", um disco maravilhoso que não é tão lembrando. "Youngblood", "Blood And Affection", "Dancing Girls", "Rough and Ready" e as versoes originais de "Crying In The Rain" e "Here I Go Again" sao sensacionais!

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  5. diogobizotto

    Mais alguém aqui concorda comigo que é UM CRIME deixar o Reb Beach como guitarrista base de qualquer banda???

    Eu acho a atitude compreensível, dado que o maior comprometimento com o Whitesnake parte de Doug Aldrich, parceiro de Coverdale nas composições e com um estilo mais próximo do original da banda, enquanto a prioridade de Reb é o Winger. Mas que é um desperdício, ah isso é…

    Sobre o "Saints and Sinners", não apenas o disco conta com ótimas composições, apesar do perído tenso da banda, mas também com uma produção de primeira, mais "cheia" que a dos anteriores, em especial o som de baixo e bateria. No comecinho de "Young Blood" já dá pra sentir a diferença em relação ao som mais seco de "Come an' Get It". Aliás, se existe alguma música do Whitesnake que pode ser rotulada como um clássico esquecido essa é "Young Blood". Queria muito curtir ao vivo.

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  6. leonardocastro

    O Reb Beach nao é guitarrista base no Whitesnake, ele sola em varias musicas. Mas nao apita nas composicoes, que sao feitas hoje em dia pelo Coverdale com o Aldritch.

    Situacao parecida com a do Vivian Campbell quando estava na banda. Ele entrou junto com o Vandenberg, substituindo o Sykes. Ambos dividiram so solos. Mas na hora de compor o proximo disco, o Coverdale escreveu o disco todo com o Adrian, e o Vivian ficou sem espaco na banda. Acabou saindo por causa disso, dando a vaga para o Steve Vai, que nao compos nada no "Slip Of The Tongue", mas acabou gravando o disco sozinho porque o Vandenberg ficou doente.

    Mas, até por ter o Winger, o Beach parece nao se importar em nao compor para o Whitesnake.

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  7. danielsicchierolli

    A "resenha" não é para ser engraçada. É para ser ironica. É uma espécie de dedicatória aos arrogantes que se metem à dar a opinião sendo os "donos da verdade".

    Sabe qual foi a melhor resenha que já vi?

    Do Thiago Reis, meu amigo de longa data… ele escreveu o que ele achou do disco recém lançado de sua banda preferida, eu perguntei o que ele achou do disco e ele respondeu: "SIMPLESMENTE ANIMAL"

    Precisa dizer mais que isso?

    O cara é fã e disse que achou o disco animal! Eu acho que resume muito bem o disco! Isso é uma resenha honesta e que vale ser dividida com as pessoas.

    Não o que eu vejo por ai. Cansei de ver resenhas "patrocinadas" a troco de migalha, gente idolatrando artistas porque o nome saiu nos agradecimentos ou pessoas querendo achar a nova "mega-banda" em qualquer disco que sai com musicos que usam calça jeans e tenis branco.

    Os discos que pessoas como o Thiago, o Diogo, o Eduardo, o Fernando entre outros me indicam eu sempre escuto pois são fãs de música, sem vínculo com ninguém que querem dividir bons albuns com os outros, nesse caso, comigo. Não gosto de tudo, mas pelo menos temos bons papos sobre música.

    Essa é a proposta desse blog e de todos que escrevem aqui. Bom papo sobre música, não ser o dono da verdade!

    "Os Previsíveis" é para esculhambar com pessoas sérias que fazem matérias sérias para pessoas sérias em locais sérios.

    Agora fico na dúvida. Você não achou graça mesmo ou não entendeu a crítica aos "criticos"?

    Reforço que essa crítica feita na coluna "os previsíveis" não é para ter graça… apesar que eu ri muito, mais muito mesmo, escrevendo… imaginando a cara das pessoas "sérias" lendo isso.

    Quem tem noção, sabe que as resenhas de hoje em dia são feitas "exatamente" assim, um pré-formato, uma obrigação… ligam o "automatico" e resenham ouvindo uma vez o disco para falar que fez. inclusive com a manjada formula de falar um pouco mal, para parecer entendido.

    Aguardem em breve mais "OS PREVISIVEIS"…. e o resenhantor teve um recente upgrade e já está na versão 3.

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  8. Rafael

    Cara , morri de rir , e a pessoa , pra entender essa postagem tem q ler com atenção , e até o final .
    Mais de fato , vc tem razão , dá pra resenhar até o album do Whitesnake q vai sair em 2050 kkkk

    E no final das contas , mesmo eu sendo um puta fã do Reb Beach , que gravou com o DOkken o meu album favorito , e fez perolas no Winger , e em carreira solo tb , mais a verdade é que o Whitesnake nunca foi uma banda , os instrumentistas são explicitamente apenas contratados pelo manda chuva Coverdale , portanto pode se chamar o Whitesnake de "banda solo do Coverdale" , pq não passa disso , os instrumentistas são contratados e nada mais , e foi a banda onde eu ja vi tocar os guitarristas mais incriveis , só citando alguns , como John Sykes , Adrian Vandenberg e Steve Vai

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  9. diogobizotto

    Eu diria que até 82 o Whitesnake foi uma banda sim. Depois virou rodízio, de altíssima qualidade mas rodízio, com algumas parcerias importantíssimas, em especial com Mel Galley, John Sykes e Adrian Vandenberg.

    Quanto a resenhas patrocinadas, bom… qualquer cidadão que já teve em mãos uma Rock Brigade em épocas de heavy metal melódico em alta sabe muito bem sobre o que o Daniel está falando. Era cada engodo tomando nota 8, 9, até 10…

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  10. Ricardo Seelig

    Daniel, acho que você generalizou demais. Pelo que você escreveu em seu comentário, nenhuma resenha vale a pena então, já que todas são "patrocinadas" e "tem o rabo preso".

    Escrevo reviews desde 2004 e nunca falei bem – ou mal – de um disco porque os caras eram meus amigos. Tenho uma relação super boa com a Hellion, por exemplo, e cansei de falar mal dos lançamentos dos caras.

    Acho que generalizar as coisas é uma burrice. E eu, realmente, estou na história para fazer um trabalho sério, e não um site de humor.

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  11. Thiago

    Show de bola o resenhator…já instalei aqui no pc de casa…e já até usei o programa, né Daniel?! rs
    Eu gosto de algumas resenhas de discos, mas essa inciativa do blog de fazer um trabalho mais ironico serve para variar um pouco, sabe?!
    Então leio as 2…a feita pelo resenhator e da revista…
    E sim…na minha primeira audição do Black Clouds eu mandei um sms pro meu chapa Daniel e disse: "Simplesmente animal"…é aquele feeling que vc tem qdo vc espera o disco sair por meses, acompanha as updates no estudio e qdo o cd chega é sem descrição…É SIMPLESMENTE ANIMAL!
    abraços a todos!

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  12. danielsicchierolli

    Burrice é achar que um texto genérico pode se encaixar perfeitamente em todas as situações. Não são todas as resenhas que são ruins, mas boa parte delas e curiosamente escrita pelas mesmas pessoas.

    Sobre o HUMOR, reforço e peço para que você leia de novo o texto… não se trata de humor e sim ironia. São coisas diferentes e o dicionário não me deixa mentir.

    Para finalizar, tem muito site e revista séria que virou PIADA. Irônico isso não?

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  13. danielsicchierolli

    Rafael e Diogo, concordo com vocês. O Whitesnake tem duas fases mesmo. Uma de "banda" e outra de "contratações". Que sempre foi a banda do coverale, isso sempre foi…. o importante é a qualidade dos discos, que de modo geral são muito bons independente da fase.

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  14. Rafael

    Daniel , sem duvidas que sendo carreira solo do Coverdale , a qualidade é suprema , mais quem sabe se os guitarristas de extrema qualidade que passaram por ela , tivessem mais liberdade de opinar e compor , a coisa poderia ser ainda melhor , pq acho que os maiores guitarristas do mundo ja passaram pelo Whitesnake , como meros figurantes , infelizmente

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  15. diogobizotto

    Olha, se os créditos que estão nos discos não forem mentirosos, acredito que mesmo na fase pós-82 a contribuição dos guitarristas que passaram pela banda foram importantes sim. Não apenas na composição, mas na execução, ou alguém vai negar a forte pegada de John Sykes presente no disco "1987". Aliás, fica a curiosidade de saber como soaria o disco "Slip of the Tongue" se Adrian Vandenberg estivesse em condições de gravá-lo, se ele sairia muito diferente do que foi contando apenas com Steve Vai nas seis cordas.

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  16. diogobizotto

    Nossa, errei um tempo verbal ali que foi de doer… "a contribuição dos guitarristas que passaram pela banda FOI importante".

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  17. leonardocastro

    Diogo,

    Acho que o disco seria um pouco diferente, mas nao muito. O Vai tem um jeito muito unico de tocar, nao so os solos, mas as bases tambem, e isso certamente aferaria o resultado final do disco.

    E concordo com o que voce disse. Desde o Slide It In que o Coverdale "escolhe" alguem para compor o disco com ele. Primeiro o Mel Galley, depois do Sykes, depois o Vandenberg e mais recentemente, o Doug Aldritch.

    Os outros guitarristas que passaram pela banda nesse periodo (Viv Campbell, Warren DeMartini, Steve Farris) todos solavam ao vivo, mas nao contribuiram em composicoes, nem em estudio, exceto o Steve Vai.

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  18. diogobizotto

    Preciso catar ao menos um bootleg da fase com Warren DeMartini na banda. Curto demais o cara e gostaria muito de saber como a banda soava com ele ao vivo. Em se tratando de guitarristas norte-americanos de hard rock surgidos nos anos 80, Warren forma para mim um tipo de pódio junto a George Lynch e Jake E. Lee.

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  19. danielsicchierolli

    Eu acho que se os "mega guitarristas" tivessem mais espaço no whitesnake, a banda perderia aquela caracteristica simples, de musica direta…. Eu acho que os guitarristas que mais se encaixaram são os que tiveram a mesma escola do Coverdale… hard/heavy…. os virtuosos foram contratados porque conseguem tocar qq coisas… não necessariamente compor o que tem a cara da banda….

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  20. diogobizotto

    Obrigado, Leonardo. Warren sempre ótimo, só faltou ele brincar com o riff de "Lay It Down" no meio da música. Mesmo o Coverdale não estando em um bom dia o Whitesnake sempre merece ser visto, pois o nível da banda sempre é muito elevado. Só gente confirmada. O Rudi Sarzo, apesar do grande sucesso experimentado com o Quiet Riot, tocou com tanta gente boa que isso chega a parecer pequeno.

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