The Exploited – Jesus Is Dead [1986]

The Exploited – Jesus Is Dead [1986]

Durante nossas férias, ao longo de janeiro e fevereiro de 2026, iremos trazer aqui matérias relacionadas com álbuns/eventos ocorridos em anos terminados com o número 6 (1966, 76, 86, 96, 2006 e 2016). Ao mesmo tempo que rememora essas matérias, aproveite para ouvir nossa Playlist com os Melhores de 2025, escolhidos por nossos consultores. Desejamos à todos um excelente 2026, e após re-calibrarmos nossas energias, voltaremos com novas matérias a partir de março. Forte abraço e obrigado pela leitura e participação de sempre.

Por Micael Machado (Publicado originalmente em 6 de janeiro de 2011)

Há um tempo atrás encontrei em um saldão de uma das últimas grandes lojas de discos de Porto Alegre o álbum Death Before Dishonour do Exploited. Nunca fui fãzaço da banda escocesa, mas, conferindo as músicas na contracapa, vi que era uma edição que trazia de bônus os EP’s War Now e Jesus Is Dead. E é aí que o bicho pega.

Jesus Is Dead EP é parte da minha formação musical. O conheci ainda nos anos 80, ao mesmo tempo em que conhecia Ramones, Agent Orange, Dead Kennedys, Sex Pistols, GBH e outras belezuras do gênero. Lembro do vinil, que pertencia a um camarada nosso conhecido por Branco. Era em 45 rotações, portanto não podia ser tocado em qualquer aparelho de som. Mas, naqueles por onde passou, fez estrago.

Gravado em 1986, Jesus Is Dead EP tem o líder e “dono da bola” Wattie Buchan nos vocais, Nigel “Nig” Swanson na guitarra, Wayne Tyas no baixo e Willie Buchan na bateria. São apenas quatro músicas: “Drug Squad Man”, “Privacy Invasion”, “Jesus Is Dead” – com a clássica frase “What I really want to know is: was Jesus a catholic or a protestant? He was a jew!” (O que eu realmente quero saber é: Jesus era católico ou protestante? Ele era judeu!”) – e “Politicians” – outro versinho: “I hate, you hate, we all hate politicians” (Eu odeio, você odeia, todo mundo odeia políticos). Mas o poder contido nestes sons é inenarrável.

O EP é punk como o punk deve ser: baixão à frente, guitarra barulhenta, bateria rápida, letras políticas pra caramba, backing vocals bem encaixados e um vocalista que mais berra do que canta. Maravilhoso! Quisera eu que esses fãs de Green Day, My Chemical Romance, Fresno e coisas do tipo tivessem contato com esse disco para descobrir o que é punk rock de verdade.

Eu catava esse disco há quase 20 anos, e, quando encontrei, comprei na hora, sem nem pensar. Confesso que até hoje ainda não conheço bem nem o Death Before Dishonour nem o War Now, mas o maravilhoso Jesus Is Dead… ah, esse, volta e meia está rolando no CD player, às vezes com o botão do “repeat” acionado… Se você sabe o que é bom para você, corra atrás desse disco. Recomendadíssimo!

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