Bill Kreutzmann, Bob Weir, Ron ‘Pigpen’ McKernan, Jerry Garcia e Phil Lesh. Grateful Dead nos anos 60

Por Marcello Zapelini

Grateful Dead é uma banda como nenhuma outra. Nunca tiveram um LP ou mesmo um single no topo das paradas, mas durante 30 anos estiveram entre as bandas mais queridas dos EUA. Sempre mais conhecido e apreciado pelos shows do que pelos discos de estúdio, o Grateful Dead deixou um legado de 13 discos de estúdio e 10 ao vivo entre 1967 e 1990. Após o fim da banda, com a morte de Jerry Garcia em 1995, dezenas de lançamentos (principalmente ao vivo) os mantêm vivos na memória dos fãs: são quase 200 álbuns e box sets!

A banda manteve um núcleo central estável: Jerry Garcia (guitarra solo e vocal), Bob Weir (guitarra rítmica e vocal), Phil Lesh (baixo e vocal) e Bill Kreutzmann (bateria e percussão) dizem “presente” em todos os discos. Entre 1965 e 1972, o grupo contou com Ron “Pigpen” McKernan no órgão, harmônica, percussão e vocal, agregando Mickey Hart (bateria e percussão) entre 1967 e 1971, e posteriormente de 1975 até o final. Em 1969, Tom Constanteen (teclados), um amigo de Phil Lesh, participou da banda, e a partir de 1971, Keith Godchaux (teclados e vocal) auxiliava – e substituía – o gravemente doente Pigpen, que faleceu aos 27 anos (mais um!) em 1973, com sua esposa Donna Godchaux contribuindo com o vocal a partir de 1972. O casal Godchaux saiu da banda em 1979, entrando Brent Mydland (teclados, sintetizadores e vocal), que permaneceu até sua morte por overdose em 1990. Em seu lugar entraram Bruce Hornsby (piano e vocal), que ficou até 1991, e Vince Welnick (teclados, sintetizadores e vocal), que não deixaram gravações de estúdio oficiais e só podem ser ouvidos nos póstumos ao vivo.

Já em 1971, o grupo conclamava seus fãs (Deadheads) a se unirem a seu fã-clube, começando o que provavelmente foi a relação mais direta entre uma banda e seus seguidores dentre todas! Na década de 80, o grupo começou a liberar canais na mesa de som de seus shows para seus fãs gravarem, o que levou a um “mercado paralelo” de fitas entre os Deadheads, tornando o Grateful Dead um dos artistas mais pirateados da história. Esta é uma discografia oficial comentada.


The Grateful Dead [1967]

Um órgão em fade-in introduz o 1º LP em março de 1967: “The Golden Road (To Unlimited Devotion)” foi uma tentativa (fracassada) de escrever um single, creditada ao impronunciável McGannahan Skjellyfetti (pseudônimo para composições da banda, como Nanker Phelge para os Rolling Stones). A canção é contagiante, embora seja um produto da época, e acabou renegada pela banda, sendo pouco tocada ao vivo (uma delas em 2015). Garcia faz o vocal principal, com Lesh, Weir e Pigpen na harmonia. A seguir, o que se tem é um conjunto de blues, folk eletrificado e rhythm’n’blues tocados em ritmo acelerado (algo que a banda posteriormente criticou), com apenas mais uma composição original: “Cream Puff War”, creditada apenas a Jerry Garcia, que fez o vocal e mostrou a que veio na guitarra. Garcia dominou o LP, fazendo a maioria dos vocais solo (Weir cantou “Beat on Down the Line” e “New, New Minglewood Blues”, e Pigpen, “Good Morning Little Schoolgirl”, em que se destaca na harmônica). O melhor ficou para o final: a versão de mais de 10 minutos de duração para “Viola Lee Blues”, velho blues de Noah Lewis que traz Garcia solando alucinadamente. Várias músicas, como “Beat on Down the Line”, “Cold Rain and Snow”, “Morning Dew” e “New, New Minglewood Blues”, fariam parte do set list da banda por décadas, mas, no todo, o LP (produzido por Dave Hassinger) é um pouco primitivo e contido. A edição em CD lançada de 2001 traz seis faixas-bônus (incluindo uma “Viola Lee Blues” matadora), e, em 2017, uma edição comemorativa dos 50 anos apenas o original com um CD extra gravado ao vivo em 1966.


Anthem of the Sun [1968]

O segundo disco é uma mistura de gravações ao vivo e em estúdio, elogiado pela crítica pelo seu caráter revolucionário. Os “Mortos Agradecidos” agora são 6, com a adesão de Mickey Hart como segundo percussionista, e contam com o apoio do tecladista Tom Constanteen. Dave Hassinger deveria produzir o disco, mas se irritou com a banda e caiu fora; o próprio grupo terminou a produção, que se estendeu de setembro de 67 a fevereiro de 68, torrando mais de US$ 100,000.00 da Warner para fracassar nas paradas (87º lugar). São quatro longas jams: “That’s It For The Other One”, composta pelo grupo como um todo e dividida em quatro partes (em várias versões, ela permaneceria nos set lists da banda por anos), “New Potato Caboose”, de Phil Lesh e Robert Petersen, “Aligator” (para mim, a melhor do disco), que marcou o início da relação da banda com Robert Hunter, que se tornaria letrista da esmagadora maioria das composições de Jerry Garcia, e “Caution (Do Not Stop at the Tracks)”, creditada à banda, com muitas camadas de guitarras, teclados, percussões e instrumentos estranhos (Lesh tocou até trompete, seu primeiro instrumento musical). Há também a curtinha e caótica “Born Cross-Eyed”, de Bob Weir, lançada em single. O LP foi remixado e relançado em 1971, com uma sonoridade mais limpa e algumas modificações no material ao vivo usado. Essa versão remixada seria usada nas edições em CD, até que em 2018 a versão comemorativa dos 50 anos incluiu as duas mixagens. A edição de 2001 traz como bônus três faixas ao vivo e a versão do single de “Born Cross-Eyed”, e a do 50º aniversário, além de uma luva com a capa lenticular original, traz um CD extra gravado ao vivo em outubro de 1967, num dos primeiros shows de Mickey Hart com o grupo. No todo, é um disco que envelheceu dignamente como produto de sua época, mas requer muita atenção do ouvinte para ser realmente curtido – ou então, de algum tipo de “elevação espiritual”… Um dos shows que forneceram material para Anthem of the Sun está disponível em Two From The Vault (1992).

Phil Lesh, Bill Kreutzmann e Jerry Garcia. O trio central do Grateful Dead ao vivo em San Francisco em 1968. O palco era o local onde a banda sabia fazer o seu melhor.


Aoxomoxoa [1969]

Jerry Garcia sempre relutou em ser chamado de “líder” do Grateful Dead, mas neste disco ele domina tudo: suas oito faixas foram escritas por ele em parceria com Robert Hunter, é o vocalista principal em todas, e apenas “St. Stephen”, a música de abertura, tem créditos para Phil Lesh. Tom Constanteen, tecnicamente mais sofisticado, foi efetivado como tecladista, tornando o grupo um septeto e relegando Pigpen ao vocal, percussão e harmônica. A capa lenticular foi eleita pela Rolling Stone como a oitava melhor da história em 1991, e o disco, lançado em junho de 1969, foi mais uma produção demorada e cara com modesto desempenho nas paradas (73º lugar nos EUA, como o primeiro LP), o que deixou a banda em dívida com a Warner (US$ 180,000.00 à época!). Em minha opinião, é o melhor dentre os três primeiros discos do Grateful Dead: “St. Stephen”, que começa delicadamente e se torna uma paulada, “China Cat Sunflower” (a mais tocada ao vivo), a viajante “Cosmic Charlie” e “Mountains of the Moon” (com uma melodia baseada no cravo de Constanteen) estão entre as melhores músicas da psicodelia americana do final dos anos 60. “Dupree Diamond’s Blues” e “Doin’ That Rag” são mais simples e já apontam um pouco para o rumo que a banda tomaria nos anos 70. “Rosemary”, com seus vocais tratados eletronicamente, é curta e suave, a típica pausa para respirar. Apenas “What’s Become of the Baby” destoa do resto, com Garcia entoando a letra ao som de uma série de efeitos e ruídos – um experimento fracassado de mais de 8 minutos. O disco foi remixado em 1971 e a reedição em CD de 2001 segue esse remix, incluindo três jams de estúdio e uma versão ao vivo matadora para “Cosmic Charlie”. A do 50º aniversário se destaca pela inclusão de um CD gravado ao vivo em três shows no Avalon Ballroom, em janeiro de 1969 (partes desses shows seriam lançadas no disco seguinte), além de ser envolta pela luva reproduzindo a capa original e trazer as duas mixagens. Ao longo dos anos, Aoxomoxoa venderia razoavelmente bem e daria à banda um disco de ouro.


Live/Dead [1969]

Em agosto de 1969, o Dead fracassou em Woodstock – e não foi só a chuva que prejudicou a performance. Atolado em dívidas e frustrado por não conseguir reproduzir em estúdio o som que alcançava nos shows, a solução foi lançar um duplo ao vivo – e este se tornaria o formato mais associado ao Grateful Dead ao longo de sua carreira. Embora tenha chegado apenas ao 64º lugar da parada americana, Live/Dead, lançado em novembro de 1969, rendeu o primeiro disco de ouro à banda e diminuiu o déficit. O álbum começa com aquela que, provavelmente, é a canção-símbolo do grupo: “Dark Star”, lançada originalmente em single (com menos de três minutos) e creditada a toda a banda, mais Robert Hunter, ela chega a quase 24 minutos da versão no álbum, e mostra como a banda conseguia atingir as mais elevadas alturas em suas improvisações e voltar ao chão sem se machucar. No lado B, “Saint Stephen” (única música disponível nos LP anteriores) segue direto em “The Eleven”, com seu incomum ritmo em 11/8 e que ficaria por algum tempo no set list. O segundo disco traz “Turn On Your Lovelight”, em versão relativamente curta (cerca de 15 minutos), que destaca o desempenho do grande Pigpen no palco – um dos melhores frontmen de sua época! No lado B do segundo disco, “Death Don’t Have No Mercy”, gravada – e engavetada – originalmente para o primeiro LP, com Garcia dando um show tanto na guitarra quanto na voz, “Feedback” – um improviso de Garcia, Weir e Lesh – e o encerramento com o coro de “And We Bid You Goodnight”. O CD de 2001 trouxe dois bônus, a versão de estúdio de “Dark Star” e o anúncio de rádio do disco. Não houve versão de 50º aniversário, porque os shows no Fillmore West em fevereiro-março de 1969, que formam o grosso do álbum original, foram lançados em uma box set com dez CDs em 2005, também disponível em versão diet em CD triplo. Para quem quer conhecer o que era o Grateful Dead nos anos 60, Live/Dead permanece a melhor introdução – mas o melhor ainda estava por vir.


Workingman’s Dead [1970]

O Grateful Dead dos proletários voltou à configuração de sexteto (Constanteen saiu, queixando-se de ter sua contribuição mixada muito baixo) para um disco completamente diferente dos anteriores, que valorizava harmonias vocais, instrumentos acústicos, e expunha diretamente as raízes folk e country de Jerry Garcia e Bob Weir. Gravado em fevereiro de 1970 e lançado em junho desse ano, Workingman’s Dead trazia uma capa em sépia, com Robert Hunter na foto, e inicia tranquilo com “Uncle John’s Band”, que destaca a percussão, violões e os vocais em coro, composição de Garcia e Hunter – como quase todo o LP. As duas músicas seguintes, “High Time Blues” e “Dire Wolf” (com seu bizarro refrão “don’t murder me”) continuam nessa seara, acústicas, delicadas e suaves, e o disco ganha força com “New Speedway Boogie”, que narra os tristes eventos de Altamont – em que o grupo optou por não se apresentar após saber da surra que Marty Balin levara dos Hell’s Angels. Nessa que é a minha favorita do LP, Garcia finalmente dá destaque à guitarra, e a marcação de palmas entusiasma. “Cumberland Blues” continua animada, e é a única música que conta com a coautoria de Lesh, bem como a única em que Bob Weir canta solo. “Black Peter” ganharia sua versão definitiva posteriormente ao vivo, e “Easy Wind”, composta exclusivamente por Robert Hunter, é o momento em que o grande Pigpen solta sua voz blueseira. Por fim, “Casey Jones” fecha o disco com a imortal linha “Drivin’ that train, high on cocaine”, uma música alegre que seria bastante tocada ao vivo pelos anos seguintes. O CD de 2001 traz cinco gravações ao vivo, incluindo “Mason’s Children”, que nunca seria lançada em gravação de estúdio, e uma versão alternativa para “New Speedway Boogie”; na Deluxe Edition do 50º aniversário, dois CD documentam um show em fevereiro de 1971, já sem Mickey Hart, que saíra da banda após descobrir que seu spai, que tinha sido contratado para cuidar das finanças, estava roubando o dinheiro. Apesar de muito diferente dos quatro discos anteriores, Workingman’s Dead (que chegou ao 27º lugar da Billboard) é um dos melhores da banda, e uma excelente introdução para quem não os conhece.

David Nelson, Jerry Garcia, Marmaduke, Mickey Hart e Dave Talbert. Grateful Dead durante as gravações de American Beauty


American Beauty [1970]

A obra-prima. American Beauty é um álbum que mesmo quem abomina a banda admite que é bom; mantém o foco em instrumentos acústicos e harmonias vocais do disco anterior, mas apresenta composições ainda melhores! “Box of Rain”, escrita e cantada por Phil Lesh em homenagem a seu pai, “Candyman”, “Attics of my Life” e “Brokedown Palace” são baladas muito bonitas, ao nível de Crosby, Stills, Nash & Young. “Friend of the Devil”, “Sugar Magnolia e “Till the Morning Comes” são mais animadas e trazem influências folk, bluegrass e country misturadas. “Operator” é uma das poucas músicas escritas somente por Pigpen, e destaca sua harmônica ao final. Por fim, tem-se as grandes músicas do disco: “Truckin’”, escrita por Garcia, Lesh, Weir e Hunter, em que Bob Weir reconta a prisão da banda e seus roadies em New Orleans, causada pelo excesso de “jujubas” (hehehehehe) que carregavam, e que levaria Jerry Garcia às alturas nas muitas versões ao vivo posteriores, e a linda “Ripple”, que Robert Hunter considerava sua melhor letra e uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos. Se você não a conhece, pare o que está fazendo e procure-a no YouTube, no Spotify, ou no seu fornecedor favorito – e aproveite para ver um Bill Kreutzmann velhinho acompanhando David Crosby e músicos do mundo todo numa versão comovente do Playing for Change. O único senão é a pouca presença de Pigpen, que praticamente só faz harmonia (os poucos teclados são tocados por convidados, como Howard Wales e Ned Lagin, e por Garcia e Lesh). Gravado em setembro de 1970 e lançado em 1º de novembro desse ano, “American Beauty” chegou apenas ao 30º lugar, mas conquistou muita gente. Infelizmente, o disco seria o último álbum de estúdio de Pigpen (a banda só voltaria a gravar um disco de estúdio em 1973) e marcaria a saída de Mickey Hart. Na edição de 2001, American Beauty ganhou cinco bônus ao vivo, bem como a versão do compacto de “Truckin’”. A edição do 50º aniversário traz uma luva com a capa em relevo, como o LP original, e traz dois CDs com um show em fevereiro de 1971 (sem Hart) que é muito forte em canções e não em jams – uma raridade!

Ainda em 1970 foi lançado Vintage Dead, o qual traz um raro registro do Grateful Dead no Avalon Ballroom de San Francisco, na data de 16 de setembro de 1966. O grande destaque desse álbum vai para os mais de 18 minutos de “In The Midnight Hour”, ocupando todo o lado B do vinil, a matadora versão de “Dancing in the Street”, de William Stevenson, Ivy Hunter e Marvin Gaye (sucesso na voz dos The Walker Brothers), além da linda redenção para “It’s All Over Now (Baby Blue)”, de Bob Dylan. Esse álbum foi relançado em 1972 no Canadá, México, Austrália e Nova Zelândia.


Grateful Dead [1971]

Em setembro de 71, o segundo duplo ao vivo da banda, deveria se chamar Skullfuck, mas estranhamente a Warner vetou o título. A capa com o esqueleto com o topo do crânio coberto de rosas tornou-se uma das mais icônicas imagens da banda, e rendeu o nome extraoficial Skull and Roses. O disco foi gravado ao longo de shows em março e abril de 1971, destacando-se a série no Fillmore East, que seria resumida nos 4 CDs de Ladies and Gentleman… The Grateful Dead, lançado em 2000 – um dos melhores ao vivo da carreira do grupo. Das 11 faixas, somente “The Other One” (que ocupa todo o lado B do disco original) já tinha aparecido em disco anterior. Além de vários covers inéditos (“Big Railroad Blues”, “Mama Tried”, “Me & My Uncle”, “Me & Bobby McGee”, “Big Boss Man”, o medley com “Not Fade Away/Goin’ Down The Road Feeling Bad” e “Johnny B. Goode”), o LP traz algumas composições próprias novas: “Bertha”, “Playing in the Band” (posteriormente lançada por Bob Weir em seu primeiro disco solo, Ace) e “Wharf Rat”, que se tornaram clássicos da banda tocados em incontáveis shows ao longo dos anos. Essas três músicas trazem o órgão de Merl Saunders como overdub; a banda também refez alguns vocais em estúdio. Este disco traz mais Pigpen e mais Bob Weir do que os anteriores, e mostra que Bill Kreutzmann segurava bem na bateria sem o parceiro Mickey Hart. Na edição de 50º aniversário, um CD adicional traz músicas gravadas no Fillmore West em julho de 71, bem como um adesivo da capa do disco. Se você gostar de Workingman’s Dead e American Beauty, não tem como errar com este aqui, mas se Live/Dead for sua praia, o disco não vai te chamar muito a atenção.

No ano de 1972, o Grateful Dead não entrou em estúdio, por conta de problemas com a Warner que levariam à criação de um selo próprio. Pigpen adoeceu por causa do alcoolismo, o que prejudicava seu desempenho nos shows, e a banda contratou o excelente Keith Godchaux, que brilhava sobretudo no piano e, pouco depois, incorporou também sua esposa, a cantora Donna (que trabalhara como backing vocal para vários artistas, incluindo Elvis Presley!). Jerry Garcia, que já colaborara com vários artistas e fizera parte do New Riders of the Purple Sage, lançou Garcia, seu primeiro disco solo, tocando quase todos os instrumentos (Bill Kreutzmann tocou bateria), do qual cinco músicas seriam presença constante nos set lists do Grateful Dead pelo resto da carreira do grupo, e Bob Weir, que compusera muito pouco até então, lançou Ace, com a participação da formação vigente do grupo (Garcia, Lesh, Kreutzmann e o casal Godchaux). Das oito músicas do LP, sete se tornariam arroz de festa nos shows até o encerramento das atividades. Entre abril e maio de 1972, a banda, mais familiares e amigos, excursionou pela Europa, que renderia o LP triplo Europe ‘72 – mas isso é assunto para a segunda parte da discografia comentada.

10 comentários

  1. Daniel Benedetti

    Ótima matéria. O Grateful Dead é uma das grandes bandas a que nunca dei atenção (e nem sei o porquê) e este artigo me motivou a procurar o material. Saudações!

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  2. Alfredo

    Sou fã do rock progressivo, sempre vou tá de olho no site
    Agradeço por compartilhar o seu conhecimento e trabalho de pesquisa
    Parabéns!

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    • Marcello

      Nossa, obrigado, André! Espero poder contribuir mais no futuro mesmo. Para quem gosta do American Beauty o Workingman’s Dead é uma ótima opção, junto com alguns discos que vão sair na parte II (Skull and Roses, Bear’s Choice). Espero que goste do que ouvir!

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    • Marcello

      Obrigado, Alfredo! Se pesquisar no site vai encontrar muita coisa legal sobre progressivo (Emerson Lake & Palmer, Yes, Genesis, Pink Floyd), vale muito a pena conferir.

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  3. André Kaminski

    Eu concordo plenamente que American Beauty é a obra prima do Grateful Dead. Até porque adoro esse folk americano misturado com bluegrass e country. Também gosto do Blues For Allah mais na linha psicodélica.

    Infelizmente, conheço mais esses dois discos, mas pelo texto, já percebi que ando perdendo muita coisa boa.

    Grande estreia conosco, Marcello! Lembra eu mesmo quando meu primeiro texto aqui no site foi também uma discografia comentada já de cara! Tem que continuar contribuindo Marcello, a Consultoria virou a minha casa e agora tem que ser a sua também! Abraços!

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  4. Mateus Lima

    Que texto, lindo!

    Digo nessa emoção toda pq comecei a ouvir Grateful Dead meio que por acidente. Tava moscando no youtube e vi um vídeo deles tocando “Ripple” e me apaixonei, sempre tive uma certa resistência pq achava que era só mais uma jam band.

    Desde então, vi o documentário do Bob Weir na Netflix e comecei a ouvir toda a discografia cronologicamente. Em comemoração aos 50 anos de “Live Europe” eu tenho escutado apenas essa fase esse ano. Muitas músicas lindas como “Brown Eyed Woman”, “Jack Straw” e “Loser” não terem uma versão de estúdio é bem frustrante. Várias músicas entraram apenas em discos ao vivo ou em discos solos do Bob e do Jerry.

    Depois de 72 eu acho que vale mais a pena ouvir a banda ao vivo do em estúdio. Tô na expectativa pela parte ll.

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    • Marcello

      Obrigado, Mateus!! Pelo visto, mais um Deadhead na área! Grateful Dead sempre foi melhor ao vivo, mas acho que você tem razão – na década de 70 o abismo entre o estúdio e o ao vivo se aprofundou. O bom é que tem muita coisa dos anos 70 nas boxes e nas séries de arquivo para a gente curtir. Muita coisa boa no começo dos anos 70 só foi registrada ao vivo porque os discos de estúdio do Dead tinham produção bastante cara e acabavam deixando a banda em débito com a Warner, por isso lançar as versões ao vivo acabava sendo melhor para todos os envolvidos, de acordo com Dennis McNally, na biografia “A Long Strange Trip”.

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  5. Tiago Bittencourt França

    Belíssima matéria amigo. Uma de minhas bandas preferidas de todos os tempos. Realmente nessa primeira fase, Worman’s Dead e American Beauty se destacam como pérolas preciosas que devem ser apreciadas por todo amante de boa música que se preze. Um álbum ao vivo que destaco desta fase tb é o brilhante Sunshine Daydream, que retrata um show em Veneta de 72, e que saiu em box limitado em 3 cds e 1 dvd com metade do show registrado em vídeo, e tem uma versão de China Cat Sunflower fantástica. Uma curiosidade desse show é ver o Jerry Garcia tocando com uma Sunburst Stratocaster, ao invés da sua famosa “Alligator” Fender Stratocaster da época, algo raro e espetacular. Enfim, já estou no aguardo da segunda parte com a fase independente de selo próprio e posteriormente com a Arista, que embora muitos discordem, considero tão essencial e brilhante quanto a primeira. Grande abraço.

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    • Marcello

      Obrigado, Tiago. Sunshine Daydream é realmente fantástico, e aparece sempre nas listas dos melhores shows do Dead. Não lembrava desse detalhe da guitarra do Jerry Garcia, vou rever o DVD para conferir. Tem muita coisa boa na parte II, na fase dos anos 70 da banda.

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