Por André Kaminski

No final do ano passado, tive uma ideia e compartilhei com os colegas do site sobre oferecermos um trabalho de consultoria para as bandas cobrando um valor para ajudar, de alguma forma, a manter os custos do site. Além é claro, de fazer alguma coisa que pudesse ajudar o nosso metal nacional. Ou seja, as bandas interessadas entrariam em contato conosco, pegaríamos um disco ou uma demo, analisaríamos tudo de maneira honesta e sem tapinhas nas costas e devolveríamos para as bandas por algum valor combinado.

Todavia, alguns de meus colegas fizeram colocações importantes. “Será mesmo que as bandas brasileiras aceitariam ouvir certas verdades?” “Será que se criticarmos, eles não irão tentar nos cancelar?” ” Será que alguém realmente pagaria para isso?”. Eu sei que o Régis Tadeu faz esse serviço e sei que o extinto site Dreamusic ofereceu esse serviço há quase 10 anos, mas que não deu certo e logo fechou.

Com essas dúvidas em mente, pensei no seguinte: vou fazer de graça, entrar em contato com algumas bandas nacionais através de suas páginas do Facebook e verificar por mim mesmo essa questão.

Entrei no Metal Archives, entrei na lista de bandas brasileiras e escolhi algumas aleatoriamente que constassem como ativas para entrar em contato. Os critérios que escolhi foram:

  • A banda tinha que ter menos do que 5 mil curtidas no Facebook. Imaginei que com quantidades maiores do que isso em termos de seguidores, a banda já esteja ciente de como agir de forma a crescer e melhorar cada vez mais.
  • A banda tinha que ter discos, demos ou EPs autorais.
  • A banda tinha que ter pelo menos uma atualização na página deles no mínimo nos últimos 6 meses.

Banda Restart me pediu umas dicas

Fiz uma listinha inicial aqui de aproximadamente 20 bandas. Iria entrar em contato com umas duas por dia até receber interesse pelo serviço. Quem aceitasse e me cedesse o material, eu iria escrever um longo texto (muito, mas muito maior do que as nossas resenhas), analisando de tudo; a postura deles nas redes sociais, produção, fotos, letras e instrumentais de todas as faixas e mesmo as roupas que utilizam. Entre vários outros assuntos como o contexto da situação atual da música, o estilo que tocam, vocais, backing vocals, melodias, arranjos e o que mais eu tivesse notado. Obviamente, tudo considerando a minha visão de consumidor, como eu enxergo o mercado da música, meus gostos e tudo mais enfatizando que a análise seria de maneira sincera e sem tapinhas nas costas. Além disso, em alguns problemas que eu detectava, não só apontava o problema como tentava oferecer uma solução ou sugestão de como resolvê-lo.

Em alguns temas abordados, fiz uma espécie de “texto base” que copiava e colava quando se tratava de assuntos mais gerais da música. Por razões evidentes, serve para economizar tempo. Claro que quando se tratava da música e de assuntos particulares em relação a banda, aí cada análise era diferente. Ainda assim, em média, cada banda que fiz foi um calhamaço de aproximadamente 17 páginas de texto. O negócio era gigantesco mesmo, praticamente um TCC para cada banda.

Quantas bandas aceitaram?

Entre o final de novembro de 2020 e o começo de fevereiro de 2021, entrei em contato com 21 bandas nacionais de acordo com as minhas anotações aqui. Dessas, 7 bandas aceitaram que eu fizesse o trabalho e me enviaram o material e as letras para análise. O que deu aí 30% das bandas. Uma das integrantes de uma das bandas me pediu que eu analisasse o disco de seu projeto solo, (que prometi que faria e ainda preciso terminar) o que daria 8 textos.

Entre as bandas que me rejeitaram:

  • Uma não visualizou e não me respondeu.
  • Cinco visualizaram e não me responderam.
  • Duas falaram que iriam enviar o material mas não enviaram.
  • Uma me respondeu inicialmente, mas depois visualizaram o restante das minhas mensagens e ignoraram a proposta.
  • Um integrante de uma banda falou que tinha que dar carona para a mãe e depois disse que estava ocupado e entraria em contato no final de semana e nunca mais retornou.
  • Duas falaram que iriam conversar com o restante da banda e não me retornaram.
  • Uma argumentou que a banda está parada e após eu comentar que poderia ajudar para um futuro projeto ainda assim respondeu que não tinha interesse e dispensava qualquer tipo de consultoria.
  • Uma a banda me respondeu dizendo que não tinha interesse no meu trabalho.

Fecharam as 14 bandas. Eu particularmente não ligo em relação àquelas que me responderam que não queriam. Há vários motivos pelos quais uma banda pode não querer isso. Desde o fato de que a banda está rachada internamente, decepcionada com o mercado da música, os integrantes não tem mais interesse em continuarem criando ou mesmo porque não querem nada mesmo comigo. Sem problema nenhum quanto a isso, ninguém é obrigado a aceitar nada.

Eu me decepcionei mais foi com as bandas que simplesmente ignoraram a proposta. Uma simples resposta de que não há interesse ou uma negação seja lá pelos motivos que forem seria bacana. Pelo menos de minha parte, nunca gostei de deixar os outros sem uma resposta que seja. Só queria mesmo ajudar. Ao menos comigo, é uma porta que se fechou. Lembrando que era gratuitamente. Enfim, uma pena.

Quais foram as reações das bandas que aceitaram?

Felizmente, todas positivas. Mesmo eu pegando pesado em certos defeitos que notei falando de forma bem clara sobre o aspecto ruim que eu me deparei ali. Alguns integrantes até começaram a me mandar vídeos de novas músicas pedindo opiniões ou me enviarem um disco físico gratuitamente.

Reparei que todas essas bandas sonham em crescer e se destacarem no cenário. Por mais que minha influência no mercado musical seja próxima de zero, todas elas ganharam a minha simpatia e passei a acompanhá-las justamente para ver seus futuros lançamentos e evolução musical. Ao menos comigo em particular, elas tem uma porta escancarada para ajudá-las.

O que eu percebi nos discos analisados

Uma coisa que eu notei em todas elas, em maior ou menor grau, é o pouco investimento em fotos de divulgação. As bandas brasileiras, no geral, se focam muito mais em aprender técnica e de tocarem bem seus instrumentos mas não valorizam muito a imagem de si próprios.

Fotos de divulgação bonitas são fundamentais para chamarem a atenção. O lado visual do rock e do metal é parte fundamental do estilo. Tanto para chamar a atenção dos ouvintes quanto para divulgarem seus materiais para gravadoras e casas de shows. Uma foto de divulgação bem feita pode até convencer um dono de casa de show que a banda é foda e profissional mais do que o próprio som em si. As bandas italianas por exemplo, são especialistas em investir parte de suas rendas em roupas e cenários. Mesmo as pequenas. Vou dar três exemplos.

Banda Motus Tenebrae

Banda Colonnelli

Banda Eurynome

São três bandas italianas pequenas, até menores do que algumas que eu analisei. Mas olhem que fotos de divulgação bem feitas. Câmeras de qualidade, fotógrafos experientes, edição de photoshop bem feita, roupas novas, maquiagem, barbearia. Isso ajuda muito. Apontei vários defeitos das fotos de divulgação das bandas brasileiras que fiz a consultoria. Mesmo que sua cidade não tenha alguma construção legal, ao menos um telão verde com uma imagem bonita pra servir de fundo já resolve.

Quanto ao som, outro aspecto que percebi foi a terrível loudness war. Isso não é um defeito exclusivo das bandas brasileiras, é algo mundial. Quase tudo que é lançado nos últimos 20 anos conta com ela. Todavia, como eu sou um ferrenho crítico à loudness war, recomendei a todas que em seus próximos trabalhos recusem esse aumento excessivo de volume. Fiz comparações com discos de produções antigas com as novas e apontei as diferenças e problemas em relação a isso.

Mais um ponto importante que coloquei é a importância dos ganchos das músicas. Por que todo mundo reconhece “Smoke on the Water” nos seus primeiros 3 segundos? Por causa de um riff marcante criado pelo Blackmore. E “Painkiller” do Judas Priest? Graças aquela bateria insana logo no início. As bandas brasileiras precisam sempre lembrar da importância dos riffs ou de algum gancho marcante em suas intros e refrãos. É difícil de achar, mas quando se acha é o que carrega a música inteira nas costas.

Concluindo

Eu prometi para todas as bandas que eu nunca iria revelar para quem eu fiz ou o que eu escrevi para elas. E nem as bandas que me rejeitaram também. E cumprirei a minha palavra. A não ser é claro que a própria banda revele o que eu fiz em alguma entrevista, aí sem problemas também de eu falar. Nem mesmo os meus colegas aqui da Consultoria do Rock sabem para quem eu fiz o trabalho. E vou seguir com a minha promessa.

Orientei o Fiuk antes dele entrar no BBB.

Falta ainda fazer a análise do projeto da vocalista que eu prometi. Talvez eu ainda ofereça para mais algumas quando eu novamente estiver de férias ou com mais tempo. É possível que eu peça para colocarmos uma pequena guia aqui no site futuramente cobrando um valor para ajudar nas despesas do site e, por que não, tirar um extra também para a minha pessoa. Independente se eu tiver zero pedidos ou um ou dois por ano, não é disso que eu pretendo viver. Entretanto, depois de ter feito eu peguei confiança nos meus textos e na minha capacidade de análise que pode ser muito útil para as bandas que estão ou pretendem entrar no mercado.

Eu entendo o quão importante é para as bandas não se levarem mais por essas resenhas rasas, cheias de tapinhas nas costas ou elogios apenas para não serem antipáticos. O mercado da música é cruel e difícil, mas também não é impossível e as bandas precisam conhecer as suas qualidades e defeitos de uma maneira sincera.

Só poderei visualizar se os meus textos causaram efeito daqui uns anos, quando essas sete bandas lançarem novos discos e novas músicas. Independente se seguirem minhas dicas ou não, o fato de terem sujeitado seus trabalhos a um desconhecido falando do seu trabalho pessoal me traz admiração e simpatia. Que elas tenham o sucesso que almejam.

14 comentários

  1. Mairon

    Muito massa o teu trabalho e teu projeto André. Que traga muitos frutos para ti e para as bandas. Eu não teria esse talento e capacidade. Parabéns!!

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    • André Kaminski

      Obrigado pelo elogio, Mairon. Só não concordo que você não teria talento e capacidade!

      Abraços!

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  2. Micael

    Excelente iniciativa, André! Eu não teria coragem de ser “honestão” demais se não gostasse, nem sei se levaria tão a fundo alguns aspectos que você valorizou. Mas admiro as bandas que, em um mundo tão movido pelo ego, se dispuseram a ouvir uma voz de fora com capacidade para contribuir para seu próprio crescimento. Sucesso a elas e ao projeto. Que mais bandas se sintam atraídas por ele.

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    • André Kaminski

      Valeu Micael. Uma pena que foram menos que a metade que aceitaram, mas pelo menos é um início. Muito obrigado pelo apoio.

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  3. CLEIBSOM CARLOS ALVES CABRAL

    Cara, apesar de eu ser da opinião de que este tipo de “assessoria” não se enquadra no novo mercado musical que surgiu com a revolução tecnológica, um mercado em que a música tornou-se descartável e que não tem relação nenhuma com o mercado musical que conhecíamos, desejo-lhe muito sucesso em seu “projeto”…Para o mercado musical atual mídia física, rádio, TV, crítica musical e imprensa não têm importância nenhuma e os novos atores e atrizes deste mercado, pelo menos os bem sucedidos comercialmente, não ligam nem um pouco para isso.

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    • André Kaminski

      Cara, o tipo de coisa que eu fiz não é visando o mercado mainstream. Até porque, se fosse fazer isso, eu faria um texto de meia página dizendo “arrume um patrocinador, enfie dinheiro em propaganda e faça músicas em um padrão pop usando a estrutura AABA”. Talvez as últimas bandas do rock nacional que chegaram ao nível mainstream devem ter sido o Mamonas Assassinas e as bandas emo do início dos anos 2000.

      Mas chegar no nível de sucesso de um Nervosa e de um Krisiun, que conseguem sobreviver bem ao mercado musical, fazer shows e se dedicarem somente a banda é bem possível. A ideia de sucesso do rock e do metal hoje é um nível próximo a esses. E dá de chegar lá.

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      • CLEIBSOM CARLOS ALVES CABRAL

        Mas a questão é que os novos consumidores que vão consumir o seu produto, seja independente ou mainstream, vive no mundo contemporâneo e deve ser “atingido” de novas formas. Quais são essas “novas formas” não faço a mínima ideia, mas não será com “fotos bem produzidas”, “trabalho com excelente produção e de qualidade excepcional” e “divulgação em rádio e revistas” que esse novo consumidor será fisgado, pois os meios de se atingi-lo atualmente são outros e desconhecidos por mim. PS.: O jovem roqueiro tem os mesmos costumes de qualquer jovem e ele não é “diferenciado” e “mais inteligente”, como muitos parecem acreditar. Se determinado artista quer atingir um público jovem e contemporâneo e não ficar restrito ao nicho “roqueiro das antigas”, deve esquecer muitos vícios e preconceitos antiquados e dar seus pulos…

      • André Kaminski

        Você tocou em um ponto interessante e embora eu não tenha citado nesta matéria, eu a citei em meus textos que enviei às bandas que é o fato de, muitas vezes, as bandas não criarem aquilo que eu diria de “uma música com uma letra genuína”.

        Faço isso no texto e explico brevemente aqui:

        Um dos defeitos que vejo nas bandas é não criarem letras cuja mensagem toca e se conecta ao ouvinte. Coisa que o hip hop vem fazendo com os jovens muito bem.

        Tem um rapper no meio chamado Krawk. Ele não é muito conhecido no mainstream, mas no rap ele é simplesmente gigante no Brasil. Ele fez uma música recente chamada “Lembra de mim, pai?”.

        https://www.youtube.com/watch?v=77wr1uxILtw

        Se analisarmos bem, não é uma música de grande técnica instrumental (basicamente um sampler de sintetizador tocando, como a maioria dos raps), e o Krawk nem tem um vocal marcante mas veja o conteúdo da letra. O clipe e a música trazem forte apelo emocional visto que ela conta a história do próprio pai do Krawk que o abandonou e nunca o valorizou, e uma mensagem positiva por trás que é “se você tiver ouvindo isso pai, eu te perdoo”.

        Isso é uma música genuína. Você sente que veio do coração. O moleque que também foi abandonado pelo pai se emociona e se conecta com a canção. Dentro da comunidade hip hop (maioria jovem) essa música bombou e agora está com quase sete milhões e meio de views. Quem ouviu essa música já deve ter dado repeat nela várias vezes. Para um cara sem nenhum mainstream, já deve ter feito a casa das centenas de milhares de fãs. E com relevância só no Brasil.

        Para se ter uma ideia, o último clipe do Nightwish chamado “Noise” tem 6,9 milhões mundialmente. De uma banda conhecida em vários países, é um exemplo de uma música que não se conectou ao público pelo fato de que é uma canção que critica os “escravos da tecnologia” mas que pegou mal pelo fato de que hoje com tanta gente em lockdown pela pandemia, a música soa quase como uma ofensa já que todo mundo depende muito das redes sociais e celulares para ter um mínimo de contato com seus parentes. E a banda ainda tem a ousadia de me chamar de “escravo de celular”?

        Ou seja, daí eu tirei a conclusão de que o jovem quer sentir uma música com uma mensagem que seja importante para ele e que ele se sinta parte daquilo. Mas quando me refiro a estilos de fora do mainstream como o metal e, também, a imensa maioria do rap, o jovem que não está interessado só no mainstream se abraça a músicas, bandas e cantores que tenham apelo à ele. Pelo menos esse é um dos fatores (dos quais podem haver muito mais). Mas independente se a música não bombar no youtube, ao menos é certeza que a banda fazendo uma música genuína e que tenha sentimento verdadeiro incluído ali tende a ter um trabalho de muito mais qualidade do que somente versos genéricos.

      • Mairon Melo Machado

        André, nessa linha ai eu me surpreendi com meus alunos ouvindo e cantando toda a letra de um grupo de rap acústico chamado Poesia Acústica. As músicas tem quase 10 minutos de duração, e eles decoraram as letras. Por que? Por que retrata exatamente o que eles vivem. Me impressionei. Não virei fã do Poesia Acústica, mas é surpreendente por que os caras fazem letras enormes, com histórias e tal que lembram “Faroeste Caboclo”, por que não há refrão, e a gurizada curte e ouve como se aquilo fosse eles quem criaram.

        Aqui uma matéria

        https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2019/07/05/poesia-acustica-como-serie-de-videos-virou-referencia-na-onda-de-rap-com-violao-no-brasil.ghtml

      • André Kaminski

        Ótimo link Mairon, muito interessante mesmo e encaixa também com o que eu penso.

        Se o objetivo é atrair o público jovem, não adianta colocar aquelas letras todas enigmáticas e cheias de filosofices que somente os próprios membros da banda saibam o que a música quer dizer. Nos tempos de hoje, vejo que os jovens querem ouvir histórias de vida, gente interessante em quem se espelhar, coisas que eles podem facilmente se identificar com a vida que eles possuem. O rock em si nessas últimas duas décadas optou por envelhecer junto aos seus antigos fãs ao invés de entender como o mundo de hoje difere das décadas anteriores.

        Enfim, é aquela coisa: você tem que oferecer músicas das quais o seu público-alvo se conecte com você. Se isso não ocorre, dificilmente atingirá um público maior dentro do underground (no mainstream as regras são outras).

  4. Xanndy

    Olá!
    Lendo o seu artigo, você sabe o que mais me chamou à atenção! Tb tentamos contribuir com os novos artistas musicais autorais, através da divulgação de seu trabalho Musical (de graça, no entanto, observando alguns critérios), isto através de rádios parceiras e, inclusive, com oportunidade até de entrevistas, no entanto, o Fator De Graça, espanta muitos artistas!
    Como você mesmo disse, o importante, é continuarmos a caminhada, ajudarmos( mesmo que de forma mínima) os Novos Artistas Autorais, sendo, o grande Prazer e orgulho, Dar Forças e incentivo, pois, depende deles, acima de tudo, acreditarem, curtirem o que fazem e, nos dar alegrias Sonoras!
    Parabéns pelo seu belo e realístico texto!

    Responder
    • André Kaminski

      Ótimo que faça o mesmo trabalho que fiz, Xanndy. O que infelizmente noto é ainda uma certa resistência de muitas bandas a aceitarem críticas sinceras. Mas pelo menos aquelas que aceitarem tenham uma chance maior de crescer no mercado.

      Me espanta como bandas pequenas ainda pensam que dependem de “cachê” para divulgação. A internet já demonstrou que aparecer traz muito mais dinheiro do que cachês. A principal fonte de renda que as bandas devem buscar é shows ao vivo (quando voltarem) e venda de merchandise. Parar de esperar que sejam convidados a tocar no Faustão por cachês vultuosos.

      Como eu disse, é complicado viver de música no Brasil (ainda mais de rock) mas não é impossível. Abraços!

      Responder

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