El Efecto revisita álbum “Memórias do Fogo” com livro de canções

Veterana e destaque da cena independente carioca, a El Efecto revisita o último álbum de estúdio da banda, Memórias do Fogo, em um livro de canções com partituras, tablaturas, letras e cifras das músicas do disco, além de alguns textos explicando as ideias e influências nas composições. A publicação está disponível para que o público pague o quanto quiser a partir de R$ 5 ou até para adquirir gratuitamente. Confira o livro de canções.

Inspirado na trilogia de nome semelhante de Eduardo Galeano, que fala sobre a trajetória da América Latina, o trabalho evoca a importância de cultivarmos a chama interior, seja para jamais esquecer que o mundo está pegando fogo, ou até mesmo, para juntos, incendiá-lo em algum sentido. Ouça Memórias do Fogo. “Percebemos que, de uma maneira ou de outra, as músicas tinham em comum a referência ao elemento do fogo. E juntas, compunham um painel poético de situações, personagens e alegorias que evocam lutas coletivas contra diferentes formas de opressão, espalhadas em cenários, épocas e realidades distintas. Uma evocação à necessidade mais objetiva de torrar os ônibus, por exemplo, ou à imagem da barricada. A ideia é que cada uma das músicas pretende ser uma chama, pra esquentar, pra botar lenha na fogueira, pra incendiar nossos corações”, explica Bruno Danton.

O álbum Memórias do Fogo é um convite a conhecer e contar histórias. Com letras que evocam desde tradicionais símbolos de luta, até a ideia do empreendedorismo de faz-de-conta, o disco chama o ouvinte a questionar-se e, porque não, rebelar-se contra as lógicas da opressão. A banda é formada por Tomás Rosati (Voz, cavaquinho e percussão), Cristine Ariel (guitarra, cavaquinho e voz), Tomás Tróia (guitarra e voz), Bruno Danton (voz, violão e viola), Aline Gonçalves (flauta e clarinete e voz) e Vovô Bebê (baixo e voz). A temática com base política é recorrente nas canções do El Efecto, que ficou conhecido no país graças à canção “O Encontro de Lampião com Eike Batista”, em que mistura o rock com a literatura de cordel. Em junho de 2013, El Efecto foi indicado como Melhor Grupo de Rock no Prêmio da Música Brasileira. Pedras e Sonhos, álbum da faixa viral, foi considerado um dos três melhores discos do gênero. Desde então, a banda vem expandindo seu público em apresentações por todo o país e algumas incursões internacionais no Equador, Argentina, Portugal e Espanha. O livro está disponível no site junto de outros produtos da banda e a edição gratuita no e-mail.


Neptune: clipe de “Ruler Of The Sea” é lançado

O ano de 2020 foi especial e marcante para os suecos do Neptune. Após mais de 30 anos de espera, o grupo finalmente finalmente teve o seu álbum de estreia, Northern Steel lançado e obtendo grande repercussão na mídia especializada e também entre os fãs, com muitos colocando o álbum como um dos grandes lançamentos do ano que passou. Mas isso não é sinal de que o grupo iria se acomodar. Nas primeiras horas do primeiro dia do ano de 2021 a banda formada por Row Alex (vocal), Anders Olsson (guitarra), Tosh Ason (baixo/backing vocal), Johan Rosth (teclados) e Jonas Wikström (bateria) lançou o clipe para a faixa “Ruler Of The Sea”.

Nas palavras do vocalista Row Alex, “quando o Neptune ressurgiu em 2018 com o álbum/coletânea Land Of Northern, nós começamos a falar sobre fazer um álbum de inéditas e a música “Ruler Of The Sea” foi a primeira música que escrevi para tal, sendo intencionada a ser a faixa título do álbum. Fiz a música toda para combinar com a maneira de cantar do meu irmão Ray Alex, e também porque nunca tinha escrito nenhuma música sobre o Rei Netuno. Quando meu irmão veio a falecer, acabamos por deixar a música de lado por um tempo. Porém mais tarde, quando estávamos nos momentos finais da gravação de Northern Steel, a faixa ganhou uma nova vida. Foi a última a ser gravada e finaliza perfeitamente a história contada no álbum”. “Ruler Of The Sea” teve a participação de Lars ‘Lasse’ Axelsson (Backdraft Evolution) no solo de guitarra e seu videoclipe pode ser conferido na íntegra clicando no link.

Escrito como um álbum conceitual onde acompanhamos a procura dos vikings pelo aço indestrutível que irá lhes ajudar em sua batalha final, Northern Steel também é um tributo aos guitarristas nórdicos, sendo que nomes como Pontus Norgren (Hamerfall), Euge Valovirta (Cyhra), Stephen Carlson (Brotthogg, Melodic Passion, The Rise, etc) dentre outros participaram do álbum em diversas músicas como convidados nos solos de guitarra que vieram a agregar a sonoridade da New Wave Of Swedish Heavy Metal do Neptune, influenciada por nomes como Madison, 220 Volt, Heavy Load, Europe (primeiras gravações), Silver Mountain e Glory. O lançamento aconteceu em novembro via Melodic Passion Records em cd, vinil e plataformas digitais de streaming com distribuição via Sound Pollution .

Escute Northern Steel nas principais plataformas de streaming.

Neptune é: Row Alex – Vocal; Anders Olsson – Guitarra; Tosh Ason – Baixo/Backing vocal; Johan Rosth – Teclados; Jonas Wikström – Bateria

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Monday Riders: novo álbum Fire, Blood and Gasoline ganha destaque em diversos veículos de imprensa como um dos melhores de 2020

Lançado no ano passado, o novo álbum do Monday Riders, Fire, Blood and Gasoline, vem conseguindo grande reconhecimento não só de público, como também na imprensa especializada, com o trabalho sendo apontado por vários veículos como um dos melhores lançamentos de 2020. O site RockBrasileiro.Net elegeu o Monday Riders como a melhor banda de 2020, graças ao lançamento de seu álbum. Além disso, estão concorrendo na votação do portal Metal com Batata; eleitos um dos melhores álbuns do ano pelo site Rock Dissidente; e foram citadas pelo canal Under Martyrs no quadro “Dez Bandas que você precisa conhecer”. Fire, Blood and Gasoline se encontra disponível nas principais plataformas de streaming e pode ser ouvido no link.

Para saber das novidades do Monday Riders, siga a banda em suas redes sociais.

Monday Riders: Jairo Resenrods – vocal; Marcos de Sensi – guitarra; Wagner Felix – baixo; Paulo Meneses – bateria

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Roadie Metal Press


AVENTHUR: novo single será disponibilizado em janeiro

A AVENTHUR confirmou que o seu próximo novo single, “Behind The Legend”, será lançado ainda no mês de janeiro nas plataformas digitais. A concepção gráfica do material ficou a cargo do designer Rômulo Dias (MS Metal Agency Brasil). Em paralelo, a banda confirmou que o seu terceiro single autoral, “Close To The Sun”, já foi lançado nas plataformas digitais através da CD-Baby.

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Aline Happ, do Lyria, lança versão acústica de “Stillborn”, do Black Label Society

A música mais ouvida do Black Label Society, “Stillborn”, agora ganha uma releitura acústica da cantora Aline Happ, acompanhada pelo guitarrista Rod Wolf, ambos do Lyria. Com quase duas décadas de lançamento, a canção original traz o peso do metal e ganha uma nova vida com a voz doce e poderosa de Aline em conjunto do ritmo de Rod. O trabalho faz parte da série de vídeos presentes no canal da cantora, disponível no YouTube. “Essa música tem uma mensagem forte. Com certeza podemos ligá-la a muitos acontecimentos atuais e também à experiências pessoais. Queria fazer uma versão com a minha personalidade, mas que ainda fosse fiel à música, então pensei que um acústico com violão bem percussivo traria o peso e a suavidade ao mesmo tempo. O Rod já é o guitarrista da minha banda, então, seria uma combinação ótima.”, conta Aline Happ.

Em contraste com a escuridão do clipe original de “Stillborn”, do Black Label Society, que contou com direção de Rob Zombie, a estética da releitura de Aline Happ segue uma visão mais excêntrica e limpa: “Trouxe algo do inconsciente, que pudesse refletir os medos, a solidão e a entorpecência referidas na música, mas também a superação disso. A água e os efeitos de água estão ligados ao nosso ego, à personalidade, à purificação, ao nascimento e ao renascimento. Acredito que o ano de 2020 foi algo bem estranho para todos. Sentimentos de medo, revolta, solidão e tristeza tomaram conta de muitas pessoas. Essa música poderia servir como uma catarse para isso.”, define Aline.

A canção “Stillborn” foi lançada em 2003 pelo Black Label Society e faz parte do álbum The Blessed Hellride. A letra da música fala sobre um homem que está em um relacionamento abusivo com sua namorada, que o maltrata a ponto de o amor morrer, fazendo que ele também se sinta morto. A música também aparece no jogo “Guitar Hero World Tour” (2008) e conta com os vocais de Ozzy Osbourne no pré-refrão e refrão. Conhecida mundialmente por seu trabalho como líder, vocalista e compositora do Lyria, Aline Happ (RJ) é hoje uma das vozes mais famosas do metal brasileiro. Em seu projeto solo, a artista promove releituras Folk/Celtic de canções do rock, do metal e do pop mundial que estão disponíveis em seu canal no YouTube. Graças ao apoio dos fãs, a cantora arrecadou mais de 200% da meta do financiamento coletivo para o seu disco solo de estreia, que será lançado no próximo ano.

Os vídeos postados no canal de Aline Happ contam com o apoio de fãs no Patreon e no Padrim. Conhecidos mundialmente, o Lyria é uma banda carioca fundada em 2012 por Aline Happ. De lá pra cá, o grupo lançou dois discos com apoio de crowdfunding, Catharsis (2014) e Immersion (2018) e tocou em diversas cidades brasileiras como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, entre outras.

Assista “Stillborn

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Em outras notícias, a cantora Aline Happ se apresenta solo pela primeira vez no Bode Metal Fest. Conhecida mundialmente por seu trabalho como líder, vocalista e compositora do Lyria, Aline Happ (RJ) se apresenta pela primeira vez no Bode Metal Fest II. O evento online acontece no dia 16 de janeiro (sábado), a partir das 18h, e contará com a presença de 45 bandas e artistas do metal. Criado em junho de 2020, o canal no YouTube de Aline Happ foi o primeiro passo do que hoje é o projeto solo da cantora, que já fez versões de Rihanna, Black Label Society, e até mesmo das canções-tema do filme Anastasia e da série The Mandalorian. Aline Happ é hoje uma das vozes mais famosas do metal brasileiro. Em seu projeto solo, a artista promove releituras Folk/Celtic de canções do rock, do metal e do pop mundial que estão disponíveis em seu canal no YouTube. Graças ao apoio dos fãs, a cantora arrecadou mais de 200% da meta do financiamento coletivo para o seu disco solo de estreia, que será lançado neste ano.

Esta é a segunda vez que Aline Happ aparece no Bode Metal Fest, porém a primeira com o projeto solo. A primeira participação foi no ano passado, com o Lyria, que foi headliner da primeira edição do Bode Metal Fest, realizado em outubro. Também se apresentam no Bode Metal Fest II as bandas Vikram, Saeko Kitamae, Soulspell, Vandroya, Medjay, EvenDusk, Wasting Love, A Fool’s Mockery, Final Disaster, Ad Inferi, Alchemia, Maw, Hamen, Revolta, Bruxax, Wolfheart and the Ravens, Alchimist, Unknow Code of Existence, Inluzt, Sun Diamond, Rise, Julia Hardy, Seyren, Crow Head, Darkaellium, Even Essence, Living Shields, Flowers to the Ground, Santo Graal, Lucy Gomes, Raissa Ramos, Lomar, Anama, Ana Clara Mafra, Hawake, Lagarto, Inanimalia, Raze, Traumer, Caio Gaona, Stab, Ciça Moreira e Magnus Wichmann.

Serviço

Aline Happ – Bode Metal

Data: 16/01/2021 (sábado)

Horário: a partir das 18h

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Evento gratuito


PANDEMMY: Concorrendo em 5 categorias no “Melhores de 2020” da Roadie Crew, confira!

A tão aguardada votação dos “Melhores de 2020” da Roadie Crew chegou e os pernambucanos do PANDEMMY estão concorrendo em nada mais, nada menos que 5 categorias, são elas:

– Melhor álbum: Subversive Need;
– Melhor vocalista nacional: Guilherme Silva;
– Melhor guitarrista nacional: Pedro Valença e Guilherme Silva;
– Melhor baixista nacional: Marcelo Santa Fé;
– Melhor baterista nacional: Vitor Alves;

Acesse o link, insira seu nome e e-mail e inicie a votação, mas não se esqueça, antes dos nacionais é necessário escolher os nomes internacionais e também terminar 100% para validá-la. O resultado será divulgado no site da Roadie Crew no próximo dia 01/02/2021. Para adquirir Subversive Need em seu formato físico, por apenas R$ 25,00 (+ frete), entre em contato com o PANDEMMY pelas redes sociais listadas abaixo ou diretamente com seus membros:

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Encontre este trabalho nas principais plataformas de streaming e download do mundo:

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Assista ao último vídeo da série “Track By Track”, onde Guilherme Silva, Marcelo Santa Fé e Pedro Valença dividem suas opiniões sobre as faixas “Terror Paranoia”, “The Illusion Of Suffering” e “Charlottesville”, contando com diversos convidados especiais

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Literatura, música e indignação inspiram DIGAØ em novo single “O Verão da Corrupção”

A literatura, a música e o posicionamento político tornam-se um só no novo lançamento do cantor e compositor DIGAØ. Trata-se do single “O Verão da Corrupção”, que inspira-se na obra de Stephen King para alertar sobre o ressurgimento de grupos fascistas e neonazistas. No âmbito melódico, a canção reflete influências de nomes como The Clash, Nirvana, Green Day e Sex Pistols. O lançamento é disponibilizado através da Musikorama Music Records e foi gravado através do próprio serviço de produção online do selo. Na ocasião, DIGAØ gravou guitarra rítmica, baixo, bateria e voz. No entanto, contou com o suporte do guitarrista Valter Gomes (Wanderley Cardoso, Afonso Nigro), que cooperou com solos e linhas alternativas para a base. Assista o lyric video de “O Verão da Corrupção” no Youtube.

O vocalista frisa que O Verão da Corrupção obtém o intuito de fomentar a discussão político-social à medida que correlaciona-se com o conto Aluno Inteligente (Apt Pupil), de Stephen King e ressalta o perigo de se negligenciar o passado do período facista. “Ambas as obras contam a história de um garoto que conhece um ex-soldado nazista e se encanta pelo seu lado da história – o que o levar a cometer atrocidades. “Hoje, há o ressurgimento de grupos fascistas e neonazistas em diversos países. Eles estão ganhando o coração da juventude enquanto destilam veneno contra as minorias”.

Apesar do teor sombrio, DIGAØ atribui ‘uma vibe divertida’ à faixa, trazendo sutilidade e remetendo-se à infância. “Durante a mixagem, me lembrei da trilha sonora do desenho Doug Funnie. Não deu outra. Abri as vozes como se estivesse gravando para um episódio da animação”, ressaltou. Este é o quinto lançamento solo do autor que anteriormente divulgou as faixas “Masterplan”, “Auschwitz”, “Tartarugas Até Lá Embaixo” e “Das Coisas Do Absurdo em 2020”. Todo o catálogo está disponível nas plataformas de streaming.


Rock tropicalista: Assista novo clipe da Ave Máquina

Como uma cigarra que anuncia a chuva que renova, a banda carioca Ave Máquina lança o clipe de “Cigarra”, como um prenúncio de que a vida vai melhorar. O clipe em animação conta com roteiro e direção de uma fã, Nicole Peixoto, e saiu do papel graças a uma rifa virtual apoiada pelos seguidores do Instagram. Gravada à distância, a música foi produzida com base na apresentação do grupo no Showlivre, com nova mixagem e masterização, além de novos instrumentos como teclado e uma segunda guitarra. “Escolhemos a música Cigarra como single por ser uma música que representa bem a estética musical do grupo. É uma canção que transita por diversas influências, que vão do rock psicodélico, hard rock, tropicalismo e música nordestina. A letra da canção também se destaca por suas metáforas que transmitem imagens oníricas, mas com um sentido crítico e metafísico.”, explica Rafael Monteiro, baixista e tecladista da Ave Máquina.

O videoclipe de “Cigarra” também representa o amadurecimento da banda. O novo arranjo da canção mostra uma sonoridade apurada, próxima do que os músicos pretendem seguir lançando nos próximos singles em 2021. O baixista e tecladista Rafael conta sobre a decisão pela animação e os desafios da produção: “O clipe em animação proporciona uma liberdade imagética que dialoga perfeitamente com a ideia de metamorfose e evolução sugerida pela canção. Durante a produção, nosso maior desafio foi conseguir produzir essa faixa mesmo com o distanciamento social.”, analisa Rafael.

O clipe de “Cigarra” contou com roteiro, direção e edição de Nicole Peixoto, que também foi responsável pela capa do single. A música “Cigarra” é uma composição de Fiu, com produção musical e mixagem de Yuri Ribas, e a masterização ficou por conta de Emygdio. A Ave Máquina é uma banda carioca formada por Katia Jorgensen (voz e triângulo), Fiu (voz e bateria), Rafael Monteiro (baixo e teclado) e Yuri Ribas (guitarra). As fotos de divulgação são de Flávio Salgado.

Formada em 2018, a Ave Máquina é uma banda que se autodefine como rock tropicalista. No repertório, os singles “Terra Oca” e “Me Dou Mal”, entre outros, que levou o quarteto a tocar em casas importantes na cena carioca, como Audio Rebel, Saloon 79 e Lapa Irish Pub. Em janeiro deste ano, a Ave Máquina se apresentou ao vivo no Showlivre, importante canal de divulgação da música independente. A performance gerou o primeiro álbum da banda, já disponível nos streamings.

Assista “Cigarra

Ouça “Cigarra

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Lê Almeida se reinventa com experimentações e novas sonoridades no pessoal álbum “Aulas”

Criador prolífico, Lê Almeida lança seu 6° álbum Aulas. O registro pessoal e experimental leva as melodias de rock alternativo e lo-fi por caminhos novos em uma de suas obras mais íntimas. O disco, um registro sobre perdas, está disponível em todas as plataformas de música digital e teve seu dia de lançamento – o Natal – escolhido por uma razão especial. Ouça Aulas

Confira o faixa-a-faixa abaixo

“Esse disco sai no Natal por uma simbologia nossa de data – meu pai, que faleceu em 2018 e faria aniversário. Minha mãe morreu esse ano, em março. Hoje, morando só eu e minha irmã, ter a meta de criar um disco no meio de uma dor e com o coração partido me motivou muito a seguir em frente. Deu força e luz. Esse disco dá início a uma fase mais experimental, em termos de sonoridades, instrumentos e melodias”, conta Lê.

O disco foi concebido após duas longas turnês com o Oruã por EUA e Europa e fazendo parte da lendária banda americana Built to Spill. E depois de tantas jornadas, ele se viu preso em casa pela pandemia. Ali, buscou aprofundar no conhecimento interno e de criação musical. É de onde vem o nome do trabalho, “Aulas”, em uma referência à gíria carioca. “Eu não tinha planejado tanto, mas em meio à quarentena e dentro de casa em um bairro que eu gosto e me sinto confortável, o disco só veio numa onda”, conta ele, que buscou trabalhar em novas sonoridades e experimentações como forma de lidar com o luto.

Aulas, como em grande parte de sua discografia, conta com Lê em quase todos os instrumentos. O álbum ainda traz Bigú Medine no baixo e João Casaes no synth e masterização. Além deles, uma série de artistas fazem participações especiais como o americano Rumi Kizmic (Distant Family), Laura Lavieri, Daniele Vallejo (Blastfemme) e Dinho Almeida (Boogarins). “Aulas” é um lançamento da Transfusão Noise Records.

Crédito: Karin Santa Rosa

Ficha Técnica:

Lê Almeida – guitarras, violão, bateria, metalofone e voz

João Casaes – synth e masterização

Bigú Medine – baixo

Participações especiais:

Rumi Kuzmic – violino

Joab Régis – bateria

Laura Lavieri – voz

Leticia Almeida – metalofone

Julio Santa Cecília – drones, synths e reverberações

André Medeiros – guitarra e voz

Felipe Oliveira – trompete e voz

Daniele Vallejo – voz

Dinho Almeida – voz

Barbara Guanaes – metalofone

Capa

Faixa-a-faixa, por Lê Almeida:

1 – “Constelação de Virgem” – Eu curto faixas que simbolizam aberturas e essa era só uma frase de guitarra que dizia algo, mesmo sem voz. Minha irmã Leticia toca metalofone e Bigú Medine, baixo.

2 – “Luar Bençoar” – Nosso começo na onda de dois baixos em um rock pesado. Esse era um riff antigo meu que acho que sempre praticava na guitarra até que rendeu uma faixa. Tem um baixo do Bigú e outro do João Casaes.

3 – “Interior de Qualquer Desordem” – Queria soasse calmo e pesada, é um som de bateria que gosto muito. Tem violino da Rumi Kuzmic, baixo do Bigú e synth do João Casaes.

4 – “Apreço Antigo” – Essa era uma base antiga, já tinha tudo pronto e ficava meses testando diferentes melodias de voz. Fez eu assimilar novas formas de entortar a voz

5 – “Insight Fim” – Inicialmente era pra ser uma faixa de guitarra e voz, bem delicada. Testei uma bateria uma vez e deslanchou outra onda. Tem baixo de João Casaes.

6 – “Coroação” – Fiz pra minha mãe. Tinha essa introdução há anos, sempre me soava triste e melancólica. Gosto de todo o crescente que ela faz, tudo acontece. Tem baixo do Bigú e backing vocals da Laura Lavieri.

7 – “Fatal Falta” – Gravei essa no Tascam em cassete, inicialmente não era pro disco, mas depois fez algum sentido pra mim. Julio Santa Cecília participa com drones, synths e reverberações.

8 – “Imaculada” – Talvez seja essa o rock mais pesado do disco. Tinha as baterias gravadas de alguns anos atrás, estava esperando o momento certo de gravar. Acabei fazendo umas guitarras como experiência pra depois regravar, acabou que tudo ficou dessa primeira forma, até a voz. Tem baixo do João Casaes e guitarra e backing por André Medeiros.

9 – “Amarração” – Essa começamos a gravar em 2016 em cassete. Foi a partir dela que o disco surgiu. Dedicada com muito amor aos meus pais. Além da banda base com Joab Régis na bateria, tem Felipe Oliveira (Gaax) no trompete e backings, Daniele Vallejo (Blastfemme) também backings, Dinho Almeida (Boogarins) nos backings e Barbara Guanaes (Mos) no metalofone.

10 – “Castelo de Asas” – Eu queria por mais faixas com violão, talvez só mais faixas sem bateria. Essa foi algo que fiz pra poder tocar no violão com facilidade, no flow. Eu fiz pra minha irmã Letícia, dedicado a esse castelo enorme de asas que essa liberdade desse momento tem nos dado.


2021 VEM COM TRABALHO CONJUNTO DE SUSPEITOS DO COSTUME E CONTRA CORRENTE

Num dos anos mais atípicos de que há memória decide-se a comunhão entre duas bandas singulares, que assentam os seus pergaminhos em bom e sólido punk rock. E que melhor maneira há para entrar em 2021 que escutar a emblemática reunião entre os algarvios Contra Corrente e os alentejanos Suspeitos do Costume?! Nas palavras das bandas, “A ideia de fazer este álbum surgiu como forma de colmatar a falta de ligação com o público com a ausência de espetáculos durante este ano de 2020. Reparámos que existiam poucos trabalhos lançados de bandas punk captadas ao vivo e decidimos avançar. Desde há muitos anos que existe uma ligação entre os membros destas duas bandas, desde o início de 2003 com Abandalhados e Punk C’Mantega e essa relação manteve-se até hoje forte já com o início de Suspeitos do Costume e Contra Corrente. São companheiros do mesmo estilo de punk rock a representar o sul de Portugal, mantendo uma ligação forte entre as bandas do Algarve e do Alentejo.

AO VIVO – SESSÃO DE ESTÚDIO

Editora: Amazing Records [PT]
Data de Lançamento: 13.02.2021
Género: Punk / Rock
Tracklist:

SUSPEITOS DO COSTUME
1 – Mente Feita De Cal (Original de PEE JAMMA)
2 – Sem Direcção
3 – Lisboa Menina E Moça (Original Carlos do Carmo)

CONTRA CORRENTE
4 – Mundo Novo
5 – Sem Sentido
6 – Inveja

Suspeitos do Costume:
Gravado ao vivo em Agosto 2020 no Cine Teatro Camacho Costa
Captação: Marcio Conceição
Mistura e Masterização: Miguel Marques

Contra Corrente:
Gravado em Setembro de 2020 no Zinfandel
Captação: Bruno Pinguinha
Mistura e Masterização: João Carlos

Suspeitos do Costume: Voz – Rui Matos; Guitarra & Coros – Telmo Carrilho; Guitarra & Coros – Adriano Almeida; Baixo & Coros – Ricardo Martins; Bateria – João Emídio

Contra Corrente: Voz: João Relógio; Guitarra: João Carlos; Baixo: João Bernardo; Bateria: João Dourado

LINKS – SUSPEITOS DO COSTUME

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