Por Daniel Benedetti

A banda sueca Crashdïet fez seu nome no que chamam de ‘sleaze metal’. Pense na sujeira do Hair Metal, oriundo dos anos 80, tingida com guitarras sujas e uma pitada de influência do chamado Sludge Metal. Vindos de Estocolmo, na Suécia, os caras do Crashdïet estão na ativa desde o início dos anos 2000. A banda é atualmente composta por Martin Sweet (guitarra), Peter London (baixo), Eric Young (bateria) e Gabriel Keyes (vocal), este último, fazendo sua estreia no conjunto.

O grupo lançou seu quinto álbum de estúdio, Rust, em 13 de setembro de 2019, através da Frontiers Records e com produção do próprio guitarrista Martin Sweet. Rust é o primeiro trabalho de estúdio do grupo desde The Savage Playground, de 2013, ainda com o vocalista Simon Cruz (que deixou a banda em 2015). A faixa-título, “Rust”, abre o disco com guitarras bem pesadas e muita intensidade, contando com bons vocais de Keyes. “Into the Wild” bebe nas ricas fontes do Metal oitentista e é uma verdadeira ‘porrada’, com a guitarra de Sweet sendo a protagonista. Em “Idiots”, o grupo convida o ouvinte a explorar o mundo ao nosso redor através de uma lente diferente e a criticar a consciência não apenas de nossa sociedade, mas de nós mesmos. “In The Maze” é uma balada competente e que foi escolhida como primeiro single do disco.

O Hard vigoroso está de volta em “We Are The Legion”, uma faixa com o refrão contagiante e um ritmo bem legal. “Crazy” continua com a mesma pegada, mas vai direto ao ponto, sem muita firula, apesar do refrão de gosto discutível. “Parasite” é um verdadeiro petardo, uma canção de grande potencial, com o espírito do Mötley Crüe, mas muito mais pesada. Apesar da tentativa de soar dramática e melancólica, “Waiting For Your Love” é outra balada, mas dispensável. Fortíssima candidata a melhor faixa do trabalho, “Reptile” possui o melhor riff de guitarra de Rust, flertando até mesmo com o Thrash Metal. “Stop Weirding Me Out” conta com um estilo que lembra o do Poison, mas com mais vigor e mais intensidade. Encerra o álbum a interessante “Filth & Flowers”, a qual mantém o pique elevado.

O Crashdïet obviamente não está reinventando a roda com seus empréstimos estilísticos da essência clássica do metal dos anos 80 que todos conhecem, mas a energia e o esforço que a banda coloca nele é o que faz seu diferencial. Desta forma, a pegada Glam Metal é incrementada com uma roupagem mais moderna, incorporando doses cavalares de peso e boa criatividade. Enfim, um bom disco, recomendado para fãs deste estilo.

Track list
1. Rust
2. Into The Wild
3. Idiots
4. In The Maze
5. We Are The Legion
6. Crazy
7. Parasite
8. Waiting For Your Love
9. Reptile
10. Stop Weirding Me Out
11. Filth & Flowers

4 comentários

  1. Fernando Bueno

    Só consegui ficar pensando “trocaram DE NOVO de vocalista?”

    Responder

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