Por Daniel Benedetti

Foi no ano de 2004 que, ao lado de John Exall, James Richard Anderson (mais conhecido como “Big Dad Ritch”) fundou a banda Texas Hippie Coalition, em Denison, Estado norte-americano do Texas.

Tendo como influências bandas do calibre de Molly Hatchet, Pantera e ZZ Top, Big Dad Ritch e o Texas Hippie Coalition se tornaram os fundadores de um (sub) gênero conhecido como ‘red dirt metal’.

Um parêntese: Red Dirt é um gênero musical que recebe esse nome por conta da cor do solo encontrado em Oklahoma. Stillwater, em Oklahoma, é considerado o centro da música de terra vermelha (Red Dirt), e muitos artistas começaram suas carreiras em bares ao redor da Universidade Estadual de Oklahoma; mas o gênero também se estende à música feita ao sul do Rio Vermelho (Red River), no Texas.

Waylon Jennings e Willie Nelson, lendas da música Country, foram associados ao distintivo Texas Sound, enquanto o falecido cantor e compositor de Oklahoma, Bob Childers, é amplamente reconhecido como o pai da música de Oklahoma: Red Dirt. Se por um bom tempo a distinção entre os dois gêneros sonoros era óbvia, por volta de 2008 essa lacuna havia severamente diminuído.

Retornando ao ponto, em pouco mais de 15 anos e diversas mudanças de formação, a Texas Hippie Coalition lançou cinco álbuns de estúdio: Pride of Texas (2008), Rollin’ (2010), Peacemaker (2012), Ride On (2014) e Dark Side of Black (2016), este último, atingiu a 2ª posição da parada ‘Top Heatseekers’ da Billboard.

High in the Saddle, sexto álbum da Texas Hippie Coalition, foi lançado em 31 de maio de 2019 e é o primeiro pelo selo Entertainment One. Bob Marlette (Ozzy Osbourne e Rob Zombie, entre outros) foi escolhido como produtor.

O álbum é aberto com “Moonshine”, uma faixa forte e baseada em um riff afiado e com a dose certa de peso. “Dirty Finger” põe mais poder na sonoridade, sendo um Hard Rock vigoroso, de refrão inspirado e ótimos vocais de Big Dad Ritch. A introdução de “Bring It Baby” pode até enganar o ouvinte, mas ele logo é colocado no meio de uma música pesada e intensa, especialmente nos refrãos.

“Ride Or Die” coloca brutalmente os pés no freio, sendo uma balada competente – no estilo daquelas que Zakk Wylde costuma fazer. O ótimo riff de “Tongue Like a Devil” tem aquele toque de Southern Rock, bem malicioso, mas sem abrir mão do peso. “Why Aren’t You Listening” é mais lenta e mais cadenciada, embora continue pesada e com ares de modernidade. “Stevie Nicks” é praticamente um ‘Blues Metal’ que presta homenagem à lenda do Fleetwood Mac.

“BullsEye” carrega ainda mais na influência Country, caprichando nas melodias e nos vocais de Big Dad Ritch. Muito groove e muito peso fazem de “Tell It from the Ground” uma verdadeira ‘porrada’, com a bateria bem proeminente e claras influências de Pantera. “Blue Lights On” encerra o disco com um tiro certeiro de Hard Rock, lembrando os bons momentos do Mötley Crüe.

Em suma, divertido é uma boa palavra para definir High in the Saddle. Sua sonoridade oscila em fortes influências de Southern Rock, toques melodiosos de Country e boas doses de um groove Hard/Heavy, os quais oferecem um ar de modernidade em uma musicalidade tradicional. “Moonshine”, “Why Aren’t You Listening”, “Stevie Nicks” e “Tell It from the Ground” são ótimas canções e já valem uma ouvida neste novo trabalho da  Texas Hippie Coalition.

Formação:

Big Dad Ritch – Vocal

Cord Pool – Guitarra

Nevada Romo – Guitarra

Larado Romo – Baixo

Devon Carothers – Bateria

Faixas:

1. Moonshine

2. Dirty Finger

3. Bring It Baby

4. Ride Or Die

5. Tongue Like A Devil

6. Why Aren’t You Listening

7. Stevie Nicks

8. BullsEye

9. Tell It From The Ground

10. Blue Lights On

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