Por Fernando Bueno

É unânime! Quando se fala dos singles lançados pelo Iron Maiden, principalmente nos anos 80, os covers de seus lados B são sempre lembrados com muito carinho. Na época os singles eram muito mais importantes para as bandas porque tinham o objetivo de promover um álbum novo. O single servia sempre como um aperitivo do disco completo e muita gente os comprava para se decidir se iriam adquirir o álbum ou não. Desde aquela época também eram itens muito procurados pelos colecionadores, principalmente os discos do Maiden com as tão famosas capas com o Eddie.

Contracapa de The Trooper

Não será necessário para esse texto descrever um a um os covers que foram lançados naquela época, esse não é o objetivo, até porque sei que eu acabaria escrevendo mais do que o necessário, mas é impossível não se lembrar de alguns para ilustrar melhor do que estamos falando. Quem nunca ouviu, ou até mesmo falou, que conheceu o Jethro Tull por conta da regravação de “Cross Eyed Mary”, lado B para o single de “The Trooper”? Esse é, ao meu ver o cover, mais conhecido, mas tivemos muitas outras bandas como o Thin Lizzy, Nektar, Led Zeppelin, Golden Earring, Free e as mais desconhecidas Beckett e FM, que acabaram também “contribuindo” com esse repertório. Para quem ainda não sabe sobre o que estou falando sugiro ouvir a coletânea Best of the B’Sides, que saiu na caixa Eddie’s Archives em 2002.

O primeiro cover apareceu no lançamento de 12” do single de “Sanctuary”. Enquanto a edição em 7” tinha apenas “Drifter” ao vivo, no de 12” vinha, também em uma versão ao vivo, “I’ve Got the Fire” da banda Montrose tirada de seu álbum Paper Money de 1974. A mesma música saiu no single de “Flight of Icarus”, dessa vez em uma versão de estúdio e já com Bruce Dickinson nos vocais. E o Montrose teve uma segunda música regravada, “Space Station #5”, que saiu no single de “Be Quick Or Be Dead”. Também temos que lembrar que um cover, no caso “Women in Uniform”, música de um obscuro grupo australiano chamado Skyhooks, já foi música principal de um single do Iron Maiden, sendo até clipe. A curiosidade fica pelo fato de Steve Harris ter concordado gravar a música bastante contrariado, mas acabou aceitando a sugestão de um membro da gravadora. O resultado foi tão insatisfatório, pelos critérios de Steve Harris, que no fim das contas a pessoa que sugeriu essa música acabou sendo demitida.

Alguns dos lados B também serviram para dar publicidade a algumas músicas que foram feitas mais por diversão e não caberiam em um álbum. A banda sempre tratou seus lançamentos com muita seriedade e uma brincadeira como em “Sherrif of Huddersfield”, que tem até um arroto em seu início, não seria adequada. Para quem não conhece trata-se de uma espécie de paródia com a faixa “Life In The City” do Urchin, ex-banda de Adrian Smith, tratando da maneira que Rod Smallwood, o famoso empresário deles, conduzia os destinos da banda. Outras como essa podem ser citadas como “Black Bart Blues” e “Roll Over Vic Vella”, também uma paródia de uma música do Chuck Berry – “Roll Over Beethoven”, mas agora brincando com um motorista que trabalhava há anos para eles. E só para registrar tivemos alguns lados B com faixa que eles decidiram que não entrariam nos discos por questão de espaço, ou algum outro motivo, como “Burning Ambition”, lado B de “Running Free” e Total Eclipse, lado B de “Run to the Hills”.

Capa de Women in Uniform

Já com o Blaze Bayley “My Generation” do The Who e “Doctor Doctor” do UFO saíram juntos em um mesmo single, no caso na primeira parte do single para “Virus”. Depois disso a última vez que tivemos um cover foi no single de “Different World” em que entrou uma versão divertida de “Hocus Pocus” do Focus. A faixa é instrumental mas tem a voz de Nicko McBrain fazendo as marcações. Desde a volta de Bruce Dickinson no máximo versões ao vivo de alguma música do próprio Iron Maiden passaram a ser usadas.

Mas até agora eu não entrei no mérito para tentar responder a pergunta que fiz logo no título do texto: “Por que o Iron Maiden não grava mais covers?”. Em um primeiro momento lembremos que nenhum cover nunca entrou em um disco oficial. Em seguida deve-se lembrar que praticamente também não há mais singles. O último lançado em um formato característico de single foi o já citado “Different World”. Quando The Final Frontier saiu em 2010 “El Dorado” veio como um single digital, ou seja, não existia um lado B. Existem, porém, cópias de “El Dorado” circulando por aí sendo tratadas como single, até mesmo por colecionadores, mas são promos e não singles. Aliás para esse disco tem promos também para a faixa título e “Coming Home” todas elas com apenas uma faixa no CD.

Contracapa de From Here to Eternity

Sabemos que o dia a dia de uma banda tão grande quanto o Iron Maiden não é mais aquele ambiente de amizade que normalmente existe em bandas menores ou em inícios de carreiras. A convivência praticamente intermitente dessas pessoas proporciona uma maior interação. Há muitos anos a convivência entre os integrantes do Iron Maiden se resume aos vôos entre um show e outro, o turismo que alguns fazem em conjunto, nunca todos ao mesmo tempo, o tempo de ensaio antes das turnês e, claro, o tempo que passam no palco. Mesmos os ensaios, ao meu ver, são praticamente protocolares e servem muito mais para definir o roteiro dos shows da próxima turnê do que para acertar alguma música. Isso também explica o fato de pouco se mudar os repertórios dos shows de uma turnê para outra. Vocês acham mesmo que eles vão ficar horas e horas juntos lembrando de todas as passagens e se entrosando para tocar a tão pedida “Alexander the Great”? Inclusive quando procurei uma foto deles em estúdio para ilustrar esse texto foi difícil achar uma que aparecia a banda toda. Com tão pouco tempo juntos dificilmente sairia uma proposta para tirar esse ou aquele outro clássico de alguma banda preferida, imagina então de uma banda obscura. E lembrem-se, nem mesmo em uma mesma cidade ou mesmo país eles moram atualmente. Algum leitor pode falar que eles ficam juntos quando estão gravando os álbuns. Será mesmo? Hoje há diversas maneiras de se gravar um disco a distância, mesmo que no caso do Iron Maiden isso não aconteça. Tudo é gravado dentro de um mesmo estúdio, mas não necessariamente com todos os integrantes ao mesmo tempo. As músicas são compostas no privado ou no máximo em parceria de dois dos músicos e distribuídos para todos. Quando eles chegam no estúdio já sabem o que tem de fazer em cada uma delas.

Outro fator, e talvez o mais importante, é a questão econômica. Quando disse que os singles praticamente nem existem mais na discografia da banda não comentei, mas eles não entendem mais que os singles sejam necessários. Os singles teriam perdido a função prática de sua existência. Com os downloads ninguém mais espera um single para ter uma ideia do que vai encontrar em um novo álbum. Em poucas horas após o lançamento de um novo registro todas as músicas estão disponíveis na internet. Assim não haveria motivo para oficializar um single.

Material promocional de Speed of Light

Já falei sobre os promos do álbum The Final Frontier, e no caso de The Book of Souls dois outros lançamentos acompanharam o disco: “Speed of Light” e “Empire of the Clouds”. O primeiro saiu por conta de uma parceria com a rede americana de lojas Best Buy. O CD saiu dentro de uma caixa, apenas com a música em questão, que era acompanhada de uma camiseta. Nem mesmo uma capa ou imagem especial foi criada para essa caixa, sendo este um dos motivos para eu não o considerar como um single. Já para a mais longa faixa da banda em sua história, o LP de “Empire of Clouds” foi a única participação do Iron Maiden na já famosa Record Store Day que acontece anualmente nos EUA. E no lado B não tínhamos nenhuma outra música, mas apenas o áudio do Bruce Dickinson contando de onde tirou a inspiração para compor a música. Ou seja, ambos os lançamentos serviram mais como uma campanha promocional do que a função normal de um single.

Daí alguém pode comentar: “mas todos os lançamentos do Iron Maiden, mesmo esses últimos singles, são disputados a tapa pelos colecionadores”. Daí temos que ponderar que apesar de existirem muitos colecionadores de Iron Maiden, esse número de pessoas não é suficiente para justificar um lançamento do tipo. É preferível um item limitado como esses últimos citados. Lembre-se também que para um colecionador é interessante que um item que ele busca não seja lançado com muitas e muitas cópias. O fator exclusividade também é importante.

Capa de Empire of the Clouds

Por fim, um argumento que me serviu de ponto de partida para escrever todo esse texto. Quando uma banda regrava uma música de outro artista, independente se a lança em seu próprio álbum ou em single, como é o caso que estamos tratando aqui, o compositor original tem o direito de receber royalties sobre as vendas daquele produto. Afinal, o produto tem a intenção de gerar lucro e esse lucro tem que ser dividido pelas pessoas que tem direito sobre a obra. Levando em consideração que os singles já não são mais tão importantes e que quando lançados, mesmo com faixa única, como material promocional ou de algum outro tipo de campanha há a venda certa para os colecionadores, não haveria sentido em distribuir os eventuais lucros relativos à esses lançamentos com outros artistas. Esse é também o motivo para que faixas ao vivo fossem a regra para os lados B de 2000 para cá. Os eventuais royalties ficaram sempre “em casa”. As bandas não ganham mais tanto dinheiro com a comercialização de discos. Desse modo porque repartir o pouco que têm com outras pessoas?

Sei que tudo isso acaba tirando um pouco do romantismo que temos quando tratamos de nossos artistas preferidos, mas são questões práticas que não devemos esquecer e nem ignorar. As bandas, mesmo as menores, devem ser tratadas como uma empresa e o planejamento estratégico acabam afetando todas as ações. Muito provavelmente nunca mais ouviremos o Iron Maiden tocando alguma música de outro artista. O certo é se conformar com as gravações que já existem. Daí também fica a pergunta: esse material faz mesmo falta hoje em dia, ou é apenas coisa de fã mal acostumado? Espero a resposta de vocês nos comentários junto da opinião de cada um sobre seu cover favorito.

Quer saber um pouco mais sobre alguns singles do Iron Maiden? Acesse esse vídeo no nosso canal do Youtube.

 

23 comentários

  1. Marcel

    Fernando, apenas um adendo sobre seu texto, mas o ultimo cover que o Iron Maiden lançou foi para “Space Truckin'”, originalmente gravada pelo Deep Purple e que foi lançada no album “Re-Machined”, onde cada música do Machine Head foi tocada por um artista diferente. Não foi para um single, como você bem explicou aí, mas pelo que eu saiba foi o ultimo cover gravado e também o ünico por essa formação atual.

    Na época no lançamento do Re-Machined eu li uma entrevista do Bruce dizendo algo que você comentou também. Ele disse que em condições normais eles não participariam deste tributo, pois apesar de ficarem felizes com o convite, eles não se reuniriam em estúdio apenas para gravar uma música. Porém, eles se lembraram que gravaram essa música em uma das sessões de algum disco (infelizmente não lembro qual) e acabaram a cedendo.

    Apesar de concordar com seus argumentos de texto, acho uma pena eles pararem de fazer esses covers. Apesar a questão economica, ainda existem várias bandas que lançam covers em singles. E não acho que seria um esforço tão grande pra eles gravarem uma ou duas musicas por disco. Seria legal até pra continuar a entender todas as influencias de cada um ali. Realmente uma pena que não existam mais.

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    • Fernando Bueno

      Marcel…eu lembrei dessa música. Mas como bem vc falou eu estava falando só dos que entraram em lançamentos com o nome deles. Mas poderia ter comentado mesmo. Obrigado pelo comentário e pela adição ao texto.

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      • Vinícius

        Essa faixa foi gravada em 2005/2006 nas sessões do AMOLAD, junto com Hocus Pocus (Focus), que foi lançada em single, Tush (ZZ Top) e Andel Of Death (Thin Lizzy), as duas últimas permanecendo ainda inéditas.

  2. Mairon

    Não faz mais por que eles só sabem fazer músicas com Em, C e D. Se for assim, eles até gravam …

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    • Anônimo

      O Mairon é sempre sarcástico com o Iron Maiden. hahahahaha Mas na boa Mairon, antes eles tocarem sempre a mesma sequência de acordes, só que com músicas bem tocadas, do que tocar só três acordes igual ao lixo da Legião Urbana e ser uma tremenda bosta. Mas no geral você tem razão. Essa sequência de acordes manjados do Maiden acaba cansando. Mas o Iron Maiden é uma excelente banda apesar disso. hehehehe

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  3. Igor Maxwel

    Acho que o título dessa análise devia ser: “POR QUE O IRON MAIDEN NÃO FAZ MAIS NENHUM DISCO EXCELENTE DEPOIS DE “THE FINAL FRONTIER”?

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    • Fernando Bueno

      Depois de TFF só teve um disco. Se vc não o considera “excelente” imagino que pelo menos é bom? TBOS é um baita disco!!!!

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      • Igor Maxwel

        Olha Fernandão, é aquilo que eu sempre venho defendendo: The Final Frontier foi o “canto de cisne” do Iron Maiden, e aquele DVD ao vivo no Chile (En Vivo!, 2011) foi o seu epitáfio, um dos mais fracos discos ao vivo gravados e lançados pelo Maiden. Nele, senti falta de algumas músicas antigas deles que eu curto muito como “Aces High”, “Run to the Hills”, “Powerslave”, “Wasted Years”, “Heaven can Wait”, “Where Eagles Dare”, “Flight of Icarus”, “Revelations”, “Can i Play with Madness”, “Die With Your Boots On”, “Stranger in a Strange Land” e, em especial, “Rime of the Ancient Mariner” (minha favorita da banda desde sempre).

        Mas enfim, só o fato deste ter sido um dos álbuns “live” mais fracos da donzela, ao menos provou que a banda estava mesmo chegando ao fim da linha. “The Book of Lixo” nada mais é do que uma cópia tosca do que o grupo foi um dia, por isso que este álbum novo pra mim é horrível… Ouvi uma vez e não gostei, o que prova a minha opinião negativa a respeito. R.I.P. Iron Maiden!

      • Fernando Bueno

        Vc não concorda que ouvir apenas uma vez não te dá tanta credibilidade para falar se um disco é bom ou não? Quantos disco que vc gosta hoje em dia que não gostou da primeira vez que ouviu?

      • Igor Maxwel

        A mesma coisa que eu vivi atualmente com The Book of Lixo foi antes com Atom Heart Mother, Nostradamus e Nebraska, por exemplo. Só ouvi apenas uma vez cada um destes álbuns e depois não escutei-os mais. E são INÚMEROS os casos de discos que eu ouço/gosto até hoje e que não me cansam desde a primeira ouvida de anos atrás…

      • Fernando Bueno

        Vc deu dois bons exemplos do que falei. A primeira vez que ouvi o Nebraska achei uma bela m**** (sorry Diogo). O mesmo com o Atom Heart Mother, que achei esquisitão. Hj gosto de ambos em diferentes graus, mas gosto. Isso depois de ouvir Varias vezes cada um

  4. Bill Gillean

    Lembro que antes de sair o AMOLAD, o pessoal estava comentando que lançariam Angel of Death, do Thin Lizzy em Single, que estava gravada e tudo mais…
    Até agora nada…
    Faz falta sim, foi uma. boa escola pra muitos que não tinham acesso a essas bandas apresentadas em versões próprias.

    Quanto ao amigo falando do En Vivo! aí acima, vale lembrar que a tour era praticamente exclusiva do álbum, com pouquíssimas músicas dos outros discos. Não é minha turnê preferida, mas se diferenciou justamente por isso, tocar o álbum na integra.
    Para o deleite dos fãs tivemos as Tours de Somewhere Back In Time e a Seventh Tour de novo…

    TBOS eu gostei bastante, excelente album e com mais Maiden que os demais discos pós volta do Bruce/Adrian.
    Empire of the Clouds paga o disco.

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  5. Mairon

    Falando sério, uma bela análise Fernando. Acho que a razão principal mesmo é que os caras não querem mais “se divertir em estúio”, mas as outras são válidas também.

    E dentro do teu texto, ficou a resposta também de por que o Kiss não grava covers, hehehe

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  6. Othon Pantoja

    “Empire of Clouds paga o disco” Concordo plenamente, ainda tem pelos menos duas ou três excelentes músicas. Muito boa a matéria, mas quanto a Women in Uniform, era uns dos covers que mais ouvia quando era moleque, ao lado dela a Reach out eram os meus covers preferidos. Hoje em dia devo ficar com Doctor doctor e Cross eyed mary

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    • Fernando Bueno

      Reach Out é um dos meus Bsides preferidos, mas não podemos dizer que é um cober. Ela e That Girl são daqueles amigos do Adrian. Reach out nunca foi gravada por outra banda

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  7. Anônimo

    Eu prefiro uma banda que só grave material inédito do que gravar cover. Muitas vezes gravar cover é um troço arriscado. Ou você acaba gravando a música original ainda melhor ou você pode por tudo a perder e esmerdalhar a música do seu artista favorito. Seria bom se Capital Inicial e Pitty pensassem assim, ao invés de estragarem músicas originais em versões medíocres e horríveis. Ninguém aguenta mais ouvir Blitzkrieg Bop e I Wanna Be Sedated e Pet Sematary, músicas que já são uma porcaria na versão original. E tocada por músicos de quinta categoria então, ninguém merece!! Fala sério!!! Lobão então gravou um disco de covers com versões de hits de bandas nacionais dos anos 80, ainda piores do que as versões originais. Pensem bem, as vezes tocar cover ao invés de você prestar uma homenagem ao seu ídolo, você está cagando na obra dele com uma cover mal feita e tocada de qualquer jeito.

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    • Fernando Bueno

      Vc já ouviu esse disco de covers do Lobão? Pelo que sei nem foi prensado ainda. Eu estou até bem curioso em ouvir porque li o livro dele e achei muito bom.

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      • Anônimo

        Ele foi em um programa da Jovem Pan e lá tocou trechos dessas versões. É uma opinião minha né? Eu achei medíocre. Artista quando se propõe a gravar disco de covers de duas ou uma: Ou falta inspiração para compor, preguiça ou boa intenção, apesar de muitas vezes faltar qualidade e arranjos melhores. E convenhamos meu caro, de boas intenções o inferno está cheio! hahahahaha

      • Fernando Bueno

        Pelo que entendi em um entrevista, ele quis gravar esse disco por conta do livro que escreveu. Achou que casaria bem e é legal mesmo. Sei que ele tá gravando, mas não sei quais músicas vão entrar. Até entrei no link do crowdfunding que ele fez, mas achei que 400 paus pelo LP é puxado demais. Ele acabou de lançar um disco dele mesmo e não acho que seria falta de inspiração. O detalhe é que ele gravou todos os instrumentos e isso é um diferencial. Vou esperar.

      • davipascale

        Realmente é caro. Essa grana toda acho que é por conta dos direitos autorais. São 24 músicas. Ele está lançando independente, então entra no custo. Eu participei do crowfounding do Rigor e a Misericórdia. Era suave… De todo modo, encomendei o LP.

  8. José Carlos Araujo de Paula Souza

    Belo texto, Fernando Bueno! Infelizmente os tempos mudaram, e também acredito que nunca mais ouviremos o Maiden coverizando algum ícone dos anos 70… Pelo menos temos as versões maravilhosas que eles fizeram lá atrás!

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  9. Evandro Markendorf

    Creio eu que um dos maiores fatores seja que como vc citou acima a banda ja nao “precise” mais disso ate pelo fato dos downloads tirarem aquele brilho ou o romantismo de esperar os singles e tudo mais!
    Eu acho muito legal independente da banda gravar/lançar covers como forma de mostrar suas influências!!
    Parabéns pelo texto!!

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  10. Fernando Bueno

    Boa Evandro!!!
    Nós como fãs, também gostamos de ver essa faceta nos nossos ídolos. Quando abanda grava um cover nós nos sentimos mais próximo deles…por todos sermos fas tb..

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