Na Caverna da Consultoria: Marco Claudio Loiacono

27 de junho, 2017 | por Fernando Bueno
Entrevistas
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Por Fernando Bueno

Existem diversos tipos de colecionadores de discos. Alguns exemplos são aqueles que gostam de todos os estilos e querem a maior quantidade de LPs e CDs possível, aqueles que se concentram em apenas alguns estilos e focam nos álbuns dos artistas preferidos e aqueles que têm em um artista o meio de demonstrar seu amor pela música. Por ser amigo, mesmo que virtual, do Marco há um bom tempo acompanho a evolução de sua coleção e sempre imaginei trazê-lo aqui para a Consultoria do Rock para que todos os leitores fiquem, assim como eu, embasbacado com a abrangência de sua coleção. Sempre brincamos com quem é colecionador a sugestão de itens malucos para a coleção. Quem nunca perguntou para um colecionador de Iron Maiden se ele possuía as cuecas do Steve Harris? Nesse caso aqui eu não perguntei, mas eu não ficaria surpreso se as ceroulas de Lemmy estivessem guardadas em algum lugar. Prestem atenção nas fotos e me ajudem a procurar. É possível que alguém as encontre. O que não é possível é não se impressionar com tudo o que será apresentado aqui abaixo, mesmo para aqueles que por ventura não seja tão fã do que Lemmy e sua banda fizeram desde a década de 70. E isso porque não consegui colocar todas as fotos que me foram enviadas. Porém, Marco não coleciona apenas itens físicos, coleciona histórias que poucos aqui conseguiram algo similar. que todos vão Então, prepare um copo de Jack Daniels, puro ou com coca, como era a preferência de Lemmy, e conheça uma das coleções mais legais do Brasil e quiçá do mundo.

Seja bem vindo à Consultoria Marco. Obrigado por concordar com esse bate papo e mostrar sua coleção. Em primeiro lugar gostaria que você se apresentasse para os nossos leitores.

Olá a todos! Meu nome é Marco Claudio Loiacono,  tenho quase 53 anos,  sou concursado, trabalhando como Agente de Segurança Judiciária na Justiça Federal há 12 anos. Também fui Policial Rodoviário por quase 7 anos.  Sou casado há 11 anos com Leila e pai-avô do Ian Marco, com 4 anos de idade. Ian em homenagem a um certo cantor… Ian Fraser Kilmister.

Com quantos anos você começou a gostar de música e quando percebeu que era um caminho sem volta?

Três  pessoas  foram determinantes para o meu gosto musical: um primo, meu pai e um amigo. Meu primo era mais velho que eu em uns 6 anos quando eu tinha 7 anos de idade.  E ele pedia discos de rock a meu pai, que trabalhava na CBS e distribuía os LPs no mercado à época. Meu pai ganhava muita amostra invendável de todos os tipos musicais e este meu primo começou a pedir Deep Purple, Led Zeppelin, Beatles e tanta outras da época. Acontece que ele tinha um toca discos com problemas na agulha e vira e mexe devolvia os LPs a meu pai,  achando que era problema no LP. Estes LPs ficaram guardados em um canto. Morava em Santos, e quando mudamos para SP aos 9 para 10 anos de idade, conheci este meu amigo, Edu (Carlos Pera, músico do Brotheria, o que esta a direita na foto) que era mais velho que eu em 2 anos e me apresentou Suzi Quatro, Slade e Kiss e era do fã clube Kiss Army. As três primeiras bandas despertou a minha curiosidade para o rock fazendo eu procurar aquela pilha de LPs guardados. Enfim, digo que meu pai foi a maior influencia para meu gosto para com o rock, mesmo ele não incentivando… rsrsrsrsrs… Aos 14, 15 anos ele ainda trazia LPs e Ted Nugent, Cheap Trick e Journey foram as variantes apresentadas. Nunca mais deixei de gostar de rock.

Qual foi e você ainda tem o primeiro disco que você comprou?

Comprado, com o primeiro salário na Hi-Fi do Shopping Ibirapuera,  foi o Motörhead – No Sleep Til Hammersmith e ainda o tenho.

E o Motörhead? Como ele entrou na sua vida?

Fui dispensado do exército contra a vontade e nisto comecei a trabalhar no extinto Banco Nacional S.A.. Antes de assumir a posição de caixa bancário, fiz um treinamento para tal e passei a pegar carona na volta para casa com um camarada que estava começando no banco também. Um dia colocou uma K7 gravada de uma banda rápida, barulhenta que logo associei ao punk . Era 1981 e descobri que se chamava Motörhead. Como sempre disse, aquela música, aquele som, visceral, rápido, violento, foi como um soco em meu estômago.  Eu tinha que comprar aquele LP e foi o que fiz… aos 18 anos.  Uma paixão há 35 anos.

Você consegue colocar em números sua coleção tanto do Motörhead quanto do restante?

Motörhead faço questão de abordar todas as mídias lançadas como  LP, CD, boxes, singles, promos, K7, DVD, VHS, livros e toda a memorabília a volta disponível. Não tenho certeza dos números, mas passa tranquilamente de mais de 2500 itens.  A coleção de outras bandas, onde foco somente em CDs e DVDs, deve ficar em volta de uns 1700 itens. Ainda devo ter por volta de uns 200 LPs de bandas diversas que por motivo emocional, nunca me desfiz, o que agradeço hoje, ainda mais com o revival do LP.

É impossível não focarmos o Motörhead como ponto principal dessa entrevista já que a sua coleção é uma das mais completas que existem. Como é seu relacionamento com outros colecionadores die hard da banda? Você consegue comparar sua coleção com outros colecionadores mundo afora?

Antes da internet, a minha coleção era formada meramente pelos LPs lançados no Brasil mais as revistas, posters, patches, buttons e camisetas. O grande salto de minha coleção se deu quando morei na Califórnia por 3 anos a partir de 2001. Foi lá que descobri  o eBay e PayPal, sem contar as lojas físicas como a Streetlight Records, Rasputim Music, Tower e Virgin Records. Lançamentos em LPs do Motörhead geralmente restritos à Alemanha, em 1000 cópias, consegui  graças a internet e a facilidade dos itens chegar nos EUA sem problemas com Receita Federal de lá. Os primeiros singles e também os lançamentos e usados  achados nas lojas. Também descobri as k7s e trocentos outros ítens. Era e é algo realmente viciante. Foi nos EUA que também descobri o fórum oficial do Motörhead, no antigo site comandado pelo Ace Trump, onde fiz vários amigos que sumiram com o fim do fórum e reapareceram com o advento do Facebook e onde participo em algumas selecionadas comunidades sobre o Motörhead. Uma de Motörheadbangers, mas que não são associados, porque quem curte Motörhead, não deixa de ser um mhb e uma Motörheadbangers só de associados ao fã clube. As coleções de certos mhbs que acompanham a banda desde o primeiro show e tem membros que estiveram no Rondhouse London em 20 de julho de 75 são gigantescas. Os caras tiveram acesso ao merchandising na fase do trio clássico, então a comparação não é muito justa já que só tive acesso mesmo a itens gringos a partir de 2001. Mas levando em consideração que são só 16 anos comprando, o que muitos gringos falam,  é que a minha coleção é realmente impressionante. Da qual realmente me orgulho muito.

Você possui algum ítem único, no sentido de ele não ter sido lançado em série ou direcionado para colecionadores?

Tenho uma corrente para carteira, formada pelo mascote do Motörhead, o Snaggletooth ou Warpig como alguns chamam.  Darren Hooley foi um colecionador inglês que tinha este acesso a banda desde os primórdios. Realmente conhecia a fundo Lemmy, Animal, Clarke e os mais recentes.  A coleção dele era impressionante, comparando com a minha, se eu tivesse mil itens, ele tinha uns 5 mil.  Ele faleceu em 2010 se bem me recordo. Outro inglês,  M. era grande amigo dele. Para terem ideia, vieram ao Brasil assistir a banda. Ele acabou ajudando a esposa do Darren a vender os itens no eBay. Infelizmente o filho dele não se interessou pela coleção do pai. Comprei vários itens pelo eBay, mas o M. me ofereceu vários outros itens por mensagem privada. Um destes itens, esta corrente, era do Darren, que recebeu de presente simplesmente do Philthy Animal Taylor. E que hoje é minha. Já postei nos fóruns e nenhum colecionador tinha conhecimento dela. É um item único, exclusivo mesmo, feito para o Animal. Vários fãs hardcore da banda me contataram querendo comprar. Coincidentemente, outro item dele, mas não exclusivo, está para chegar em breve. A capa do LP Bomber, zerada, para um LP azul, edição limitada lançada pela Bronze. O meu está com a capa em mau estado. Postei em um fórum que estava a procura de uma capa e um francês que foi fotógrafos da banda em vários shows, e no qual já enviei uma série de itens a ele, me ofereceu uma original inglesa, pertencente a coleção do Philthy. Ele adquiriu em um leilão de itens do Animal, após o seu falecimento. Detalhe, só paguei a postagem. Me mandou pura e simples. E o mais legal,  tem fotos para comprovar. (N.E.: Marco disse na época da entrevista que a capa estava para chegar, mas no momento da publicação aqui no site ela já tinha chegado e a foto está aí embaixo).

Complementando a pergunta anterior, qual o item mais raro que você possui?

Tenho uma dezena de itens raros, mas com certeza o mais valioso é o lançamento da Chiswick para o primeiro Motörhead. Para a primeira prensagem de mil cópias, o mascote da banda foi feito com uma folha prateada impressa na capa preta. Esta prensagem tornou-se rara, porque dos 1000 só sobraram 600. 400 pegaram fogo em um depósito. Destas 600, várias capas tiveram problema com esta folha metálica se soltando da capa. As que sobraram estão com colecionadores die hard… então quando aparece no eBay é uma briga de foice. E muitas não estão em bom estado. Preços? 700 libras em média e já chegou a 1100 libras. O meu paguei em 4 vezes, no estado perfeito, oferecido por este grande amigo que me contata,  oferecendo itens.  A confiança é tanta, que tenho no momento com ele uns 7 LPs e singles, onde vendedores que não mandam para o Brasil, aceitam que eu pague e os mesmos sejam enviados ao endereço dele. Colecionadores de LPs no Brasil não têm conhecimento de outro por aqui. Acredito ter o único no Brasil.

Sei que você teve contato mais de uma vez com os membros da banda e principalmente com o Lemmy. Como foram essas situações?

Tenho histórias alegres e tristes com relação à isto. A primeira visita deles em 89 já era esperada por mim ansiosamente, claro. Me pegou de surpresa o fato deles se hospedarem no hotel San Raphael no centro de SP e eu estar por lá coincidentemente a trabalho e com o primeiro livro que tive deles. E claro, a época não havia máquina digital ou celular. Fui ao hotel e consegui encontrar a formação a época, Lemmy, Animal, Wurzel e Campbell. Havia outro fã lá com máquina. Pedi a ele se ele podia tirar minha foto com eles e enviar a meu endereço e ele concordou. Tirei foto com Wurzel e Animal. Não consegui com Lemmy e Campbell, mas os quatro assinaram meu livro, que era sobre a historia da formação clássica. Uma foto de página inteira, mostrava o Animal e Lemmy, mas mesmo os outros não estando, eles assinaram. Fato triste? O cara nunca me mandou as fotos e justamente com os dois que já morreram também. A segunda vez em 92, consegui a tão sonhada foto com Lemmy, através do Pepinho Macia,  filho do ex-jogador do Santos, Pepe que jogou com Pelé. Pepinho tem grande influencia no meio metal e acesso invariavelmente a membros de bandas diversas. Para esta foto, tive que me esconder ao fim do show atrás das caixas de instrumentos da banda, em um canto do antigo Olympia. Que aventura ver o caminho livre e abrir uma porta e dar de cara com pessoas conversando com Lemmy. Eu não falava nada de inglês mas o Pepinho agitou e consegui a tão sonhada foto,  fora os autógrafos nos ingressos dos dois dias. A segunda vez que encontrei Lemmy foi em San Francisco, em 2002. Era o primeiro da fila pois cheguei cedo sem saber como funcionam as coisas por lá. Ninguém é apressado como o brasileiro. Na hora que supostamente iria abrir o teatro a moça avisou que iria demorar mais uma hora para abertura. Falei com o segundo da fila e fui procurar um banheiro em uma rua paralela ao teatro e quando adentro o bar dou de cara com Lemmy e mais três caras, jogando sinuca… absolutamente mais ninguém :D. Esperei a jogada dele terminar  e falei com ele, que me atendeu de muita boa vontade. Conversamos por 10 minutos sobre o roadie brasileiro dele, o Rogério, e inclusive pegou na minha cruz de ferro para analisar. Que momento mágico. Pedi a foto, não quis ser aquele fã mala e tirei somente uma foto, a primeira da máquina de filme.  Me despedi em êxtase. E no show no gargarejo completei  o filme com mais fotos. Mandei revelar logo cedo no dia seguinte e adivinha qual a única foto que não saiu? Não virei o rolo o suficientemente. Chorei por uns 3 dias e ate hoje me entristeço com a situação. Ficou somente em minha memória :/. Em 2007 encontrei o Mikkey Dee no Manifesto Bar onde tirei foto com ele. Lemmy não apareceu. Em 2009, consegui autografo dos três no Via Funchal e consegui dar uma camiseta com tema da segunda guerra ao Lemmy. Não foi permitido tirar fotos com eles. Mas enquanto eu tinha os ingressos sendo autografados, meu irmão tirou as fotos deles. Infelizmente a foto minha entregando a ele a camiseta e cumprimentando-o foi atrapalhada por um outro fã, só saindo meu braço cumprimentando Lemmy. Em 2011 rolou a terceira foto com Lemmy , que conto na próxima pergunta.

Uma situação muito legal aconteceu quando você presenteou Lemmy e esse presente apareceu pendurado na parede da casa dele em uma foto divulgada na internet. Conte-nos como tudo aconteceu, desde a escolha do presente, a oportunidade de entregá-lo e a sensação de vê-lo em local de destaque na casa dele.

Sabendo da vinda deles em 2011, consegui agitar com Eddie Rocha, o tour manager, o Aftershow Pass  para acessar a banda após o show. Meses antes, preparei com um amigo que tinha conhecimento de informática e uma máquina de fazer patches a confecção de 24 patches das unidades Waffen SS de combate alemãs da segunda guerra. Fiz quatro quadros com 6 patches cada. Descrevendo sob os patches qual unidade pertencia. Pessoas sabiam deste meu presente. Acabando o show, consegui entrar no camarim para entregar os quadros, mas infelizmente Lemmy não estava bem,  e não ficou nem 40 minutos após o show acabar. Nem cheguei a vê-lo. Lá dentro, consegui algumas folhas tamanho A4 indicativas do camarim dele, informativo do tipo de passes do acesso a banda, umas coisas legais para a coleção. Mas saí bem frustrado do Via Funchal por volta das 23h30. Encontrei na saída a Paula Baldassari, radialista da Kiss FM, acho, na época, e que era contato meu no Orkut e sabia de meu presente e foi a única a ter contato com Lemmy ainda no Via Funchal. Quando me viu com os quadros não acreditou que eu não tinha conseguido dar. E ela havia comentado com Lemmy sobre os quadros e me disse que ele estava muito interessado. Me incentivou a ir ao Hilton Hotel para entregar e então para lá me dirigi. Chegando a meia noite. Nem sinal dele. Mas esperei pacientemente junto com outros três fãs, onde dois deles estavam nitidamente interessados em autógrafos e sair na foto, como um prêmio. As 4hs da manhã, Kevin Gilles, um inglês radicado no Brasil, vocalista do Devil Sins e que também era segurança da banda no Brasil, me garantiu que ia dar um jeito de fazer o encontro. Esperei onze horas pelo encontro. As 11 da manhã,  esgotado,  Kevin chegou e me explicou que Lemmy ia autografar só um item e decidi dar uma foto minha de 92 que mandei fazer e ele levou para o Lemmy autografar com dedicatória. Meia hora depois ele saiu apenas para as fotos para 4 fãs do lado de fora. Fiz um amigo lá e até hoje somos contatos no facebook. Ele tirou várias fotos entregando o presente a ele, onde conversamos sobre os patches brevemente. E a foto tão sonhada, para um quadro que mandei fazer. Imaginei que este presente pudesse aparecer algum dia em alguma foto, mas o antigo apartamento dele era apinhado de coleções. Ele mudou-se para outro apartamento, mais próximo ao Rainbow e toda aquela confusão do primeiro ficou limitada há umas adagas alemãs da segunda guerra na sala de estar dele. E sem mais nem menos, um dia um belga me marca em uma foto no facebook, onde havia uma foto da sala dele. E os quadros eram o único presente de um fã junto as adagas alemãs naquela sala. Quase tive uma sincope rsrsrsrsrsrrs… Vim a descobrir quem tirou as fotos e hoje é meu contato no facebook e instagram, a baixista do Nashville Pussy a época, Corey Parks. Era grande amiga de Lemmy e me enviou por mensagem várias fotos da coleção dele e dos quadros na sala. Inestimável! Para sempre em meu coração, eternizado em fotos. A consideração de Lemmy para com os fãs era algo inigualável.

Todos os shows começavam com a famosa frase We are Motörhead, and we play rock’n’roll. Você os considera essencialmente rock and roll?

Na essência  para Lemmy podia ser, mas definitivamente para os fãs era muito mais. Entendo o rock ’n’ roll como raiz do metal, mas a sonoridade da banda era muito mais que rock, era punk, era metal, é um estilo único em minha opinião.  Não se encaixa nas variantes do rock.  Enfim, era Motörhead music.

Sabemos que Lemmy rejeitava o termo heavy metal, porém a banda é uma das únicas que consegue unir desde quem curte hard rock até quem curte metal extremo e a grande maioria do fãs são headbangers. Isso acaba não sendo uma contradição?

Por Lemmy ter crescido ouvindo o nascimento do rock,  acredito que só ele podia entender o estilo que tocava. Ele definiu como rock ’n’ roll. Mas ao querer ser a banda mais suja e alta do mundo, gerou o estilo Motörhead onde o próprio Lemmy dizia ser mais associado ao punk a época. E realmente foi o que pensei quando ouvi a primeira vez: punk rock, nunca metal. Com o tempo sim, associei mais ao metal, assim como a maioria. E com certeza as bandas tiveram muita influência deles. Enfim, para a maioria, seria uma contradição mesmo. Mas isto que é fascinante no Motörhead, os diversos estilos e fãs terem sido influenciados por eles.

A banda é tratada como uma daqueles que sempre lançam “o mesmo álbum”. O que você acha disso?

Motörhead Music, estilo único que Lemmy fez questão de preservar. Eu nunca me importei, assim como os muitos fãs. Pelo contrario, esperava cada lançamento ansiosamente para ouvir justamente aquela sonoridade consagrada.

Cite cinco músicas da banda que mostram uma diversidade maior da música do Motorhead.

“Orgasmatron”,  “Brotherhood of man” (The World is Yours), “March or Die”,  “I Don´t Believe a Word” (Overnight Sensation) e “Whorehouse Blues” (Inferno).

O Lemmy era um colecionador ávido de militaria, especialmente alemã.  Você tem ideia do porquê deste interesse?  E  você sabe o que será feito deste acervo?

Lemmy colecionava militaria de diversos países e de épocas diferentes. Mas o foco principal dele era a memorabília alemã na segunda guerra mundial. Segundo ele mesmo dizia, ele colecionava peças alemãs pelo fato de serem mais bonitas esteticamente. E realmente a simbologia alemã na SGM era impressionante e variada. Sem contar as várias inovações promovidas por eles. A farda tinha diversos elementos e cores. Já não se podia dizer o mesmo da inglesa ou americana, que eram focadas no caqui e verde oliva, respectivamente. Lemmy tinha mais de 200 adagas alemãs, um número impressionante de variações. Ele gostava especialmente de cutelaria na coleção. Espadas, facões, punhais, etc. Infelizmente há um mistério sobre o destino desta coleção. Nem os fãs mais próximos, com quem converso, sabem explicar o que está ocorrendo. Há um jogo de interesses muito grande e aparentemente coisas negativas estão acontecendo. O melhor amigo de Lemmy, Scott Albanesius, trabalhava no Rainbow há tanto tempo quanto o Lemmy freqüentava o bar, teve uma briga feia com o dono, que faleceu há pouco tempo e foi impedido de freqüentar o mesmo. Sem contar os inúmeros lançamentos de itens que estão acontecendo e que irá acontecer ainda e, como os gringos comentam, estão sugando o máximo possível. O filho do Lemmy que aparentemente é o único herdeiro não se pronuncia a respeito.

Você teria interesse em adquirir algumas das peças da coleção do Lemmy por ter sido um objeto dele ou acharia que isso não teria sentido em uma coleção musical?

Ah… se tivesse condições de ter uma peça pessoal da coleção dele, seria motivo de muito orgulho. Pensando na militaria alemã, sendo dele ou não, me interessaria de qualquer forma. Entretanto, não acho que teria um encaixe na coleção do Motorhead propriamente dita. Agora ele tinha vários itens relacionados a pessoa dele, feito por fãs ou até por empresa, para promover. Aí sim, seria interessante para a coleção.

Como você organiza sua coleção?

A coleção das diversas bandas, por ordem alfabética, mas foi bem recente esta decisão. Plásticos para proteger os digipacks. Já Motörhead, reúno em um grande rack de 1,90m de altura por 2,20 de comprimento. E já não está acomodando algumas coisas, como os diversos itens de bebidas, posters nos tubos, o mais recente Lemmy bobblehead e funko Lemmy. Para toda a coleção, uso plástico para proteger. Se não tem o tamanho para um livro por exemplo, corto, emendo, mas tudo esta protegido por plásticos. Até os CDs com caixa de acrílico. Miudezas, como buttons, palhetas,  fivelas, etc, estão em caixas de chocolate Ferrero Roche.

Fora o Motörhead tem alguma outra banda que você tem uma coleção mais “séria”?

As bandas que coleciono, procuro deixar o mais completo possível apenas com os lançamentos em CDs. Nem que eu quisesse escolher uma banda e começar a colecionar nos moldes do Motörhead,  poderia fazê-lo por absoluta falta de espaço. Imagino o drama de quem coleciona tudo de Kiss ou Iron Maiden, são bandas com infindáveis produtos.

Algum outro hobby fora a coleção de música?

Coleciono várias outras coisas, não relacionados à musica, o que deixa meu quarto com uma cara de loja…rsrsrssrs.  Gosto de miniaturas prontas, de veículos, motos em várias escalas e também monto miniaturas em plástico. Veículos militares da segunda guerra, alemães e americanos. Também coleciono militaria em geral, fardamentos, equipamentos,  tendo inclusive um manequim  fardado que o chamo de guardião de minhas coisas… rsrsrs… Livros, muitos livros sobre a segunda guerra, até para a referencia para minhas montagens das miniaturas. Revistas de carros e motos, graphic novels e meus brinquedos antigos como Forte Apache, Falcon… Apesar disto tudo, não me considero acumulador. Pelo menos está tudo em ordem :).

Por ser um colecionador e prezar pelo material físico, o que você acha desses sistema de streaming?

Isto é inevitável e uma besteira negar. Particularmente não ouço nada em streaming, a não ser ter visto shows ao vivo em outros países, quando possível. Acho que enquanto houver fãs dedicados a banda vai ter os lançamentos comprados. O problema nosso é apenas o preço exorbitante cobrado, comparado com o que o americano, japonês ou europeu  paga. Não nego que baixo algumas bandas para conhecer, mas se gostar, procuro ter o material físico.

Qual foi o lugar mais incomum que você comprou algum disco?

A maioria acho que não passou por esta experiência, mas comprar LP em supermercado nos anos 80 era comum. Comprei do Motörhead Iron Fist, Bomber, Overkill no Carrefour. Ted Nugent, Cheap Trick, etc. Mas era o material disponível da época. Assim como alguns hoje ainda oferecem CDs.

E qual é o local em que normalmente faz suas compras hoje?

Motörhead no eBay a grande maioria dos itens. Muito pouco no Mercado Livre. Tenho a felicidade de ter este amigo inglês e um alemão para me comprar lançamentos ou memorabília, para que eu não precise comprar diretamente da loja e ter uma surpresa desagradável como desvio do pacote por exemplo. Porque tudo que eles me mandam, peço com rastreio. Outras bandas, geralmente na Blaster, loja situada em Santos, a única dedicada ao rock em geral. E com conhecidos e lojistas de confiança atualmente pelo facebook.

Conte-nos alguma situação engraçada ou curiosa que você passou para adquirir algum material.

Uma situação curiosa e embaraçosa a princípio foi um picture disc do Motörhead que vi no eBay, Deaf Forever, em que não prestei atenção e o cara não aceitava Paypal, somente money order. E para piorar o cara não falava inglês. Foi complicado. Tive que contatar um fã alemão na época para ajudar na transação. E dois itens raros que tenho, como o Iron Fist (é um punho realmente em ferro, o mesmo da capa do Iron Fist) e uma placa de ferro comemorativa, da Griffin Records. Nunca iria conseguir arrebatar em leilão, mas este alemão da época (não é o mesmo que me ajuda atualmente), me contatou para oferecer estes itens, de outros alemães e confiar nele e comprar às cegas.  Mas deu tudo certo, felizmente.

Tem alguma história parecida, mas no encontro com algum artista?

Não. Somente as que começaram bem e não terminaram como eu queria, como explicado no lance das fotos com o Animal e Wurzel e a foto perdida com o Lemmy. Minha única frustração é não ter foto com Eddie Clarke pelo mesmo não ter interesse algum em vir a América do Sul e também com o Phil Campbell, que infelizmente não se mostrou muito agradável nas vezes que eu poderia abordá-lo. Não sou de insistir quando vejo uma situação não muito favorável. Eu particularmente gostava muito mais do Wurzel, eu achava ele a encarnação do Motörhead, o cara que vestia a banda, após o Lemmy. Fiquei muito chateado com a saída dele.

E outros estilos musicais? Você gosta de algum outro ou é totalmente fiel ao heavy metal?

Dentro do rock, gosto de quase todos os estilos. Cresci com o hard rock dos anos 70, punk rock no final dos 70, NWOBHM e hard core nos 80 e os sub-estilos do metal entre 80 e 90, como power metal (era assim chamado o estilo thrash), death metal, black metal. Só não gosto de melódico firulento e emo (se é que existe ainda). Por ser Troooozão nos anos 80, reneguei muita banda legal de época, que acho legal hoje. The Cars, Devo, Duran Duran e outras tantas com musicas legais.

Qual o disco que pode causar estranheza nas pessoas quando o encontrarem na sua coleção? Algo na linha do “o que isso está fazendo aqui”?

Acredito que eu não tenha nada que possa surpreender alguém. Realmente foco no rock/metal/punk. Mas tenho três CDs que não se encaixariam no trio acima, pendendo mais para a new wave dos anos 80. CDs coletâneas do The Cars e do Devo. Um CD totalmente fora de tudo que tenho seria a trilha sonora do filme Deliverance, duelo de banjos. Musica country de raiz americana. Acredito que nenhum dos três sejam bizarros na coleção.

 

Existe algum item que você quer e procura que ainda não conseguiu adquirir?

Sim… vários!!! kkkkkkkk. Deixa pensar no momento qual mais quero…Ah tá…Um box limitado do cd Overnight Sensation, que vem em uma caixinha imitando couro com 6 fotos no tamanho formato de CD, dos membros da banda. É um item raríssimo que sequer vi para vender no eBay. Se o ver um dia no eBay sei que será dificil de conseguir. Este é um item que terá que ser negociado diretamente com um vendedor.

Quais foram os shows mais marcantes que você assistiu?

Shows memoráveis do Motörhead em 89, por ter sido a primeira vez. Ter assistido eles em San Francisco em 2002 junto com Morbid Angel e High on Fire e o de 2011, claro por tudo que rolou. Ramones quando vieram da primeira vez. Amon Amarth e Hypocrisy pela primeira vez no Brasil (mas já tinha assistido ambos nos EUA). Já na gringa, com bandas diferentes, tive a felicidade de ver In Flames e Jag Panzer abrindo para o Iced Earth com o Matt Barlow. Discharge e English Dogs com a formação original na cidade que eu morava em San Jose. Amon Amarth, Arch Enemy, Nile, Vader e Origin todos no gargarejo com palco de metro e meio de altura. Eu podia tocar literalmente na Angela, por exemplo. Hypocrisy abrindo para Soilwork onde a maioria foi para assistir este último, deixando eu assistir Hypocrisy a meio metro do Peter sem atropelo, também com palco baixo. Inimaginável isto no Brasil.

Costuma a ir em shows de bandas novas e autorais?

De algumas aqui na baixada santista, especialmente a de meu irmão, Infector, que já abriu para Vulcano.

Quais são os 10 melhores discos da década de 60?

Eu não conseguiria listar dez… mas Magical Mistery Tour dos Beatles está no topo. Também qualquer um do Jimi Hendrix como o Are You Experienced ?

31 – Quais são os 10 melhores discos da década de 70?

Por ordem de conhecimento:
Suzi Quatro – Suzy Quatro
Slade – Slade Alive (disco vermelho)
Kiss – Dressed to Kill
Ramones – Leave Home
Alice Cooper – Love It To Death
Motörhead – Overkill
Ted Nugent – State of Shock
Black Sabbath – Paranoid
Deep Purple – Stormbringer
Cheap Trick – Live at Budokan

Quais são os 10 melhores discos da década de 80?

Motörhead – Orgasmatron
ZZ top – Eliminator
Ramones – Pleasant Dreams
English Dogs – Invasion of the Pork Man
Judas Priest – British Steel
Iron Maiden – The number Of The Beast
Slayer – Raining Blood
Metallica – Ride the Lightning
Venom – Black Metal
Celtic Frost – To Mega Therion

Quais são os 10 melhores discos da década de 90?

Motörhead – Bastards
Carcass – Heartwork
Death – Symbolic
Paradise Lost – Draconian Times
Grave Digger – The Reaper
Hypocrisy – Abducted
Gorefest – False
Rotting Christ – Triachy Of The Lost Lovers
Unleashed – Warrior
Candlemass – Chapter VI

Quais são os 10 melhores discos dos anos 2000?

Motörhead – Inferno
Bolt Thrower – Those Once Loyal
Jag Panzer – Thane To The Throne
Overkill – Immortalis
Exodus – Tempo Of The Damned
Sodom – M-16
Iced Earth – Dystopia
Triptykon – Eparistera Daimones
Paradise Lost – Faith Divides Us , Death Unites Us
Hail of Bullets – III : The Rommel  Chronicles

Agora a famosa pergunta: quais são os 10 discos que levaria para uma ilha deserta e o que mais não poderia faltar lá nesse local?

Motörhead  – No Sleep til Hammersmith (primeiro álbum ao vivo na história a alcançar a primeira posição nos charts ingleses)
Motörhead – Orgasmatron
Ted Nugent – State of Shock
Suzi Quatro – Suzy Quatro
Paradise Lost – Draconian Times
Exodus – Bonded by Blood
Candlemass – Ancient Dreams
Rotting Christ – Theogonia
Obituary – Inked in Blood
Cathedral – The Ethereal Mirror.

O que não poderia faltar?  Eletricidade para tocar os sons acima 😀

Marco, muito obrigado pela entrevista e parabéns pela coleção. Tem mais alguma coisa que gostaria de passar aos nossos leitores?

Gostaria de agradecer a oportunidade de ter falado um pouquinho sobre a banda que mais amo. Lemmy diria: Don´t forget us, we are Motörhead and we Play Rock ’n’ Roll and if you think you are too old to rock’n’roll,  then you are

 



32 Comentarios

  1. Marcelo Nascimento de Souza disse:

    Prazer imenso em ser, mesmo que virtualmente, amigo do Marcão e prazer maior ainda em ver meu trabalho fazendo parte de uma das maiores coleções do mundo dedicadas ao Motörhead. Forte abraço Marcão 😉

    • Marco Loiacono disse:

      Opa Marcelo… valeu camarada. Viu la o patch né? 😀
      Sao anos e anos de dedicação a banda… ainda tem mais por vir…
      Vamos ver se ano que vem, rola o Motörhead Day… abração 🙂

  2. Thiago Reis disse:

    Coleção extraordinária e histórias muito interessantes. Parabéns Marco!!!

  3. Marcel disse:

    Que sensacional, parabéns mesmo pela coleção e dedicação, fiquei babando aqui. Que raiva que seja tão dificil ter uma coleção dessas aqui no Brasil… Aqui se pagar 2 ou 3 vezes a mais só pelo frete e impostos, fora a change de ser roubado no trajeto. Se eu morasse fora do Brasil eu acho que teria que ter uma casa extra pro tanto de coisa que iria comprar, ahaha!

    • Marco Loiacono disse:

      Marcel… Obrigado pelo comentario.
      Realmente viver no Brasil esta muito inviável ultimamente. Desanima um pouco pagar tantos impostos. Acho que só de frete que gastei, eu conseguiria pelo menos mais 1/3 de items…
      Items na gringa realmente fazem vc ficar hipnotizado. Qdo voltei trouxe 500 kgs de carga… kkkkkkkkkk… abração.

  4. Francisco disse:

    Ótima entrevista. Um dos discos citados (dos anos 70), “State of shock”, do Ted Nugent, foi um dos meus favoritos no começo dos anos 80. “Satisfied” é minha favorita do Nuge. Sonho um dia em ver uma discografia comentada desse guitarrista!

    • Anônimo de volta disse:

      Nego quando fala do Ted Nugent em revista de rock, passa muito mais tempo criticando a postura política dele do que a música de altíssima qualidade que ele sempre fez. Tipo um velhaco da Roadie Crew que eu não vou citar o nome, que acha que entende de rock mas está aí desde os anos 80 escrevendo bobagens sobre o Tio Ted. O State of Shock é um disco excelente, muito melhor do que o Cat Scratch Fever. E injustiçado pacas. A minha favorita desse disco é Snake Charmer.

    • Anônimo de volta disse:

      Eu também gostaria que a Consultoria do Rock em especial comentasse a discografia do tio Ted. Só espero que os caras não fiquem perdendo tempo criticando-o pelo fato de ser conservador e a favor do porte de armas. E vou provocar polêmica agora: Ted Nugent é um guitarrista muito melhor do que o Angus Young. Pronto, falei.

      • Marco Loiacono disse:

        Francisco e anonimo… obrigado pelos comentarios.
        A carreira dele infelizmente é marcada pelo estilo de vida que ele leva. Pro-armas, Republicano, caçador. Mas nao é um cara falso. Mostra o que gosta, e acabou. Eu nao gosto de caça esportiva. Mas quando conheci a banda nos anos 80 , nem fazia ideia deste hobby. Acabo separando o caçador do musico. Consigo fazer isto. É um put* musico, com excelentes cds… State of Shock é uma obra prima e o Double live Gonzo ao vivo mata. E concordo com vc, anonimo… Ele é melhor que Angus, sem duvida alguma…

  5. Igor Maxwel disse:

    Gostei da entrevista e das citações do Marco de British Steel e The Number of the Beast em sua lista oitentista, mas o que eu não gostei mesmo foi a citação (novamente) do “patinho feio” dos quatro primeiros discos do Metallica que é “Ride the Lightning”.

    • Igor Maxwel disse:

      Esqueci de citar o Eliminator, um dos meus preferidos de todos os tempos também!

      • Marco Loiacono disse:

        Valeu Igor pelos comentarios…
        Cara, nao sei sua idade, mas quando Ride the Lightning foi lançado, foi algo inexplicavel a época… A musica era de uma energia nao vista antes… Junto do Black Metal do Venom, outro campo no metal se abriu.
        Abraçao

        • Igor Maxwel disse:

          Tenho 27 anos e sou um pouco saudosista sim, gosto de coisas lançadas em anos que eu nunca vivi e que mesmo assim soam bastante atuais aos meus ouvidos. E sobre Ride the Lightning, não o considero o melhor do Metallica por conta de um deslize chamado “The Call of Ktulu” que é a faixa mais fraca do registro, a longa instrumental de encerramento, com quase 9 minutos que se destoam do resto do tracklist por causa disso. Daí de minha parte a expressão “patinho feio”.

          Acho que durante a melhor fase do Metallica, a fase oitentista (que eu costumo chamar de a fase “pré-Black Album”), o impacto de Master of Puppets talvez tenha sido bem mais interessante do que o de Ride the Lightning… Abração pra você também, Marco!

          • Marco Loiacono disse:

            O Master realmente é o “Hors Concours” do Metallica. \m/

  6. Mairon disse:

    Baita entrevista Fernando, parabéns. Babando muito aqui nas fotos!!

  7. Como falei…o Marco me mandou outras fotos, mas não daria para colocar mais. Ficaria pesado principalmente para quem acessa do celular. Essa entrevista do Marco vai ser usada aqui em casa toda vez que a Cris me falar que sou maluco de ficar acumulando discos e outras coisas…rs

  8. Tiago Bittencourt França disse:

    Simplesmente impressionante. São colecionadores assim que nos incentivam ainda mais a continuarmos fiéis ao nosso tão amado hobby, buscando sempre aquele álbum ou ítem raro de nossas bandas preferidas e/ou obscuras. Parabéns amigo. Grande abraço!

    • Marco Loiacono disse:

      Valeu Tiago. Se tem um publico fiel, nao tenho duvida que sao os amantes do rock/metal. Ainda tem mais para chegar … e vamos caçando 🙂 Abraço.

  9. Wilson hipolito disse:

    Parabéns Marcão, tenho certeza que os 2 Ians teem muito orgulho de você.

  10. Renata Lins disse:

    Meuuuuu! Que jornada pelo metal! E olha que qdo vi sua coleção há… sei lá qto tempo vi que ela aumentou muuuito! E seus relatos? Muito bacana conhecer algm tão dedicado! Vc é phoda Motorhead! Vc é o Warpig das Galáxias \m/

    • Marco Loiacono disse:

      Aeee Renata… viu ha mais de 15 anos com certeza… kkkkkkkkkkk… Obrigado pelo comentario… Bj 🙂

  11. Josenilton Santos Dantas disse:

    Marcão parabéns realmente sua coleção e surpreendente obrigado por nos presentear .
    abraço
    Nilton

  12. Igor Maxwel disse:

    Gostei de ver, Marco! Master of Puppets é pra mim o disco definitivo do Metallica, sem sombra de dúvidas, e acho que o único trabalho deles que pode desbancá-lo é justamente o multiplatinado “Black Album” (1991), do qual já não sou mais fã, infelizmente…

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